Comprar Seguidores no Instagram é Seguro?

Comprar Seguidores Para InstagramÉ seguro comprar seguidores no Instagram?

Posso ter o meu perfil banido?

Essas perguntas são frequentes e por isso resolvemos desvendar esse mito.

Listamos abaixo o passo a passo para você comprar seguidores e curtidas no Instagram de forma segura, sem correr o risco de ter o perfil bloqueado:

  1. Pesquise antes de comprar, pergunte a amigos ou alguém que já comprou seguidores e curtidas no Instagram.
    Existem várias empresas que vendem seguidores e curtidas, algumas sérias, outras não, por isso é bom pesquisar antes.

    Sugestão:
    Compre seguidores no Instagram com a Social Star.
  1. Opte pelo pagamento através do PagSeguro ou PayPal.

    São duas das formas mais seguras de comprar na internet.
  2. Compare preços, mas dê preferência para qualidade.Você vai encontrar diferentes preços, alguns bem baratos, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia.Geralmente os preços muito baratos são seguidores e curtidas falsas, feitas por programas de computador.Por isso, verifique a qualidade antes do preço.
  3. Verifique se tem Garantia.Antes de comprar, verifique se o fornecedor oferece garantia.É normal você perder alguns seguidores após a entrega, mas se cair abaixo do que você comprou, a empresa deve repor sem custo.
  4. Considere começar comprando pequenas quantidades de seguidores.Comece devagar e vá aumentando com o tempo. Principalmente se o seu perfil for novo ou com poucos seguidores.Qualquer aumento repentino exagerado pode ligar uma alerta no Instagram. Se o seu perfil é novo, comece comprando de 1.000 a 5.000 seguidores.Se você já tem alguns seguidores e posta regularmente, pode começar com 10.000 e ir aumentando.
  1. Compre Curtidas para as Fotos e Vídeos Também.Ter muitos seguidores, mas poucas curtidas nas fotos e vídeos fica parecendo que o seu público não gosta muito do que você posta.Combine seguidores com curtidas para as fotos e vídeos.
  2. Não Espere Interação dos Seguidores Que Você Comprou.Esses seguidores são para aumentar a quantidade e dar credibilidade ao seu perfil, mas não espere que eles curtam ou comentem suas fotos.Lembre-se que eles não optaram seguir por vontade própria, eles foram pagos para isso.
  3. Seja Paciente.Ganhar seguidores orgânicos, que optam seguir por vontade própria, leva tempo. É um trabalho constante, diário, mas recompensável.Compre para impulsionar, mas continue o trabalho diário para conquistar o seu público e aumentar seus seguidores.

Como Comprar Seguidores e Curtidas no Instagram em 3 Passos Simples:

Entidades debatem modelos para rótulos de alimentos com alertas de alto teor

Novos rótulos de alimentos devem trazer de forma clara alertas de alto teor de açúcar, sódio e gordura saturada. Conheça os principais modelos defendidos.

 

Não faltam ações de prevenção da obesidade, mas é interessante notar que grande parte delas se dirige para o consumidor, enquanto existem outras duas pontas que podem fazer muito por essa questão: o poder público e a indústria. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão, desde 2014, em um debate sobre novas regras de rotulagem de alimentos que podem ter impacto direto no cenário do sobrepeso e obesidade no Brasil.

A disponibilização de informações nutricionais em rótulos de alimentos e bebidas é regulamentada no país desde 2001, com ajustes ao longo dos anos. Atualmente, fabricantes precisam informar valor energético e quantidades de carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio. A discussão agora gira em torno de como fazer a presença de excessos prejudiciais à saúde ficar mais clara para quem vai consumir, principalmente quando se trata de alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes.

Veja também: Animação sobre rótulos de alimentos

O Idec propõe um modelo de alertas. Quando um produto tiver excesso de um determinado nutriente, como sódio, a parte da frente do rótulo deve conter um triângulo preto e a inscrição “alto em sódio”. “O triângulo foi escolhido por ser uma imagem que simboliza atenção de uma forma simples, direta, em formato geométrico de fácil visualização inclusive em tamanhos reduzidos”, explica Ana Paula Bortoletto, nutricionista e líder do Programa de Alimentos do Idec. O modelo é inspirado na experiência chilena, que utiliza um octógono preto como alerta.

 

Rótulos frontais propostos pelo Idec.

Modelo proposto pelo Idec usa triângulos pretos para indicar cada excesso de nutrientes. | Idec

 

Já a ABIA, que lidera outras entidades ligadas à indústria de alimentos e bebidas na discussão, propõe um modelo de semáforo. Cada produto receberia selos com as cores verde, amarelo ou vermelho, de acordo com a quantidade baixa, média ou alta de determinado nutriente. Por meio de nota enviada ao Portal DV, a associação defendeu que a proposta de alertas, como a do Idec, “é um modelo que não auxilia o consumidor e só tem o propósito de vilanizar o alimento industrializado. O que contribui para uma dieta equilibrada é a informação. Ao contrário de apenas um alerta ‘alto em’, o modelo informativo traz o ‘alto’, junto com a referência da cor e o percentual de VD [valor diário recomendado], para que a pessoa saiba quão alta, média ou baixa é a presença daquele nutriente na porção do alimento ou bebida”.

 

Rótulos frontais propostos pela ABIA.

Modelo proposto pela ABIA usa cores de semáforo para indicar níveis de nutrientes. | ABIA

 

Embora informar mais soe positivamente, Ana Paula defende que nem sempre é o caso. “O semáforo não é tão bom quanto parece porque, quando se colocam várias cores diferentes na embalagem, expõem-se informações contraditórias para o consumidor, e não se permite que ele faça uma ideia real. Se você tem uma cor amarela, duas verdes e uma vermelha, não diz muito. O semáforo funciona bem no trânsito porque uma cor acende de cada vez. Quando acendem várias ao mesmo tempo, nós já temos problemas.” A nutricionista ressalta ainda que o modelo da ABIA abre espaço para que produtos deem uma falsa impressão de que são saudáveis. “Um refrigerante zero, por exemplo, teria selos verdes por ser baixo em gordura, baixo em açúcares e baixo em sódio, quando na verdade sabemos que não é um alimento tão saudável assim”, explica.

 

A experiência do Chile com rótulos de alimentos

 

A experiência do Chile com selos de advertência é uma das primeiras no mundo. Foi implementada em meados de 2016 para combater principalmente o sobrepeso e a obesidade, que têm prevalência ainda maior que no Brasil. A medida ainda é muito recente para uma conclusão definitiva, mas já existem avaliações elogiosas e críticas.

Na última quinzena de dezembro de 2016, cerca de 6 meses após a implementação da lei de novos rótulos de alimentos, o Ministério da Saúde do Chile realizou uma pesquisa com 1.067 pessoas. Mais de 90% dos entrevistados afirmaram reconhecer os selos. A maioria, 56,2% afirma não comparar selos ao comprar um produto (maiores de 46 anos são os que mais comparam; jovens entre 18 e 29 anos são os que menos comparam). Entre os que comparam, 67,8% apontam que optam por produtos com menos selos; 9,7% não compram alimentos que contenham selos; e 14,1% compram menos do que comprariam se não existissem selos. Cerca de 8,4% dizem que suas compras não são afetadas pelos selos.

Segundo a pesquisa, os selos despertam impressões na maioria dos entrevistados. Cerca de 78,5% afirmam que, ao ver um produto com selos, pensam que deveriam deixar de consumi-lo, consumi-lo menos vezes ou em menor quantidade que um alimento sem selos. Aproximadamente 47,3% dizem que consideram saudável um produto que não leva selos.

Em uma conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) de 2018 sobre os impactos da lei chilena, o Ministério da Saúde do Chile informou que 20% da indústria reformulou seus produtos, 90% dos consumidores afirmaram que agora liam o rótulo para decidir se compravam ou não um produto e 68% disseram ter mudado hábitos de compra.

O jornal chileno “El Mercúrio”, porém, publicou em setembro de 2019 uma matéria que levanta indícios de um possível “desgaste” da lei de rótulos de alimentos. O conteúdo relata casos de algumas empresas que decidiram retornar à receita original de alguns produtos após queda nas vendas, mesmo às custas de ter de estampar os selos em suas embalagens. O atual ministro da Saúde do país, Jaime Mañalich — que não ocupava o cargo na época de implementação da lei –, avaliou também que “a população está se tornando insensível aos rótulos, em parte porque os selos são tão massivos, no sentido de que tudo no supermercado tem selos, que já não se obtém efeito de diferenciação para o consumidor”.

