Comprar Seguidores no Instagram é Seguro?

Comprar Seguidores Para InstagramÉ seguro comprar seguidores no Instagram?

Posso ter o meu perfil banido?

Essas perguntas são frequentes e por isso resolvemos desvendar esse mito.

Listamos abaixo o passo a passo para você comprar seguidores e curtidas no Instagram de forma segura, sem correr o risco de ter o perfil bloqueado:

  1. Pesquise antes de comprar, pergunte a amigos ou alguém que já comprou seguidores e curtidas no Instagram.
    Existem várias empresas que vendem seguidores e curtidas, algumas sérias, outras não, por isso é bom pesquisar antes.

    Sugestão:
    Compre seguidores no Instagram com a Social Star.
  1. Opte pelo pagamento através do PagSeguro ou PayPal.

    São duas das formas mais seguras de comprar na internet.
  2. Compare preços, mas dê preferência para qualidade.Você vai encontrar diferentes preços, alguns bem baratos, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia.Geralmente os preços muito baratos são seguidores e curtidas falsas, feitas por programas de computador.Por isso, verifique a qualidade antes do preço.
  3. Verifique se tem Garantia.Antes de comprar, verifique se o fornecedor oferece garantia.É normal você perder alguns seguidores após a entrega, mas se cair abaixo do que você comprou, a empresa deve repor sem custo.
  4. Considere começar comprando pequenas quantidades de seguidores.Comece devagar e vá aumentando com o tempo. Principalmente se o seu perfil for novo ou com poucos seguidores.Qualquer aumento repentino exagerado pode ligar uma alerta no Instagram. Se o seu perfil é novo, comece comprando de 1.000 a 5.000 seguidores.Se você já tem alguns seguidores e posta regularmente, pode começar com 10.000 e ir aumentando.
  1. Compre Curtidas para as Fotos e Vídeos Também.Ter muitos seguidores, mas poucas curtidas nas fotos e vídeos fica parecendo que o seu público não gosta muito do que você posta.Combine seguidores com curtidas para as fotos e vídeos.
  2. Não Espere Interação dos Seguidores Que Você Comprou.Esses seguidores são para aumentar a quantidade e dar credibilidade ao seu perfil, mas não espere que eles curtam ou comentem suas fotos.Lembre-se que eles não optaram seguir por vontade própria, eles foram pagos para isso.
  3. Seja Paciente.Ganhar seguidores orgânicos, que optam seguir por vontade própria, leva tempo. É um trabalho constante, diário, mas recompensável.Compre para impulsionar, mas continue o trabalho diário para conquistar o seu público e aumentar seus seguidores.

Como Comprar Seguidores e Curtidas no Instagram em 3 Passos Simples:

Medicamento “milagroso” para artrose tem venda proibida pela Anvisa

iG São Paulo

Remédio Canela de Velho, da empresa Mario Augusto de Souza, não possui registro, notificação ou cadastro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Remédio vendido para artrose contém em sua formulação a planta Miconia albicans desidratada e triturada

Remédio vendido para artrose contém em sua formulação a planta Miconia albicans desidratada e triturada

Foto: Canela de Velho/ Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, distribuição e comercialização do medicamento Canela de Velho, da empresa Mario Augusto de Souza. O produto é vendido como “a cura milagrosa da artrose”, mas não possui registro, notificação ou cadastro na Agência. A resolução foi publicada no Diário Oficial na nesta sexta-feira (17).

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O remédio contém em sua formulação a planta Miconia albicans desidratada e triturada. Segundo a Anvisa, não é possível esclarecer qual é a parte da planta utilizada para a confecção do chá com indicações terapêutica contra a artrose, também chamada de osteoartrite.

Além do medicamento não ter registro na agência, a Mario Augusto de Souza também não tem autorização de funcionamento na Anvisa. O proprietário da empresa afirmou que ainda não foi notificado da resolução e alegou que vende a folha in natura.

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Segundo o site da Canela de Velho, “a planta medicinal Canela de Velho (Miconia albicans) tem sido um santo remédio para quem tem dor nos joelhos, dor nas articulações e dores na coluna”. A empresa diz ainda que “a Canela de Velho é um tratamento para artrose sem contraindicação”.

Artrose

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrose é a doença do grupo de ‘reumatismos’ mais frequente nos ambulatórios, representando cerca de 30% a 40% das consultas.

As mulheres são as que mais sofrem com o problema. Entretanto, se a osteoartrite no sexo feminino afeta mais as mãos e os joelhos, nos homens o problema maior está na articulação coxofemoral – do fêmur com a bacia.

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Em relação à faixa etária, o risco de desenvolver a doença aumenta com o passar dos anos: é pouco comum antes dos 40 e mais frequente após os 60. A doença causa desgaste da cartilagem articular e alterações ósseas.

A artrose pode ocorrer sem causa conhecida, mas entre as já registradas estão problemas como defeitos das articulações, joelhos com desvios de direção e até alterações do metabolismo.

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Baixo teor de proteínas é melhor para longevidade?

Por: Mark Sisson

Hoje, no dia de perguntas desta semana, estou respondendo a uma pergunta sobre a dieta ideal para a longevidade. Um artigo enviado por um leitor afirma que um estudo recente em ratos identificou a dieta perfeita para todos, mas especialmente para as pessoas mais velhas: uma dieta alta em carboidrato, de baixa proteína. Eles até conseguiram falar coisas feias sobre a paleo dieta (não conseguiram resistir).

Olá,

Qual é a sua opinião sobre este novo estudo alegando que a melhor dieta para a longevidade é uma de alto teor de carboidratos e baixa em proteínas?

Estudo interessante… Mas veja como foi feito:

Os pesquisadores colocaram camundongos em um monte de dietas diferentes para ver como elas afetariam os níveis de FGF21 (fator de crescimento de fibroblastos 21). As 25 dietas variaram de 5-60% de proteína e 5-75% de gordura ou carboidrato. Eles tentaram praticamente todas as permutações e descobriram que a dieta baixa em proteínas em combinação com alto teor de carboidratos produziu o maior aumento no FGF21.

Por que FGF21?

 

FGF21 “desempenha um papel” na longevidade, saúde imunológica e metabólica, metabolismo energético e apetite. Implícito nos objetivos do estudo é que FGF21 mais alto é uma coisa boa. Ele nos ajuda a viver mais e mais saudável. Se tudo isso é verdade, é claro que gostaríamos de encontrar a proporção de macronutrientes que mais aumenta FGF21.

 

FGF21 é, finalmente, um marcador de estresse mitocondrial (relacionado a saúde das células). Fazer coisas que estimulam FGF21 – que inclui jejum, dietas de baixo teor calórico, dietas de baixo teor de carboidratos com alto teor de gordura e até mesmo exercícios regulares – estamos aplicando uma quantidade moderada de estresse às nossas mitocôndrias.

Esta é uma coisa boa, desde que o jejum não vire fome, as dietas não se tornarem dietas de privação crônica, e você permita a recuperação suficiente dos exercícios. Isso se chama hormesis: aplicar um estressor e se adaptar a este estresse de modo a dar a volta por cima mais forte e saudável do que antes.

E com certeza, FGF21 faz algumas coisas boas, como nos ajudar a transição para cetose e melhora o controle de glicose no sangue. Os pesquisadores estão mesmo explorando-o como tratamento para várias doenças metabólicas, obesidade e diabetes.

Com a maioria dos estressores hormonais, os benefícios se transformam em negativos se a exposição persistir ou se acumular. Há o risco de exagerar.

Há alguma evidência do excesso de FGF21 ser ruim para nós? 

 

• Entre os homens chineses, aqueles com os maiores níveis de FGF21 são mais propensos a ter um ataque cardíaco e ter outro dentro de 30 dias depois último.

Tanto os níveis mais alto como os menores de FGF21 estão associados a um risco aumentado de doença cardiovascular e morte por ataque cardíaco.

• Níveis mais elevados de FGF21 estão ligados ao fígado gorduroso, doenças cardiovasculares e outros distúrbios metabólicos.

• Independente de outros factores de risco, o FGF21 elevado no soro prediz a gravidade da aterosclerose. FGF21 pode não estar causando essas coisas necessariamente, mas sua presença elevada, pelo menos, é um marcador de algo ruim acontecendo.

O que tudo isso significa?

 

Temos provas humanas de que várias variantes genéticas do FGF21 podem ajudar a determinar o quão bem uma pessoa sai em dietas ricas em carboidratos e dietas de baixo teor de carboidratos. Aqueles com a variante C em alguns casos perderam mais peso, circunferência da cintura e gordura corporal em uma dieta alta em carboidratos e menos na dieta baixa em carboidratos, embora os níveis de saciedade não sejam equivalentes entre as duas dietas. Enquanto isso, aqueles com a variante T perderam mais peso, gordura corporal e circunferência da cintura na dieta baixa em carboidratos e ainda continuaram perdendo gordura corporal após dois anos.

Eu acho que o que eu estou dizendo o seguinte: vá com a dieta que funciona para você. Mas não passe fome (vejam os estudos com a low-carb apontando para uma maior saciedade com a mesma)

Está perdendo gordura corporal em uma dieta? Continue com o progresso.

Você se sente bem?

 

Continue comendo do jeito que você está comendo. Não coma constantemente – fique com fome as vezes entre as refeições.

Seja mais extremo se você pode lidar com isso (estudos mostram que abordagens mais rápidas funcionam melhor)

Faça exercícios regularmente, mas não ache que você pode comer mais por isso.

Todas estas coisas aumentarão o FGF21 na maneira que é provável de ser mais saudável sem entrar na elevação excessiva, crônica.

E quanto à afirmação do artigo original de que as pessoas mais velhas devem comer dietas altas em carboidratos e de baixa proteína para evitar a morte?

 

Absurdo.

Sabemos que em indivíduos mais velhos, uma maior ingestão de proteínas é mais saudável porque, à medida que envelhecemos, ficamos menos eficientes no processamento de proteínas. Precisamos de mais proteínas. A pesquisa mostra que mais proteína promove todas as coisas que precisamos para permanecer saudável e funcional enquanto os anos se acumulam.

Idosos que comem 200g de carne/ peixe ou frango por dia desfrutam melhor função física, ficam mais forte, e constroem mais massa muscular magra. Essa massa magra torna-se cada vez mais importante quanto mais velhos ficamos. É uma reserva para doenças, lesões e períodos de repouso. As proteínas mantém-nos vibrantes. Isso nos torna fortes; Forte o suficiente para cuidar de nós mesmos e realmente se envolver com o mundo exterior.

Quantidades moderadas de proteína também melhoram a função cognitiva em adultos mais velhos. Se você não pode usar seu cérebro, uma vida longa fica menos agradável.

Idosos precisam de ingestão de proteína mais elevada para manter a densidade óssea. Um quadril fraturado é terrível para a longevidade.

Falaremo mais sobre dieta e longevidade mais adiante. Por hora, não diga ao vovô para abandonar as proteínas e começar a bater carboidratos.

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Primal Brasil

Transtorno de ansiedade faz jovem arrancar os próprios cabelos

iG São Paulo

Chamado tricotilomania, problema faz com que as pessoas arranquem os fios do corpo e exige tratamento com profissionais de dermatologia e psicologia

Após o transtorno de ansiedade%2C Claire só assumiu a careca aos 18 anos%2C quando começou a trabalhar como modelo

Após o transtorno de ansiedade%2C Claire só assumiu a careca aos 18 anos%2C quando começou a trabalhar como modelo

Foto: Facebook/ Cj Ory/ Reprodução

Claire Jenna Ory tinha nove anos quando precisou sair da Inglaterra para estudar em uma nova escola na Suíça. A mudança fez com que ela desenvolvesse um transtorno de ansiedade chamado tricotilomania, em que as pessoas acabam arrancando os próprios cabelos aos poucos.

O transtorno de ansiedade foi se agravando anos mais tarde. Os pais tentavam controlar a filha, mas quanto mais ela ia para a escola, mais fios arrancava – principalmente após passar a usar peruca e os colegas começarem a fazer piadas sobre Claire. Quando já não tinha mais os da cabeça, passou a puxar os do corpo e sobrancelha também. Quando ela tinha 13, sua mãe morreu e o problema se agravou ainda mais.

Segundo reportagem do site The Sun, o problema acabou gerando danos permanentes no couro cabeludo da jovem. Arrancar os fios gera uma sensação de alívio ao paciente, mesmo que ele não esteja fazendo isso conscientemente. A pessoa pode, por exemplo, estar distraída assistindo televisão e puxando o cabelo.

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De acordo com especialistas, casos de estresse e depressão também podem ocasionar distúrbios de automutilação como a tricotilomania. A primeira coisa a se fazer é procurar um dermatologista para tratar a queda de cabelo. Em seguida, um tratamento com psicólogo deve ser iniciado para que a causa do problema seja tratada. Outros problemas de pele que podem ser provocados por questões emocionais são a acne, caspa, psoríase, lesões em joelhos e cotovelos.

Claire Jenna também trabalha como artista de circo e usa uma prótese especial para se sentir confortável em todos os movimentos

Claire Jenna também trabalha como artista de circo e usa uma prótese especial para se sentir confortável em todos os movimentos

Foto: Facebook/ Cj Ory/ Reprodução

A tricotilomania, se não tratada corretamente, também pode evoluir para uma tricofagia. Transtorno de ansiedade em que, além de arrancar os fios do cabelo, a pessoa passa a engolir os fios. O maior problema é que este hábito pode gerar um bolo de cabelo no estômago.

Transformação

Após anos escondendo o problema atrás de perucas, aos 18, quando se tornou modelo, Claire acabou descobrindo que poderia exibir sua careca sem problema algum. “Foi incrível, porque finalmente me senti bem. Me senti linda com a cabeça raspada.”

Hoje, aos 22, Claire também trabalha como artista de circo. Ela ainda usa perucas quando quer exibir um visual diferente, mas sofria com o medo de que o cabelo caísse durante uma de suas apresentações. Felizmente, uma nova técnica usa os fios que ela ainda tem na cabeça para fixar a prótese capilar.

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“Eu tenho um dano permanente, então meu cabelo não cresce mais. As extensões são presas por uma rede, que também está presa aos fios que ainda tenho”, explicou a jovem em sua página no Facebook. “É um pouco doloroso, já que eles puxam fio a fio, e também é um processo demorado, mas segura muito bem, e toda a equipe fez um excelente trabalho.”

Após 13 anos com o transtorno de ansiedade, Clair finalmente pode exibir seus novos cabelos sem medo de perdê-los sem querer. “Agora, posso lavar meu cabelo normalmente e estou fazendo muitas coisas pela primeira desde que era criança.”

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

TRIBO FORTE #048 – TOMAR OU NÃO CAFÉ DA MANHÃ?

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

Neste episódio nós tocamos em 3 assuntos principais:

  • Afinal, comer ou não algo no café da manhã?
  • Qual a diferença entre uma dieta no estilo “paleo” e uma dieta padrão no tratamento de diabetes tipo 2?
  • Hipotiroidismo e exercícios, etc.

Espero que aproveite este episódio 🙂

Lembrando: Você é MEMBRO VIP da Tribo Forte ou ainda está de fora? Tenha acesso a receitas simples e deliciosas diariamente, artigos internacionais traduzidos diariamente, fórum de discussão, documentários legendados e MUITO mais! Não fique de fora e se junte a este movimento agora mesmo, clicando AQUI!

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Para baixar este episódio, clique aqui com o botão direito e escolha “Salva Como…”

Quer Emagrecer De Vez? Conheça o programa Código Emagrecer De Vez

Logo-Banner-quadrado1Abaixo eu coloco alguns dos resultados enviados pra mim por pessoas que estão seguindo as fases do Código Emagrecer De Vez, o novo programa de emagrecimento de 3 fases que é o mais poderoso da atualidade para se emagrecer de vez e montar um estilo de vida alimentar sensacional para a vida inteira.

Este programa é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Alguns dos resultados REAIS de membros que estão finalizando os primeiros 30 dias do programa Código Emagrecer De Vez.

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Quer seguir o Código Emagrecer De Vez você também? Clique AQUI e comece HOJE!

Referências do Episódio

Artigo postado no Daily Mail sobre pular o café da manhã

Ótimo artido da Zoe Harbombe analisando o artigo acima

O estudo sobre o café da manhã (que na verdade é sobre regularidade alimentar)

Estudo comparando dieta paleo a dieta padrão para tratamento do diabetes tipo 2

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá! Bem-vindo ao episódio de número 48 do podcast oficial da Tribo Forte – o podcast número 1 do Brasil na categoria saúde. Dr. Souto teve um dia super cheio. Mas estamos aqui para gravar porque promessa é dívida. Todas as semanas temos que estar com um podcast novinho, inédito para você. Hoje falaremos sobre dois assuntos principalmente. O primeiro é recente: comer ou não comer o café da manhã. Saiu na mídia por aí. Será que pular o café da manhã é mesmo ruim para nossa saúde? Veremos um pouco por trás das manchetes da mídia e por trás do estudo que motivou isso aí. Também veremos uma comparação entre a dieta paleo e a dieta oficial da American Heart Association para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2. Fora isso, veremos a pergunta da comunidade também. Estou em Tampa, na Flórida, para uma conferência chamada Metabolic Therapeutics, que será quinta, sexta e sábado. Teremos pessoas legais falando, como o Eric Westman , Richard Feinman, Thomas Seyfried (que eu entrevistei sobre câncer). Tudo isso faz parte do meu trabalho. De uma forma ou de outra você ficará sabendo das atualizações. Sempre cobriremos tudo que sair de novo. Boa noite, Dr. Souto. Longo dia?

Dr. Souto: Boa noite. Um dia longo, mas como você disse, vamos manter a tradição.

Rodrigo Polesso: É isso mesmo. Custe o que custar. Vamos partir para a pergunta da comunidade, antes de partirmos para a questão do café manhã… Acho que temos que falar um pouco mais sobre isso para as pessoas se protegerem um pouco. É um assunto antigo, mas nunca paramos de nos surpreender com o que sai sobre esse assunto. A pergunta que tenho hoje vem da Natália: “Eu tenho problema na tireoide. Eu faço controle com remédio. Já fiz academia e dieta, mas mesmo assim é muito difícil perder peso. Mas se eu paro de me exercitar, engordo muito mais rapidamente. Será que essa filosofia alimentar funciona para mim?” Dr. Souto, vou passar a bola para você nesse caso.

Dr. Souto: Essa questão que ela falou sobre a atividade física e ganho de peso é um negócio interessante. Já comentamos várias vezes aqui que a atividade física não é o principal fator na perda de peso. Na perda de peso a dieta predomina. A atividade física com certeza não atrapalha, mas não promovo (isoladamente) a perda de peso. Ela tem que estar pelo menos associada com a dieta, e a dieta é o principal. No entanto, existem estudos bem feitos que sugerem que a atividade física ajuda a prevenir o ganho de peso. São coisas diferentes. Uma coisa é “exercício faz você perder peso isoladamente, sem dieta” – provavelmente não. Mas o exercício é útil sim em diminuir a chance da pessoa que perdeu peso ganhar o peso de novo. Então, essa observação dela eu acho que procede – quando ela para o exercício, ela tende a ganhar peso. Se isso é o exercício em si, ou se o exercício motiva a pessoa a cuidar da sua dieta, não está bem claro. Mas não interessa. O fato é que o exercício ajuda. Ela citou o hipotireoidismo. Eu acho (minha opinião), que o hipotireoidismo tratado… Normalmente trata-se do hipotireoidismo subclínico… Aquele que foi identificado porque o TSH estava alto… Aí a pessoa começa a repor o hormônio tiroideu até o TSH voltar ao normal. O hipotireoidismo normalmente não vai ser o responsável pela pessoa não conseguir perder peso, desde que esse hipotireoidismo esteja tratado. Se ela está usando a medicação… Se o TSH, o T4 livre, o T3 livre… Se está tudo ok, se ela está usando a dose adequada, não é isso que vai impedi-la de perder peso. Se essa dieta é a mais adequada para ela… Vamos colocar da seguinte forma. Pelas evidências, pelos estudos comparativos, pelos ensaios clínicos randomizados, uma dieta de baixo carboidrato costuma ser a alternativa mais eficaz para a perda de peso. Mas como em qualquer coisa que esteja sendo testada… Por exemplo, um estudo comparando uma dieta de baixa caloria tradicional com uma dieta de baixo carboidrato. Um estudo comparando essas duas. Em geral, vamos ter um sucesso maior no grupo da dieta de baixo carboidrato, mas haverá indivíduos em cara um dos grupos que vão ter respostar dispares. Ou seja, eu posso ter alguém que não perdeu peso algum no grupo de baixo carboidrato e posso ter alguém que perdeu bastante peso no grupo de baixa caloria. Nós somos diferentes. Podemos falar em termos de resposta média. Provavelmente, o que estamos propondo tem a maior chance de dar resultado. Então se estou partindo de uma situação de sobrepeso, vou escolher aquilo que tem a maior chance de dar resultado. Minha resposta para ela seria… Com certeza ela tem perspectiva de tempo ou resposta… O fato de ter hipotireoidismo não é um impeditivo, desde que esteja tratado. A atividade física não vai atrapalhar – provavelmente vai ajudar a não ganhar o peso de novo. Depois de feito o experimento, colocado em prática, ela vai saber quanto se beneficia dessa estratégia.

Rodrigo Polesso: Eu concordo plenamente. Acho que muita gente acaba utilizando a questão de ter problema com a tireoide meio como uma desculpa para se conformar… de que talvez para você seja muito mais difícil conseguir atingir seu objetivo de emagrecimento. Talvez eu proporia uma inversão de paradigma e usar isso como talvez uma motivação para você ficar mais saudável e quiçá ter sua tiroide funcionando perfeitamente ou pelo menos melhor do que agora. A questão do exercício é você manter ou talvez aumentar a sensibilidade à insulina nos músculos. É uma forma legal de prevenção de ganho de peso. Isso colabora na prevenção… Não como solução para emagrecimento… Existem estudos mostrando que exercícios como estratégia primordial como ganho de peso não vai dar sucesso. Isso é o que vemos por aí. Mas sim como uma forma de prevenção e manutenção de uma saúde bacana. Eu acho que não tem dúvidas sobre isso. Dr. Souto, vamos pular para esse tema do café da manhã, que é o tema quente de hoje. Vou fazer uma introdução sobre esse assunto e vou passar a bola para você. Saiu no jornal Daily Mail, no Reino Unido, uma manchete: “Não pule o café da manhã! – Uma sugestão oficial avisa que pular o café da manhã pode aumentar seu risco de obesidade, doença cardíaca e diabetes.” Esse é o título que acabou assustando muita gente no Daily Mail. Tem um artigo muito legal da Zoe Harcombe. Ela pegou o que tinha por trás desse artigo e desmiuçou o estudo que deu origem a esse artigo. Ela fez uma análise bastante sóbria. Vamos colocar todos os links aqui para você. Saiu no jornal Circulation dia 31 de janeiro (ontem, estamos gravando dia primeiro de fevereiro). Enquanto as manchetes dos jornais chamam atenção para a questão de pular o café da manhã, o estudo em si não focou nisso somente. Ele ficou em vários aspectos. Na conclusão do próprio sumário do estudo no jornal Circulation, ele diz o seguinte: “A nossa coleção de dados sugere que padrões irregulares de alimentação aparentam ser menos favoráveis para se atingir a melhor saúde cardiometabólica.” Não falaram nada do café da manhã e sim sobre padrões irregulares de alimentação. Continuando: “Se você comer prestando atenção no que está comendo e com uma frequência mais consistente, você pode potencialmente ter um estilo de vida mais saudável e uma melhor saúde cardiometabólica.” Essa foi a conclusão deles. Agora sobre o café da manhã no artigo oficial da American Heart Association, que é Americana do Coração, eles dizem o seguinte sobre o café da manhã, olhe que interessante: “Vários estudos já mostraram o benefício de você comer café da manhã toda manhã. Mas, esses estudos sobre o café da manhã também acabaram recebendo bastante opressão recentemente pela mídia porque grandes produtores da indústria (Kellogg’s e General Mills, as maiores produtoras de cereais matinais dos Estados Unidos) acabaram patrocinando esses estudos. Então, tem um pouco de conflito de interesse aí. Eles concluem assim: “Isso poderia ter influenciado nos resultados positivos sobre o benefício do café da manhã.” É basicamente isso que a American Heart Association diz oficialmente. Antes de partir para discussão, é importante ressaltar que os estudos em questão que foram base para essa questão de pular o café da manhã não são ensaios clínicos randomizados, são estudos prospectivos. Tem vários problemas. O primeiro deles é o estudo em si. O segundo é a postagem da American Heart Association. E depois o pessoal da mídia dar uma ordem dizendo “não pule o café da manhã”. A pessoa só vê essa ordem, mas não vê tudo o que vem antes disso. Então, conflito de interesse, má ciência, estudos prospectivos… Como que a gente se acha no meio de tudo isso?

