“Congresso Todos Juntos Contra o Câncer” terá debate sobre o futuro da Oncologia

iG São Paulo

Este é o 5º Congresso e vai reunir mais de 3.500 pessoas, entre profissionais de saúde, gestores, sociedades médicas e representantes de pacientes

A cada ano, ao redor do mundo, cerca de 8,8 milhões de pessoas morrem de câncer e 14 milhões de novos casos são registrados, número que pode subir em até 70% nas próximas duas décadas. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e geraram um alerta tanto na população, quanto nos profissionais ligados à oncologia.

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Um dos assuntos de maior interesse são as novas possibilidades de tratamentos e cura do câncer. Exatamente com debate sobre o futuro da Oncologia o “Congresso Todos Juntos Contra o Câncer” chega à 5ª edição em 2018.

O câncer é uma doença que cresce cada vez mais e depende do desenvolvimento da oncologia para ser tratado

O câncer é uma doença que cresce cada vez mais e depende do desenvolvimento da oncologia para ser tratado

Foto: shutterstock

Neste ano, o evento terá seis macrotemas envolvendo prevenção, tratamento, gestão, financiamento e inovação no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Os desafios serão debatidos pelos mais de 3.500 congressistas líderes de Saúde reunidos em São Paulo, entre os dias 25 e 27 de setembro.

Cronograma do “Congresso Todos Juntos Contra o Câncer”

Ao todo serão três dias de evento. O primeiro dia de atividades terá uma programação de workshops.

Os principais nomes da saúde%2C jornalismo e política do Brasil debaterão prevenção%2C tratamento%2C gestão e financiamento da oncologia

Os principais nomes da saúde%2C jornalismo e política do Brasil debaterão prevenção%2C tratamento%2C gestão e financiamento da oncologia

Foto: Reprodução

Nos dias 26 e 27, quatro salas simultâneas receberão 25 painéis de discussão abertas ao público geral, com temas relacionados a estudos clínicos, câncer infantil, notificação compulsória da doença, prevenção e humanização no tratamento, financiamento em saúde/valor preço do tratamento no Brasil.

Tudo isso acontecerá no WTC Events Center, na Av. das Nações Unidas, Brooklin, São Paulo, SP. As inscrições para o evento já estão disponíveis no site, clique aqui.

A importância do debate sobre o futuro da Oncologia no Brasil

Parte do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, o Congresso tem por objetivo levantar as principais dificuldades na Oncologia brasileira e, com o apoio de especialistas, propor as soluções necessárias aos órgãos responsáveis pela Saúde.

“Precisamos trabalhar em colaboração para discutir de que forma poderemos garantir o acesso rápido ao tratamento, para que todo paciente tenha um prognóstico mais positivo”, afirma Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. “Estamos na quinta edição do Congresso e podemos enumerar várias conquistas conjuntas. No entanto, ainda há muitos desafios para reverter o avanço da doença aqui no país”, completa.

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O resultado dessa forma de trabalho já foi sentido com o Observatório de Oncologia, plataforma de dados abertos do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. Em abril, por exemplo, o modelo possibilitou um estudo que mostra que cerca de 10% das cidades brasileiras já possuem o câncer como principal causa de morte. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 78% ficam no Sul e Sudeste, ao passo que, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 51% ficam nessa mesma região.

O ex-ministro da saúde, Dr. José Gomes Temporão, declarou a importância disso para o futuro da Oncologia no Brasil. “Além de ter boas instituições, boas politicas, bons programas, é também imprescindível um bom sistema de informações e também uma boa mobilização social, como este Movimento.”  

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Entidades repudiam abordagem sobre diabetes em vídeo do Portas dos Fundos

iG São Paulo

Esquete mostra um youtuber injetando 25 mililitros de insulina como uma “brincadeira”; Sociedade Brasileira de Diabetes pede a exclusão do conteúdo

Em vídeo%2C personagem que representa um youtuber aborda diabetes de maneira irresponsável%2C segundo entidades

Em vídeo%2C personagem que representa um youtuber aborda diabetes de maneira irresponsável%2C segundo entidades

Foto: Reprodução/YouTube Porta dos Fundos

Um vídeo publicado pelo canal de humor Porta dos Fundos nesta quinta-feira (9) não agradou entidades que atuam para a conscientização e prevenção da diabetes. No esquete, Gregório Duvivier ironiza o comportamento de youtubers interpretando um deles, mas foi criticado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e ADJ Diabetes Brasil.

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No esquete, um youtuber decide lançar um desafio de tomar injeções de insulina – hormônio usado para controlar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes -, depois de ter comido diversos alimentos calóricos. Em tom de deboche, ele diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo e acaba morrendo.

“No intuito de fazer uma crítica a outros ‘youtubers’, [o vídeo] retrata o diabetes de uma forma errônea. Diabetes é uma doença crônica e um dos grandes problemas de saúde pública no nosso país. Além de transmitir informações infundadas sobre a doença, nota-se no vídeo a ridicularização do profissional de enfermagem e do uso indiscriminado da insulina, que pode acarretar sérios problemas de saúde, inclusive induzir ao coma ou até mesmo ao óbito”, escreveu a ADJ Diabetes Brasil em comunicado.

A SBD ressalta a seriedade da doença, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja “desinformação a respeito da condição ainda é grande”.

“Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população”, declarou a SBD em nota.

A entidade ainda solicitou ao canal Porta dos Fundos que exclua o conteúdo e pediu ainda uma retratação pública “às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença”.

Veja a nota da SBD na íntegra:

“A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) repudia, com indignação e veemência, o vídeo do Canal Porta dos Fundos intitulado “YouTuber”, divulgado em 9 de agosto de 2018. Na tentativa de criticar outros produtores de conteúdo do youtube, o personagem diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo, enaltecendo o uso indiscriminado e totalmente errado do hormônio, além de ridicularizar pessoas com diabetes e profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.

Longe de ser considerada uma brincadeira, o diabetes é uma doença crônica, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja desinformação a respeito da condição ainda é grande, como apontou recente pesquisa Datafolha lançada recentemente pela Coalizão Para Sobreviver, da qual a SBD faz parte juntamente com associações de pessoas com diabetes. Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população.

É importante destacar outros dados mundiais da International Diabetes Federation (IDF), que evidenciam os riscos do mau controle do diabetes: a cada 20 segundos, uma pessoa tem amputação de membros graças à doença; a condição é a maior causa de cegueira; a cada seis segundos uma pessoa morre por causa do diabetes e 80% das mortes decorrem de complicações como infartos e AVC (derrame).

É preciso que a sociedade se mobilize para que esse tipo de desinformação não tenha propagação. Diabetes é uma doença grave e se complica quando não controlada e exclui e marca a vida com lutas diárias.

Solicitamos, publicamente, ao Canal Porta dos Fundos a exclusão do conteúdo e uma retratação imediata às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença. Os ativos de comunicação, como o site www.diabetes.org.br, com o vasto arsenal de informações, são uma fonte adequada e responsável. 

SBD convida os representantes do Canal Porta dos Fundos para uma visita aos seus ativos e até mesmo à sede,  para que possam conhecer dados e esclarecer quaisquer dúvidas. Isso reforça o compromisso com a educação e informação. A SBD, portanto, está à disposição para colaborar na produção de conteúdos relacionados ao diabetes.”

Desinformação colabora para falta de diagnóstico de diabetes

Diabetes acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil , segundo SBD

Diabetes acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil , segundo SBD

Foto: shutterstock

Apesar dos perigos, a detecção precoce e o controle adequado da condição pode ajudar a evitar todas essas complicações. Porém, o maior desafio está na falta de diagnóstico de diabetes: estima-se que metade dessas pessoas com diabetes não sabe que tem a doença.

“É uma doença totalmente silenciosa, não há sintoma. Então, a pessoa precisa fazer exames para ter certeza se tem”, afirmou o diretor da SBD Márcio Krakauer. A falta de acesso à atendimento de qualidade e rápido também ajuda a diminuir os cuidados com a saúde o que, consequentemente, influencia na falta de controle da doença.

A endocrinologista Cassandra Pauperio afirma que a dificuldade de conseguir atendimento especializado de qualidade colabora para que a identificação da doença seja inibida. “Nem todo mundo tem acesso fácil ao sistema de saúde para a realização de exames que podem identificar a condição. Quem não tem plano de saúde depende do SUS, e por conta da demora para conseguir ser atendido, o paciente acaba recorrendo ao médico apenas em casos emergenciais. Aí não dá para fazer a prevenção.”

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A maioria dos sintomas de diabetes aparecem tardiamente, quando a situação já está avançada – o que compromete o tratamento. “Quando a glicose está alta por muitos anos, podem aparecer alguns poucos sintomas, como excesso de sede, aumento do apetite, perda de peso, infecções urinárias”, completou Krakauer.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

iG São Paulo

Autoridades acreditam que casos teriam sido importados do Norte do país; Maioria dos casos foram identificados no município de Vila Pavão; saiba mais

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Foto: shutterstock

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária. As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

Foto: Shutterstock/Divulgação

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Entidades médicas britânicas emitem alerta sobre os perigos da língua bifurcada

iG São Paulo

Prática adotada por adeptos do body modification pode causar infecção, danos nos nervos, problemas na gengiva e dificuldade para engolir e respirar

Língua bifurcada ou tongue splitting é a prática que consiste em cortar a língua ao meio

Língua bifurcada ou tongue splitting é a prática que consiste em cortar a língua ao meio

Foto: CreativeCommons

Especialistas da área da saúde emitiram um alerta sobre os perigos que uma certa prática de modificação corporal pode causar para o organismo. Língua bifurcada, ou tongue splitting, como também é chamado o procedimento, pode deixar as pessoas vulneráveis ​​a sérios riscos de hemorragia, infecção e danos nos nervos, de acordo com os médicos.

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Ter a língua bifurcada envolve cortar a língua de uma pessoa ao meio, deixando-a com a mesma aparência da língua de uma cobra ou lagarto. Com diversas técnicas para realizar o procedimento – utilizando desde laser, bisturi e até fio de nylon -, a prática se tornou um fenômeno global nos últimos anos entre os adeptos da body modification (modificação corporal).

No entanto, apesar de sua popularidade, os especialistas acreditam que muitos que realizam a prática estão alheios aos problemas a longo prazo que a técnica pode causar à saúde.

Pensando nisso, a Faculdade de Cirurgia Dentária, o Royal College of Surgeons e a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Reconstrutivos e Estéticos emitiram um comunicado que foi publicado nesta sexta-feira (3) para alertar a população.

Perigos da língua bifurcada

Ter a língua bifurcada pode causar prejuízos na hora de engolir e respirar, dizem os especialistas

Ter a língua bifurcada pode causar prejuízos na hora de engolir e respirar, dizem os especialistas

Foto: shutterstock

Selina Master, da Faculdade de Cirurgia Dentária do Royal College of Surgeons, afirmou que os dentistas perceberam algumas “terríveis conseqüências” causadas por esses procedimentos.

“É tão importante que as pessoas percebam que estão se colocando em sério risco de perda significativa de sangue, infecção, danos nos nervos até problemas para respirar ou engolir”, informou Master.

Os especialistas também dizem que a prática pode causar fraturas nos dentes e danos dolorosos nas gengivas.

O presidente da Bapras, David Ward, acrescentou: “Nenhum cirurgião respeitável realizaria esse procedimento, pois ele apresenta altos riscos, tanto no momento do procedimento quanto a longo prazo. Não há razões médicas para fazer isso na Inglaterra, nem no País de Gales”.

Ward ainda falou sobre os cuidados necessários para um procedimento desse tipo, e que, certamente, não estão sendo adotados em todos os casos.

“Pacientes submetidos à cirurgia por razões estéticas passam por uma avaliação pré-operatória completa, muitas vezes incluindo avaliação psicológica. Mas os profissionais que realizam a separação da língua não terão o treinamento e as habilidades necessárias para tais avaliações, colocando seus clientes em risco muito significativo.”

Além disso, eles acrescentam que, após uma recente decisão da Justiça, qualquer pessoa na Inglaterra e no País de Gales que esteja oferecendo tongue splitting provavelmente estará fazendo um ato ilegal.

No entanto, ainda não ficou claro sobre essa situação, uma vez que a prática não é abrangida por qualquer legislação existente em outras partes da Europa. Isso significa que o procedimento invasivo é basicamente não regulamentado.

“Há uma necessidade urgente de que a lei em outras partes do Reino Unido seja esclarecida. FDS e Bapras também estão preocupados que, apesar do debate jurídico, a demanda por procedimentos de separação da língua possa continuar, mas clandestinamente”, afirmou Ward.

