Cientistas apostam em células-tronco em pesquisa para curar cegueira

BBC

Cirurgiões em Londres implantam ‘remendo’ de células oculares em olho de paciente com degeneração macular, principal causa de perda de visão em países desenvolvidos

Cirurgiões em Londres realizaram uma operação pioneira para testar um novo tratamento de um tipo de cegueira usando células-tronco. A “cobaia” foi uma mulher de 60 anos, portadora de degeneração macular, uma doença ocular degenerativa, em procedimento realizado no Moorfields Eye Hospital. A doença é a principal causa de perda de visão em países desenvolvidos.

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

Foto: BBC

No Brasil, cerca de 2,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos têm a doença, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 

A técnica envolve o uso de uma espécie de “remendo”, feito com células oculares provenientes de doações, implantado na parte posterior da retina. 

A cirurgia faz parte de um projeto criado há uma década para tentar reverter a perda de visão em pacientes com degeneração macular. Dez pacientes com o tipo “úmido” da doença, considerado o mais grave, participarão dos testes. Todos eles têm expectativa de sofrer perda súbita de visão por conta de defeitos nos vasos sanguíneos localizados nos olhos.

Luz azul dos celulares e tablets pode causar degeneração na retina

Qualquer forma de cortisona pode causar glaucoma, alertam oftalmologistas

Modelo atacada com ácido recupera visão com células-tronco

Após a cirurgia, os pacientes serão monitorados por um ano para que se cheque se o tratamento é seguro e se houve melhora de visão.

A mulher que se submeteu à cirurgia não quis ser identificada. Segundo o coordenador do projeto, o médico Peter Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, o remendo de células parece estável.

“Não poderemos saber antes do Natal se a visão está boa e por quanto tempo pode ser mantida”, explicou Coffey.

As células usadas na terapia são do epitélio pigmentar da retina (EPR), uma camada celular responsável pela “manutenção” dos fotorreceptores na mácula, o ponto do olho em que enxergamos com maior clareza e definição. Em casos de degeneração macular, as células EPR morrem e pacientes perdem sua visão central, que fica distorcida e borrada.

“Este é um projeto verdadeiramente regenerativo. No passado, era impossível substituir células perdidas. Se conseguirmos fazer com que as células implantadas funcionem, isso seria de imenso benefício para pessoas ameaçadas de cegueira”, explica Lyndon Da Cruz, do Moorfields Eye Hospital, e que conduziu a cirurgia inicial.

‘Viável’

A equipe trabalhando em Moorfields recebe apoio financeiro da empresa farmacêutica Pfizer.

Não é a primeira vez que cientistas usaram células-tronco em tratamentos de cegueira. Em 2012, pacientes com a doença de Stargardt, que também é marcada pela degeneração da visão, foram injetadas com embriões em experimentos nos EUA e na Grã-Bretanha, que também envolveram uma equipe de Moorfields.

O hospital londrino também tem um programa em que 40 pacientes com degeneração macular receberam tratamento com células tiradas dos próprios olhos.

“Vimos alguns casos impressionantes de recuperação, com algumas pessoas conseguindo voltar a ler e a dirigir. E essa recuperação tem sido sustentada por anos”, explica Da Cruz.

O médico, no entanto, ressalta que o uso de células dos próprios pacientes é complexo e traz riscos, o que explica o fato de o novo estudo usar as células-tronco, que podem produzir um suprimento ilimitado de células.

Estudos em animais mostraram, segundo Da Cruz, que o uso dos “remendos” é viável. Mas até que conheçam os primeiros resultados dos testes em humanos, seu funcionamento em humanos permanece uma incógnita.

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Por que ficamos doentes

Por Chirs Kresser

Se você tiver um dos muitos problemas crônicos de saúde dos quais as pessoas sofrem hoje em dia, tais como IBS, fibromialgia, fadiga crônica, doenças autoimunes, você provavelmente receberá uma droga para gerenciar seus sintomas e não muito mais. A chave para o tratamento com sucesso destas condições, no entanto, está em tratar a causa subjacente. Esta é a promessa da medicina funcional e evolutiva.

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Estamos no meio da mais grave epidemia humana de doenças crônicas que já enfrentamos. Metade dos adultos americanos têm uma ou mais condições crônicas de saúde, e 25 por cento têm duas ou mais destas doenças. 7 das 10 principais causas de morte em 2010 foram doenças crônicas, e duas delas, as doenças de coração e câncer juntas, foram responsáveis ​​por quase metade de todas as mortes. (2)

Embora alguns destes problemas (como doenças cardíacas) sejam razoavelmente bem entendidos pela medicina convencional, outros são mais misteriosos. Condições como a síndrome do intestino Irritável (SII), fadiga crônica, fibromialgia e doenças autoimunes, em conjunto, afetam centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, mas na maioria dos casos os pacientes são informados de que as causas de suas condições são desconhecidas e simplesmente prescrevem drogas para gerir os sintomas.

Mas é realmente verdade que nós não sabemos o que causa as doenças crônicas? Certamente existem elementos relativos a cada doença específica que nós ainda não entendemos. Mas eu diria que nós, de fato, temos uma compreensão sólida sobre os fatores mais importantes que contribuem para praticamente todas as doenças crônicas. Isso significa que atualmente podemos impedir e até mesmo reverter muitas dessas condições.

O Modelo Funcional de Sistemas de Medicina

 

Como muitos de vocês sabem, eu vou lançar um programa de treinamento de medicina funcional para os clínicos ainda neste ano. Na preparação para esse programa, eu criei uma “teoria unificada” do que causa a doença que eu chamo de Modelo Funcional de Sistemas de Medicina. Eu gostaria de compartilhar isso com vocês aqui e usá-lo como um trampolim para a nossa discussão.

círculo

Como o diagrama mostra, a interação entre o genoma, epigenoma, e exposome de um indivíduo está no cerne do que determina a nossa saúde.

O genoma é o nosso conjunto completo de DNA, contendo todas as informações necessárias para construir e manter o organismo humano.

 O epigenoma é composto de produtos químicos que modificam o genoma de uma forma que lhe diz o que fazer, onde fazer e quando fazer. Estas modificações não alteram os genes subjacentes, mas eles podem ser transmitidos às gerações futuras.

O exposome representa a soma total de todas as exposições não genéticas que um indivíduo experimenta desde o momento da sua concepção até o final de sua vida. Ele inclui os alimentos que ingerimos, a água que bebemos, o ar que respiramos, os produtos químicos que estamos expostos, as conexões sociais que temos, e o ambiente em que vivemos.

Você sabia que 8 causas subjacentes são a raiz da maioria das doenças crônicas?

 

Para usar uma analogia, o genoma é como um piano; o epigenoma é como a partitura; e o exposome é o que determina a forma como a música é escrita e executada. A qualidade do piano certamente irá afetar o som que produz. Mas o melhor piano do mundo ainda vai soar terrível se a música e performance forem terríveis. Da mesma forma, um pianista virtuoso pode executar uma peça de Mozart, mas não vai produzir o seu melhor tocando um piano de má qualidade.

Da mesma forma, a genética desempenha um papel importante na saúde e na doença humana. No entanto, agora sabemos que o exposome (e sua influência sobre o epigenoma) é muito mais significativa na maioria dos casos. Na verdade, é responsável por mais de 90% das doenças humanas. É por isso que o exposome está no cerne do Modelo Funcional de Sistemas de Medicina e deve sempre ser o primeiro a ser tratado independentemente da queixa do paciente.

A dieta, o estilo de vida e o ambiente moderno afetam a expressão dos nossos genes e levam a patologias, que por  vezes causam a doença e os sintomas dos pacientes.

Mas quais são essas patologias?

As 8 patologias centrais que fundamentam todas as doenças crônicas

Eu acredito que praticamente todas as doenças e sintomas que experimentamos são causadas por uma ou mais das seguintes 8 patologias principais:

  1. Disfunção intestinal. Inclui supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO), infecções (por exemplo, parasitas, bactérias patogênicas, vírus), baixa acidez estomacal, bile e produção de enzimas, a permeabilidade intestinal, e intolerâncias alimentares.
  1. Desequilíbrio de nutrientes. Inclui deficiências de nutrientes como vitamina B12, ferro, folato, magnésio, zinco, EPA / DHA e vitaminas lipossolúveis (mais comuns), e excesso de nutrientes como o ferro (menos comum).
  1. Desequilíbrio do eixo HPA. O eixo pituitário adrenal regula a comunicação entre o hipotálamo, glândula pituitária e suprarrenais e equilíbrio da produção de hormônios associados com essas glândulas (por exemplo, DHEA, cortisol)
  1. Carga tóxica. Inclui exposição a produtos químicos (por exemplo, BPA, fitatos, etc.), metais pesados ​ (por exemplo, mercúrio, arsênico), biotoxinas (por exemplo, o mofo/micotoxinas), ou capacidade de desintoxicação prejudicada devido a deficiência de nutrientes, problemas gastrointestinais ou outras causas.
  1. As infecções crônicas. Inclui infecções por organismos transmitidas por carraças (por exemplo, Borrelia, Babesia, Bartonella, Erlichia), bactérias intracelulares (por exemplo Mycoplamsa, Chlamydophila), vírus (por exemplo, HHV-6, HPV), e bactérias dentárias.
  1. Desequilíbrio hormonal. Inclui hormônios associados ao metabolismo (por exemplo, insulina, leptina), tireoide e gônadas (por exemplo, o estrogênio, progesterona, testosterona).
  1. Desregulação imunitária. Inclui a autoimunidade, a função imune cronicamente reprimida, inflamação sistêmica.
  1. Disfunção celular. Metilação, produção de energia e função mitocondrial prejudicada, e dano oxidativo.

Estas patologias (e as interações exposome-genome-epigenoma que levam a elas) estão na raiz de tudo, desde a obesidade, passando pela a tireoidite de Hashimoto, a asma, a distúrbios do autismo, à depressão. O entendimento de que as mesmas 8 patologias subjacentes das principais doenças crônicas mais modernas tem profundas implicações em como devemos abordar estas condições.

Na medicina convencional, o foco é muitas vezes sobre as doenças e os sintomas; ele funciona “de fora para dentro”. Por exemplo, digamos que você vai ao médico para o exame anual e seus exames de sangue revelam que você tem “colesterol alto”. O resultado mais provável nesta situação é que você vai ser prescrito uma estatina e em alguns casos ouvir que deve se exercitar mais e comer melhor. Raramente há qualquer investigação séria sobre o que causou o colesterol elevado em primeiro lugar.

Na medicina funcional, no entanto, nós trabalhamos “de dentro para fora”. Nós prestamos menos atenção aos sintomas e mais atenção à patologia que produz esses sintomas. Colesterol elevado é um sintoma, não uma patologia. As patologias que podem levar a níveis elevados de colesterol incluem má função da tireoide, a permeabilidade intestinal, microbioma do intestino prejudicado, infecções virais ou bacterianas crônicas, insulina e resistência à leptina e desequilíbrios de nutrientes, para citar alguns. Se eu encontrar o colesterol elevado em um paciente, vamos examinar todas essas possíveis patologias, e, claro, também vamos olhar para como a genética do indivíduo, dieta, estilo de vida e outros fatores relacionados ao exposome podem estar contribuindo para eles. Uma vez que todas as patologias centrais foram identificadas, os níveis de colesterol geralmente se normalizam por conta própria.

Se a queixa principal do paciente é de infertilidade, fadiga, sinusite, ou problemas de pele, vou concentrar-me nessas 8 patologias centrais porque eu sei (tanto por experiência clínica e por pesquisa) que elas são as causas mais prováveis ​​subjacentes de sua condição. Na minha prática, a maioria dos meus pacientes estão lidando não apenas com uma dessas patologias, mas várias.

Como você pode ver, esta é uma abordagem fundamentalmente diferente do que geralmente é feito no estabelecimento convencional. A desvantagem é que ela requer muito mais exames e investigação preliminar, o que pode ser caro e demorado. O lado bom, que sobrepõe qualquer uma das desvantagens, é que se torna possível não apenas evitar, mas até mesmo reverter muitas doenças crônicas sem a necessidade de tomar medicação para o resto de sua vida.

Infelizmente, a abordagem de medicina funcional ainda não foi abraçada dentro do modelo de cuidados de saúde convencional. Mas eu acredito que isso está mudando. A prestigiada Cleveland Clinic acaba de lançar um Centro de Medicina Funcional, dirigida pelo médico funcional pioneiro Dr. Mark Hyman. Este é um grande passo para a aceitação em massa da medicina funcional e a pesquisa que o centro está engajado quase certamente irá levar ao reconhecimento maior. 

Eu acho que as companhias de seguros de saúde também vão ver os benefícios da medicina funcional. Eles vão reconhecer que gastar um pouco mais dinheiro na frente em diagnosticar corretamente e tratar a raiz do problema levará a uma enorme economia no futuro próximo e distante.

Essas mudanças não vão acontecer durante a noite e ainda temos muito trabalho a fazer. Mas a maré realmente está começando a virar!

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Primal Brasil

Doenças do coração matam mais que o câncer no Brasil

O Dia

Para evitar problemas cardíacos, especialistas sugerem controlar o peso e a alimentação e fazer atividades físicas

No Brasil, uma pessoa morre a cada dois minutos por conta de doenças do coração. São 350 mil mortes a cada ano, causadas pelos três maiores problemas cardiovasculares — infarto, AVC e insuficiência cardíaca —, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Em todo mundo, são 17,5 milhões por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (SMS), que pretende reduzir em 25% a mortalidade cardíaca até 2025. “O problema é que no mundo inteiro o coração está matando mais do que o câncer”, diz Carlos Magalhães, diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.

Campanha nas redes sociais estimula atividades físicas contra o sedentarismo

Campanha nas redes sociais estimula atividades físicas contra o sedentarismo

Foto: Thinkstock/Getty Images

Os riscos são maiores para quem tem casos de problemas cardíacos na família: parentes de primeiro grau têm 50% de chances de também ter problemas cardiovasculares. Mas muito além dos fatores genéticos, os hábitos de vida influenciam enormemente para o problema. Para especialistas, a maioria das mortes prematuras poderia ser evitada com diagnóstico precoce, tratamentos específicos e a adoção de um estilo de vida mais saudável. Esta receita pode ajudar a eliminar fatores de risco como obesidade, sedentarismo, fumo, colesterol elevado e hipertensão.

“Por conta da vida corrida, as pessoas possuem cada vez menos tempo para cuidarem da saúde. Além disso, fatores como tabagismo e principalmente uma alimentação não balanceada aumentam o risco de a pessoa ter um problema cardíaco”, afirma o cardiologista Raul dos Santos, diretor da Unidade Clínica de Lípides do InCor – HC-FMUSP.

Dia Mundial do Coração: você sabe cuidar do seu? Saiba como evitar doenças

Sete hábitos simples para um coração saudável

No Brasil, para ajudar as pessoas a mudar seus hábitos, a SBC encampou a campanha da World Heart Federation e lança hoje, Dia Mundial do Coração, um concurso de selfies nas mídias sociais, para as pessoas postem fotos fazendo alguma atividade saudável, usando a hashtag #cuidedeseucoracao. Vale selfie da preparação de um prato mais leve, de jogo de futebol, de corrida, de treino na academia, da família fazendo ginástica ou até mesmo uma caminhada com o cachorro.

A cardiologista Flavia Cunacia D’Eva, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, chama a atenção para o excesso de gordura abdominal que, junto com o aumento dos níveis de ácido úrico, triglicerídeos, glicemia e pressão arterial, acarreta maior chance de problemas cardíacos futuros. “Se possível, pratique exercícios físicos todos os dias, em torno de 40 minutos. Pode ser caminhada, ciclismo, corrida, natação ou dança”, afirma. Também é importante procurar um médico pelo menos uma vez ao ano e fazer exames de colesterol e glicemia e checar a pressão arterial. “A hipertensão é silenciosa e acomete pelo menos 25% dos brasileiros adultos, chegando a mais de 50% após os 60 anos, causando infarto, AVC e problemas renais.

Estilo de vida é fundamental

A dona de casa Maria Lucia Justo, de 50 anos, tem histórico de doenças cardíacas na família. O pai e a mãe morreram após infarto e outros problemas do coração. Desde mais jovem, ela tem colesterol alto e nunca cuidou da saúde devido à rotina corrida de trabalho. Há cerca de seis meses, Maria se aposentou e resolveu mudar totalmente de vida. Caminha entre quatro e cinco vezes por semana, faz alongamento e abdominais. Passou a se alimentar melhor, tomando mais água, substituindo doces por gelatinas e frituras por alimentos assados ou cozidos. Com isso, já emagreceu sete quilos.

Veja também quais são os oito vilões do coração:

1) Genética: boa parte das doenças têm fundo genético. Problemas cardíacos também não fogem à regra. Em alguns casos, há predisposição maior de ter problemas

1) Genética: boa parte das doenças têm fundo genético. Problemas cardíacos também não fogem à regra. Em alguns casos, há predisposição maior de ter problemas

Foto: Getty Images

2) Diabetes - doença contribui para o depósito de gorduras nos vasos, que pode resultar em infarto futuro

2) Diabetes – doença contribui para o depósito de gorduras nos vasos, que pode resultar em infarto futuro

Foto: Thinkstock

3) Hipertensão arterial: a pressão alta, ao longo do tempo, exige do coração um esforço maior para bombear o sangue, que resulta em insuficiência cardíaca

3) Hipertensão arterial: a pressão alta, ao longo do tempo, exige do coração um esforço maior para bombear o sangue, que resulta em insuficiência cardíaca

Foto: Thinkstock/Getty Images

4) Tabagismo: fumar faz mal e é a principal causa de mortes por condições evitáveis no mundo todo. Cerca de 20% delas são causas cardíacas

4) Tabagismo: fumar faz mal e é a principal causa de mortes por condições evitáveis no mundo todo. Cerca de 20% delas são causas cardíacas

Foto: Getty Images

5) Colesterol alto: o excesso de gorduras ruins circulando no corpo começa a obstruir artérias que, a longo prazo, resulta em um infarto

5) Colesterol alto: o excesso de gorduras ruins circulando no corpo começa a obstruir artérias que, a longo prazo, resulta em um infarto

Foto: Thinkstock/Getty Images

6) Estresse: sabe-se que a liberação constante de adrenalina e cortisol, hormônios do estresse, lesa órgãos ao longo dos anos. Desestressar-se é fundamental

6) Estresse: sabe-se que a liberação constante de adrenalina e cortisol, hormônios do estresse, lesa órgãos ao longo dos anos. Desestressar-se é fundamental

Foto: Getty Images

7) Má-alimentação: comer muito sal, gorduras e frituras não faz nada bem para o coração. Prefira consumir mais frutas, legumes, verduras e grãos.

7) Má-alimentação: comer muito sal, gorduras e frituras não faz nada bem para o coração. Prefira consumir mais frutas, legumes, verduras e grãos.

Foto: Getty Images

8) Sedentarismo: não praticar atividade física só faz mal. Planeje-se para começar uma atividade, mas antes consulte um médico para uma avaliação

8) Sedentarismo: não praticar atividade física só faz mal. Planeje-se para começar uma atividade, mas antes consulte um médico para uma avaliação

Foto: Thinkstock

Para manter um coração saudável, especialistas recomendam uma alimentação mais equilibrada em nutrientes, sem frituras e com menos alimentos industrializados, mais frutas e legumes e menos sal, além de reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e eliminar o tabagismo. Dietas ricas em fibras, com baixas quantidades de sódio e gorduras saturadas, também são indicadas.

Álcool na medida ajuda a prevenir

Pesquisas científicas realizadas nos últimos 30 anos mostram qu eo álcool pode trazer tanto malefícios como benefícios para o sistema cardiovascular, dependendo da frequência e quantidade ingerida. De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), estudos indicam que o consumo de até duas doses diárias de álcool (duas latas de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado) pode ajudar a reduzir os riscos de doenças do coração.

No entanto, alerta o Cisa, especialistas não recomendam o consumo de álcool na prevenção primária, “apenas permitem o paciente que já tem esse hábito, em situações pontuais, manter o seu consumo, devido aos outros riscos envolvidos”.

Leia esta e mais notícias no site do jornal O Dia.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Princípio ativo traz esperança para pacientes com HF

No Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que ocorreu entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro de 2015 em Londres, Inglaterra, uma novidade chamou a atenção da maioria dos médicos presentes. A descoberta de um princípio ativo, chamado evolucumab, que promete ser uma luz no fim do túnel para pacientes com hipercolesterolemia familiar (HF).

A droga não cura a doença, mas pode baixar drasticamente os níveis de colesterol ruim. Enquanto os tratamentos disponíveis, com uso de medicamentos convencionais, como as estatinas, baixam em média 3% do nível de LDL, o colesterol ruim, o evolocumab alcançou resultados 10 vezes maiores.

O medicamento age eliminando a proteína PCSK-9, que impede a destruição de LDL no fígado. Uma vez livres, as células hepáticas conseguem ‘matar’ o LDL e diminuir o nível desse colesterol no organismo. Além disso, ele é uma ótima opção para quem é intolerante às estatinas e sofre muito com seus efeitos colaterais, como dores musculares e cansaço.

Leia aqui sobre hipercolesterolemia familiar
Leia aqui sobre o diagnóstico da HF
Leia aqui sobre a luta para baixar o colesterol ruim

Aprovado nos EUA e na Europa, o pode demorar até 24 meses para ser aprovado pela Anvisa, segundo a indústria farmacêutica. No entanto, mesmo assim ele não será muito acessível — seu custo previsto é de aproximadamente 13 a 14 mil dólares por ano. O que muitos especialistas defendem é que, além da possibilidade de controlar melhor o colesterol e proporcionar mais bem-estar aos pacientes, a nova droga é importantíssima porque traz esperança de tratamento a uma doença negligenciada.

“A recente descoberta do PSCK-9 praticamente obrigou as pessoas a se debruçarem sobre o estudo do colesterol. O que consequentemente aumentou os conhecimentos sobre o problema, trazendo novos horizontes e melhorias no diagnóstico”, afirma Francisco Fonseca, presidente da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

Esses fármacos não vão diminuir a mortalidade por doenças cardiovasculares no país, porque o acesso a eles será muito restrito. Mas podem fazer com que médicos e a população, que precisa do tratamento convencional bem feito, conheçam melhor as implicações da hipercolesterolemia — e isso sim diminui a mortalidade por doenças do coração.

Segundo os médicos,  nem todo mundo precisa tomar o medicamento. Cerca de 80% dos que sofrem de HF poderiam ser beneficiados pelo tratamento já existente, mas muitas vezes ele não é indicado por falta de conhecimento.

Para André Luis Batista Pereira, fundador e diretor da Associação Hipercolesterolemia Familiar, a esperança e a preocupação são grandes. “Eu não vejo a hora de o medicamento chegar ao Brasil. É o nosso porto seguro, é a mão que vai puxar a gente para cima. Vai ser literalmente revolucionário para quem tem a doença e não sabe mais o que faz para baixar o colesterol. Só espero que seja acessível. Não é todo mundo que tem esse dinheiro para pagar a medicação”, afirma.

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Dr. Drauzio Varella

Cisto pilonidal

Cisto pilonidal é uma variante relativamente comum do cisto dermoide. Na grande maioria dos casos, a lesão se desenvolve na região terminal da coluna vertebral (região sacrococcigiana), bem no início do sulco que separa as duas nádegas, alguns centímetros acima do ânus. Embora esse seja o local mais frequente, o cisto pilonidal pode surgir também nas axilas, couro cabeludo e umbigo.

Quanto a sua estrutura, ele é formado por uma bolsa revestida por células epiteliais, que contém pelos, fragmentos de pele, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas em seu interior. O acúmulo desse material gera um processo inflamatório que pode apresentar sinais de infecção e acúmulo de pus, dando origem a um abscesso (abscesso pilonidal). Portanto, a palavra pilonidal, que significa “ninho de pelos”, define bem a doença, que acomete mais os homens jovens entre 15 e 30 anos.

Causas

As causas do cisto pilonidal ainda não foram totalmente definidas. No início, imaginava-se que fosse um problema congênito provocado por dobras de tecidos embrionários que permaneciam na região subcutânea. Pelo menos era isso que acontecia nos outros tipos de cistos dermoides.

Atualmente, o cisto pilonidal é considerado uma doença adquirida que pode recidivar. A teoria mais aceita é que a lesão seja provocada por pelos soltos que, por atrito, pressão ou calor, atravessam a pele e se alojam na camada subcutânea. A presença desse corpo estranho, sem nenhuma ligação com os folículos pilosos (estruturas onde nascem os pelos), gera uma reação inflamatória que promove a formação de cistos.

Outra possibilidade é que alterações hormonais e nas glândulas sebáceas, associadas a certas condições adversas, favorecem a manifestação de foliculite, um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação de um abscesso pilonidal extremamente doloroso.  Em geral, a bactéria responsável pela infecção é o Staphylococcus aureus, um germe que habita normalmente nossa pele.

Resta, ainda, a hipótese de que a origem da inflamação esteja no que chamamos de pelos encravados, fios que se curvam e penetram novamente no folículo piloso onde continuam crescendo, porque não conseguem atravessar as camadas superficiais da pele.

Fatores de risco

Microtraumas de repetição e excesso de pelos mais grossos e encaracolados na região do cóccix, obesidade, sedentarismo, roupas muito justas e falta de higiene são considerados os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cistos pilonidais.

Permanecer muito tempo sentado, por exigência profissional ou durante a prática de esportes (ciclismo e equitação, por exemplo) também contribui para a formação de cistos na região sacrococcígea. Essa agravante chamou atenção depois que o número de casos da doença pilonidal cresceu muito entre os soldados americanos que lutavam na Segunda Guerra Mundial e viajavam horas e horas sentados nos bancos de jipes que trepidavam muito por causa dos terrenos irregulares.

Sintomas

Cistos pequenos sem vestígio de infecção geralmente são assintomáticos, embora apresentem um pequeno orifício, por onde é eliminado um líquido turvo de odor desagradável.

Os sintomas realmente aparecem na fase aguda, quando se forma um nódulo na parte superior do sulco entre as nádegas com sinais típicos de processo inflamatório e infeccioso: dor, rubor, calor, edema e saída de secreção purulenta por um orifício que se abre na pele. À medida que a infecção progride, novos orifícios podem surgir dando origem a fístulas que ajudam a drenar o pus. Dependendo do tamanho do orifício, é possível enxergar os pelos no interior do cisto e retirá-los.

Febre, náuseas e cansaço extremo são outros sintomas possíveis da doença pilonidal.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença pilonidal é clínico. O médico leva em conta a história do paciente, suas queixas e o exame minucioso da região afetada. Não existem testes laboratoriais específicos nem de imagem que ajudem a confirmar o diagnóstico dos cistos e abscessos pilonidais. O hemograma registra, apenas, um aumento na taxa de leucócitos, o que pode acontecer por inúmeras causas diferentes.

Tratamento

O tratamento do cisto pilonidal varia de acordo com a fase da doença. Paciente com cisto sem nenhum sintoma nem sinal de infecção deve permanecer em observação para avaliar a evolução do quadro.

Quando já houve a formação de abscesso, o procedimento indicado é fazer a drenagem da secreção purulenta através de uma pequena incisão na pele. A intervenção é realizada sob anestesia local, sem necessidade de internação hospitalar. Para alguns pacientes, essa técnica pode representar um caminho para a cura. Infelizmente, nos outros, a doença é recorrente.

Como os antibióticos não produzem o efeito desejado nessa fase, a indicação é cirúrgica. A técnica mais utilizada é a ressecção em cunha do cisto, deixando a ferida aberta, sem pontos, para que a cicatrização ocorra naturalmente, de dentro para fora. Esse método conhecido como “cicatrização por segunda intenção” é o mais recomendado para o tratamento de feridas infectadas. Embora o período de recuperação seja mais longo, o risco de recidivas é muito baixo. Também é possível fechar a ferida com pontos, o que encurta o período de recuperação, mas aumenta o risco de novas crises.

No pós-operatório, é preciso redobrar os cuidados com a ferida. O curativo deve ser trocado todos os dias, o local lavado com soro fisiológico e coberto com gaze.

Recomendações

As seguintes medidas podem ajudar você a prevenir a formação de cistos pilonidais e a evitar recidivas:

* Não permaneça muito tempo sentado. Levante e caminhe um pouco a cada uma ou duas horas;

* Procure manter o peso ideal para sua estatura e idade;

* Mantenha a região sempre limpa e livre de umidade ou suor;

* Dê preferência a sabonetes antissépticos ao fazer a higiene do local;

* Depile a região especialmente se seus pelos forem mais espessos e encaracolados;

* Evite vestir roupas íntimas de tecido sintético.

Observação: Embora seja uma complicação bastante rara, formas crônicas e não tratadas de cistos pilonidais infectados aumentam o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas, um dos tipos de câncer de pele.

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Dr. Drauzio Varella

Benefícios da abóbora + receita de chips de abóbora

A abóbora pesa ouro em vitamina A, é rica em vitamina C, complexo B, potássio e fibras. As sementes são fonte de minerais, ácidos gordos essenciais, ferro e cálcio.

A lindeza da abóbora tem aquele efeito que a gente ADORA e que começa A, de vitamina A, sabe?! É Antioxidante, e também anti-inflamatória. Além disso, pode ajudar no controle hormonal dos homens e das mulheres alteradas, ajudar a prevenir a queda de cabelo, e ajudar a deixar a pele como um pêssego…

Como a abóbora também tem muita fibra (como nós, que buscamos uma alimentação mais saudável), ela ajuda a melhorar o trânsito intestinal.

Experimenta estes chips de abóbora que são uma maravilha! Você vai gritar alto de felicidade!

Receita de chips de abóbora

  • Fatie a abóbora kabutiá bem fininha, usando um descascador de legumes ou um mandolim;
  • Leve à frigideira quente, sem óleo nem nada;
  • Tempere com flor de sal, amor e um cadiquim de paciência!

chips-de-abobora

Beijos,
Carol

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Fale com a Nutricionista

Síndrome do Intestino Irritável e suas causas

Por Chris kresser

Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta 15 por cento da população dos EUA e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho (atrás apenas do resfriado comum), mas os tratamentos convencionais são ineficazes porque eles só tratam os sintomas. Descubra o que realmente causa a SII para que você possa começar bem e ficar bem sem medicamentos desnecessários.

intestino

Síndrome do Intestino Irritável (SII) é o distúrbio gastrointestinal funcional mais comum em todo o mundo, com taxas de prevalência variando de 9 a 23 por cento, dependendo da localização. SII afeta cerca de 15 por cento dos norte-americanos e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho. É responsável por 12 por cento das visitas aos prestadores de cuidados de saúde primários e custa cerca de $ 21 bilhões de dólares anualmente em despesas médicas diretas e custos indiretos com a diminuição da produtividade e absentismo.

Os sintomas de SII incluem gases, flatulência, constipação, diarreia e dor abdominal. Eles podem variar de levemente perturbadores a completamente debilitantes.

Mas o que é SII? Em termos médicos, é um “diagnóstico de exclusão.” Isso significa que ele é um rótulo aplicado quando outras condições de doenças são descartadas. Se você for ao seu médico queixando-se de gases, inchaço e dor, ele pode executar uma série de testes para determinar se você tem doença inflamatória intestinal (DII), diverticulite e outros problemas que afetam a estrutura do intestino.

Se essas condições estruturais são descartadas, o médico vai avaliar seus sintomas com base nos critérios de Roma, um conjunto de diretrizes desenvolvidas por consenso para diagnosticar esta condição. Esses incluem: ·

Dor abdominal recorrente ou desconforto pelo menos três dias por mês, nos últimos três meses associados com dois ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Defecação
  • Mudança na frequência de evacuações
  • Mudança na consistência das fezes

Se você atender a esses critérios, você vai ser diagnosticado com SII. O seu médico irá provavelmente prescrever qualquer um dos seguintes medicamentos, como ditado por seus sintomas:

  •  Medicamentos antidiarreicos. Estes incluem medicamentos OTC, como loperamida ou ácidos biliares ligantes como colestiramina ou colesevelam. (Ironicamente, muitos desses medicamentos causam inchaço como um efeito colateral!)
  •  Anticolinérgicos ou medicamentos antiespasmódicos. Estes incluem hyoscyamine e dicyclomine e são usados ​​para reduzir os espasmos intestinais e dor. (Infelizmente, eles pioram constipação e podem conduzir a outros sintomas como micção difícil. Eles também aumentam o risco de SIBO (super crescimento bacteriano no intestino), o que é uma causa subjacente da síndrome do intestino irritável SII -ver abaixo).
  •   Os médicos prescrevem frequentemente antidepressivos SSRIs para pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) porque ajudam a aliviar a depressão (associada com a SII), bem como inibem a atividade de neurônios que controlam o intestino.
  •  Medicamentos específicos para SII. Estes incluem alosetron, que é concebido para retardar a motilidade intestinal e reduzir a diarreia, e lubiprostona, o que aumenta a secreção de fluidos no intestino e acelera a motilidade. Estes medicamentos são normalmente usados ​​como último recurso, e alosetron só pode ser prescritos por médicos inscritos em um programa especial porque foi previamente retirado do mercado devido aos efeitos colaterais e riscos.

O que há de errado com o tratamento convencional para SII?

O problema fundamental com a abordagem convencional para síndrome do intestino irritável (SII) é que ela simplesmente suprime os sintomas e não aborda as causas subjacentes. Olhe para a lista de medicamentos acima. Elas são destinadas principalmente a abrandar ou aumentar a motilidade intestinal (para reduzir a diarreia ou constipação) e aliviar a dor.

 Cansado de lutar com esta síndrome? Trate a causa subjacente e cure de dentro para fora.

Mesmo se estes medicamentos forem eficazes para esses fins (muitas vezes eles não são, de acordo com muitos sofredores de SII), que muitas vezes têm efeitos colaterais que são idênticos aos sintomas que as pessoas com SII já experimentam como o gases e inchaço. E, em alguns casos, as drogas têm mais graves complicações e riscos. Alosetron, um medicamento usado para tratar a grave diarreia-predominante SII, foi temporariamente retirada do mercado após a ocorrência de efeitos adversos graves potencialmente fatais, incluindo cinco mortes e cirurgias intestinais adicionais.

 Uma abordagem melhor para SII: tratar a causa!

Dada a falha da abordagem convencional para tratar com sucesso a SII, os efeitos colaterais e os riscos associados com o tratamento com droga, os pacientes merecem uma outra alternativa.

Felizmente, a Síndrome do Intestino Irritável pode ser tratada e curada com sucesso, mesmo utilizando a medicina funcional. Na medicina funcional, vamos nos concentrar em tratar a causa subjacente de problemas de saúde ao invés de apenas suprimir os sintomas. Isto leva a melhora e a cura genuína e duradoura. 

Mas quais são as causas subjacentes desta síndrome? A resposta depende do paciente individual. Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é uma doença única, com uma única causa. Pelo contrário, é uma síndrome com um conjunto de sinais e sintomas que tem várias causas possíveis. 

Dito isto, tanto a pesquisa científica e minha experiência clínica sugerem que as seguintes cinco patologias são a causa subjacente da SII na maioria dos casos.

Tradicionalmente, a SII tem sido considerada um distúrbio gastrointestinal “funcional”. Isto significa que é causada por uma função anormal do trato gastrointestinal, ao invés de anomalias estruturais ou bioquímicas. Como você verá abaixo, isso pode ser verdade em alguns casos, mas em outros é muito provável que uma anormalidade bioquímica esteja presente (como supercrescimento bacteriano SIBO).

Isto é crucial para seu entendimento, porque durante muitos anos os pacientes com SII escutaram que era “tudo na sua cabeça.” A implicação era que a síndrome era uma desordem psicossomática causada por ansiedade, depressão ou algum problema psicológico desconhecido.

Enquanto a Síndrome do Intestino Irritável (SII) pode envolver uma disfunção no eixo intestino-cérebro, agora sabemos que ela é causada principalmente por alterações bioquímicas distintas e até mesmo estruturais no trato gastrointestinal. Esta importante descoberta foi removida do estigma doloroso (e injustificável) dos diagnósticos de SII e oferece esperança para as centenas de milhões de pessoas que sofrem desta síndrome no mundo todo.

Na parte dois abordaremos as condições e doenças intestinais por trás da Síndrome do Intestino Irritável, fiquem ligados e obrigado.

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Primal Brasil

Expectativa sobre cirurgia plástica deve ser discutida com médico

Coração&Vida

Imagem corporal distorcida pode comprometer resultados

Pequenas imperfeições no rosto e no corpo são comuns na população e a evolução da cirurgia plástica tornou possível corrigir esses defeitos com o mínimo de danos. Entretanto, certos pacientes costumam exagerar nos pedidos nos consultórios, principalmente por terem uma imagem deturpada de si mesmos e até por desejo de se parecerem com outras pessoas. 

Exagerar nos pedidos para mudar a imagem corporal pode ser indicativo do transtorno dismórfico corporal, em que a pessoa nunca se sente bem com o próprio corpo

Exagerar nos pedidos para mudar a imagem corporal pode ser indicativo do transtorno dismórfico corporal, em que a pessoa nunca se sente bem com o próprio corpo

Foto: Getty Images

Esses indivíduos sofrem de um problema conhecido como dismorfofobia ou síndrome dismórfica, um transtorno psicológico caracterizado pela excessiva preocupação com defeitos imperceptíveis na aparência física. 

Mas, até que ponto os cirurgiões podem ceder a pedidos que beiram a loucura?  De acordo com o cirurgião plástico Fabio Antonio Naccache, do Hospital Sírio-Libanês, é preciso desmistificar a ideia de que a cirurgia pode corrigir absolutamente todos os defeitos e fazer qualquer tipo de mudança.

“O paciente muitas vezes vem iludido de que está diante de uma pessoa com uma capacidade ilimitada de resolver o problema. Deve ser explicado que o cirurgião tem limites para atuar. Se eu for além do que é possível, eu posso causar um problema para o paciente e o resultado pode não ficar bom.” 

Casos de cirurgias que não deram certo são vistos com frequência na internet, principalmente no mundo dos famosos.  Como a cirurgia plástica mexe com a aparência, é grande a chance de arrependimento com um procedimento mal planejado. 

>> Veja alguns cuidados a se tomar antes de fazer uma cirurgia plástica:

Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento

Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento

Foto: Thinkstock/Getty Images

Evite pílula anticoncepcional 1 mês antes da cirurgia. Há risco de trombose venosa profunda, condição fatal

Evite pílula anticoncepcional 1 mês antes da cirurgia. Há risco de trombose venosa profunda, condição fatal

Foto: Thinkstock Photos

Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia

Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia

Foto: Thinkstock

Se toma isotretinoína (para acne) pare com o remédio 3 meses antes e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (ele prejudica a cicatrização)

Se toma isotretinoína (para acne) pare com o remédio 3 meses antes e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (ele prejudica a cicatrização)

Foto: Getty Images

É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas

É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas

Foto: Thinkstock/Getty Images

Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação

Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação

Foto: PA/BBC Brasil

Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)

Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)

Foto: BBC

Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se pode se submeter ao procedimento

Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se pode se submeter ao procedimento

Foto: Getty Images

Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência

Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência

Foto: Getty Images

No entanto, nem todos os casos de insatisfação dizem respeito apenas ao excesso de expectativa do paciente e podem estar ligados a outros fatores, até mesmo a erros médicos. 

Um exemplo de cirurgia malsucedida que ficou conhecido foi o da apresentadora Xuxa, que relatou em uma entrevista a um programa de TV ter sofrido uma fibrose de grandes proporções após ser submetida a uma lipoaspiração. A fibrose, uma cicatriz interna, é comum em cirurgias, mas em pequenos tamanhos. 

Além do problema com a lipoaspiração, a apresentadora relatou que “ganhou” um botox na região do olho sem ser consultada. Ela disse que acordou da cirurgia no abdômen já com o preenchimento no rosto. 

Fora do mundo das celebridades, a publicitária Vivian Freitas, 27, também não alcançou o resultado esperado em uma cirurgia feita no nariz há quatro anos.  “Depois de estar completamente recuperada da cirurgia, percebi que o nariz ficou torto, uma aba ficou maior que a outra, a giba dorsal [proeminência no dorso do nariz] não foi modelada adequadamente e sobrou um pouco.”

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A publicitária também se queixa de um desvio no septo adquirido após o procedimento.  “Depois de quatro anos, descobri que acabei com um desvio de septo que não tinha antes. Descobri porque tive sinusite e precisei fazer um exame”, diz.

Para evitar situações como essas, o cirurgião do Hospital Sírio-Libanês recomenda enfaticamente que o paciente tire todas as suas dúvidas antes de fazer a cirurgia e deixe o médico ciente do que exatamente pretende fazer.

“O cirurgião tem que, como todo bom médico, ouvir muito bem o paciente e entender porque ele está querendo aquilo, o que o motivou a ficar infeliz com aquele aspecto no seu corpo”, explica Naccache. 

Nesse caso da cirurgia de nariz, o médico menciona que, atualmente, já existe um tipo de cirurgia plástica que alia a estética à funcionalidade do órgão para evitar problemas como o relatado por Vivian.

“Estamos lidando com uma região de complexidade grande, porque o nariz não serve só como ornamento, serve para respirar. Muitas vezes trabalhamos juntos com o médico otorrino porque o paciente pode ter problemas.” 

Em relação aos possíveis resultados indesejados, Naccache diz que o paciente deve ser acolhido, orientado e pode se pensar num segundo procedimento de revisão para ver o que ocorreu.

Fonte: Site Coração & Vida (coracaoevida.com.br)

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Cuidados com os bebês nos primeiros meses de vida

Dúvidas e inseguranças fazem parte do cotidiano dos pais quando o assunto é filho recém-nascido. O bebê deve dormir de barriga para cima? E se ele engasgar? De quanto em quanto tempo tenho que amamentá-lo? Como dar o primeiro banho?

O pediatra Paulo Borcher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), tira algumas dúvidas comuns nos primeiros meses dos bebês.

 Que cuidados mais específicos é preciso ter com os recém-nascidos? 

