O chocolate pode mesmo te deixar mais feliz, saudável e inteligente?

BBC

Saiba quais são as últimas provas a favor do chocolate e como efeitos da ingestão do produto podem ser comparados aos de algumas drogas

Não são poucas as citações na mídia sobre os benefícios do chocolate: desde uma vida mais calma até um coração mais saudável já foram atribuídos ao produto.

Alguns nutricionistas afirmam que comer chocolate amargo todo dia pode reduzir a pressão sanguínea e beneficiar o coração. Também dizem que pode evitar alguns tipos de câncer, derrames e até melhorar a memória.

Chocolate com alto teor de cacau são os mais indicados pelos especialistas

Chocolate com alto teor de cacau são os mais indicados pelos especialistas

Foto: Getty Images


A BBC fez uma avaliação das últimas provas a favor do chocolate e como seus efeitos podem ser comparados aos de algumas drogas.

O tipo importa?
“Atribuo todo meu sucesso essencialmente à grande quantidade de chocolate que consumo. Acho que chocolate ao leite te deixa estúpido. Chocolate amargo é a chave. É algo que, se você quer um prêmio Nobel de medicina ou de química, tudo bem, mas se você quer um prêmio Nobel de física, tem que ser chocolate amargo mesmo”, já disse Eric Cornell, vencedor do Nobel de física em 2001.

Infelizmente a escolha de chocolate provavelmente não fará muita diferença quando se trata do prêmio Nobel, mas fica a questão: o chocolate amargo é mesmo o melhor?

Os supostos benefícios do chocolate para a saúde e o cérebro são atribuídos, principalmente, aos antioxidantes encontrados no cacau. No entanto, pelo fato de o cacau ser amargo, frequentemente se adiciona leite e açúcar para fazer o chocolate, diluindo o conteúdo de antioxidantes.

Também é preciso lembrar dos problemas causados pelo consumo de grandes quantidades de calorias e açúcar.

Então a mensagem é: se você come chocolate, escolha o amargo, escuro. O ideal seria o que tem 85% de cacau ou mais, que possui menos gordura e açúcar do que o chocolate ao leite.

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Quais drogas o chocolate imita?
O cacau tem pequenas quantidades de alguns estimulantes que são encontrados em várias drogas legais e ilegais.

O “chocolatier” belga Dominique Persoone criou um um dispositivo que disparava cacau diretamente no nariz do usuário. Ele afirma ter vendido 25 mil unidades do dispositivo, que não era barato (45 euros, cerca de R$ 185), e a embalagem vinha com alerta sobre riscos do uso excessivo.

Parece pouco provável que o chocolate realmente imite os efeitos das drogas, mas ele possui algumas substâncias químicas presentes em algumas drogas.

1.Ópio
O chocolate pode afetar o cérebro de uma forma parecida com o ópio, reduzindo a dor e produzindo prazer, apesar de ser bem mais fraco.

Isso ocorre graças ao neurotransmissor encefalina. Estudos em ratos indicam que a quantidade de encefalina produzida quando se come chocolate é o bastante para criar um efeito suave e levar ao vício.

Apesar de especialistas acreditarem que isso também se aplique a humanos, ainda não há provas.

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2.Amor
O cacau pode imitar o efeito do amor, segundo alguns especialistas, pois contém a substância química feniletilamina, liberada nos primeiros meses de um relacionamento.

Isso faz com que a pessoa se sinta excitada e nervosa e pode funcionar como um antidepressivo.

Chocolate e o amor

Chocolate e o amor

Foto: Divulgação

Existem apenas pequenas quantidades da substância no chocolate e há dúvidas se ela permanece ativa quando o chocolate é ingerido. Portanto ainda não se sabe com certeza se a pessoa sente mesmo esse efeito.

3.Maconha
O chocolate tem pequenas quantidades de anandamida, conhecida como a “molécula da felicidade”.

Esse neurotransmissor atinge as mesmas estruturas cerebrais acionadas pelo THC, o ingrediente ativo da maconha.

No entanto, para ter um impacto substancial no cérebro, a pessoa precisaria comer vários quilos de chocolate, então não é provavel que o chocolate afete o humor da pessoa.

4.Álcool
O chocolate tem um grupo de alcaloides neuroativos conhecidos como tetrahidro-beta-carbolinas, que também podem ser encontrados na cerveja, vinho e outras bebidas.

Essas substâncias elevam nossos níveis de dopamina e serotonina – têm, portanto, um efeito no humor. E podem explicar o poder viciante do chocolate.

O chocolate, contudo, possui quantidades reduzidas de tetrahidro-beta-carbolinas e são necessárias mais pesquisas antes de concluir que há impacto no humor.

5.Café
O cacau tem cafeína e é possível encontrar um pouco deste estimulante no chocolate. Quanto mais amargo o chocolate, maior a quantidade de cafeína.

Mas as quantidades de cafeína são mais baixas em todos os tipos de chocolate, incluindo o amargo, do que no café.

O cacau também tem teobromina, que produz um efeito estimulante quando combinada com cafeína.

Melhora o desempenho do cérebro?
Estudo publicado recentemente envolvendo cerca de mil pessoas descobriu a ligação entre comer chocolate – não importando o tipo – pelo menos uma vez por semana e uma melhora na memória e raciocínio abstrato.

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Há razões para otimismo, mas a pesquisa não apontou categoricamente se comer chocolate foi a causa da melhora.

Em outra pesquisa recente, descobriu-se que uma substância química encontrada no cacau e no chocolate reduz a perda de memória relacionada à idade em adultos de 50 e 69 anos.

O estudo apontou que o antioxidante flavonol (uma classe de flavonoides) aumenta o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro que promove a memória. Cientistas estão animados com a descoberta, pois é o primeiro indicador de que a dieta pode reverter o declínio na memória e também reduzir a perda da memória.

Após consumir bebidas enriquecidas com flavonois por três meses, o desempenho das pessoas neste grupo de idade em um teste de memória foi equivalente ao desempenho de pessoas décadas mais jovens.

No entanto, apenas comer mais chocolate não vai proteger a memória, pois métodos usados para processar o chocolate costumam remover a maior parte dos flavonois.

Uma barra de chocolate típica tem 40 mg destes flavonois, e a bebida usada na pesquisa continha 900 mg. Seria necessário comer quantidades enormes de chocolate para obter algum benefício.

E a saúde?
Acredita-se que os antioxidantes encontrados no cacau possam ter efeitos antiinflamatórios, melhorando o fluxo sanguíneo e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

Algumas pessoas também afirmam que o cacau protege contra o câncer e reduz o estresse.

Mas há a questão da validade de estudos que ligam o cacau à diminuição da pressão sanguínea, e se há algum efeito para a saúde depois que o cacau é transformado em chocolate.

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Em 2012, uma análise das melhores provas dos efeitos do cacau na pressão sanguínea concluiu que alguns produtos do cacau, incluindo chocolate amargo, diminuem levemente a pressão. A análise apontou, porém, a necessidade de comprovações adicionais.

“Se você está com um peso saudável, comer chocolate com moderação não aumenta o risco de doença cardíaca de forma detectável, e pode até ter algum benefício. Eu não aconselharia meus pacientes a aumentar o consumo de chocolate com base nesta pesquisa, particularmente se estiverem acima do peso”, disse à BBC o especialista independente Tim Chico.

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Clique na foto e veja mais de 200 receitas com chocolate

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Exagerou na Páscoa? Aposte no “dia da compensação metabólica”

Aretha Martins

Médicos sugerem uma dieta hipocalórica para compensar os dias de exagero durante o feriado

O ideal seria comer com moderação, mas para você Páscoa é sinônimo de chocolate e você não resistiu a tantas delícia e exagerou. Nesse caso, o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) recomenda fazer ”dias da compensação metabólica”. 

Abusou do chocolate? Veja as dicas de médicos

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Foto: Twitter


“Se durante três dias houver consumo excessivo de calorias, é recomendável que, nos outros três seguidos, a pessoa faça dietas hipocalóricas”, afirma o médico. A nutróloga Socorro Giorelli concorda e explica que uma dieta como essa serve para compensar toda a caloria que foi ingerida consumindo alimentos de baixa densidade energética, como verduras e frutas.

Quantas calorias?

Durval indica consumir 1500 calorias nos dias de dieta hipocalórica. “Devem ser incluídos carboidratos, proteínas e gorduras, mas não ultrapassando 1500 calorias”, orienta o médico. 

Legumes e verduras são alimentos de baixo valor calórico

Legumes e verduras são alimentos de baixo valor calórico

Foto: Thinkstock/Getty Images


O que evitar?

Depois de abusar de chocolates e outras delícias, é hora de deixar tudo isso fora do cardápio. “Os alimentos de alta densidade energética, ou seja, os alimentos que tem uma maior quantidade de calorias por grama peso como por exemplo os alimentos gordurosos, qualquer tipo de gordura (embutidos, bacon, salame, mortadela, salsicha) devem ser riscados por enquanto”, lista Durval. 

Outras opções

Existem diversos tipos de dieta, mas é preciso ter cuidado. Quem exagerou no feriado também pode, por exemplo, seguir um cardápio detox por três dias. Entretanto, dietas restritivas – com poucas calorias ou que eliminam determinados alimentos – não devem virar regra. 

“A pessoa deixará de consumir nutrientes e vitaminas necessários e achados em alimentos que não estão excepcionalmente nesses 3 dias de uma dieta detox, mas que precisam ser inclusos no cardápio (arroz e feijão por exemplo). Isso em um prazo maior pode causar fraqueza no corpo e no organismo. Dietas restritas nunca devem passar desse tempo de 3 dias. A pessoa até perderia peso, mas não seria de forma saudável e ela ainda corre risco de ganhar esse peso depois novamente”, explica Liliane Opperman, que também é médica nutróloga. 

