TRIBO FORTE #035 – VEGETARIANISMO E LOWCARB, DEPRESSÃO, TRATAMENTO PARA DIABETES

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No Episódio De Hoje:

Neste episódio de hoje iremos falar principalmente sobre 3 temas que podem ser do teu interesse:

  • Vegetarianismo e uma alimentação LCHF (low carb high fat). É possível? Quais os pros e contras?
  • Uma nova teoria sobre depressão e como ela pode estar mais ligado ao nosso estilo de vida do que imaginávamos.
  • Novos estudos provando que o tratamento padrão para diabetes tipo 2 tende a não ter eficácia nenhuma no médio e longo prazo.
  • O que comemos na última refeição.

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Referências do Episódio

Nova pesquisa descobre que depressão pode ser uma reação alérgica

Meta-análise sobre o tratamento corrente para diabetes tipo 2

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Bom dia, boa tarde e boa noite para você que está ouvindo esse episódio de número 33 do podcast oficial da Tribo Forte. Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, com o Rodrigo Polesso e o Dr. José Carlos Souto. Assuntos como emagrecimento, saúde, alimentação e estilo de vida são tratados de forma imparcial doa a quem doer. Para se tornar um membro da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Olá, bem-vindo ao episódio número 35 do podcast oficial da Tribo Forte. Esse é o podcast número 1 no Brasil em saúde. Um dos assuntos de hoje será o diabetes tipo 2 – falaremos sobre o tratamento corrente desse mal, o que está errado, o que está certo. Temos uma epidemia mundial desse mal. Depois, daremos nossa opinião sobre veganismo e vegetarianismo, por causa de uma pergunta da comunidade. Também falaremos sobre outro grande mal do mundo moderno, que é a depressão, e como ela pode estar ligada aos nossos hábitos alimentares. Esses são os três tópicos de hoje. O episódio está quente. Boa tarde, Dr. Souto, tudo bem?

Dr. Souto: Bom dia, tudo bom? Aliás… boa tarde.

Rodrigo Polesso: Ótimo. Vamos em frente. Vamos começar com uma pergunta da comunidade para já quebrar o gelo. A pergunta de hoje vem da Joice Duda: “Ouço o podcast de vocês toda semana. Gostaria de pedir a gentileza, se for possível, de vocês abordarem a low carb para vegetarianos. Gostaria que vocês pudessem elucidar se é possível ser vegetariano com os benefícios da low carb. Estou propensa a me tornar vegetariana por motivos religiosos. Porém, tenho medo de faltar alguns nutrientes e vitaminas só encontrados nas carnes. Poderiam dizer o que é mito e o que é verdade sobre essa questão? Gratidão pelo trabalho lindo seu e do Dr. Souto.” Nunca tratamos muito essa questão do vegetarianismo. Não vamos tratar hoje. Só daremos uma resposta para essa pergunta. A Joice, por motivos religiosos, quer tentar um estilo de vida saudável, mas está preocupada com a questão de nutrientes. O que você tem a dizer?

Dr. Souto: A primeira coisa é que não me cabe questionar os motivos da Joice. Isso a gente respeita. Vamos falar o que pode ser feito para aproximar uma dieta vegetariana de uma dieta que consideramos mais adequada. O primeiro problema que eu vejo com alguns vegetarianos (já atendi alguns em consultório) é que muitas das coisas que fazem muito mal para a saúde têm uma origem vegetal. Muitas das coisas que fazem muito bem para a saúde também têm origem vegetal… Mas veja bem… Pão é vegetal; todo e qualquer tipo de açúcar vem de vegetais. Numa dieta vegetariana, se eu quiser consumir muita porcaria, muito junk food, em geral, eu posso. Eu posso comer um hambúrguer vegetariano com batatas fritas (fritas em óleo vegetal). Coca-Cola é vegetal… açúcar, noz de cola e água. Então, se eu quiser fazer uma dieta vegetariana muito ruim, é possível. Mas é claro que também é possível fazê-la muito melhor. Como eu disse, eu já atendi alguns pacientes vegetarianos com problemas de obesidade e diabetes tipo 2. Estava muito claro que essas pessoas viviam à base de massa, pão, biscoito, batata, batata frita… afinal, esses são os alimentos calóricos que encontramos no mundo vegetal com facilidade. Então, a primeira coisa é que o fato de ser vegetal não significa que será bom se for junk food, um carboidrato refinado, um monte de açúcar, amido de absorção muito rápida… Por outro lado, nós temos no mundo vegetal vários alimentos que fazem muito bem para a saúde. Aí podemos citar todas as foliosas e vegetais de baixo amido (abobrinha, beringela, pimentão, brócolis, couve-flor). O problema dessa turma é que ela quase não tem calorias. Talvez algumas pessoas falem que isso seja uma vantagem – mas as pessoas precisam consumir uma quantidade mínima de calorias por dia. Se as pessoas comerem somente os vegetais de baixo amido e foliosas, a pessoa ficará com anorexia. Ela pode acabar morrendo por falta de comida. O grande dilema é conseguir uma dieta vegetariana com calorias, mas sem que elas venham primariamente de açúcar e amido. Existem alguns alimentos vegetais que são mais ricos em gordura. Nós temos as oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, macadâmias, pistaches), abacate, azeitonas, coco… Com esses alimentos, nós conseguimos colocar calorias dentro da dieta com gorduras universalmente reconhecidas como gorduras boas, sem que elas venham de açúcar e de tanto amido. Se a nossa ouvinte pretende ser vegetariana ovolactovegetariana (consumindo ovos e laticínios)… Existem vertentes que dizem que a galinha colocará o ovo todos os meses mesmo que a gente não pegue esses ovos. Então, não estaríamos matando um animal para comer o ovo. Da mesma forma quanto os lacticínios – a vaca vai dar leite suficiente para tudo. Enfim, se a pessoa segue essa linha de ovolactovegetariano fica muito mais fácil. Aí podemos introduzir os queijos, o iogurte, os ovos… com dieta rica em vegetais de baixo amido, rica em foliosas e tendo ovos e lacticínios, não faltará nenhum nutrientes nem vitaminas. Terá vitamina B12 no ovo. A pessoa ficará bem. Se por ventura ela decidir ser vegana, o ideal seria ter o acompanhamento do profissional para ajudar na suplementação. Nesses casos, eu acho que não tem como ser tão low carb assim. As calorias vão ter que vir de algum lugar. Eu sugeriria que essas calorias viessem das leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilhas). Esses são carboidratos de absorção mais lenta, que darão um pico muito menor na glicemia e insulina. Ao mesmo tempo, eles contêm uma quantidade de proteína maior, já que a proteína passa a ser uma preocupação nesse tipo de dieta.

Rodrigo Polesso: Esse é exatamente o ponto: as proteínas. Se a pessoa não come ovos ou laticínios… quais seriam as opções de proteína que elas têm à disposição? Algumas pessoas podem falar das proteínas completas de origem vegetal… Outras pessoas falam que essas proteínas não são tão completas como deveriam ser. O que você tem a dizer sobre isso?