O bebê não deve dormir na cama dos pais, mas, nas primeiras semanas, pode dormir no berço ou carrinho no quarto dos pais, pois os sons que ele emite no caso de engasgo são sutis e difíceis de serem ouvidos a distância. Agasalhar o bebê de acordo com a temperatura também é fundamental para evitar o superaquecimento.

De que lado o bebê deve dormir? 

O bebê deve dormir sempre de barriga para cima, pelo menos até o quinto mês de vida. No berço, não deve haver travesseiros, protetores de grade, cobertores, colchas, bichinhos de pelúcia, entre outros objetos de decoração que podem sufocar a criança.

Como diferenciar o choro de dor do de fome nos recém-nascidos?

O bebê só chora quando algo o incomoda como frio, calor (por causa da roupa excessiva), cólica, fralda muito úmida, com fezes ou urina, ou quando sente fome. O choro de fome é inconsolável e não para até que o bebê seja alimentado.

É possível criar uma rotina para o recém-nascido? Como?

A rotina de cuidados do bebê depende do ritmo dele e de sua mãe. Com o tempo, as coisas vão se ajeitando, permitindo que a mãe cuide de si e de seus afazeres.

Como dar banho no bebê antes do umbigo cair e quais produtos de higiene são indicados?

O banho pode e deve ser dado a partir do primeiro dia de vida, com água morna e sabonete neutro, como o de glicerina. O umbigo pode ser molhado normalmente. Após enxugar o bebê, limpe o umbigo com álcool a 70% e cotonete, da base para a ponta do coto e, principalmente, na junção da pele com o coto. O álcool, além de antisséptico, também tem poder secante. Não utilize cinteiro ou faixa.

Leia também: Aprenda a maneira correta de dar banho e limpar os bebês

Amamentação

De quanto em quanto tempo o bebê precisa mamar? 

O bebê amamentado ao seio não precisa obedecer a um horário rígido, por exemplo, de três em três horas. O melhor é adotar a livre demanda, ou seja, o bebê demonstrou fome, ofereça o seio.

Quanto tempo ele demora para arrotar após as mamadas?

Esse tempo varia muito, vai depender da quantidade de ar que o bebê engole durante as mamadas. Para facilitar o arroto, coloque-o na posição vertical apoiado em seu ombro e dê uns “tapinhas” bem leves nas costas dele. Às vezes a criança não arrota e deve ser colocada de lado, sobre o lado direito, sempre com a supervisão de um adulto.

O que fazer se o bebê engasgar durante as mamadas? 

Coloque-o no colo com a barriga para baixo e a cabeça mais baixa do que o tronco e dê tapinhas leves em suas costas, até que ele golfe o conteúdo. É importante abrir a boquinha do bebê e ver se ele não enrolou a língua para dentro, e se isso acontecer, puxe-a com o dedo.

Veja também: O que fazer em caso de engasgamento

Ele precisa tomar água no período em que estiver sendo amamentado, ainda que esteja no verão? 

O bebê em aleitamento materno exclusivo não necessita de água ou outro líquido, como chás nos intervalos, mesmo no calor. O leite materno supre totalmente suas necessidades de líquido.

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Dr. Drauzio Varella

Cada pessoa tem ‘nuvem’ particular de micróbios, diz pesquisa

BBC

Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por “chuva” de bactérias; cada indivíduo tem seu próprio microbioma, o que pode ter aplicação forense no futuro.

Neste exato momento, você está envolto por uma “nuvem” única, formada por milhares de bactérias, suas próprias bactérias, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos. Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por uma “chuva” de bactérias em sua pele e vai respirá-las, até chegarem ao seu pulmão.

“Aura” de bactérias pode atingir 30 centímetros ao redor do corpo

Foto: Thinkstock/Getty Images

Essa descrição está em um estudo, divulgado na publicação científica PeerJ, que analisou 11 pessoas e concluiu que é possível identificá-las pelos micróbios. Outras pesquisas já haviam mostrado a extensão do nosso microbioma – conjunto de bactérias, vírus e fungos no nosso corpo. Esse grupo pode ser transmitido por meio de contato direto, pelo ar ou por células mortas presentes na poeira.

Você pode dar uma passo para trás, por favor?

Os participantes do estudo permaneceram em uma câmara fechada por quatro horas, onde o ar era bombardeado para dentro por meio de um filtro, para evitar contaminação. Já os filtros dentro do cômodo coletavam amostras da “nuvem” das pessoas. E cientistas então analisaram as bactérias coletadas.

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“Acreditamos que vamos ser capazes de detectar o microbioma humano no ar que rodeia uma pessoa, mas ficamos surpresos em descobrir que podíamos identificar a maioria das pessoas do grupo apenas pelas amostras da nuvem de micróbios”, disse um dos pesquisadores, Dr. James Meadow.

O microbiólogo Ben Neuman, da Universidade de Reading, disse à BBC: “Você pode sentir o cecê (‘cheiro’ de corpo) de uma pessoa e ainda sabe que todas aquelas coisas estão rastejando em você – que maravilha!”

Segundo ele, essa “descoberta nojenta” faz sentido, já que há uma crescente percepção do microbioma, e mostra que, ao trocarmos bactérias, “estamos mudando um ao outro”.

Para Neuman, seria útil saber quais bactérias podem “voar” pelo ar. Mas ele deixa claro que não há com o que se preocupar.

Um banho extra?

O microbiólogo argumenta que não é o caso de se tomar mais banhos por dia. ”Não ajudaria. Precisamos apenas superar isso e seguir adiante.”

Na nuvem, há grupos de bactérias como a Streptococcus, que é comum em bocas, e outras que são encontradas em peles, como a Propionibacterium eCorynebac terium.

Os pesquisadores afirmam que essa combinação pode ter uma “aplicação forense”, para se detectar se alguém passou por um determinado local. No entanto, ainda não está claro o quanto o microbioma de cada um pode mudar ao longo do tempo.

Adam Altrichter, um dos pesquisadores do projeto disse à BBC: “Precisamos entender que não somos seres assépticos e isso é algo completamente natural e saudável”.

Segundo ele, o tamanho das nuvens ainda não foi medido, mas é estimado que ela se estenda por 30 centímetros.

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