Dr. Souto: É tanta coisa… A American Heart Association definitivamente não tem uma boa tradição de acertar nas suas recomendações nutricionais. Nós estamos na confusão em que estamos muito por causa deles. A American Heart Association adotou o mantra do low fat high carb (das dietas de baixa gordura, mas liberadas em carboidrato) antes mesmo do USDA adotar isso nas diretrizes oficiais dos Estados Unidos. Então, quando as diretrizes oficiais que deram origem à pirâmide alimentar surgiram, foi sim por muita influência da Associação Americana de Cardiologia. Tenho uma cópia de um panfleto de 1995 da Associação Americana de Cardiologia sugerindo literalmente que as pessoas fizessem lanches com açúcar de modo a comer menos gordura. Vou colocar no blog uma reprodução disso porque isso diz mais do que mil palavras quando eles dizem hoje em dia que eles nunca estimularam. Eles estimularam sim o consumo de açúcar. A Associação Americana de Cardiologia é a mesma que tem aquele selo com um coraçãozinho e colocam o selo na margarina e em cereais matinais cheios de açúcar – único critério é não ter colesterol, não ter gordura. Esta mesma Associação Americana de Cardiologia com todo seu histórico no mundo da nutrição que está agora dizendo que é perigoso não comer café da manhã. Obviamente, temos que olhar com uma certa desconfiança, porque eles têm uma tradição de décadas de realmente dar bola fora dentro da nutrição. Aqui não foi diferente. É um relatório de 20 e poucas páginas baseado em estudos observacionais. Lembre-se daquela promessa, Rodrigo: todos os podcasts temos que falar a expressão “ensaio clínico randomizado”. Foi algum ensaio clínico randomizado que mostrou que as pessoas têm risco maior de sofrer doença do coração se não tomarem café da manhã? Não! Como teria que ser esse ensaio clínico? Eu teria que pegar uma população grande, com milhares de pessoas e recomendar a um dos grupos que tomassem café da manhã todos os dias e dizer para o outro grupo evitar tomar café da manhã todos os dias. Eu acompanho esse grupo, e talvez em 10 anos eu tenha alguma incidência de doenças e eventos para poder fazer alguma comparação. Por que seria importante fazer dessa forma, com sorteio? Porque quando você deixa as pessoas escolherem se elas querem tomar café da manhã ou não, o que temos é o seguinte… Vou ler para vocês uma observação que a Zoe Harcombe tirou de um dos artigos observacionais. “As pessoas que evitam tomar café da manhã tem maior probabilidade de: ser fumantes, trabalhar tempo total em vez de tempo parcial, ser menos fisicamente ativos e beber mais álcool.” Aí ela diz assim: “Estou imaginando aqui na minha cabeça uma pessoa de natureza vespertina, que gosta de ficar acordada até tarde, trabalhando até tarde na sua mesa, comendo, bebendo e fumando até as horas iniciais da manhã… E na minha cabeça eu comparo com outra pessoa que gosta naturalmente de acordar cedo, sai da cama, vai passear com o cachorro e toma seu café da manhã.” Ela fez de uma forma engraçada. É o mesmo problema de sempre, pessoal. Estudos observacionais têm essas variáveis de confusão. No momento em que o café da manhã passa a ser o marcador de pessoas que fumam menos, trabalham menos horas, são mais fisicamente ativas, bebem menos álcool e dormem mais cedo… Será que o café da manhã é realmente o responsável pelos achados?

Rodrigo Polesso: Em defesa da American Heart Association… Só para não deixar tão feio para o lado deles… É claro que a mídia quer cliques, por isso focaram em café da manhã. Mas eles fizeram um estudo avaliando a diferença entre pessoas que têm hábitos alimentares irregulares e pessoas que têm hábitos alimentares regulares. E daí uma associação entre essas primeiras que têm hábitos irregulares com obesidade, diabetes tipo 2 e etc.. Imagine a pessoa que não reserva uma tempo para não comer um café da manhã, sai correndo, tropeçando no cachorro, fumando… É claro que esse tipo de pessoa estará mais associada com obesidade e diabetes tipo 2 – não por pular o café da manhã, mas pelos problemas que não conseguimos mensurar de forma correta com um estudo desse tipo.

Dr. Souto: O mais fantástico é que várias dessas coisas já foram testadas em ensaios clínicos randomizados. Vou admitir que não com morte, doenças vasculares e etc., mas com fatores de risco para doenças cardiovasculares ou com peso. Aliás, nós chegamos a discutir na semana anterior o ensaio clínico randomizado sobre as pessoas que normalmente não tomavam café da manhã e foram randomizadas para tomar café da manhã? Chegamos a falar sobre esse?

Rodrigo Polesso: Não sei se falamos sobre café da manhã no passado.

Dr. Souto: Então vamos falar rapidinho. É um estudo que foi publicado no dia 4 de janeiro de 2017. Quem ouve esse podcast está atualizado. Bem recente, tem um mês. Eles pegaram 49 mulheres que não tinham o hábito de tomar café da manhã e foram randomizadas para tomar café da manhã ou não tomar café da manhã. As pessoas que acreditam nessa lenda urbana… De que se você não tomar café da manhã estará morto de fome na hora do almoço, vai comer um boi inteiro e vai engordar… O que aconteceu foi o contrário. As pessoas que não estão acostumadas a consumir café da manhã e passam a consumir café da manhã consomem 266 calorias a mais por dia e ganharam, no período do estudo (que é relativamente curto), 1 quilo a mais em média. Então, comer café da manhã, se você não está acostumado a comer café da manhã, faz você engordar. Se a pessoa tirar o chapéu do senso comum e botar o chapéu do senso crítico (que é o chapéu que eu prefiro), a pessoa vai dizer que é evidente. Se a pessoa não comia uma refeição e agregou uma refeição a mais, o que vai acontecer? Ela vai engordar, não é óbvio?

Rodrigo Polesso: Mas aí pode falar que ela vai comer menos nas outras refeições.

Dr. Souto: Quando temos essa dúvida, fazemos ciência. Vamos um experimento e testamos. Esse não é o primeiro. Esse é mais um numa grande sequência de ensaios clínicos randomizados que mostram ou que não têm efeito algum, ou que acrescentar café da manhã é prejudicial. Basicamente, os estudos tendem a mostrar o seguinte: se a pessoa está acostumada a tomar café da manhã, não faz diferença comer ou não comer; mas se ela não está acostumada e começar a comer de propósito – porque viu na televisão que precisa – aí ela vai ganhar peso por estar acrescentando uma refeição com a qual não estava acostumada. Essa questão da compensação que você falou não é verdade para nenhum dos lados. Se você tomar café da manhã, a sua tendência é comer menos no almoço, mas não tão menos que compense o que você comeu no café da manhã. No jejum ocorre o contrário. Quando a pessoa faz um jejum de 24 horas, no dia seguinte ela tem mais fome e come mais do que ela comeria normalmente. Mas o que ela come mais não é tão mais a ponto de compensar o que ela comeu na véspera. Quem diz o contrário… Quero ver os ensaios clínicos randomizados. A palavra-chave é: ensaio clínico randomizado. É simples. Eu tenho uma dúvida, eu levanto uma hipótese. Eu texto a hipótese e ela será refutada ou confirmada. Estudos observacionais não estabelecem causa e efeito. O estudo observacional em tela – esse que a Associação Americana de Cardiologia cita – diz que as pessoas que não comem café da manhã tendem a ser mais obesas e mais diabéticas. Ok, estamos vendo um ensaio clínico randomizado em que pessoas que não comem café da manhã ficaram menos obesas. Então, se eu tenho um conflito entre um experimento e um estudo observacional, vale o experimento. Por que tem o conflito? Por que um diz uma coisa e o outro diz outra? Por causa das variáveis de confusão. O pessoal que não toma café da manhã ali não toma porque passa a noite bebendo e fumando… Acorda atrasado, vai para o trabalho. Essas coisas que determinam os desfechos e não o café da manhã. É simples assim, pessoal. O estudo observacional é só uma oportunidade da gente, mais uma vez, em mais uma semana, comentar como ter pensamento crítico, como não cair nessa velha armadilha. Ela se repete todas as semanas.

Rodrigo Polesso: Principalmente se quem tiver fundando os estudos for um grande produtor de cereais matinais, o que é até engraçado. Isso acontece e está nas entrelinhas. Quase ninguém lerá esse detalhe.

Dr. Souto: A quase totalidade desses estudos observacionais foram feitos com fundos da indústria alimentícia que fabrica cerais matinais. Eles vão achar que cereal é ruim? Vamos tirar o chapéu do senso comum e botar o do pensamento crítico.

Rodrigo Polesso: A Zoe Harcombe faz uma pergunta e vou ecoa-la aqui. Lembrando que esse artigo da American Heart Associação avaliou pessoas que tem hábitos irregulares de alimentação e comparou com pessoas que têm hábitos regulares, e viu a o que cada uma está associada. Ela perguntou assim: “Será que ter hábitos irregulares causa a diabetes tipo 2 ou obesidade ou será que os obesos ou diabéticos tipo 2 que tendem a se alimentar de forma irregular?” É a mesma coisa temos falado aqui agora. É uma inversão. É um marcador de tipo de pessoa. Esse tipo de pergunta é sempre boa para mantermos uma mente sóbria ao avaliar esse tipo de coisa. A minha conclusão pessoal é a mesma que a Zoe teve no artigo dela: se você se sente bem comendo café da manhã, ótimo! Se você não se sente, ótimo também – desde que você come (no café, à tarde ou à noite) sejam alimentos de verdade. De resto, eu acredito não ter tanto problema assim. Essa é a opinião pessoal minha. Qual é a sua?

