Exagerou na ceia de Natal? Confira quatro dicas para aliviar a indigestão

iG São Paulo

Nem pense em pular alguma refeição ou ficar na preguiça: veja o que é preciso fazer para melhorar o desconforto abdominal – e como evitá-lo

Para evitar a indigestão, evite comer demais e invista em alimentos leves e com bastante água

Para evitar a indigestão, evite comer demais e invista em alimentos leves e com bastante água

Foto: shutterstock

Não tem jeito. Todo 25 de dezembro é a mesma história: depois de se esbaldar na ceia, no dia seguinte, antes do almoço com a família, sempre tem aquele que extrapolou a dieta e comeu mais do que deveria. O comilão ainda reclama que não conseguiu dormir porque passou mal e tem coragem de colocar a culpa do desconforto no peru, que “não desceu legal”.

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Mas engana-se quem acha que os alimentos da ceia de Natal são os vilões da indigestão. As carnes de ave e porco são menos calóricas do que a bovina, e um prato de arroz à grega, com uma fatia de chester ou tender e farofa são menos calóricos do que um churrasco, por exemplo.

A verdade é que exagerar na quantidade de comida ingerida faz com que o organismo tenha dificuldade de lidar com excesso de nutrientes, considerando que as substâncias responsáveis por degradar os alimentos não estão dando conta do recado.

Para aliviar os sintomas, que podem ser inchaço na parte superior do abdômen, sensação de queimação, arrotos, gases, náuseas e, eventualmente, vômitos, há algumas dicas para que o mal-estar não se prolongue pelo resto do dia. Confira.

  • Nada de pular o café da manhã

Parece loucura pedir para a pessoa continuar se alimentando mesmo quando a sensação de que acabou de comer ainda não passou, mas é preciso colocar o metabolismo para funcionar. Não adianta passar horas em jejum para compensar o que foi feito. Opte por alimentos que aceleram a digestão, como abacaxi, e que diminuem a retenção de líquidos, como banana.

Se a indigestão bateu ao longo do dia, a dica é optar por comidas leves no jantar. Uma salada é ideal para essa ocasião, já que os vegetais e legumes ajudam a hidratar e tirar a

  • Beba muita água

Além de ajudar na desintoxicação, a água também colabora para eliminar toxinas e excessos de sódio, responsáveis pelo incômodo inchaço. Um organismo bem hidratado funciona muito melhor, afeta até mesmo o metabolismo.

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  • Mexa-se

É claro que a tentação de ficar jogado no sofá é grande, mas tente fazer algum exercício, nem que seja uma caminhada leve de 30 minutos. Não precisa forçar a barra, mas tente se movimentar, pois isso ajuda na digestão.

  • Tenha uma boa noite de sono

Enquanto o corpo descansa, o organismo regula muitas funções, inclusive hormonais, que ajudam a reestabelecer os níveis de antes de enfiar o pé na jaca. Aproveite para dormir com qualidade, de preferência, mais do que 6 horas.

Não cometa o mesmo erro

Parece obvio, mas é preciso lembrar que o estômago e intestino não conseguem digerir uma quantidade excessiva de comida de uma só vez. Então não adianta ficar sem tomar café e almoçar para poder compensar tudo no jantar.

A recomendação é evitar alimentos gordurosos, e mesclar os pratos mais “pesados” com comidas mais leves, como legumes, verdura, frutas e castanhas. E nada de comer rápido demais. Mastigue bem, várias vezes, se possível, e ajude a ação das enzimas.

Bebida alcoólica demais também colabora para ficar com aquela sensação ruim de indigestão, já que desacelera o funcionamento do organismo. O ideal é beber com moderação, mas manter-se hidratado.

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Dieta cetogênica e longevidade

Por: Sarah Berry

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Enquanto a dieta cetogênica foi criticada no passado (e continua sendo por muita gente que não a entende) como uma dieta da moda, foi criticada por seus efeitos colaterais, incluindo constipação e mau hálito, no entanto, novas pesquisas sugerem que pode ela pode melhorar a memória e a vida útil.
A dieta originou-se na década de 1920 como um tratamento para a epilepsia, mas tornou-se moda na indústria de fitness  e entre aqueles que tentam destruir ela por preconceitos. Celebridades no exterior como Kim Kardashian e Gwyneth Paltrow também tentaram entrar na onda da dieta.

Em dois novos estudos, ratos foram alimentados com uma dieta cetogênica, uma dieta de controle ou uma dieta com baixo teor de gordura e carboidratos e fizeram testes de saúde física, fitness e memória.

Em ambos os estudos, os camundongos cetogênicos viveram mais tempo e mostraram melhorias na memória.