 

Proposta da Anvisa para um modelo brasileiro de rótulos frontais

 

Após receber pareceres e contribuições de entidades e especialistas, a Anvisa elaborou seu modelo de rotulagem a partir de estudos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de Brasília (UnB). Ele consiste em uma lupa como selo de advertência, acompanhada do texto “alto em” e uma lista dos nutrientes que existirem em excesso, contemplando açúcares, gordura saturada e sódio. Os limites de cada um seriam os seguintes em porções de 100 g ou 100 ml:

  • Açúcar: 10 g para sólidos e 5 g para líquidos;
  • Gordura saturada: 4 g para para sólidos e 2 g para líquidos;
  • Sódio: 400 mg para sólidos e 200 g para líquidos.

 

Rótulos frontais de lupa propostos pela Anvisa.

Modelo proposto pela Anvisa usa ícone de lupa e lista de nutrientes em excesso. | Anvisa

 

Embora se assemelhe mais ao modelo do Idec, a entidade de defesa do consumidor tem críticas à proposta do governo. “Apesar de avançar na questão do excesso de informação, consideramos que a lupa não tem um bom desempenho, pois mesmo que um produto tenha vários nutrientes em excesso, o selo vai ser um só”, afirma Ana Paula Bortoletto. A lupa é criticada também pela ABIA. Em nota, a associação defendeu que seu “modelo informativo de rotulagem nutricional, que, ao contrário do modelo de advertência apresentado pela Anvisa, é o que melhor oferece ao consumidor brasileiro as informações de que necessita para fazer escolhas alimentares com autonomia e consciência, de acordo com suas características, preferências individuais e no contexto de uma dieta equilibrada”.

O Idec também questiona o prazo proposto pela Anvisa para adequação completa das novas normas. A agência sugeriu que, após a definição do modelo, todos os produtos no mercado brasileiros deverão estar adaptados à novas regras em até 42 meses. “É um prazo absurdo. Já estamos há 5 anos nesse debate, não tem por que esperar mais. As empresas mudam seus rótulos para promoções sazonais a todo momento. É menos complexo que colocar informações sobre alergênicos, que exige um estudo da cadeia de produção e análise dos produtos. Eles só terão que mudar a embalagem”, afirma a nutricionista do Idec.

A ABIA, por outro lado, entende que o prazo é necessário. “O processo de implementação de uma nova padronização de rotulagem nutricional é complexo e envolve diversos setores da cadeia produtiva e fornecedores de insumos. As etapas envolvem processos de embalagem, aprovação de registro no âmbito do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, especificações que deverão passar por atualizações, ou seja, é um processo técnico rigoroso”, afirmou em nota.

 

Você pode se manifestar sobre o modelo proposto pela Anvisa

 

Os impactos desse tipo de políticas públicas demoram para se fazer presentes, daí a importância de se implementar o melhor modelo possível, baseado em evidências. A Anvisa abriu as consultas públicas nº 707 e 708/2019 para receber manifestações sobre o tema. O formulário é direcionado principalmente para receber insumos técnico-científicos, mas qualquer pessoa pode opinar. Além do esforço pessoal para combater a obesidade, que tal atuar também na formulação de políticas públicas em Saúde?

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Drauzio Varella

Dor fantasma | Entrevista

Quando há uma amputação, o membro continua intacto no mapa cerebral, por isso muitos pacientes sentem dor fantasma.

 

A dor fantasma é uma dor muito real (não tem nada de imaginação) que acomete cerca de 90% dos indivíduos que passam pela amputação de alguma parte do corpo. Queimação, formigamento, pontadas e até cócegas são alguns dos desconfortos que os pacientes relatam sentir.

Entrevistamos o dr. André Sugawara, médico fisiatra da Rede Lucy Montoro, considerado um dos maiores especialistas do assunto no Brasil.

Veja também: Ouça o podcast Por Que Dói? sobre dor fantasma

 

A dor fantasma

 

Portal DV — Como alguém pode sentir dor em um membro que simplesmente não existe mais?

André Sugawara — Onde começa uma perna? Algumas pessoas vão apontar a coxa, a pelve, a bacia, mas não. Na verdade, a perna começa e termina no cérebro. Quando amputamos uma perna ou um braço, teremos uma parte que irá faltar, a parte física, mas teremos um restante que continuará intacto. Então você perde a parte que se mexe, mas a central de comando, digamos assim, continua existindo. 

 

Portal DV — Existe algum período em que o cérebro vai se dar conta de que a parte física do membro não está mais ali?

André Sugawara — Pense que você perdeu a perna física, mas ela continua lá no seu esquema cerebral. Após o trauma, o cérebro percebe imediatamente que há algo errado; por isso o paciente pode começar a sentir dor ou qualquer outro desconforto. Imagine um indivíduo que tem um câncer que está prejudicando sua perna, e ele vai precisar amputá-la. Então, o processo de perda começa antes da retirada efetiva da perna. O indivíduo vai se “preparando”, digamos assim. Não seria uma perda, mas uma solução.

Nesse caso, ele vai sentir bem menos dor que em situações em que não há essa preparação. É muito diferente de quando ocorre algo traumático, como um acidente de moto. Nesse último caso, como é algo abrupto, existe uma chance menor de o cérebro reconhecer a perda. Portanto, esse processo de “se dar conta” vai depender de como o membro foi perdido. 

 

Portal DV — Li que esse fenômeno ainda é bem recente como objeto de estudo da Medicina. É verdade que vocês aprenderam sobre esse conceito a partir da I e II Guerras Mundiais? 

André Sugawara — Exatamente. Mas também começou com um escritor e neurologista chamado Silas Weir Mitchell, que durante a Guerra Civil Americana observava que “milhares de membros fantasmas estavam perseguindo e atormentando muitos bons soldados”. A amputação, em si, existe desde que o homem é homem, mas foi ele quem deu essa definição de dor fantasma. 

 

Portal DV — E vocês conseguem entender a causa dessas dores?

André Sugawara — Sempre se tentou achar a causa a partir da parte que foi embora, ou próximo da parte que foi embora. Mas desde mais ou menos 2014 nós já temos evidência de que esse processo não ocorre ali, mas no cérebro.

O paciente consegue, inclusive, utilizar outras representações do corpo para ativar a área daquela perna que foi amputada.

 

Como é a dor fantasma

 

Portal DV — A dor surge logo após a operação?

André Sugawara — Logo depois da cirurgia de amputação eles já sentem a dor. Ela consiste em qualquer sensação desagradável que a pessoa sinta na parte faltante. Pode ser coceira, choque, formigamento, queimação, frio, sensação de inchaço, de que a perna que foi amputada está se mexendo sozinha, câimbra. É muito difícil os pacientes encontrarem palavras para relatarem o que estão sentindo.

 

Portal DV — E qual a intensidade das dores? 

André Sugawara — Ela não é uma coisa só, é um conjunto de dores. Por exemplo, um paciente relata uma coceira que, de 0 a 10, incomoda em um nível 5. Mas ele também sente choque, que não aparece todos os dias, mas quando aparece, é mais que 10, é simplesmente insuportável. Então, podemos ver que dentro da dor fantasma é possível ter infinitas sensações com diferentes graus de intensidade, e que aparecem de diversas maneiras. Pode ser contínua, surgir uma vez por mês, quando a pessoa dá risada, quando está dormindo. Há vários gatilhos.

Tudo isso que eu citei é bem diferente da sensação fantasma. A sensação nada mais é do que sentir a presença da parte que foi amputada. A sensação de que você tem um membro e que consegue até controlá-lo, mas não é uma sensação desagradável. O paciente não sente os desconfortos, somente a sensação de que ainda tem algo.  

 

Portal DV — Por isso é importante esclarecer que a dor não tem nada de psicológica.

