Comprar Seguidores no Instagram é Seguro?

Comprar Seguidores Para InstagramÉ seguro comprar seguidores no Instagram?

Posso ter o meu perfil banido?

Essas perguntas são frequentes e por isso resolvemos desvendar esse mito.

Listamos abaixo o passo a passo para você comprar seguidores e curtidas no Instagram de forma segura, sem correr o risco de ter o perfil bloqueado:

  1. Pesquise antes de comprar, pergunte a amigos ou alguém que já comprou seguidores e curtidas no Instagram.
    Existem várias empresas que vendem seguidores e curtidas, algumas sérias, outras não, por isso é bom pesquisar antes.

    Sugestão:
    Compre seguidores no Instagram com a Social Star.
  1. Opte pelo pagamento através do PagSeguro ou PayPal.

    São duas das formas mais seguras de comprar na internet.
  2. Compare preços, mas dê preferência para qualidade.Você vai encontrar diferentes preços, alguns bem baratos, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia.Geralmente os preços muito baratos são seguidores e curtidas falsas, feitas por programas de computador.Por isso, verifique a qualidade antes do preço.
  3. Verifique se tem Garantia.Antes de comprar, verifique se o fornecedor oferece garantia.É normal você perder alguns seguidores após a entrega, mas se cair abaixo do que você comprou, a empresa deve repor sem custo.
  4. Considere começar comprando pequenas quantidades de seguidores.Comece devagar e vá aumentando com o tempo. Principalmente se o seu perfil for novo ou com poucos seguidores.Qualquer aumento repentino exagerado pode ligar uma alerta no Instagram. Se o seu perfil é novo, comece comprando de 1.000 a 5.000 seguidores.Se você já tem alguns seguidores e posta regularmente, pode começar com 10.000 e ir aumentando.
  1. Compre Curtidas para as Fotos e Vídeos Também.Ter muitos seguidores, mas poucas curtidas nas fotos e vídeos fica parecendo que o seu público não gosta muito do que você posta.Combine seguidores com curtidas para as fotos e vídeos.
  2. Não Espere Interação dos Seguidores Que Você Comprou.Esses seguidores são para aumentar a quantidade e dar credibilidade ao seu perfil, mas não espere que eles curtam ou comentem suas fotos.Lembre-se que eles não optaram seguir por vontade própria, eles foram pagos para isso.
  3. Seja Paciente.Ganhar seguidores orgânicos, que optam seguir por vontade própria, leva tempo. É um trabalho constante, diário, mas recompensável.Compre para impulsionar, mas continue o trabalho diário para conquistar o seu público e aumentar seus seguidores.

Como Comprar Seguidores e Curtidas no Instagram em 3 Passos Simples:

TRIBO FORTE #013 – O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ADOÇANTES (NATURAIS, ARTIFICIAIS, CALÓRIOS E NÃO CALÓRICOS)

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

  • Especial sobre adoçantes!
  • Adoçantes fazem mal? Bem?
  • Adoçantes zero-calorias podem ser consumidos sem problemas?
  • Quais tipos de adoçantes estão disponíveis?
  • Quais as melhores e piores opções?
  • Como os adoçantes reagem no corpo?
  • Como eles podem ajudar ou atrapalhar quem quer emagrecer?

PESQUISA: Qual a Importância De Se Fazer Parte De Um Meio Colaborador? 

Uma pesquisa feita com 300 membros VIP da Tribo Forte mostra que um meio colaborador é essencial para o sucesso no emagrecimento e para o mantenimento de um estilo de vida saudável.
Pergunta: Quão importante você achar que é se rodear de pessoas motivantes e alinhadas com o mesmo objetivo que o seu quando começando uma mudança no seu estilo de vida alimentar em busca de saúde, emagrecimento e boa forma?
  • 51.9% acha ser extremamente importante
  • 26.7% acha muito importante
  • 18.5% acha importante
  • Em suma: 97.1% acha importante participar de um meio colaborador.

Pergunta: Na sua experiência, se você pudesse estimar quantos % seu COMPROMETIMENTO com seu objetivo de estilo de vida saudável e emagrecimento AUMENTOU por fazer parte de um meio colaborador como a Tribo Forte e o fórum de membros, quanto seria?

  • 63.4% diz que participar da Tribo dobrou, triplicou ou mais que triplicou o comprometimento.
  • 28.6% diz que o comprometimento aumentou de 20% a 50%
  • Em suma: 92% das pessoas concorda que participar da Tribo Forte aumentou consideravelmente o comprometimento.

A Tribo foi criada justamente para gerar estes resultados. Para ser um meio catalizador de sucesso em emagrecimento e estilo de vida!

Se você ainda não é MEMBRO VIP da Tribo Forte, se junte a este movimento agora mesmo,clicando AQUI!
Tribo Forte - Se Torne Membro copy

Ouça o Episódio De Hoje:

Para baixar este episódio, clique aqui com o botão direito e escolha “Salva Como…”

Veja Estes Resultados REAIS Abaixo:

Logo-Banner-quadrado1Abaixo eu coloco alguns dos resultados enviados pra mim por pessoas que estão seguindo as fases do Código Emagrecer De Vez, o novo programa de emagrecimento de 3 fases que é o mais poderoso da atualidade para se emagrecer de vez e montar um estilo de vida alimentar sensacional para a vida inteira.

Este programa é também endossado pelo Dr. Souto e é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

Se quer colocar um sorriso novamente no seu rosto com um corpo e saúde que te dê orgulho, CLIQUE AQUI.

Alguns dos resultados REAIS de membros que estão finalizando os primeiros 30 dias do programa Código Emagrecer De Vez.

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Quer seguir o Código Emagrecer De Vez você também? Clique AQUI e comece HOJE!

Transcrição Completa Do Episódio

Rodrigo Polesso: Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, com o Rodrigo Polesso e o Dr. Carlos Souto. Assuntos como emagrecimento, saúde, alimentação e estilo de vida são tratados de forma imparcial doa a quem doer. Para se tornar um membro da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Bem-vindo ao episódio de número 13 da Tribo Forte. Esse podcast bateu a terceira posição no ranking geral do Brasil no iTunes. Ele continua forte como podcast de saúde mais ouvido no país. Parabéns à saúde brasileira por tudo isso. Obrigado pelo apoio e por seguir a gente aqui. Temos muita alegria em poder compartilhar isso tudo com você. Ficamos muito gratos em saber que isso está sendo útil para todos e por saber que você estão passando a palavra adiante para que mais pessoas tenham acesso. Estamos tratando de saúde e não podemos brincar nesse aspecto. Hoje nós vamos fazer um episódio especial para tratar de um tema de grande interesse para muita gente. É um assunto também um tanto polêmico, como de costume. O tema de hoje é adoçantes. Adoçantes fazem mal? Adoçante zero-caloria pode ser consumido sem problemas? Quais são os tipos de adoçantes disponíveis? Quais são as melhores e piores opções? Como os adoçantes agem no nosso corpo? Como eles podem ajudar ou atrapalhar quem quer emagrecer? Então, se você tem dúvidas sobre isso, traremos um conhecimento de ponta sobre esse assunto para que você se elucide um pouco. Teremos também o quadro alimento do dia, quando falaremos de uma alimento do qual eu gosto bastante e também o quadro “O Que Você Comeu no Almoço de Ontem?” Então, vamos em frente. Vou dar “boa tarde” ao Dr. Souto.

Dr. Souto: Boa tarde Rodrigo e boa tarde aos ouvintes.

Rodrigo Polesso: Antes de começarmos com o pé direito falando dos adoçantes, eu quero falar duma pesquisa que fizemos para falar de um tema muito importante quando você está tentando criar um estilo de vida saudável ou tentando emagrecer que é se rodear de pessoas que sejam favoráveis a esse seu objetivo. Para provar isso na prática, eu fiz uma pesquisa com quase 300 pessoas que são membros da Tribo Forte. A Tribo Forte é uma comunidade feita para ajudar as pessoas a manterem um estilo de vida saudável. Fiz uma pesquisa com as 300 pessoas que fazem parte da Tribo com duas perguntas. A primeira pergunta foi “quão importante você acha que é se cercar de pessoas motivantes e alinhadas com o mesmo objetivo que o seu quando começar uma mudança no estilo de vida alimentar em busca de saúde emagrecimento e boa forma? 51.9% falou que é extremamente importante se rodear de pessoas motivadas que se alinham com o mesmo objetivo. 26.7% acha muito importante e 18.5% acha importante. Ou seja, 97.1% acha importante participar de um meio colaborador dessa forma, como a Tribo Forte, por exemplo. A segunda pergunta foi “na sua experiência, se você pudesse estimar quantos por cento do seu comprometimento aumentou por fazer parte de um meio colaborador, como a Tribo Forte e o fórum de membros? 63.4% disse que participar da Tribo dobrou, triplicou ou mais que triplicou o comprometimento com o objetivo de emagrecimento e estilo de vida saudável. 28.6% disse que aumentou de 20 a 50% o comprometimento. Ou seja, 92% das pessoas concordaram que participar da Tribo Forte, ou algum outro meio que seja alinhado com um grupo de pessoas motivados com seu objetivo, aumentou consideravelmente o comprometimento para se atingir esse objetivo. O meio no qual você está é muito importante. Ele tem grande influência sobre os seus objetivos. A tende a ficar parecido com o meio onde estamos. Se estamos rodeados por pessoas com objetivos diferentes, nós tendemos a nos alinhar a esses objetivos diferentes que não são os nossos. Tem algum comentário sobre esse assunto, Dr. Souto?

Dr. Souto: A gente sabe que o meio influencia muito. Feliz é quem pode conviver numa família ou com amigos que compartilham desse nosso entendimento. Às vezes a tecnologia nos permite suprir isso de forma virtual. Nós podemos ter uma grande família de pessoas que se apoiam, que é o que estamos oferecendo aqui. Não sou psicólogo e não tenho conhecimento da literatura da área. Mas não tenho dúvida de que se formos revisar a literatura da área, nós veríamos que grupos de suporte são importantes para manter qualquer mudança de estilo de vida.

Rodrigo Polesso: Concordo plenamente. Antes de partirmos para o adoçante, vamos fazer uma pergunta da comunidade para o Dr. Souto. É uma pergunta mais técnica sobre o sangue. Antes disso, peguei um comentário bem bacana que a Edilene postou no fórum da Tribo Forte. Ela diz o seguinte: “Olá, pessoal! Quero compartilhar com vocês minha alegria. Hoje fui para a academia com uma imensa preguiça como faço todos os dias. Mas hoje eu estava muito desanimada. Quando de repente se aproxima uma moça e me diz ‘posso te fazer uma pergunta?’ Eu disse ‘claro’. Ela me perguntou ‘você emagreceu só malhando ou também fez dieta?’ Eu fiz uma cara de ‘como assim?’ Daí a mulher disse ‘é que você entrou na academia faz tão pouco tempo, e vi que você emagreceu tanto que queria saber o segredo.’ Aí eu contei para ela sobre esse novo estilo de vida. Não se ela entendeu, mas eu saí de lá nas nuvens.” Acho legal mostrar esse tipo de coisa. É uma coisa do dia a dia que tem um grande impacto e conecta com muita gente. Imagina só na academia qualquer te perguntar como você emagreceu? É bem interessante isso. A pergunta para o Dr. Souto é a seguinte, da Roberta Luz: “Oi, gente. Eu de novo. Agora pedindo um help. Após os 30 dias do Código Emagrecer de Vez, eu fiz meus exames de rotina bem detalhados porque faço tratamento hormonal para endometriose. Em geral, o colesterol (HDL e LDL) estão com índices próximos aos altos nos parâmetros dos exames. O que me preocupou mais foi o aumento da homocisteína, que está bem alta em comparação com os exames anteriores. Eu eliminei 9 quilos desde o começo do Código Emagrecer de Vez em março. Talvez eu tenha que adaptar algo, mas não sei por onde começar.” Ela quer uma dica nossa. O perfil lipídico dela é: colesterol total 210, limítrofe e era considerável desejado antes; triglicerídeos 86; HDL 33; LDL 160 (quase dobrou se comparado com 2005); ácido úrico 8.6 (acima do valor de referência); insulina 28 por mL (acima do valor de referência). “Eu estava de jejum de 16 horas para fazer o exame de sangue, mas a menina do exame me fez tomar um chocolate quente para tirar sangue.” Não entendi essa parte. Achei meio bizarra. Será que é por isso que a insulina estava alta?