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Chocolate pode, mas com moderação

E depois de fazer os dias de compensação ou uma dieta detox, é possível incluir o chocolate na rotina. Especialistas recomendam o consumo daqueles com alto teor de cacau (65% ou mais) e, preferencialmente, que tenha em sua constituição as oleaginosas, como, por exemplo, nozes e avelãs.

Esses chocolates têm efeitos benéficos para o organismo humano, pois estimula o sistema nervoso central e os músculos cardíacos. 

Mas, segundo a médica Socorro Giorelli, comer mais de 30 ou 40 gramas por dia já é considerado um exagero. 

Ela também indica os melhores horários para comer aquele pedaço de chocolate: “Procure comer depois das refeições. Ou seja, é melhor consumir o chocolate de barriga cheia. É recomendado também o consumo pela manhã, pois o gasto durante o dia será mais fácil”.

A nutróloga ainda recomenda o consumo de fibras junto com o doce: “Elas  ajudam em parte da absorção das gorduras do chocolate pelo organismo”. 

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Refugiados têm risco maior de desenvolver psicose, diz estudo

Elioenai Paes

“É uma condição humanitária trágica e, sem sombra de dúvida é uma condição de saúde extremamente tóxica”, explica especialista em gerenciamento de estresse

Um estudo publicado nesta semana no periódico “British Medical Journal” mostrou que refugiados de guerra têm 66% a mais de risco de desenvolver transtornos psicóticos, incluindo a esquizofrenia, comparados aos migrantes não refugiados da mesma região de origem.

Transtorno pós-traumático, depressão e outros problemas mentais são mais comuns naqueles que tiveram de fugir de seus territórios por causa de risco iminente de morte causado por conflitos.

Refugiados têm feito longas travessias para tentar chegar a países como a Alemanha

Refugiados têm feito longas travessias para tentar chegar a países como a Alemanha

Foto: Reprodução

De acordo com o psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Armando Ribeiro, essa é uma típica situação potencializada pelo estresse crônico.

“A situação de perder raízes, nacionalidade, costumes e valores culturais, junto com situações de extrema violência, com risco de morte, violência física e sexual, aumenta o risco de expressão dos genes que guardam um potencial de adoecimento”, explica.

O psicólogo afirma que todas as pessoas têm predisposições a sofrer de alguma doença, as mais diversas. Na esquizofrenia, por exemplo, uma porcentagem de pessoas nasce com um gene que pode ou não se expressar durante a vida. Uma situação de estresse prolongado, conta ele, faz esse gene “acordar” e provocar a doença.

“É essa a chave para o número aumentado de doenças psiquiátricas por pessoas que passam por situação como a dos refugiados”, comenta.

Ribeiro explica que sair do país por vontade própria é uma coisa, mas quando há uma guerra em que é necessário fugir, a situação é outra. “Eles sabem que, se não fugirem, correm grande risco de morte. O que está por trás dessa migração é a busca pela sobrevivência. Em um curto período de tempo, vão passar fome, frio e inseguranças que nós talvez não passaremos durante toda nossa vida”.

As crianças, relata o especialista em gerenciamento do estresse, são mais vulneráveis ao estresse tóxico. “Crianças e idosos têm menor capacidade de resistir a níveis altíssimos de estresse”. O problema que acontece na infância vai provocar consequências na vida adulta.

“Elas serão as primeiras a sofrer infarto e doenças crônicas que podem levar à morte, pois o corpo terá mais dificuldade de metabolizar o hormônio do estresse, pelo fato de ser o nível mais alto que a gente conhece”. Câncer, hipertensão arterial, doenças alérgicas e imunológicas são citadas também como consequência de um estresse forte e prolongado.

‘Esquizofrenia não é sinônimo de violência’, dizem especialistas

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Índice de transtorno de ansiedade e depressão em SP é igual a de país em guerra

 “É uma condição humanitária trágica e, sem sombra de dúvida é uma condição de saúde extremamente tóxica”, ressalta.

Para Armando, o tratamento psicológico direcionado aos refugiados é fundamental, mas esbarra em problemas como a língua falada e a falta de percepção dos profissionais com a história de vida do paciente. “Eles não sofrem o estresse brasileiro, como por exemplo uma descrença política. O problema deles é a guerra, a fome, e provavelmente eles reagem a estímulos diferentes do nosso comum”.

“Atender quem veio de uma guerra, que viu a família inteira sendo torturada, assassinada, é uma experiência nova”, argumenta.

Além do aparecimento da esquizofrenia, o estresse pós-traumático é uma condição que também está presente na vida dos refugiados.

“É decorrente de uma experiência de estresse intensa, como um sequestro e violência física e sexual. A pessoa terá flashbacks, pesadelos, ideias recorrentes, ansiedade intensa e se esquiva de lugares que lembram o local que aconteceu a violência”, detalha.

A depressão também acomete refugiados, já que o estresse leva a essa doença. “O cortisol [hormônio do estresse] afeta a produção de serotonina do cérebro”, diz. “Afeta uma região emocional, o sistema límbico que vai aumentar a chance de desenvolver esses sintomas”.

Cérebro que sofreu com estresse se recupera, mas demora

De acordo com Armando Ribeiro, o cérebro que sofreu agressões pelo estresse tem, sim, capacidade de se recuperar. Mas isso leva tempo.

“Existe a neuroplasticidade, uma capacidade do cérebro de se reconfigurar perante novas experiências”, teoriza. “A partir do momento em que se está em segurança [longe do estresse], técnicas de meditação e outras ajudam o cérebro a se reconstruir, mas podem levar anos”.

O especialista explica que as mudanças começam a acontecer somente depois de oito semanas, fazendo terapias anti-estresse. Sem tratamento, o dano permanece.

É preciso tratamento e apoio psicológico

O psiquiatra Daniel Sócrates diz que o melhor tratamento é o multidisciplinar, que envolve remédios e também psicoterapia, terapia ocupacional e mudança de estilo de vida. “Para essa população de refugiados que já está tão vulnerável, ao menos o tratamento farmacológico deve ser feito, pois isso já tira a pessoa da crise”,

Medicamentos antipsicóticos e antidepressivos são usados para ajudar no problema. No caso da esquizofrenia, no Brasil há um aumento de 150 mil casos por ano, sem contar refugiados.

Armando ressalta que, para que um tratamento psicológico seja eficaz, o profissional deve ter domínio da língua falada pelo refugiado. “Um bom domínio é fundamental, além de uma vivência naquela realidade, já que a cultura é diferente”, diz.

“Quando falamos de ‘doenças da alma’, dizemos que elas sofrem uma total influência do meio cultural. O que é depressão na Ásia é diferente do que é na América”.

O especialista explica que, na Ásia, os sintomas de depressão são mais somáticos. “Eles vão reclamar que dói a barriga, o fígado, o corpo. Nós, ocidentais, vamos falar que estamos tristes, desanimados, sem energia”. As queixas sobre a mesma doença são diferentes em vários lugares do mundo. E precisam ser entendidas.

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Episódio #003 – Exercícios Para Emagrecer, Carboidratos Seguros, Perda De Peso em 1 Semana + Dicas

Podcast Tribo Forte 3Bem vindo(a) hoje ao terceiro episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças as 7:00am.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

  • A febre dos exercícios físicos para emagrecimento, verdade ou mito? Será mesmo esta a melhor estratégia?
  • Muitos defensores das dietas estritas LCHF (de baixo carboidrato) advocam uma restrição contínua de carboidratos, mas, afinal, seriam todos carboidratos danosos ao nosso organismo ou não é bem assim?
  • Mais pro final, uma dica bacana que pode poupar muita frustração das pessoas que estão iniciando um processo de emagrecimento.
  • Ainda, quanto é possível se emagrecer em 1 semana apenas? Resultados reais.

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Ouça o Episódio De Hoje:


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Seu objetivo principal é EMAGRECER urgentemente?

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Este programa é também endossado pelo Dr. Souto e é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Referências do episódio:

[Video] Quantos kgs é possível se perder em apenas 1 semana seguindo algo correto?

Artigo sobre o mito dos exercícios para perda de peso

Painel Americano sobre a questão dos carboidratos seguros

Transcrição Completa Do Episódio

Rodrigo Polesso: Ok, sente e relaxe tenha em posse aí com você o seu chazinho, seu café com manteiga, o seu caldo de osso, café com óleo de coco, leite de coco, enfim… tantas oportunidades deliciosas, porque agora você está ouvindo o episódio número 3 do podcast oficial da Tribo Forte com Rodrigo Polesso e Dr. Souto, onde nós desbancamos mitos e colocamos à luz da verdade os assuntos que mais impactam nossas vidas no dia a dia, ou seja: saúde e alimentação. Já adianto que o episódio de hoje está recheadíssimo de assuntos até polêmicos e muito interessantes. Por exemplo: a febre dos exercícios físicos para emagrecimento. É verdade? Ou mito? Outra coisa: muitos defensores das dietas estritamente baixas em carboidratos e altas em gorduras advocam restrição contínua de carboidratos. Mas afinal, seriam todos os carboidratos danosos ao nosso organismo? A gente vai falar sobre isso. Mais pro final a gente vai dar uma dica que pode poupar muitos da frustração das pessoas que estão iniciando um processo de emagrecimento agora. E para finalizar: quanto é possível emagrecer em apenas uma semana? Esses são os tópicos de hoje, acho que tem muita coisa bacana por vir. Estou aqui novamente com o doutor Souto. Hoje é um dia de sol aqui em Toronto. Dr. Souto, como está aí em Porto Alegre?