André Sugawara — Nada. Ela é bem anatômica, bem física. O processo se inicia e termina no cérebro. Ninguém vai comemorar e celebrar a perda de um membro. O indivíduo vai sofrer, entrar em luto e até deprimir. Há questões emocionais, sim, mas elas não geram a dor fantasma. É o contrário: é a dor fantasma que amplifica e perpetua as questões emocionais.

 

Portal DV — Sabendo disso, antes de uma cirurgia vocês costumam preparar o paciente para essa perda e uma possível dor fantasma? 

André Sugawara — Sempre. Há um protocolo que seguimos de conversar, tirar toda e qualquer dúvida sobre o que vai acontecer, principalmente no pós-operatório. 

 

Tratamento da dor fantasma

 

Portal DV — Quais recomendações o paciente precisa seguir após uma amputação?

André Sugawara — A primeira coisa é o posicionamento da cama. O corpo não deve estar desalinhado, porque os músculos próximos ao membro amputado, principalmente na articulação do quadril e do joelho, tendem a se encurtar.

É importante sempre lembrar que a perna física foi embora, mas a perna que está no cérebro continua lá. A maioria dos acidentes no pós-operatório ocorre porque o paciente ainda sente que tem a perna, levanta, vai tentar andar e cai. Então, conversamos bastante para conduzir o processo de adaptação fazendo exercícios com o apoio de barras paralelas para aprender a andar com a prótese e ter equilíbrio. 

Depois que os pontos são tirados, começa o processo de enfaixamento elástico, que é feito desde a época dos egípcios e ajuda a reduzir as dores e o desconforto.

Veja também: Leia uma entrevista sobre reabilitação de amputados

 

Portal DV — Para os pacientes que relatam dor, o que pode ser feito para amenizá-la?

André Sugawara — A literatura mostra que não adianta o uso de medicamentos para eliminar a dor, infelizmente. De qualquer maneira, utilizamos alguns analgésicos e outros medicamentos para aliviar o desconforto. Mas reforçamos as medidas alternativas, como enfaixar o membro residual, fazer estimulação eletromagnética, usar algo para aquecer a região, massagens, acupuntura, usar prótese, fazer a terapia do espelho… 

 

Portal DV — O que é terapia do espelho?

André Sugawara — É o que a gente mais utiliza na prática clínica, e realmente funciona. Nela, o paciente que teve uma perna ou um braço amputado se posiciona em frente a espelhos, tendo a ilusão de que ele ainda possui os dois membros saudáveis. Assim, é pedido que ele tente mover as duas pernas ou os dois braços ao mesmo tempo e que imagine que a outra esteja se mexendo. A estratégia engana o cérebro e a sensação incômoda diminui em algumas pessoas. A dificuldade é o paciente aceitar fazer isso, porque muitas vezes ele não bota fé. Mas basta ele fazer uma vez e sentir o resultado para agregar a terapia ao dia a dia. Pode fazer em casa, em qualquer lugar que tenha um espelho.

 

Portal DV — O paciente pode deixar de sentir o desconforto ou a dor? 

André Sugawara — Depende. Há casos de pacientes que tem dor há mais de 40 anos. A intensidade e frequência das dores diminuem com o passar do tempo, mas, infelizmente, essa dor acompanha o paciente pelo resto da vida. 

 

A dificuldade para relatar o desconforto

 

Portal DV — Pacientes que sofrem amputação costumam falar que sentem dor fantasma? 

André Sugawara — Olha, eu costumo dizer que essa dor é um sofrimento invisível, porque os pacientes têm medo de falar que estão “sentindo” a perna e os outros, inclusive médicos, acharem que ele está ficando louco.

Como assim? Sentir dor em algo que não existe? A cabeça do paciente entra em parafuso. Ele sofre sozinho e não conta. Só conta quando encontra um local ou um ouvinte que esteja disposto a ouvir sem críticas, aí ele se abre. Ou, no máximo, o paciente vai dizer que está doendo a parte do membro que restou, chamado membro residual (antes falava-se “coto”, mas esse termo é pejorativo, portanto não é mais usado), e não a parte que falta. 

 

Portal DV — Fale um pouco mais sobre isso. 

André Sugawara — As pessoas realmente têm muito receio de falar. Dizem: “Ah, eu não vou falar sobre essa dor, porque vão achar que é coisa da minha cabeça, que faz parte do processo”. Então elas sofrem anos sem dizer nada.

Quando resolvem dizer, normalmente o primeiro médico que ouve não dá tanta importância, diz que é normal e que vai passar. Então os pacientes se retraem ainda mais. Por isso, precisamos melhorar as duas pontas, o médico e o paciente, que precisa se sentir seguro para conseguir se abrir. Ambos precisam saber que é uma queixa pertinente e que sim, é possível tratar. É possível atenuar a dor e dá para levar uma vida normal. 

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Drauzio Varella

Jejum ou restrição de carboidratos: qual funciona melhor?

Por: Mark Sisson

 

O jejum e a restrição de carboidratos parecem operar ao longo de vias fisiológicas semelhantes. Ambos são baixos em carboidratos. Ambos aumentam a adaptação à queima de gordura. Ambos têm o potencial de entrar em cetose. Tanto a insulina quanto o açúcar no sangue diminuem.

Mas um é melhor que o outro? Existem certos cenários em que um protocolo de jejum intermitente funciona melhor do que uma dieta pobre em carboidratos e vice-versa?

Vamos descobrir se a distinção importa.

E quais cenários são mais impactados por qualquer diferença.

Perda de peso

Cetose, autofagia e declínio cognitivo. A principal razão pela qual alguém tenta uma dieta restrita em carboidratos ou jejum intermitente é perder gordura corporal. Todos sabemos que é verdade.

A restrição de carboidratos funciona bem. Isso é bem documentado. Certamente, os resultados ficam um pouco confusos se você usar dietas low carb mal formuladas, com 35% de calorias de carboidratos (que não é exatamente low-carb), mas legítimos estudos de dieta com baixo teor de carboidratos ad libitum, onde as pessoas estão livres para comer o que eles quiserem dos alimentos baixos em carboidratos, descobriram que as pessoas reduzem espontaneamente as calorias e perdem gordura corporal mais rapidamente do que com outras dietas.  Muitas vezes sem reduzir as calorias.

O jejum intermitente também demonstrou funcionar. Em pacientes não obesos, o jejum alternado aumenta a oxidação da gordura e gera perda de peso. Em pacientes obesos, o jejum alternado (24h de jejum dia sim, dia não) foi uma maneira eficaz de perder peso; a adesão à dieta permaneceu alta o tempo todo. Em mulheres jovens com excesso de peso, o jejum em dias alternados foi tão eficaz quanto a restrição calórica severa em causar perda de peso, e a adesão ao primeiro foi mais fácil do que ao segundo.

O jejum intermitente e a restrição de carboidratos são caminhos para facilitar a restrição calórica. O jejum remove a possibilidade de comer completamente. A restrição de carboidratos remove os macronutrientes menos saciantes e aumenta os macronutrientes mais saciantes. Ambas as dietas aumentam a queima de gordura e, desde que você coma proteína em níveis adequados e levante algumas coisas pesadas, você preserva a massa magra.

O truque é a sustentabilidade: se você comer uma refeição ao dia e isso deixar você com fome, provavelmente não ajudará você a perder peso. Curiosamente, acho que a restrição básica de carboidratos ajuda a maioria das pessoas e é a mais tolerada, com 2 ou 3 refeições por dia.

Diabetes tipo 2

Você acabou de voltar do médico e tem diabetes tipo 2. Ou talvez você tenha “pré-diabetes” (glicose em jejum acima de 100 mg/dl e hemoglobina glicada acima de 5.7). Rastrear o açúcar no sangue em casa revela alguns números pós-prandiais e ao longo do dia. Ou talvez você tenha um forte histórico familiar de diabetes e procura evitar que ela se manifeste em você. Seja qual for o motivo, você sabe que precisa fazer uma mudança na dieta.

Em primeiro lugar, o diabetes tipo 2 e pré-diabetes é um tipo de “intolerância a carboidratos”.

Sete indivíduos com diabetes tipo 2 não tratados jejuaram por 3 dias ou consumiram zero carboidratos por 3 dias. O que aconteceu no dia 3?

  • A glicemia de jejum durante a noite passou de 196 para 160 (com zero de carboidratos apenas) e 127 (com o jejum).
  • A glicose de 24 horas caiu 35% (zero carboidratos) e 49% (jejum).
  • A insulina de 24 horas caiu 48% (zero carboidratos) e 69% (jejum).

