Belo Horizonte confirma terceira morte por febre amarela; estado soma 25 óbitos

iG São Paulo

O governo de Minas Gerais decretou, no sábado da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios, entre eles a capital BH

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Foto: Divulgação/Fiocruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou na noite da sexta-feira (26) a morte da terceira vítima da febre amarela na cidade, que teria falecido na última segunda-feira (22) em um hospital público. O homem de 42 anos foi contaminado em um sítio, fora da área urbana da capital mineira, próximo de um município da região metropolitana.

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As três mortes por febre amarela em Belo Horizonte aconteceram no período entre julho do ano passado e janeiro deste ano. Além dos falecimentos na capital, foram confirmados 47 casos da doença e ao menos 25 mortes em todo o estado. O governo de Minas Gerais decretou, no sábado (20) da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios do estado por causa do alto número de ocorrências registradas.

Com o decreto, que terá duração de seis meses, as regiões de Itabira (central), de Ponte Nova (Zona da Mata) e da capital terão a aplicação de vacinas em todos os postos de saúde, além de medidas administrativas, tais como a aquisição de insumos e contratação de serviços de atendimento.

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Desde o último sábado, pelo menos 134 mil pessoas foram vacinadas em Belo Horizonte, deixando a cidade com 88% da população imunizada. As doses de vacina estão disponíveis em 152 centros de saúde da capital mineira, que podem ser procurados de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

A febre no País

O Ministério da Saúde divulgou nesta semana que já foram registrados 35 casos da doença no País desde o segundo semestre de 2017 até o início deste ano. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão ligado às Nações Unidas, a recomendar vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes com planos de viajar a 13 estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, além de todos os das regiões Norte e Centro-Oeste (bem como o Distrito Federal).

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 *Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

“Me liberta”, conta mulher que usa a dança do ventre na luta contra a depressão

Mayara Aguiar

No Brasil, a depressão afeta 11,5 milhões de pessoas, de acordo com a OMS; conheça a história da assistente social Simone que, além do tratamento convencional, optou pela dança do ventre para combater a doença; confira

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Foto: FreePik


Pensamentos suicidas, insônia, ansiedade, solidão, tédio, cansaço e choro excessivo. Esses são alguns dos muitos sintomas da depressão, doença que, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2017, afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre elas, está a assistente social Simone Matias Silva, de 46 anos, que, além do tratamento convencional, encontrou na dança do ventre a oportunidade de mudar de vida.

Além de ter um histórico de depressão na família, Simone possui uma rotina exaustiva e estressante, principalmente por trabalhar com dependentes químicos. Somado a isso, um acontecimento em sua vida pessoal fez o problema se agravar: após cinco anos casada, ela e o marido terminaram a relação. “Ficava sem dormir. Não tinha sono. Tinha falta de energia, de perspectiva e muita tristeza. E tudo isso agravou o meu quadro”, relata. 

Superação

Para conseguir enfrentar todo os problemas pelos quais estava passando, a assistente social começou, há oitos anos, a fazer dança do ventre. Com a ajuda da bailarina Dana, responsável pelo Espaço El Fareda, Simone passou a ver a vida com outros olhos. “A dança me ajuda muito na superação das dificuldades e proporciona liberdade de criar. Hoje, estou bem melhor”, conta. 

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Foto: Arquivo pessoal

No início, ela chegou a estranhar os movimentos, mas logo se apaixonou pelo tipo de coreografia. “Quando conheci a dança do ventre, achei um pouco estranho. Olhava as mulheres com a barriga de fora e achava que nunca dançaria aquilo. Mas, quando fiz a primeira aula, me apaixonei”, relata. 

A ligação de Simone com a arte, entretanto, não é recente. Quando tinha sete anos, seu pai a levou à escola onde ele tocava. “Ele é sanfoneiro e queria que eu fizesse violão, mas minha mãe queria que eu tocasse piano. Porém, quando cheguei lá vi uma aula de balletme encantei. Então, de alguma forma, a música sempre esteve presente na minha vida”, relembra. 