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Homem morre por não seguir recomendações de tatuador

Assim como a língua bifurcada, a tatuagem também é uma prática comum, que deve seguir recomendações de higiene

Assim como a língua bifurcada, a tatuagem também é uma prática comum, que deve seguir recomendações de higiene

Foto: Reprodução/Twitter

Ao realizar alguma modificação corporal, ignorar as recomendações de higiene pode prejudicar a saúde e, em alguns casos, ser fatal, até mesmo quando se trata de práticas mais comuns, como uma tatuagem. Depois de ignorar as orientações do seu tatuador, um espanhol que havia acabado de fazer um novo desenho no corpo decidiu entrar no mar e acabou morto. 

O homem, que não teve o nome divulgado, de 31 anos, foi avisado sobre a proibição de entrar no mar ou piscina antes da tatuagem completar duas semanas. Mas, mesmo assim, ele decidiu aproveitar as águas quentes do Golfo do México com apenas cinco dias depois de ter feito um desenho de uma cruz religiosa no tornozelo direito.

Ao fazer a tatuagem, o corpo é ferido, e como reação às agulhadas, o sistema imunológico inicia um processo inflamatório. Por isso, como qualquer outro machucado, o risco de inflamação e contaminação quando a ferida ainda não está cicatrizada é alto.

E foi exatamente isso que aconteceu com o hispânico. Tudo começou com relatos de febre, calafrios e uma erupção vermelha perto do desenho 24 horas após o banho de mar, segundo descreveram os médicos que o atenderam.

A situação foi piorando com o passar dos dias, e ele acabou sendo internado em um hospital, conforme afirmou o jornal britânico Daily Mail. Por conta de problemas com bebidas, o corpo não estava reagindo muito bem às medicações e seus órgãos começaram a falhar.

No entanto, duas semanas depois, mesmo com alguns hematomas roxos, ele foi liberado para casa. Mas sua recuperação estava longe de acontecer. Depois de muitas complicações, era possível ver que uma bactéria contraída no mar começou a “comer” sua carne, rasgando pedaços de sua pele.

Foi então que os especialistas constataram choque séptico, que é quando há falência do sistema circulatório aguda por infecção, geralmente provocada por bactérias, fungos e vírus. Dois meses após o ocorrido o homem morreu.

Cuidados com a pele

Outra forma de body modification, além da língua bifurcada, é a tatuagem

Outra forma de body modification, além da língua bifurcada, é a tatuagem

Foto: shutterstock/Reprodução

Especialistas concluem que não é preciso desistir da tattoo para continuar tendo uma pele saudável. Basta seguir as recomendações dos profissionais e tirar todas as dúvidas antes de marcar a pele.

A tatuadora Stéphanie Camargo explica que a tatuagem funciona como um corte, e que os cuidados devem ser os mesmos de quando se faz um machucado. “A pele fica exposta a todos os tipos de germes, por isso a gente fala para não entrar no mar, porque não é uma água limpa e com a pele ‘aberta’ a pessoa fica mais propícia a se infectar”, explica ela.

Stéphanie esclarece que a mesma regra vale para piscinas e banheiras. “Os produtos químicos usados para limpar a banheira também podem infectar”, alerta. Além disso, há o risco de contato com bactérias e vírus que podem ser trazidos por outras pessoas que usaram a banheira ou estão na piscina. O cloro também é inimigo da pele recém-tatuada.

De acordo com a tatuadora, é recomendável que a pessoa espere pelo menos um mês para entrar no mar ou piscina. “Mas isso depende da cicatrização da pessoa. Tem gente que demora mais. Quem tem problema de cicatrização precisa esperar pelo menos três meses”, conclui ela.

Outro aspecto que deve ser levado em conta após tatuar a pele é a alimentação, produtos condimentados e gordurosos estão fora do cardápio. “Carne de porco, ovo, frutos do mar, ou algo que a pessoa não está acostumada a comer é preciso evitar.”

A exposição ao sol deve ser controlada, pois pode causar inflamações na pele, ressecando a tatuagem e até criando bolhas. “No caso de grávidas e diabéticos é preciso autorização médica para tatuar” finaliza a tatuadora.

Por fim, uma higienização correta da área, o uso de pomadas cicatrizantes próprias para tatuagem, não prolongar o uso do filme plástico, não coçar ou puxar a camada feita por cima do desenho são dicas que garantem uma recuperação completa da pele sem nenhuma complicação.

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Tanto a língua bifurcada quanto a tatuagem são práticas realizadas pelos adeptos da body modification. 

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