Ambas as abordagens funcionaram. O jejum funcionou melhor, mas você não pode continuar em jejum indefinidamente. Em algum momento, você tem que comer alguma coisa.

Um estudo muito recente foi publicado sobre o efeito da alimentação com restrição de tempo (um tipo de JI) nos pré-diabetes. Isso também é conhecido como uma janela de alimentação restrita. A janela comprimida neste estudo durou seis horas e era cedo – da manhã ao meio da tarde. Eles tomaram café da manhã e pularam o jantar. O que aconteceu?

Os participantes melhoraram a sensibilidade à insulina, diminuíram a insulina em jejum, aumentaram a função das células beta pancreáticas e relataram sentir menos fome à noite. Eles tinham melhor pressão sanguínea e menor estresse oxidativo. O mais notável é que eles conseguiram tudo isso apesar de não perderem muito peso. Em estudos anteriores, a maioria dos quais não prestou atenção ao horário da alimentação, os benefícios para as pessoas com diabetes ou pré-diabetes eram quase sempre dependentes da perda de peso.

A hora do dia em que o jejum ocorre é bastante relevante. Ignorar o café da manhã pode não ter o mesmo efeito que ignorar o jantar. Se você estiver usando o jejum intermitente para tratar níveis elevados de açúcar no sangue, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, verifique seus resultados e esteja disposto a experimentar o jejum durante diferentes partes do dia.

Convulsões

Na época de Hipócrates, o jejum era usado para tratar convulsões. As dietas cetogênicas atingiram a cena moderna para epilepsia no início dos anos 1900. Ambas as abordagens produzem cetose, o que parece ser o fator importante. Outros métodos para aumentar as cetonas, como tomar suplementos de cetose ou comer triglicerídeos de cadeia média que se convertem em cetonas, também reduzem as convulsões. Então, o jejum intermitente e a dieta low-carb são intercambiáveis ​​quando se trata de redução da crises? Um estudo recente sugere uma resposta:

Os ratos foram separados em três grupos de dieta. Um grupo seguiu uma dieta cetogênica. Outro grupo seguiu uma dieta regular de laboratório. O grupo final combinou a dieta regular de laboratório com o jejum intermitente. Depois de algumas semanas, os pesquisadores induziram convulsões dosando os camundongos com um agente indutor de convulsões ou submetendo-os a choques elétricos indutores de convulsões. Tanto o grupo da dieta cetogênica quanto o grupo da dieta de laboratório com o jejum intermitente experimentaram alívio das convulsões de maneiras diferentes. O grupo cetogênico resistiu às crises de choque elétrico, mas estava vulnerável ao agente de crises. O grupo laboratório com o jejum resistiu aos agentes de ataque, mas foi vítima do choque elétrico.

Se esses resultados ocorrerem em humanos, a melhor abordagem para combater convulsões seria fazer as duas coisas: restrição de carboidratos com jejum intermitente.

No entanto, muitos pacientes convulsivos são crianças que ainda têm muito a crescer. Embora as dietas cetogênicas tenham sido testadas, seguras e benéficas nessas populações, o jejum forte e regular pode ter efeitos negativos no crescimento e desenvolvimento. É melhor ficar com o que é conhecido e seguro. Quanto aos adultos que tiveram todo o seu crescimento físico completo? Podem fazer jejum à vontade.

Performance atlética

Atletas de exercícios aeróbicos que buscam maximizar sua produção aeróbica e melhorar a retenção de glicogênio devem fazer restrições de carboidratos e aumentar os carboidratos para eventos competitivos. Isso é conhecido como “treinar low (carboidratos), e correr high (carboidratos)” e é uma ótima maneira de ensinar seu corpo a utilizar sua própria gordura corporal armazenada como energia pelo maior tempo possível durante os eventos e evitar queimar muito glicogênio até a última parte da corrida. Feito corretamente, esse método permite que um atleta tenha bastante gás no tanque até o final quando o restante dos atletas já estiverem sem energia.

Atletas de alta intensidade como fisiculturistas ou durante treinos intervalados pesados podem comer mais carboidratos para reabastecer as reservas de glicogênio que estão sempre esvaziando. E isso pode ser mais difícil em uma dieta restrita em carboidratos, por definição. Eles podem optar por uma forma mais agnóstica de jejum intermitente. Embora o jejum intermitente possa não melhorar diretamente o atletismo, ele certamente pode coexistir com ele. Um método popular de jejum intermitente é a abordagem Leangains de fisioculturismo:

  • Coma poucos carboidratos e mais gordura nos dias de descanso. Como você não queima glicogênio, não é necessário comer carboidratos.
  • Coma um pouco mais de carboidratos nos dias de treinamento. Você estará queimando seu glicogênio, então é o momento perfeito para comer carboidratos, porque eles vão diretamente para os músculos.
  • Jejue 16 horas por dia com uma janela de alimentação de 8 horas. Tente colocar seu treinamento na hora em que você quebrar o jejum (de manhã em jejum, antes do almoço em jejum ou final de tarde após 4,5 a 6 horas sem comer).

Você pode modificar suas dietas para incluir mais carboidratos pós-treino uma espécie de abordagem cetogênica cíclica – mas isso deixa de ser “estritamente baixo em carboidratos”.  25-50g de carboidratos pós treino 1 vez ao dia apenas deve ser suficiente para a maioria dos entusiastas de academia típicos (não marombados)

Performance cognitiva

Um efeito pouco conhecido de não comer é que ele pode melhorar nossa função cognitiva graças à grelina. A maioria das pessoas conhece a grelina como um hormônio da fome. Isso faz você querer comer. Mas a grelina tem outros efeitos interessantes:

É neurotrófico, melhorando o aprendizado e a memória.

Aumenta a resposta à dopamina, potencialmente aumentando a recompensa pelo alcance de objetivos.

Isso faz sentido quando você pensa sobre o ambiente em que nosso sistema de grelina evoluiu. Hoje, fome significa ir até a geladeira para pegar um lanche. Significa pedir um ifood a partir do conforto do seu smartphone para ser entregue à sua porta. Grelina não precisa fazer muito, mas nos deixa com fome. Durante a maior parte da história da humanidade, a fome significava que você tinha que rastejar pelo deserto, lançar uma lança, flecha e quilômetros de caminhadas. Tomando cuidado para não pisar em galhos ou fazer movimentos bruscos, seguindo os rastros de sua presa. Você precisava ser esperto, alerta, pontual e preparado para tudo e qualquer coisa. É claro que o hormônio que nos faz querer comer também nos torna melhor em pensar e agir.

Low-carb não tem exatamente o mesmo efeito. Por um lado, você está comendo. A maior resposta à grelina virá ao não comer. Duas refeições com pouco carboidratos são maiores redutores de grelina do que as refeições com alto teor de carboidratos. Isso provavelmente explica que a low-carb é uma maneira muito eficaz de reduzir a fome. Isso não torna a restrição de carboidratos ruim para a função cognitiva. Tornar-se um queimador de gordura melhor, gerar corpos cetônicos e não precisar fazer um lanche a cada duas horas ou perder o vapor cognitivo são ótimas maneiras de melhorar a produção e a produtividade. Significa apenas que você não verá os mesmos efeitos agudos de um pico na grelina que conseguiria em jejum.

Então, qual deles escolher?

Se você deseja perder gordura corporal, controlar respostas disfuncionais de açúcar no sangue, obter mais energia mental durante o dia, melhorar a queima de gordura e economizar glicogênio durante os treinos e/ou reduzir a atividade convulsiva resistente ao tratamento, será difícil (impossível na verdade) encontrar um par de opções melhor que a low-carb cetogênica com o jejum intermitente.

Comece com uma linha de base da restrição de carboidratos – na qual você restringe carboidratos desnecessários, consumindo pontualmente apenas os que você usará para alimentar atividades físicas de alta octanagem, como CrossFit, musculação ou lactação e gestação – e tente pular uma refeição ou duas quase todos os dias (14-16h diárias de jejum). Talvez você nunca sinta vontade. Isso é ótimo.