Dr. Souto: É exatamente a mesma opinião. Eu não sou contra o café da manhã. Sou contra a má ciência. Fico irritado quando vejo estudos observacionais dando na manchete fazendo de conta que tem uma relação de causa e efeito que não existe. Eu não fico chateado que ninguém coma café da manhã. Eu às vezes consumo alimentos de manhã e às vezes não. Depende se eu vou ter que trabalhar muito cedo naquele dia. Mas às vezes não tenho fome às 6 da manhã, aí não tomo café da manhã. Agora, se é um dia no qual tenho uma agenda mais tranquila, com uma manhã livre, eu preparo um bolo de caneca com coco, ovo… Faço um café e leio jornal… Para mim é mais uma questão de tempo e horário. Eu conheço pessoas tanto na vida social quanto pacientes em consultório. Tem gente que não concebe sair para a rua sem comer alguma coisa – e essas pessoas devem comer alguma coisa. Como o Rodrigo disse, comam um negócio baseado em comida de verdade, de preferência low carb. E tem pessoas que odeiam comer de manhã e quase me dou um abraço quando eu digo que não precisa. “Quer dizer que não preciso? Que maravilha! Eu me forçava a comer!” É ridículo isso. É uma orientação ridícula baseada em estudos observacionais cheios de fatores de confusão, por uma entidade que tem uma tradição de fazer exatamente isso.

Rodrigo Polesso: Eu me converti… No passado eu costumava comer café da manhã. Eu comia ovos e bacon praticamente todos os dias no café da manhã. Mas há vários anos eu não como mais café da manhã e para mim hoje, é um esforço começar a comer. A minha opinião pessoal a respeito da frequência… Eu acho que no mínimo dar 12 horas de folga para o organismo tende a ser positivo para a maior parte das pessoas. Você pode fazer jejum intermitente ou não, mas dar no mínimo 12 horas de folga para seu organismo no comendo, incluindo as horas de sono, me parece algo sensato a se fazer. Já falamos demais sobre jejum intermitente aqui no podcast.

Dr. Souto: Mesmo que a pessoa queira ter um intervalo de 12 horas sem comer, ela pode jantar às 12 horas e tomar um café da manhã às 8, por exemplo.

Rodrigo Polesso: Sim, também é possível.

Dr. Souto: Tomar café da manhã ou não é uma opção. Não tem um estudo com base de evidência realmente forte que indique que ele seja necessário. E existem estudos com base de evidência forte mostrando que ele pode não apenas não ser necessário, mas que pode ser até interessante não comer se a pessoa já não come. É muito barulho por nada. É um negócio baseado em estudos observacionais no qual não chegamos à conclusão alguma. Quem gosta, coma café da manhã. Quem não gosta, não precisa comer.

Rodrigo Polesso: Batido o martelo. Esses são os fatos, pessoal. Espero que tenha sido útil para vocês. Ganhar uma clareza mental maior sobre esse assunto. O próximo assunto que quero cobrir de forma mais rápida é um estudo publicado no jornal europeu de nutrição clínica em 2015. Eles perguntaram qual seria o melhor tratamento dietético para diabéticos tipo 2 – seria a dieta paleo ou a dieta recomendada pela Associação Americana do Coração? Esse foi um ensaio clínico randomizado com 25 pacientes com diabetes tipo 2 de 50 a 69 anos – pessoas com uma idade mais avançada, obesos e com diabetes tipo 2. Ele não foi um estudo muito bom e vou contar o porquê. Mesmo assim, achei interessante trazer essas informações para vocês. Do que consistiu a dieta paleo segundo eles no estudo? Carne, peixe, frango, ovos, frutas, legumes, nozes, óleo de canola, maionese e mel. Essa a dieta paleo segundo eles. Isso não foi o pior de tudo. A composição dos macronutrientes foi 62% carboidratos (mais ou menos 400 gramas de carboidratos por dia), 15% gordura e 23% proteína. Essa proporção foi basicamente a mesma no outro grupo que fez a dieta recomendada pela Associação Americana de Cardiologia. Ou seja, a dieta paleo que eles usaram para fazer esse estudo está muito longe de ser uma dieta paleo otimizada (na minha opinião) que inclui óleo de canola, maionese e mel, além de ter 62% de carboidrato. Não é low carb nem de longe. A outra dieta que foi utilizada em comparação teve os carboidratos provindos de macarrão, pão, leguminosas, arroz, iogurtes sem gordura, grãos integrais. É aquela dieta “saudável” que os governos tendem a passar para a população. Os grupos fizeram três refeições principais por dia mais três lanches. Ou seja, fizeram 6 refeições – aquela questão de comer de 3 em 3 horas. Por isso que eu digo que é um ensaio clínico randomizado, mas não é de alta qualidade por causa dos defeitos no design dele na minha opinião. As conclusões dele foram as seguintes: “Até mesmo com o consumo de curto prazo de uma dieta do estilo paleolítica, isso mostrou aumentar o controle da glicose no sangue e o perfil lipídico em pessoas com diabetes tipo 2 comparando-se com uma dieta convencional moderada em sal, baixa em gordura e rica em grãos e leguminosas.” É basicamente isso que diz esse estudo. Ele mudou a qualidade da dieta em pessoas em estado crítico, com diabetes tipo 2, com idade mais avançada (de 50 a 69). Eles mudaram a qualidade e tentaram manter a quantidade calórica equivalente para as pessoas não perderem peso só por isso… Melhorarem de perfil lipídico e glicose. Então, tentaram manter a quantidade calórica idêntica. É mais um estudo que mostra que o ideal é modificar a qualidade do que você come, mesmo de forma bem aquém do que eu acharia ser a correta. Você vê que, mesmo em curto prazo, o seu corpo começa a se curar e você vê resultados positivos de controle de glicose e perfil lipídico – mesmo com uma dieta com 62% de carboidratos. É interessante, Dr. Souto, apesar dessa definição de dieta paleo meio bizarra.

Dr. Souto: O segredo de você mostrar que uma coisa funciona é escolher bem o grupo controle. Quando o grupo controle é a pior dieta possível, seja lá o que for que a gente compare ficará bom. Um exemplo clássico disso é um estudo muito mais bem feito, que é o Predimed. Foi um estudo publicado no New England há uns anos atrás. Foi um estudo com 7500 pacientes randomizados para dieta mediterrânea com mais gordura ou dieta de baixa gordura. A intervenção da dieta mediterrânea foi “fraca”. Não era low carb, era simplesmente as pessoas consumirem mais azeite de oliva, mais nozes e castanhas, tomar um vinho. Para ser pior que o grupo de controle low fat só se tivesse um grupo com plutônio na dieta. É um negócio cheio de pães, cheio de grãos, cheio de coisa low fat, margarinas e etc.. É evidente que esse grupo vai morrer mais. Eu não estou com o estudo na frente, o Rodrigo me pregou uma peça. Ele leu o estudo e não me mandou. Sacanagem. Veja como mesmo modificações pequenas podem ter impacto. Isso ajuda a referendar aquela coisa que sempre falamos aqui: o ótimo não pode ser inimigo do bom. O negócio deu um resultado mesmo com canola…

Rodrigo Polesso: Maionese, mel e 62% carboidrato.

Dr. Souto: Só de tirar pão, farináceos, açúcar, refrigerante… Já teve resultado. Com as mesmas calorias. As vezes o pessoal fica muito preocupado… “Não tem como fazer essa dieta, porque não consigo comprar um salmão que não seja do Alasca”. Mesmo com canola, mel, 62% de carboidrato e mantendo a calorias teve benefício. O que nós estamos propondo, que é muito superior a isso em termos de qualidade e potência da intervenção, tem tudo para dar certo – mesmo que o frango seja o normal do supermercado ou o peixe tenha vindo de piscicultura. Não podemos nos perder em todos os detalhes. As intervenções são benéficas mesmo quando não são perfeitas. Mesmo quando elas bastante imperfeitas, conforme esse estudo mostrou.

Rodrigo Polesso: É bom enfatizar isso o que você falou da questão do “eu não consigo comprar orgânicos”, “esse salmão selvagem é caríssimo no Brasil”. O menor passo que você der na direção certa faz diferença. Cada pequeno passo que você dá acaba tendo um efeito de bola de neve. O efeito no final é muito maior do que você pode imaginar. Parar de comer aquele biscoitinho que você come depois do almoço pode ajudar. Qualquer passo que você dá na direção certa pode ser positivo para você. Em vez de ficar chorando, o que você consegue melhorar com base no que você está fazendo agora? Qual é o menor passo que você consegue melhorar? Faça isso primeiro, depois passe para o próximo. O importante é a tendência, a direção em que você está indo e não pular para a última página do livro direto. Acho que essa é uma mensagem importante para passar para as pessoas também. Dr. Souto você lembra o que você comeu de almoço? Você deve estar com fome para jantar já…

Dr. Souto: É interessante. Agora são 9:15. A última coisa que eu comi foi 12:30. Eu confesso que lá pelas 8 eu estava com um pouco de fome. Agora, se eu não comece nada e fosse dormir… Talvez eu faça isso. Nesse momento é um jejum involuntário. Eu não estava fazendo jejum intermitente, é só porque trabalhei até mais tarde. Mas a fome costuma vir nos horários em que estamos acostumados a comer. Depois ela passa. Essa é a experiência de todo mundo que já fez um jejum intermitente. Enfim, hoje eu almocei fora. Almocei num restaurante de buffet, que tem aqui perto do meu consultório. Eu comi um monte salada, porque ali tem saladas muito boas e variadas. Eu comi um pedaço de peixe, um pedaço de frango e foi isso aí meu almoço. Frango, peixe e um monte de salada.

Rodrigo Polesso: Legal. Na semana passada eu falei sobre a questão de fome e gula – fome fisiológica e fome emocional. Uma das características da fome fisiológica… Normalmente vem nos horários nos quais você está acostumado. Outra coisa importante é que ela vem em ondas. É uma onda que vem lenta e depois passa se você não comer. Não é aquela coisa que te deixa de mal humor, radical, impactante como uma gula ou fome emocional, que surge do nada. A fome natural vem devagar, sinalizando que poderia ser um horário bom para comer e depois vai embora se você não comer. Talvez você nem perceba que não está mais com fome. É uma diferença interessante entre gula e fome fisiológica.

Dr. Souto: A fome desesperada é um negócio que faz muito tempo que não conheço. Eu comeria alguma coisa agora, mas se não tivesse comida em casa, eu diria, “amanhã eu vejo.” Estou mais cansado do que com fome. No passado, (pré low carb) jamais isso aconteceria. Isso muda. Não há dúvida. Para mim, é uma experiência muito interessante.

Rodrigo Polesso: Eu acho que as pessoas acabam se induzindo a se sentirem fracas e mal… “Estou sem comer desde o almoço”… Nem é seu corpo que está fraco, mas você tem esse pensamento de que precisa comer de 3 em 3 horas e acaba induzindo uma sensação de cansaço e fome.

Dr. Souto: É o efeito Nocebo. É o primo malvado do Placebo. Eu acredito que algo vai fazer mal e aí me sinto mal porque acredito. Uma vez que derrubamos o mito, entende e estuda, aí não nos sentimos mal se tivermos que fazer uma atividade física… Não vai ficar tonto. Já sabemos que isso é mito.

Rodrigo Polesso: Mais o mais importante a respeito de Nocebo e Placebo é o “sebo”, que é saudável. Eu também comi fora. Eu comi uma ripa de costelinha de porco. Ponto negativo e positivo ao mesmo tempo. Positivo psicologicamente e negativo para meu corpo. Tinha um molho barbecue que sabe Deus do que foi feito. Mas estava uma delícia, com brócolis.

Dr. Souto: Se o pessoal do ensaio clínico teve bons resultados comendo mel e 60% de carboidratos, acho que esse açúcar no seu molho barbecue está desculpado porque é só hoje.

