‘Me sentia um zumbi’, conta homem atacado por “bactéria devoradora de carne”

iG São Paulo

A fasciíte necrosante causou danos irreversíveis; Antoine Boylston teve de passar pela amputação do dedo e outras duas cirurgias, e ainda se recupera

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Foto: Reprodução/Mirror

Um homem quase morreu depois de romper nódulos que causaram um corte em sua mão. O ferimento exposto fez com que Antonie Boylston, de 31 anos, contraísse fasciíte necrosante, uma infecção causada pelas popularmente chamadas “bactérias devoradoras de carne”.

Leia também: ‘Dia D’ contra a febre amarela acontece hoje em 54 municípios de SP

Imagens espantosas mostram o braço infectado e sangrento do rapaz depois de a fasciíte necrosante corroer sua pele. Antonie relata que se sentiu como “um zumbi”, mas que só procurou ajuda médica depois que sua mão ficou com uma coloração escura e passou a inchar.

Doença e processo de recuperação

O pesadelo do técnico de serviço começou em abril de 2016, quando decidiu estalar as articulações no trabalho. Em poucas horas, sentiu-se indisposto e muito enjoado, entretanto, não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações ou mesmo com o pequeno corte no dedo anelar da mão direita.

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Foto: Reprodução/Mirror

Depois do expediente, Boylston continuou a sentir desconforto e decidiu ir ao Hospital da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, por acreditar ter quebrado o dedo. Percebendo a gravidade do caso, os médicos descartaram a possibilidade de ruptura simples e o levaram para realizar uma biópsia de pele.

Leia também: ‘Nasci de novo’, diz mulher que teve tumor gigante retirado do ovário

Horas depois, os resultados revelaram que a infecção bacteriana, também conhecida como Úlcera de Meleney, em que o tecido abaixo da pele, os músculos e os órgãos circundantes são afetados, estava se espalhando pelo braço do rapaz.

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Foto: Reprodução/Mirror

De acordo com a equipe médica, Antonie contraiu a doença devido à ruptura das articulações, que conseguiu rachar uma casca protetora, deixando-a aberta, permitindo, assim, que as bactérias permeassem a ferida.

Uma cirurgia de três horas foi feita para retirar a parte infectada e liberar o fluxo de sangue, que estava restrito. Antonie teve seu dedo amputado e precisou fazer enxerto de pele. Atualmente, ele possui dois dedos totalmente funcionais e um polegar na mão direita.

“Era como mergulhar a mão em um balde de gelo. Era tão frio que sentia tudo queimar. Com o passar do tempo, comecei a soltar um odor muito forte, que só melhorou depois que meu fluxo sanguíneo voltou ao normal”, diz.

Leia também: Brasil terá 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019, estima Inca

Com fisioterapia intensiva, e uma pausa de sete meses para tratar a pele afetada pela fasciíte necrosante, Antoine passou por uma cirurgia final, para a remoção do tecido e para melhorar a mobilidade da mão. Segundo o Mirror, ele ainda se recupera, mas já conseguiu retomar grande parte de suas atividades cotidianas.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

A ligação chocante entre açúcar e Alzheimer

Por: Olga Khazan

foto churros açúcar

Uma dieta rica em carboidratos e a alta dose de açúcar no sangue, estão associadas ao declínio cognitivo.

Nos últimos anos, a doença de Alzheimer foi constantemente referida como diabetes tipo 3. Afinal, a diabetes tipo 2 é uma doença crônica causada pela má dieta e o mesmo pode se dizer para a doença de Alzheimer. Parece cada vez mais que o Mal de Alzheimer é outro efeito colateral potencial de uma dieta cheia de açúcar do estilo ocidental.

Um estudo longitudinal, publicado quinta-feira na revista Diabetologia, seguiu 5,189 pessoas ao longo de 10 anos e descobriu que as pessoas com altos níveis de açúcar no sangue apresentavam uma taxa de declínio cognitivo mais rápida do que aquelas com açúcar no nível normal – seja ou não o nível de açúcar no sangue que caracteriza tecnicamente o diabetes. Em outras palavras, quanto maior o açúcar no sangue, mais rápido é o declínio cognitivo, mesmo que o açúcar no sangue ainda não esteja a nível diabético

“A demência é uma das condições psiquiátricas fortemente associadas à má qualidade da vida”, disse o autor principal, Wuxiang Xie na Faculdade Imperial de Londres, por e-mail.