Dr. Souto: Com certeza.

Rodrigo Polesso: Têm muitos valores técnicos aí, Dr. Souto. Você tem algum insight sobre isso?

Dr. Souto: Primeiramente um comentário sobre essa bizarrice do leite com Nescau. Assim como a esmagadora maioria das pessoas não concebe que alguém possa ficar de jejum, pois acham que as pessoas vão passar mal ou ter hipoglicemia… tudo aquilo que conversamos com o Dr. Jason Fung (quem está nos ouvindo e ainda não assistiu, assista o episódio número 11 onde o Dr. Jason Fung desmistifica isso). É comum que quando as pessoas tirem sangue tenham uma queda de pressão e se sintam mal. Isso não tem nada a ver com a pessoa estar de jejum ou com o volume ridiculamente pequeno de sangue que é retirado num exame. Isso tem a ver com ansiedade. Tem pessoas que quando veem sangue, se sentem mal. Elas têm o que chamamos de reação vasovagal, que é uma reação provocada pela ativação do nervo vago. Isso provoca uma vasodilatação, a pressão cai, a pessoa fica tonta, pode às vezes ter que deitar e pode até desmaiar. Isso acontece se a pessoa tiver comido ou não. Pessoas sensíveis a esse tipo de estímulo, se vê alguém que sofreu um acidente, a pessoa desmaia. Não tem a ver com o sangue que foi retirado do braço dela. Isso é uma lenda urbana… a ideia de que um jejum muito prolongado a pessoa vai desmaiar. Obviamente, se eu dou uma bebida com açúcar para a pessoa e meço a insulina dela, a insulina estará elevada. Aliás, tem que cumprimentar essa leitora, porque para quem tomou uma coisa com açúcar, a insulina de 28 está ótima. Para quem está em jejum, a insulina de 28 é ruim e indicaria uma resistência à insulina. Mas uma pessoa que tomou leite com Nescau e está com a insulina em apenas 28, é um indicativo que ela provavelmente reverteu a resistência à insulina que ela tinha. Eu acho que a gente não deveria fazer uma análise específica via internet do caso de uma pessoa específica – é melhor ela verificar com um profissional de forma presencial. Mas vou falar em tese. Um colesterol de 210 é alto ou baixo? Essa é uma pergunta é sem sentido e eu explico porquê. “70 quilos é muito ou é pouco?” Depende. Para uma pessoa de 1m e 80cm, 70 quilos é muito magro. Mas para uma pessoa de 1m 50cm, 70 quilos já está entrando na obesidade. Então, não adianta eu falar só no peso se eu não dou a altura. Colesterol de 200 é alto ou baixo? Depende. Depende do HDL. O HDL é conhecido como “colesterol bom”. Se uma pessoa tem 210 de colesterol total mas tem 65 de HDL, essa pessoa está muito bem. Ela está muito melhor do que uma pessoa que tem 180 de colesterol total e tem 30 de HDL. Dividindo o colesterol total pelo HDL, valores abaixo de 4,5 são valores muito bons. Então, depende dessa relação. Eu entendo que ela diz “limítrofe” porque o valor considerado ideal no laboratório é abaixo de 200. Mas isso não tem sentido do ponto de vista fisiológico. Qualquer um que entende de lipidograma não dará nenhuma bola para aquele valor que é considerado ideal. É preciso olhar o lipidograma como um todo. Triglicerídeos baixos, em geral, são um bom indicador de que a pessoa está fazendo uma dieta sem excesso de carboidratos. O HDL que ela citou realmente está muito baixo. É estranho ter um HDL baixo com triglicerídeos bons. Triglicerídeos e HDL formam uma gangorra. Quando um sobe, o outro tende a baixar. Na maioria das vezes, quem tem HDL baixo, é a mesma pessoa que tem triglicerídeos altos, que é um marcado de síndrome metabólica e resistência à insulina. Então, eu achei esquisito esse resultado. Da mesma forma, a homocisteína é um marcador de risco cardiovascular. Normalmente em pessoas com síndrome metabólica a gente a vê valores maiores de homocisteína. Vou dar minha sugestão para qualquer ouvinte que esteja numa situação semelhante a dessa nossa ouvinte. Quando os resultados são inconsistentes no meio de uma trajetória de perda de peso, se ela está se sentido bem, é melhor manter a trajetória, porque quando estamos perdendo peso às vezes esses marcadores ficam confusos. Eu já li autores que argumentam que toda a gordura que está saindo e está sendo queimada para energia (sendo oxidada e perdendo peso) circula na corrente sanguínea e vai para os órgãos-alvo onde será queimada. Isso pode alterar os parâmetros do exame de sangue. Muitas vezes existe uma inflamação no tecido gorduroso. A gente sabe que o tecido adiposo não é só um depósito de gordura. Ele também secreta substâncias de natureza inflamatória. À medida que a gente perde gordura, algumas dessas substâncias são eliminadas e isso pode causar essas reações. Eu repetiria os exames, sem pressa, depois que ela já tivesse entrado num platô de peso – depois que ela perder o peso que era para perder e já está há um ou dois meses assim. Seguramente esse HDL aumentará e essa homocisteína vai cair. É isso que faz sentido no contexto geral dos exames dela e com o que está acontecendo com o corpo dela nesse momento.

Rodrigo Polesso: Faz sentido. Muitos dos exames podem refletir o estado de inércia de antes, já que ela vivia por anos com essa alimentação antiga.

Dr. Souto: Eu não sugiro que alguém faça exames tão precocemente depois da mudança de estilo de vida, porque às vezes eles dão sinais contraditórios.

Rodrigo Polesso: Muitas dicas boas do Dr. Souto. Espero que tenham sido úteis. Agora vamos para o tópico principal do podcast de hoje: adoçantes. Falaremos sobre como eu e o Dr. Souto incluímos isso no nosso estilo de vida, se é proibido, que tipos de adoçantes existem… para fazer um framework inicial desse assunto, eu quero dividir os adoçantes em três quadrantes. Os primeiros são os adoçantes calóricos e naturais – o açúcar de mesa, o mel, o agáve, maple syrup. Em seguida temos os adoçantes não calóricos e artificiais – aspartame, sucralose, splenda e afins. O último quadrante traz os adoçantes não-calóricos (ou minimamente calóricos) e naturais – xilitol, eritritol, stevia e o luo han guo, que é pouco conhecido. Com isso, faremos um papo aberto sobre essa questão de adoçantes. Você tem alguma opinião para começar?

Dr. Souto: Essa divisão é muito boa. Acho que o Jonathan Bailor que propôs. Ela ajuda as pessoas a entenderem e a classificar os adoçantes. Os naturais e calóricos (açúcar de mesa, frutose, mel) “no frigir dos ovos” são todos a mesma coisa. Eles se comportam – no ponto de vista bioquímico – como açúcar.

Rodrigo Polesso: Pois é. Muitas pessoas perguntam sobre o açúcar de coco, açúcar de nuvem, açúcar de tudo quanto é tipo para disfarçar que é açúcar. A resposta é sempre a mesma: se é calórico e natural, é açúcar.

Dr. Souto: É açúcar. O Açúcar da cana também é natural. O que importa é que é uma mistura de glicose com frutose que vai ter uma série de efeitos danosos dependendo da quantidade que for consumido. Quantidades muito pequenas serão sempre irrelevantes. Já falamos em um podcast sobre chocolate amargo. O chocolate 80% cacau contém açúcar refinado. Por que podemos comer esse chocolate? Porque a quantidade de açúcar é muito pequena. Especialmente se só comermos uns 2 ou 3 quadradinhos. Da mesma forma, se a pessoa for tomar um café e botar uma quantidade pequena de açúcar (meia colher), provavelmente não terá maior efeito. O problema o veneno é a dose. No entanto, eu concordo com a ideia de que, pelo menos no primeiro momento, o açúcar deve ser completamente eliminado porque ele desencadeia aquela compulsão. Daqui a pouco esse café vira três cafés. “Já que posso comer um pouco de açúcar, vou botar açúcar no creme de leite do meu morango.” Esses açúcares vão se somando. Sabemos que ele é um desencadeado de compulsão.

Rodrigo Polesso: A primeira parte do Código Emagrecer de Vez é um desafio de 30 dias para reprogramar o metabolismo. Lá, o açúcar é retirado. O açúcar é um duplo agressor contra a perda de peso. O açúcar de mesa é 50% frutose e 50% glicose. A glicose estimula a insulina (já sabemos que a insulina é o hormônio que armazena gordura e bloqueia a queima de gordura). A frutose age diretamente no fígado incentivando a resistência à insulina. Sabemos que essas são grandes causas para o ganho de peso. Uma gera uma resistência à insulina no fígado e a outra estimula a liberação de insulina no sangue. Ele é um agressor duplo para quem quer perder peso.

Dr. Souto: É muito comum que a mesma pessoa que comenta sobre o açúcar de coco dizer que esse açúcar tem um índice glicêmico baixo. Quanto mais frutose tiver num açúcar, menor será o índice glicêmico. O índice glicêmico mede somente a glicose no sangue. Então, se eu tiver um adoçante que for 100% frutose, o índice glicêmico dele será quase 0. Mas isso ocorre porque não existe um índice “frutosêmico”. A frutose, isoladamente, é mais tóxica do que a glicose, mas não medimos a frutose no sangue. O índice glicêmico do açúcar de mesa é menor do que o índice glicêmico da batata ou do pão. Isso não significa que o açúcar seja melhor do que a batata ou pão. O açúcar é muito pior, porque tem um monte de frutose. O motivo do açúcar de mesa ter 65% de índice glicêmico é porque tem muita frutose. Então, esqueça índice glicêmico no que diz respeito a adoçantes calóricos naturais. Adoçantes calóricos naturais são permutações de açúcar.

Rodrigo Polesso: O mel faz parte da nossa vida. Aqui no Canadá, o maple syrup faz parte da vida de todo mundo. Para as pessoas que querem perder peso como objetivo primário, eu sugiro que você retire da sua dieta e limite ao máximo possível. Mas se você está contente com seu peso, e quer manter um estilo de vida alimentar saudável (fase 3 do Código), temos que ter flexibilidade no dia a dia para adicionar esse tipo de coisa. Temos situações sociais nas quais comemos esse tipo de coisa. Você é o que você faz na maior parte do tempo. O veneno vai depender da dose. Se você comer uma sobremesa uma vez por semana, isso não vai te causar grandes problemas, assim como fumar 1 cigarro por ano provavelmente não te dará câncer. Uma dose pequena, como parte de um estilo de vida, na minha opinião não tem grandes problemas. Se você quiser adicionar um mel no iogurte, um açúcar no bolo… tem lugar para isso num estilo de vida saudável, mas é um lugar pequeno comparado ao resto – é uma exceção. São momentos excepcionais. É um presente poder degustar algo nesse sentido.

Dr. Souto: Concordo plenamente. Se a pessoa não está mais precisando perder peso, não está fazendo restrição de carboidratos para perda de peso, não é diabética… aí eu acho que, realmente, adoçar o iogurte com mel seja melhor do que adoçar com açúcar refinado. Quando eu falo que é tudo a mesma coisa, é dentro do contexto do objetivo de perda de peso em uma dieta de baixo carboidrato. Se ter uma coisa que é a antítese de baixo carboidrato é o açúcar de qualquer tipo.