Rodrigo Polesso: Exato. Não faz parte da minha janta diária. É isso aí, pessoal. Fechamos o podcast de hoje. Esperamos que tenha sido útil para você, como sempre. Quer se juntar à Tribo Forte? Entre em TriboForte.com.br e tenha acesso àquele mar de informação que tem lá dentro. É atualizado sempre. E também acesso ao fórum para fazer parte da nossa família da Tribo Forte. É isso aí. Dr. Souto, um grande abraço para você. A gente se vê na próxima semana.

Dr. Souto: Abraço. Abraço a todos.

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Emagrecer de Vez

TRIBO FORTE #046 – DEPRESSÃO, CETICISMO E CONCLUSÕES PRECIPITADAS

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

Bom dia a todos, neste episódios falaremos sobre:

  • Depressão e a visão corrente do tratamento. O que a ciência tem a dizer sobre isso?
  • Uma amostra de como fatos são distorcidos e um lembrete sobre o ceticismo inteligente.
  • Como avaliar corretamente seus exames para evitar conclusões precipitadas.

Espero que aproveite este episódio 🙂

Lembrando: Você é MEMBRO VIP da Tribo Forte ou ainda está de fora? Tenha acesso a receitas simples e deliciosas diariamente, artigos internacionais traduzidos diariamente, fórum de discussão, documentários legendados e MUITO mais! Não fique de fora e se junte a este movimento agora mesmo, clicando AQUI!

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Ouça o Episódio De Hoje:

Quer se juntar ao grande movimento e fazer parte da familia de membros VIP da Tribo Forte e ganhar acesso ao portal exclusivo e privilegiado e ao fórum para membros? Clique AQUI.

Para baixar este episódio, clique aqui com o botão direito e escolha “Salva Como…”

Quer Emagrecer De Vez? Conheça o programa Código Emagrecer De Vez

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Este programa é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Alguns dos resultados REAIS de membros que estão finalizando os primeiros 30 dias do programa Código Emagrecer De Vez.

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Quer seguir o Código Emagrecer De Vez você também? Clique AQUI e comece HOJE!

Referências do Episódio

Artigo do Medscape sobre depressão

Estudo referenciado pelo Medscape sobre depressão

Artigo do Chris Kresser sobre depressão e inflamação

Artigo mostrado relação entre gluten e depressão 1

Artigo mostrando relação entre glúten e depressão 2

Artigo da University Health News sobre tratamento da depressão

Artigo na revista People sobre Gina

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá! Bem-vindos ao episódio 46 do podcast oficial da Tribo Forte. Esse é um episódio comemorativo, na verdade. Atingimos a grande marca de 1 milhão de downloads do podcast em menos de 1 ano de existência. Uma baita conquista na minha opinião. Quero agradecer a todos que nos escutam todas as semanas, a todos que passam a palavra adiante, todo mundo que apoia nosso trabalho. Isso nos motiva a continuar toda semana fazendo um trabalho cada vez melhor, tentando entrar na cabeça da maior quantidade de pessoas possível para tentar mostrar um pouco mais sobre as evidências na questão da saúde… Do nosso jeito humilde tentar colaborar de alguma forma positiva para que as pessoas possam tomar as melhores decisões a respeito da a saúde delas, baseando-se em evidência e não em achismo. Um milhão de downloads… muito legal ver esse tipo de coisa. Dr. Souto, é ou não é sensacional? Tudo bem por aí?

Dr. Souto: Fantástico! Tudo tranquilo. É incrível a gente pensar que é um projeto que começou há tão pouco tempo atrás. Um projeto que teve um crescimento orgânico e espontâneo. Não é como se a gente anunciasse isso em revistas e jornais. Cresceu no boca a boca… Uma pessoa dizendo para a outra “escute isso que é legal”.

Rodrigo Polesso: Isso mostra que a saúde parece estar em alta. As pessoas estão mais preocupadas em achar informações boas. Com a internet é tão fácil cortar o caminho e ir diretamente na fonte. Ficamos muito felizes que as pessoas estão gostando e apoiando. Muito obrigado a todo mundo! Uma grande marca. Acho que é uma marca que não é para todo mundo. Todos nós temos a comemorar. Vamos falar de três assuntos principais aqui. Falaremos um alerta para quem conclui coisas muito cedo com base em exames que podem flutuar bastante. Têm também os bastidores da depressão, que já falamos há muito tempo num outro episódio no passado. Faremos uma discussão alto nível sobre esse assunto. Mostraremos alguns estudos, algumas coisas. Falaremos sobre os remédios para depressão. Também falaremos da importância de manter um ceticismo inteligente principalmente quando se trata de saúde. Veremos como as verdades são distorcidas por aí para tentar refletir interesses e outras coisas que não refletem a realidade. Falaremos sobre esses assuntos hoje. Espero que seja bastante proveitoso para você. O Dr. Souto antes de começar a gravação estava me falando que tem uma pergunta (e variações dela) que acontecem várias vezes por dia. Acho legal falar um pouco mais sobre isso para tentar evitar que as pessoas caiam em armadilhas… É a questão de concluir muito cedo usando exames que podem não ser tão confiáveis. Dr. Souto, você poderia explicar mais sobre essa pergunta tão comum que acontece?

Dr. Souto: Sim. É uma pergunta que, todos os dias, aparece de uma forma ou de outra no blog ou por email. São variações do seguinte: “Eu fiz determinado exame e agora, três meses depois, eu repeti o exame. Meu exame que 100 agora está 120.” Não estou nem dizendo o nome do exame. Vamos só imaginar… Era 100 e deu 120. A pessoa está querendo dizer que fez uma intervenção, mudou a dieta… Enfim, seu exame que era de determinada forma agora está de determinada forma. Eu já falei isso uma vez aqui no podcast, mas vamos explorar isso um pouco mais. Um exame de sangue é uma fotografia de um momento de um determinado horário daquele dia. Vamos pensar em termos de fotografia. Seria como eu bater uma foto num determinado dia e três meses depois eu bater uma foto num outro dia. Digamos que na primeira fotografia eu estava deitado. Na segunda fotografia, estou de pé. Aí, eu digo: “Naquela época eu era uma pessoa deitada. Agora eu sou uma pessoa de pé.” Eu estava deitado naquele dia, naquela hora. Agora, neste dia e nesta hora eu estou de pé. Mas talvez, há cinco minutos atrás eu estivesse deitado. Aqueles de nós que somos médicos e trabalhamos em hospitais às vezes temos pacientes internados. Temos a oportunidade de seriar exames. Um paciente que fica uma semana internado e faz os mesmos exames todos os dias. Existem grandes variações. O cliente pode ter uma glicose de jejum de 80 num dia e de 2015 no dia seguinte, comendo exatamente a mesma dieta nos dois dias, tendo exatamente o mesmo peso e etc.. Os exames simplesmente flutuam. Nós temos uma tendência de dar uma narrativa para dar uma explicação causal para a coisa. Por exemplo, uma pessoa tinha uma glicose em 80 e três meses depois a glicose está em 98, ela acha que isso significa que ela está fazendo algo errado – ou tudo errado – e que a dieta ou exercício não estão funcionando. Afinal, a glicose dela era 80 e agora é 95. Estou sendo repetitivo, mas é importante o pessoal se dar conta. Pode ser 95 na segunda medida, mas no dia seguinte poderia ser 80. Por isso, nunca interpretamos um exame de forma isolada. Se um paciente tinha uma glicemia de 80 e agora é 95, a hemoglobina glicada (que dá a média da glicose nos últimos meses) também aumentou, os triglicerídeos também aumentaram e o HDL diminuiu, aí sabemos que tem algo muito errado. Está tudo indo no sentido errado. Está tudo indicando uma piora na resistência à insulina e esse tipo de coisa. Se a pessoa perdeu peso, se o HDL aumentou, os triglicerídeos diminuíram, a hemoglobina glicada melhorou e a glicemia de jejum aumentou, isso significa que naquele dia a glicemia de jejum estava maior. Não significa que agora a pessoa tem uma glicose alta. Significa que naquele dia e naquele horário a glicose estava alta. Talvez uma hora depois ela estivesse baixa. Então, o resumo é… Ou você trabalha com um profissional de saúde que te ajude a interpretar os exames (quem não tem formação na área de saúde não tem obrigação de saber disso) ou a pessoa tem que ter a noção de que os exames flutuam. Isso é muito comum em alteração de transaminases (as enzimas do fígado, TGO, TGT e Gama GT). Quando uma pessoa tem uma hepatite ou gordura no fígado, esses exames dão alterados. Se espera que uma pessoa que tem gordura no fígado faça uma restrição de carboidratos e perca peso, e quando repetir os exames esteja melhor. Mas, eventualmente, uma das três transaminases pode dar mais alta por puro acaso, sem motivo algum. A pessoa entende que “Deu tudo errado. Tem razão aquela nutricionista que diz que tem cortar a gordura porque minha TGT aumentou.” Bom, veja bem… Se as outras transaminases melhoraram e todo o conjunto dos exames melhorou… É porque simplesmente, naquele dia, o exame deu alterado. Repita, faça no outro dia. Talvez a pessoa não se lembre que bebeu uns copos a mais de espumante nas 72 horas que antecederam o exame. Ou ela tomou um remédio para dor de cabeça ontem (o fígado que metaboliza os remédios que tomamos). É muito comum também com exames de creatinina e mais ainda com exame de ureia, que medem a função renal. Dentro da mistificação que circula por aí – a lenda urbana que uma dieta low carb faz mal para os rins… Como o Dr. José Neto, nefrologista, sempre diz: “Dos pacientes que estão fazendo hemodiálise que eu trato… Nenhum deles está lá porque comeu muita proteína, mas 60% estão lá porque comeram muito carboidrato. Eles têm diabetes e hipertensão.” A creatinina pode mudar alguns pontos depois da vírgula de um dia para o outro para mais ou para menos. A ureia pode mudar significativamente de acordo com aquilo que comemos no dia anterior ao da coleta do exame. Então, posso fazer uma dieta de baixa proteína por um mês inteiro. Se eu comer um rodízio de churrasco na véspera do exame, a minha ureia vai dar mais alta. Isso não significa que o rim está sofrendo ou que eu tenha insuficiência renal. É normal que a ureia suba 24 horas depois de eu comer bastante carne. Isso não é doença. O fígado está tirando o grupo amino do aminoácido. Ele retira esse grupo amino e isso é excretado na forma de ureia. Isso é normal, é fisiológico, não é doença, não significa que o rim está doente.

Rodrigo Polesso: É uma foto.

Dr. Souto: É uma foto daquele dia. Se a pessoa fez um jejum prolongado para fazer o exame de sangue e ficou mais de 12 horas em jejum – um jejum não apenas de comida, mas de água também – e se está quente, ela chega desidratada para fazer o exame e só pela desidratação a ureia sobre. Isso não significa que os rins estejam sofrendo ou sobrecarregados por causa da dieta da proteína. Não é isso. É porque a pessoa tomou pouco líquido nas 12 horas que antecederam o exame. As pessoas gostam de fazer histórias causais e narrativas para tentar explicar exames que elas não entendem.

Rodrigo Polesso: Basicamente, é olhar o quadro todo…

Dr. Souto: Saber que exames podem flutuar por motivo nenhum. Se a gente quer atribuir um motivo para essa flutuação, esse motivo tem que estar dentro de um quadro clínico completo e não flutuação isolada de um exame. Na dúvida, repete aquele exame. Nós já tínhamos falado isso uma vez, mas só para não deixar cai no vazio… às vezes têm pessoas que começaram a nos ouvir agora.

Rodrigo Polesso: Então, em vez de olhar se a foto está ruim, é melhor olhar o álbum e ver se a foto estão ficando piores ao longo do tempo. Para ver a tendência das coisas.

Dr. Souto: É isso aí. Desculpe prolongar isso. Vou dar mais um exemplo. Sou urologista, é minha especialidade. O exame de ultrassom frequentemente calcula errado o tamanho da próstata. Não é porque o exame foi mal feito, mas sim uma limitação do método. O exame é simplesmente muito pouco preciso. Se um sujeito fez um exame a um ano atrás e a próstata tinha 35 gramas e agora esse ano a próstata tem 30 gramas, ela não encolheu. Simplesmente há um discrepância entre os dois exames. É normal porque, como acabei de dizer, não tem uma precisão essa medida. Quando no ano passado deu 30 e nesse ano deu 35… “Doutor, o que posso estar fazendo? Minha próstata cresceu! Ela aumentou 5 gramas.” Nas duas situações provavelmente não houve nada. Ela não encolheu na primeira e não aumentou na segunda. Mas quando ocorre num sentido em que a pessoa é capaz de criar uma narrativa causal na sua cabeça… “Estou ficando mais velho. Meu pai teve problema. Minha próstata deve estar crescendo.” Na realidade, ela está simplesmente na margem de erro de mensuração do exame.

Rodrigo Polesso: Certo. Acho que ficou bem claro o aviso para o pessoal não se desesperar com resultados que flutuam. Vamos pular para o primeiro assunto, que é a questão do tratamento da depressão. Eu estava olhando na internet e vi uma metanálise de ensaios clínicos randomizados publicados em 2016 no jornal The Lancet, que é um jornal famoso e respeitado. Ela avaliou as principais drogas para se tratar a condição de depressão, principalmente em crianças e adolescentes. Antigamente não era tão comum como hoje. Hoje em dia está mais comum do que nunca essa questão da depressão. Inclusive, nos Estados Unidos, as drogas antidepressivas são a segunda mais receitadas pelos médicos depois das estatinas. É um problema bastante sério. Essa metanálise falou o seguinte. Vou postar os links depois para vocês. Também tem o artigo que falou sobre essa metanálise, que foi publicado no Medscape. Ele fala o seguinte. “Primeiro, precisamos refletir sobre o fato de que o medicamento mais testado em ensaios clínicos com crianças teve apenas 10 estudos que preencheram os critérios da revisão. Dois medicamentos dos avaliados tiveram apenas um único ensaio clínico controlado com e sete tiveram apenas dois ensaios controlados com placebo. A conclusão de que o conhecimento sobre a eficácia e tolerabilidade desses medicamentos para os adolescentes é muito limitado não surpreenderá ninguém.” Com isso, estão dizendo que a base científica por trás desses medicamentos todos (entre os mais receitados para a população dos Estados Unidos) é muito fraca. Daí essa metanálise conclui o seguinte… Para a gente colocar uma pulga atrás da orelha e pensar um pouco sobre isso. “Quando considerando a relação risco-benefícios de antidepressivos no tratamento agudo de doenças depressivas essas drogas não parecem oferecer uma vantagem clara para crianças e adolescentes.” Essa é a conclusão de uma metanálise de ensaios clínicos randomizados que analisou os principais antidepressivos receitados do mercado com estudos científicos por trás. Basicamente, o objetivo dessas conversas é colocar uma pulga atrás da orelha. Um dos grandes problemas da mentalidade dos médicos ortodoxos hoje em dia é a remediação e gerenciamento de doença e não o tratamento da causa… “Por que será essas crianças estão depressivas? Será que podemos tentar uma coisa que não seja danosa (uma medicação com efeito colateral)?” Dr. Souto, você é médico, mas com a mentalidade um pouco diferente. Antes de partirmos para o próximo passo desse próprio assunto… Talvez exista uma causa para esse aumento da depressão… Queria saber sua opinião a respeito da remediação ou da investigação da causa… O que você vê de dentro da bolha médica? Qual é sua visão particularmente sobre essa questão? Não só focado na questão da depressão, mas dessa mentalidade ortodoxa da medicina ocidental de focar na remediação, de abafar o sintoma mais rápido o possível e talvez não investigar a causa. Por que isso não acontece mais seguido do que deveria talvez?

Dr. Souto: Acho que temos que ver por uma perspectiva histórica. A medicina saiu de uma situação na qual existia poucos tratamentos eficazes. E aí houve um boom na metade do século XX em que realmente se avançou muito. É dessa época que vem os antibióticos que mudaram a história das doenças infecciosas. É dessa época que vem os anti-hipertensivos, que realmente tiveram um impacto muito grande em pacientes com hipertensão grave. Nós podemos pensar em outros exemplos também de medicações muito eficazes… Analgésicos, anti-inflamatórios. Então, houve um boom muito grande. Os americanos usam uma expressão em inglês que é “the low hanging fruit” (aquela fruta que é só alcançar a mão e pegar). SE temos uma árvore frutífera num local público, a maior parte das frutas que estão embaixo já foram apanhadas. Depois que as frutas baixas da árvore já foram apanhadas, vão sobrar as frutas mais de cima e vão ficar mais difíceis de serem pegas. Vou precisar de uma escada cada vez mais alta. A mesma coisa começou a acontecer na medicina no que diz respeito às medicações e tratamentos. Retiradas essas frutas óbvias (frutas baixas) a indústria farmacêutica começou a ir atrás de coisas cada vez mais difíceis. Agora eu precisava tratar pacientes com pressão alta, mas aqueles que tinham pressão muito alta já estavam todos tratados – então, vamos tentar ver se conseguimos ter um benefício de tratar pessoas que tem a pressão só um pouco elevada. Aí começam a surgir esses ensaios clínicos randomizados que mostram benefícios muito pequenos, mas que são estatisticamente significativos em estudos patrocinados pela indústria farmacêutica. Aí a gente descobre que a indústria faz vários ensaios clínicos e, em muitos deles, o remédio não dá diferença alguma em relação ao placebo. Mas esses estudos acabam nunca sendo publicados. Então, existe uma estatística de que apenas metade dos ensaios clínicos randomizados produzidos pela indústria farmacêutica jamais veem a luz do dia (jamais são publicados) porque a outra metade é a metade que não deu benefício. Os que dão benefício, o benefício é tão pequeno que muitas vezes pode ser devido ao acaso… Foi uma flutuação estatística que apareceu. Quando dá uma flutuação estatística, ele é publicado. Quando essa flutuação estatística não ocorre, ele não é publicado. Como médico só vê o que publicado, ele tem a impressão de que as coisas funcionam melhor do que elas de fato funcionam. Aí chegamos na questão dos antidepressivos. Os antidepressivos, quando surgiram originalmente, foi uma coisa revolucionária. Mas eram medicações que tinham perfis de efeitos colaterais muito grandes… Boca seca, sonolência e etc.. Depois começaram a surgir drogas mais modernas com menos efeitos colaterais. E essas drogas eram frequentemente comparadas em relação ao antidepressivo antigo e não com placebo. Em relação ao antidepressivo antigo, as duas tinham um efeito parecido. Mas se ambas tiverem pouco efeito, o estudo vai mostrar que ambas têm o efeito igual, ou seja, pouco. Esse tipo de coisa aparece muito na literatura dos antidepressivos. Existe um livro que infelizmente não está traduzido para o português, mas para que lê em inglês, ele se chama “The Emperor’s New Drugs” (As Novas Drogas do Imperador). É uma piada com aquela história das novas roupas do imperador, na qual o imperador estava nu, mas ninguém tinha coragem de dizer que ele estava nu. Nesse livro o autor expande o assunto de uma metanálise que ele fez. Ele é um pesquisador e fez uma metanálise mostrando que se publicassem todos os estudos sobre antidepressivos – não apenas os que já estavam publicados, mas aqueles que a indústria tinha se recusado a publicar – a maior parte das vezes a conclusão é semelhante a essa que você acabou de ler: a eficácia é praticamente inexistente. Existe um subgrupo de pacientes no qual parece realmente haver uma eficácia maior, que são os que tem depressão grave. Aquele sujeito que não está nem saindo da cama. Mas para depressão leve à moderada a eficácia parece não ser tão grande e parece ser uma eficácia semelhante à que se obtém com determinadas terapias, como a terapia cognitiva comportamental… Ou daquilo que se obtém com atividade física regular.

Rodrigo Polesso: E não tem efeito colateral muito grave.

Dr. Souto: Não se trata em dizer que nenhum antidepressivo funcione – isso não é verdade. Se tivermos um sujeito com depressão grave… O cara que não está nem saindo da cama, está com risco de suicídio… Ele não vai sair para ir para a academia fazer atividade física para melhorar a depressão. Estamos falando daquele sujeito que está com uma depressão leve até moderada, mas que ainda pode ser convencido a fazer uma atividade física por exemplo. Ou que possa ser oferecido uma alternativa… Temos a medicação que tem tais efeitos colaterais, mas existem estudos mostrando que a eficácia é a mesma de fazer uma terapia cognitiva comportamental. Com um detalhe: fazendo a terapia cognitiva comportamental, as chances de recidivar a depressão depois é menor do que tomando remédio – isso é verdade. Talvez a pessoa opte por fazer uma terapia cognitiva comportamental. Então, acho que o assunto se presta como uma crítica à medicina como um todo. O uso da medicação acaba sendo uma saída muito fácil – é só a pessoa tomar um comprimido – no entanto, assim como a terapia cognitiva comportamental parece oferecer uma chance menor de recidiva da depressão depois, a medicina começou a fazer isso com outras patologias. “Em vez de tratar a dieta da pessoa com diabetes, vamos dar uma medicação que reduz a glicose e deixe a pessoa comer o que ela quiser”.

Rodrigo Polesso: Se formos pensar o que move a indústria inteira, é a medicação. A mudança de hábito não vai mover uma indústria gigantesca como essa, infelizmente.

Dr. Souto: Exatamente. Da mesma forma, se eu tomar um remédio, vai baixar minha glicose, mas não vai diminuir o risco de morrer do coração, por exemplo. Enquanto que se eu controlar a glicose com estilo de vida (dieta e exercício), terei um impacto nas chances de ter complicações do diabetes muito maior do que se eu simplesmente tomar uma medicação.

Rodrigo Polesso: Quero pegar esse gancho… Você puxou para diabetes… Você está falando que se atacar a causa dela terá potenciais benefícios de longevidade e menos morte do que simplesmente abafar o sintoma que é a alta do açúcar no sangue, por exemplo. Você para de gerenciar e começa a investigar a solução do problema. Queria mostrar o outro lado da questão da depressão. Falamos da medicação, mas tem o outro lado também… É outra pulga atrás da orelha… Não é uma conclusão… Eu gostaria de ter essa perspectiva se eu tivesse uma criança com esse problema, por exemplo. Acho que é útil mencionar. Tem um artigo muito legal do Chris Kresser de 2014 no qual ele fala sobre a depressão como um sintoma de inflamação. Falamos disso num episódio passado, mas vou ler só um trecho do que ele fala. “A ideia da depressão e outras doenças mentais como sendo causadas como um desiquilíbrio químico no cérebro – particularmente serotonina norepinefrina – no cérebro é tão fortemente tatuada no senso comum coletivo, que é muito difícil ir contra isso. Claro que a indústria farmacêutica tem uma grande influência nisso tudo. As drogas antidepressivas são baseadas na teoria do desiquilíbrio químico no cérebro e representam 10 bilhões só no mercado americano. O Centro de Controle de Doenças americano diz que 11% dos americanos acima de 12 anos estão tomando antidepressivos (são a segunda droga mais prescritas pelos médicos de lá).” Já que eles falam que a depressão acontece pelo desiquilíbrio químico da serotonina e norepinefrina não sei como fala em português…

Dr. Souto: É noradrenalina em português.

Rodrigo Polesso: Noradrenalina, obrigado. Ele fala assim: “Reduzir os níveis de noradrenalina, serotonina e dopamina não produz depressão em humanos.” Ou seja, forçar a redução disso não produz depressão em humanos apesar de isso aparentemente acontecer em animais. Ele fala o seguinte: “Apesar de alguns pacientes de depressão terem níveis baixos de serotonina e noradrenalina, a maioria não tem. Vários estudos mostram que somente 25% das pessoas deprimidas têm níveis baixos destes neurotransmissores.” Isso já coloca uma pulga atrás da orelha. Ele fala o seguinte: “Talvez a depressão seja um sintoma de inflamação do corpo causada por outra coisa e não esse desiquilíbrio químico.” Por exemplo… O glúten é algo inflamatório. Já sabemos disso em quem é sensível e intolerante a essa proteína. Tem estudos que corroboram essa ideia… Novamente para colocar uma pulga atrás da orelha. Tem um ensaio clínico randomizado duplamente cego e crossover publicado em 2014. Eles pegaram um grupo de 22 pessoas, de 24 a 62 anos, que reportaram se darem melhor em dietas sem glúten (mas não são celíacas). Elas foram separadas em três grupos. O primeiro grupo recebeu uma dose de glúten na alimentação por 3 dias seguidos, o segundo de Whey Protein (que não tem glúten) e o terceiro um placebo. A conclusão foi que a ingestão do glúten foi associada com uma maior pontuação nesse Inventário Spielberg de Característica de Personalidade. As pessoas que tiveram essa ingestão de glúten tiveram uma maior pontuação, o que aponta sintomas de depressão. Eles concluíram que uma exposição de curto prazo a uma exposição ao glúten induziu sentimentos de depressão nesse ensaio clínico randomizado. Tem um outro publicado em 2005. É um estudo bastante pequeno em 9 pré-adolescentes (de 12 a 16 anos) com doença celíaca (fase mais grave de intolerância ao glúten). Eles foram colocados numa dieta sem glúten por 6 meses. A conclusão foi que houve uma significante diminuição de sintomas psiquiátricos na marca dos 3 meses numa dieta sem glúten em comparação aos outros pacientes que não participaram da dieta. Tem um parágrafo muito lega para finalizar postado pelo site University Health News que fala assim: “Tratamento da depressão – naturalmente achando a causa. Se você está sofrendo de depressão, eliminar o glúten (grãos e aveias, a menos que sejam gluten-free)… Tem um monte de problemas dietéticos e nutricionais que acontecem devido à intolerância ao glúten ou devido à deficiência de minerais e de vitaminas que podem apontar uma causa da depressão. Então, eles estão incentivando que você investigue algumas coisas que são fáceis de se investigar. Por que não tentar uma coisa totalmente natural, já que sabemos que trigo (e etc.) não são coisas boas para a saúde de qualquer forma… Por que não tentar isso em vez de entrar num caminho de prescrição de remédios? É só uma pulga atrás da orelha. Você tem que avaliar com seu médico e etc.. Mas parecemos ter bastante evidências apontando que alguma coisa tem a ver com sua alimentação, com inflamação e sintomas de depressão. Existem também coisas apontando que medicamentos antidepressivos parecem não ser tão eficazes quanto apareça no marketing. É bom colocar na mesa esse tipo de opção para que as pessoas com esse problema possam ponderar e pensar qual caminho querem escolher.

Dr. Souto: Esses estudos são bem interessantes. Especialmente esse crossover que eu não conhecia… Esse primeiro que você citou. Se eu tenho um paciente celíaco, e eu retiro o glúten da dieta dele, ele só pode melhorar. Vai melhorar tudo, porque o cara viveu uma vida miserável e começa a se sentir melhor, não tem mais dor, não tem mais diarreia. No outro caso, com pacientes não celíacos, em que fizeram um estudo duplo cego controlado com placebo, e que mesmo assim houveram alterações comportamentais com a retirada do glúten é bem interessante. Eu não estou pronto para sugerir para as pessoas que todos os casos de depressão estão relacionados com glúten – longe de mim dizer isso. Mas eu concordo com uma coisa que você falou. Se eu tiver a alternativa… De não tomar uma medicação que possa ter efeitos colaterais… Não tentar um novo tratamento super experimental… Simplesmente trocar o pão pelo salmão por algumas semanas. Se eu puder fazer uma experiência dessas e isso me trouxer outros benefícios, por que não? Por que não tentar? A relação de inflamação com depressão e outras doenças psíquicas está cada vez mais bem estabelecida. Não é uma coisa mais questionada. Os psiquiatras estão eufóricos com isso. É claro que muito dessa euforia tem a ver com a perspectiva da possibilidade de desenvolver novas drogas relacionadas com inflamação do sistema nervoso central. Mas acho que isso é uma perspectiva bem interessante. Obviamente, tem uma monte de gente que não tem traços de depressão, feliz da vida, comendo pizza e tomando cerveja. Então, o glúten com certeza não é responsável por todos os casos de depressão. Mas se a pessoa já tem algum motivo para restringir o glúten na dieta, ou se a pessoa simplesmente se sente melhor (talvez tenha uma intolerância não celíaca) é possível que ela derive outros benefícios… Não apenas perda de peso (com a restrição de carboidratos) mas que melhore o humor, por que não?

Rodrigo Polesso: A questão toda é ver a depressão como um sintoma de uma coisa errada que esteja acontecendo. Não como um fim. Não como uma doença, uma coisa genérica, um distúrbio mental. Não tem nada que prove que é, mas a indústria quer que a gente acredite… “Tome esse remédio que vai solucionar”. Talvez seja um sintoma de alguma coisa mais grave.

Dr. Souto: Isso que o Chris Kresser fala nesse artigo… Ele tem toda razão. É um fato incômodo – o estudo da terapia farmacológica da depressão – o fato dos antidepressivos terem um mecanismo de ação completamente díspares. No entanto, parecem “funcionar”. Uns mexem na serotonina, outros mexem na noradrenalina, outros mexem na dopamina… E outros mexem em outras coisas que não são nenhuma dessas três. É difícil conciliar uma teoria de desbalanço químico de neurotransmissores como sendo a causa única da depressão com o fato dos antidepressivos que mexem em neurotransmissores completamente diferentes no cérebro conseguem ser igualmente eficazes. Uma das coisas que aquele livro que eu mencionei levanta é o fato de que possa haver um efeito de componente placebo nisso. Esses remédios todos têm efeitos colaterais. Alguns dão boca seca, outros dão sonolência e etc.. No ensaio clínico randomizado, onde teoricamente um grupo está tomando remédio e outro grupo está tomando placebo, e nenhum dos dois sabe o que está tomando… Mas aí o sujeito toma o remédio e fica com a boca seca… Então ele sabe que não está tomando placebo, porque está tendo um efeito colateral. Aí o estudo deixa de ser duplo cego. Como a pessoa sabe que teve a “sorte” de ter sido sorteada para o grupo que está tomando remédio e não placebo, ela automaticamente começa a sentir melhor. Então, ela passa a ter o efeito placebo de achar que não está tomando placebo. Olha que loucura! O fato de que eu estou convencido de que o que estou tomando não é placebo, pode ter um efeito placebo. Isso acaba podendo se refletir nas escalas de depressão que é a forma como aferimos no estudo se o remédio está funcionando ou não. Isso explicaria porque remédios que têm efeitos completamente dispares acabam mostrando eficácias – que são pequenas, como você falou – que poderiam ser explicadas por essa falha do cegamento do estudo. Isso explicaria porque remédios com mecanismos de ação completamente diferentes parecem funcionar. É uma proposição meio forte essa, mas talvez sejam seus efeitos colaterais que sejam responsáveis pelo seu efeito aparente.

Rodrigo Polesso: Eu acho que faz todo sentido. Quero chamar atenção novamente para a pulga. Essa é a pulga desse assunto. Outra coisa que você pode pensar é que a quantidade de casos de depressão aumentou exponencialmente nas últimas décadas. Aumentou junto com todas as outras condições que são causadas pelo mesmo problema… Da síndrome metabólica, Alzheimer, câncer e etc.. Tem uma coisa por baixo de tudo isso. Só o fato de ter aumentado exponencialmente nas últimas décadas é outra coisa para se colocar atrás da orelha. O que que mais mudou nessas últimas décadas junto com esse aumento maluco? Com certeza foram nossos hábitos alimentares que passaram a ser cada vez mais focados na questão dos alimentos industrializados, processados, refinados, cortando a gordura… Toda aquela história que a gente já sabe. Se eu tivesse uma criança ou adolescente nessa situação ou se eu mesmo estivesse nessa situação, eu gostaria de ter essa perspectiva para eu não depositar minha confiança totalmente numa medicação que, na melhor das hipóteses tem um efeito bastante dúbio, e tentar fazer uma coisa que está no meu alcance, uma coisa que não vai ter um efeito colateral, para tentar conseguir um benefício. E possivelmente, quem sabe, uma cura ou reversão de algum problema desses.

Dr. Souto: Vou tentar sumarizar isso da seguinte forma. Com certeza têm várias causas para depressão. A pessoa pode estar deprimida porque perdeu o emprego ou porque teve uma morte na família. Mas boa parte dos casos de depressão poderiam ser manifestações mentais de uma inflamação sistêmica relacionada à síndrome metabólica por exemplo.

Rodrigo Polesso: Ótimo. Feito. Martel batido. Espero que essa informação seja útil para as pessoas. Um pouco de especulação, mas acho que nesse caso é interessante se pensar pelo menos. O segundo tópico é muito interessante. Vou falar o que é, primeiramente. Vou falar sobre a importância de manter um ceticismo inteligente quando você fizer uma avaliação do que vê escrito por aí. É importante fazer uma avaliação sóbria sobre isso. Estou falando de um artigo que o Dr. Jason Fung postou no blog dele sobre um caso de sucesso de uma pessoa que leu o conteúdo dele. Depois, esse mesmo caso de sucesso foi reportado pela revista People, que é uma revista bastante grande. Eu estava falando com o Dr. Souto antes de começar o episódio sobre esse assunto. Eu passei o link desse artigo do Jason Fung e vi que deu “página não encontrada”. No blog no Dr. Fung estava escrito: “A revista People contatou a pessoa depois desse artigo e pediu que esse artigo fosse removido. Para que essa pessoa não tenha problemas, vou remover do meu blog também.” Sorte nossa que eu consegui ver esse artigo hoje de manhã antes de ele ser retirado. Eu peguei os nuggets principais. Acho que a mensagem dele é importante de se passar. Então, você não vai achar isso no site. Você só vai achar um aviso dizendo que o Dr. Fung removeu esse artigo. Basicamente, a história é a seguinte. O nome da mulher é Gina. Ela pesava 136 quilos e agora pesa 54. Tem a foto dela. É incrível a mudança. É um caso de sucesso muito bom. Agora vamos ver o que foi reportado pela revista People, com base na entrevista que fizeram com a Gina. A revista People colocou entre aspas como a Gina estivesse dizendo “Eu mudei completamente minha dieta – diz a residente da Flórida que largou o açúcar, comidas processadas e trocou amidos como o macarrão por saladas com bastante legumes.” Eles falam que a Gina começou a usar um Fitbit (que relógio) e começou a fazer longas caminhadas. Agora ela já marca 15 mil passos por dia. Eles ainda falam que a Gina começou a comer menores refeições ao longo do dia. Isso que foi reportado na revista People. É isso que todo mundo que leu o artigo acabou entendendo. Então, ela basicamente começou a comer menos, tirou os processados, começou a se exercitar mais, comprou o Fitbit e etc.. Agora a verdade… A Gina viu isso na revista, foi no Facebook e postou dizendo algumas coisas. “Pessoal, não é bem assim. Eles distorceram um pouco o que eu falei”. O Dr. Fung mandou um email para ela falando “Gina, por favor me conte a história inteira para eu entender o que aconteceu.” Ele postou a história inteira no site, mas isso foi retirado, como falei. Mas eu capturei alguns nuggets de informação. O que a Gina começou a fazer para atingir esse grande resultado dela foi o seguinte. A Gina começou a cortar os carboidratos refinados e processados e isso a revista People falou certo. Ela os substituiu por saladas e legumes. Com isso, ela saiu dos 136 quilos para os 90, mudando só os carboidratos. Depois disso, ela encontrou um material sobre jejum intermitente do Jason Fung na internet. Aí ela começou a parar de comer os lanchinhos que comia. Eventualmente, ela começou até a pular uma refeição ou outra – confortavelmente, sem sentir fome, segundo ela. Com a dieta low carb e mais um protocolo de jejum intermitente, ela quebrou essa barreira dos 90 e chegou até o peso ideal dela, que é os 54. Ela nem mencionou exercício físico, muito menos Fitbit. No email dela, ela diz “até entendo que a revista tenha que agradar seus patrocinadores. Mas falar que eu comia várias refeições pequenas por dia e comecei a fazer 15 mil passos por dia com meu Fitbit é um pouco demais.” Na revista eles inclusive colocaram um link para você ir para o Fitbit. O Fitbit é uma marca, vocês devem conhecer. Então, é uma coisa não muito honesta e íntegra na minha opinião – espero que na opinião de vocês também. Quando o Dr. Fung postou essa verdade no site dele, a revista People contatou a Gina e falou para ela conseguir remover essa história e parar de falar esse tipo de coisa. Não sei se foi por algum motivo contratual, mas essa é a história. É importante ter esse ceticismo inteligente e avaliar as coisas de forma sóbria. Não acredite em tudo sem questionar. Dr. Souto, essa foi incrível.