Apesar de ter dias e momentos ainda difíceis, Simone relata que, hoje, está bem melhor. “Aprendi a lidar com a depressão. Procuro ter momentos e fazer as coisas que eu gosto. Cuidar mais de mim”, conta.

Para ela, a dança do ventre foi fundamental nesse processo. “Ela me coloca em um lugar mais criativo e proporciona a oportunidade de levar alegria para as pessoas. O que mais me movimenta e me dá alegria de viver é a dança. Quando danço, eu me liberto”, explica. 

A depressão

Os quadros da doença envolvem diversas alterações de humor e comportamento, associadas a mudanças químicas e hormonais no corpo humano, e que variam de grau e intensidade. De acordo com a OMS, 11,5 milhões de brasileiros sofrem com o problema, o que corresponde a 5,8% da população.

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Conforme informa o Dr. Pedro Daniel Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano, em São Paulo, a condição possui sintomas e sensações intensas e muito desagradáveis. “Ansiedade, angústia, tristeza, desinteresse por atividades do dia a dia, falta de motivação, falta de energia, insônia, pesadelos, medo do futuro e desesperança são alguns dos sinais possíveis”, aponta.

O profissional explica que a exposição às situações estressantes, seja crescentes ou mesmo intermitentes ao longo da vida, conduzem à intensa sobrecarga emocional. “Isso faz com que a gente desenvolva mecanismos de proteção e defesa para tentar conter o impacto ao qual somos expostos e o desgaste em nossa balança neuro-hormonal [hormônios e emoções]”, elucida.

O lado bom é que a depressão é reversível e tem cura, mas deve ser tratada corretamente. Dessa forma, antes de iniciar qualquer tratamento, é necessário um diagnóstico adequado. Após a avaliação, o especialista indicará o melhor tratamento e passará as orientações específicas a cada paciente, que vão desde medicações, acompanhamento psicológico, apoio e orientação familiar até mesmo medidas alternativas, além de formas de exercícios físicos e ocupacionais.

Os benefícios da dança

A atividade escolhida por Simone, por exemplo, estimula que a pessoa tenha postura, foco, atenção, concentração, respiração adequada, ritmo e coreografia, que, juntas, levam à  liberação de endorfinas, proporcionando sensação de prazer e bem-estar. “A dança aumenta o ritmo cardíaco e auxilia a circulação sanguínea, incluindo a melhora do fluxo sanguíneo cerebral. Também beneficia a condição muscular e articular, promove o ganho de condicionamento físico, otimiza a respiração e  favorece o equilíbrio”, ressalta o psiquiatra.

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Além disso, a dança faz com que a pessoa lide de forma mais próxima com sua imagem corporal. Outro ponto positivo é que auxilia a socialização e a reintegração social de quem sofre com a depressão. “A dança faz a diferença porque permite conhecer outras pessoas. Você cria um ciclo de amizades e uma pessoa ajuda a outra. E a superação de uma alguém querido é como se fosse a sua. Torcemos um pela outr”, finaliza Simone.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Risco de doenças vasculares aumenta de 20% a 30% no verão; entenda por quê

iG São Paulo

Estima-se de 35% da população brasileira poderá ter varizes na fase adulta, de acordo com a avaliação do presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Foto: Reprodução/Facebook

Com o aumento das temperaturas no verão, sobe também o risco de doenças vasculares, ou venosas nos membros inferiores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), nesse período as chances de condições desse tipo – normalmente associadas a varizes – surgirem é de 20% a 30% maior.

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“O calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, explica o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa. De acordo com ele, pessoas com doenças vasculares prévias tendem a piorar no verão, enquanto as demais podem sentir edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, câimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Desidratação

Nesse período, a secreção de suor é maior e isso pode ser associado à desidratação. Outro indicativo que pode agravar os sintomas vasculares é o fato de muitas pessoas desregulam sua alimentação durante as férias de verão, ampliando o consumo de sal e de bebidas alcoólicas.