Melissa Schilling, professora da Universidade de Nova York, realizou sua própria revisão de estudos que ligam diabetes à doença de Alzheimer em 2016. Ela procurou conciliar duas tendências confusas. As pessoas que têm diabetes tipo 2 são mais de duas vezes mais propensas a contrair a doença de Alzheimer e as pessoas que sofrem de diabetes e são tratadas com insulina também são mais propensas a contrair a doença de Alzheimer, sugerindo que a insulina elevada desempenha um papel na doença de Alzheimer. Na verdade, muitos estudos descobriram que a insulina elevada, ou “hiperinsulinemia”, aumenta significativamente seu risco de doença de Alzheimer. Por outro lado, as pessoas com diabetes tipo 1, que não usam insulina, também tem maior risco de Alzheimer. Como esses dois fatos podem ser verdadeiros?

Schilling postula que isso acontece por causa da enzima degradante da insulina, um subproduto da insulina que degrada a insulina e proteínas amiloides no cérebro – as mesmas proteínas que aglomeram e levam à doença de Alzheimer. Pessoas que usam insulina para tratar sua diabetes acabam com um excesso de insulina e a maior parte dessa enzima é usada para quebrar essa insulina, causando assim insuficiência desta enzima para degradar esses grupos de células amiloides que caracterizam o Mal de Alzheimer.

De acordo com Schilling, isso pode acontecer mesmo em pessoas que ainda não têm diabetes – que estão em um estado conhecido como “pré-diabetes” que junto com a diabetes acomete 50% da população americana. Isso simplesmente significa que o açúcar no sangue destas pessoas é alto.


Siga-nos no instagram – @primalbrasil


Rosebud Roberts, professor de epidemiologia e neurologia da Clinica Mayo concordou com sua interpretação.

Em um estudo de 2012, Roberts separou cerca de 1.000 pessoas em quatro grupos com base na quantidade de carboidratos proveniente em suas dietas. O grupo que comeu a maior quantidade de carboidratos teve uma probabilidade 80% maior de desenvolver comprometimento cognitivo leve – uma disparada em direção a demência – do que aqueles que comeram a menor quantidade de carboidratos. Pessoas com deficiência cognitiva leve podem se vestir e se alimentar, mas têm problemas com tarefas mais complexas. Intervir na dieta pode ajudar muito a prevenir a demência.

Rebecca Gottesman, professora de neurologia da Johns Hopkins, diz que existem várias teorias para explicar a conexão entre alto nível de açúcar no sangue e demência. Diabetes também pode enfraquecer os vasos sanguíneos, o que aumenta a probabilidade de transportar nutrientes para o cérebro, causando várias formas de demência. Uma alta ingestão de carboidratos pode fazer com que as células, incluindo as do cérebro, fiquem resistentes à insulina, o que poderia causar a morte das células cerebrais. Enquanto isso, comer carboidratos demais em geral pode causar obesidade. A gordura extra em pessoas obesas libera citocinas, ou seja, proteínas inflamatórias que também podem contribuir para a deterioração cognitiva disse Roberts. Em um estudo de Rebecca Gottesman, a obesidade dobrou o risco das pessoas possuírem proteínas amilóide elevadas em seus cérebros na idade avançada.

Roberts disse que as pessoas com diabetes tipo 1 estão principalmente em risco se a insulina não for bem controlada ao ponto de haver episódios hipoglicêmicos. Mas mesmo as pessoas que não têm nenhum tipo de diabetes devem observar a ingestão de açúcar, disse ela.

“Só porque você não tem diabetes tipo 2 não significa que você pode comer qualquer porcaria que você quiser”, disse ela. “Especialmente se você não está fisicamente ativo”. O que comemos, acrescentou, é “um fator importante na manutenção do controle do nosso destino”. Roberts disse que este novo estudo de Wuxiang Xie é interessante porque também mostra uma associação entre açúcar no sangue elevado e declínio cognitivo .

Esse é um ponto importante que muitas vezes se esquece nas discussões sobre a doença de Alzheimer. É uma doença tão horrível que pode ser tentador dizer que ela é inevitável. Mas, como estes e outros pesquisadores apontam, as decisões que tomamos sobre os alimentos são extremamente importantes e este é um fator de risco que podemos controlar. E os estudos estão mostrando que as decisões que tomamos enquanto ainda somos relativamente jovens podem afetar nossa futura saúde cognitiva.

“A doença de Alzheimer é como um incêndio lento que você não vê quando começa”, disse Schilling. Leva tempo para que os aglomerados se formem e para que a cognição comece a deteriorar-se. “Quando você percebe os sinais, já começa a ficar tarde para apagar o fogo”.

Já conhece o coaching de emagrecimento?

imagem coaching de emagrecimento

O post A ligação chocante entre açúcar e Alzheimer apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil