Comprar Seguidores no Instagram é Seguro?

Comprar Seguidores Para InstagramÉ seguro comprar seguidores no Instagram?

Posso ter o meu perfil banido?

Essas perguntas são frequentes e por isso resolvemos desvendar esse mito.

Listamos abaixo o passo a passo para você comprar seguidores e curtidas no Instagram de forma segura, sem correr o risco de ter o perfil bloqueado:

  1. Pesquise antes de comprar, pergunte a amigos ou alguém que já comprou seguidores e curtidas no Instagram.
    Existem várias empresas que vendem seguidores e curtidas, algumas sérias, outras não, por isso é bom pesquisar antes.

    Sugestão:
    Compre seguidores no Instagram com a Social Star.
  1. Opte pelo pagamento através do PagSeguro ou PayPal.

    São duas das formas mais seguras de comprar na internet.
  2. Compare preços, mas dê preferência para qualidade.Você vai encontrar diferentes preços, alguns bem baratos, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia.Geralmente os preços muito baratos são seguidores e curtidas falsas, feitas por programas de computador.Por isso, verifique a qualidade antes do preço.
  3. Verifique se tem Garantia.Antes de comprar, verifique se o fornecedor oferece garantia.É normal você perder alguns seguidores após a entrega, mas se cair abaixo do que você comprou, a empresa deve repor sem custo.
  4. Considere começar comprando pequenas quantidades de seguidores.Comece devagar e vá aumentando com o tempo. Principalmente se o seu perfil for novo ou com poucos seguidores.Qualquer aumento repentino exagerado pode ligar uma alerta no Instagram. Se o seu perfil é novo, comece comprando de 1.000 a 5.000 seguidores.Se você já tem alguns seguidores e posta regularmente, pode começar com 10.000 e ir aumentando.
  1. Compre Curtidas para as Fotos e Vídeos Também.Ter muitos seguidores, mas poucas curtidas nas fotos e vídeos fica parecendo que o seu público não gosta muito do que você posta.Combine seguidores com curtidas para as fotos e vídeos.
  2. Não Espere Interação dos Seguidores Que Você Comprou.Esses seguidores são para aumentar a quantidade e dar credibilidade ao seu perfil, mas não espere que eles curtam ou comentem suas fotos.Lembre-se que eles não optaram seguir por vontade própria, eles foram pagos para isso.
  3. Seja Paciente.Ganhar seguidores orgânicos, que optam seguir por vontade própria, leva tempo. É um trabalho constante, diário, mas recompensável.Compre para impulsionar, mas continue o trabalho diário para conquistar o seu público e aumentar seus seguidores.

Como Comprar Seguidores e Curtidas no Instagram em 3 Passos Simples:

Um terço dos brasileiros desconfia da ciência | Coluna

A desconfiança na ciência é comum entre os brasileiros, que preferem crer na religião quando esta entra em conflito com preceitos científicos.

 

Karl Popper, nascido em 1902 na Áustria, foi um dos maiores filósofos da ciência do século 20. Ficou muito conhecido por questionar os preceitos positivistas da época, que viam na observação o caminho para se chegar ao conhecimento científico. Para Popper, a pura observação dos fenômenos não era suficiente para garantir que determinada situação se repetiria sempre.

Em um de seus exemplos mais célebres, o filósofo afirmou que mesmo observando milhares de cisnes brancos, era impossível assegurar que todos os cisnes são brancos, pois bastaria surgir um único cisne negro para derrubar o preceito. Assim, observações particulares não poderiam ser generalizadas, e a simples observação de um fenômeno não provaria sua verdade absoluta. Era preciso primeiro formar uma hipótese baseada, também, na intuição, para depois comprovar sua consistência por meio do método científico.

Veja também: Artigo do dr. Drauzio sobre o acaso da criação

O mundo mudou muito desde a época do filósofo. Hoje, basta uma pessoa relatar um fenômeno nas redes sociais para que ele seja considerado fato. Estabelecer relações de causa e efeito com base em histórias pessoais não é novidade, mas a velocidade com que elas se espalham atualmente é surpreendente.