Para Caiafa, a população brasileira é propensa a ter varizes. A estimativa é que isso ocorra em 35% da população, envolvendo todas as faixas etárias. Avaliando apenas a população adulta, o percentual pode chegar até 70% de mulheres e a 50% de homens.

Para evitar o agravamento dos sintomas no verão, o ideal é que as pessoas com doença vascular procurem um angiologista ou cirurgião para um tratamento anterior à chegada da estação, a fim de, pelo menos, receber orientação.

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Além do fator prévio da doença, existem agravantes, como a permanência em longos períodos com as pernas para baixo, em posição sentada ou em pé. Outros agravantes são excesso de peso e falta de exercício.

Evolução

A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Entre os principais sintomas, a evolução da doença apresenta inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela. A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

Breno Caiafa destacou que a hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais. As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia. Se forem consumir cerveja, devem alternar a ingestão de água. Para recuperar sais minerais perdidos, podem beber sucos de frutas, isotônicos ou água de coco.

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Você deveria comer pouca proteína?

Por: Mark Sisson

Ao longo dos últimos anos, observei uma mudança sutil na forma como a mídia discute as proteínas dietéticas, com muitos especialistas promovendo menores ingestões. O impulso para as ingestões mais baixas não só veio do grande estudo falho sobre câncer de cólon e carne vermelha. Muitas vozes das comunidades de saúde alternativas estão promovendo uma redução nas proteínas. Até mesmo a comunidade de saúde ancestral tem seus proponentes de um consumo menor de proteínas.

Eu estou sozinho? Não tenho certeza.

Nas publicações passadas, discuti como meus próprios gostos mudaram, passando a comer quantidades mais moderadas de proteínas, embora substanciais. Hoje, estou abordando os argumentos padrões lançados contra a ingestão de proteínas elevadas. Felizmente, podemos chegar ao x da questão.

Dietas de alto teor de proteínas prejudicam os rins.

 

Embora seja verdade que as pessoas com danos ou doença renal devem limitar a ingestão de proteínas, este não é o caso em pessoas saudáveis. Mesmo os diabéticos tipo 2 com boa função renal podem com segurança comer uma dieta rica em proteínas a longo prazo. A ingestão de proteína mais alta pode proteger contra a doença renal quando facilita a prevenção da obesidade e sobrepeso.

Dietas de alto teor de proteína excedem sua capacidade de desintoxicação de amônia.

 

O metabolismo das proteínas gera amônia, uma toxina. O fígado geralmente converte amônia em ureia, que é expulsa com segurança através da urina.

O ser humano médio pode ingerir cerca de 230 gramas de proteínas antes desta conversão amônia-ureia ser prejudicada (230g é uma quantidade muito alta). Acima de 230g, a amônia permanece. Se a sua saúde do fígado estiver comprometida ou a sua ingestão de proteína exceder a capacidade de desintoxicação de amônia, a toxicidade de amônia pode resultar.

A toxicidade aguda da amônia é neurotóxica, na verdade, fazendo com que os astrocitos dos neurônios sejam afetados. O chamado “rabbit starvation”, ou fome do coelho, que afligiu os exploradores do Ártico que viveram exclusivamente de proteínas magras (coelhos) causando náuseas, diarreia e, eventualmente, a morte, pode derivar da toxicidade da amônia.

Uma toxicidade de amônia de menor grau, mais sutil, provavelmente existe em pessoas com ingestão crônica de proteína elevada. Os perigos são principalmente teóricos, mas baseados em fisiologia – A amônia é uma toxina, e há um limite de quanto disso podemos converter em ureia.

Dietas de alto teor de proteínas criam toxinas no intestino.

 

Uma ingestão suficiente de proteínas pode exceder a capacidade do intestino de absorvê-la. A proteína passa então para o cólon, onde as bactérias do cólon fermentam e produzem subprodutos metabólicos como amônia, indoles e fenóis. Como muitos desses compostos podem ter efeitos tóxicos, algumas pessoas sugeriram que o excesso de fermentação de proteínas produz um ambiente intestinal tóxico.

Para esclarecer isso, em um estudo, os pesquisadores deram aos indivíduos uma dieta rica em proteínas, uma dieta com pouca proteína ou uma dieta proteica normal. Analisaram o teor líquido fecal de cada grupo para evidenciar a fermentação de proteínas e realizaram uma série de testes para determinar a toxicidade de cada lote de água fecal. Surpreendentemente, enquanto a água fecal da dieta alta proteína apresentou marcadores elevados de fermentação, ela não era tóxica, e muito pelo contrário, os metabolitos elevados de fermentação de proteínas realmente se correlacionavam com uma baixa toxicidade.

Dietas ricas em proteínas promovem o câncer.

 

Muitas pessoas adoram citar a pesquisa de T. Colin Campbell do estudo da China, que pareceu mostrar que altas ingestões de proteína causaram maiores mortes por câncer. Embora a ingestão adequada de proteínas (da caseína) tenha promovido o crescimento de tumores existentes naqueles roedores do estudo, a ingestão de proteínas também protegeu contra os mutagênicos que causam a aparência inicial de tumores. Ou seja, as proteínas foram protetoras contra o câncer, mas quando ele já existia, as proteínas altas aceleraram a progressão do câncer.

Os roedores na dieta de baixa proteína eram mais suscetíveis ao câncer após a exposição à aflatoxinas. Mas quando os roedores já tinham câncer, pouca proteína protegeu contra o crescimento dele.

Com mais precisão: um teor de proteínas adequado protege contra o início do câncer (e provavelmente outras mal adaptações do organismo), mas os pacientes com câncer devem limitá-las. Isso faz sentido. O contexto é tudo.

As proteínas extras são convertidas em glicose. Através do processo de gluconeogênese, podemos converter proteínas em glicose. Isso levou algumas pessoas a acreditar que comer “proteína extra” é como comer um pedaço de bolo de chocolate. Então, uma dieta de alta proteína aumenta os níveis de glicose? Comer proteína extra é como comer açúcar extra?

Em um estudo, os diabéticos tipo 2 comeram 200g de bife (50 gramas de proteína) e nada mais para o café da manhã. Em comparação com o grupo de controle que tomou apenas água, 50 gramas de proteína quase não afetaram os níveis de glicose, somando apenas 2 gramas para a circulação. Em outro estudo mais antigo, comer até 160 gramas de proteína em uma única refeição não teve efeito sobre a glicemia.

O excesso de proteína pode aumentar a insulina que não é bom, mas não a glicemia. As dietas ricas em proteínas demonstraram melhorar o controle da glicose na população mais exposta a alto consumo de carboidratos: diabéticos tipo 2.

Alto teor de proteína é desnecessário.

 

A proteína é o macronutriente mais caro. Na natureza, é preciso mais energia para adquiri-la. No mundo civilizado, custa mais dinheiro para comprar. Se não precisarmos de grandes quantidades de proteínas, faz sentido reduzir a ingestão.

Muitas pessoas que levantam peso e comem proteínas o tempo todo provavelmente estão comendo mais proteína do que precisam. Quanto mais avançado você estiver como um levantador de peso, menos proteína você precisa. Os iniciantes ganham peso mais fácil; levantadores experientes não.

Os levantadores avançados estão mais próximos do seu teto muscular genético. Há menos espaço para crescer, então eles crescem mais devagar, e a síntese de proteínas muscular realmente diminui. Além disso, seus músculos tornaram-se mais resistentes à degradação induzida pelo exercício. É preciso de mais para danificá-los, e leva menos tempo para se recuperar. Em geral, os levantadores experientes são mais eficientes com suas proteínas e podem manter o equilíbrio de nitrogênio com 1,05 g de proteína para cada kg de peso.