Dr. Souto: Que barbaridade. Eu posso imaginar exatamente o que aconteceu. Ela deve ter postado em alguma mídia social a foto de antes e depois. Eu cheguei a ver no Twitter a foto. Agora eu seu quem é. Saiu no Twitter do Jason Fung a foto dela. É uma foto muito impressionante. Provavelmente alguém da revista contatou: “Você quer fazer um feature na nossa revista?” E ela deve ter assinado um documento. É muito comum. A pessoa assina até sem ler. Mas ali estava escrito que a história passa a ser propriedade da revista. A pessoa assina que ela concorda que a revista pode modificar para fins editoriais a história. Aquele papo de advogado.

Rodrigo Polesso: Aqui que está a armadilha.

Dr. Souto: Aí está a armadilha. Eles botaram uma coisa que fizesse de conta que ele obteve resultado fazendo as recomendações habituais de senso comum, quando na realidade o que ela fez foi low carb com jejum. Quinze mil passos por dia… Meu celular conta os passos. É difícil o dia que eu passo de 10 mil passos, e eu caminho bastante.

Rodrigo Polesso: E ela nem mencionou exercícios.

Dr. Souto: As pessoas realmente têm que ter esse ceticismo. A grande mídia está aí, muitas vezes, para adular seu patrocinador.

Rodrigo Polesso: É a influência da indústria de novo… Em controlar as informações também.

Dr. Souto: Eles devem ter mandado uma mensagem ameaçadora para ela: “Talvez você não se lembre, mas vou mandar uma cópia do contrato que você assinou. A história é nossa. Não pode mudar a história. Faça com que essa história seja imediatamente removida de qualquer outro blog ou site na internet.” Aí o Jason Fung removeu. A grande maravilha da internet hoje em dia é que qualquer coisa que apareça alguém faz um print.

Rodrigo Polesso: Em algum já está em cash…

Dr. Souto: Que história incrível. Eu tinha visto no Twitter, mas não tinha clicado para ler a história. Eu não soube depois dessa sequência. Por um lado, estou chocado. Por outro lado, não me surpreende.

Rodrigo Polesso: Esse que é o pior, não surpreende. Eles conseguem mudar praticamente todo o relato da mulher. Imagine o que não fazem com outros assuntos.

Dr. Souto: Deixe eu conte uma história interessante. Há uns dois anos atrás, eu fui contatado por uma jornalista que queria fazer uma história muito parecida com essa: “Tem alguma paciente sua que toparia fazer uma história nossa? Botar fotos antes e depois na revista… Poderia indicar?” Eu disse que havia uma pessoa que estava muito entusiasmada. Era uma menina de 20 anos que perdeu bastante peso. Eles entraram em contato com ela, pegaram as fotos. Depois a jornalista me ligou e fez uma entrevista telefônica. Eu dei um monte de explicações de insulina, carboidrato, ensaios clínicos randomizados… Ai ela me interrompeu. Vou dizer as palavras que eu me lembro que a jornalista usou: “Doutor, a nossa leitora média não quer saber essas coisas complicadas. Ela quer saber alguma receita… Um cardápio…” Estava querendo dizer: “Quem nos lê é uma pessoa que não tem inteligência, não tem capacidade. Não queremos algo complicado, queremos vender essa edição.” A moça não obteve esse sucesso graças a uma coisa mágica, um shake…

Rodrigo Polesso: Não foi goji berry, então.

Dr. Souto: Não foi goji berry. Era baseado em argumento científico, no efeito hormonal dos diferentes alimentos. Ela não focou nas calorias, mas sim na qualidade do alimento em si. Mas a revista não estava interessada nisso. Era uma revista popular, dessas que sempre tem uma dieta na capa, que encontramos para vender nos caixas dos supermercados. Essa era uma época em que eu ainda tinha um pouco mais de ingenuidade em lidar com a mídia. Hoje eu simplesmente digo que não quero dar entrevista.

Rodrigo Polesso: A mídia pode ser muito boa quando a informação é bem tradada. Mas tem essas armadilhas que precisam ser tratadas com o tempo. Eu participei de um artigo para uma revista. Não vou mencionar o nome da revista. Eu respondi as perguntas que eles queriam. Mas o jornalista, na hora de escrever, pode colocar o pitaco que ele quiser. Aí que está o perigo. Eles colocam a opinião deles. Eu falei que o glúten e o trigo não eram as melhores coisas para emagrecer por causa da insulina (e etc.) e ele adicionou da cabeça dele: “Mas um pãozinho de vez em quando pode.” Eu jamais falei isso. Mas está num artigo com meu nome mencionado. É outro exemplo de como devemos ter cuidado com esse tipo de coisa. Dr. Souto, quer falar sobre o que você degustou na última refeição para fecharmos esse episódio?

Dr. Souto: Deixe-me pensar. Eu sei que não devemos fazer isso, mas eu estava lendo alguma coisa na hora do almoço. Eu estava almoçando sozinho hoje. Eu registrei mais a leitura do que a comida. Eu sei que eu comi a salada que eu sempre como. Rodrigo, sinceramente não me lembro. Vou ter que deixar para o próximo episódio. Que isso sirva de alerta para vocês que ainda acreditam em estudos observacionais baseados em preenchimento de questionários.

Rodrigo Polesso: E o que você comeu há seis meses atrás, Dr. Souto?

Dr. Souto: Agora são seis da tarde. Eu não me lembro do que comi ao meio-dia.

Rodrigo Polesso: Eu sempre anoto o que eu comi antes de começar o episódio. Se eu tive que lembrar na hora, não sei se lembro. Eu comi um filé de salmão com abacate, uma porção de kimchi e uma salada grande do lado.

Dr. Souto: Eu posso dizer que foi algo requentado. Foi algo que peguei da geladeira e aqueci.

Rodrigo Polesso: Está ótimo. Esse episódio ficou recheado, pessoal. Espero que dê bastante ideias para vocês. É isso aí… atingimos 1 milhão de downloads, vamos agora rumo ao segundo. A gente se vê na próxima semana. Obrigado pela audiência. Obrigado, Dr. Souto. A gente se vê na próxima.

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Emagrecer de Vez

Governo de Minas Gerais decreta estado de emergência por causa da febre amarela

iG São Paulo

Estado já tem 110 casos suspeitos da doença, cuja transmissão ocorre por picada de mosquito; secretaria recomenda que a população tome as vacinas

Orientação do governo de Minas Gerais é para que a população fique atenta ao calendário de vacinação contra a doença

Orientação do governo de Minas Gerais é para que a população fique atenta ao calendário de vacinação contra a doença

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil – 27.1.2008

O governo de Minas Gerais decretou estado de emergência em saúde pública nas áreas de abrangência das unidades regionais de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni. O motivo é o registro de casos de febre amarela nesses locais. O decreto foi publicado nesta sexta-feira (13) pelo governador Fernando Pimentel (PT). Ao todo, são 152 municípios afetados.

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O decreto assinado pelo governo de Minas Gerais autoriza a adoção de medidas administrativas com o objetivo de conter a doença, além de agilizar processos para aquisição pública de insumos e materiais necessários para a execução das ações de profilaxia. Permite também contratar serviços considerados necessários – em alguns casos, sem licitação. Fica liberada ainda a contratação de funcionários temporários.

O texto publicado no Diário Oficial considera que “a febre amarela é uma doença de potencial epidêmico e elevada letalidade”. Em boletim epidemiológico divulgado na última quinta-feira (12), a secretaria de Saúde informou que o número de casos suspeitos em 2017 no Estado chega a 110.

Desse total, 20 são tratados como casos prováveis, cujos pacientes apresentaram exame laboratorial preliminar positivo. Entretanto, a confirmação final depende da investigação de outros fatores. Os outros 90 episódios ainda estão sendo analisados. O governo mineiro também informou que, dos 30 óbitos suspeitos, dez já são considerados prováveis.

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O decreto também cria uma sala para monitoramento das ações administrativas. Além da secretaria de Saúde, participarão desses trabalhos outros órgãos, como a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.

Imunização

A secretaria de Saúde orienta a população para que mantenha em dia a vacinação contra febre amarela, disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). A aplicação ocorre em dose única, mas deve ser reforçada após dez anos.

No caso de recém-nascidos, é administrada uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Nas regiões afetadas, entretanto, como se trata de uma situação atípica e que inspira cuidados, bebês com 6 meses estão recebendo duas doses com intervalo de 30 dias.

A doença é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, da América Central e da África. No meio rural e silvestre, é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e febre chikungunya.

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De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, todos os casos suspeitos em Minas Gerais são considerados de transmissão silvestre.

* Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

TRIBO FORTE #044 – QUAL A MELHOR (E A PIOR) DIETA?

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

Neste episódio contamos com a participação da Paty Ayres, ela que é parte da Tribo Forte e posta receitas deliciosas dentro do portal para os membros.

Falaremos sobre os seguintes temas:

  • Vamos discutir o ranking das melhores e piores dietas do ano, para que você fique atento as armadilhas.
  • Jejum: Quanto fazer? Quanto é suficiente? O que é considerado jejum de fato?
  • Estilo de vida alimentar dinâmico.

Espero que aproveite este episódio 🙂

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Quer Emagrecer De Vez? Conheça o programa Código Emagrecer De Vez

Logo-Banner-quadrado1Abaixo eu coloco alguns dos resultados enviados pra mim por pessoas que estão seguindo as fases do Código Emagrecer De Vez, o novo programa de emagrecimento de 3 fases que é o mais poderoso da atualidade para se emagrecer de vez e montar um estilo de vida alimentar sensacional para a vida inteira.

Este programa é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Alguns dos resultados REAIS de membros que estão finalizando os primeiros 30 dias do programa Código Emagrecer De Vez.

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Quer seguir o Código Emagrecer De Vez você também? Clique AQUI e comece HOJE!

Referências do Episódio

 

Ranking das dietas publicado pela US News & World Report

Artigo da revista People sobre o ranking

Exemplo de cardápio DASH da Mayo Clinic

Transcrição do Episódio

Muito em breve aqui…

Emagrecer de Vez