Dr. Souto: Alguns autores veganos são convincentes em fazer um grande malabarismo nutricional… é possível atingir um perfil de aminoácidos completos. Se ela optar por esse caminho… com ovos e lacticínios, eu me preocuparia menos. Se ela for exclusivamente vegana, seria bom ter um acompanhamento profissional de quem sabe o que está fazendo. Eu não tenho como defender mais do que já estou tentando. É algo que, no fundo, não sou favorável. Para mim, a solução seria muito simples: coma um peixe três vezes por semana e está tudo resolvido. Existem algumas vertentes de vegetarianos que aceitam isso – uma dieta semi-vegetariana com peixe. Não sei exatamente qual é a questão ética e religiosa a qual ela se refere. Mas, se for possível ter alguma coisa de origem animal (ovos, leite, peixe), as coisas ficam mais simples e talvez seja até possível fazer de uma forma saudável.

Rodrigo Polesso: Existe um estudo de Oxford que comparou o tamanho do cérebro de pessoas carnívoras (ou onívoras), veganos e vegetarianos. Eles observaram que os vegetarianos tinham cérebros menores do que as pessoas onívoras. Inclusive, o maior cérebro vegetariano era menor que o menor dos onívoros. Ou seja, uma associação forte entre o tamanho do cérebro e o tipo de alimentação. Como Dr. Souto falou, não estamos aqui para julgar a decisão de ninguém. Respeitamos qualquer decisão. Mas é importante ter acesso às informações para tomar suas próprias decisões. As primeiras ferramentas desenvolvidas pelo ser humano, há 500 mil anos antes de Cristo, eram ferramentas para lidar com carcaças de animais. O problema é que, dependendo do que você lê, você se convence. O pessoal do vegetarianos e veganismo consegue fazer o caso deles assim como o outro lado. O fato indiscutível é que não existe fonte de vitamina D em vegetais, assim como é difícil achar a vitamina B12. Ambas são essenciais para o corpo humano. Ao meu ver, isso é uma dica da natureza de que a gente talvez sobreviva melhor comendo animais.

Dr. Souto: Não deve ser surpresa para quem me conhece… Eu parto do pressuposto de que uma dieta onívora é superior pela questão evolutiva. Ela é a dieta com a qual o ser humano evoluiu. A B12 pode faltar, mas basta suplementar – então, se ela tiver um acompanhamento profissional, o profissional vai suplementar a B12. Mas por que o ser humano não fabrica a B12? Obviamente, durante esses 2,5 milhões de anos sempre havia B12 na dieta. Então, algum precursor nosso teve uma mutação que o impedia de fabricar a B12. Essa mutação persiste na espécie. A capacidade de fabricar B12 era desnecessária em uma espécie que consumia B12 na dieta todos os dias. Essa é uma evidência fortíssima de um passado onívoro – um nutriente disponível somente na carne não é fabricado pelos nossos corpos. Em nenhum momento da história da evolução humana houve um momento vegano. O veganismo só se tornou possível com a tecnologia, com a suplementação, com agricultura em larga escala. Mas no estou julgando a opção. E, realmente, no século 21, é possível fazer uma dieta vegana saudável, desde que tenha suplementação e desde que a pessoa tome os cuidados para não ficar comendo tanto açúcar e amido, já que essas são as principais fontes de calorias disponíveis nos vegetais. É importante focar nos vegetais com mais gorduras e proteínas (oleaginosas, abacate, azeitonas, coco e leguminosas como feijão, lentilha, grão de bico). Jogando com isso, com o auxílio de alguém, fazendo exames para saber que não está anêmica… Com acompanhamento dá para fazer. Mas é muito mais fácil se a pessoa comer um peixe.

Rodrigo Polesso: Com certeza. A gente defende muito a questão evolutiva e ancestral. Quando vemos por esse paradigma, vemos que o ser humano é um ser vivo que se baseou em alimentos animais. Inclusive, para quem acredita que viemos dos macacos… Os macacos têm um sistema digestivo muito grande e o cérebro bem pequeno. O sistema digestivo e grande para que ele possa processar e absorver os nutrientes de plantas, que são muito baixas em densidade nutricional. Os estudos também dizem que o cérebro humano só começou a crescer quando o ser humano começou a cozinhar e a usar alimentos vindos de animais – afinal, eles são mais nutritivamente densos. Com isso diminuímos nosso intestino e o cérebro cresceu também. Com essa perspectiva ancestral, defender o veganismo e o vegetarianismo é difícil. Mesmo assim, as pessoas conseguem, já que hoje em dia temos tecnologia e suplementos. Com um bom acompanhamento, é possível de se fazer. Mas a nossa opinião a respeito disso está bem clara. Acho que podemos colaborar com informações úteis para nossa ouvinte. Vamos agora falar sobre a questão da depressão para depois falar da diabetes, que é o foco desse episódio. Nunca falamos muito sobre a depressão aqui, mas cada vez mais os pesquisadores começaram a associar problemas neurológicos e psicológicos com alimentação, intestino e estilo de vida das pessoas. Tenho um artigo aqui sobre isso e vou postar o link depois no EmagrecerDeVez.com. O título diz o seguinte: “Nova pesquisa descobre que depressão é uma reação alérgica à inflamação.” Vou ler dois parágrafos: “Nova pesquisa revela que muitas das causas da depressão vêm de uma reação alérgica à inflamação. A inflamação é uma resposta natural do nosso sistema imunológico à lesões, infecções e outras coisas. Quando são acionadas, o corpo joga células e proteínas para local dessa lesão através da corrente sanguínea, incluindo as citocinas, que facilitam a comunicação celular.” Eles notaram que pessoas sofrendo de depressão estão lotadas de citocinas. “A inflamação é causada por obesidade, alto açúcar na dieta, gorduras trans, dietas não saudáveis e outras causas.” Eu acho que a inflamação é mais uma consequência da obesidade. O Eleonor Morgan, da Vice, que é a revista que publicou esse artigo completa dizendo o seguinte: “Essas citocinas explodem em grande quantidade durante um episódio depressivo nas pessoas. Aqueles que têm problemas de bipolaridade têm uma ausência de citocina quando estão em remissão (quando esses episódios não acontecem). O fato que pessoas normais podem se tornar temporariamente ansiosas e depressivas depois de tomar uma vacina inflamatória (tifoide) adiciona mais lenha na fogueira. Isso para mim é muito interessante. É um campo de pesquisa muito novo. Tem gente que vai além. Um professor Stonebrooks University tem uma teoria diferente. Ele diz que depressão não é uma doença neurológica, mas sim uma doença infecciosa, causada por bactérias, fungos ou parasitas. Essas duas estratégias devem se interligar em algum momento. Mas veja que interessante essa relação entre inflamação e depressão. Sabemos que o que causa nossa inflamação é o nosso estilo de vida moderno.