Talvez você siga mais o caminho oposto, ou seja, mais jejum e menos cetogênica restrita. Você pode comer mais carboidratos de baixo índice glicêmico nas refeições (talvez até 75g de carboidratos por dia), mas nunca comer mais de 2 refeições por dia, incluindo 1 ou 2 dias na semana com apenas 1 refeição ao dia e comendo proteínas suficientes ao longo da semana.

O principal objetivo é que você alcance longos períodos de queima de gordura e baixa insulina. Tanto a restrição severa de carboidratos como o jejum intermitente de 16 a 24h alcançam isso.

É isso por hoje, pessoal. Obrigado pela leitura, se cuidem e deixem seus pensamentos abaixo!

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Primal Brasil

Por que o café da manhã não é a refeição mais importante do dia (para todos)

Por: Mark Sisson

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Por que o café da manhã não é a refeição mais importante do dia? Se você está lendo este blog há muito tempo, sabe que estou sempre interessado em explorar esses conselhos testados pelo tempo, a sabedoria transmitida geração após geração, porque geralmente estão certos ou pelo menos contêm um núcleo de verdade. E se um pedaço da sabedoria popular convencional acaba sendo errado ou equivocado, entender por que ela perdurou por tantos anos é um exercício divertido e geralmente revela outras mensagens e verdades.

Hoje, estou analisando a importância (ou a falta de importância) do café da manhã. Durante anos, você ouviu o quão importante é o café da manhã. Sua avó diz isso. Seu médico que não entende nada de jejum provavelmente o repreende se você não estiver comendo. Todos nós crescemos tendo esse “fato” – o café da manhã é a refeição mais importante do dia – perfurado em nosso subconsciente. Até as pessoas que simplesmente não sentem fome de manhã se sentem culpadas por isso e são obrigadas a colocar algo em seus pratos.

Está é certo ou errado?

O café da manhã logo ao acordar não está presente em muitas culturas tradicionais primitivas.

Eu pessoalmente sigo uma janela de refeições comprimida, das 12/13h às 19h. Em um dia típico, eu acordo e pego uma caneca de café com um pouco de creme de leite e um pouco de estévia em pó. E é isso até o almoço, minha maior refeição do dia. Como sou um queimador de gordura muito eficaz, essa programação claramente funciona para mim. Eu experimento energia equilibrada em uma base consistente. Minha produtividade é alta, estou feliz com meu desempenho físico e capacidade de me recuperar e não me estresso com a comida porque simplesmente não estou com fome. Isso facilita as coisas em geral. Além disso eu me apego a uma janela de alimentação comprimida para promover a autofagia (manutenção celular) e proteger contra o envelhecimento e a neurodegeneração (se essas coisas acontecerem!). Com base no que ouvi de milhares de leitores, não estou sozinho nisso. Mas uma única anedota, ou uma coleção de milhares, não prova muito. Precisamos olhar mais fundo.

Bem, o que os proponentes do café da manhã realmente reivindicam? Vamos examinar algumas das reivindicações e ver o que as evidências dizem.

Crença popular: o café da manhã faz você emagrecer e pular o café da manhã faz você engordar

Com base em epidemiologia pular, ela certamente parece conferir uma conexão entre pular o café da manhã e a obesidade:

Em uma coorte de adultos japoneses, pular o café da manhã estava relacionado ao maior peso corporal e tamanho da cintura.

Entre os jovens adultos americanos, os que pulam o café da manhã pesam mais, têm mais obesidade abdominal e um perfil de risco cardiometabólico elevado.

Em adolescentes americanas brancas e negras, o café da manhã está associado a uma maior ingestão de cálcio e fibras e a um menor peso corporal.

Mas esses são estudos observacionais e os estudos observacionais não podem estabelecer causalidade. Na maioria das vezes não provam nada.

Então o que está acontecendo aqui? Algumas coisas.

Viés de confirmação do usuário: como ignorar o café da manhã é amplamente considerado prejudicial, as pessoas que pulam o café da manhã podem não ser saudáveis ​​em outras áreas. Eles comem mais e se exercitam menos e têm maior probabilidade de beber mais álcool e fumar mais cigarros. As crianças iranianas, por exemplo, que pulam o café da manhã são mais pesadas com cinturas maiores do que os que comem café da manhã, mas também comem mais fast-food e porcarias como suco de frutas, lanches salgados e refrigerante açucarado do que os que tomam café da manhã, que preferem frutas, legumes, verduras e leite. A menos que você consiga estabelecer que pular o café da manhã causa essas diferenças de estilo de vida, não é possível dizer que pular o café da manhã desempenha um papel causal.

Viés do seguidor da dieta: as pessoas que pulam o café da manhã podem estar fazendo dieta ativamente mais do que os que não pulam, porque têm mais peso a perder.

O efeito a priori: quando você presume que o café da manhã é importante, todas as suas pesquisas e resultados devem fluir dessa suposição. Pesquisadores tendenciosos geralmente fazem isso.

E alguns anos atrás, um grupo de pesquisadores examinou atentamente as evidências que outros pesquisadores estavam usando para provar o “elo casual” entre obesidade e pular o café da manhã. Eles não ficaram muito impressionados ao descobrir que:

A maioria dos pesquisadores sofria de viés de confirmação, descartando ou desconsiderando evidências em contrário e enfatizando evidências que sustentavam seus pontos de vista. Eles eram a favor de estudos observacionais mostrando um link e ignoravam os ensaios clínicos controlados que não mostravam efeito.

Eles usaram “termos casuais” ao discutir seu trabalho e o trabalho de outros cientistas que pesquisavam a questão do café da manhã/ obesidade quando nenhuma causalidade havia sido estabelecida.

Em vez de estudos observacionais, existem alguns estudos de intervenção (onde a causalidade pode ser examinada) que, nestes casos, vale a pena examinar.

Em um estudo realizado no final dos anos 90, mulheres acima do peso foram randomizadas para tomar café da manhã grande (com jantares menores) ou jantares grandes (com café da manhã menor). Aqueles no grupo de café da manhã grande perderam mais peso, mas também perderam mais massa magra. O grupo do grande jantar, que não pulou o café da manhã, mas comeu um pouco, perdeu mais massa gorda e preservou mais massa magra. Como sempre pergunto, que tipo de peso você está tentando perder? Gordura ou músculo?

Em 2014, os pesquisadores dividiram aleatoriamente um grupo de adultos em dieta em dois grupos. Um grupo foi instruído a tomar café da manhã, o outro foi instruído a ignorá-lo. Após 16 semanas, a perda de peso foi basicamente idêntica nos dois grupos. Nem pular o café da manhã nem comê-lo teve qualquer efeito discernível ou único na perda de peso.

Outros estudos indicaram que pular o café da manhã pode realmente reduzir a quantidade total de calorias que uma pessoa come ao longo do dia. Uma redução espontânea nas calorias ingeridas geralmente é um caminho para a perda de peso. Este na minha opinião é o ponto chave.

Crença popular: o café da manhã oferece energia para o dia

“Energia” é difícil de medir objetivamente. Não há exame de sangue para “chi” ou “força vital”, por isso precisamos confiar em relatórios subjetivos de coisas como “alerta” e extrapolar a partir de marcadores objetivos relacionados. O gasto de energia é um marcador decente de quanta energia você possui. Se você está queimando mais energia, seu corpo obviamente tem “o suficiente” para poupar. Outro é o controle da glicose no sangue. Se o açúcar no sangue der uma descida muito forte, isso geralmente se manifesta como fome e sonolência.

“Café da manhã” não nos diz muito. Alguns cafés da manhã fornecem energia melhor do que outros tipos de café da manhã. Um café da manhã com proteínas mais altas e menos carboidratos tende a aumentar o gasto de energia e a melhorar o “bem-estar pós-prandial” (comparado com o café da manhã baixo em proteínas e alto em carboidratos) Se você ingerir um pouco de gordura com a proteína, pode até melhorar a tolerância à glicose de um diabético tipo 2 ao longo do dia, o que corresponde a níveis de energia mais constantes.