Se antes apenas os conhecidos da tia do vizinho ficavam sabendo que a senhora supostamente teria se curado de câncer de estômago com um chá, agora a história pode atingir milhares de pessoas em pouco tempo. E fazer um tremendo estrago, gerando não apenas curiosidade acerca do “medicamento”, mas dando origem a toda sorte de boatos e questionamentos.

A quantidade de fake news em saúde é tão grande que o Ministério da Saúde criou um serviço que pode ser acessado via WhatsApp para verificar a veracidade de rumores acerca de temas que vão desde a segurança das vacinas até a existência de estudos que comprovariam propriedades curativas de frutas.

A pesquisa Wellcome Global Monitor 2018, feita pelo Instituto Gallup e divulgada no primeiro semestre de 2019, representa o maior estudo mundial sobre a forma como as pessoas pensam a ciência e os principais desafios da área da saúde. Os pesquisadores entrevistaram 140 mil pessoas, sendo mil brasileiros com mais de 15 anos. No ranking dos 144 países participantes, o Brasil ocupa apenas a 111a posição entre os que mais confiam na ciência.

Para 35% dos brasileiros, a ciência não merece confiança, e 1 em cada 4 pessoas acha que a produção científica não contribui para o país.

Para a matemática, filósofa e professora Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as pessoas não veem o resultado da contribuição científica em sua vida cotidiana, já que muitos cientistas costumam se isolar e têm dificuldade de comunicação. “Ultimamente, há um nítido aumento da preocupação dos cientistas em se comunicar melhor com a sociedade, mas ainda é um movimento incipiente”, afirma Roque. Sem conhecer os resultados das pesquisas científicas e com pouco ou quase nenhum contato com quem a produz, a população não vislumbra seus benefícios e tampouco desenvolve uma relação de confiança com a ciência.

Por outro lado, a necessidade de mostrar resultados pode comprometer a autonomia, essencial para que a ciência prospere. Foi a liberdade em relação ao Estado e à indústria que permitiu o desenvolvimento de pesquisas e das próprias ciências. Se houvesse apenas ciências aplicáveis, o que seriam das Humanas ou de pesquisas que não pudessem ser diretamente aplicadas?

“A pesquisa científica não precisa ser sempre aplicada, nem aplicável. Mas é necessário levar em conta a possibilidade de que os resultados de nossas pesquisas interessem a um público mais amplo. No fim das contas, escrevemos, na maioria das vezes, somente para os pares. A descrença na ciência é também uma resposta a esse isolamento”, completa a professora da UFRJ.

 

Educação formal

 

Enquanto apenas 13% dos brasileiros confiam muito na produção científica, na Bélgica esse índice chega a 42% da população. Países mais desenvolvidos que o Brasil e cuja população tem índices de educação melhores, como Austrália, Alemanha, Canadá e França, apresentam taxas muito mais altas de confiança na ciência: 33%, 25%, 28% e 21%, respectivamente.

O Programa Nacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) é coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avalia estudantes matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental na faixa etária dos 15 anos. No último Pisa, com dados de 2015, entre os 70 países avaliados o Brasil ficou em 59º lugar em leitura, 63º em ciências e 65º em matemática, perdendo para outros países latino-americanos como Chile, México, Costa Rica, Argentina e Colômbia.

A média de tempo de estudo dos brasileiros também é mais baixa que a dos outros países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) e do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), segundo o relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) da ONU, divulgado em 2017: 7,8 anos, ante 8,6 do Mercosul e 8,8 dos países do Brics. “Claro que a educação formal tem relação com a crença na ciência, mas não devemos atribuir a uma suposta ignorância a descrença das pessoas de menor renda. Essa resposta fácil parte de um excesso de autoconfiança – e de autocomplacência – por parte da elite intelectual. Talvez as pessoas de renda mais baixa achem que a ciência não lhes diz respeito”, conclui Roque.

Por outro lado, políticas públicas de saúde mais amplas, cujos benefícios chegam a um maior número de pessoas, costumam contar com o apoio e a adesão da maioria da população. Um exemplo de uma política bem feita e que traz resultados visíveis para os brasileiros é a Política Nacional de Vacinação, uma das melhores do mundo. Não à toa, apesar de haver um nível alto de descrença na ciência, 80% das pessoas entrevistadas pela Wellcome Global Monitor consideram as vacinas seguras e eficazes (na França, por exemplo, 1/3 das pessoas não confia nas vacinas, apesar de os franceses ocuparem uma posição bem melhor que a do Brasil no Pisa).

“Não sei ao certo, é um palpite, mas acho que a confiança nas vacinas está descolada da confiança mais ampla na ciência. Justamente porque, no caso das vacinas, tivemos sucesso em mostrar o quanto podem servir como um cuidado público (dos poucos que funcionam). Arrisco dizer que, se as vacinas fossem pagas, e não parte de campanhas públicas de vacinação gratuita, as pessoas não confiariam tanto”, continua Roque.

 

Religião

 

Se cientistas e aqueles que propagam o pensamento científico falham em comunicar a importância da ciência, a religião, por sua vez, estabelece uma relação de proximidade com seus seguidores. A Wellcome Global Monitor mostrou que 75% dos brasileiros escolhem sua religião quando esta discorda da ciência. Considerando que apenas 4% dos entrevistados disseram não ter religião, é possível afirmar que a maioria dos brasileiros confia mais na religião do que na ciência quando há discordância entre ambas.

“O papel das igrejas amplia-se no vácuo deixado pelas políticas sociais, que vêm abandonando, desde os anos 1990, a ideia de proteção, de seguridade coletiva, de direitos do cidadão. Se não podem acreditar nos valores sociais, só lhes restam os valores individuais, apoiados pela família tradicional e pela igreja conservadora. Não acho que a religião seja um empecilho [para acreditar na ciência]. O que ocorre hoje é que há um modo de praticar a religião que estende sua influência a domínios que não costumavam ser da religião, e sim da política”, conclui Roque.

Portanto, não basta ensinar ciência nas escolas, embora isso seja muito importante. É necessário que as pessoas percebam sua importância, que sintam seus benefícios no dia a dia, aprendam a desenvolver o pensamento científico e a confiar nele.

Isso não implica, obviamente, refutar outros saberes e formas de conhecimento, ao contrário, o excesso de autoconfiança por parte daqueles que estudam e fazem ciência pode afastar ainda mais as pessoas que não dominam o conhecimento científico. Em um momento em que a desinformação e os boatos ganham as redes sociais e a internet em velocidade galopante, a ciência pode e deve ser vista como aliada na luta contra a desinformação.

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Drauzio Varella

Como desintoxicar seu corpo ao máximo

Por: Caio Fleury

 

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Hoje vamos nos aprofundar no tópico de desintoxicação. Quais alimentos, suplementos e práticas você pode utilizar para desintoxicar EFICIENTEMENTE, diferente de muitos métodos incompletos que você encontra por ai.

Então, vamos aos pontos mais importantes deste episódio:

– Adotar hábitos de vida que condizem com os principais pilares da longevidade é o passo mais importante.

– Resumindo: dieta cetogênica cíclica, jejum intermitente, seguir o relógio biológico, tomar sol diariamente, sauna, etc.

– Além disso, a adoção de dietas e protocolos cientificamente testados como por exemplo protocolo de autofagia e regeneração celular, que envolve dieta alta em gordura, baixa em carboidratos, com ciclos de proteínas mais treino intervalado.

– Inclui treino intervalado frequentemente, relacionamentos saudáveis, aterramento, terapia térmica (sauna e banhos gelados), exercícios e movimentos diários.

– Exemplos de protocolos extremamente eficazes são o “keto fast” “jejum cetogênico” do Dr. joseph Mercola, e o “Keto Reset Diet” do ilustre Mark Sisson.

-Todos incluem elementos de jejum diário de 14 a 18h (ou janela comprimida de alimentação), dieta cetogênica cíclica ou cetogênica normal mesmo.

-No protocolo do Dr. Mercola, jejuns de 24 horas ou mais uma ou duas vezes na semana, são essenciais.

– Particularmente, faço jejum de 20 horas 2 dias seguidos por semana ou 1 de 24h.

– É importante incluir alimentos e suplementos que ajudam o corpo a desintoxicar e, portanto, a não reabsorver nos orgãos e tecidos as toxinas liberadas na circulação do tecido adiposo.

– Alguns vegetais, principalmente crucíferos favorecem a desintoxicação no fígado.

– Há várias medidas mais especificas que você precisa tomar para desintoxicar com um jejum mais longo.

– Consumo de eletrólitos como magnésio (400 a 800 mg por dia), potássio, sódio e cálcio.

– Virar um queimador de gordura antes de começar a fazer jejum, pois se você for um queimador de carboidratos, vai ser mais difícil de desintoxicar e os benefícios do jejum não irão ser tão grandes quanto possíveis.

– A ativação da autofagia via jejum seguro e bem executado é a ferramenta mais importante para você alcançar os efeitos importantes da eliminação de toxinas.

– Todos os dias a maioria das pessoas são expostas a toxinas alimentares, metais pesados, produtos químicos, o que pode sobrecarregar os sistemas de desintoxicação do corpo.

– Sua genética é muito determinante na capacidade de seu corpo desintoxicar.

– Existem variações genéticas desfavoráveis dos genes responsáveis pela síntese de glutationa e outras e enzimas envolvidas nas vias de desintoxicação do fígado.

– Você pode descobrir sua genética via exames genéticos.

– Se você possui homozigose GSTM1, isso aumenta seu risco de várias patologias, incluindo certos tipos de câncer, associadas ao excesso de toxidade acumulada no seu corpo.

– Na população brasileira, um estudo identificou em amostras de centenas de pessoas do Rio de Janeiro e Brasília uma taxa de 46 e 49% respectivamente do fenótipo de alelo nulo da GSTM1

– Este polimorfismos genético, assim como o chamado NTHFR, afetam os níveis de glutationa responsável pela desintoxicação.

– Se você tem esses polimorfismos, provavelmente é mais importante que você seja mais cauteloso e preventivo, consumindo glutationa extra e seguindo melhor o protocolo.

– O laboratório disponível no Brasil e provavelmente o mais famoso no momento no mundo é o DNA fit.

– Muita gente possuí um sistema de desintoxicação sobrecarregado, seja por variações genéticas ou pelo excesso de toxina.

– Evite toxinas na forma de açúcar, anti-nutrientes dos grãos, químicos de produtos de limpeza domésticos, produtos de beleza com xenobióticos, disruptores hormonais, derivados de petróleo e pesticidas despejados nos grãos e certos alimentos.

– Alimentos e suplementos podem ajudar seu fígado, rins e trato gastrointestinal a desintoxicar

Chlorella

– Os quelantes da chlorella são ótimos para eliminar certas toxinas e metais pesados do corpo, principalmente arsênico e mercúrio pelas fezes.

L-methylfolato ou 5-methylfolato (5-MTHF)

– Esta é a forma biologicamente ativa do ácido fólico que garante a sua biodisponibilidade

– Esta é uma vitamina essencial para o organismo que auxilia suas células a eliminarem toxinas nocivas como produtos químicos e metais pesados e ajuda a preservar a funcionalidade das suas células.

– O ácido fólico auxilia o corpo a renovar as células, inclusive produzindo e preservando novas células, enquanto previne danos e alterações no DNA que levam ao envelhecimento e câncer.

Metilsulfonilmetano

– O MSM é um solvente orgânico de enxofre, sendo um componente importante de enzimas, colágeno, proteínas, queratina e hormônios.

– MSM é um suplemento importante na desintoxicação e está envolvido em centenas de processos biológicos da desintoxicação e do metabolismo, sendo difícil de ser obtido apenas pela dieta.

Ácido alfa lipóico

– O ácido alfa lipóico é um antioxidante poderoso no combate dos radicais livres, pois ele é capaz de equilibrar o redox status, processo essencial para a homeostase celular, que elimina espécies reativas de oxigênio (ERO) e nitrogênio, os chamados radicais livres.

– Ele interage com outros antioxidantes incluindo vitamina C, E e glutationa.

N-acetil cisteína (NAC)

– N-acetil cisteína confere diversos benefícios para a saúde, sendo importante na reposição do antioxidante mais poderoso do corpo, a glutationa.

Cardo de leite ou cardo Mariano (Milk Thistle)

– Fortalece as células hepáticas e elimina toxinas

Complexo B (vitaminas B):

– A maioria dos multivitamínicos de complexo B que são vendidos no Brasil possuem quantidades inferiores de algumas das mais importantes vitaminas.

– Mais de metade da população mundial possui uma ou mais mutações dos genes metilenotetrahidrofolato (MTHFR), o que reduz a capacidade do corpo de sintetizar a forma ativa de vitamina B12 e B9.

– Marcas boas são Dr. Mercola, Life extension eThorne (é mais fácil comprar pelo iherb)

Zinco e selênio

– Estes minerais essenciais são os mais importantes no processo de desintoxicação e ajudam na desintoxicação de diversos metais pesados como arsênico, cádmio e mercúrio.

– Eu tomo 25 a 40g por dia de zinco com 1g de cobre

– 2 ou 3 castanhas do Pará para selênio

Outros suplementos e práticas poderosas para desintoxicar

-Ácido málico você pode colocar no seu suco verde, assim com salsão ou aipo.

– Colágeno

– Sauna

– Suplemento de broto de brócolis (a semente do broto)

– Enema de café ou mesmo de água.

 

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Primal Brasil

O melhor horário para consumir carboidratos

Por: Caio Fleury

 

No episódio de hoje, falei sobre um assunto muito requisitado entre os leitores do blog e ouvintes do youtube, o melhor horário para consumir carboidratos, quais carboidratos consumir e em quais quantidades. O vídeo ficou muito didático.

Eu explique tudo em mais detalhes, qual a faixa de carboidratos almejar se você pratica musculação, se faz exercícios aeróbicos ou se você for sedentário mesmo (o que não deveria acontecer!)

Resumidamente: até 50g por dia para perda de peso acelerada ou em caso de sedentarismo, 50 a 100g por dia para treinos e corridas decentes e talvez 100-150g nos dias de treinos mais pesados.

Falei sobre este e outros contextos diferentes e as respectivas vertentes da dieta low-carb e cetogênica para atender aos seus requisitos específicos, seja perda de peso ou melhora dos marcadores de saúde.

No final, falei um pouco sobre a minha rotina atual, os horários em que faço jejum, o horário que estou tomando meu café da manhã (spoiler – 10h as 10:30h), quais os alimentos e macronutrientes que consumo no jantar e todos os ingredientes que coloco no meu shake matinal.

Falei sobre o que você pode fazer antes de quebrar o jejum para otimizar seus benefícios. Enfim, passei vários detalhes da minha rotina de exercícios, horários de sauna, os horários que treino ou que apenas caminho ou subo escadas, quais exercícios faço e em quais dias da semana.

Então aproveite até o final e espero ter ajudado e esclarecido as dúvidas de muitas pessoas.

Recursos:

Medidor de glicose freestyle libre – comprar neste link: Comprar medidor de glicose contínuo

Procurar academia com saunas no google maps

Só comer carboidratos depois de fazer exercícios.

Treinar em jejum (amplifica os benefícios do jejum)

 

Suplementos para consumir junto com os carboidratos de noite:

Berberina

Vinagre de maça

Metformina

Gengibre

Canela

Cúrcuma com pimenta do reino

Primal Brasil

Matadora silenciosa | Artigo

A pressão alta não causa sintomas, o que justifica sua fama de “matadora silenciosa”, mas pode trazer sérios danos à saúde, como infarto e AVC.

 

Todo mundo tem alguém com pressão alta na família.

É uma epidemia. Não poupa ricos, pobres, velhos, moços, magros, gordos, negros ou brancos. Como em qualquer outra, sofre mais quem não têm dinheiro nem acesso à assistência médica de qualidade.

Veja também: Animação sobre pressão alta

A doença é tão prevalente, que já perdemos o respeito por ela. Encontro o amigo, pergunto pela mãe, ele responde: “Está ótima, aquele jeitinho dela, pressão alta, meio chata de controlar…”.

Sinto vontade de dizer: “Sua mãe está mal, eventualmente péssima”. Pressão descontrolada traz complicações graves: infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal crônica e insuficiência cardíaca, entre outras.

O desconhecimento faz menosprezar os riscos, conduta que não poupa os médicos, costumeiramente apegados aos diminutivos quando não querem preocupar seus pacientes: “Sua pressão está um pouquinho alta, vou receitar um remedinho”.

Quem recebe o tal remedinho sem ter noção clara do mal que o aflige, desconsidera a importância do tratamento e do controle sistemático dos níveis pressóricos. As consequências são:

1) Não são todos os dias que os hipertensos lembram de tomar os comprimidos. Quando viajam, esquecem de colocá-los na bagagem. Alguns tomam apenas quando sentem dor de cabeça ou tontura.

2) Abandono do tratamento por conta própria, assim que surgem os primeiros efeitos colaterais, entre os quais a tosse seca associada a uma das classes de drogas e, especialmente, a dificuldade de ereção relacionada com outra. Sem contar aqueles prontos a jogar a culpa de qualquer mal-estar nas costas das medicações.

3) Como ninguém gosta de tomar remédio pelo resto da vida, ao constatar que a pressão caiu para 12 x 8, muitos se consideram curados e param com tudo.

A farmácia é o lugar ideal para fazer esses controles, pela simples razão de que é lá que as pessoas compram os anti-hipertensivos todos os meses.

Para agravar, existe a crença generalizada de que pressão alta provoca dores de cabeça, dor na nunca, pontos brilhantes na visão, tonturas e outros achaques. Quem não sente nada, não vê razão para se tratar. A fama de matadora silenciosa fica restrita ao ambiente médico.

Baseados em aproximações estatísticas, foi criada a regra empírica dos 50%. Segundo ela, 50% dos hipertensos ignoram sua condição. Dos que receberam o diagnóstico, apenas 50% começam a tomar medicamentos. Desses, 50% não aderem a eles ou o fazem com irregularidade. Como a matemática nos ensina que 50% de 50% de 50% são 12,5%, concluímos que apenas a minoria segue o tratamento com disciplina.

Entre estes, no entanto, muitos não conseguirão manter a pressão controlada, porque as drogas prescritas podem ser ineficientes ou perder a eficácia com o tempo.

Esse é o cenário responsável pelas complicações cardiovasculares e renais que superlotam as unidades de pronto atendimento e os serviços de cardiologia, neurologia e nefrologia, drenando recursos do SUS e dos planos de saúde.

Nós, médicos, imaginamos que os hipertensos tomarão a medicação prescrita e farão medições periódicas da pressão para nos mostrar na consulta seguinte. De ilusão também se vive. Meses mais tarde, eles retornam – quando retornam – com informações tão imprecisas que acabamos sem dados para avaliar o resultado do tratamento.

Não somos nós, os profissionais indicados para acompanhar a evolução dos hipertensos. As enfermeiras fazem esse trabalho com muito mais competência. Com um aparelho em casa e acesso ao WhatsApp, o paciente pode enviar a elas os controles semanais.

Tem cabimento uma pessoa hipertensa não ter o aparelho e passar semanas sem uma medição sequer? Os aparelhos estão cada vez mais baratos, o SUS tem condição de entregá-los aos mais pobres.

As farmácias espalhadas pelos quatro cantos do Brasil, são obrigadas a manter em suas dependências um farmacêutico diplomado. Muitas vezes, um profissional que passou quatro anos na universidade acaba relegado a formalidades burocráticas, quando poderia orientar os pacientes para anotar os valores da pressão, ensiná-los a usar o aparelho, aconselhá-los a aderir à medicação e a voltar ao médico, quando houvesse picos hipertensivos. A farmácia é o lugar ideal para fazer esses controles, pela simples razão de que é lá que as pessoas compram os anti-hipertensivos todos os meses.

Nós, médicos, deveríamos deixar de lado o corporativismo antiquado, praga que infesta nossa profissão, e entregar para outros profissionais o trabalho que não temos condição de realizar ou que fazemos mal feito.

 

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Drauzio Varella

Mais de 40% dos idosos no Brasil não têm nenhum dente

Saúde bucal da população brasileira é extremamente desigual. Enquanto ricos já não têm mais cáries, pobres ainda perdem os dentes precocemente.

 

A saúde bucal dos brasileiros já foi pior, mas ainda estamos longe dos índices considerados desejáveis pelas principais organizações internacionais de saúde, principalmente entre adultos e idosos. Afinal, mais de 40% da população acima de 60 anos já perderam todos os dentes, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNA) feita pelo IBGE em 2013, a pedido do Ministério da Saúde.

Apesar de dizer respeito à saúde de todos os brasileiros, a odontologia muitas vezes não é tratada pelo meio médico nem pelos que elaboram políticas como uma área de interesse da saúde pública. Mesmo trabalhando com jornalismo de saúde há anos e conhecendo as dificuldades que as pessoas têm para acessar serviços que contem com dentistas, confesso que, ao pesquisar para realizar esta matéria, me surpreendi com a dimensão dos problemas de saúde bucal do país.

Veja também: Ouça nosso podcast “Por que dói?” sobre dor de dente

A última Pesquisa Nacional de Saúde Bucal foi feita em 2010 e traz dados que ilustram bem nossa desigualdade socioeconômica, que implica em uma diferença enorme d acesso a serviços de saúde. O levantamento, feito com 37.519 pessoas de todas as regiões do país, mostrou que as populações do Sul e do Sudeste apresentam saúde bucal bem melhor que a dos moradores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste em relação à prevalência de cárie, uso de prótese dentária, condição periodontal (gengivas), entre outros.

Crianças, adolescentes, adultos e idosos das áreas mais pobres do Brasil passam por problemas e situações que os mais ricos deixaram de vivenciar há décadas.

 

Prótese dentária

 

Arrancar todos os dentes é a solução apresentada para muitas pessoas que poderiam ter tido acompanhamento odontológico adequado que evitasse esse desfecho. Como aconteceu com Antônio,* de 68 anos, morador do interior do Ceará que perdeu os últimos dentes que lhe restavam antes dos 55 anos. “A primeira vez que fui ao dentista eu já era adulto, tinha me mudado para São Paulo e já tinha perdido vários dentes, porque onde eu morava não tinha dentista. A solução que a gente tinha para um dente que ficava podre e doía era arrancar”, conta o ajudante de pedreiro.

Segundo a pesquisa do IBGE, 11% dos brasileiros, quase 16 milhões de pessoas, não têm nenhum dente. Já a Pesquisa de Saúde Bucal encontrou 15,4% dos entrevistados com próteses dentárias nos dois maxilares. A diferença entre as regiões brasileiras é enorme: enquanto na região Sul 6,9% dos avaliados não tinham nenhum dente, no Norte esse índice chegou a 17,6%.

O professor dr. Antônio Carlos Frias, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FAOUSP), destaca também a diferença entre as faixas etárias. “Políticas públicas demoram um tempo para alcançar resultados visíveis. Embora tenha havido melhora nos índices de saúde bucal nos últimos anos, eles ainda não são observáveis entre os mais velhos, que não tiveram acesso a serviços odontológicos na infância e na juventude, o que justificaria o alto número de pessoas com mais de 60 anos com próteses totais.”

 

Dor de dente e desigualdade social

 

A desigualdade social refletida nos dentes dos brasileiros chamou a atenção da antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora de desenvolvimento internacional da University of Bath, na Inglaterra. Há cerca de dez anos, enquanto fazia uma pesquisa sobre consumo na periferia de Porto Alegre (RS), Rosana observou a enorme quantidade de pessoas com dor de dente. “As pessoas das classes populares estão sempre com dor de dente. Elas vivem em sofrimento e quase ninguém fala disso. Dor de dente é um drama e um tabu entre os brasileiros”, conta.

A incidência de cárie dentária vem diminuindo e hoje o número de pessoas com o problema é cerca de 1/3 menor que no início dos anos 90. Mesmo assim, apenas 46,6% das crianças de 5 anos e 0,9% dos adultos de 35 a 44 anos não têm cárie, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal.