Dr. Souto: Hoje é o dia da pegadinha. O Rodrigo me apresentou um monte de artigos que ele não me mandou antes. Mas eu já tinha conversado há alguns anos atrás sobre esse assunto – não é um negócio tão novo – com um psiquiatra e pesquisador que eu respeito muito. Ele estuda muito psicofarmacologia. Ele já tinha me falado que o grande campo futuro de pesquisa dentro dos transtornos de humor (depressão, transtorno bipolar) é a relação com inflamação do sistema nervoso central. Existem várias linhas de evidência. Citocinas são mediadoras químicas da inflamação do corpo. Esse psiquiatra também me disse que existem ensaios clínicos pequenos sugerindo os benefícios do uso de suplementação com Omega 3 em pacientes com transtorno de humor. Isso faz sentido quando falamos que a inflamação está por trás disso tudo – como os ouvintes já devem saber, o Omega 3 tem efeitos anti-inflamatórios. É claro que ainda não temos um nível de evidência para usar a linguagem causal. Isso provavelmente é um equívoco do jornalista que escreveu o artigo. Para dizer que algo causa alguma coisa, é um caminho longo em termos de ensaios clínicos randomizados e etc. Porém, existe uma série de hipóteses interessantes que podemos levantar. Será que essa desregulação violenta entre Omega 3 e Omega 6 que temos na alimentação ocidental não é um dos motivos da epidemia de depressão? Afinal, o Omega 3 presente principalmente em animais alimentados com pasto e frutos do mar são coisas que as pessoas consomem proporcionalmente pouco. Omega 6 são os óleos vegetais extraídos de sementes – eles estão presentes em praticamente todos os alimentos processados… As pessoas ainda por cima colocam isso na panela e cozinham com isso. Nas populações de estilo de vida tradicional (caçadores-coletores) a proporção é mais ou menos 1 para 1 de Omega 3 e Omega 6. Nas populações ocidentalizadas é de 20 a 30 para 1 – o predomínio de gordura inflamatória é muito grande. Além disso, existe o consumo de carboidratos refinados, farináceos… A obesidade… tudo isso gera e está associado à inflamação. Nós não podemos afirmar que está provado, mas eu acredito que sim… Acho que boa parte da epidemia de depressão tem a ver com inflamação, que, por sua vez, tem a ver com a alimentação.

Rodrigo Polesso: Quero dar uma pitada sobre a teoria do Turhan Canli. Ele mencionou uma bactéria ou um fungo que vive dentro de um grilo. Essa bactéria interfere no cérebro desse grilo, fazendo com que ele se mate na água. O grilo não gosta de água, mas essa bactéria consegue influenciar o cérebro desse grilo fazendo com que ele pule na água. Essa bactéria consegue se reproduzir na água… Ela achou um jeito de interferir no cérebro do grilo para se liberar na água e se reproduzir. Existe outra teoria (não lembro o nome) sobre gatos. Existe um parasita que vive no intestino dos gatos. Os ovos do parasita fica nas fezes do gato. Como a próxima geração de parasitas encontra o caminho para o próximo gato? Os ratos estão no meio dessa história. Os ratos entram em contato com as fezes dos gatos, são contaminados pelos parasitas e se tornam kamikazes – eles se tornam atraídos pelas urinas dos gatos. Esses ratos são mortos pelos gatos, infectam os gatos e fecham o ciclo da vida. Veja como um parasita no intestino pode afetar o cérebro desse tanto. Não dá para eliminar essa teoria. Deve ter uma conexão de alguma forma.

Dr. Souto: Não dá pra eliminar. Mas devemos deixar claro que, por hora, é só teoria.

Rodrigo Polesso: É só teoria. Mas a teoria que está caindo rápido é a de que essa é uma doença puramente neurológica. Não existe prova para sustentar isso. Vamos fechar esse capítulo. O próximo assunto é diabetes. Existem bastantes estudos rolando no mundo da internet sobre isso. Muitos pilares do tratamento atual da diabetes estão caindo. Sempre falamos que os ensaios clínicos randomizados são um alto nível de evidência, fazendo uma relação de causa. Agora saiu uma metanálise de ensaios clínicos randomizados – ou seja, um nível acima. Eles analisaram vários ensaios clínicos randomizados nessa metanálise que é chamada de “Eficácia de Segurança de Insulina no Diabetes Tipo 2 – Uma Metanálise”. Foi publicado nesse ano de 2016. Vai ter o link dele no artigo também. A conclusão foi: “Não existe evidência significativa de eficácia de longo prazo do tratamento de insulina em qualquer desfecho do diabetes tipo 2. Entretanto, existe um sinal de efeitos adversos como hipoglicemia e ganho peso com esse tratamento. O único benefício do tratamento de insulina para diabéticos é a redução, no curto prazo, da hiperglicemia no sangue – mas isso precisa ser confirmado com estudos adicionais.” Hoje, o Dr. Asseem Malhotra (um cardiologista britânico) postou no Twitter sobre outro estudo que saiu: “Novo estudo questiona o tratamento do diabetes tipo 2. Não existe evidência que drogas que abaixam a glicose ajudam a melhorar qualquer desfecho de longo prazo dessa doença.” O Dr. Asseem Malhotra escreveu: “Também é dubiamente ético não contar para os pacientes que essas drogas para o diabetes tipo 2 não melhoram os desfechos da doença.” O tratamento atual da diabetes – de acordo com as evidências científicas – não parece melhorar o desfecho de longo prazo da doença. Dr. Souto, podemos falar sobre o desfecho de curto e longo prazo e sobre o porquê da norma continuar tratando a doença com o próprio veneno que a causa.

Dr. Souto: Um problema grave nisso é a confusão entre desfechos duros ou desfechos substitutos (surogates endpoints). Desfecho duro é aquele grave (morte) – no caso da diabetes é hemodiálise, cegueira, amputações… Desfecho mole ou desfecho substitutos seria baixar a glicose. Ninguém se preocuparia em baixar a glicose se a pessoa não tivesse preocupada com os desfechos duros. Imagine que ficar com uma glicose de 200 não desse problema algum – ninguém se preocuparia em baixar a glicose. Na verdade, o objetivo do tratamento não é baixar a glicose, mas sim não ficar cego, não entrar em hemodiálise… Então, baixar a glicose é um desfecho substituto. Se usa esse desfecho substituto por ele ser fácil e rápido de se medir. Se eu quero fazer um estudo para saber se um novo remédio é bom para o diabetes, eu posso usar o desfecho substituto. Eu pego um certo número de diabéticos e faço um ensaio clínico randomizado. Eu sorteio metade para tomar meu remédio novo e a outra metade para tomar uma pílula sem nada dentro. Ao final de 12 semanas, eu verifico como está o açúcar no sangue desses dois grupos. Se o remédio baixou o açúcar no sangue eu digo que “esse remédio é bom para o diabetes”. Mas isso está errado. Eu não provei que esse remédio é bom para o diabetes, mas sim que ele baixa a glicose. Para provar que ele é útil e bom para o diabetes, eu preciso que as pessoas que tomam esse remédio morram menos do coração, fiquem menos cegas, tenham menos amputações… menos desfechos duros da diabetes. O problema é que a grande maioria dos remédios para diabetes nos dias de hoje foram (e continuam sendo) aprovados com base exclusivamente no desfecho substituto – ou seja, só na sua capacidade de baixar a glicose. Então, o que esses estudos estão começando a mostrar é que, mesmo a gente conseguindo baixar a glicose com remédios, isso não tem efeito algum sobre os desfechos duros – que é o que realmente importa. O Dr. Jason Fung, do qual eu e o Rodrigo somos fãs, fez um twit há uns meses atrás: “É claro que vai ser assim. Estamos tratando com remédios uma doença nutricional.” Muito provavelmente a própria insulina alta no sangue é responsável por vários dos problemas do diabetes. A insulina alta esta relacionada à alta coagulabilidade do sangue, à inflamação, ganho de peso (que, por sua vez, está associado a uma série de problemas). Então, se os remédios que são usados para baixar o açúcar no sangue fazem isso com o aumento da insulina, seria como piorar a doença. Vamos relembrar o que é o diabetes tipo 2. No tipo 1, o pâncreas não fabrica insulina e se a pessoa não usar insulina ela morre – não estamos falando disso. Estamos do diabetes tipo 2, que é uma doença de resistência à insulina – uma doença adquirida. Vamos usar uma analogia. Imagine que várias pessoas estão em uma parada de ônibus, que representa a nossa corrente sanguínea (as pessoas são a glicose). O ônibus chega – ele é a célula. As pessoas entram no ônibus… a glicose sai da corrente sanguínea e entra no ônibus. Mas vai chegando cada vez mais pessoas na parada. A pessoa está comendo muita glicose. A parada está ficando cheia. Com isso, os ônibus estão ficando lotados.