Enquanto isso, os cafés da manhã ricos em carboidratos fazem o oposto: eles tornam as pessoas mais famintas mais cedo, causam maiores elevações de insulina e uma queda subsequente do açúcar no sangue de 3 a 4 horas após o café da manhã. A saciedade reduzida, os altos picos de insulina e o baixo nível de açúcar no sangue combinam-se para deixar as pessoas com “fome”, com sono e suscetíveis a comer rosquinhas para aliviar a tensão (ou qualquer outro carboidrato refinado)

É verdade que alguns estudos encontram conexões entre pular o café da manhã e um estado de alerta subjetivo baixo ou desempenho cognitivo ou físico. Mas esses estudos são observacionais, conduzidos usando indivíduos comuns queimadores de açúcar (em oposição a indivíduos adaptados à gordura – processo que leva semanas e meses), ou dizem respeito a crianças e adolescentes (um subconjunto da humanidade que consome mais energia para crescer e para quem o ato de pular o café da manhã geralmente não é consensual, desnecessário e contraproducente). E aqueles que encontram uma relação positiva entre os adolescentes, o café da manhã e a função cognitiva, subsequente encontram o maior benefício com o café da manhã com baixo índice glicêmico (baixo carboidrato, mais gordura e proteína).

Crença: pular o café da manhã destrói seu metabolismo

Se pular o café da manhã ocasional é suficiente para levá-lo ao modo de inanição, certamente o jejum total por 72 horas o levará? Não levará? Quando humanos saudáveis ​​são instruídos a jejuar por três dias e seus biomarcadores são monitorados, descobrimos que a taxa metabólica em repouso cai apenas 8%. 8% é 8%, claro, mas são 72 horas sem comida. Ignorar o café da manhã nem se compara.

Crença errada: Pular o café da manhã pode fazer você comer demais

Parece que as pessoas comem demais no almoço, mas não o suficiente para compensar o café da manhã ignorado. Em um estudo com adultos de no dia a dia, pular o café da manhã levou a almoços mais cedo e maiores. Apesar do aumento da fome um pouco antes do almoço e de almoços maiores, os participantes que pularam o café da manhã ainda ingeriam menos calorias por dia do que os que tomavam café da manhã. Isso é consistente com estudos anteriores que mostram que pular o café da manhã não leva à ingestão compensatória de alimentos no almoço e jantar e, de fato, pode reduzir o balanço calórico em mais de 400 calorias por dia! Você pode sentir mais fome logo antes do almoço, mas no final do dia você acaba com um déficit de energia e, portanto, emagrecendo mais.

Então, todos podem pular o café da manhã com segurança?

Não exatamente. Não se você é um queimador de carboidrato.

Se você está comendo uma dieta alta em carboidratos ou moderada, o café da manhã pode ser o melhor momento para consumir carboidratos. A sensibilidade à insulina segue um ritmo circadiano. A sensibilidade à insulina muscular é mais alta de manhã e mais baixa à noite – o que significa que seus músculos estão preparados para aceitar e armazenar glicose como glicogênio com o mínimo de insulina -, portanto, o café da manhã é um bom momento para ingerir carboidratos neste caso. Mas pular o café da manhã e depois comer um almoço rico em carboidratos agrava o pico de insulina e açúcar no sangue que você normalmente recebe. Comer um café da manhã com carboidratos “prepara” seu corpo para a carga de carboidratos no almoço.

Mas na prática pouquíssimas pessoas comem carboidratos de manhã e depois evitam completamente no resto do dia, por isso a melhor opção você já sabe.

Nota: A sensibilidade circadiana da tolerância aos carboidratos pode ser superada com treinamento e atividade física, pois o exercício restaura a sensibilidade à insulina independentemente da fase circadiana. Portanto, se você for comer um pouco de carboidratos durante uma fase de resistência à insulina circadiana, certifique-se de treinar antes.

Se você competir ou treinar muito pela manhã, um pequeno café da manhã pode ser uma boa ideia. Aos sábados e domingos, quando faço exercícios mais longos, tomo um pequeno café da manhã com meu café com proteínas.

Se você é criança ou adolescente, provavelmente deve tomar café da manhã. Você está crescendo. E os estudos observacionais que encontraram ligações entre pular o café da manhã e excesso de peso tendem a se concentrar em crianças e adolescentes. Só por segurança, dê ao seus filhos um pouco de proteínas de manhã.

Se você é diabético tipo 2 e segue uma dieta rica em carboidratos, deve tomar café da manhã (dê preferência à base de ovos). Um estudo recente em diabéticos descobriu que pular o café da manhã aumentou drasticamente os picos de glicose que ocorreram após o almoço e o jantar. No entanto, o almoço e o jantar eram ricos em carboidratos e com pouca gordura (20% de gordura, 54% de carboidratos, 26% de proteína, 700 calorias cada), o que é uma péssima combinação para os diabéticos tipo 2.

Nota: isso pressupõe que o diabético tipo 2 em questão esteja insistindo em seguir uma dieta rica em carboidratos, o que é uma péssima ideia. Quando você lhes dá refeições mais saudáveis, com menos carboidratos – salmão, nozes, carnes, verduras, azeitonas, alho, tomate, pepino, etc – os diabéticos podem realmente pular o café da manhã e obter números de glicose mais favoráveis ​​no almoço. Se você é diabético do tipo 2 e segue a dieta Primal para se curar, comer refeições com pouco carboidrato e alto teor de gordura não provocam esses tipos de picos de glicose – com café da manhã ou sem café da manhã.

Se você é uma mulher, pode se sair melhor com o café da manhã atrasado. Em geral, as mulheres funcionam pior pulando as refeições. Eu já cobri isso antes; jejuns longos e constantes não parece funcionar tão bem para as mulheres. Dito isto, um café da manhã um pouco mais tarde – digamos, às 10 ou 11 da manhã em vez das 8 da manhã – pode ser um bom compromisso para as mulheres que desejam tentar pular o café da manhã.

Tudo isso dito, há uma enorme variável de confusão nos ensaios controlados que aclamam: “o café da manhã é incrível” nunca são responsáveis: quase todo mundo selecionado nestes estudos toma café da manhã habitualmente. Os “normais”, pelo menos. Portanto, o participante típico do estudo é um consumidor habitual de café da manhã cujo corpo espera e provavelmente funciona melhor (pelo menos como queimador de glicose) com a ingestão regular de café da manhã. Você reúne um grupo deles, fica sem café da manhã e vê resultados terríveis. Enormes picos de insulina, quedas de glicose, fadiga, mal-estar geral. É como rastrear rapidamente a gripe low-carb e distorcer seus resultados. As pessoas se habituam aos horários de alimentação que seguem. Se você é um “pulador de café da manhã” habitual, pular o café da manhã não terá o mesmo efeito em você. Muito pelo contrário, lhe tornará um queimador de gordura mais ávido.

Em um estudo recente, os autores realmente testaram isso, separando mulheres com sobrepeso que pulam o café da manhã e comedores habituais de café da manhã e depois fizeram com que elas pulassem ou tomassem café da manhã.

Comedores de café da manhã habituais que pularam o café da manhã experimentaram muito mais fome no almoço. Eles tinham piores lipídios no sangue e a insulina disparou. Os “puladores de café da manhã” habituais que pularam o café da manhã não apresentaram nenhum desses efeitos deletérios.

Comedores de café da manhã habituais que tomavam café da manhã ficavam mais saciados no almoço. Eles tinham melhores lipídios no sangue e níveis de insulina razoavelmente normais. Os participantes comedores de café da manhã habituais que jejuaram estavam com tanta fome no almoço que a refeição extra no almoço não diminuiu o apetite destas pessoas. Resumindo: não seja mais um queimador glicose e vire um queimador de gordura para não sentir fome. E ponto final.

Obrigado pela leitura.

Primal Brasil

A intervenção de saúde mais fácil e potente (e que você nunca ouviu falar)

Por: Dr. Stephen T. Sinatra

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Perguntas e respostas sobre aterramento

Já que o aterramento é novo para a ciência médica e os médicos começaram recentemente a aproveitar os possíveis benefícios à saúde do aterramento, as pessoas na Internet fazem muitas perguntas sobre o aterramento (também conhecido como “grounding”). Esperamos ajudar a responder algumas das perguntas a seguir.

Você tem alguma dúvida sobre o aterramento? É só perguntar.

P: Então, o que é aterramento?

Aterramento, também conhecido como grounding, é o processo de reconectar-se à energia elétrica sutil e natural da Terra. Isso é feito facilmente sempre que você anda descalço na grama, areia ou concreto. Se usar tênis ou chinelo de borracha não alcançará estes incríveis benefícios.