Rodrigo Polesso: Agora podemos focar no segundo quadrante, que são os não calóricos e artificiais, como o famigerado aspartame, sucralose, splenda e vários desses envelopes que vemos pelas cafeterias.

Dr. Souto: Existe muita controvérsia nessa área. Essa controvérsia vem muito do que diz respeito sobre toxicidade. A internet não é uma boa fonte de informações científicas, se utilizarmos o Google como mecanismo de busca. Quem quiser buscar isso tem que buscar no PubMed e entender de nível de evidência. A internet é um meio muito fértil para teorias da conspiração.

Rodrigo Polesso: Se você procurar “carne faz bem para a saúde”, você vai achar… você vai achar “carne faz muito mal para saúde”… não importa o que você procurar, vai ter alguma coisa publicada que provará o que você quer dizer. Esse é o perigo da internet.

Dr. Souto: Exatamente. Eu não acredito que nenhum dos adoçantes artificiais causem câncer ou doenças neurológicas terríveis. Quanto à toxicidade, se for consumido nas doses recomendadas, não me preocupa. Algumas pessoas, ao me ouvirem falando isso, vão nos escrever citando artigos. Mas precisamos de artigos com bons níveis de evidência, não artigos de blog escrito por alguém que não bota referências bibliográficas. Rodrigo, você acha que algum adoçante artificial é algo tão tóxico quanto veneno?

Rodrigo Polesso: Eu acho que o pessoal exagera. É claro que a indústria patrocina estudos que provam que não tem problema nenhum em usar aspartame. Mas tem gente que prova o contrário. Nunca vi um ensaio clínico randomizado mostrando uma relação de causa e efeito – nesse caso, consumo de aspartame em doses normais e problemas de câncer. A minha opinião sobre esse assunto é que está no nome… tudo o que é artificial, mesmo não tendo uma prova clara de que faça mal, temos que ter a pulga atrás da orelha. Isso não nasceu na Terra, foi criado em laboratório. Só isso já o suficiente para eu ficar com uma pulga atrás da orelha e não incluir isso no meu estilo de vida diariamente. É a mesma questão do açúcar: se forem poucas vezes, mesmo se for um veneno, é uma dose tão pequena que eu acho que o impacto não será tão significativo.

Dr. Souto: Quando eu escrevi uma postagem sobre isso, eu coloquei a seguinte frase: do ponto de vista da dieta paleolítica, é evidente que não havia aspartame ou sacaria na dieta dos nossos ancestrais. Por conseguinte, nossos genes não estão preparados para lidar com essas substâncias. Então, essa é uma precaução válida. Dito isso, todas essas substâncias passaram por extensa testagens. Existe um corpo grande de literatura. Aqui nós entraremos numa coisa mais filosófica da ciência… é impossível provar um negativo. Eu não tenho como provar que algo não faz mal. Isso seria a mesma coisa do que ver um grande rebanho de ovelhas, que são todas brancas. Depois, eu vejo um rebanho de 100 ovelhas e todas são brancas. Em seguida, eu vejo 1000 ovelhas e todas são brancas. Mas por mais ovelhas que eu veja, não conseguirei provar que não exista uma ovelha preta. E se surgir uma preta, minha teoria que diz que todas são brancas está errada. É filosoficamente impossível provar que algo não faz mal. Mas o rebanho de ovelhas brancas é grande. O número de estudos que mostram que não é tóxico é grande. As pessoas não precisam se desesperar acreditando em emails com teoria da conspiração. O maior corpo da literatura é de que os adoçantes artificiais são provavelmente seguros quando consumidos em quantidades não muito grandes. Mas eu concordo que são artificiais. Então, do ponto de vista da precaução, quanto menos nós usarmos, melhor.

Rodrigo Polesso: Ninguém toda adoçante artificial no gargalo. As pessoas colocam adoçante em alguma coisa. Se você tomar várias Cocas Zero por dia, você sentirá os efeitos de todas as outras coisas dentro dela, não somente do adoçante.

Dr. Souto: Tem corante, aromatizante, conservante, ácido fosfórico…

Rodrigo Polesso: Tem de tudo um pouco. É praticamente impossível se mostrar, num estudo randomizado, uma relação de causa e efeito entre qualquer coisa e câncer. O câncer se desenvolve ao longo de muito tempo. É difícil se isolar um aspecto da dieta para se comprovar que aquilo cause o câncer. Tudo causa câncer e muitas coisas ajudam a prevenir. Hoje causa, e amanhã não causa mais. A indústria do açúcar e do mel patrocinando estudos para atacar o aspartame e a indústria do aspartame faz o lobby dela para provar o oposto. É uma luta de interesses.

Dr. Souto: Tenho mais uma coisa para falar desse quadrante.

Rodrigo Polesso: Antes de você falar, eu ia dizer o seguinte: fica fácil escolher entre uma coisa natural ou artificial.

Dr. Souto: Falamos da questão da toxicidade, mas existe outro aspecto que é muito discutido: adoçante emagrece ou engorda? Adoçante aumenta ou reduz o açúcar no sangue? Adoçante aumenta ou reduz a insulina? Quais são os efeitos clínicos dos adoçantes artificiais não calóricos? Quanto ao efeito do adoçante na glicose do sangue de uma pessoa em jejum, não aumenta. Um diabético tipo 1, que consumir um adoçante não calórico, não vai aumentar sua glicose. O diabético tipo 1 com qualquer quantidade de carboidrato terá um aumento significativo da sua glicose. Alguém pode dizer que viu um estudo que mostrava que aumenta a glicose. Mas esses são estudos que avaliam o que acontece se uma pessoa consumir uma dieta normal com 60% de carboidratos versus uma pessoa consumir essa mesma dieta e consumir adoçante. Então, parece que alguns adoçantes artificiais não calóricos tendem a aumentar a resposta glicêmica aos alimentos. Então, se a pessoa comer um pão e tomar adoçante, ela talvez tenha uma elevação na glicose maior do que ela comer o pão e não tomar adoçante. Se a pessoa não comer o pão, a glicose não vai subir. A segunda coisa é: adoçante está associado com aumento ou redução do peso? Aí entra a confusão dos estudos observacionais. Nos estudos observacionais as pessoas que consomem adoçantes tendem a ser mais obesas. Mas isso é um exemplo óbvio de causa reversa. Se eu sou uma pessoa magra, que como o que eu quero e nunca engordo, eu não vou tomar adoçante. Quem que toma adoçante? Quem está tentando emagrecer. Então, o adoçante não fez a pessoa engordar, o adoçante é um marcador de pessoas que estão tentando perder peso. Isso é tão óbvio que me espanta que na literatura isso não esteja grifado. Estudos observacionais não estabelecem causa e efeito. Já falamos isso mil vezes, mas não custa falar de novo. Nesse caso, menos ainda. Existem alguns ensaios clínicos randomizados de adoçantes que deixam uma coisa óbvia: os ensaios clínicos randomizados patrocinados pela indústria alimentícia mostram que os adoçantes ajudam a perder peso. Outros estudos que não são patrocinados pela indústria alimentícia tendem a mostrar efeitos neutros. Então, na minha visão da literatura, não acredito que os adoçantes provoquem ganho de peso. Eu acho que isso é uma causa reversa nos estudo epidemiológicos. Mas eu acho que os adoçantes não são uma grande força na perda de peso. Existe uma teoria – que acho que tem fundamento – de que a gente come uma coisa doce, o cérebro espera que o açúcar chegue na corrente sanguínea. Quando o açúcar não chega, o hipotálamo continua produzindo o desejo de comer mais.

Rodrigo Polesso: Eu acredito na mesma coisa que você disse, só que além de disso, eu acredito que os adoçantes podem ser um problema para quem está querendo perder peso. Para o pessoal que está na primeira fase do Código Emagrecer de Vez, isso pode ser uma pisada no freio. O gosto doce, independentemente de ser não calórico, vai influenciar a insulina no sangue. Já vimos alguns estudos que falam isso. O Dr. Jason Fung, no livro “The Obesity Code” fala dessa questão. O gosto doce da stevia causa uma flutuação da insulina no sangue. Sabemos que a insulina no sangue é armazenadora de gordura. Quando tem insulina no sangue, acontece o bloqueio de gordura. Os estoques de gordura ficam bloqueados e o corpo tende a não usá-los. As pessoas que estão fazendo jejum de 16 horas, por exemplo, e ficam tomando chá com adoçante… na minha opinião, isso não é proveitoso para você otimizar sua perda de gordura. O que você acha sobre isso, Dr. Souto?

Dr. Souto: Quando não se está em jejum, uma pequena eventual elevação na insulina causada por um adoçante não calórico se perde dentro das elevações causadas pela própria alimentação. Não é relevante. Eu sei que tem estudos que mostram aumento significativo da insulina através do adoçante, mas são estudos feitos na vigência de uma dieta ocidental padrão cheia de carboidratos. Esses estudos na verdade provam que os adoçantes artificiais pioram a resposta ao consumo de carboidratos. Mas numa dieta de baixo carboidrato, eu não penso que isso seja relevante. Quando eu fiz uma restrição de carboidrato pela primeira vez, há 5 anos, eu não conhecia esses detalhes, eu só sabia que tinha que tirar os carboidratos. Eu tomava dois litros de Coca Zero por dia e emagreci vários quilos. Então, eu sei por experiência própria, que o adoçante, mesmo tomado numa quantidade absurda, não impede. O motivo de eu ter tirado os adoçantes são todas essas coisas que nós estamos falando… tirar o vício do gosto doce e etc. Mas no jejum é diferente. No jejum nós deixamos a insulina baixíssima. Não tem uma estratégia de alimentação que produza uma insulina tão baixa quanto o jejum. Aí, se eu consumir uma coisa que aumente um pouco minha insulina (um adoçante não calórico) talvez eu tire parte do benefício. Eu nunca vi um estudo específico sobre isso, mas faz sentido.

Rodrigo Polesso: Não é preto no branco. Ninguém pode dizer que sabe a verdade. Todos devem considerar e decidir o que fazer. Vamos passar para o terceiro quadrante que é o meu favorito: não calóricos e naturais (stevia, xilitol, eritritol, luo han guo). O luo han guo é uma planta chinesa que eu nunca vi para comprar. Dizem que ela se parece com a stevia. Acho que no Brasil o mais comum é a stevia, mas sei que o xilitol é fácil de se encontrar também.

Dr. Souto: A stevia é um gosto aprendido. Eu confesso que não gosto do gosto amargo que fica depois da stevia. Já me disseram que depende da qualidade da stevia. Existem extratos de stevia que não têm esse mesmo amargor. Mas aqueles com os quais eu tive contato, deixam um gosto amargo. Isso é uma coisa muito individual. Eu sempre pergunto para os pacientes que eu atendo se eles gostam de stevia. Vários me dizem que não por causa do gosto amargo, mas alguns usam sempre e gostam. Para quem se adapta e gosta, é uma bela opção. Ele é um adoçante natural e não calórico. Como ele é 200 vezes mais doce que o açúcar, é usado em pequenas quantidades. O xilitol está presente naturalmente em algumas frutas, especialmente nas berries. O xilitol é uma molécula muito parecida com o açúcar. Ele é calórico, mas é menos calórico que o açúcar. Ele tem metade das calorias do açúcar e um índice glicêmico muito baixo. Ele é absorvido muito lentamente. O xilitol tem algumas características que não encontramos nos adoçantes artificiais. Por exemplo, ele não tem gosto estranho de adoçante. Além disso, ele é utilizado de forma semelhante ao açúcar – quando eu adoço um chá, eu coloco uma colher de chá de xilitol. Ele pode ser aquecido, então funciona bem nas receitas que vão para o forno. Outros adoçantes estão associados a situações adversas na flora intestinal, como a sacarina e o aspartame. Existem estudos que mostram que os adoçantes podem provocar a resistência à insulina, mas que isso estaria mediado pela atuação que eles têm nas bactérias do nosso intestino. Já o xilitol é benéfico para as bactérias do nosso intestino. Ele acaba sendo uma espécie de prébiótico. O xilitol não está associado com cáries, como o açúcar – pelo contrário, ele protege contra cáries. Mas como tudo na vida, o xilitol não é perfeito. O problema do xilitol é o preço.