Dr. Souto: Oras chove, oras faz sol. Está um tempo bem esquisito e quente.

Rodrigo Polesso: E quente! Quente está bom! Então, pessoal, antes de partir direto pra parte central, uma mensagem para os membros da Tribo Forte. Se você não é membro ainda, a Tribo Forte é um portal com parceria com o Dr. Souto, com conteúdo privilegiado para todo mundo que está montando ou quer manter um estilo de vida alimentar correto pra saúde e vitalidade. Tem muita coisa lá dentro. Pra maior detalhes você pode ver o link aqui abaixo do podcast, nessa página. Novamente, os membros tem bônus, os bônus especiais de alguns podcasts específicos. E é o caso do podcast de hoje. Os membros terão acesso a um bônus de 5 receitas carinhosamente cedidas pela Carla do Guia Boa Forma. Receitas lowcarb, por exemplo: cookie americano low-carb, pão paleo, requeijão de castanhas do Pará, brownie de nozes e torta de atum e sardinha com creme de leite de castanhas. São receitas bastante peculiares e o pessoal que é membro pode achar o botão em baixo do podcast e baixar essas receitas, tentar e depois nos contar no fórum o que vocês acham disso. Outra mensagem pro pessoal que é membro: tem um aplicativo do fórum pra celular, pra Android e pra iPhone. Se você acessa o fórum lá da Tribo Forte, você pode baixar o aplicativo no Android ou no iPhone pra ver o fórum no seu celular. O nome do aplicativo é Place. Você pode baixar o aplicativo que é bem legal, funciona muito bem. Outra novidade dentro da Tribo também, é que nós adicionamos essa semana um novo documentário. Além de todos os documentários que já estão lá dentro, a gente adicionou o Carb-Loaded, totalmente legendado em português, um dos principais documentários que saiu no último ano, muito bom. Com participação, inclusive, do Mark Sisson (o pessoal deve conhecer), do Gary Taubes, do Jonathan Bailor também. Então, é um documentário excepcional e está disponível para todos os membros da Tribo lá dentro. A última novidade sobre a Tribo: nós temos a participação agora da colaboradora Patrícia Aires, que é a moderadora do blog do Dr. Souto. Ela é uma estudante de nutrição e uma das mulheres superpoderosas do mundo low-carb e paleo. E ela está exclusivamente ajudando dentro da Tribo Forte agora. A gente fica muito feliz em abraçar a Patrícia dentro dessa família. Mais uma vez, se você não é membro da Tribo, você pode clicar no link aqui em baixo do podcast pra conhecer a Tribo Forte, ver como ela pode te ajudar e como você pode se juntar à família. Agora um agradecimento rápido, porque às vezes a gente não para muito pra perceber o impacto que tudo que a gente faz, que as informações que a gente dissemina acaba causando nas pessoas. Então, um agradecimento especial que a gente recebeu aqui um comentário hoje do Dr. Hugo Coelho que disse: “Olá, Rodrigo, bom dia. Eu envio esse contato para parabenizá-lo pela ideia da Tribo Forte. Eu sou médico nutrólogo do Rio de Janeiro, adepto da filosofia low-carb. Como temos que lidar com muitos paradigmas diariamente, fico feliz em encontrar um local com tantas ótimas informações reunidas. Muito obrigado.” Muito obrigado você, doutor, por mandar essa mensagem. A gente agradece direto a todo mundo que manda mensagem pra gente de carinho. A gente agrade o suporte, o carinho de todo mundo. Já são dezenas de milhares de pessoas ouvindo os episódios da Tribo Forte, mesmo esse projeto tendo sido lançado recentemente. Agora vamos conversar direto com o Dr. Souto. Vou colocar você direto no improviso de cada episódio, que é aquela perguntinha que alguém da comunidade fez. É uma pergunta que o Dr. Souto não sabe de antemão, então vou fazer a pergunta agora. Espero que essa pergunta possa ajudar bastante gente, e o Dr. Souto vai responder como ele pode num tempo bastante limitado, porque esse não é o foco desse podcast. A Aliete Pires pergunta: “Atualmente tem muita gente com diabetes ou pré diabetes e você fala muito do controle da insulina pela alimentação. Seria possível abordar melhor o assunto? Ajudaria muito.” Essa é uma pergunta, como eu falei, Dr. Souto: vai ter uma pergunta hoje que vai dar pano pra manga e que poderíamos falar duas horas só sobre isso. Mas acho que a Aliete quer uma palavrinha rápida só pra elucidar essa questão, Dr. Souto, do controle da insulina através da alimentação e como isso, resumidamente, pode ajudar quem é diabético ou pré diabético. É claro, sempre lembrando que essas pessoas precisam consultar um médico de confiança, um profissional de saúde de confiança que possa sentar na frente delas e realmente entender o caso delas.

Dr. Souto: Muito bem. É uma pergunta muito relevante e, na realidade, as pessoas portadoras de diabetes são as pessoas que mais podem ser ajudadas por uma dieta pobre em carboidrato. Vou fazer uma analogia: digamos que uma pessoa tenha alergia a camarão. Uma pessoa que tem alergia a camarão não pode comer camarão, caso contrário ela passa muito mal, pode até morrer. Imagina que nós disséssemos pra essa pessoa o seguinte: você pode continuar comendo camarão, que eu vou lhe dar um remédio, um antialérgico, um corticoide, que vai fazer com que a sua reação ao camarão não seja tão ruim. A pessoa come camarão, passa mal, mas não tão mal porque ela está tomando remédios, e assim ela vai continuando adoecendo e comendo aquela coisa que ela não pode comer. Então, a minha analogia aqui é a seguinte: o diabético é alguém que não tolera glicose, ele tem intolerância a glicose. E o que tem sido feito tradicionalmente é dizer pra essas pessoas: olha, você pode comer glicose, não se preocupe, eu vou lhe dar um remédio que vai fazer com que você possa comer glicose. E obviamente a pessoa fica comendo glicose, fica sofrendo as consequências da glicose elevada no sangue e tomando remédios para tentar baixar uma glicose que ela não deveria estar comendo, em primeiro lugar. Se a pessoa é alérgica a camarão, ela não vai comer camarão. Se a pessoa é diabética, ela não deve comer glicose. E aí vem a pergunta: mas e aí, o corpo não precisa de glicose? Precisa. Precisa, mas ele é capaz de fabricar a glicose que ele precisa. Inclusive, o diabético mesmo em jejum, por exemplo, ele está num jejum de 12 horas pra fazer seus exames de sangue, chega lá e o exame de sangue mostra uma glicose alta. Como essa glicose está alta se ele está em jejum? A glicose está alta porque o próprio fígado fabrica a glicose. No caso do diabético em excesso. Se o fígado dele já fabrica glicose em excesso, porque nós vamos dar mais glicose ainda na comida? Então, no diabético tipo 2, que é aquele que o pâncreas fabrica insulina, o problema é que as células não respondem à insulina, ele tem resistência à insulina. Nesse caso, se a gente diminuir a quantidade de glicose, a pessoa vai precisar fabricar menos insulina no seu pâncreas, e isso com o tempo pode ir melhorando a resistência à insulina. Nós já vimos vários pacientes que conseguiram diminuir as doses de medicação, alguns até mesmo suspender completamente a medicação porque eles pararam de colocar glicose a mais num organismo que já tolera mal essa glicose. Diabéticos tipo 1 são aqueles que não fabricam nenhuma insulina e precisam injetar insulina. Esses deveriam sempre ter acompanhamento de um profissional que entenda de dieta low-carb, mas que possa orientá-lo pra fazer essa transição. Tenho vários relatos de pacientes com diabetes tipo 1 que conseguiram reduzir significativamente as doses de insulina. Eles sempre terão que usar insulina, mas diminuíram significativamente as doses e, o que é mais importante, diminuíram os episódios de hipoglicemia. Porque se a pessoa usa uma dose grande de insulina, a tendência do açúcar do sangue é baixar muito. Aí a pessoa tem que comer uma certa quantidade de carboidrato para que a glicose não baixe tanto. Mas aí a glicose sobe demais. Então é uma gangorra, uma montanha-russa de glicose subindo e glicose caindo. E quando a pessoa para de comer aquele monte de glicose na dieta, simplesmente a dose de insulina passa a ser bem menor e as hipoglicemias passam a ser bem menores. Então, eu diria que ninguém vai se beneficiar tanto com esse estilo de vida quanto o diabético, seja ele tipo 1 ou tipo 2.

Rodrigo Polesso: Perfeito. Ótima resposta. Lembrando aquele aviso de sempre: principalmente se você tem diabetes em qualquer condição. Se você iniciar uma intervenção do tipo low-carb, baixo carboidrato, por exemplo, e você toma remédios pra diabetes, é muito importante que você consulte um médico, pois você pode precisar ajustar rapidamente essas doses.

Dr. Souto: Exatamente. Existem algumas medicações que podem ser mantidas durante esse processo e outras muitas vezes temos que retirar já na véspera do primeiro dia em que a pessoa vai cortar os carboidratos para evitar uma hipoglicemia severa.