Para os benefícios no entanto, houve outro detalhe importante. Os ratos que comeram mais calorias com a dieta cetogênica eventualmente ganharam peso. Para evitar isso, os ratos foram submetidos a uma troca entre dietas regulares mais baixas em calorias e a dieta cetogênica mais alta em gordura

Detalhe:

“Este estudo demonstra que as dietas low-carb controladas em calorias e com alto teor de gordura não são prejudiciais para a saúde, mas muito pelo contrário, aumenta a vida expectativa de vida deles e retarda o declínio relacionado à idade das funções fisiológicas destes camundongos”, concluíram os autores do estudo.

“É muito provável que esta abordagem possa melhorar os resultados de saúde, diminuir as doenças do envelhecimento e prolongar a vida humana”, disse Brian J. Morris, professor emérito da Faculdade de Ciências Médicas e Instituto Bosch da Universidade de Sydney

Mas os especialistas também apontam que os ratos na dieta de controle foram alimentados com carboidratos com alto índice de glicêmico que incluíam uma quantidade significativa de sacarose. “Então, neste estudo, será que a dieta baixa em carboidratos/ cetogênicos é muito efetiva ou será que a” dieta controle” (aquela comparada com a cetogênica) foi relativamente adversa?” indagou o professor Manny Noakes, diretor do programa de pesquisa de Nutrição e Saúde do centro CSIRO de saúde e bio segurança”

“Há um grande  e crescente número de pesquisas que explicam os padrões alimentares mais baixos em carboidratos, que já estão da literatura científica agora”.


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Especialistas também apontam que estudos humanos de cetose têm sido de curto prazo porque a adesão a uma dieta ceto durante um período prolongado é mais difícil.

Libby Babet, treinadora fama do programa “O grande perdedor” The Biggest Loser tentou a dieta keto. “Eu fiz isso para ganhos de saúde a curto prazo e o resultado foi mais foco mental, mais calma e menos ansiedade … mas menos no lado do desempenho atlético em treinos de força disse ela.”

“Você, literalmente, não consegue comer carboidratos além daqueles provindos de vegetais verdes escuros como espinafre/ alface,  e legumes. E se você quiser ficar em cetose você deve comer alimentos como abacate, azeite, peixes, ovos e queijos!”, diz ela.

Você também sai da cetose se comer muita proteína “, diz Babet. “Eu amo e defendo gorduras saudáveis e a redução dos carboidratos, mas não acho que dieta cetogênica restrita seja sustentável a longo prazo para muitas pessoas”.

Para manter a cetose, um adulto humano só pode consumir 20-30 gramas de carboidratos por dia (uma banana grande contém 25 gramas de carboidratos e 100g de batata tem 19g).

“Os achados são muito bons e promissores e também há pesquisas interessantes sobre cetose como tratamento para câncer e epilepsia – mas não é ideal para qualquer pessoa” – disse a professora Helen Truby, do Departamento de Nutrição, Dietética e Alimentação da Universidade de Monash.

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Pela primeira vez, mulher com útero transplantado dá à luz em hospital em SP

iG São Paulo

Procedimento inédito no mundo aconteceu no Hospital das Clínicas, onde foi feito o parto do bebê gerado no útero transplantado que foi doado por uma paciente com morte cerebral; entenda como foi realizada a técnica

Até o momento, as doações de úteros eram feitas por mulheres em vida; procedimento ainda está em sendo explorado pela medicina

Até o momento, as doações de úteros eram feitas por mulheres em vida; procedimento ainda está em sendo explorado pela medicina

Foto: Pixabay

Na última sexta-feira (15), a equipe médica do Hospital das Clínicas em São Paulo realizou um procedimento inédito no mundo: pela primeira vez, um bebê gerado em um útero transplantado de uma doadora com morte cerebral conseguiu foi concebido através de uma cesariana.

No início do mês, os Estados Unidos registraram o nascimento de um bebê saudável de uma mãe com útero transplantado. A doação, porém, teria vindo de uma paciente viva. No caso do Brasil, diversos países já haviam tentado realizar esse procedimento, mas nenhuma gestação havia chegado ao fim com sucesso.

Até então, apenas o Hospital Universitário Sahlgrenska em Gotemburgo, na Suécia, havia registrado nascimentos desse tipo. O primeiro aconteceu em 2014, e depois disso, outras sete crianças foram concebidas nas mesmas condições.

Mas, diferente do que aconteceu na capital paulista, a maioria dos procedimentos havia sido feita com doadoras vivas, que cederam o útero para outras mulheres que gostariam de engravidar.

Ainda assim, a gravidez desse tipo é considerada arriscada, já é que é necessário que o órgão se adapte ao organismo e não seja rejeitado, além das alterações que o útero sofre, que podem comprometer o processo gestacional.

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Transplante

O procedimento aconteceu no ano passado e foi realizado pela equipe de ginecologia do Hospital das Clínicas, com a ajuda do grupo de transplante hepático da USP. Meses depois, a paciente foi submetida a uma inseminação artificial.

Antes, os EUA e a Turquia tentaram realizar a mesma técnica, com o útero vindo de uma doadora com morte cerebral. No entanto, o órgão foi rejeitado pelo organismo logo após a cirurgia no caso da americana, e a turca sofreu um aborto espontâneo.

Riscos

Apesar de ser um procedimento que pode trazer a esperança para as mulheres que não conseguem engravidar, como todo transplante, é necessário o uso de medicamentos imunossupressores, para evitar a rejeição do órgão, o que faz com que o sistema imunológico da paciente fique comprometido.

Por esse motivo, os médicos alertam que esse procedimento deve ser feito apenas para uma ou duas gestações, e depois o útero deverá ser retirado definitivamente e a mulher poderá viver sem remédios.

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Homem com tatuagem “não ressuscite” deixa médicos em conflito ético

iG São Paulo

Paciente estava desacordado e mensagem no corpo dizia para que ele não fosse reanimado; médicos seguiram orientações do conselho de ética

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Tatuagem pedia que o paciente não fosse reanimado%3A “não ressuscite”%2C com ênfase no “não”

Foto: Divulgação/Universidade de Miami

Um homem de 70 anos chegou à emergência do hospital da Universidade de Miami, na Flórida, Estados Unidos, desacordado pelo consumo excessivo de álcool. Os médicos perceberam o estado grave de saúde do paciente e iriam começar a agir para que o quadro fosse amenizado. No entanto, uma frase de pedindo para que ele não fosse reanimado, escrita no peito do idoso, chamou a atenção e fez com que os profissionais entrassem em um conflito ético.

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O paciente tinha histórico de doenças no coração e pulmão, o que poderia influenciar na progressão do quadro clínico. Diante do dilema e sem saber o que fazer, a equipe médica decidiu, inicialmente, ignorar o aviso “Do not resuscitate” (“não ressuscite”, em português), e agiram para salvar o americano. Ele foi tratado com antibióticos, recebeu fluído por via intravenosa para reanimar e foi mantido respirando por aparelhos.

No entanto, ao consultar o conselho de ética, os médicos foram orientados a acatar o pedido da tatuagem. Um documento foi elaborado e enviado para o Departamento de Saúde da Flórida formalizando a situação e a decisão médica.

Depois disso, o estado de saúde do paciente piorou e ele acabou morrendo na mesma noite em que foi internado, sem nenhuma interferência médica. O caso foi publicado na revista científica “The New England Journal of Medicine”, na quinta-feira (30).

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Caso anterior

Essa não é a primeira vez que uma equipe médica americana passa por essa situação. Em 2012, um caso semelhante, de um homem com a sigla “DNR” que deu entrada em um hospital desacordado, foi noticiado no Journal of General International Medicine. Apesar do aviso, na ocasião, os médicos resolveram ignorar a mensagem e salvaram a vida do paciente diabético que precisava ter a perna amputada com urgência.

Anos depois, em entrevista ao jornal “The Washington Post”, o responsável pela equipe de saúde, o médico Gregory Holt, afirmou que o homem morava em uma casa de repouso e que foi encontrado bêbado na rua, sem nenhum documento que informasse dados de familiares e amigos.

“Tínhamos um homem com quem eu não conseguia falar”, disse Holt. “Queria conversar com ele para saber se a tatuagem realmente refletia seus desejos para o final da vida”, afirmou.

Ao ser tratado, quando acordou o paciente agradeceu os médicos e declarou que preferia ter sido salvo. Segundo ele, a tatuagem era resultado de uma partida de pôquer em que ele perdeu.

Ética

Casos de tatuagens de identificação médica não costumam ser raros. Muitos pacientes usam a mensagem no corpo para informar que têm restrições ou precisam de cuidados especiais, como os diabéticos ou alérgicos a medicações.

Apesar da decisão de respeitar o “pedido” do paciente, na Flórida, as tatuagens não valem como “documentos oficiais” de “não ressuscitação” de pacientes (DNR, como são conhecidas na sigla em inglês) que são protegidas pela privacidade médica. Pessoas com doenças crônicas costumam recorrer a esse recurso.

Porém, como não há como saber quantas pessoas assinaram o documento solicitando a não interferência médica em casos emergenciais, os médicos foram alertados a acatarem o pedido da frase pelo conselho ético de medicina.

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