Rodrigo Polesso: Igual à São Paulo na hora do rush.

Dr. Souto: Isso. O que acontece quando o ônibus está bem cheio? A galera que está dentro não deixa mais ninguém entrar. Isso é resistência à insulina. As células já estão cheias de glicose, então passam a se revoltar. É como a revolta do pessoal dentro do ônibus lotado. Elas se recusam a obedecer a ordem da insulina de que entre mais glicose. Quando usamos um remédio que aumenta a insulina, seria como enviar as pessoas pela janela para dentro do ônibus. Sim, isso diminuiria o número de pessoas na parada de ônibus… A glicose no sangue vai baixar. Mas é como botar o problema para baixo do tapete. O excesso de glicose, ao invés de ficar na parada, fica dentro das células. Quando esse ônibus (que agora está superlotado) parar na próxima parada, ele com certeza não aceitará mais ninguém – a resistência à insulina terá piorado. É um ciclo vicioso. Quanto mais insulina eu uso, mais resistência à insulina eu produzo. Por esse motivo, nos livros está escrito que a diabetes tipo 2 é progressiva e incurável. Sim, se o tratamento for aumentar cada vez mais a insulina, sem resolver o problema de excesso de pessoas na parada do ônibus… O ônibus não tem condições ilimitadas de abrigar pessoas… A glicose no sangue vai ficar alta. Qual é a solução óbvia? Parar de comer glicose – evitar que tanta gente se acumule na parada de ônibus. Então, se a pessoa parar de colocar uma quantidade contínua de glicose na corrente sanguínea (maior do que a que o corpo necessita), os ônibus começam a ficar mais vazios. Com isso, não será necessária tanta insulina para obrigar as pessoas a entrarem no ônibus lotado. Então, uma estratégia nutricional é melhor para uma doença de origem nutricional (diabete tipo 2). Não estamos dizendo que não existe lutar para a medicação no tipo 2 – é evidente que existe. O erro é que 99% das vezes as pessoas são tratadas primeiramente com remédio e nem se quer falam em dieta. Quando as pessoas não falam em dieta, é uma sorte, na verdade. Quando elas falam em dieta, falam em comer pão integral de 3 em 3 horas, suco de laranja, cereal matinal, arroz, batata e evitar gordura, carne e ovos. Eu pego uma pessoa que tem excesso de glicose no sangue, têm resistência à insulina, suas células já estão cheias de glicogênio e não tem mais onde enfiar glicose… e eu digo para ela comer glicose de 3 em 3 horas. Então, sortudas são as pessoas que não são orientadas sobre dieta por gente que não tem noção do que está orientando. O que deveria ser orientado? O óbvio! Retirar a glicose. Eu já devo ter falado isso em outros podcasts, mas não consigo deixar de falar. O que devo fazer se eu tenho um paciente alérgico a camarão? Eu digo para ele não comer camarão. O que seria o equivalente do tratamento contemporâneo do diabetes para uma pessoa que tem alergia ao camarão? “Você vai usar um corticoide potente três vezes ao dia e vai carregar com você essa injeção de adrenalina caso você tenha um choque anafilático… mas você pode comer todo camarão que você quiser.” É isso que nós estamos fazendo com os diabéticos. É por isso que esses estudos estão mostrando que esses desfechos duros não mudam. Não estamos tratando a doença. A doença não é glicose alterada no sangue – isso é o sintoma. Se a pessoa tem uma pneumonia, a febre não é a doença. A doença é a pneumonia. A febre é um sintoma. Glicose elevada no sangue é um sintoma no diabetes tipo 2… Diabetes tipo 1 também tem glicose alterada, mas é outra doença. A diabetes tipo 2 tem como sintoma a glicose alterada no sangue, mas a doença se chama resistência à insulina. Como devemos tratar isso? Tornando a insulina menos necessária… fazendo o pâncreas na pessoa descansar, sem que precise ficar secretando a cada 3 horas quando ela come uma barra de cereal. Deixe o pâncreas quieto… diminua a quantidade de glicose introduzida no sistema via alimentação… assim, um corpo resistente à insulina e intolerante à glicose consegue ter uma vida mais normal. O interessante é que existem alguns medicamentos que estão associados em melhoras em desfechos duros. Um deles é a metformina. Mas a metformina não aumenta a insulina. A metformina diminui a insulina. Ela atua de várias formas, mas a principal é diminuindo a produção de glicose pelo fígado – isso torna necessária uma quantidade menor de insulina. Então, os poucos remédios que realmente ajudam são remédios que atuam diminuindo a quantidade necessária de insulina, e não aumentando. Isso, na minha opinião, é uma dica muito forte de que o que está sendo observado nessas metanálises é que a insulina alta, em si, é um problema – então, tratar aumentando a insulina é outro problema.

Rodrigo Polesso: A única medicação que dá um desfecho duro melhor é a que emula medicamentosamente uma mudança de estilo de vida e alimentação. É uma doença de resistência à insulina, que assim como a resistência a antibióticos, é causada pelo excesso dessa substância. No tratamento atual as pessoas chegam a ter que injetar insulina no sangue. É uma resistência de excesso de insulina e você injeta a insulina no sangue.

Dr. Souto: Você viu que a metanálise fala que o uso de insulina provoca ganho de peso. Espero que isso não seja uma surpresa para quem está nos ouvindo.

Rodrigo Polesso: A hiperinsulinemia está ligada ao ganho de peso (obviamente), doença de Alzheimer, câncer, hipertensão, hipoglicemia, diabetes, dislipidemia, obesidade, inflamação crônica… Então, o paciente diabético já está com a insulina alta e recebe mais insulina ainda. O efeito sinérgico disso é catastrófico.

Dr. Souto: O diabético tipo 2, que usa uma dose grande de insulina (40 unidades, por exemplo)… A dieta desse paciente tem uma quantidade absurda de carboidratos. Ele precisa comer uma quantidade grande de carboidratos para não ter uma hipoglicemia com aquela dose grande de insulina que ele está usando. Isso é uma insanidade muito grande. Seria muito mais simples reduzir com o acompanhamento de um profissional de saúde (não faça isso em casa) – se uma pessoa está tomando uma dose alta de insulina e reduz subitamente os carboidratos, pode ter uma hipoglicemia grave. A redução tem que ser gradual e concomitante. Vai diminuindo a quantidade de insulina, de carboidratos… vai medindo várias vezes por dia com o glicosímetro… vai falando com seu profissional de saúde para poder fazer esse ajuste. Uma vez feito esse ajuste, a pessoa pode não precisar usar insulina injetável por não estar consumindo uma grande quantidade de carboidrato. O tratamento atual seria como um alérgico a amendoim usar um corticoide e uma injeção de adrenalina para poder comer amendoim. Não seria mais fácil parar de comer amendoim? Se você gosta de comer amendoim, paciência… A pessoa pode se adaptar.

Rodrigo Polesso: A Associação Americana de Diabetes acredita que a diabetes é uma doença progressiva e não tem cura. Mas, olhando os estudos, dá para ver que é uma doença reversível. Quem tem diabetes tipo 2 pode voltar ao funcionamento normal do organismo. Você não estará fadado à injeção de insulina e regulação extrema de glicose para o resto da vida. É uma esperança, mas não está disseminada para a maior parte da população. Como a Associação Brasileira de Diabetes entende isso?