Uma das perguntas da pesquisa foi: “você teve dor de dente nos 6 meses anteriores à entrevista?”. Os números impressionam, principalmente se considerarmos que a dor de dente é uma dor incapacitante: quase 25% das crianças de 12 anos relataram terem sentido dor de dente no período mencionado, a maioria por cárie. Esse número sobe para 75,2% entre a população de 35 a 44 anos.

Dentistas que atendem as populações A e B em consultórios privados costumam dizer que quase não tratam mais cáries. Muitos se concentram em tratar problemas ortodônticos e estéticos. É comum vermos crianças de aparelho e de sorriso perfeito nas salas de aula das escolas particulares. Nas populações mais carentes, porém, a cárie ainda é um problema comum. De acordo com o dr. Frias, o problema tem influência de alguns fatores culturais, como o fato de muitos pais acharem que dentes de leite não requerem escovação porque não são definitivos, ou por simplesmente não terem o hábito de escovar os dentes. Essa população também consome mais açúcar e refrigerantes, o que aumenta o risco de desenvolver cárie.

A falta de acesso a água fluroetada (que ajudou muito a reduzir a prevalência de cáries no país) e a serviços de saúde que auxiliem na prevenção e tratamento de problemas bucais são fatores agravantes.

Sem tratamento adequado, as pessoas fazem qualquer coisa para se livrar da dor. Rosana conta que ouviu inúmeros relatos: “As pessoas viram seus pais e avós sentindo dor e aprendem a lidar com a dor . Lidar com a dor vira um saber quase tradicional. Elas usam diversos recursos, como colocar álcool, perfume e arrancar os dentes das maneiras mais terríveis.”

 

Média de dentes cariados dos brasileiros de acordo com a idade.

Pesquisa Nacional de Saúde Bucal 2010.

 

Brasil Sorridente e má distribuição de profissionais

 

O Brasil Sorridente é uma política do governo federal com o objetivo de ampliar o atendimento e melhorar as condições de saúde bucal da população brasileira. Implementada em  2004 pelo então governo Lula, seu intuito é organizar o sistema de atendimento odontológico no país. Essa foi a primeira política nacional de saúde bucal da história do Brasil. “O programa ajudou a instaurar um sistema de saúde no país inteiro, com serviços que cobrem 40% da população, incluindo 33 centros que atendem a população indígena”, relata o dr. Frias.

No entanto, ainda enfrentamos uma das maiores dificuldades para de fato fornecer acesso a atendimento odontológico de qualidade: a má distribuição geográfica de profissionais. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) afirma que em 2018 o país contava com 578.306 dentistas, mas 59% se localizavam na região Sudeste (que tem 38% da população do país). Para deixar mais clara a diferença de concentração de profissionais, havia 147.209 dentistas em São Paulo em 2018, enquanto o Piauí tinha 6.612 profissionais e o Acre, 2.073, de acordo com o CFO. “Uma boa saída seria inserir profissionais de odontologia nas equipes de estratégia de saúde da família, que já contam com estrutura de atendimento. Criar programas de contratos provisórios para que os profissionais mudem para o interior também pode ser uma alternativa”, explica o dr. Frias.

A educação básica também é apontada pelo professor como aliada fundamental para a prevenção de problemas bucais. A população precisa ter acesso serviços odontológicos de qualidade, mas uma educação voltada para cuidados de higiene e alimentação adequadas pode contribuir para reduzir os índices de cáries.

Houve avanços nas políticas públicas de acesso aos tratamentos odontológicos, que também evoluíram muito nas últimas décadas. No entanto, ainda permitimos que milhões de brasileiros sofram de dor e percam os dentes devido a problemas bucais que, na maioria das vezes, poderiam ser atenuados ou evitados com políticas de prevenção e atendimento qualificado a que os mais ricos têm acesso. Não é exagero afirmar, portanto, que podemos medir a dimensão da desigualdade social brasileira pela boca da população.

 

* O entrevistado não quis revelar seu nome verdadeiro.

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