Se eles querem ganhar músculo, 1,8 gramas por kg (o que é muito menos do que a maioria das pessoas pensam ser ideal) parece ser o limite absoluto para os levantadores naturais. Depois disso, os benefícios se nivelam, e você passa a desperdiçar proteínas.

Dietas de alta proteína aumentam a insulina IGF-1.

 

O IGF-1 é um composto importante que nos ajuda a construir e manter a massa óssea e muscular. Nós precisamos dele para prosperar, mas níveis excessivamente altos de IGF-1 podem aumentar o crescimento de tecidos indesejados como tumores e acelerar o processo de envelhecimento.

Dito isto, não há nenhuma indicação de que o IGF-1 aumenta a formação de tumores. Tal como acontece com os ratos do estudo de Campbell, é provável que o IGF-1 torne o organismo mais robusto e resistente, mas uma vez que o câncer está presente, ele acelera seu crescimento. E a ligação proposta entre IGF-1 elevado e mortalidade em humanos não foi confirmada. Parece que os níveis altos e baixos são ruins.

Dietas de alta proteína reduzem a longevidade.

 

Um estudo a partir de 2014 obteve achados um tanto paradoxais: maior ingestão de proteínas teve um efeito negativo sobre a mortalidade em pessoas de 50 anos, um efeito neutro com pessoas de 65 anos de idade e um efeito benéfico para aqueles com mais de 80 anos. Suponhamos por um segundo que as ligações sejam causais – que as ingestões de proteína mais altas são as causas dos riscos de mortalidade nas determinadas faixas de idade.

Quando as pessoas mais velhas comem mais proteínas, elas ficam mais fortes, constroem mais músculos, melhoram sua capacidade de cuidar de si mesmos e até pensam melhor. A perda de músculo, força, independência e função cognitiva geralmente precedem a morte em idosos. Se a ingestão de proteína mais alta pode melhorar esses parâmetros, ela também deve melhorar a sobrevivência na população.

Outro detalhe é que as proteínas dietéticas – especialmente de origem animal – são a melhor fonte de cisteína, sendo assim uma estrutura crucial que usamos para produzir a glutationa, um antioxidante endógeno poderoso. Um grupo de pesquisadores recentemente propôs que uma redução na síntese de glutationa está ligada ao aumento da mortalidade ligada à ingestão baixa de proteína nos idosos. A glutationa protege nosso fígado, ajuda a metabolizar toxinas e regula o estresse oxidativo; A deficiência de glutationa em populações mais velhas foi associada a neuro degeneração, ataques cardíacos e “envelhecimento acelerado”.

Qual é o veredicto?

 

Eu não recomendaria uma dieta com pouca proteína, a menos que você tenha uma razão expressa para isso. Você provavelmente vai ficar letárgico, perder massa muscular, ganhar massa gorda e ficar menos resistente em relação a estressores e doenças. As dietas de baixo teor de proteínas:

• Reduzem o metabolismo, aumentam a resistência à insulina e causam ganho de gordura corporal.

• Enfraquecem o sistema imunitário e deixam o corpo mais propenso a pegar infecções mais severas.

• Reduzem a função muscular, a massa celular (sim, a massa real da própria célula) e a resposta imune em mulheres idosas.

• Prejudicam o equilíbrio de nitrogênio em atletas.

• Aumentam o risco de osteoporose.

• Aumentam o risco de sarcopenia (perda muscular).

Enquanto isso, dietas de alto teor de proteínas conferem alguns riscos potenciais, que eu descrevi acima.

Há benefícios claros para maiores ingestões de proteínas (retenção de massa magra, crescimento muscular, perda de gordura, saciedade aumentada) e preocupações legítimas (redução da longevidade, excesso de IGF-1, crescimento excessivo de tecidos indesejados). Como interpretar todas as evidências? Como equilibrar os efeitos?

A curto prazo está ótimo: Breves induções de dietas com teor de proteínas muito alto, e levantamento de peso provavelmente podem ajudá-lo a perder o excesso de gordura corporal e manter a massa magra. Estudos recentes encontram evidências de composição corporal melhorada e nenhuma evidência de efeitos deletérios com até 4,4 g de proteínas por kg de peso durante várias semanas. Mas eu não continuaria comendo muita proteína para o resto da vida.

Tenha altos e baixos: coma alto teor de proteína um dia que treinar mais, diminua a proteína nos dias de descanso. Se você está tentando ganhar músculo, você provavelmente precisa de mais proteína nos dias de treino. Se você está apenas mantendo, você pode ingerir muito menos.

Quando alguém come constantemente e nunca fica mais de 5-6 horas sem comer entre as refeições, essa pessoa nunca dá tempo ao seu corpo para recuperar e limpar as células danificadas. O jejum intermitente impõe períodos de proteína zero e alimentos zero, dando ao seu corpo uma dose de autofagia e uma pausa da ativação do sistema mTOR/ IGF-1 e, provavelmente, torna mais segura a ingestão de proteínas mais alta nos dias de alimentação.

Em geral, eu diria que em torno 100 gramas por dia para quem faz exercícios, com alguns dias do mês consumindo perto de zero (jejum) fará com que não sofra sintomas negativos e que conquiste um melhor estado de saúde.

Os atletas que procuram induzir o crescimento muscular temporário podem subir para 1,8 g de proteínas por kg de peso, ou seja, perto de 140g/dia. Os atletas em manutenção devem comer o suficiente para preservar a massa magra, ou seja, pelo menos 1g por kg de peso.

Não esqueça minhas recomendações anteriores de ingestão de proteínas para diferentes populações.

Muito obrigado!

imagem coaching de emagrecimento

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Gelatina torna exercícios ainda mais eficazes contra a perda óssea

Por: American Jornal of Clinical Nutrition 2017

imagem saúde dos ossos

Se você deseja fortalecer seus ossos, faça exercício. Quanto mais intensivo, melhor. O treinamento de força como a musculação é ótimo, assim como a pliometria, um tipo de exercício de movimentos rápidos e de explosão que fortalece os músculos. E se você quer fortalecer mais ainda, tome uma porção de gelatina uma hora antes das sessões. Encontramos essa sugestão em um estudo humano que os cientistas australianos de esportes publicaram no famoso jornal American Journal of Clinical Nutrition em 2017.

Exercício, colágeno e ossos:

Os ossos fortes têm bastante colágeno e é principalmente através da estimulação da produção interna de colágeno, que os ossos se mantém fortes. Os pesquisadores queriam saber se a suplementação com gelatina, feita a partir do colágeno dos ossos de vacas e porcos, aumenta o efeito da atividade física intensiva na produção de colágeno do organismo.

Tanto o colágeno dos ossos como da gelatina consistem nos aminoácidos glicina, prolina e hidroxilprolina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

Estudo:

Os pesquisadores submeteram 8 estudantes homens saudáveis ​​a um regime de exercícios de pular corda por 6 minutos, três vezes ao dia, três dias seguidos. Este tipo de atividade física estimula bastante a produção de colágeno nos ossos.

Em uma ocasião, os homens beberam um placebo uma hora antes de se exercitarem. Na outra vez, eles receberam uma bebida com 5 gramas de gelatina e na terceira vez beberam 15 gramas de gelatina. Toda vez foi adicionado 48 miligramas de vitamina C à gelatina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea.

Resultados:

O salto de cordas aumentou a concentração de um marcador sanguíneo bem confiável de densidade óssea e síntese de colágeno, o  propeptídeo amino-terminal protéico ou colágeno I [PINP] no sangue. Isto indica que o corpo aumentou a sua fabricação de colágeno. A suplementação com a dose elevada de gelatina aumentou este marcador de densidade óssea nos praticantes de exercícios.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

gráfico síntese de colágeno

Gráfico: Maiores taxas de síntese de colágeno, um marcador de densidade óssea, nos esportistas que tomaram 15g de gelatina antes dos exercícios (quadrado escuro)

Conclusão:

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

“Os dados atuais apoiam fortemente a hipótese de que iniciar um exercício 1h após consumir 15g de gelatina resulta em maior síntese de colágeno no período de recuperação após o exercício”, escreveram os australianos. “Isto é mais evidente na comparação do grupo que não recebeu nada com o grupo que tomou 15g de gelatina”.

“Os dados mostram claramente que a gelatina apoiou a síntese de colágeno após o exercício.

Em resumo, este relatório demonstra, pela primeira vez ao nosso conhecimento, que a suplementação com gelatina em humanos aumenta a síntese de colágeno após o exercício. A taxa acelerada de síntese de colágeno foi observada 5h após a suplementação de gelatina e manteve-se durante as 72 h do estudo “.

“Esses dados sugerem que a adição de gelatina e vitamina C a um programa de exercícios intermitentes pode desempenhar um papel benéfico na prevenção de lesões e no reparo de tecidos”.

Saiba mais sobre o coaching de emagrecimento:

imagem coaching de emagrecimento

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Primal Brasil

‘Meu mundo caiu’ diz mãe de criança que nasceu com “síndrome do bebê azul”

iG São Paulo

Entenda o que é a doença que afeta o coração, conhecida também como transposição das grandes artérias e saiba mais sobre a história de quem já passou pelo tratamento e hoje tem uma vida feliz, saudável e sem sequelas

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Nosso mundo caiu”, relembrou a britânica Maddie Griffin, de 48 anos, ao contar sobre seu parto. Assim que Cordelia nasceu, sua mãe a pegou nos braços e percebeu algo estranho: sua coloração era azulada. Em poucos segundos, a criança foi tomada dos braços de Maddie, e os médicos disseram que ela havia vindo ao mundo com problemas cardíacos e precisariam levá-la a uma unidade de cuidados especiais com urgência. A entrevista foi concedida ao jornal Daily Mail.

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A notícia pegou Maddie e seu marido de surpresa. “Nunca nos sentimos tão indefesos” contou ela, logo depois de perceber que havia algo errado com sua filha. Durante os exames do pré-natal não havia sido detectada nenhum sinal da síndrome no bebê, o que deixou a família ainda mais chocada.

Menos de 24 horas depois de Cordelia ter vindo ao mundo, seus pais foram informados de que ela tinha nascido com uma condição chamada transposição das grandes artérias (TGA), conhecida também como “síndrome do bebe azul”.

A doença acontece quando o bebê nasce com as artérias do coração invertidas, e é preciso uma cirurgia para corrigir o defeito. No entanto, é preciso garantir que o recém-nascido terá condições de ser operado, o que pode acontecer apenas quando a criança fizer um mês de vida.

Apenas três dias depois, os médicos se reuniram com a família, e finalmente deixaram que Maddie pudesse segurar sua filha novamente. “Estávamos muito assustados”, conta ela. “Nunca tinha ouvido falar da TGA”.

A britânica conta que Cordelia passou pelo primeiro procedimento de troca arterial com 10 dias de vida. Felizmente, ela se recuperou muito bem, com exceção de um problema em um acorde vocal, que ficou parcialmente paralisado.

“Nós pensávamos ‘seu coração é apenas do tamanho de uma noz e a operação é tão delicada, é fácil os cirurgiões pressionarem os nervos e causarem algum dano’”, desabafou.

“Por sorte, ela consegue falar, mas sente dificuldades quando usa sua voz de maneira exagerada”, afirmou a mãe. Cordelia, agora com 11 anos, é monitorada a cada 18 meses, mas os médicos dizem que seu prognóstico é muito bom. “Ela está cheia de energia”, disse Maddie. “Nós nunca a impedimos de fazer nada. Até o momento ela teve uma vida completamente normal, sempre participando de atividades depois da escola, como aulas de dança e teatro”, contou a mãe.

Monitoramento

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Os pais de Jack, agora com sete anos, também ficaram chocados quando descobriram que havia algo de errado com o bebê. Quando Samanta Read, do Reino Unido, já estava pronta para ser liberada pelos médicos, após dar à luz ao seu segundo filho, as enfermeiras perceberam que a coloração do recém-nascido estava “um pouco anormal”.

Foi então que descobriram que os níveis de oxigênio de Jack eram muito baixos e ele precisou ser internado às pressas.  

Samantha e Nick, seu marido, também nunca haviam ouvido falar em TGA. “Eu estava desesperado, com medo porque Jack parecia tão vulnerável. Lembro-me de pensar como uma operação tão grande em um bebê tão pequeno, de apenas seis dias de vida, poderia ser bem sucedida?”, relembra a mãe.

“O dia da cirurgia foi o dia mais longo de nossas vidas. Foi-nos dito que a operação terminaria em oito horas, e nós ficamos lá, contando os minutos e segundos até que ele voltasse a acordar”, conta o pai.

Para a surpresa do casal, os médicos enviaram Jack para casa apenas dez dias depois do procedimento.

Porém, seis semanas depois, o menino parou de respirar enquanto a família fazia uma viagem. Jack sofreu uma parada cardíaca e só foi mantido vivo graças aos pais que chamaram a ambulância a tempo.

Depois de uma estadia no hospital, Jack foi equipado com um dispositivo para gravar os batimentos cardíacos e aumentar o alarme se o coração dele começar a funcionar mal.

Agora, sete anos depois, ele é um menino feliz e divertido, mas ele pode precisar de mais tratamento no futuro, conforme afirmaram os pais.

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 O que é a síndrome do bebê azul?

A transposição das grandes artérias (TGA) é uma condição em que os dois vasos sanguíneos principais que saem do coração – a artéria pulmonar, que leva sangue aos pulmões para pegar oxigênio, e a aorta, que tira sangue do coração para o corpo, – são trocadas.

Isso significa que o sangue flui para os pulmões e pega oxigênio, mas depois é bombeado de volta aos pulmões em vez de viajar ao redor do corpo. O fluxo que circula em volta do corpo é incapaz de atingir os pulmões para pegar oxigênio e continua circulando – e é por isso que as crianças nascidas com a condição podem ficar azul.

A incidência é relativamente comum, de acordo com o National Health Service Choices, que aponta que cerca de 5% dos recém-nascidos terão a condição, o que representa de 20 a 30 crianças em cada 100 mil nascidos vivos.

O primeiro procedimento arterial bem-sucedido foi realizado em uma criança de 42 dias pelo cirurgião cardíaco brasileiro Adib Jatene em 1975, que também deu o nome ao procedimento – “procedimento de Jatene”.

De acordo com as estatísticas, de 97 a 98 em cada 100 bebês sobrevivem à cirurgia. Cerca de um em cada 100 bebês tem complicações como danos cerebrais – às vezes permanentes -, danos nos rins ou anormalidades graves do ritmo cardíaco. Existe também o risco de complicações menores após a cirurgia, como uma infecção pulmonar ou líquido coletando ao redor do coração ou pulmões.

Procedimento

Antes da operação, é comum que os médicos realizem um procedimento que pode ajudar o recém-nascido a ter melhores condições para receber a cirurgia, que ocorre entre o 7º e o 30º dia de vida. A técnica se baseia na injeção de prostaglandina ou na introdução de um cateter no coração do bebê para aumentar a oxigenação até que ele tenha capacidade de passar por uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia para TGA faz a inversão da posição da artéria aorta e da artéria pulmonar, colocando cada um em seu devido lugar, fazendo com que o sangue que passa pelo pulmão recebe oxigênio e seja distribuído pelo corpo do bebê, deixando o cérebro e todos os órgãos vitais oxigenados e garantindo a sobrevivência da criança.

O bebê recebe anestesia geral, e a circulação sanguínea é mantida por uma máquina que faz a função do coração enquanto é feita a cirurgia.

Na maioria dos casos, a criança não fica com sequelas e o crescimento e desenvolvimento da criança não é afetada, permitindo uma vida saudável.

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