Rodrigo Polesso: Perfeito. Ótimo, acho que essa pergunta foi respondida. Essa questão é um dos grandes problemas mundiais, a questão da diabetes. É muito triste a tendência que isso está seguindo. Esperamos poder fazer essa tendência diminuir. Agora vou partir para a questão central do podcast de hoje, que é usar o exercício para o emagrecimento. Vamos trazer à luz da discussão um artigo postado ano passado autorado pelo britânico Dr. Malhotra, o sul-africano Tim Noakes e o americano Scott Phinney. O artigo se chama “It is time to bust the myth of physical inactivity and obesity: you cannot outrun a bad diet”, o que significa “é hora de quebrar o mito do sedentarismo e obesidade: você não consegue anular uma dieta ruim com exercício”. Vou ler o primeiro parágrafo para a gente iniciar a discussão e vou fazer uma tradução simultânea. “Um estudo recente da Academia Britânica do Colégio Médico Real descreveu uma cura milagrosa por fazer 30 minutos de exercícios moderados por 5 dias na semana. Isso é uma solução muito mais poderosa do que muitas drogas administradas para doenças crônicas, prevenção e controle. Uma atividade física regular reduz o risco de se desenvolver o risco de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, demência e outros cânceres em até 30%. No entanto, a atividade física não promove perda de peso.” Agora discutiremos essa questão de exercício físico como estratégia única para perda de peso. Vou deixar o Dr. Souto entrar direto nessa discussão.

Dr. Souto: A ideia de que se possa perder peso exclusivamente pela atividade física está muito arraigada. Existe um interesse da indústria fitness de estimular essa ideia. Quando as pessoas fazem duas resoluções de ano novo no dia 1º de janeiro, elas se inscrevem numa academia para emagrecer. Eu posso imaginar dezenas de bons motivos para se inscrever numa academia. Você já citou alguns. A gente reduz o risco de praticamente todas as doenças crônicas e degenerativas com o exercício físico. O exercício físico é excelente para a saúde cardiovascular, reduz o risco de vários cânceres, aumenta a massa muscular – que é importante na velhice – diminui o risco de osteoporose, talvez uma das poucas intervenções que comprovadamente reduz o risco de Alzheimer. Então, o exercício físico é uma coisa fantástica. A única coisa que o exercício físico não faz bem é promover a perda de peso.

Rodrigo Polesso: Ironicamente.

Dr. Souto: Ironicamente. Na realidade, o que acontece é que nós como sociedade ainda estamos muito fixados no paradigma das calorias. “Eu preciso criar um déficit calórico. Então, vou comer menos ou vou gastar mais calorias no exercício.” Como ninguém quer comer menos, a pessoa faz um exercício cinco vezes por semana. “Com isso, vou gastar X calorias por dia e em seis dias criarei um déficit calórico e perderei peso.” Na realidade, o corpo humano é uma máquina maravilhosamente bem desenhada no sentido de restabelecer a homeostase. A homeostase é o equilíbrio. Então, se eu faço exercício e gasto 300 calorias, o corpo irá, nas outras 23 horas do dia, vai tentar conservar 300 calorias para compensar. Como ele vai fazer isso? Ele vai fazer isso com o aumento do apetite. 300 calorias podem ser duas mordidas a mais, duas colheres de sopa a mais em algumas das refeições. Isso não precisa ser uma fome de leão causada pelo exercício. É um discreto – às vezes imperceptível – aumento de apetite nas outras 23 horas em que eu não estou me exercitando. E também temos a diminuição do gasto calórico não de exercício. Talvez você esteja ouvindo o podcast sentado num sofá, mas você se mexe, mexe os pés, muda de posição. Tem estudos que mostram que após o exercício essa movimentação espontânea diminui para diminuir um pouco o gasto calórico. Isso ajuda a explicar o fato de que a grande maioria dos estudos que avaliam o efeito do exercício sobre o peso não mostram nenhum efeito.

Rodrigo Polesso: Certo. É realmente triste ver isso. Às vezes quando as pessoas decidem emagrecer como você falou, elas decidem fazer uma combinação terrível, explosiva – que é mudar radicalmente sua dieta e seu regime de atividade física. O resultado disso com certeza não será bom. O pior é que esse tipo de informação não é divulgada por aí – essa questão do exercício físico como um aliado fraquíssimo para a perda de peso. Todos os estudos que foram feitos a respeito disso mostram quão eficiente o corpo é no seu gasto energético e quão inteligente ele é em equilibrar as calorias que entram e saem, como você acabou de falar. Então, eu acho muito frustrante uma pessoa tentar contar com o exercício físico como sendo uma estratégia única de emagrecimento e fazendo esforço de fazer exercício físico quando não tem energia para isso, tentando controlar as calorias que gastam. O pessoal comenta bastante sobre isso no site. É muito frustrante ver que as pessoas estão realmente tentando, mas dando soco em pedra, porque é um caminho bastante triste.

Dr. Souto: Ninguém está dizendo que o exercício não é importante, ou que o exercício não é bom para a pessoa. O exercício talvez seja a intervenção mais importante para a saúde, junto com a dieta. Mas se a pessoa opta por fazer exercício pelo motivo errado, que pode ser para perder peso, a pessoa se frustra; ela não vai conseguir perder peso somente com essa estratégia e acaba abandonando o exercício. Se a pessoa tivesse optado por fazer exercício pelo motivo correto; que é para se sentir melhor, ter mais força, aumentar a massa muscular, ou simplesmente para tirar as preocupações da cabeça, isso é válido. O meu receio é que as pessoas se frustrem porque elas buscam uma coisa que o exercício não tem como oferecer. Alguns dos nossos ouvintes podem ter contato com a literatura científica e vão pegar alguns estudos que vão mostrar que as pessoas que foram designadas para um grupo para praticar exercício perderam peso. Muitos desses estudos não têm um bom grupo controle. Qualquer pessoa que comece uma atividade de exercício inconscientemente também muda sua dieta. A pessoa que entra numa academia no dia 1º de janeiro. Essa pessoa começa a tomar menos refrigerante, começa a comer menos doce; ela está querendo mudar sua vida. Na verdade tomar menos refrigerante e comer menos doce que é responsável pela perda de peso. Alguns estudos mais inteligentes foram feitos comparando com um grupo controle que foi designado para fazer um exercício completamente inútil. Um grupo foi fazer atividade aeróbica cinco vezes por semana, por 40 minutos a cada dia. O outro grupo foi designado a ouvir palestras sobre saúde e bem-estar e fazer uma alongamento passivo. Os dois grupos perdem a mesma quantidade de peso. O outro grupo não perdeu peso porque fez alongamento ou porque assistiu uma aula, ele perdeu peso porque ficou motivado com as palestrar e mudou sem querer sua alimentação. É muito interessante. Quando a gente compara o exercício físico para a perda de peso com atividades que não são um exercício de fato, a perda ocorre nos dois grupos. Existe um grau de exercício tão intenso que possivelmente provoque um déficit calórico suficiente para a perda de peso, que é o que vemos nos atletas profissionais de elite. Certos atletas conseguem queimar em uma prova mais de 2 mil calorias. Isso não é o habitual. Isso não se aplica para 99% das pessoas que estão nos ouvindo. Para aqueles de nós que são amadores, que não são atletas profissionais de elite, a atividade física é boa para quase tudo, mas para perda de peso não.

Rodrigo Polesso: Perfeito. Quando as pessoas decidem focar na dieta alimentar e regularizar a forma como elas comem, elas começam a perceber que o nível de energia aumenta. As pessoas começam a sentir a necessidade de se exercitar. Isso é muito diferente de querer começar hoje a perder peso, sem ter a mínima vontade de sair do sofá, e acreditar que um exercício na academia pode ser a solução. Minha opinião pessoal é que você tem que focar primeiramente na questão alimentar e depois que seu metabolismo tiver se regularizado, aí você sentirá uma vontade natural de se exercitar. Esse exercício será bem-vindo para complementar todo o processo. Aí sim a combinação não será mais explosiva, mas sim uma combinação que vai te ajudar a curto, médio e longo prazo.

Dr. Souto: Exatamente. Existe um programa na televisão chamado “Biggest Loser”. Aquilo é uma desgraça. Na realidade é uma forma de torturar as pessoas na frente da televisão. São obesos mórbidos que são submetidos a exercícios quase além da sua capacidade e recebem uma alimentação completamente restrita do ponto de vista calórico. As pessoas perdem peso com isso? Perdem. Mas é uma coisa miserável. Se você olhar as fotos do Emagrecer de Vez ou no meu blog das pessoas que perderam 40 ou 50 quilos, algumas delas escrevem “tudo isso foi sem exercício”. Na realidade, um reality show não funcionaria baseando-se um Código Emagrecer de Vez, ou numa dieta de baixo carboidrato. Seria muito sem graça. Mostraria pessoas felizes, comendo bem, usando essas receitas que você falou no início do podcast, e perdendo peso. Sem sofrer, sem dor, sem lesões.

Rodrigo Polesso: Não tem sensacionalismo.

Dr. Souto: Não tem sensacionalismo. Sensacional é ver aquelas fotos de antes de depois e ver a transformação na vida das pessoas. Tanto a TV precisa vender o sofrimento, mostrando que as pessoas estão se redimindo quanto a indústria fitness precisa convencer as pessoas de que elas vão perder peso fazendo isso. A perda de peso é um dos maiores motivos que atrai uma pessoa para a academia. Esse é o motivo errado. Existem muitos bons motivos para se inscrever numa academia. Mas a perda de peso vai levar à frustração, porque a pessoa vai fazer aquele grande esforço na esteira e não vê os resultados. Porque a pessoa corre na esteira, fica com um pouco mais de fome e come mais na janta e isso compensa aquelas calorias que ela “queimou” no exercício.

Rodrigo Polesso: Você talvez consiga fazer isso por alguns dias ou semanas se realmente for comprometido. Quando falamos que exercício físico não promoverá a perda de peso, não é que ele não vai fazer você perder 1 ou 2 quilos. Mas estamos falando de mudança de vida permanente. Perder peso nunca é o desafio. O desafio é emagrecer de vez. Ou seja, emagrecer, regularizar o metabolismo, recuperar sua saúde e sua vitalidade e manter isso pelo resto dos seus dias. Tudo que a gente fala aqui nos podcasts é tendo esse tipo de objetivo em mente. Não é com a perda de curto prazo. Você consegue perder peso fazendo qualquer coisa hoje em dia. Mas isso não é o que estamos buscando aqui, espero que isso tenha ficado claro. Quer falar mais alguma coisa antes de pularmos para o próximo tópico?

Dr. Souto: Quem atende pacientes vê com muita frequência a seguinte história: “Doutor, eu sempre pratiquei esportes, corria 10 quilômetros todos os dias até que eu me lesionei. Depois de me machucar, não pude mais correr e engordei 15 quilos.” Um dos autores desse estudo que o Rodrigo mencionou, que foi publicado em inglês, foi o Dr. Timothy Noakes – um dos heróis do mundo low-carb. Ele é professor de ciência do exercício na África do Sul. O Doutor Noakes tem uma frase sensacional que é “se você precisa praticar atividade física para manter seu peso, isso significa que sua dieta está errada”. Essa frase é perfeita porque ela capsula essa ideia. Se o sujeito é um atleta de elite, ele até consegue manter seu peso graças um nível de atividade física acima do normal. Mas quando ele se lesiona, o peso começa a subir. Isso significa que a dieta está errada. Caso contrário, como seria possível as pessoas que seguem uma dieta correta manterem o peso sem esforço, mesmo sendo sedentários? Não estou sugerindo que as pessoas sejam sedentárias, isso não é bom para ninguém. Mas o exercício não deve ser feito para manter o peso. Se você precisa de grande quantidade de exercício para não engordar, sua dieta está errada.

Rodrigo Polesso: Não é difícil ver isso empiricamente no mundo dos atletas profissionais, como você mesmo disse. Alguns param de jogar e notoriamente ganham bastante peso. Imagina uma vida na qual você se força a fazer seu regime de exercício com a ameaça de engordar caso pare. Aliás, eu nunca fui tão magro na minha vida quanto na fase em que fiquei totalmente sedentário, porque estava focando tanto no trabalho que não tinha tempo de me exercitar. Isso é incrível. O que você está falando está fundamentado totalmente no que a ciência está dizendo e podemos observar empiricamente que é verdade. Eu acho que podemos pular agora para a segunda parte, que é bastante interessante. Vamos tentar manter toda a parte suculenta concentrada. É a questão dos carboidratos: será que carboidrato é ruim para todo mundo? Será que os carboidratos são os vilões da alimentação hoje em dia? Será que todo tipo de carboidrato é ruim? Vamos falar um pouco mais sobre essa questão e vamos apresentar o conceito do “safe starts” que é o carboidrato seguro. Será que low-carb é a melhor solução para todo mundo a longo prazo? Vou deixar o Dr. Souto fazer uma introdução.

Dr. Souto: Quando começamos a estudar sobre dieta de baixo carboidrato, especialmente dos grupos de dieta Atkins, é normal que se crie uma “carbofobia”. É a ideia de que “não podemos chegar perto de carboidrato algum”, esse tipo de pensamento. Parte disso se deve ao fato de que o Dr. Atkins estimulava que as pessoas medissem na urina com uma fita, para ver se estavam eliminando corpos cetônicos. O que são corpos cetônicos? Eles são um combustível alternativo produzido pelo organismo, que são produzidos a partir da gordura para nutrir o cérebro, o coração e alguns outros órgãos. Ele surge na ausência de quantidades suficientes de glicose. Como os corpos cetônicos são produzidos a partir da gordura, se eles estão presentes na urina, isso é prova de que estou queimando gordura. Então, quem aprendeu a fazer dieta Atkins e fez essa medição, fica com medo de consumir amido. O detalhe é que quando o Dr. Atkins bolou sua dieta nos anos 70, não haviam estudos comparando uma estratégia de dieta com a outra. Será que eu preciso consumir menos de 20 gramas de carboidratos por dia e ter corpos cetônicos detectados na minha urina para perder peso com restrição de carboidratos? Ou será que se eu consumir um pouco mais de carboidratos, que me impeçam de ter corpos cetônicos presentes na urina ou no sangue, vou conseguir emagrecer mesmo assim? Será que faz bem par a saúde permanecer numa dieta cetogênica, quase sem carboidratos, por um longo prazo? Isso que nós vamos conversar, não é Rodrigo?

Rodrigo Polesso: Isso. Não existem estudos de longo prazo com dieta cetônica até onde eu sei. Eu queria trazer um ponto sobre uns estudos que eu vi. Existe um subgrupo – uma minoria – que não responde bem à uma dieta baixa em carboidrato por um longo tempo. Tem gente que passa a se sentir melhor a partir do momento que são adicionados carboidratos mais densos na dieta. Para esse subgrupo de pessoas, é dessa forma. Eu quero mencionar a questão do Safe Start, que são os carboidratos seguros. Vou citar alguns alimentos que são muito comuns que, apesar de serem carboidratos, não existe nada na literatura que diz que esses carboidratos façam mal à saúde. Eles poderiam ser consumidos sem o menor problema. Exemplos: a batata normal, a batata doce, o arroz, o taro, mandioca. Esses alimentos são basicamente carboidratos (amidos), mas não tem glúten. Não vi nada na literatura que esses carboidratos causem mal. Eles são considerados carboidratos seguros, e podem ser adicionados a uma dieta alimentar perfeita. Inclusive, na fase 2 do Código Emagrecer de Vez, dependendo do corpo de cada pessoa, ela pode começar a adicionar carboidratos seguros à dieta. Isso não tem impacto significativo nenhum no peso.

Dr. Souto: É muito importante a gente entender que pacientes diferentes terão necessidades diferentes. No início de podcast, nós falamos sobre diabéticos. O paciente diabético, por definição, tem baixa tolerância à glicose. Um carboidrato seguro significa que ele é livre de toxinas, não é inflamatório, não vai estimular doenças autoimunes. Mas nenhum carboidrato com grande quantidade de glicose será seguro para um paciente diabético. Então, o diabético é um exemplo no qual os carboidratos devem ser mantidos mais baixos. Temos que discutir o conceito da resistência à insulina. Aquelas pessoas que são mais resistentes à insulina – cujo o pâncreas precisa fabricar maiores quantidades de insulina para manter a glicose controlada – tendem a responder melhor a uma dieta mais pobre em carboidratos. No entanto, algumas pessoas gostariam de perder uns 4 ou 5 quilos, mas numa tabela de Índice de Massa Corporal, elas estariam dentro do peso, os exames estão normais, os triglicerídeos estão baixos, o HDL (o colesterol bom) está alto. Essas pessoas que não têm resistência à insulina, que não são portadores de síndrome metabólica, se fizerem uma dieta altamente restrita de carboidratos (uma dieta cetogênica) muitas vezes podem se expor aos efeitos colaterais de uma dieta cetogênica e não vão colher maiores benefícios. Os efeitos colaterais podem ser: dificuldades no funcionamento do intestino, boca seca, diminuição de energia para prática de atividades. Uma dieta cetogênica ao longo prazo simula para o organismo uma situação de privação, como se fosse um jejum muito prolongado. Na verdade, as pessoas têm um metabolismo saudável. Se elas introduzirem as Safe Starts, os amidos seguros, elas provavelmente conseguirão atingir seus objetivos sem esses efeitos colaterais. Talvez atinjam esse objetivo com mais sucesso do que insistir numa dieta cetogênica, que é uma dieta ideal para pessoas severamente resistentes à insulina.

Rodrigo Polesso: É importante mencionar que a ciência mostra que não é necessário você entrar em cetose, seguindo uma dieta extremamente baixa em carboidrato para perder peso. Isso não é um pré-requisito. Cada pessoa é diferente, cada situação é diferente. Existem dois casos de populações pequenas que são sempre citadas quando falam sobre carboidratos e gordura, que são os habitantes de uma ilha do pacífico sul, que comem 70% da alimentação de carboidratos e os okinawas, no Japão, que tem a maior quantidade de centenários do que qualquer outro lugar no mundo. Os estudos que eu vi reportam que 85% da alimentação deles vem de carboidratos – basicamente batata-doce. Esses são exemplos gritantes do completo o oposto do pessoal que sugere uma dieta extremamente baixa em carboidratos como a única solução para o emagrecimento. Esses carboidratos que o pessoal come são seguros. A prova que eles não fazem mal é que eles têm a maior expectativa de vida do mundo, além da ausência de muitos problemas que estão se alastrando no mundo ocidental. Quer comentar sobre isso, doutor?

Dr. Souto: É muito importante diferenciar aquilo que a gente precisa fazer para não adoecer versus aquilo que a gente precisa fazer para resolver a doença que está instalada. Eu não acredito que alguém iria engordar ou ficar diabético porque come muitas frutas, ou porque come muita batata-doce, ou muita comida japonesa. Na realidade, a maioria das pessoas que desenvolve síndrome metabólica, resistência à insulina severa, obesidade ou diabete tipo 2, desenvolveu isso comento alimentos altamente processados durante uma vida inteira. Essas pessoas desenvolveram isso comendo farinha refinada, pão, biscoito, donuts, tortas, bolos, refrigerante com açúcar em grande quantidade. Isso vai levando a um desarranjo do metabolismo, a um acúmulo de gordura no fígado, a uma resistência à insulina. Isso culmina na diabete, síndrome metabólica e obesidade. Essa pessoa desenvolveu por causa desses hábitos uma situação em que ela tolera mal os carboidratos. Então, se eu der para essa pessoa a quantidade de batata-doce que o sujeito em Okinawa come, a glicose dessa pessoa vai a 300 ou 400. Se eu der para essa pessoa a quantidade de mandioca que os kitavanos consomem, ela vai ganhar peso e vai ficar mais diabética do que já é. Temos um nome para isso: flexibilidade metabólica. A pessoa saudável nasce com flexibilidade metabólica. Conseguimos usar dois combustíveis. Usamos carboidratos ou gordura alternadamente como fonte de energia. O leite materno, desenhado pela natureza para ser consumido por crianças, é quase 60% gordura, aproximadamente 30% de carboidrato e um pouco de proteína. Isso mostra que o recém-nascido consegue utilizar tanto gordura quanto carboidrato para energia. A pessoa perdeu sua flexibilidade metabólica, não por ter comido carboidratos, mas sim carboidratos altamente refinados durante uma vida toda. Ela não pode ser comparada como um kitavano, porque o kitavano nunca comeu porcaria na vida. Mas eu tenho certeza de que se eu pegar o kitavano e botar ele para comer fast-food por 10 anos, e voltar ele para a dieta de Kitava, ele não vai conseguir ser tão saudável quanto os outros kitavanos, embora sua saúde fosse melhorar em relação ao fast-food.

Rodrigo Polesso: Têm estudos que mostram que subgrupos dessas populações isoladas migram para o mundo ocidental que começam a apresentar todos os problemas que nós do mundo ocidental temos. Isso é uma prova que não é a genética que está dirigindo tudo, mas sim tudo o que fazemos no nosso estilo de vida alimentar. Carboidratos fazem parte de uma vida saudável hoje em dia. Se você não quiser perder peso, faz parte ter um carboidrato seguro na dieta, como batata-doce, arroz, taro, mandioca, tapioca. Esse tipo de coisa além de ser saborosa, pode ajudar a tornar o dia a dia mais diversificado. Não que seja necessário, mas não precisa dessa “carbofobia”. O pessoal começa a ficar com medo de qualquer tipo de carboidrato e isso é infundado em conhecimento científico. É um medo fabricado por essas pessoas que queremos dar liberdade para as pessoas que têm essa crença. Esse assunto é bastante complicado e extenso. Uma dia extra que eu quero mencionar é um mito que diz que uma dieta de baixo carboidrato e alta em gordura (LCHF, low-carb high-fat) é muito diferente de uma dieta de baixo carboidrato e alta em proteína. Estou cansado de ver ente fazendo pergunta “vou baixar os carboidratos e tenho que comer só bife, só proteína?” Isso está longe de ser verdade.

Dr. Souto: Isso é um problema maior no Brasil. Em inglês se fala muito em low-carb diet, que é a dieta de baixo carboidrato. No Brasil, se fala em dieta da proteína. Nos países de língua inglesa, não se diz “protein diet”. Então, eu acho que é algo que se perdeu na tradução. Quase todo mundo ouviu falar na dieta da proteína. Boa parte das pessoas que tenta uma dieta de baixo carboidrato, como no Brasil tem essa expressão de “dieta da proteína”, as pessoas tentam fazer por conta própria e comem só carne, só linguiça, só ovo, só queijo. Aí no final de algumas semanas ele não aguenta mais. Aliás, eu diria que a proteína é auto limitante numa dieta. A gente não consegue comer tanta proteína assim. Se a gente come muita proteína magra, chega uma hora que começa a dar um enjoo, aumenta os níveis de amônia. Você tem toda razão. Essa ideia de que ela é uma dieta hiperproteica está completamente errada. Isso acaba produzindo críticas em profissionais de saúde. Mas eles estão criticando uma coisa fictícia. “Uma dieta com tanta proteína não pode fazer bem”. Mas que dieta com tanta proteína é essa? Eu seguramente não como mais proteína agora do que eu comia há 5 anos atrás quando eu comecei a entrar nesse mundo. O que mudou é que eu como uma quantidade muito maior de vegetais, eu como muito menos carboidratos do tipo massa, pão e doce, e perdi o medo da gordura natural dos alimentos. Se eu for comer uma coxa de frango hoje, eu como com pele. Se eu for comer ovos mexidos, não vou separar a gema. Mas a proteína não mudou.

Rodrigo Polesso: Exatamente. É muito difícil comer proteína demais. Se tem uma coisa que se mantem mais ou menos estável independentemente do tipo de dieta que você tente, é a proteína. É um mito achar que uma dieta baixa em carboidrato é alta em proteína. Ela é alta em gordura. Inclusive, tem uma pessoa do fórum da Tribo Forte que postou uma foto do prato dela. Tinha ovos, um filé de salmão e um bacon do lado. Ela escreveu “hoje, só proteína”. Eu falei, “Não, hoje só gordura praticamente.” Ovos, salmão e bacon têm mais calorias em gordura do que proteína.

Dr. Souto: Exatamente. Isso é uma confusão que o pessoal faz. Na realidade, quando estamos falando “mais gordura” é mais gordura do ponto de vista do percentual de calorias. Uma vez eu fiz uma comparação no blog: se eu tenho 10 gramas de gordura e 10 gramas de proteína, eu não tenho 50% de gordura e 50% de proteína. Eu tenho 66% de gordura e 34% de proteína, porque a gordura tem mais do que o dobro das calorias. Isso que você falou está perfeito. Um prato desses tem mais gordura do que proteína. Eu acho que para a maioria das pessoas que nos escutam, talvez a mensagem mais importante seja: comida de verdade (plantas e bichos), evite os alimentos processados e farináceos refinados e açúcares (pães, massas, bolos, biscoitos, açúcar, doces). Não precisa ficar calculando com uma calculadora para ver quantos por cento de proteína ou gordura. Nos últimos dias eu recebi 3 ou 4 mensagens no meu blog perguntando a mesma coisa: qual é a proporção que você recomenda de proteína, gordura e carboidrato? Na natureza, nenhum bicho faz essa conta. Desde de que a gente se foque em alimentos de verdade e, se a pessoa tem obesidade, síndrome metabólica, diabetes, vamos restringir os carboidratos o suficiente para que a pessoa perca peso. O resto é regrado pelo apetite.

Rodrigo Polesso: É muito mais simples do que as pessoas imaginam e isso acaba assustando-as. Muita gente já tentou de tudo, inclusive os métodos mais mirabolantes que existem. Elas tendem a ter uma resistência natural aos métodos simples e prazerosos. Elas acreditam que emagrecer precisa ser sofrido e difícil. Mas não é mesmo. Agora tenho uma dica para poupar a frustação do pessoal que está começando o emagrecimento. “Quanto é possível emagrecer em uma semana?” Vamos ver quantos quilos é possível perder em uma semana quando você começa a aplicar uma reestruturação do seu estilo de vida alimentar. Melhor do que eu falar o que os estudos dizem, eu resolvi entrar dentro do fórum da Tribo Forte onde as pessoas que começaram a seguir o Código Emagrecer de Vez e acabaram a fase 1 começaram a postar os resultados que tiveram. Acho que vocês vão gostar de saber. Eu fui lá hoje de manhã e passei pela parte de resultados dentro do fórum. Esses são resultados da primeira semana do Código Emagrecer de Vez. A média de perda de peso geral em uma semana foi de 2.7 quilos. A maior perda reportada por uma pessoa foi 4.9 quilos em uma semana. A menor foi de 1.7 quilos em uma semana. Então a média foi de 2.7 quilos fazendo a fase 1 do Código Emagrecer de Vez. Mas as pessoas se iludem muito com esse tipo de resultado. Estamos falando de peso, que é o que você vê na balança. Isso esconde muito da verdade. Antes de começar o podcast, eu estava falando com o Dr. Souto que quando as pessoas falam que perderam 5 quilos na primeira semana, eu fico triste (brincadeira) porque as pessoas vão esperar esse mesmo tipo de resultado nas semanas seguintes. Antes de passar a palavra para o Dr. Souto, eu quero lembrar que pelo o que eu tenho visto nos meus estudos, uma perda natural de gordura seria de 1 quilo ou meio quilo por semana. Mas as pessoas costumam achar meio quilo por semana muito pouco. Imagine como seu corpo vai mudar em 6 meses se você perder meio quilo por semana. Estamos falando de mudança permanente. Então, Dr. Souto, vamos falar sobre essa perda de peso em uma semana. O que isso realmente significa?

Dr. Souto: Isso significa que o corpo é formado mais de água do que qualquer outra coisa. Se quase 70% do nosso corpo é formado de água, pequenas variações no percentual de água do corpo vão ser medidas em quilos. Nosso corpo armazena uma pequena quantidade de glicose na forma de glicogênio. O glicogênio é uma molécula que o corpo usa para armazenar glicose. O glicogênio é uma molécula hidratada e que atrai a água. Quando temos sal no saleiro, o saleiro atrai a humidade. Depois de um tempo aquele sal fica úmido e não sai mais pelos furos. O glicogênio, que é a forma que o corpo usa para armazenar glicose, atrai água. Quando fazemos uma dieta de baixo carboidrato, que é a fase inicial do código, por exemplo, o corpo começa a consumir suas reservas de glicogênio. Se não estamos consumindo grandes quantidades de glicose, o corpo começa a consumir o glicogênio. A medida que esse glicogênio é perdido, primeiramente temos o peso do próprio glicogênio, que pode ser de 300 a 400 gramas dependendo do tamanho da pessoa. Isso não é gordura, é glicogênio. Para cada molécula de glicogênio, tem umas 3 ou 4 de água que vão junto. Então as pessoas perdem esses valores na forma de glicogênio e água. Se 1 quilo de gordura é mais ou menos 7 mil calorias, 4 quilos de gordura vão ser quase 30 mil calorias. Por mais que a pessoa esteja comendo menos, não é razoável imaginar que a pessoa vai ter um déficit calórico dessas proporções. Isso é relevante porque a falsa expectativa, leva à frustração que leva ao abandono a estratégia. É a mesma coisa que falamos sobre o exercício. A pessoa vai para academia porque ela acha que assim ela vai perder peso, enquanto ela deveria ir para a academia para ganhar saúde. Quando ela não perde o peso da academia, ela deixa de ganhar saúde, porque ela abandona a academia. A mesma coisa que a pessoa que perde três quilos na primeira semana. Na segunda semana ela perde 500 gramas. Na terceira semana ela perde 400 gramas. Aí ela pensa que não está mais funcionando. Mas agora é que está funcionando. Esses 400 e 500 gramas são perdas de gordura.

Rodrigo Polesso: Isso se você fizer uma intervenção alimentar correta. Na verdade pode acontecer isso da pessoa começar a perder cada vez mais semana a semana quando a pessoa faz aquela dieta de restrição calórica e se mata de fazer exercício. Mas o corpo acaba se otimizando e gastando cada vez menos calorias e você perde cada vez menos peso até você parar. Tudo isso que estamos falando é assumindo que essa queima vai começar a funcionar e continuará funcionando se você aplicar um método que seja correto, com uma intervenção alimentar que seja baseada no que a ciência diz e não no sensacionalismo.

Dr. Souto: Qual é o grande limitante de todas as dietas? É a fome. Porque a pessoa não faz uma dieta da sopa até perder todo o peso que ela quer? Porque ela vai morrer de fome. A vida vai ficar miserável. Estamos propondo aqui um estilo de vida que não inclui fome. A pessoa não passa fome. O apetite diminui, a saciedade aumenta, as pessoas comem comidas deliciosas. Então, se a pessoa perder peso devagar… qual é a pressa? Quantos anos levou para acumular esse peso? Por que precisa perde-lo em 2 meses? Não é uma estratégia de curto prazo, é uma estratégia de médio e longo prazo, mas com a perspectiva de continuar funcionando.

Rodrigo Polesso: Exato. Isso é uma solução permanente. Pense no que você pode ser na frente do espelho daqui 1 ano. Você pode manter isso pelo resto da sua vida. Esse é o benefício da intervenção correta. A dica é justamente essa. Primeiro: tente confiar menos no peso da balança, por todos os fatores que o Dr. Souto mencionou. Ela engana e passa uma imagem errada. Segundo: foque mais em medidas. Tente medir sua circunferência. Confie mais em medidas do que em peso. Faça isso uma vez a semana, não todo dia. O corpo varia em medida – e até em altura – de dia para dia. O peso varia até mesmo durante o dia. Então a grande dica é se pesar uma vez na semana. Tire fotos ou meça sua circunferência. O principal é focar na tendência dos seus resultados e não nas flutuações do dia a dia. O pessoal é muito resistente a seguir esse tipo de dica. As pessoas fazem a dieta um dia e já querem se pesar, mas esse é um caminho de frustração. Se você focar na tendência ao longo do tempo, para qual caminho os resultados estão indo e não nas flutuações do dia a dia nas suas medidas e peso.

Dr. Souto: Isso aí. Se for medir todos os dias, faça isso com o devido sangue frio, sabendo que alguns dias vai dar mais alto. Vou salientar só dois exemplos. O alimento que você comeu às vezes leva mais de 24 horas para sair de dentro de você, e fezes pesam. Nem toda flutuação de peso é gordura. Tem água, tem outras coisas. As mulheres com as flutuações hormonais do ciclo menstrual vão ter períodos no mês que vão reter mais líquido, o que pode chegar tranquilamente a 1 ou 2 quilos de água, que são eliminados no segundo momento do ciclo. Eu até penso, Rodrigo, que para algumas pessoas pode até ser interessante se pesar todos os dias, desde que a pessoa saiba o que está fazendo e tenha sangue frio, sem se desesperar só porque um dia deu 500 gramas a mais do que na véspera.

Rodrigo Polesso: Não queremos que ninguém fique frustrado. Queremos pessoas cada vez mais positivas e cada vez mais felizes. O pessoal que não faz parte da Tribo Forte ainda, que é um portal de informações privilegiadas e ferramentas para você acompanhar suas medições e suas evolução ao longo do tempo. Dentro da Tribo Forte você pode acompanhar suas medidas, seu humor, fotos para ver num gráfico essa evolução. Tem também todos esses documentários dos quais estamos falando. Se você quer se juntar à Tribo Forte, use o link aqui embaixo para se juntar à essa família sensacional. Fazendo isso, você também estará nos ajudando a manter o portal, fazendo com que ele evolua cada vez mais. Queremos fazer um movimento grande para mudar essa tendência de doença que existe hoje em dia. Tudo isso por um valor simbólico por mês igual a uma assinatura da NetFlix. Tentamos deixar bem acessível mesmo, para que todos nos ajudem com a infraestrutura e com a continuidade desse projeto. Além disso, podemos ajudar o Dr. Souto a participar durante o expediente dele, tornando isso tudo muito melhor. Para as pessoas que querem emagrecer urgentemente, eu sugiro que você olhe o Código Emagrecer de Vez, que é aquele que mencionamos os resultados. Ele é completamente baseado no que a ciência fala sobre emagrecimento. Eu defendo que esse seja o melhor método para as pessoas que querem emagrecer de forma correta e permanente. Se você quer se juntar à família do Código Emagrecer de Vez, você encontrará um link abaixo do podcast. Ele se complementa com a Tribo Forte perfeitamente. Se você faz parte do Código Emagrecer de Vez e está emagrecendo, se junte à Tribo Forte que os dois vão se complementar perfeitamente. Dr. Souto, antes de eu finalizar, você gostaria de dar um tchau para o pessoal?

Dr. Souto: Só queria comentar que temos mais assuntos para falar do que conseguimos falar uma vez por semana, então já estamos preparando coisas boas para a semana que vem.

Rodrigo Polesso: Com certeza. Assunto vai ter sempre. Sempre tentaremos trazer tudo da forma mais simples possível e trazendo a verdade doa a quem doer. Eu deixo um abraço para todo mundo e a gente se fala no próximo episódio na semana que vem. Um grande abraço e até lá.

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Emagrecer de Vez

Cresce número de cirurgias bariátricas no País

Estadão Conteúdo

“O principal motivo provavelmente deve ser o aumento da própria doença. Mais da metade da população brasileira está acima do peso”, explica especialista

As cirurgias de redução de estômago cresceram 6,25% em 2015, em relação a 2014, segundo novo balanço da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). No ano passado, 93,5 mil pessoas foram submetidas ao procedimento, ante 88 mil em 2014. Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliou, em janeiro deste ano, a indicação do procedimento.

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Foto: Thinkstock/Getty Images

Segundo o presidente da SBCBM, Josemberg Campos, além da relação óbvia com o avanço da obesidade no País, outros hábitos adquiridos pelos brasileiros contribuem para o aumento do número de cirurgias bariátricas.

“O principal motivo provavelmente deve ser o aumento da própria doença. Mais da metade da população brasileira está acima do peso. O País está adquirindo hábitos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, com uma maior quantidade de horas dedicadas ao trabalho, pouca atividade física e pouco lazer. O estresse contribui para a obesidade.”

Campos diz ainda que o fato de a cirurgia ter entrado na lista obrigatória de procedimentos realizados pelos planos de saúde, após determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2011, também contribuiu para que, ano a ano, a bariátrica se tornasse mais conhecida e fosse mais indicada para os pacientes.

“Temos que convencer os médicos de que obesidade não é falta de caráter”

17 dúvidas sobre redução de estômago respondidas por médicos

Como a obesidade afeta o corpo

Avanços nas técnicas também contribuíram.

Apesar do crescimento no ano passado, Campos diz que 2016 não deve superar 2015. “Não vai crescer em decorrência da crise, já que as pessoas perderam os planos de saúde”, acredita. Mas este ano deve ser promissor para a especialidade, que foi reconhecida como área de atuação médica no ano passado. “Estamos querendo criar estrutura adequada, com programas de residência médica específicos em cirurgia bariátrica. Após a formação dos primeiros médicos, eles seguirão para diversos Estados para a criação de centros especializados em hospitais públicos.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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6 suplementos que combatem a inflamação

Por  Franziska Spritzler, RD, CDE 

2016
supplementos

A inflamação pode ocorrer em resposta ao trauma, a doença e o estresse.

No entanto, também pode ser causada por alimentos saudáveis ​​e hábitos de vida.

Alimentos anti-inflamatórios, exercício, bom sono e gestão do stress podem ajudar.

Em alguns casos, a obtenção de apoio adicional de suplementos podem ser úteis também.

Aqui estão 6 suplementos que se mostraram redutores da inflamação nos estudos:

 

1.Ácido Alfa-lipóico

O ácido alfa -lipóico é um ácido graxo feito por seu corpo. Ele desempenha um papel chave no metabolismo e na produção de energia.

Ele também funciona como um antioxidante, protegendo as células contra danos e ajuda a restaurar os níveis de outros antioxidantes, como as vitaminas C e E ( 1).

O ácido alfa -lipóico também reduz a inflamação. Vários estudos mostram que ele reduz a inflamação associada à resistência à insulina, câncer, doenças do fígado, doenças cardíacas e outros distúrbios (2, 3 , 4, 5 , 6, 7 , 8, 9).

Além disso, o ácido alfa – lipóico pode ajudar a reduzir os níveis sanguíneos de diversos marcadores inflamatórios, incluindo IL – 6 e ICAM – 1.

Em um estudo, o ácido alfa – lipóico impediu o aumento de IL – 6 e ICAM – 1 em células dos olhos imaturas tiradas de pessoas com oftalmopatia de graves ( 8 ). O ácido alfa -lipóico também reduziu os marcadores inflamatórios em vários estudos em pacientes com doenças cardíacas (9). No entanto, alguns estudos não encontraram alterações nesses marcadores em pessoas que tomam ácido alfa -lipóico, em comparação com grupos de controle (10, 11, 12).

 A dosagem recomendada: 300-600 mg por dia. Nenhum problema foi relatado em pessoas tomando 600 mg de ácido alfa -lipóico por até sete meses (11).

Os potenciais efeitos colaterais: Nenhum, se tomado na dose recomendada . Se você também tomar medicação para diabetes, então você pode precisar para monitorar seus níveis de açúcar no sangue.

Não recomendado para: mulheres grávidas.

Moral dá história: O ácido alfa – lipóico é um antioxidante que pode reduzir a inflamação e pode melhorar os sintomas de certas doenças.

 

2. O açafrão da terra (cúrcuma)

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 A curcumina é um componente de especiarias da cúrcuma. Ele oferece vários benefícios impressionantes à saúde.

Ela pode diminuir a inflamação em pacientes com diabetes, doença cardíaca, doença inflamatória do intestino e tumores, para mencionar apenas alguns (13, 14, 15, 16).

A curcumina também parece ser muito benéfica para a redução da inflamação e melhoria dos sintomas de osteoartrite e artrite reumatóide (17, 18).

Um estudo randomizado controlado descobriu que as pessoas com síndrome metabólica que tomaram a curcumina reduziram significativamente os níveis de marcadores de inflamação CRP e MDA, em comparação com aqueles que receberam um placebo (19).

Em outro estudo, quando 80 pessoas com tumores cancerígenos sólidos receberam 150 mg de curcumina, a maioria dos seus marcadores inflamatórios diminuíram muito mais do que os do grupo de controle. Seus escores de qualidade de vida também aumentaram significativamente (20).

A curcumina é menos absorvida quando tomada por conta própria, mas você pode aumentar a sua absorção em até 2.000%, tomando-a com piperina, encontrada na pimenta preta (21).

A dosagem recomendada: 100-500 mg por dia, quando tomada com piperina. Doses de até 10 gramas por dia têm sido estudadas e foram considerados seguras, mas podem causar efeitos secundários digestivos (22).

Os potenciais efeitos colaterais: Raros, se tomados na dose recomendada.

Não recomendado para: mulheres grávidas.

Moral da história: curcumina é um suplemento anti-inflamatório potente, que reduz a inflamação numa ampla gama de doenças.

 

3. Óleo de peixe

fish oil

Suplementos de óleo de peixe contém ácidos graxos ômega-3, que são vitais para a boa saúde. Eles podem diminuir a inflamação associada com diabetes, doença cardíaca, câncer e muitas outras condições (23, 24, 25, 26, 27, 28, 29).

Dois tipos especialmente benéficos do ômega-3 são o ácido eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA). DHA, em particular, tem sido demonstrado ter efeitos anti-inflamatórios reduzindo as citocinas inflamatórias e promovendo a saúde do intestino. Pode também reduzir a inflamação e danos musculares que ocorrem após o exercício (29, 30, 31, 32).

Em um estudo, os níveis do marcador de inflamação de IL-6 eram 32% inferiores nas pessoas que tomaram 2 gramas de DHA, em comparação com um grupo de controle (31).

Em outro estudo, os suplementos de DHA reduziram significativamente os níveis inflamatórios dos marcadores de TNF e IL-6 após exercícios vigorosos (32). No entanto, alguns estudos em pessoas saudáveis ​​e aqueles com fibrilação atrial não mostraram nenhum benefício da suplementação de óleo de peixe (33, 34, 35).

A dosagem recomendada: 1-1,5 gramas de ómega-3 do EPA e DHA por dia.

Os potenciais efeitos colaterais: óleo de peixe pode diluir o sangue em doses mais elevadas, o que pode aumentar o sangramento. Não recomendado para: pessoas que tomam anticoagulantes ou aspirina, a menos que autorizado pelo seu médico.

No final das contas: suplementos de óleo de peixe que contêm ácidos graxos ômega-3 podem melhorar a inflamação em várias doenças e condições.

4.Gengibre

 ginger

A raiz do gengibre é comumente moída em pó e adicionada a pratos doces e salgados.

Ela também é comumente usada para tratar a indigestão e náuseas, incluindo esta doença de manhã.

Dois componentes do gengibre, gingerol e zingerone, podem reduzir a inflamação associada à colite, danos nos rins, diabetes e câncer de mama (36, 37, 38, 39, 40).

Quando as pessoas com diabetes receberam 1.600 mg de gengibre por dia, os níveis de inflamação PCR, insulina e HbA1c diminuíram significativamente mais do que o grupo controle (39).

Outro estudo descobriu que mulheres com câncer de mama que tomaram suplementos de gengibre tiveram menores níveis CRP e IL-6, especialmente quando combinado com exercício (40).

Há também evidências que sugerem que suplementos de gengibre podem diminuir a inflamação e a dor muscular após o exercício (41, 42).

Dose recomendada: 1 grama por dia, mas até 2 gramas é considerado seguro (43).

Os potenciais efeitos colaterais: Nenhum na dosagem recomendada. No entanto, doses mais altas podem diluir o sangue, o que pode aumentar o sangramento.

Não recomendado para: Pessoas que tomam aspirina ou outros diluentes de sangue, a menos que autorizado por um médico.

No final das contas: suplementos de gengibre reduzem a inflamação, assim como a dor muscular e dor após o exercício.

5. Resveratrol

resveratrol

O resveratrol é um antioxidante encontrado em uvas, amoras e outros frutos com casca roxa. Ele também é encontrado no vinho tinto.

Suplementos de resveratrol podem reduzir a inflamação em indivíduos com doença cardíaca, resistência à insulina, gastrite, colite ulcerativa e outras condições (44, 45, 46, 47, 48,49, 50, 51, 52, 53).

Um estudo deu às pessoas com colite ulcerativa 500 mg de resveratrol por dia. Os seus sintomas melhoraram e tiveram reduções nos marcadores de inflamação PCR, TNF e NF-kB (52).

Em outro estudo, suplementos de resveratrol reduziram marcadores inflamatórios, triglicérides e açúcar no sangue em pessoas obesas (53).

No entanto, outro estudo mostrou nenhuma melhoria nos marcadores inflamatórios entre as pessoas com excesso de peso tomando resveratrol (54).

O resveratrol no vinho tinto também pode ter benefícios para a saúde, mas a quantidade no vinho tinto não é tão elevada como muitas pessoas acreditam (55).

O vinho tinto contém menos de 13 mg de resveratrol por litro (34 oz), mas a maioria dos estudos que investigam os benefícios de saúde do resveratrol utilizaram 150 mg ou mais por dia.

Para se ter uma quantidade equivalente de resveratrol, você precisaria beber pelo menos 11 litros (3 galões) de vinho todos os dias, o que definitivamente não é recomendado.

A dosagem recomendada: 150-500 mg por dia (56).

Potenciais efeitos colaterais: nenhum na dosagem recomendada, mas problemas digestivos podem ocorrer com grandes quantidades (5 gramas por dia).

Não recomendado para: pessoas que tomam medicamentos para diluir o sangue, a menos que aprovado pelo seu médico.

Resumindo: o resveratrol pode reduzir vários marcadores inflamatórios e proporcionar outros benefícios para a saúde.

6.Spirulina

Hawaiian spirulina powder

Spirulina é uma alga azul-verde com fortes efeitos antioxidantes.

Estudos têm demonstrado que reduz a inflamação, leva ao envelhecimento mais saudável e pode reforçar o sistema imune (57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65).

Embora a maioria das pesquisas até agora tenham investigado os efeitos da spirulina em animais, estudos em homens e mulheres idosos têm mostrado que ela pode melhorar marcadores inflamatórios, anemia e função imunológica (64, 65).

Quando as pessoas com diabetes foram dadas 8 gramas de Spirulina por dia durante 12 semanas, os seus níveis do marcador de inflamação MDA diminuíram (66).

Além disso, os seus níveis de adiponectina aumentaram. Este é um hormônio envolvido na regulação do açúcar no sangue e o metabolismo da gordura.

Dose recomendada: 1-8 gramas por dia, com base em estudos atuais. Spirulina tem sido avaliado pela US Pharmacopeial Convention e é considerado seguro (67).

Os potenciais efeitos colaterais: Além de alergia, nenhum na dosagem recomendada.

Não recomendado para: Pessoas com distúrbios do sistema imunológico ou alergias a spirulina ou algas.

Resumindo: Spirulina fornece proteção antioxidante que pode reduzir a inflamação e pode melhorar os sintomas de certas doenças.

Seja inteligente quando se trata de suplementos:

 

Se você quiser tentar qualquer um desses suplementos, então é importante que:

  • Compre-os de um fabricante respeitável.
  • Siga as instruções de dosagem.
  • Verifique com seu médico primeiro se você tiver uma condição médica ou tomar medicação.

Em geral, é melhor obter seus nutrientes anti-inflamatórios de alimentos integrais.

No entanto, no caso de inflamação excessiva ou crônica, suplementos muitas vezes podem ajudar a trazer as coisas de volta ao equilíbrio.

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