Dr. Souto: Te confesso que não sei. Suspeito que continuem achando que seja algo progressivo. A diabetes ser reversível ou não gera uma discussão semântica bizantina. Alguns dizem: “Não é reversível. Reversível seria a pessoa voltar a comer batata, sorvete e pão.” Se esse for o critério, não é reversível. Agora, se “reversível” for viver sem injetar insulina, sem medicamentos e ter a glicose normal… sim, isso é possível em muitos casos. Eu acho que o pessoal perde muito tempo na discussão semântica… se isso é cura ou remissão… se é remissão ou melhora… tanto faz! O importante é que têm pessoas diabéticas que estavam injetando insulina e agora, com dieta de baixo carboidrato, estão sem insulina, sem medicamentos orais ou usando apenas metformina. Eu devo publicar brevemente uma postagem no blog na qual eu vou pinçar um detalhe interessante. Comentamos num podcast passado que o USDA eliminou o limite de consumo de gordura, mas que a maioria das pessoas não sabem disso por estar escondido no meio de um documento. A maioria das pessoas não sabe também que a Associação Americana de Diabetes já aceita a dieta low carb como alternativa.

Rodrigo Polesso: Mas também não escancarou.

Dr. Souto: A última vez que eles publicaram as diretrizes de diabetes foi em 2013. Nesse artigo, publicado na revista da Associação Americana de Diabetes em 2013, eles mostraram as alternativas de manejo dietético do diabetes. Eles mostram várias, mas uma delas é a dieta de baixo carboidrato. Então, hoje em dia, quem propõe uma dieta de baixo carboidrato para diabetes não está indo contra as diretrizes. Mas a maioria das pessoas não sabem disso porque isso foi admitido com essa certa vergonha… um parágrafo perdido dentro de um texto de muitas páginas. Então, as coisas estão mudando. Mas estão mudando com aquele constrangimento de quem viu que fez bobagem por algumas décadas e não quer anunciar a mudança de posição.

Rodrigo Polesso: Muitas coisas boas acontecem no nosso corpo quando nossos hormônios estão funcionando normalmente, principalmente a insulina e a glicose. Para quebrar a resistência à insulina, uma das coisas mais eficientes é a prática correta do jejum intermitente. Se tiver menos pessoas na parada do ônibus, os ônibus vão passando até que a densidade de pessoas dentro dos ônibus fique pouca, porque não tem mais pessoas entrando. Quando você para totalmente de colocar pessoas para pegar ônibus, esse é o jejum intermitente. A primeira fase do Programa Código Emagrecer de Vez é uma alimentação forte low carb. Essa fase também começa a implementar o jejum intermitente. Essa é uma estratégia que funciona muito bem sinergicamente. Isso evolui com as outras fases. É um estilo de vida baseado em alimentação real e com períodos de pausa para o nosso organismo. Assim, você começa a regular naturalmente para viver como uma pessoa saudável pelo resto da vida – mantendo a insulina sob controle.

Dr. Souto: Para quem lê inglês, vamos avisar que saiu o novo livro do Dr. Jason Fung, junto com o Jimmy Moore: “The Definitive Guide To Fasting”. Começamos a ler o livro e me parece um livro espetacular. É um excelente ponto de partida para quem deseja manejar o diabete tipo 2. Leia o livro e discuta o livro com seu profissional de saúde. Veja se é possível adotar essa abordagem no seu caso. Nada será tão eficiente como retirar o estímulo por um certo período de tempo. Lembrando que os carboidratos aumentam a insulina, mas as proteínas também aumentam. Então, se realmente queremos deixar o pâncreas descansar por um tempo, parando de bombardear as células com insulina, fazendo com que elas fiquem menos resistentes à insulina, a melhor estratégia é provavelmente o jejum intermitente. Temos um ensaio clínico randomizado de um jejum modificado – se não me engano, o nome do autor é Mosley. É um jejum modificado com cerca de 500 a 800 calorias por dia. Em 60 dias, um número significativo de pacientes reverteu o diabetes. Isso está publicado em literatura peer review. É um estudo com nível de evidência. Se isso é possível com um quase jejum, imagine com um jejum de verdade, que é o que o Jason Fung propõe. Aí está a dica para quem lê inglês. Compre o livro do Dr. Fung. Se você é diabético tipo 2, discuta essa alternativa com seu médico.

Rodrigo Polesso: Fiquei feliz que ele se tornou um dos mais bem vendidos na Amazon bem rapidamente. O pessoal está pegando essa tendência. Dr. Souto, vamos fechar o podcast de hoje com a questão da alimentação. Vamos falar sobre as últimas refeições.

Dr. Souto: Bife de frango… ovo frito em cima do bife… vegetais refogados… é isso aí. Como eu já falei, não vario muito meu almoço.

Rodrigo Polesso: Hoje eu fiz outro experimento. Comprei uma costela de carneio alimento com pasto. É bem caro. Mas é o mais saudável possível. Comprei e fiz na frigideira. Ficou uma delícia.

Dr. Souto: Estou rindo porque se você vier ao Rio Grande do Sul e falar que comeu um “carneiro alimentado com pasto” as pessoas iriam perguntar: “E ele seria alimentado com o que?” Nem passa alimentar o carneio com outra coisa. Quando tem uma terra muito ruim para agricultura, as pessoas colocam ovelhas lá. A ovelha pasta até mesmo em grama baixa.

Rodrigo Polesso: Tem gente que fala que temos que conhecer como o fazendeiro cria as vacas. Alguns bifes vêm escrito que foram criados a pasto. Só que alguns colocam as toxinas alguns dias antes de abater o animal. Então, alguns estragam o perfil lipídico do animal dos últimos dias. Então, existem várias nuâncias sobre isso. Não sei como está indo isso no Brasil. Mas na América do Norte, isso está feio.

Dr. Souto: No Brasil, depende da região. Aqui no Sul a criação com pasto é disparada a mais comum. Quem comprar carne no açougue aqui estará comprando gado alimentado com pasto, mas é possível que tenha sido terminado com ração para engordar. Já no centro-oeste, existe mais confinamento. É interessante termos uma noção disso. Eu prefiro comprar no açougue do que comprar de uma marca famosa no supermercado que deve ter vindo de outro estado. Mas a carne mais alimentada com ração ainda será melhor do que o pão mais integral.

Rodrigo Polesso: Por mais integral que seja!

Dr. Souto: O trigo benzido pelas virgens do Himalaia não será melhor do que a carne mais comercial que você encontrar.

Rodrigo Polesso: Exatamente.

Dr. Souto: Isso dá uma ideia do que eu penso sobre o veganismo.

Rodrigo Polesso: Ficou bem claro. Quem ainda não é Membro VIP da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Se junte à nossa família. Tem muito conteúdo de ótima qualidade dentro do portal diariamente. Você terá acesso ao fórum, onde o pessoal compartilha diariamente os resultados. O pessoal se ajuda compartilhando receitas e notícias la dentro. Essa comunidade é muito interessante. O nosso evento ao vivo está chegando em algumas semanas. Será sensacional. Quem for membro da Tribo Forte terá uma vantagem especial depois do evento. Entre em TriboForte.com.br. Espero que esse episódio tenha sido útil para todo mundo. Com isso a gente fecha. Obrigado, Dr. Souto. Até o próximo episódio.

Dr. Souto: Obrigado. Um abraço.

Rodrigo Polesso: Até mais.

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Emagrecer de Vez

Como ajudar a prevenir câncer e doenças cardíacas

Por: Dr. Ronesh Sinha

cell disturbed

A resistência à insulina e obesidade têm sido associados a condições como diabetes e doenças cardíacas, mas muito poucos de nós estamos fazendo a conexão com o câncer. Na minha prática clinica vejo pacientes com alto risco de doença cardíaca, mas é importante entender que os mesmos riscos de estilo de vida que aumentam risco de ataque cardíaco são responsável por elevar o risco de câncer também.

As pessoas têm muito diferentes reações emocionais às doenças cardíacas e câncer. O ataque cardíaco é geralmente um evento abrupto, instantânea que pega os indivíduos completamente desprevenido. A intervenção é rápida (algum tipo de procedimento de ponte de safena) e muitas vezes os pacientes voltam rapidamente ao seu nível basal de função. Um paciente de ataque cardíaco fisicamente parece praticamente o mesmo de antes, durante e depois o seu ataque cardíaco. Talvez um pouco mais leve e mais apto após o ataque cardíaco, se tal evento causar algumas mudanças de estilo de vida saudáveis. Há muito mais segurança ao processo de diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Câncer tem uma cadência completamente diferente. Há o processo de receber a notícia sobre o seu diagnóstico, absorvendo as emoções da a notícia, os efeitos tóxicos e secundários dos vários tratamentos, os múltiplos acompanhamentos e testes e exames de imagem, a incerteza para o paciente com câncer sobre a sobrevivência, o número de tratamentos e protocolos experimentais, a deterioração física e emocional e degeneração … eu poderia continuar falando. Eu assisti muitos pacientes e familiares muito próximos passar por câncer. ,, indivíduos confiantes energéticos vibrantes reduzidos rapidamente a um estado de vulnerabilidade e fragilidade.

Felizmente muitos cânceres anteriormente incuráveis ​​se tornaram tratáveis e, em alguns casos, curáveis. Testes de diagnóstico melhorados e o rastreio precoce são estratégias-chave que prevenir e curar o câncer em seus estágios iniciais. No entanto, o câncer ainda é a segunda principal causa de morte depois de doenças cardíacas e estamos identificando uma lista crescente de exposições no dia com o estilo de vida moderno, que estão aumentando o risco de câncer em adultos e crianças.

 

Câncer é evitável?

 

Quando as pessoas discutem prevenção do câncer, temas típicos incluem protetor solar, tabagismo, e realização de testes de triagem importantes, como mamografias e colonoscopias. Estas são estratégias de prevenção importantes, mas muito poucas pessoas discutem o papel da nutrição e hábitos de vida na prevenção do câncer. Deixe-me apresentar algumas ciência básica em células cancerosas e espero que o entendimento irá reforçar a importância de um estilo de vida saudável que é uma grande arma em nossa guerra contra o câncer. Eu também quero-nos a expandir nossa definição das substâncias cancerígenas mais tradicionais (tabagismo, etc.) para uma classe inteiramente nova de riscos que se referem como “agentes cancerígenos do estilo de vida.” Estes incluem fatores como dieta, stress, sono, atividade física e vitamina D. Vamos discutir alguns deles e como eles se relacionam com o risco de câncer.

As células cancerígenas se alimentam de glicose.

 

O cancro é uma doença que resulta de células anormais que se multiplicam rapidamente, sem regulamentação. As células cancerosas são muito resistentes e capazes de se replicar em ambientes agressivos graças a algumas propriedades metabólicas únicas. Uma célula saudável, não-cancerígena produz energia por ingestão de glucose, e a converte em piruvato, que então entra nas  mitocôndrias (unidade de geração de energia no interior das células), que queimam piruvato na presença de oxigênio. As células cancerosas, porém, podem produzir energia diretamente a partir da glicose sem oxigênio e sem envolver as mitocôndrias. Se tivéssemos que usar uma analogia do carro, as células cancerosas são significativamente mais econômicas em combustível do que as células não-cancerosas, usando glucose sozinha para permitir a replicação rápida e crescimento. 

Tumores densos muitas vezes não têm uma oferta adequada de oxigênio, portanto a capacidade de produzir energia sem oxigênio é uma grande vantagem de sobrevivência para células cancerosas. Na verdade exames de PET/ CT utilizam o apetite das células cancerosas  a glucose para conseguir fazer a imagem do tumor. Os pacientes recebem uma injeção de glucose radioativa que se desloca diretamente para o local do tumor, permitindo que os médicos visualizem a localização e o tamanho da célula cancerígena.

 

Resistência à Insulina e Câncer

 

 Se você não compreender o processo de resistência à insulina, não deixe de ler isso, prestando bastante atenção… Essencialmente, a resistência à insulina está desviando a glicose a partir de carboidratos  para longe do músculo, o destino preferido, para um local de estacionamento  menos desejável, gordura e fígado. Se a genética e/ ou exposições ambientais (substâncias cancerígenas, como fumaça de cigarro, poluição do ar, e os listados aqui), de alguma forma aumentar a sua susceptibilidade ao câncer, em seguida, a resistência à insulina pode estar potencialmente empurrando o excesso de glicose na alimentação dessas células cancerosas.

De fato, existem diversos estudos que mostram que a metformina de diabéticos  pode ter um papel  na inibição do crescimento de células de câncer. Além de deixar a glicose mais prontamente disponível para as células tumorais, a resistência à insulina tem outro efeito sobre o crescimento de células tumorais. Os indivíduos que tem resistência à insulina tendem a ter níveis mais elevados de insulina circulante. Quando a insulina não consegue empurrar a glicose para as células musculares, o seu pâncreas responde bombeando mais insulina.

O excesso de insulina provoca não só o armazenamento de gordura, mas também pode levar a crescimento de células de câncer. Por exemplo, estudos mostram que células cancerosas da mama contêm receptores de insulina e excesso de insulina quando ligado a estes receptores pode provocar o crescimento e a propagação do tumor.

Ponto muito importante: a resistência à insulina pode aumentar o risco de câncer, aumentando a disponibilidade de glucose para alimentar células tumorais e produzindo excesso de insulina que pode desencadear a proliferação de células cancerígenas

Inflamação e câncer

 

Muitos dos pacientes que vejo na minha clínica que já leram meu livro conseguiram reduzir o excesso de carboidratos com a dieta low-carb ou cetogênica em sua dieta, mas muitas vezes continuam  comendo uma dieta deficiente em plantas anti-inflamatórias. Você pode reduzir tecnicamente as  medidas resistência à insulina (glicose, triglicerídeos, cintura, etc.) através da substituição de carboidratos,  mas você pode não atingindo seu potencial máximo de prevenção ainda. A inflamação é a principal causa subjacente da maioria das condições crônicas de saúde, incluindo câncer. Uma dieta altamente processada, que é deficiente em plantas não vai fornecer agentes anti-inflamatórios, fitonutrientes anticancerígenos (nutrientes derivados de plantas) o suficiente para protegê-lo ainda mais contra o câncer.

 Um dos alimentos-chaves que enfatizo no meu livro é a adição de vegetais crucíferos, como couve-flor. Embora eu sempre soube sobre os benefícios anti-câncer de comer vegetais crucíferos, fiquei especialmente impressionado quando eu conheci um pesquisador de câncer de uma grande universidade descrevendo em detalhes como produtos químicos, como isotiocianatos encontrados em vegetais crucíferos destroem as células cancerosas de maneira ainda mais eficaz do que muitas drogas de quimioterapia. Na verdade eu fiquei perturbado enquanto aprendia com ele que algumas empresas que produzem medicamentos quimioterápicos estão investindo dinheiro em bloqueio de pesquisa de nutrição anti-câncer, uma vez que é uma ameaça para as vendas de drogas anti-câncer.  Depois desta conversa que abriu meus olhos, eu raramente passo um dia que eu não coma algum tipo de vegetais crucíferos na minha dieta.

A troca simples do arroz branco para o arroz de couve-flor que eu enfatizo durante consultas e em meu livro, fornece um golpe duplo contra o câncer, reduzindo o suprimento de glicose às células cancerosas e fornecendo isotiocianatos que ajudam a combater o câncer. Outros fatores de estilo de vida que podem desencadear o câncer possivelmente através de inflamação incluem o estresse crônico (não deixe de ler este) e privação de sono. Na verdade, os trabalhadores do turno da noite estão em maior risco de câncer, como câncer de mama devido ao rompimento na libertação normal de melatonina, o hormônio do sono.

Vitamina D e câncer

 

A deficiência de vitamina D é galopante na população de pacientes diversificada que vejo na clínica e, especialmente grave na minha pele mais escura. Tenha em mente que a vitamina D não está apenas envolvida na saúde do osso, mas é classificada como um hormônio que desempenha um papel fundamental em diversos processos metabólicos. Baixo nível de vitamina D também está associado com o aumento da resistência à insulina e inflamação, que são os dois principais processos vinculados ao câncer. É trágico que uma mensagem geral de saúde pública para limitar a exposição ao sol como uma estratégia preventiva para o câncer de pele tenha contribuído para a grave deficiência de vitamina D devido à paranoia sobre exposição ao sol.

Nosso moderno estilo de vida dia é o principal culpado, e demonizar o sol, sem enfatizar a necessidade de tomar sol brando 15 minutos por dia, não ajuda.

A deficiência de vitamina D está agora vinculada a vários tipos de câncer diferentes, incluindo colorretal, mama, próstata e cancro do pâncreas como mostrado em uma revisão pelo Instituto Nacional do Câncer. Certifique-se de ler o meu post sobre a vitamina D para obter mais informações na adaptação da sua exposição ao sol para o seu risco individual. Será que isso significa que tomar suplementos de vitamina D irá reduz o risco de câncer? Não há estudos convincentes para sugerir conclusivamente, mas receber a exposição solar segura e completa para atingir níveis-alvo pode ser uma estratégia eficaz de prevenção do câncer. Mais estudos são necessários no futuro.

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Primal Brasil

Menino com perna quatro vezes maior que o normal se vê como super-homem

iG São Paulo

Síndrome de Klippel-Trenaunay atinge uma pessoa a cada 100 mil e, mesmo passando em quase todos os hospitais de Nova Deli, os pais da criança ainda não encontraram um tratamento para frear a evolução da doença no filho

Muitas pessoas acabam se afastando do pequeno Akshaj Khandelwal, de três anos, com medo de se infectar

Muitas pessoas acabam se afastando do pequeno Akshaj Khandelwal, de três anos, com medo de se infectar

Foto: Facebook/ Ankur Khandelwal/ Reprodução

Akshaj Khandelwal, de três anos, sofre diariamente para conseguir andar por conta de uma síndrome rara que deixa sua perna direita quatro vezes maior que o tamanho considerado normal.

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A Síndrome de Klippel-Trenaunay atinge uma pessoa a cada 100 mil também pode causar sangramento na perna caso o paciente tente andar. Sem ter consciência ainda de seu quadro, o menino acredita que sua grande perna o torna um super-homem e pensa que é sortudo em tê-la.

O menino tem dificuldade em andar por conta da Síndrome de Klippel-Trenaunay, ainda sem cura

O menino tem dificuldade em andar por conta da Síndrome de Klippel-Trenaunay, ainda sem cura

Foto: Facebook/ Ankur Khandelwal/ Reprodução

O pai de Akshaj, o indiano Ankur Khandelwal, pensa que o filho ainda é muito pequeno para saber a realidade por trás de sua doença, que não tem cura. “Não queremos que ele se sinta mal”, disse em entrevista ao site Daily Mail.

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O problema o impede de ir à escola sozinho. “Antes disso, queremos ter certeza de que ele poderá explicar sua condição aos amigos”, explicou Ankur. Um medo dos pais é o preconceito que o pequeno pode sofrer, já que muitas pessoas se afastam dele pensando que podem ser infectadas.

Tratamento

Ankur e a mulher já visitaram quase todos os hospitais de Nova Deli, mas ainda não conseguiram ajuda. Médicos acreditam que dificilmente um tratamento gerará resultados positivos ao menino.

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Ainda assim, os pais continuam suas buscas. “O tamanho de sua perna cresce dia a dia e isso corta meu coração”, contou a mãe de Akshaj, Shruti.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Excesso de cera de ouvido pode causar diminuição da audição

Gabriela Brito

Especialista afirma, porém, que se pessoa tentar limpar o cerúmen sem ajuda de um especialista pode acabar machucando região mais sensível do ouvido

Cera de ouvido acaba fazendo a limpeza natural do ouvido, e médico aconselha usar toalha para limpar região externa

Cera de ouvido acaba fazendo a limpeza natural do ouvido, e médico aconselha usar toalha para limpar região externa

Foto: Pexels

Mesmo tendo uma função muito importante para a saúde auricular, a cera de ouvido continua não sendo bem vista pela maioria das pessoas. Seja pela cor, pelo cheiro ou textura, sempre há uma pessoa tentando tirar qualquer resquício do cerúmen que apareça. Mas se isso for feito de forma errada, pode causar grandes problemas.

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O uso indevido de hastes flexíveis pode machucar a região e até provocar o acúmulo de cera de ouvido. Isso pode obstruir o conduto auditivo externo, causando sensação de ouvido tampado, diminuição da audição e, em alguns casos, até dor. O problema também ocorre quando o organismo produz o cerúmen em excesso, o que pode ser provocado pelo uso de aparelho auditivo e outras condições ambientais.

“Não é necessário realizar tratamento para esse tipo de condição. Vale lembrar que, se surgir a sensação de ouvido tampado e/ou diminuição da audição, o indivíduo não deve usar qualquer tipo de medicamento em gotas ou mexer no conduto auditivo externo, pois podem piorar o problema”, afirmou o otorrinolaringologista Gustavo Barros, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Apenas um especialista pode fazer a limpeza correta para retirar o acúmulo.

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O cerúmen protege o conduto auditivo externo, que é a porção do ouvido que vai da entrada do canal auditivo até o tímpano. De acordo com o especialista a cera ajuda a prevenir acúmulo de umidade e a limpar impurezas que podem estar dentro do conduto.

Uso incorreto de hastes flexíveis pode acabar produzindo efeito indesejado, que é o acúmulo de cera de ouvido

Uso incorreto de hastes flexíveis pode acabar produzindo efeito indesejado, que é o acúmulo de cera de ouvido

Foto: Pixabay


Limpeza

A verdade é que o ouvido é autolimpante, sendo desnecessária a preocupação com a parte mais interna do órgão. O próprio cerúmen acaba migrando para fora do corpo levando restos de descamação e impurezas. Dr. Gustavo Barros aconselha que apenas a parte externa seja limpa após o banho e com o uso de uma toalha.

Outros hábitos ruins

O otorrinolaringologista alerta que a exposição excessiva a ruídos, seja por conta de um trabalho ou uso intenso de fones de ouvido em alto volume também podem ocasionar perda auditiva.

“Além disso, o ouvido é um órgão muito sensível e muitas vezes funciona como um sensor, indicando que outras doenças podem estar acontecendo no organismo.”

Problemas como diabetes, hipertensão arterial, alterações do colesterol e da tireoide podem causar sintomas como perda auditiva, zumbido e tonturas, que podem ser os primeiros sintomas de que algo não vai bem com o organismo. Seja por um simples acúmulo de cera de ouvido ou por uma irritação maior, o melhor é sempre procurar um médico.

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Como seu corpo escolhe o parceiro sexual ideal sem que você perceba

BBC

Cientistas sugerem que a atração sexual está escrita no nosso sistema imunológico; estudo diz que, de certa forma, os opostos realmente se atraem

Anticorpos ajudam na compatibilidade entre os corpos e contribuem para a sobrevivência da espécie humana

Anticorpos ajudam na compatibilidade entre os corpos e contribuem para a sobrevivência da espécie humana

Foto: morguefile

O desejo que sentimos por alguém do sexo oposto, e que as vezes é avassalador, pode estar relacionado com um termo médico nada sexy – o antígeno leucocitário humano (na sigla em inglês HLA). Em outras palavras, a explicação para essa atração sexual estaria no nosso sistema imunológico.

Um estudo publicado na revista científica Nature chegou à conclusão de que procuramos parceiros sexuais que tenham HLA muito diferente do nosso próprio.

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O HLA também é conhecido como Complexo Principal de Histocompatibilidade (em inglês MHC), um sistema que permite ao nosso corpo identificar células perigosas, vírus e bactérias.

Ou seja, é a base sobre a qual o organismo humano desenvolve o seu sistema de defesa.

Pode soar estranho, mas a atração entre os sexos opostos estaria diretamente relacionada aos seus anticorpos.

Questão de evolução

O HLA “está relacionado à sexualidade e ao desejo de procriar”, dizem os pesquisadores da Universidade de Dresden, na Alemanha, que analisaram o comportamento sexual de 254 casais.

Os cientistas descobriram que quanto maior a diferença entre os antígenos leucocitários de um casal, maior o desejo e também a satisfação sexual.

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Isso, segundo eles, estaria relacionado com a sobrevivência da espécie humana.

A sexualidade humana é tão complexa que%2C em pleno 2016%2C os pesquisadores tentam descobrir o segredo dos nossos desejos

A sexualidade humana é tão complexa que%2C em pleno 2016%2C os pesquisadores tentam descobrir o segredo dos nossos desejos

Foto: morguefile

Os pesquisadores observaram que casais (ou animais) com HLA distintos “aumentam a possibilidade de seus descendentes serem resistentes a um número maior de doenças”.

Afinal, os filhos herdam elementos do sistema imunológico do pai e da mãe.

Atração e cheiro

Mas como nosso institinto sexual distingue um HLA diferente?

Uma coisa é certa, o desejo sexual não precisa ser testado em laboratório para ser detectado.

Escolhemos dessa maneira%2C afinal os filhos herdam elementos do sistema imunológico do pai e da mãe

Escolhemos dessa maneira%2C afinal os filhos herdam elementos do sistema imunológico do pai e da mãe

Foto: morguefile

O nosso corpo decifra antecipadamente – e muito antes de qualquer suspeita consciente – o que temos bem diante do nariz.

“Os peixes, as aves e os mamíferos preferem parceiros com um código genético distinto, identificados por sinais olfativos”, afirma o estudo publicado na Nature.

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Embora os cientistas ainda discutam como o HLA define o cheiro do nosso corpo, há provas de que certos componentes do odor podem ser encontrados em secreções como o suor e a saliva.

Além disso, sabe-se que os neurônios olfativos identificam o antígeno leucocitário humano (HLA) sem que tenhamos qualquer consciência.

O estudo não menospreza a capacidade humana de domar o próprio instinto sexual, mas lança luzes sobre a importância do sistema imunológico no nosso comportamento sexual.

E traz uma explicação científica para reforçar a popular ideia de que os opostos, sim, se atraem.

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Corpo humano leva 14 dias para se acostumar com horário de verão

BBC

Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado, o que pode causar até acidentes

BBC

Grupos mais afetados pela mudança do horário de verão são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador

Grupos mais afetados pela mudança do horário de verão são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador

Foto: Pixabay

Um estudo realizado no Brasil concluiu que o corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado.

O horário de verão 2016 começa no Brasil neste dia 16 outubro, e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017. Nesse período, o relógio é adiantado em uma hora. Ele vai vigorar no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo

O objetivo é economizar energia elétrica e gerar um ganho de R$ 147,5 milhões, de acordo com estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o órgão governamental que controla o setor. A medida é comum em muitos países.

As primeiras ideias sobre o tema surgiram no fim do século 18 e um de seus maiores defensores foi o patriarca americano Benjamin Franklin. Ele dizia que a mudança no horário era necessária para gerar “economia tanto em velas como em querosene”, segundo o pesquisador Guilherme Silva Umemura.

De acordo com ele, o horário de verão começou a ser adotado na década de 1930 no Brasil. Mas as discussões acadêmicas significativas sobre seu impacto na saúde começaram nos anos de 1970.

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O estudo desenvolvido por Umemura no Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritos Biológicos, vinculado ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se concentrou em como a mudança no relógio influi na temperatura do corpo humano.

“Com a mudança no horário as pessoas são obrigadas a acordar mais cedo e isso gera uma série de modificações fisiológicas no organismo”, afirmou.

 Fadiga

Segundo ele, a temperatura do corpo começa a subir mais cedo do que antes do horário de verão. Isso aponta para uma desestabilização entre os ritmos da temperatura corporal e da atividade de repouso. “Essa dessincronização entre diferentes ritmos gera problemas. Desde problemas fisiológicos como distúrbios de sono.”

“A pessoa fica mais propensa a ter deficits de atenção, pode ter maior fadiga durante o dia, problemas para dormir, fragmentação do sono e até mesmo a diminuição da duração do sono”, disse ele. A falta de atenção e a fadiga, afirma, podem ser causadores de acidentes de trânsito e acidentes de trabalho.

No começo do horário de verão, de acordo com ele, a maior incidência do sol em horários considerados noturnos faz o organismo atrasar seu ritmo. Isso faz com que a pessoa tenda a ficar mais tempo acordada por sentir sono mais tarde – o que afetaria negativamente o sono noturno. Os grupos mais afetados são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador.

Adaptação

Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos

Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos

Foto: Pixabay

Porém, na maioria dos casos aos poucos o corpo começa a “se acostumar” com a nova rotina. “No nosso trabalho, nós observamos que 14 dias seria o mínimo necessário para a pessoa se adaptar ao horário de verão”, disse Umemura.

Mas, de acordo com ele, embora isso seja menos comum, para algumas pessoas os sintomas podem perdurar até fevereiro, quando ocorre a mudança para o horário normal. Para chegar a essas conclusões Umemura fez uma pesquisa qualitativa, monitorando dia e noite com aparelhos um grupo de cerca de 20 pessoas – tanto no início como no fim do horário de verão.

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A mudança de horário afeta mais quem tem rotinas mais rígidas de trabalho. Mas, para quem tem maior flexibilidade de tempo, o recomendado é tentar minimizar os efeitos da mudança. Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos.

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