Como desintoxicar seu corpo ao máximo

Por: Caio Fleury

 

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Hoje vamos nos aprofundar no tópico de desintoxicação. Quais alimentos, suplementos e práticas você pode utilizar para desintoxicar EFICIENTEMENTE, diferente de muitos métodos incompletos que você encontra por ai.

Então, vamos aos pontos mais importantes deste episódio:

– Adotar hábitos de vida que condizem com os principais pilares da longevidade é o passo mais importante.

– Resumindo: dieta cetogênica cíclica, jejum intermitente, seguir o relógio biológico, tomar sol diariamente, sauna, etc.

– Além disso, a adoção de dietas e protocolos cientificamente testados como por exemplo protocolo de autofagia e regeneração celular, que envolve dieta alta em gordura, baixa em carboidratos, com ciclos de proteínas mais treino intervalado.

– Inclui treino intervalado frequentemente, relacionamentos saudáveis, aterramento, terapia térmica (sauna e banhos gelados), exercícios e movimentos diários.

– Exemplos de protocolos extremamente eficazes são o “keto fast” “jejum cetogênico” do Dr. joseph Mercola, e o “Keto Reset Diet” do ilustre Mark Sisson.

-Todos incluem elementos de jejum diário de 14 a 18h (ou janela comprimida de alimentação), dieta cetogênica cíclica ou cetogênica normal mesmo.

-No protocolo do Dr. Mercola, jejuns de 24 horas ou mais uma ou duas vezes na semana, são essenciais.

– Particularmente, faço jejum de 20 horas 2 dias seguidos por semana ou 1 de 24h.

– É importante incluir alimentos e suplementos que ajudam o corpo a desintoxicar e, portanto, a não reabsorver nos orgãos e tecidos as toxinas liberadas na circulação do tecido adiposo.

– Alguns vegetais, principalmente crucíferos favorecem a desintoxicação no fígado.

– Há várias medidas mais especificas que você precisa tomar para desintoxicar com um jejum mais longo.

– Consumo de eletrólitos como magnésio (400 a 800 mg por dia), potássio, sódio e cálcio.

– Virar um queimador de gordura antes de começar a fazer jejum, pois se você for um queimador de carboidratos, vai ser mais difícil de desintoxicar e os benefícios do jejum não irão ser tão grandes quanto possíveis.

– A ativação da autofagia via jejum seguro e bem executado é a ferramenta mais importante para você alcançar os efeitos importantes da eliminação de toxinas.

– Todos os dias a maioria das pessoas são expostas a toxinas alimentares, metais pesados, produtos químicos, o que pode sobrecarregar os sistemas de desintoxicação do corpo.

– Sua genética é muito determinante na capacidade de seu corpo desintoxicar.

– Existem variações genéticas desfavoráveis dos genes responsáveis pela síntese de glutationa e outras e enzimas envolvidas nas vias de desintoxicação do fígado.

– Você pode descobrir sua genética via exames genéticos.

– Se você possui homozigose GSTM1, isso aumenta seu risco de várias patologias, incluindo certos tipos de câncer, associadas ao excesso de toxidade acumulada no seu corpo.

– Na população brasileira, um estudo identificou em amostras de centenas de pessoas do Rio de Janeiro e Brasília uma taxa de 46 e 49% respectivamente do fenótipo de alelo nulo da GSTM1

– Este polimorfismos genético, assim como o chamado NTHFR, afetam os níveis de glutationa responsável pela desintoxicação.

– Se você tem esses polimorfismos, provavelmente é mais importante que você seja mais cauteloso e preventivo, consumindo glutationa extra e seguindo melhor o protocolo.

– O laboratório disponível no Brasil e provavelmente o mais famoso no momento no mundo é o DNA fit.

– Muita gente possuí um sistema de desintoxicação sobrecarregado, seja por variações genéticas ou pelo excesso de toxina.

– Evite toxinas na forma de açúcar, anti-nutrientes dos grãos, químicos de produtos de limpeza domésticos, produtos de beleza com xenobióticos, disruptores hormonais, derivados de petróleo e pesticidas despejados nos grãos e certos alimentos.

– Alimentos e suplementos podem ajudar seu fígado, rins e trato gastrointestinal a desintoxicar

Chlorella

– Os quelantes da chlorella são ótimos para eliminar certas toxinas e metais pesados do corpo, principalmente arsênico e mercúrio pelas fezes.

L-methylfolato ou 5-methylfolato (5-MTHF)

– Esta é a forma biologicamente ativa do ácido fólico que garante a sua biodisponibilidade

– Esta é uma vitamina essencial para o organismo que auxilia suas células a eliminarem toxinas nocivas como produtos químicos e metais pesados e ajuda a preservar a funcionalidade das suas células.

– O ácido fólico auxilia o corpo a renovar as células, inclusive produzindo e preservando novas células, enquanto previne danos e alterações no DNA que levam ao envelhecimento e câncer.

Metilsulfonilmetano

– O MSM é um solvente orgânico de enxofre, sendo um componente importante de enzimas, colágeno, proteínas, queratina e hormônios.

– MSM é um suplemento importante na desintoxicação e está envolvido em centenas de processos biológicos da desintoxicação e do metabolismo, sendo difícil de ser obtido apenas pela dieta.

Ácido alfa lipóico

– O ácido alfa lipóico é um antioxidante poderoso no combate dos radicais livres, pois ele é capaz de equilibrar o redox status, processo essencial para a homeostase celular, que elimina espécies reativas de oxigênio (ERO) e nitrogênio, os chamados radicais livres.

– Ele interage com outros antioxidantes incluindo vitamina C, E e glutationa.

N-acetil cisteína (NAC)

– N-acetil cisteína confere diversos benefícios para a saúde, sendo importante na reposição do antioxidante mais poderoso do corpo, a glutationa.

Cardo de leite ou cardo Mariano (Milk Thistle)

– Fortalece as células hepáticas e elimina toxinas

Complexo B (vitaminas B):

– A maioria dos multivitamínicos de complexo B que são vendidos no Brasil possuem quantidades inferiores de algumas das mais importantes vitaminas.

– Mais de metade da população mundial possui uma ou mais mutações dos genes metilenotetrahidrofolato (MTHFR), o que reduz a capacidade do corpo de sintetizar a forma ativa de vitamina B12 e B9.

– Marcas boas são Dr. Mercola, Life extension eThorne (é mais fácil comprar pelo iherb)

Zinco e selênio

– Estes minerais essenciais são os mais importantes no processo de desintoxicação e ajudam na desintoxicação de diversos metais pesados como arsênico, cádmio e mercúrio.

– Eu tomo 25 a 40g por dia de zinco com 1g de cobre

– 2 ou 3 castanhas do Pará para selênio

Outros suplementos e práticas poderosas para desintoxicar

-Ácido málico você pode colocar no seu suco verde, assim com salsão ou aipo.

– Colágeno

– Sauna

– Suplemento de broto de brócolis (a semente do broto)

– Enema de café ou mesmo de água.

 

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Primal Brasil

Dor fantasma | Entrevista

Quando há uma amputação, o membro continua intacto no mapa cerebral, por isso muitos pacientes sentem dor fantasma.

 

A dor fantasma é uma dor muito real (não tem nada de imaginação) que acomete cerca de 90% dos indivíduos que passam pela amputação de alguma parte do corpo. Queimação, formigamento, pontadas e até cócegas são alguns dos desconfortos que os pacientes relatam sentir.

Entrevistamos o dr. André Sugawara, médico fisiatra da Rede Lucy Montoro, considerado um dos maiores especialistas do assunto no Brasil.

Veja também: Ouça o podcast Por Que Dói? sobre dor fantasma

 

A dor fantasma

 

Portal DV — Como alguém pode sentir dor em um membro que simplesmente não existe mais?

André Sugawara — Onde começa uma perna? Algumas pessoas vão apontar a coxa, a pelve, a bacia, mas não. Na verdade, a perna começa e termina no cérebro. Quando amputamos uma perna ou um braço, teremos uma parte que irá faltar, a parte física, mas teremos um restante que continuará intacto. Então você perde a parte que se mexe, mas a central de comando, digamos assim, continua existindo. 

 

Portal DV — Existe algum período em que o cérebro vai se dar conta de que a parte física do membro não está mais ali?

André Sugawara — Pense que você perdeu a perna física, mas ela continua lá no seu esquema cerebral. Após o trauma, o cérebro percebe imediatamente que há algo errado; por isso o paciente pode começar a sentir dor ou qualquer outro desconforto. Imagine um indivíduo que tem um câncer que está prejudicando sua perna, e ele vai precisar amputá-la. Então, o processo de perda começa antes da retirada efetiva da perna. O indivíduo vai se “preparando”, digamos assim. Não seria uma perda, mas uma solução.

Nesse caso, ele vai sentir bem menos dor que em situações em que não há essa preparação. É muito diferente de quando ocorre algo traumático, como um acidente de moto. Nesse último caso, como é algo abrupto, existe uma chance menor de o cérebro reconhecer a perda. Portanto, esse processo de “se dar conta” vai depender de como o membro foi perdido. 

 

Portal DV — Li que esse fenômeno ainda é bem recente como objeto de estudo da Medicina. É verdade que vocês aprenderam sobre esse conceito a partir da I e II Guerras Mundiais? 

André Sugawara — Exatamente. Mas também começou com um escritor e neurologista chamado Silas Weir Mitchell, que durante a Guerra Civil Americana observava que “milhares de membros fantasmas estavam perseguindo e atormentando muitos bons soldados”. A amputação, em si, existe desde que o homem é homem, mas foi ele quem deu essa definição de dor fantasma. 

 

Portal DV — E vocês conseguem entender a causa dessas dores?

André Sugawara — Sempre se tentou achar a causa a partir da parte que foi embora, ou próximo da parte que foi embora. Mas desde mais ou menos 2014 nós já temos evidência de que esse processo não ocorre ali, mas no cérebro.

O paciente consegue, inclusive, utilizar outras representações do corpo para ativar a área daquela perna que foi amputada.

 

Como é a dor fantasma

 

Portal DV — A dor surge logo após a operação?

André Sugawara — Logo depois da cirurgia de amputação eles já sentem a dor. Ela consiste em qualquer sensação desagradável que a pessoa sinta na parte faltante. Pode ser coceira, choque, formigamento, queimação, frio, sensação de inchaço, de que a perna que foi amputada está se mexendo sozinha, câimbra. É muito difícil os pacientes encontrarem palavras para relatarem o que estão sentindo.

 

Portal DV — E qual a intensidade das dores? 

André Sugawara — Ela não é uma coisa só, é um conjunto de dores. Por exemplo, um paciente relata uma coceira que, de 0 a 10, incomoda em um nível 5. Mas ele também sente choque, que não aparece todos os dias, mas quando aparece, é mais que 10, é simplesmente insuportável. Então, podemos ver que dentro da dor fantasma é possível ter infinitas sensações com diferentes graus de intensidade, e que aparecem de diversas maneiras. Pode ser contínua, surgir uma vez por mês, quando a pessoa dá risada, quando está dormindo. Há vários gatilhos.

Tudo isso que eu citei é bem diferente da sensação fantasma. A sensação nada mais é do que sentir a presença da parte que foi amputada. A sensação de que você tem um membro e que consegue até controlá-lo, mas não é uma sensação desagradável. O paciente não sente os desconfortos, somente a sensação de que ainda tem algo.  

 

Portal DV — Por isso é importante esclarecer que a dor não tem nada de psicológica.

André Sugawara — Nada. Ela é bem anatômica, bem física. O processo se inicia e termina no cérebro. Ninguém vai comemorar e celebrar a perda de um membro. O indivíduo vai sofrer, entrar em luto e até deprimir. Há questões emocionais, sim, mas elas não geram a dor fantasma. É o contrário: é a dor fantasma que amplifica e perpetua as questões emocionais.

 

Portal DV — Sabendo disso, antes de uma cirurgia vocês costumam preparar o paciente para essa perda e uma possível dor fantasma? 

André Sugawara — Sempre. Há um protocolo que seguimos de conversar, tirar toda e qualquer dúvida sobre o que vai acontecer, principalmente no pós-operatório. 

 

Tratamento da dor fantasma

 

Portal DV — Quais recomendações o paciente precisa seguir após uma amputação?

André Sugawara — A primeira coisa é o posicionamento da cama. O corpo não deve estar desalinhado, porque os músculos próximos ao membro amputado, principalmente na articulação do quadril e do joelho, tendem a se encurtar.

É importante sempre lembrar que a perna física foi embora, mas a perna que está no cérebro continua lá. A maioria dos acidentes no pós-operatório ocorre porque o paciente ainda sente que tem a perna, levanta, vai tentar andar e cai. Então, conversamos bastante para conduzir o processo de adaptação fazendo exercícios com o apoio de barras paralelas para aprender a andar com a prótese e ter equilíbrio. 

Depois que os pontos são tirados, começa o processo de enfaixamento elástico, que é feito desde a época dos egípcios e ajuda a reduzir as dores e o desconforto.

Veja também: Leia uma entrevista sobre reabilitação de amputados

 

Portal DV — Para os pacientes que relatam dor, o que pode ser feito para amenizá-la?

André Sugawara — A literatura mostra que não adianta o uso de medicamentos para eliminar a dor, infelizmente. De qualquer maneira, utilizamos alguns analgésicos e outros medicamentos para aliviar o desconforto. Mas reforçamos as medidas alternativas, como enfaixar o membro residual, fazer estimulação eletromagnética, usar algo para aquecer a região, massagens, acupuntura, usar prótese, fazer a terapia do espelho… 

 

Portal DV — O que é terapia do espelho?

André Sugawara — É o que a gente mais utiliza na prática clínica, e realmente funciona. Nela, o paciente que teve uma perna ou um braço amputado se posiciona em frente a espelhos, tendo a ilusão de que ele ainda possui os dois membros saudáveis. Assim, é pedido que ele tente mover as duas pernas ou os dois braços ao mesmo tempo e que imagine que a outra esteja se mexendo. A estratégia engana o cérebro e a sensação incômoda diminui em algumas pessoas. A dificuldade é o paciente aceitar fazer isso, porque muitas vezes ele não bota fé. Mas basta ele fazer uma vez e sentir o resultado para agregar a terapia ao dia a dia. Pode fazer em casa, em qualquer lugar que tenha um espelho.

 

Portal DV — O paciente pode deixar de sentir o desconforto ou a dor? 

André Sugawara — Depende. Há casos de pacientes que tem dor há mais de 40 anos. A intensidade e frequência das dores diminuem com o passar do tempo, mas, infelizmente, essa dor acompanha o paciente pelo resto da vida. 

 

A dificuldade para relatar o desconforto

 

Portal DV — Pacientes que sofrem amputação costumam falar que sentem dor fantasma? 

André Sugawara — Olha, eu costumo dizer que essa dor é um sofrimento invisível, porque os pacientes têm medo de falar que estão “sentindo” a perna e os outros, inclusive médicos, acharem que ele está ficando louco.

Como assim? Sentir dor em algo que não existe? A cabeça do paciente entra em parafuso. Ele sofre sozinho e não conta. Só conta quando encontra um local ou um ouvinte que esteja disposto a ouvir sem críticas, aí ele se abre. Ou, no máximo, o paciente vai dizer que está doendo a parte do membro que restou, chamado membro residual (antes falava-se “coto”, mas esse termo é pejorativo, portanto não é mais usado), e não a parte que falta. 

 

Portal DV — Fale um pouco mais sobre isso. 

André Sugawara — As pessoas realmente têm muito receio de falar. Dizem: “Ah, eu não vou falar sobre essa dor, porque vão achar que é coisa da minha cabeça, que faz parte do processo”. Então elas sofrem anos sem dizer nada.

Quando resolvem dizer, normalmente o primeiro médico que ouve não dá tanta importância, diz que é normal e que vai passar. Então os pacientes se retraem ainda mais. Por isso, precisamos melhorar as duas pontas, o médico e o paciente, que precisa se sentir seguro para conseguir se abrir. Ambos precisam saber que é uma queixa pertinente e que sim, é possível tratar. É possível atenuar a dor e dá para levar uma vida normal. 

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Drauzio Varella

Como implementar a dieta mais nutritiva que existe

Por: Dr.Paul Saladino

 

Você ouviu as histórias de pessoas encontrando melhorias significativas em uma dieta carnívora com tudo, desde perda de peso, depressão, ansiedade à doenças auto-imunes, e deseja experimentá-la! Bom, este é o post para você. Neste post, falarei sobre algumas variações da dieta carnívora e incluirei alguns exemplos de planos de refeições da dieta para ajudar você a começar.

A primeira coisa que você precisa se perguntar é quais são seus objetivos com a dieta e o que se adapta ao seu estilo de vida. Para os fins deste artigo, dividirei a dieta carnívora em 5 camadas diferentes. Com base em seus objetivos, você pode decidir qual o nível certo para você. Eu falo sobre isso com muito mais detalhes no meu próximo livro, “O Código Carnívoro: Desvendando os Segredos para a Saúde Ideal, Voltando à Nossa Dieta Ancestral”.

Outra consideração na discussão sobre o que comer em uma dieta carnívora é QUANDO comer. Farei uma postagem sobre jejum intermitente e alimentação com janela restritiva de tempo. Aqui está a versão curta: como uma dieta carnívora é extremamente saciante, a maioria das pessoas acha que comer duas vezes por dia, três vezes ao dia ou mesmo uma vez por dia funciona melhor que quatro ou cinco. Isso também facilita muito o jejum intermitente, permitindo uma janela de alimentação mais curta com menos refeições. Nos planos de refeições a seguir, sugeri refeições para o café da manhã, almoço e jantar, mas comer duas ou uma vez por dia é totalmente apropriado e em muitos casos até melhor!

Nível 1: ISH carnívoro (com alimentos vegetais menos tóxicos)

Também conhecido como “carnívoro adjacente”, esse tipo de alimentação enfatiza os alimentos de origem animal e os consome como a maioria da dieta, mas permite algum espaço para o que eu consideraria os alimentos vegetais menos tóxicos. Começando com uma apreciação do fato de que as fontes animais representam as fontes mais ricas em nutrientes de vitaminas e minerais biodisponíveis, esses alimentos formam a maioria de uma dieta desse tipo, talvez 80%.

Esses alimentos podem incluir carne de ruminantes (carne bovina, bisão, cordeiro), aves, peixes, ovos e laticínios para aqueles que toleram (consulte as discussões para obter mais informações sobre este tópico). Além desses alimentos, os alimentos vegetais de “baixa toxicidade” podem ser incluídos para sabor, preferência ou textura/ cor. Reitero aqui que vejo os alimentos vegetais como “alimentos de sobrevivência” e não acredito que eles forneçam nutrientes únicos para os seres humanos que não podemos obter dos animais. Além disso, as plantas possuem muitas toxinas, muitas das quais foram mal interpretadas como benéficas para os seres humanos, que irritam o intestino e o sistema imunológico.

Eu vejo uma dieta totalmente baseada em animais como a dieta mais básica em que os humanos prosperaram. Parece haver alguma variabilidade genética na resposta humana às proporções de gorduras animais, no entanto, e existem exemplos raros de indivíduos que não oxidam gorduras para fornecer combustível. Para a vasta maioria das pessoas, no entanto, uma dieta baseada em animais é a base ideal que nossos ancestrais consumiram por 3 milhões de anos.

A variabilidade genética também parece entrar em jogo com relação a quais alimentos vegetais um determinado indivíduo tolera. Em alguns indivíduos, qualquer quantidade de alimentos vegetais e laticínios parece desencadear o sistema imunológico, levando ao ressurgimento da inflamação e autoimunidade. Em outros, alimentos vegetais específicos podem ser tolerados sem efeitos prejudiciais aparentes. Essa é uma idiossincrasia individual e precisará ser determinada com base nisso. Para os fins desta publicação no blog, discutirei alguns alimentos vegetais que podem ser considerados os “menos tóxicos” e que podem ser adicionados a uma dieta “carnívora”.

Quais são os alimentos vegetais menos tóxicos? Geralmente penso neles como frutas não muito doces, e incluo coisas como azeitonas, abacate, alface, pepino (sem casca ou sementes) e várias abóboras nesse grupo. A remoção da pele e sementes da abóbora provavelmente diminuiria significativamente as lectinas neste caso.

E quanto a alimentos mais tóxicos? No extremo oposto do espectro eu colocaria sementes de plantas. A categoria de sementes de plantas inclui realmente sementes, grãos, feijões e leguminosas. Essas são todas as sementes das plantas e são todas muito defendidas pelas plantas. Eles contêm inibidores da enzima digestiva, lectinas, grandes quantidades de ácido fítico – uma molécula que liga o fósforo nas plantas, mas também podem ligar outros íons carregados positivamente, como Mg, Zn, Ca e Se, limitando sua absorção. Além das sementes de plantas, a família da erva-moura ou da solanácea (tomate, berinjela, batata, pimentão, pimenta) também é conhecida por ser um gatilho imunológico comum.

A maioria das frutas e legumes fica entre esses dois grupos e é difícil de qualificar em termos de toxicidade. Isso varia de pessoa para pessoa. Em uma dieta carnívora de nível 1, você pode começar com plantas de baixa toxicidade e adicionar alimentos de toxicidade moderada para ver como os tolera. Muitas pessoas farão melhor sem plantas por um certo período de tempo. Quando todas as plantas são eliminadas, passamos para uma dieta de carnívora de Nível 2.

Sobre a água. Água destilada ou osmose reversa deve ser remineralizada, mas é uma boa opção. Filtros de carbono de alta qualidade como o Berkey são outra opção. A água ideal seria a fonte de água local de nascentes, mas isso nem sempre está disponível. Água mineral com ou sem gás é ótima. Refrigerantes, sucos de frutas, etc, claramente são altíssimos em açúcar, portanto, não são ideais e devem ser evitados.

Como é um dia típico de carnívoro de nível 1 para homens:

(Todos os “dias típicos” variam de acordo com seus objetivos, composição corporal e taxa metabólica. Duas vezes ao dia ou uma vez ao também são apropriados os estilos de alimentação). Mulher geralmente precisa de menos.

 

Café da manhã:

  • 3 ovos mexidos com 1 colher de sopa de manteiga ou ghee
  • 1/2 abacate com sal marinho

Almoço:

  • 200g de gado alimentado a pasto.
  • Fatias de pepino e alface com molho de azeite

Jantar:

  • costelas de cordeiro de 200g
  • azeitonas
  • 1/2 abacate

 

Nível 2: Carne e água

Esta é a versão mais básica e mais simples de uma verdadeira dieta carnívora. É para pessoas que desejam experimentar com alimentos integrais uma dieta baseada em animal por curtos períodos de tempo, como uma dieta de eliminação. Na minha opinião, esse tipo de alimentação carnívora não é ideal para a maioria das pessoas a longo prazo, mas poderia servir como uma introdução muito simples a essa maneira de se alimentar.

Em uma dieta de carnívora de Nível 2, “coma carne, beba água” é o ditado clássico que descreve essa maneira de se alimentar. É uma fórmula bastante simples e, como dieta de eliminação, pode ser uma ferramenta muito útil. Minhas preocupações com esse tipo de dieta a longo prazo são possíveis deficiências nutricionais com a falta de órgãos e cartilagem.

Fiz um podcast com Amber O’Hearn no qual falamos sobre nuances sobre o valor de referência diário da RDAs em uma dieta carnívora. É bastante claro que os requisitos do nosso corpo para muitas coisas mudam na ausência de carboidratos. Até a carne possui uma pequena quantidade de carboidratos, mas, para os fins desta discussão, eles são essencialmente desprezíveis. Existe um grupo inteiro no Facebook dedicado a esse tipo de dieta, e há dezenas de milhares de exemplos de pessoas que parecem prosperar comendo apenas carne de animal e água potável. Exemplos incluem Joe e Charlene Andersen e Charles Washington, que modera o grupo do Facebook acima mencionado.

Embora eu ache que uma dieta de carnívoros de nível 2 possa ser muito útil para algumas pessoas, adicionar alguns alimentos, como ovos e frutos do mar ocasionais, pode ajudar a preencher muitas das possíveis lacunas nutricionais da falta de órgãos. Evolutivamente, também não acho que teríamos comido apenas a carne muscular dos animais. Existem inúmeros exemplos da literatura antropológica que sugerem que a maioria dos povos indígenas realmente preferiam órgãos e gorduras orgânicas e comiam carne muscular por último, ou até mesmo descartavam a carne muscular dando aos cães. Falaremos mais sobre a adição de carnes de órgãos nas dietas de carnívoros Nível 4/5, mas primeiro vamos falar sobre a adição de apenas mais alguns alimentos básicos de animais ricos em nutrientes à dieta de carne e água.

 

Como é um dia típico da dieta carnívora de Nível 2 para homens:

(Todos os “dias típicos” variam de acordo com seus objetivos, composição corporal e taxa metabólica). Mulher geralmente precisa de menos.

 

Café da manhã:

  • 150g de gramas de bife de gado alimentado a pasto com sal marinho

Almoço:

  • 250g de hambúrguer de cordeiro com sal marinho

Jantar:

  • 250g de cortes de bifes do lombo

 

Nível 3: Dieta básica de carnívoros

A dieta básica de carnívoros acrescenta algumas coisas ao plano de carne e água de nível 2. É aqui que a maioria das pessoas começam e, em seguida, geralmente progridem para os níveis 4 e 5 à medida que ficam mais empolgadas com a ingestão de carnes de órgãos. O plano de refeições do Nível 3 inclui carne, ovos, frutos do mar e um pouco de laticínios, se tolerado.

Algumas palavras sobre laticínios: eu pessoalmente descobri que todos os tipos de laticínios acionam minha eczema e, em muitos clientes com quem trabalho, a exclusão de laticínios permite menos inflamação e perda de peso mais fácil. De um modo geral, sinto que os laticínios podem ser desencadeadores para muitas pessoas. Se você tiver um problema auto-imune, deixe os laticínios de fora pelo menos nos primeiros 60 dias de uma dieta carnívora.

Aqui também há algumas nuances em relação às variantes A1 e A2 da caseína, que se decompõem em casomorfina beta. O nome dessa molécula se parece com “morfina” e age de maneira semelhante, embora muito menos intensa, no corpo humano, ativando as vias de sinalização opióides. Farei uma postagem em um blog inteiro sobre produtos lácteos A1 vs A2. A caseína possui duas variantes (polimorfismos genéticos ou SNPs), A1 e A2, que são decompostas em diferentes formas de beta-casomorfina.

A variante A1 da caseína torna-se beta-casomoprina 7, uma molécula que foi associada (1,2,3) ao aumento da incidência de doenças autoimunes e cardiovasculares em excesso. A mensagem principal é que, se você for usar laticínios e quer reduzir as chances de eles desencadearem seu sistema imunológico, opte por laticínios A2 em vez de A1. Todos os laticínios não bovinos, incluindo cabras, ovelhas e búfalos, são considerados laticínios A2. Existem espécies bovinas que são A2, como muitas vacas de Guernsey, mas estas serão anotadas na rotulagem e são muito mais raras. Se é de uma vaca e não especifica A2 no rótulo, assuma que seja um laticínio A1.

Como é um dia típico da dieta carnívora nível 3:

 

Café da manhã:

  • 2 ovos cozidos em manteiga ou ghee com bacon
  • bife de contra filé de 100g

Almoço:

  • 150g de salmão com manteiga/ ghee

Jantar:

  • 150g de camarão
  • 150g de bife com sal marinho

 

 

Nível 4: ingestão de carne de órgãos e colágeno (mais ideal)

Esse nível é para você se você está amando a dieta e tem curiosidade sobre órgãos. Você me ouviu elogiar as virtudes das carnes de órgãos, como o fígado, e gostaria de incorporar isso à sua dieta. Você também me ouviu falar sobre as virtudes surpreendentes de sobras de gorduras de animais alimentadas com capim ou sebo (gordura nos rins de bovinos). Uma dieta carnívora de nível 4 provavelmente atenderá muito bem às suas necessidades, e acredito que você notará melhorias na clareza mental, saciedade e desempenho atlético, atualizando sua dieta dessa maneira.

Vamos começar com o fígado! Esse órgão não é o filtro do corpo e cheio de toxinas? Não! É verdade que o fígado contém a maioria dos sistemas enzimáticos envolvidos na desintoxicação. Estes são referidos como as vias de desintoxicação das fases 1 e 2. O fígado não armazena toxinas, no entanto. Ele os transforma quimicamente com esses sistemas para preparar as toxinas para EXCREÇÃO na urina e nas fezes. É assim que nos livramos das coisas ruins – não queremos produtos químicos e compostos desagradáveis ​​espalhados pelo corpo. Se você me ouviu falar sobre fitoquímicos como sulforafano ou curcumina, saberá que esses compostos são desintoxicados na fase 1/2 e depois excretados. Você pode encontrar discussões muito mais detalhadas sobre toxinas vegetais em muitos dos podcasts em que estive.

Então o fígado não é um filtro, você entendeu, mas você não cresceu comendo fígado como sua avó e o sabor é diferente do que você está acostumado … É realmente tão nutritivo? Em uma palavra, sim! A carne muscular dos animais é muito rica em muitas vitaminas e minerais, mas não possui todas elas. Simplesmente adicionar fígado a uma dieta de carnívoros de Nível 3 realmente ajuda a preencher muitos dos possíveis nutrientes que podem ser limitados a esse tipo de dieta. É verdade que comer ovos e frutos do mar que também são uns dos alimentos mais nutritivos da terra, fornecerá mais nutrientes do que uma dieta de carne e água, mas adicionar fígado será ainda melhor.

De que nutrientes estou falando aqui? O fígado é particularmente rico em alguns minerais e vitaminas do complexo B que complementam os encontrados na carne muscular. No lado mineral, o fígado é uma das melhores fontes de cobre, necessárias para enzimas como a Super Óxido Dismutase (SOD). A SOD desempenha um papel crítico no sistema de gerenciamento de antioxidantes em nossos corpos (falo sobre isso no podcast que fiz com Dom D’Agostino, PhD) convertendo o radical superóxido (02-) em oxigênio molecular (02) em oxigênio molecular (02) ou peróxido de hidrogênio (H202). A deficiência de cobre resultaria no acúmulo de O2-, o que poderia ter conseqüências desastrosas em termos de excesso de estresse oxidativo.

A deficiência de cobre é rara, mas pode ocorrer se consumirmos muito zinco sem um pouco de cobre para equilibrá-lo. A situação mais comum para isso acontecer seria o uso excessivo de suplementos de zinco sem uma boa fonte de cobre em nossas dietas, mas também é possível através da dieta se consumirmos muito zinco na carne muscular sem alguma fonte de cobre como os órgãos. A deficiência clínica de cobre manifesta-se com sintomas neurológicos que imitam a deficiência de vitamina B12 (dificuldade de equilíbrio, caminhada). Caramba! Não é nada divertido.

Além do cobre, o fígado também é uma ótima fonte de muitos outros minerais, incluindo ferro, selênio, manganês e molibdênio. Também é muito rico em colina, que foi injustamente difamada em conexão com o TMAO (veja este post) e é um nutriente vital para a produção de membranas celulares saudáveis ​​e de neurotransmissores.

Olhando para as vitaminas B, o fígado é uma potência, da ordem do Incrível Hulk ou outro super-herói. Ele fornece níveis significativamente mais altos de quase todos esses nutrientes e é uma fonte especialmente boa de folato, biotina e riboflavina, que realmente não estão disponíveis na carne muscular. Se você tem um polimorfismo MTHFR ou PEMT (confira o podcast com o Dr. Ben Lynch), precisará de mais riboflavina do que a população em geral, e o fígado é a fonte mais rica que existe! Outras boas fontes de riboflavina são coração, rim e ovo, com a carne muscular tendo quantidades razoavelmente boas, mas não tanto quanto esses alimentos especiais. Se você está interessado em comer coração e rim, provavelmente está pronto para uma dieta carnívora de nível 5!

 

Como é um dia típico do nível 4

P.S Mulher geralmente precisa de menos.

 

Café da manhã:

  • 2 ovos
  • 100g de filé mignon
  • 50g de fígado

Almoço:

  • 100g de sebo de gado alimentado a pasto (gordura encontrada em torno dos lombos e rins)
  • 8 ostras
  • 100g de salmão

Jantar:

  • 200g de camarão
  • 150g de bife alimentado com capim e sal marinho

 

Nível 5: Dieta carnívora ideal e mais avançada – A famosa expressão cabo a rabo (carnes de órgãos e colágeno)

Você está focado em otimizar sua dieta para obter melhores resultados em termos de resolução de problemas inflamatórios, perda de peso ou desempenho físico / mental e deseja a versão Ferrari da dieta carnívora. É isso!

O nível 5 é basicamente como eu como dia após dia. Esta é a melhor dieta do programa Carnivore MD. Como observei anteriormente, esse tipo de dieta carnívora pode não ser para todos o tempo todo. Viajar dificulta de vez em quando comer muitas carnes, órgãos e gorduras de alta qualidade, e eu entendo isso. Não há problema em usar dietas de nível 1-4 em sua vida, quando elas são as mais apropriadas para sua situação atual. Nessas situações, os suplementos de órgãos dessecados podem ajudar a tornar mais conveniente a incorporação de carnes de órgãos em sua dieta.

Então, como e qual é a MELHOR maneira de construir a dieta carnívora perfeita. Existem algumas peças nessa equação. A primeira coisa que penso é a proporção de gordura / proteína em termos de macronutrientes. Farei uma postagem inteira separada sobre isso. Se você quiser me ouvir discutir os prós/ contras do alto teor de proteínas com o Ted Naiman, confira o podcast Better, Stronger, Faster, que fiz aqui com ele. Também postarei um link na palestra do simpósio de Saúde Ancestral sobre o valor nutritivo exclusivo da gordura animal depois que ela for publicada.

 

 

Minha perspectiva geral é que a gordura animal é uma parte vital e valiosa dos animais que os seres humanos procuraram exclusivamente ao longo de nossa existência, e que não devem ser negligenciados ou subestimados. Assim como o fígado, as outras carnes de órgãos têm um perfil nutricional único, a gordura animal também e acredito que ela deve ser intencionalmente incluída em uma versão bem construída para alimentar humanos e animais carnívoros.

Se você está comendo carne alimentada com capim, há alguma gordura com cortes como o lombo, mas não é uma tonelada. A maior parte da gordura, hoje em dia, é cortada da carne por açougueiros, por isso temos que pedir especificamente por elas ou procurar a gordura ao redor dos rins (sebo). A carne alimentada com grãos é certamente mais gorda, mas como falo neste post do blog, tenho algumas preocupações sobre a gordura de certos tipos de gados alimentado com grãos, por acumular mais toxinas, como compostos que imitam o estrogênio, pesticidas e dioxinas nos EUA.

Pessoalmente, adquiro nos EUA sebo alimentado com capim da US Wellness Meats ou White Oak Pastures e incluo isso como um grande componente de minha dieta.

Quanta gordura eu como? Como estou no meu objetivo, peso e composição corporal, estou mais interessado no desempenho atlético. Com isso em mente, busco cerca de 1,5-2g de gordura por grama de proteína que como diariamente. Para proteínas, busco cerca de 1.6g por quilo de peso corporal magro por dia. Como um homem de 76kg, isso acaba sendo cerca de 140g de proteína e 230-270g de gordura por dia. Essas macros estão me fazendo perder massa magra ou acumular gordura? Eu diria que definitivamente não, mas vou deixar você ser o juiz.

 

Toda essa gordura animal alimentada com capim que estou consumindo é uma fonte de nutrientes únicos. O que?! Gordura tem nutrientes? Como você não sabia! A gordura animal alimentada com capim é uma ótima fonte de vitaminas lipossolúveis, como a vitamina E e a vitamina K2. No Estudo de Roterdã, o aumento do consumo de vitamina K2, mas não o K1 (de plantas), foi associado a resultados significativamente melhorados de doenças cardíacas nas coronárias. A gordura animal alimentada com capim também é uma fonte dos ácidos graxos ômega-3, EPA, DHA e DPA. Meus níveis de ômega-3 são robustos, com uma dieta de carnívoros de nível 5.

Também testo meus micronutrientes, incluindo vitamina E, regularmente. Os resultados abaixo são de julho de 2019. Como você pode ver, meu CoQ10 está fora dos gráficos (isso é comum em clientes com quem trabalho na dieta carnívora), e meus marcadores de vitamina B estão ótimos.

Minha homocisteína é 7, que é exatamente onde eu gostaria de vê-la. Curiosamente, sou homozigoto para o polimorfismo 677C-> T do MTHFR e não suplemento com nenhum metilfolato. Está claro neste resultado de laboratório que estou recebendo riboflavina suficiente do fígado que como. O folato no fígado também é o metilfolato L-5, em vez do di-hidrofolato, como é encontrado nas plantas. Confira o podcast que fiz com o Dr. Ben Lynch para uma discussão completa desses polimorfismos. Eu também farei um podcast inteiro e postarei separado sobre todos os meus exames de sangue.

Olhando para esta seção do meu exame de sangue, observe como minha vitamina E está alta. Na verdade, está acima do intervalo das listas de True Health normalmente, mas isso não é uma coisa ruim. Eu não suplemento com nenhum tipo de vitamina E. Isso é proveniente exclusivamente de gordura animal alimentada com capim! Uma das críticas levantadas contra a dieta carnívora é que essa dieta pode ter pouca vitamina E. Meus resultados e os dos meus clientes argumentariam fortemente contra isso. Confira o podcast completo que respondi às críticas comuns da dieta carnívora, se você quiser se aprofundar em tudo isso.

Uma dieta de carnívoros de nível 5 também inclui muitas carnes de órgãos. Pessoalmente, sou a favor disso na minha dieta e geralmente acabo comendo uma variedade deles ao longo do dia. Eu tento mudar as carnes de órgãos que como durante toda a semana, como acredito que nossos ancestrais teriam. O que faço pode não funcionar para todos, e alguns dos órgãos que como podem ser considerados “nojentos” em termos do que é comum, mas encontro grande valor, em termos de saúde, em fazer esforços para comer o máximo possível de animais. Em uma semana, comerei cerca de 500g de fígado, 500g de rim, 500 a 1000g de coração, 500g de testículos (sim!) E baço, pâncreas e cérebro ocasionais quando disponíveis.

Você certamente não precisa comer todos esses órgãos para fazer uma ótima versão de uma dieta de carnívoros de nível 5, mas vale a pena explorá-los. Também pode haver circunstâncias em que cápsulas dessecadas de órgãos podem nos ajudar a obter uma variedade maior de órgãos. Na seção abaixo, sobre uma dieta típica da camada 5, descreverei o que como para que as pessoas possam ter uma ideia disso. Novamente, só porque faço dessa maneira não significa que é a única maneira de fazê-lo! O outro aviso aqui é que, enquanto eu como muitos alimentos crus, isso certamente apresenta riscos de contaminação e não é algo que eu recomendo (com algumas exceções como a gema de ovo e sushi), a menos que você conheça muito bem a qualidade do seu fornecimento.

Como é um dia típico nível 5 para mim:

Café da manhã:

Como duas vezes por dia e geralmente não tomo café da manhã. Opto por um “almoço” precoce. Isso geralmente acontece por volta das 10 ou 11h.

Almoço:

  • 6 gemas de ovos cruas
  • 100g de sebo de carne com sal marinho
  • 60g de fígado cru
  • 60g de rim
  • 200g de lombo

Jantar:

  • 120g de testículo
  • 150g de sebo bovino
  • 250g de lombo

 

Neste ponto, você provavelmente está dizendo: “você é louco!” Fui chamado de coisas piores! Para que as pessoas tenham noção de outra versão de uma dieta de carnívoros de nível 5, vou oferecer uma versão “mais normal” abaixo.

 

Como é o dia típico de um carnívoro de nível 5 para alguém:

P.S Mulher geralmente precisa de menos.

 

Café da manhã:

  • 2 ovos
  • 60g de fígado bovino
  • 60g de rim
  • 150g de filé de alcatra

Almoço:

  • 100g de sebo bovino
  • 120g de scallop (vieiras/ moluscos)

Jantar:

  • 100g de sebo bovino
  • 200g de lombo
  • 6 camarões grandes

 

Este foi um post enorme! Espero que forneça algum contexto para as diferentes versões da dieta carnívora possíveis. Também quero dizer claramente que QUALQUER mudança intencional na dieta é um passo na direção certa e tem grande poder. Muito obrigado!

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Primal Brasil