Rodrigo Polesso: Para quem consome muito pode gerar desconforto estomacal.

Dr. Souto: E diarreia se a pessoa abusar. Ele tem uma pobre absorção pelo intestino. Uma parte dele não é absorvida. Isso é até bom, porque daí a pessoa não abusa. Imagina se fosse algo igual ao açúcar nas características de paladar e culinária, mas que pudesse ser consumido com total impunidade? As pessoas iriam consumir caramelos puros disso. É bom que ele provoque diarreia se for consumido demais. O objetivo do xilitol é fazer um biscoito com uma farinha de amêndoas e substituir o açúcar por xilitol, por exemplo. Não terá gosto de adoçante, será uma delícia. Não pode ser feito todo dia, senão não existirá uma dieta que resista. Dois ou três biscoitos seriam uma quantidade tolerável de xilitol. Agora, beber leite condensado com xilitol na lata… vamos combinar, as pessoas fariam isso. Não é low-carb que resista a uma quantidade louca de calorias. Concordo contigo. O xilitol é sensacional, mas para ser usado com bom senso.

Rodrigo Polesso: Ele entra muito bem na questão das receitas. Ele é calórico, mas é 50% menos calórico que o açúcar. O meu favorito dentre esses todos é o eritritol. Infelizmente, ele é mais difícil de ser achado no Brasil. O eritritol é 95% menos calórico que o açúcar. Ao contrário do xilitol – que não é absorvido pelo corpo – o eritritol é absorvido pelo corpo. Ele é menos doce que ao açúcar, então você precisa de mais quantidade. Ele tem uma consistência muito boa para fazer bolos e outras receitas. Ele também tem um gosto bom. O eritritol é o meu favorito. Já experimentou, Dr. Souto?

Dr. Souto: Eu nunca experimentei o eritritol. Aqui no nosso meio nós não encontramos. Encontramos o xilitol nessas lojas de produtos naturais no Brasil. Mas o preço é meio revoltante (60 reais uma lata de 300 gramas), sendo que ele é usado em quantidades análogas ao açúcar. Eu encontrei no mercado público de Porto Alegre por um valor bem mais interessante. Ele estava custando 50 reais o quilo. Eu comprei pacotes de 200 gramas por 10 reais. Eu uso pouco nas coisas. Eu pego uma pasta de amendoim (sem açúcar ou sal) e boto um pouco de xilitol para deixa-la levemente adocicada. Depois do almoço, então, eu como uma colherada daquilo como uma sobremesa. Essa sobremesa não é super doce. Eu comprei o xilitol há 10 dias (200 gramas) e ainda tenho metade do saquinho.

Rodrigo Polesso: Eu compro um produto aqui que é uma mistura de stevia com eritritol. Ele tem o melhor dos dois mundos. Eu gosto de usar no chá para realçar os sabores. O chá rooibos com um pouco de adoçante fica muito bom. Eu uso também para fazer smoothie no liquidificador com mirtilos congelados. Eu coloco iogurte, essas frutas e um pouco desse adoçante eritritol e fica muito bom. Você não sente gosto estranho. Funciona muito bem a textura dele é muito parecida com a do açúcar.

Dr. Souto: Me parece que existe no mercado brasileiro uma versão de stevia com eritritol. Alguém comentou no meu blog falando sobre isso. Stevia com eritritol é uma combinação bem interessante. O eritritol é um adoçante que tem essas características muito favoráveis e combinado com stevia o poder adoçante é aumentado.

Rodrigo Polesso: A mensagem geral para os adoçantes é encará-los como sobremesa. Não é porque um é melhor que o outro que você pode colocá-lo nas três refeições do dia. Entenda isso como um presente que você dá a si mesmo de vez em quando. Isso depende do objetivo de cada pessoa e da etapa do processo de emagrecimento que a pessoa está. Espero que essa conversa sobre adoçantes tenha sido útil e possa elucidar, mostrando que não existe preto no branco para esse assunto. O importante é que cada um tenha bom senso. Hoje no Alimento do Dia falaremos sobre o açafrão. Ele é o que dá a cor amarela ao curry. O açafrão é um tubérculo. Ele parece um gengibre grande e alaranjado. Não existe superalimento, mas ele tem vários benefícios que a ciência tem estudado bastante. 3% da composição do açafrão é um componente chamado curcumin, que é um anti-inflamatório muito poderoso. Vi alguns estudos que dizem que ele tem o poder anti-inflamatório semelhante ao de algumas drogas, além de ser uma antioxidante muito poderoso. Esse componente é o mais estudado por ser um mais forte no açafrão. É um pó. Eu geralmente uso com carne. Eu já vi o Tim Ferris usar no hambúrguer. Eu também uso na mistura de legumes que faço na manteiga. Ele dá uma cor e um sabor legal. É mais uma coisa da natureza que traz benefícios que podem ser inclusa na sua dieta alimentar. Dr. Souto, você gosta de curry?

Dr. Souto: Adoro curry. Açafrão nem precisava ser tão saudável de tão gostoso que é. É uma das poucas coisas que chega perto de ser uma superfood. Existem muitos estudos sobre a curcumin que mostram que ela tem vários benefícios para uma série de patologias. Essa é uma bela dica.

Rodrigo Polesso: Dr. Souto, o que você comeu na sua última refeição?

Dr. Souto: Eu não comi nada.

Rodrigo Polesso: Vai ter que dizer o que você comeu na anterior a essa então.

Dr. Souto: Tenho uma dificuldade de lembrar dessas coisas… Isso serve para mostrar como esses estudos baseados em questionários são furados. Sinceramente, eu não lembro direito o que eu almocei ontem. Estou fazendo 24 horas de jejum. De manhã eu não estava com fome e não comi. Hoje no almoço não deu tempo. Até daria para comer em 15 minutos. Mas se for para comer em 15 minutos, prefiro não comer. Em vez de comer correndo e chegar correndo no consultório, eu vim com calma. Quem já fez jejum sabe que nesse momento estou sem fome.

Rodrigo Polesso: É tão fácil que nós até esquecemos de comer. Quando você está adaptado à uma alimentação forte, que é uma combinação de paleo e low-carb… quando você está adaptado a queimar gordura como combustível… tem que ter esse pré-requisito. No começo, você vai sentir mais fome, sim. Mas depois você se adapta. Acontece de uma forma tão simples, fácil e prazerosa… Eu fui almoçar hoje à 1 e meia, porque estava trabalhando desde a hora que acordei. Eu fui almoçar porque queria tirar um break do trabalho, não porque eu estava com fome. A minha comida foi carne moída com brotos de ervilha, cebola, couve-flor, brócolis, cenoura e couve de folhas. Temperei com açafrão, alho e pimenta caiena. Eu mencionei vários legumes. Eu não parei para cortar todos eles. Eu gosto de ser bastante prático, então eu compro congelado. Tem umas misturas muito legais de legumes congelados. Geralmente, esses legumes são congelados logo após o cultivo deles. Isso mantém os legumes frescos, quando uma empresa de qualidade faz isso. Eu derramo essa sacola cheia de legumes dentro na frigideira e rapidamente eu tenho uma combinação legal e colorida de legumes. Lembrou o que você comeu, Dr. Souto?

Dr. Souto: Foi uma salada verde mista. Você conhece um tempero chamado zatar, Rodrigo?

Rodrigo Polesso: Não.

Dr. Souto: Zatar é um tempero árabe. Eu adoro comida árabe. Eu não faço a menor ideia do que ele é feito. Ele é um pó verde. Tem uma salada árabe chamada chancliche com cebola cortada, tomate, tempero verde, queijo de ovelha coberto de zatar… tudo picado e misturado, uma delícia. Eu tenho um paciente de origem libanesa que me deu um pote de zatar. Eu comprei um queijo tipo quark, que é um queijo branco meio liquefeito. Eu boto aquilo na salada e boto o zatar em cima. Ele fica parecido com um chancliche feito em casa. Eu comi com direito a repetição. Acho que comi também um peito de frango com cebola refogada.

Rodrigo Polesso: Magnífico. Nunca ouvi falar nesse tempero. Muito interessante. A culinária indiana é a minha favorita. Eu realmente gosto das fragrâncias e temperos diferentes.

Dr. Souto: A maioria dos temperos, além de serem deliciosos, são super ricos em antioxidantes excelentes para a saúde. Usar e variar esses temperos é uma bela dica.

Rodrigo Polesso: Gostaram do episódio, pessoal? Espero que sim. Esses assuntos estão na cabeça de muitas pessoas no dia a dia principalmente para quem já está levando um estilo de vida saudável e não sabe o que pode e não pode. Quem quiser fazer parte de um meio colaborar e manter um estilo de vida verdadeiramente saudável, dê uma olhada na Tribo Forte. Considere se tornar um Membro VIP. Para isso, acesse TriboForte.com.br. Para quem quer emagrecer e tem isso como prioridade, eu sugiro que vocês deem uma olhada no Código Emagrecer de Vez. É um programa de três fases baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje em dia. Isso está mudando o jogo para muitas pessoas que querem emagrecer. Acesse CodigoEmagrecerDeVez.com.br. Com, vamos fechando esse episódio. A gente se fala na próxima terça-feira no próxima episódio da Tribo Forte. Um grande abraço para todo mundo e um abraço para você, Dr. Souto.

Dr. Souto: Um abraço. Até mais.

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Emagrecer de Vez

TRIBO FORTE #012 – DESAFIOS EM SE ESPALHAR AS VERDADES, CÂNCER E LOW CARB E MAIS…

Tribo Forte Podcast - logo 2 - PEQBem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

  • Como o mundo de hoje torna difícil a disseminação de verdades e a quebra de paradigmas alimentares vigentes. Um trecho muito bem escrito pelo Dr. David Ludwig de Harvard em uma carta aberta a mídia americana dá pistas de quão triste e difícil é expressar opiniões contrárias, mesmo quando elas são totalmente embasadas pela ciência.
  • Alimentação low carb e câncer, resultados de um estudo recente são muito promissores nesta questão tão importante.
  • Quadro “Alimento do dia” e “o que voce comeu no almoço passado”.
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 Ouça o Episódio De Hoje:

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Veja Estes Resultados REAIS Abaixo:

Logo-Banner-quadrado1Abaixo eu coloco alguns dos resultados enviados pra mim por pessoas que estão seguindo as fases do Código Emagrecer De Vez, o novo programa de emagrecimento de 3 fases que é o mais poderoso da atualidade para se emagrecer de vez e montar um estilo de vida alimentar sensacional para a vida inteira.

Este programa é também endossado pelo Dr. Souto e é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Alguns dos resultados REAIS de membros que estão finalizando os primeiros 30 dias do programa Código Emagrecer De Vez.

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Referências do episódio

Vídeo do Dr. Stephen Freedland sobre câncer de próstata e alimentação low carb

Carta aberta a mídia americana pelo Dr. David Ludwig

Transcrição Completa Do Episódio

Rodrigo Polesso: Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, com o Rodrigo Polesso e o Dr. Carlos Souto. Assuntos como emagrecimento, saúde, alimentação e estilo de vida são tratados de forma imparcial doa a quem doer. Para se tornar um membro da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Bem-vindo à terça-feira – seu dia semanal da saúde. Temos mais um podcast oficial da Tribo Forte saindo do forno. No podcast de hoje temos dois temas principais para discutir e compartilhar com você. O primeiro deles é como mundo de hoje torna difícil a disseminação de verdades e a quebra de paradigmas alimentares vigentes. O Dr. David Ludwig da Universidade de Harvard nos Estados Unidos escreveu uma carta aberta para a mídia americana. Essa carta dá pistas de quão difícil a situação é até mesmo para médicos respeitados como ele para expressar opiniões contrárias às vigentes, mesmo elas sendo totalmente embasadas pela ciência. Falaremos sobre esse assunto tão importante aqui. Depois falaremos sobre a alimentação low-carb e o câncer de próstata. Mencionaremos os resultados de um estudo recente, que são muito promissores. Teremos também os quadros “Alimento do Dia” e “O Que Você Comeu no Almoço de Ontem?” Antes de começarmos, vou dar bom dia e boa tarde para o Dr. Souto antes de partirmos para a pergunta da comunidade.

Dr. Souto: Boa tarde, Rodrigo. Boa tarde, ouvintes.

Rodrigo Polesso: Boa tarde, Dr. Souto. Temos uma pergunta da comunidade. Peguei essa pergunta na página do Facebook do Emagrecer de Vez hoje. Inclusive, eu já respondi ela lá. Vou fazer a pergunta e falarei o que eu respondi. Mas queria ouvir sua opinião sobre isso. A Nádia Eiras fez a seguinte pergunta: “Bom dia. Há algum prejuízo para minha saúde ou do bebê se eu fizer a dieta e engravidar?” O que eu respondi para ela foi o seguinte: “Por ‘dieta’ imagino que seja uma alimentação forte, low-carb ou paleo. Obviamente, antes de fazer qualquer alteração na sua maneira de comer, você precisa consultar um médico ou profissional qualificado que possa analisar a situação a dar o aval.” Dito isso, eu fiz uma pergunta: “Como essas filosofias que citamos no podcast são baseadas em alimentos reais (como a natureza nos fornece) teriam algum prejuízo para a saúde do bebê ou da própria mulher?” A alternativa seria continuar fazendo o que estamos fazendo hoje, que é algo que comprovadamente não faz bem, já que temos várias estatísticas de obesidade e doenças. Fiz essa pergunta para ela como resposta. Mas quero ouvir o take do Dr. Souto sobre isso.

Dr. Souto: Eu poderia fazer as suas palavras, minhas. Começando pelo fato de que é importante ouvir a opinião do profissional que acompanhará essa gestação. Eu também compartilho 100% da sua opinião. Não consigo imaginar como que uma pessoa que troca um pão branco por peixe poderia estar fazendo algo ruim para o bebê; alguém que troca biscoito recheado por um filé com salada vai prejudicar o bebê. Na minha cabeça é inconcebível e acho que nem precisa ser alguém que estuda nutrição para se dar conta de que substituir pipoca de micro-ondas por castanhas ou azeitonas é uma coisa que só pode fazer bem para o seu bebê. Esses exemplos que eu dei são o tipo de coisa que estamos propondo quando sugerimos uma alimentação forte ou paleo. Trocar alimentos processados por alimentos minimamente processados. Uma deita “very low-carb” talvez não seja o ideal nesse momento, durante a gestação. Eu vou explicar porque. Tudo aquilo que eu e o Rodrigo falamos aqui fazemos questão que seja baseado em evidência científica. Do ponto de vista lógico, eu tenho certeza que existem povos que têm toda sua gestação com uma dieta de baixo carboidrato. Por exemplo, os esquimós passam 9 meses do ano sem ter acesso a nenhum vegetal. E os masai na África que são caçadores/coletores que basicamente se alimentam de produtos animais. No entanto, nós não temos estudos comparativos para dizer se esse tipo de dieta tende a produzir resultados iguais, melhores ou piores no que diz respeito à gestação. Então, acho que seria irresponsável sugerir uma dieta de muito baixo carboidrato durante a gestação. Então, que se faça uma alimentação de estilo paleo (com comida de verdade, plantas e bichos e com o mínimo de alimentos processados e artificiais). Evite corantes e adoçantes. Essa dieta não precisa ser rica em açúcar, pães, bolos e massas. Eu realmente não acredito que nenhum obstetra vai dizer que comer bastante açúcar, pães, massas e bolos seja uma coisa boa para a gestação de qualquer mulher. Aquilo que tiramos da dieta são coisas que fazem mal e que a pessoa não deveria estar consumindo durante a gestação nem fora da gestação. Mas não precisa restringir todos os carboidratos. Frutas e raízes, durante a gestação podem e devem ser consumidas justamente o resto dos alimentos de origem natural. Mas discuta isso com seu obstetra.

Rodrigo Polesso: Esse caso específico seria o caso de redução extrema de carboidratos que não é o que a gente de fato propõe. A gente propõe um estilo de vida que adicione carboidratos que sejam saudáveis. Mas as pessoas tendem a entender isso como um extremo… “Se uma aspirina faz bem, se eu tomar 10 vai fazer muito melhor.” Não é bem assim! Não é bem assim na alimentação. Se eu falar que carne de gado de boa qualidade não relação com doença cardíaca, não significa que as pessoas devem comer 10 quilos de carne por dia. Uma dieta de baixo carboidrato não significa remover todos os carboidratos completamente também. Dr. Souto, esse tipo de pergunta seria mais um sintoma do medo que citamos no episódio passado?

Dr. Souto: Eu penso que sim. “Eu estou fazendo uma coisa que eu acho que faz mal. Minha mãe disse que faz mal, meu vizinho disse que faz mal, meu marido disse que faz mal. Então, se eu ficar grávida estarei fazendo algo que faz mal.” Isso está atraindo, no fundo, esse medo. Mas uma dieta de muito baixo carboidrato pode ser interessante para dar o ponta pé inicial na perda de peso de uma pessoa com sobrepeso ou obesidade. Pode ser interessante no controle do açúcar no sangue de um diabético ou de um pré-diabético. E pode não ser interessante na gestação. Pode não ser. Eu até acho que uma gestação pode ir muito bem com uma dieta de baixo carboidrato, mas a palavra-chave aqui é “acho”. É uma coisa muito séria quando falamos sobre gestação. Então, eu teria que ter evidências que ainda não existem na literatura publicada. Por esse motivo, concordamos que, pelo menos na gestação, não deve ser uma dieta de muito baixo carboidrato. Mas eu acho que toda pessoa de bom senso concorda que não deve ser uma dieta de muito alto carboidrato e com carboidratos ruins. Eu duvido que um obstetra seria contra a seguinte proposta: vamos comer uma alimentação rica em alimentos naturais, de origens animais e vegetais, mas que tenha uma redução de açúcar, de farináceos refinados, de alimentos artificiais, com corantes ou adoçantes. Eu duvido que um obstetra não iria considerar isso uma coisa boa. E isso é 80% do que propomos aqui.

Rodrigo Polesso: Acho que a mensagem é essa mesmo. Acho que ficou claro para o pessoal. Podemos ir para o primeiro tópico de hoje. Antes de falarmos sobre a dificuldade de discutir o que é vigente hoje, falaremos sobre os efeitos promissores de uma alimentação low-carb em pacientes com câncer de próstata. O Dr. Stephen Friedland postou um vídeo semana passada sumarizando o resultado de um ensaio clínico randomizado de 6 meses que ele conduziu. O exame foi feito em pacientes com câncer de próstata que estavam seguindo a terapia hormonal para cura. Essa é a normal de tratamento para esse tipo de condição. Segundo o Dr. Stephen, esse tratamento, enquanto é eficaz, gera alguns efeitos colaterais metabólicos conhecidos – principalmente diabetes. Ele sabendo que diabetes é um problema de muita insulina no sangue, que açúcar no sangue causa o aumento de insulina e sabendo que carboidratos são macronutrientes que mais aumentam o açúcar no sangue, tentaram uma intervenção de 6 meses com uma dieta estritamente low-carb (com 20 gramas de carboidratos totais) em metade dos pacientes. A outra metade seguiu uma alimentação normal. As pessoas estudadas eram homens com aproximadamente 60 anos de idade e acima do peso. No final desses 6 meses de estudo, o grupo que seguiu a alimentação low-carb perdeu mais de 10 quilos, bloqueou a osteoporose (que é tipicamente causada pelo tratamento) e teve uma queda de 4% na resistência à insulina. O outro grupo teve um aumento de 36% de resistência à insulina. O Dr. Stephen concluiu que uma dieta low-carb pode prevenir muitos dos efeitos colaterais do tratamento tradicional de câncer de próstata e menciona que essa alimentação tem tido um efeito retardador em tumores cancerígenos em animais. Ele agora está no processo de teste disso em humanos com um novo estudo. Então, Dr. Souto, a relação entre uma alimentação de baixo carboidrato e o tratamento de câncer… talvez não somente o o tratamento de câncer de próstata, mas de câncer em geral.

Dr. Souto: Para quem ainda não sabe, eu sou urologista. Eu estava acompanhando esse congresso americano de urologia que ocorreu recentemente. Eu não podia deixar de comentar esse estudo aqui com vocês. Na realidade, o tratamento hormonal do câncer de próstata não cura a doença, ele é utilizado em câncer avançado já metastático. Então, o tratamento hormonal é paliativo, mas muito eficiente. Esse tratamento hormonal traz como consequência um quadro de síndrome metabólica. Os pacientes tendem a ganhar peso especialmente na região abdominal, tendem a desenvolver resistência à insulina e/ou diabetes e aumentam significativamente seu risco cardiovascular. Existem estudos na área da oncologia urológica onde nós vemos que pacientes que têm a doença um pouco menos avançada (e que se propunham a fazer tratamento hormonal)… os que faziam tratamento hormonal acabavam tendo uma resposta melhor em relação ao câncer, mas acaba morrendo mais do que o outro grupo. Eles morriam mais do coração, ou seja, por causa de problemas produzidos pelo tratamento hormonal. Esse tratamento hormonal é um tratamento medicamentoso que se faz para induzir uma castração química. A gente retira a testosterona e o câncer de próstata regride por um período de vários meses ou até alguns anos. O Dr. Friedland teve a ideia de investigar isso. Já que a síndrome metabólica que ocorre com o tratamento hormonal é tão parecida com a síndrome metabólica que se desenvolve nas pessoas que comem carboidratos demais, vamos tentar um tratamento com uma dieta low-carb que funciona bem para síndrome metabólica. Vamos ver se uma dieta low-carb é capaz de prevenir essas consequências metabólicas ruins do tratamento hormonal. Ele conduziu um ensaio clínico randomizado (que é o nível mais elevado de evidência científica, onde as pessoas são sorteadas para fazer um tratamento) e teve efeitos incríveis. O grupo que só fez o tratamento hormonal e não fez low-carb aumentou de peso. Enquanto que o grupo que fez low-carb não aumentou de peso e, na verdade, perderam peso. Um tratamento hormonal, ou com corticoide (tratamentos que fazem os pacientes ganhar peso), se for acompanhado da dieta correta, o ganho de peso não ocorre e a pessoa pode até perder peso. Eu apresentei esse estudo numa reunião que tivemos no hospital onde eu trabalho. Foi muito interessante, porque até agora nós não tínhamos nenhum tratamento comprovado e que pudesse prevenir esses efeitos deletérios do tratamento hormonal em homens com câncer de próstata avançado. Outro resultado muito importante desse estudo é o que diz respeito à massa óssea. O tratamento hormonal do câncer de próstata leva à perda de massa óssea. Assim como a mulher, quando entra na menopausa, tende a perder massa óssea, o homem, quando é submetido a uma castração medicamentosa, também para a produção dos seus hormônios e também pode perder massa óssea e muscular. Esse estudo mostrou que o grupo que fez a dieta pobre em carboidratos aumentou sua massa óssea nesses 6 meses, enquanto o grupo controle perdeu massa óssea. Vocês que estão nos ouvindo vão frequentemente escutar de profissionais desatualizados que uma dieta baixa em carboidrato vai produzir osteoporose. Eu já ouvi isso mil vezes. Eu digo profissionais desatualizados porque existem vários ensaios clínicos randomizados que mostram que isso não é assim e esse é mais um. Ele mostra que não é verdade que a gente perde osso numa dieta de baixo carboidrato. Aliás, pelo contrário, o estudo mostra que houve um pequeno ganho de massa óssea no grupo que restringiu os carboidratos na dieta.

Rodrigo Polesso: Saindo desse estudo em questão, li muitas coisas motivadoras no sentido de uma dieta baixa em carboidrato ser beneficial para retardar o desenvolvimento do câncer. E já li coisas em relação à cura através da dieta, por causa da questão metabólica do tumor, que tem suas células quebradas em relação ao metabolismo. Elas não metabolizam outro combustível que não o açúcar. Quando a gente diminui o nível de glicose no sangue, essas células vão “morrer de fome”, porque não conseguem processar outro combustível como gordura ou corpos cetônicos de forma tão eficiente como processam o sangue. Tenho certeza que o Dr. Souto já tenha visto bastante estudos nesse sentido. A alimentação de bem baixo carboidrato traz benefícios para cânceres de vários tipos.

Dr. Souto: Sim. Podemos dividir isso em vários assuntos. O Dr. Friedland, o autor desse estudo que comentamos, eu o conheço pessoalmente. Eu conheci o Dr. Friedland em Porto Alegre. Ele esteve em Porto Alegre em 2011. Eu recém havia iniciado meus estudos e experimentos com dieta de baixo carboidrato. Ele esteve aqui num congresso sul-rio-grandense de urologia. Eu jantei fora com um grupo que incluía o Dr. Friedland. Nós percebemos que eu e ele estávamos comendo uma janta de baixo carboidrato. O assunto entre nós foi a dieta. Ele me disse que estava muito interessado. Ele também tinha lido Gary Taubes e estava fascinado pelo assunto. Já na época ele tinha interesse nisso que você falou… “Como que a restrição de carboidrato afetaria o desenvolvimento das células de câncer uma vez que elas utilizam glicose como fonte de energia e têm muita dificuldade de utilizar ácidos graxos ou corpos cetônicos como fonte de energia?” O Dr. Friedland tem 32 estudos publicados na literatura médica peer review sobre esse assunto. Então, ele estuda muito isso. Ele, pessoalmente, está convencido de que possa haver um benefício. No entanto, a maior parte dos estudos dele foi feita em roedores ou em cultura de células. Ainda não temos ensaios clínicos randomizados em seres humanos prontos sobre esse assunto. Então, é incorreto afirmarmos que uma dieta de baixo carboidrato vai produzir a melhora do câncer ou a cura do câncer em qualquer pessoa. Eu sei que na internet há relatos, mas na internet há relatos de todo tipo de bizarrices. Tem gente que acha que se tomar o chá de determinada planta, cura o câncer. Tem gente que acha que se fizer determinada terapia alternativa, cura o câncer. Muito disso é puro charlatanismo e uma parte é simplesmente ingenuidade. Pessoas que acham que estão curadas quando entraram numa remissão temporária… e existem alguns tumores que entram em remissão espontânea porque o sistema imunológico da pessoa combate o tumor e pessoa acha que a última coisa que ela fez foi o que curou seu câncer – quando, na realidade, o câncer se curou de forma espontânea. Dito isso, eu realmente acho que já existe uma base de estudos de ciência básica que justifica pelo menos a crença de que algum tempo nós vamos ter estudos que vão mostrar alguma vantagem de dieta cetogênica juntamente com o tratamento tradicional no tratamento de câncer. Existem alguns estudos “fase 1” (quando se testa a toxicidade e a factibilidade de um tratamento) para tumores de cérebro… low-carb associado com quimio e rádio mostrando um resultado melhor do que quimio e rádio isoladamente. Definitivamente não é uma coisa comprovada. Não é algo que se deva usar sem usar o tratamento convencional. Isso seria uma coisa irresponsável nesse momento. Mas não é uma coisa absurda. Existem muitas pessoas sérias que acreditam nisso. O Friedland é um deles. Eles estudam a ciência por trás disso. Se eu tivesse um câncer, com certeza eu faria uma dieta cetogênica juntamente com o tratamento convencional indicado pelo meu médico.

Rodrigo Polesso: Eu tenho a mesma opinião. Com certeza eu faria isso. Uma dieta de baixo carboidratos, com alimentos verdadeiros, removendo o açúcar, produtos processados, farinhas e etc… Isso é beneficial para o organismo de qualquer forma. Não teria custo em tentar fazer isso para enfraquecer um tumor enquanto você faz um tratamento adicional. Isso é uma tentativa muito válida de ser tentada. Recentemente, o irmão da minha namorada, de 32 anos, foi diagnosticado com linfoma. Ele está fazendo tratamento agora. Parece que as células sumiram, mas ele vai continuar fazendo o tratamento para se certificar. Eu falei para minha namorada para nós informa-lo sobre a questão da alimentação. Mal eu sei que provavelmente não vai fazer. Mas é como dar soco em pedra. Ele é uma pessoa bastante culta. Então, meu argumento foi mandar um estudo para ele dar uma olhada. Mas não deu certo. Para comemorar essa remissão do câncer ele comeu um hambúrguer com um monte de batata frita. Se isso é alimento para o câncer, não é uma boa ideia. Acho que é difícil de se introduzir esse tipo de filosofia para pessoas que estão precisando, apesar da gente estar convencido que é uma tentativa válida. Tem muita resistência disso para as pessoas que estão dentro da situação.

Dr. Souto: Quando eu apresentei o resultado desse ensaio clínico randomizado sobre o qual estamos falando agora, o colega oncologista do meu hospital retrucou. Naquele caso, não havia o que negar. É um ensaio clínico randomizado. Ele teve que aceitar que é bom fazer uma dieta de baixo carboidrato em quem está fazendo tratamento hormonal para câncer de próstata. Isso está provado nesse estudo. Mas ele disse que “ninguém consegue fazer isso.” “Quem vai conseguir ficar sem pão?” Eu respondi “nenhum de nós está numa situação desesperada, como alguém que está fazendo um tratamento desses, para saber se em um situação dessas não seria mais simples tomar uma decisão de ficar sem pão, caso meu médico dissesse que ficar sem pão limitaria meu risco de morrer do coração nos próximos meses.” Então, depende muito dos preconceitos do próprio médico. Se o médico já não acredita que é possível viver sem pão, dificilmente ele conseguirá convencer um paciente dele a seguir uma dieta sem carboidrato. Se o médico disser que tem uma excelente notícia e que existe uma alteração de dieta que faça com que o paciente não engorde e perca peso durante o tratamento hormonal, a maioria das pessoas vão fazer.

Rodrigo Polesso: Acho que existe uma boa pista sobre como as pessoas podem viver sem pão, porque a humanidade tem mais de 2 milhões de anos e só por volta de 10.000 anos atrás que a agricultura foi descoberta. Então, o pão não existia durante aproximadamente 90% da evolução da humanidade. Acho que a mãe natureza não acha que pão é uma coisa que deveríamos comer sempre. Caso contrário, teria árvore de pão por aí.

Dr. Souto: Com certeza.

Rodrigo Polesso: Vamos dar um break para o alimento do dia.

Dr. Souto: Antes do alimento do dia… Para o nosso ouvinte que lê em inglês, e que está interessado nesse assunto que você levantou sobre dieta e câncer, eu sugiro um livro chamado “Tripping Over the Truth”. Nós vamos botá-lo nas notas do podcast. Espetacular e sobre esse assunto.

Rodrigo Polesso: Falamos bastante coisas motivadoras sobre o câncer, que é o mal do século, sem dúvida. O alimento do dia de hoje é a canela. Realmente não tem nada parecido com a canela. A maioria das pessoas gostam e eu adoro. Ela tem propriedades anti-inflamatórias, bactericidas e poder de ativar alguns antioxidantes. Existem estudos (não conclusivos) que mostram benefícios para pacientes diabéticos. É muito fácil de se adicionar no dia a dia no café, no chá, no iogurte. Eu fiz um pão de linhaça no micro-ondas com manteiga, uma pitada de sal e canela. Fica muito gostoso e interessante. Outra dica curiosa é colocar canela no bacon. Já ouviu essa, Dr. Souto?

Dr. Souto: Já ouvi, mas nunca experimentei. Como comprei um bacon ontem, amanhã de manhã comerei bacon com canela em sua homenagem.

Rodrigo Polesso: Quando eu ouvi pela primeira vez, eu torci o nariz. O cheiro do bacon é muito bom, mas com uma canela por cima fica sensacional. Por incrível que pareça, combina muito bem. É um alimento que é benéfico à saúde. Esses alimentos do dia não são “superalimentos”. São coisas que você pode adicionar ao seu estilo de vida para deixa-lo mais interessante e mais criativo. Agora vamos partir para o segundo tópico que é bastante interessante. Vou fazer uma introdução antes de abrir nossa conversa. Recentemente o Dr. David Ludwig – um respeitado médico da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos – publicou um livro chamado “Always Hungry” que se alinha mais com os benefícios da filosofia low-carb e paleo do que com o conhecimento padrão sobre dietas nos moldes do que é recomendado pelos governos para a população geral. Ele é uma figura bastante respeitada e de bastante influência. Ele gerou muitas conversas a respeito disso quanto lançou o livro. Ele também sofreu ataques na mídia. O mais recente ataque veio do site de notícias Vox, dos Estados Unidos. Como o site não quis publicar a defesa completa dele, ele resolveu postar uma carta aberta sobre tudo isso. Você encontrará o link abaixo, aqui no podcast. Tem uma passagem dessa carta que eu fiz questão de traduzir e ler para vocês, para que a gente possa discutir o que está acontecendo hoje em dia e como estamos tratando nossa saúde. “Por 40 anos, a população tem ouvido que a melhor forma de se perder peso é contar as calorias e reduzir gorduras. Mas essa estratégia tem falhado miseravelmente na prática e ignorado o fato de que o peso corporal é mais regulado pela biologia do corpo do que força de vontade ao longo prazo. Com restrição calórica, a fome aumenta e o metabolismo desacelera. Isso é uma receita perfeita para o ganho de peso. Eu escrevi ‘Always Hungry’ para promover uma estratégia alternativa focada nos fatores biológicos do ganho de peso. Estratégia essa que é suportada por centenas de referências científicas. Seria justo se demandar que novas alternativas fossem sujeitas a padrões de evidência muito mais altos do que os padrões que foram aplicados para recomendações existentes? Ou seja, será que qualquer sugestão que vai contra a corrente hoje precisaria respeitar padrões de exigência muito mais altos dos que foram aceitos para as sugestões que existem hoje? Revisões sistemáticas reportam consistentemente menos perda de peso nas dietas convencionais de baixa gordura comparadas com as dietas de alta gordura, baixas em carboidrato ou dieta mediterrânea. Alimentos altos em gorduras naturais e densos em calorias, como nozes, castanhas, azeite de oliva e chocolate amargo, não são associados com o ganho de peso nos melhores estudos observacionais, onde os carboidratos processados ficam no topo dessa lista. Particularmente, o estudo Look Ahead, feito dos Estados Unidos foi terminado prematuramente quando sua dieta de baixa gordura não mostrou nenhum sinal promissor em se reduzir a incidência de doenças cardíacas. Compare esses resultados com os estudos PREDIMED que também foi terminado antes da hora. Nesse caso, ele foi terminado antes da hora porque as dietas de mais alta gordura demostraram uma ótima proteção contra doenças cardíacas. Mesmo com essas evidências, a maioria da população americana continua focada em reduzir as gorduras, tendo aprendido isso do governo, das organizações de nutrição e da indústria alimentícia. Alguns experts até recomendaram na década de 90 para se consumir açúcar para se diluir as calorias vindas das gorduras.” Dr. Souto essa carta foi muito bem escrita… A dificuldade que é ir contra a corrente aceita como verdade.

Dr. Souto: Essa carta foi um tapa de luva. Já escrevi sobre David Ludwig no meu blog. Esse livro é espetacular. Ele é muito importante porque o Dr. Ludwig é um pesquisador altamente respeitado. Tem muitos autores que escrevem sobre dieta que não são cientistas. Gary Taubes, que foi muito importante na minha formação nessa área é um jornalista. Nina Teicholz, que escreveu The Big Fat Surprise é uma jornalista. Não acho que todo mundo tem que ser cientista. Mas o Ludwig é. Ele tem mais de 100 artigos publicados na literatura peer review. Ele é o chefe do Ambulatório de Obesidade de Harvard. Não é pouca coisa. E o Ludwig se deu conta de que o problema fundamental é hormonal e não simplesmente calorias. A jornalista que o atacou disse que todos os livros de dieta são igualmente ruins. Mas o que ele está propondo é baseado no mais alto nível de evidência. O livro tem um monte de referências bibliográficas e cita dois ensaios clínicos randomizados. Vamos fazer uma promessa, Rodrigo: em cada podcast eu tenho que falar “ensaio clínico randomizado” pelo menos uma vez. As pessoas têm que entender que não é tudo igual. “O Rodrigo falou uma coisa, mas o Fulano que tem um podcast falou outra coisa”. Não importa se é o Rodrigo, se é o Souto ou se é o Fulano. Importa a força da evidência que está por trás. Ensaio clínico randomizado está acima dos outros níveis de evidência. Ele cita dois. O Look Ahead que foi encerrado por futilidade – ou seja, não adiantava continuar porque já tinha se visto que a dieta de baixa gordura não trazia nenhum benefício. E o PREDIMED, que também citei no meu blog, que é o ensaio clínico que comparou uma dieta de baixa gordura versus dieta mediterrânea com mais gordura; ele foi encerrado antes porque o grupo da baixa gordura estava morrendo 30% mais do que o grupo que comia mais gordura na forma de azeite de oliva e nozes. Hoje, 2016, não se discute mais isso. Os ensaios clínicos randomizados provaram isso. Dieta de baixa gordura é o pior tipo de dieta que você pode fazer. É um belo tapa de luva. Mas mudar a cabeça das pessoas é muito difícil. Hoje eu fiquei sabendo de uma colega nutricionista que recebeu uma carta do Conselho Regional de Nutrição falando que ela tem 1 semana para se explicar sobre coisas que ela falou na mídia e que vão na linha do que estamos falando agora. Agora ela tem que se defender perante uma acusação do Conselho Regional de Nutrição. Ela está sujeita a ações disciplinares. Eu conversei com ela e disse que acho que ela deve responder mostrando todos esses estudos. Contra esses estudos não há argumento. Se alguém quiser dizer que uma dieta de baixa gordura é melhor do que uma dieta com mais gordura, vai ter que ir lá nos autores do PREDIMED, no New England Journal of Medicine onde foi publicado esse estudo para falar que eles estão errados. Esse foi um estudo com milhares de pacientes, prospectivo e randomizado. Alguém aqui no Brasil fez um estudo com milhares de pacientes, prospectivo e randomizado provando o contrário? Claro que não! Chega uma hora que a simples cabeça dura não pode estar acima do que o que a ciência com o melhor nível de evidência nos diz. Fiquei sabendo disso logo antes de gravarmos o podcast. É uma coisa que me deixa louco. A pessoa não foi na televisão falar sobre uma pílula emagrecedora para perder 10 quilos. Ela não estava fazendo picaretagem. Ela não estava vendendo óleo de cobra. Ela não estava mentindo. Ela estava citando aquilo que é amparado pelo mais alto nível de evidência científica que nós temos hoje em dia, que é isso que você acabou de ler, Rodrigo, escrito por um professor de Harvard. Mas ela vai ter que responder a um processo disciplinar com o risco de ser punida pelo Conselho Regional de Nutrição. Isso diz muito respeito do baixo nível intelectual das pessoas que estão nesse conselho.

Rodrigo Polesso: É ridículo. Eu fico revoltado com isso. Ela podia pedir para eles provarem o ponto deles. Nunca na história da humanidade foi provado que a alternativa está correta. Hoje em dia tem tanta resistência para a gente mostrar fatos que comprovam que o que está sendo feito agora está errado… No “Good Calories, Bad Calories” do Gary Taubes ele mostra exatamente como aconteceu. As primeiras diretrizes americanas alimentares foram baseadas em politicagem e em estudos extremamente fracos. Não teve ensaio randomizado nenhum com relação causal entre gordura e alimentação nenhuma… nada! Isso tudo foi aceito. Quanto mais você repete uma mentira, ela tem mais força para se tornar uma verdade. Há 40 anos viemos escutando esse tipo de coisa e isso se tornou uma verdade na mente de todos. Mas a “verdadeira verdade” que está tentando voltar precisa respeitar um padrão muito mais alto de evidência do que foi usado na época.

Dr. Souto: Eu acho que essa pegada no David Ludwig foi sensacional. Estão nos exigindo um nível de evidência mais alto do que já temos para propor o tipo de dieta que estamos propondo. Estamos propondo algo baseado em ensaios clínicos randomizados com milhares de pacientes. Mas as diretrizes vigentes são baseadas em nada. São baseadas em opinião e politicagem dos anos 70. Nosso nível de evidência é infinitamente superior às evidências existentes nos anos 70. Mas nós temos que ter um nível de evidência mais alto ainda do que nós já temos. Qual é o nível de evidência que baseia as diretrizes atuais? É um castelo de cartas. Por isso, o Dr. Stephen Nissen, chefe de cardiologia da Cleveland Clinic falou que as diretrizes nutricionais são uma “zona livre de evidências”. O nosso entrevistado da semana passada, o Dr. Jason Fung, disse que é uma “zona livre de lógica”. A nutrição virou uma zona livre de lógica. Se eu quiser ter um pensamento impermeável à evidência científica, eu posso me abrigar debaixo desse guarda-chuva da irracionalidade que se chama “diretrizes nutricionais vigentes”. É uma zona livre de evidência e livre de lógica.

Rodrigo Polesso: Podem colocar entre aspas essa frase e publicar no Facebook. Estamos lidando “somente” com nossa saúde.

Dr. Souto: Um pequeno detalhe.

Rodrigo Polesso: “Só” é a coisa mais importante. Vamos falar sobre o que comemos no almoço de ontem, Dr. Souto. Eu vou falar o que eu comi primeiro. É uma coisa que eu tinha visto sempre fora, na internet, mas nunca tinha achado no Brasil e nem da Europa. É uma coisa que chamamos de “Spaghetti Squash”. É uma abobrinha do tipo espaguete. Você coloca ela no micro-ondas e passa o garfo… ela fica como se fosse realmente espaguetes. É incrível. Achei isso aqui no Canadá. Eu tentei e é sensacional como funciona. Não sei se tem no Brasil ou não. Em vez de usar o espaguete de massa, eu usei o espaguete vindo dessa abóbora com um molho bolonhesa. Achei um molho de tomate muito bom que tem somente tomates e temperos. Além disso, coloquei carne moída, cebola e ervilhas. Postei umas fotos na página do Emagrecer de Vez. Ficou até bonito. Eu não sinto falta nenhuma de um macarrão tendo essa alternativa. Tenho certeza que existem outras alternativas low-carb e paleo para se fazer “espaguete” com alimentos verdadeiros.

Dr. Souto: Tem sim. Inclusive, essa abobrinha cumprida que encontramos para vender no Brasil… existe um apetrecho que serve justamente para cortar o espaguete da abobrinha. Você gira a ferramenta e ele vai cortando o espaguete da abobrinha. Tem ferramentas que cortam a abobrinha em fios. É só botar no Google “espaguete de abobrinha” e vocês verão várias formas de fazer isso. Às vezes o mais difícil é acertar o ponto para ela não ficar muito mole. Você tem que testar quanto tempo botar no micro-ondas ou quanto tempo ferver. Mas é uma bela alternativa.

Rodrigo Polesso: E você?

Dr. Souto: Daqui a pouco eu vou começar a repetir as coisas. Eu não como uma comida diferente a cada dia. Tem coisas que eu gosto e repito. Hoje eu comi mais uma vez um guacamole. Aí na América do Norte, todos conhecem guacamole porque todo mundo come comida mexicana. Aqui no Brasil, nem todos os ouvintes conhecem. Pesquisem guacamole no YouTube. Eu descobri que o Brasil é o único país do mundo que come abacate doce. No resto do mundo só se come abacate como os mexicanos comem, ou seja, abacate salgado. O guacamole nada mais é do que o abacate salgado esmagado misturado com tomate, cebola e temperos. Fica maravilhoso com salada. Eu comi meu guacamole com salada e comi um bife. Um simples bife. Esse foi meu almoço.

Rodrigo Polesso: O abacate é uma fruta tão versátil. Alta em gordura. Quando eu passei um tempo em Bali, na Indonésia, o pessoal tomava no café da manhã o suco de abacate com tangerina. Ele vinha com canudo e você tinha que se exercitar para conseguir puxar aquele suco, porque o abacate é pastoso. É muito nutritivo, dá muita saciedade, é gostoso e diferente. Se o pessoal pode fazer no liquidificador, por exemplo, o abacate com alguma fruta cítrica.

Dr. Souto: Existe o hábito no Brasil de se fazer a batida com abacate. Vitamina de abacate seria abacate, leite e açúcar. Só que daí sai fora da alimentação que nós propomos. Se for tomar de sobremesa, é só botar mais leite para ficar mais líquido e beber no copo. Então, dá para esmagar o abacate com um garfo e botar um pouco de limão. Você pode colocar um pouco de adoçante (quem quer ficar mais natural, escolha a stevia). Essa é uma alternativa para se consumir o abacate doce, sem botar muito leite ou açúcar.

Rodrigo Polesso: Semana que vem falaremos sobre adoçantes. É um assunto bastante interessante. Quero fazer um comentário final antes de fecharmos. Muito tem se falado sobre jejum intermitente no Brasil. Tem muita gente entendendo isso de forma errada e sensacionalizando essa prática que já existe há milhares de anos. É importante entender o porquê dessa prática ser adequada para reverter um quadro de grande peso, resistência à insulina, diabetes e etc, para colocar o corpo de volta no rumo da boa saúde. No podcast anterior, de número 11, está disponível em vídeo com legendas. Fizemos esse podcast com o médico canadense Dr. Jason Fung. Na minha opinião, ele é um das maiores autoridades nesse assunto no mundo de hoje. Falamos bastante sobre jejum intermitente. Recomendo que você veja ou escute esse podcast para tirar as dúvidas e entender melhor para fugir desse sensacionalismo. Quando surge algo novo, as pessoas falam tudo quanto é tipo de coisas, e a verdade fica distorcida. Aos que querem aplicar tudo isso com o objetivo de perder peso, eu recomendo que você dê uma olhada no programa Código Emagrecer de Vez, onde tudo foi estruturado passo a passo com três fases para se atingir a perda de peso. As bases do Código são a alimentação forte (combinação dos melhores pontos das dietas paleo e low-carb), o jejum intermitente e a densidade nutricional. Para entender melhor os benefícios do Código e saber como ele funciona, eu lhe convido a ir em CodigoEmagrecerDeVez.com.br. Com isso vamos finalizando o episódio de hoje. Acho que foi bastante útil e legal. Se você quer se tornar um Membro VIP da Tribo Forte, veja as vantagens que você terá ao se tornar um em TriboForte.com.br. Junte-se a esse movimento de saúde e estilo de vida que está crescendo cada vez mais e mudando o Brasil ao poucos. Com isso eu deixo meu abraço ao Dr. Souto. Obrigado novamente pelo seu tempo e nos falamos no próximo episódio na terça-feira que vem, quando falaremos sobre adoçantes.

Dr. Souto: Obrigado a todos e até a semana que vem.

Rodrigo Polesso: Até lá.