Ao tocar a Terra, sua energia flui diretamente para o seu corpo, trazendo-o de volta ao seu estado elétrico mais natural. Este é o estado elétrico que os humanos experimentaram ao longo da evolução quando vivemos em contato direto com a Terra. À medida que a civilização evoluiu nos últimos 100 anos ou menos, começamos a usar sapatos. Os sapatos com sola de couro permitem que uma pequena quantidade de energia passe através da sola, mas a borracha não permite que nenhuma energia seja transferida da terra para o seu corpo; assim, a maioria de nós hoje em dia, está literalmente desconectada sempre que anda na terra. Aterramento é sobre reconectar-se!

P: O aterramento é baseado em ciência sólida?

Absolutamente! A ligação à terra é baseada em física, fisiologia, biologia e ensaios clínicos! Nossos corpos são elétricos. A energia nos enche e nos rodeia. A energia sutil da Terra é diferente da eletricidade produzida pelo homem que flui para as tomadas. A energia produzida pelo homem produz campos eletromagnéticos (CEM) que não são naturais para nossos corpos. A Terra, por outro lado, pulsa com uma energia fluida suave que harmoniza toda a vida na Terra, incluindo você! A ligação à terra leva você de volta à sincronia com essa energia e ao equilíbrio elétrico. Saiba mais: Aterramento, pesquisas e estudos.

P: O que são dispositivos de aterramento?

Os dispositivos de aterramento são itens simples e condutores que você pode usar no conforto da sua casa para se conectar à energia da Terra. Eles são “substitutos do andar descalços”. Esses produtos consistem em faixas, tapetes, lençóis ou tapetes para a cama e uma almofada de pelúcia para animais. Todos os produtos se conectam à energia da terra através da entrada de aterramento das tomadas elétricas em casa/ escritório ou através do uso de um sistema de haste de aterramento. Uma vez conectado, tudo o que você precisa fazer é ter contato direto da pele com os produtos, para que você possa absorver a energia da Terra. Mais informações sobre dispositivos de aterramento podem ser encontradas em Grounded.com.

Mas segue o link de uma das melhores marcas (faixas, tapetes, lençóis ou tapetes para a cama).

 

 

Q: Quais são os benefícios de saúde do aterramento?

Uma dúzia de estudos e centenas de histórias anedóticas relataram benefícios à saúde, como reduções na inflamação e dor, afinamento do sangue, melhor circulação, melhorias na pressão sanguínea, mudança do sistema nervoso do modo de estresse (simpático) para o modo calmante (parassimpático), e melhorias na ansiedade e na qualidade do sono.

Aprenda como o aterramento tem o potencial de ajudar a promover a saúde e a cura no corpo! Simples, eficaz e o melhor de tudo, o aterramento é realmente uma descoberta incrível. Clique aqui para ver o livro sobre aterramento em inglês.

 

P: Por quanto tempo preciso fazer o aterramento para obter benefícios?

O aterramento na Terra muda sua fisiologia imediatamente. Quanto mais você aterra, mais você pode se beneficiar porque está no seu estado elétrico mais natural quando conectado à Terra. A dose mínima efetiva é 25 minutos, mas os benefícios se multiplicam com 8, 12 e 24h.

Seu corpo é eletricamente equilibrado e inundado com elétrons livres que ajudam a neutralizar o acúmulo ininterrupto de radicais livres que são criados no corpo a partir do metabolismo normal e dos estressores da vida. Absorver elétrons da terra está dando ao seu corpo uma grande dose de “vitamina G.” A terra é o maior antioxidante e anti-inflamatório que existe; portanto, “quanto mais, melhor”.

P: Os produtos de aterramento usam eletricidade?

Não, enquanto os produtos de aterramento se conectam a tomada, nas entradas de terra das tomadas elétricas, eles não utilizam eletricidade. Eles conduzem a energia natural da terra que flui através do fio terra de tomadas aterradas (a grande maioria são). Mais informações sobre dispositivos de aterramento podem ser encontradas em Grounded.com.

P: E se você estiver em uma cidade (e não tiver acesso a um gramado ou outro terreno para colocar os pés descalços)? Você pode obter os mesmos resultados do concreto?

Sim, desde que o concreto não seja pintado ou vedado. O concreto é uma substância condutora feita de água e minerais. Na terra retém a umidade. Portanto, elétrons livres passarão exatamente como passarão se você estiver sentado ou em pé na grama ou em terreno aberto. O asfalto, por outro lado, é fabricado com petroquímicos e não é condutor. Nem as superfícies de madeira, vinil, plástico ou borracha, que isolam e não conduzem.

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P: Se eu tirar meus sapatos, mas deixar minhas meias, isso interferirá no processo de ligação à terra? Além disso, se eu usar chinelos de borracha ou sandálias de praia, isso me impede de aterrar? Eu sei que aterrar completamente descalço é o ideal, mas às vezes os lugares disponíveis para mim não parecem sanitários.

Meias e meias de algodão são boas (especialmente se os pés suarem, o que aumentará a condutividade), mas é melhor aterrar com os pés descalços para também ter contato com microrganismos benéficos da terra. Borracha e plástico não são condutores e isolam, portanto, chinelos regulares o impedirão de aterrar. No entanto, sapatos/ sandálias feitos exclusivamente de couro ainda conduzem a energia eletromagnética natural da terra. Há também atualmente um dispositivo que você pode encaixar no seu tênis comum de borracha. Ou apenas ande descalço na praia/ parque e compre sandálias de couro. Mas se você não tem contato frequente com a natureza, é melhor comprar os tapetes e lençóis de aterramento para transformar sua saúde.

P: Posso receber energia do aterramento através de revestimentos cerâmicos?

Depende de onde os ladrilhos se assentam. Se eles estiverem em uma laje de concreto ou no solo, a energia poderá ser transferida. Se os ladrilhos estiverem sobre madeira compensada ou algum outro tipo de subestrutura de madeira, plástico ou vinil, eles provavelmente não serão condutores. O tipo de ladrilho também leva em consideração a mistura: o ladrilho cerâmico com acabamento vitrificado na superfície, como o vidro, provavelmente impedirá que a energia da terra passe.

P: Eu tenho um piso de concreto em minha garagem, mas lembro de ter visto isolamento e talvez uma barreira de vapor de plástico colocada na fundação antes do concreto ser derramado… Esse piso de concreto ainda traria benefícios de aterramento? E se parte do concreto fosse até a Terra?

Se houver isolamento e talvez uma barreira plástica antes do concreto ser derramado, é muito provável que o concreto não seja condutor. Se, no entanto, parte da laje de concreto entrar em contato com a terra, é provável que toda a laje seja condutora.

P: Quanto tempo uma pessoa deve ficar de pés descalços para perceber alívio da artrite reumatoide e quanto tempo para ansiedade?

A resposta mais fácil é “o tempo que for necessário”. Os benefícios de aterramento são específicos para o indivíduo, ou seja, a quantidade de tempo que leva para sentir alívio da ansiedade ou dos sintomas de dor relacionados à inflamação varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas relatam sentir-se melhor após apenas 20 minutos de aterramento, e pesquisas mostraram mudanças fisiológicas e melhorias significativas na atividade elétrica do corpo após 30 a 40 minutos, até 24h.

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Para pessoas com condições crônicas, pode levar mais tempo para sentir alívio de sintomas como dor inflamatória artrítica; o alívio pode ser significativo, durante a noite, gradual, total ou parcial. De um modo geral, os benefícios do aterramento estão relacionados à dose – ou seja, quanto mais tempo gasto regularmente no aterramento, maiores são as chances de alívio dos sintomas.

O aterramento pode catalisar o alívio da ansiedade mais rapidamente do que o alívio da dor da artrite reumatoide (AR). O aterramento ajuda a criar equilíbrio do sistema nervoso e diminui o estresse, induzindo a atividade do sistema nervoso parassimpático (resposta de relaxamento).

Pessoas com artrite reumatoide (AR) relataram um alívio da dor moderado a significativo e melhoraram a mobilidade após dormir em um colchão /lençol de aterramento por algumas semanas (usando lençóis ou lençóis de cama de aterramento).

P: Esta pergunta é sobre folhas de aterramento. Eu tinha um eletricista que veio à minha casa e aterrou meu quarto. Meu quarto não fica no primeiro andar; é sobre um porão. Em vez disso, devo conectar meus lençóis a uma haste de aterramento que se estende da janela do meu quarto, em vez de usar a tomada aterrada no meu quarto.

R: É ótimo saber que você está tentando dormir aterrado, parabéns! Se o testador mostrou que a tomada do seu quarto está aterrada, você deve ficar tranquilo. Como a haste de aterramento é plantada diretamente na terra, é o meio mais próximo de acessar a energia natural da terra, além de ficar descalça na superfície da terra. No entanto, a menos que você viva em uma casa não aterrada, recomendamos o uso de um dispositivo de aterramento com uma haste ou tomada de forma intercambiável. Mais informações sobre dispositivos de aterramento podem ser encontradas em Grounded.com.

P: O aterramento me ajudará a me recuperar da exaustão adrenal? Eu tenho baixo cortisol.

R: O estresse pode resultar de estresse crônico, seja no trabalho, problemas financeiros, problemas familiares, doenças físicas, insônia, deficiências nutricionais e outras fontes de estresse psicoemocional (ou seja, preocupação, medo ou raiva excessivos). Nosso corpo é projetado para reagir a estressores agudos com um aumento na adrenalina (epinefrina) e cortisol, que auxiliam o corpo na resposta do sistema nervoso simpático “fugir ou combater”. Quando estressores agudos se tornam estressores crônicos e os níveis de cortisol permanecem elevados, isso pressiona as glândulas supra-renais à produzirem mais cortisol. Com o tempo, as glândulas supra-renais ficam “esgotadas” e não são tão eficazes na produção de cortisol.

O aterramento pode certamente ajudar a recuperar da exaustão por estrese. Ao levar o corpo a um estado mais parassimpático, o aterramento pode aliviar o estresse nas glândulas supra-renais. A qualidade do sono pode ser muto melhorada com o tapete /lençol (principalmente) ou aterramento ao longo do dia

Mais recursos:

Produtos:

Tapete de aterramento

– Earthrunners grounding sandals

– Pluggz grounding shoes

– Earthling grounding strap

Artigos, institutos e livros:

  • Earthing: the most important health discovery ever?
  • From the Ground Up (the world’s first children’s book about Earthing)
  • Earthing Institute – learn more about Earthing / grounding through articles, videos, scientific research and commentary, and more.
  • Grounded.com – Find Earthing products and related information

Estudos:

  • Quick View: Grounding Research Results
  • Initial Grounding Experiment Conducted by Clint Ober: Improved Sleep And Reduced Pain
  • Medical Thermography Case Studies: Clinical Earthing Application in 20 Case studies
  • Electrical Grounding Improves Vagal Tone In Preterm Infants
  • Emotional Stress, Heart Rate Variability, Grounding, And Improved Autonomic Tone: Clinical Applications
  • Effectiveness of Grounded Sleeping on Recovery After Intensive Eccentric Muscle Loading
  • Pilot Study on the Effect of Grounding on Delayed-Onset Muscle Soreness
  • The Biologic Effects of Grounding the Human Body During Sleep as Measured by Cortisol Levels and Subjective Reporting of Sleep, Pain, and Stress
  • Earthing (Grounding) the Human Body Reduces Blood Viscosity—a Major Factor in Cardiovascular Disease
  • Earthing the Human Body Influences Physiologic Processes
  • The Effect of Grounding the Human Body on Mood
  • Effects Of Grounding (Earthing) On Bodyworkers’ Pain And Overall Quality O Life: A Randomized Controlled Trial
  • Changes in Pulse Rate, Respiratory Rate, Blood Oxygenation, Perfusion Index, Skin Conductance, and Their Variability Induced During and After Grounding Human Subjects for 40 Minutes
  • Differences in Blood Urea and Creatinine Concentrations in Earthed and Unearthed Subjects
    during Cycling Exercise and Recovery
  • Grounding After Moderate Eccentric Contractions Reduces Muscle Damage
  • Effects of Grounding (Earthing) on Massage Therapists: An Exploratory Study
  • The Neuromodulative Role of Earthing
  • One-Hour Contact with the Earth’s Surface (Grounding) Improves Inflammation and Blood Flow — A Randomized, Double-Blind, Pilot Study
  • Grounding the Human Body during Yoga Exercise with a Grounded Yoga Mat Reduces Blood Viscosity
  • Grounding the Human Body Improves Facial Blood Flow Regulation: Results of a Randomized, Placebo Controlled Pilot Study
  • The Effect Of Earthing On Human Physiology – Part 1
  • The Effect Of Earthing On Human Physiology – Part 2

Primal Brasil

Colonoscopia

Médicos fazendo uma colonoscopia

A colonoscopia é um exame indolor que pode ser solicitado em casos de suspeitas de doenças no intestino grosso e no reto.  

 

A colonoscopia é um exame que usa técnica semelhante à da endoscopia, mas que analisa principalmente o intestino grosso com o objetivo de diagnosticar infecções, tumores e pólipos (crescimento anormal do tecido da mucosa). Ela pode ser solicitada por um clínico geral, gastroenterologistas, proctologistas e oncologistas.

 

Para que serve a colonoscopia

 

A colonoscopia é um exame de imagem que investiga alterações ao longo do intestino grosso e no final do intestino delgado. Também possibilita a retirada de tecido para biópsia e a realização de procedimentos simples, como a polipectomia (remoção de pólipos intestinais).

 

Quando e quem deve fazer a colonoscopia

 

Pessoas com suspeita de doenças no intestino grosso ou no reto, como úlceras, colite, câncer colorretal, pólipos intestinais, doença de Crohn, retite ou síndrome do intestino irritável.

Para o rastreamento de câncer colorretal, a indicação é que todas as pessoas sem histórico familiar para esse tipo de câncer façam o exame a partir dos 50 anos. Quem tem ou teve familiares com a doença, deve começar a realizar o exame dez anos antes da idade que o parente tinha quando recebeu o diagnóstico do câncer.

A colonoscopia também pode servir como prevenção desse tipo de câncer, pois médico pode, por meio desse exame, detectar e remover pólipos que eventualmente podem evoluir para o câncer colorretal.

 

Qual é o preparo para a colonoscopia

 

O preparo pode variar de acordo com cada hospital ou clínica. Em geral, é recomendado que um dia antes da colonoscopia o paciente tenha uma alimentação leve ou líquida, com bebidas, caldos e sopas coados. Laxativos também são indicados, pois o ideal é que o intestino esteja sem resíduos para que as imagens obtidas sejam nítidas.

No dia do exame, a alimentação deve ser composta somente por bebidas, como água, água de coco e suco de limão. Uma maneira de analisar se o preparo foi efetivo é observando as fezes. Se estiverem líquidas e quase incolores, a limpeza do intestino está correta.

 

Veja também: A importância da colonoscopia na prevenção do câncer de cólon.

Como é feita a colonoscopia

 

Com o paciente sedado, é introduzido pelo ânus um colonoscópio, uma espécie de tubo flexível com cerca de 1 metro de comprimento e 1 centímetro de diâmetro com uma minicâmera na ponta. O aparelho é guiado até chegar ao ceco, parte inicial do intestino grosso onde fica a ligação com o intestino delgado, ou até o íleo terminal, a parte final do intestino delgado. Durante o trajeto, as imagens são reproduzidas em um monitor para serem gravadas e fotografadas. O paciente não sente dor.

 

Cuidados após a colonoscopia

 

A colonoscopia não necessita de internação, o paciente é liberado logo em seguida. A presença de um acompanhante é essencial, já que os efeitos dos sedativos e anestésicos podem demorar algumas horas para passar. A alimentação após o exame deve ser leve. Caso seja retirado tecido para biópsia ou pólipos sejam removidos, podem ocorrer sangramentos, o que é normal.

Outros efeitos colaterais são gases e desconforto abdominal. Caso haja reações como vômitos e náuseas, procure um médico.

 

Tem no SUS?

 

Sim, o exame está disponível no sistema público de saúde. É necessário apresentar encaminhamento médico.

 

Vídeo: Veja no vídeo como é feita uma colonoscopia

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