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Emagrecer de Vez

Exercícios, dieta balanceada e exames: saiba o que fazer para prevenir doenças

Milena Carvalho

Especialistas consultados pelo iG advertem que os três pilares são fundamentais para se ter uma vida melhor e mais saudável

Hemograma, triglicerídeos e glicemia de jejum são exames indicados para se fazer anualmente

Hemograma, triglicerídeos e glicemia de jejum são exames indicados para se fazer anualmente

Foto: Thinkstock

Muitos brasileiros acreditam que a única hora de ir ao médico seja apenas quando sentem alguma dor ou incômodo, qualquer que seja a região do corpo. No entanto, especialistas alertam que se prevenir e fazer uma avaliação geral anualmente, ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos são atitudes essenciais para evitar doenças no futuro.

Jamile Kassis Ward, clínica-geral da iBrasil Saúde – empresa de descontos em exames e consultas – explica que a medicina preventiva serve, basicamente, para constatar o que a pessoa pode estar fazendo de errado com a sua saúde e como deve ter uma vida melhor e mais saudável. “Com os testes, é possível detectar doenças em estágio inicial, o que sem eles só conseguiria perceber quando houvesse algum sintoma, e aí a enfermidade já estaria totalmente instalada”, alerta a médica.

Saiba quando é a hora certa para fazer o check-up e quais exames são indicados

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Para aqueles que têm algum tipo de receio em marcar consultas e fazer exames, Jamile alerta que a base da medicina é a prevenção, e não somente o tratamento. “Muita gente tem medo de procurar um médico porque acha que vai descobrir alguma coisa. Mas eu tenho pacientes que se mostram arrependidos de não terem feito um check-up constante”, conta.

Alguns dos exames mais indicados, como o hemograma, triglicerídeos e glicemia de jejum, devem ser feitos anualmente. A mulher, a partir dos 18 anos ou quando já tiver uma vida sexual ativa, precisa realizar o papanicolau para evitar o câncer de colo de útero. Já mamografia, para prevenir o câncer de mama,  e densitometria óssea, exame para medir a densidade dos ossos e evitar a osteoporose, também devem ser feitos a partir dos 40 e 50 anos, respectivamente.

Já o homem deve se submeter ao PSA (exame de sangue) e ao teste de toque retal para se preservar do câncer de próstata. Jamile alerta que caso o paciente – tanto do sexo feminino quanto masculino – tenha algum registro da doença na família, é necessário realizar os exames cada vez mais cedo, e em alguns casos, mais de uma vez por ano.

Médicos indicam exercícios físicos para prevenir doenças mais comuns no Brasil, como o câncer

Médicos indicam exercícios físicos para prevenir doenças mais comuns no Brasil, como o câncer

Foto: iStock

O check-up anual deve ser agendado para evitar, principalmente, as doenças mais comuns no Brasil: Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, problemas na coluna e hipertensão. “A gente chama a pressão alta de ‘doença traiçoeira’. Ela vai deteriorando os órgãos sem a pessoa perceber”, afirma a médica. “Podemos dizer que quem tem os sintomas de hipertensão é um ‘privilegiado’.”

Complementos

Especialista em medicina preventiva e nutróloga da iBrasil Saúde, Letícia Monte adverte que para se preservar de enfermidades é preciso ir além dos exames anuais. “Praticar exercícios físicos é essencial para se ter uma vida mais sadia”, alerta a especialista. Além disso, segundo ela, a alimentação balanceada é fundamental. “Comidas com alto índice glicêmico e gordura saturada devem ser evitadas.”

A clínica-geral Jamile Kassis compara esses três pilares – testes, alimentação e atividade física – ao funcionamento de um carro. A gasolina seria a comida, a checagem de filtro e óleo, por exemplo, os exames, e ligar o veículo com frequência o exercício. “Se o paciente fizer tudo isso, vai melhorar tanto a qualidade quanto a expectativa de vida.”

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Avanço de supergonorreia que pode se tornar intratável preocupa Grã-Bretanha

BBC

Bactéria transmitida em relação desprotegida tem resistido a antibióticos; 3 em cada 4 infectados não apresentam sintomas

Pacientes estão demonstrando resistência a um dos remédios e médicos temem que isso se agrave

Pacientes estão demonstrando resistência a um dos remédios e médicos temem que isso se agrave

Foto: Getty Images

Médicos disseram estar “extremamente preocupados” com a disseminação de uma supergonorreia na Inglaterra. Por causa de uma nova bactéria, um alerta nacional foi emitido no ano passado quando foram registrados casos em Leeds, no condado de Yorkshire, na região central do país. Um dos principais tratamentos contra a doença mostrou-se ineficaz contra esta variedade.

A agência governamental Public Health England reconheceu que medidas tomadas para conter a epidemia tiveram “sucesso limitado”. Até o momento, foram confirmados por meio de testes de laboratório 34 casos de supergonorreia, mas acredita-se que esta seja apenas a ponta do iceberg, já que um portador da infecção pode não apresentar sintomas.

Médicos temem que em breve seja impossível tratar a doença, que é transmitida sexualmente e pode levar à infertilidade.

Resistência
O surto começou em casais heterossexuais, mas agora é detectado também em homens gays. “Estávamos preocupados que ela poderia se espalhar entre homens que fazem sexo com outros homens”, diz o consultor médico especializado em saúde sexual Peter Greenhouse.

“O problema é que (eles) tendem a disseminar infecções mais rapidamente, já que trocam de parceiros com maior frequência.”

Esse grupo também têm maior probabilidade de casos de gonorreia na garganta, onde é maior a chance do organismo desenvolver resistência a antibióticos já que estes medicamentos são administrados em menor dosagem para infecções nesta área do corpo, que também está repleta de outras bactérias que podem ser resistentes a drogas.

Se não for tratada, a infecção pode levar a infertilidade e à inflamação pélvica crônica

Se não for tratada, a infecção pode levar a infertilidade e à inflamação pélvica crônica

Foto: Wikimedia Commons

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, transmitida por sexo vaginal, oral e anal sem proteção e muito adaptável e resistente a antibióticos.

Por isso, duas drogas – azitromicina e ceftriaxona – são usadas conjuntamente. Mas, agora, a resistência à azitromicina está se espalhando, e médicos receiam ser uma questão de tempo até que o mesmo ocorra com a ceftriaxona.

Acredita-se que, entre os infectados, cerca de um a cada dez homens heterossexuais e mais de três quartos das mulheres e de homens gays não apresentam sintomas, que podem incluir uma secreção esverdeada ou amarela nos órgãos sexuais, dores ao urinar e sangramento. Se não for tratada, a infecção pode levar a infertilidade e a inflamação pélvica crônica, e ser transmitida para um bebê durante a gravidez.

Sexo seguro
Médicos britânicos de renome alertam que há um risco real da gonorreia tornar-se intratável. “Não podemos nos dar ao luxo de sermos complacentes”, diz Gwenda Hughes, chefe para infecções sexualmente transmissíveis da Public Health England.

“Se surgirem variedades de gonorreia resistentes tanto à azitromicina quanto à ceftriaxona, as opções de tratamento serão limitadas já que não existe nenhum antibiótico disponível para tratar esse tipo de infecção.” Ele pede que a população pratique sexo seguro para minimizar o risco de contágio.

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Também há uma campanha em curso para incentivar pessoas infectadas que alertem seus parceiros sexuais – após testes indicarem que 94% de parceiros estavam infectados. No entanto, a agência diz que os resultados desta campanha foram “limitados”.

A Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV disse ser necessária uma reação rápida à infecção. Sua presidente, Elizabeth Carlin, afirmou que a “disseminação da gonorreia altamente resistente à azitromicina é motivo de enorme preocupação e que é essencial tomar toda medida possível para impedir que se espalhe ainda mais.”

“Falhar ao responder de forma adequada a isso ameaça nossa habilidade de tratar a gonorreia de forma eficaz e leva a uma deterioração da saúde de indivíduos e da sociedade como um todo.”

Porém, o consultor Peter Greenhouse diz que os serviços públicos de saúde sexual estão passando por seu “momento de maiores restrições” devido a um corte de recursos e que o surgimento da superbactéria se dá em meio às “condições de uma tempestade perfeita”.

Agência nacional de saúde pede que a população pratique sexo seguro para minimizar contágio

Agência nacional de saúde pede que a população pratique sexo seguro para minimizar contágio

Foto: Thinkstock/Getty Images

Ao mesmo tempo, o governo britânico anunciou uma nova ferramenta para ajudar que clínicos gerais reduzam o número de antibióticos prescritos, ao comparar seus hábitos com os de outros especialistas. “Quero que antibióticos sejam prescritos somente quando forem necessários”, disse o secretário de Saúde, Jeremy Hunt.

 

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Alguns fatos importantes sobre jejum intermitente

Por Dr. Bill Lagakos

O jejum intermitente (IF) não é um remédio universal para todos os males, independentemente de você não estar comendo nada por alguns dias, a cada semana/ mês, ou apenas restringindo sua janela de alimentação para algumas horas por dia, por exemplo comendo apenas entre as 16 e as 20h.

Alguns protocolos, como por exemplo, 20 horas de jejum em dias alternados, melhoram significativamente a sensibilidade à insulina no tecido adiposo (Halberg et al., 2005). Isto sugere que o ganho de gordura corporal ficou mais fácil, e este estudo acima não era para ser um estudo sobre a composição corporal por si só, mas pode identificá-la junto com outras medidas importantes de saúde metabólica.

body composition

Depois de apenas algumas semanas, as coisas não estavam mudando em direção a um bom caminho.

Neste estudo em que os participantes fizeram jejum em dias alternados, a massa magra também diminuiu junto com a gordura corporal. (Heilbronn et al., 2005):

fat and fat free mass

A partir do resumo do estudo, “Os indivíduos perderam 2,5 ± 0,5% do seu peso corporal inicial (P <0,001) e 4 ± 1% de sua massa de gordura inicial (P <0,001). Fome aumentou no primeiro dia de jejum e permaneceu elevada (P <0,001) “.

PESSOAL, VOCÊS VIRAM AQUELE recente artigo de Gary TAUBES?

Título: “Conselhos dietéticos que ignoram a Fome”

Além disso, “Como esperado, houve um significativo aumento em sensações de fome (a partir de 37 ± 5-56 ± 4 mm; P <0,001), e uma diminuição significativa foi observada na sensação de saciedade (a partir de 43 ± 3 a 23 ± 4 mm; P <0,001) “.

Agora, vamos falar sobre a redução da janela de alimentação (3 refeições por dia vs.1 janela de alimentação de quatro horas por dia, por exemplo comer apenas entre as 16 e as 20h) (Carlson et al., 2008).

Pular o almoço e o lanche da tarde ingerindo todas as suas calorias em uma janela de alimentação de quatro horas no final do dia: “Os indivíduos exibem níveis elevados de glicose diária em jejum, e tolerância à glicose diminuída na manhã, associado a um atraso da resposta à insulina, durante uma dieta de dois meses em comparação com aqueles que consomem 3 refeições por dia.”

Começando a soar como a famosa diabetes da tarde!

Resumindo: perda de massa muscular (Halberg e Heilbronn), aumento da fome (Heilbronn), e efeito diabetogênico (Carlson). Estas são coisas que não são boas; esta maneira de comer definitivamente não é para todos.

Algumas pessoas podem se beneficiar destes jejuns intermitentes mais longos e frequentes?

 

Claro, mas melhor escolher o seu cronograma de jejum/ alimentação com sabedoria; mantendo ele em sintonia com os ritmos circadianos e seu calendário de refeições mais espalhado ao longo do dia, ou durante o dia é muito importante.  Isso significa comer quando o sol está sobre nós; a frequência você decide.

Eu não sou contra o jejum intermitente e eu não nego que alguns protocolos funcionam para algumas pessoas, mas ele não é uma panaceia universal ou mesmo necessário para ser saudável, e pode até ser prejudicial em alguns contextos.

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