HF: a luta para baixar o colesterol ruim

“Quando sofri o infarto, depois de fazer a cirurgia para retirar a gordura das artérias, voltei para casa no dia 22 de dezembro. Era Natal e minha mãe teve que mudar toda a ceia. Ela sofreu muito nesse sentido, pois teve que modificar completamente o estilo de vida e a alimentação lá de casa. Não é fácil ser mãe de três filhos que têm uma doença incurável”, explica André Luis Batista Pereira, fundador e diretor da Associação Hipercolesterolemia Familiar. André tinha 28 anos quando sofreu o primeiro infarto.

Além da mudança na alimentação, ele passou a praticar exercícios físicos e a tomar nove remédios, a maioria em dose máxima. E ainda tem que aguentar os efeitos colaterais da medicação. “Um desses remédios causa vermelhidão e ardência na pele. Sabe o Hellboy (personagem de história em quadrinhos)? Eu fico como ele!”, conta.

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 “Aí você começa a tomar a medicação, e tem uma hora que pensa que já tomou remédio demais. E relaxa, né? Infelizmente foi isso que eu fiz.” Aos 38 anos, dez anos após a cirurgia em função do primeiro infarto, André sofreu o segundo ataque cardíaco. Ele estava em uma sala de reunião, tratando do corte de funcionários em seu trabalho, uma situação bastante estressante. Ao chegar ao hospital, a médica avisou: “Você está tendo o segundo infarto, vai passar pelo segundo cateterismo. Não vai escapar vivo do terceiro”.

É comum que o paciente com HF abandone o tratamento e os medicamentos. Isso porque o tratamento requer muito esforço, mas oferece resultados pouco recompensadores. Seguir o tratamento à risca não garante necessariamente que o LDL, o colesterol ruim, baixe. Na época do primeiro infarto, o LDL de André era de 409 mg/dl; hoje, é de 435mg/dl.

Foi pensando nesses pacientes, na classe médica e na população leiga que foi criada a Associação HF, da qual André é fundador e diretor. Fundada em maio de 2014, a associação oferece apoio psicológico para os pacientes que precisam encarar resultados não tão animadores do tratamento e também alerta para o fato de que o colesterol alto não é apenas fruto de uma vida desregrada nem ocorre apenas em pessoas acima do peso, por exemplo. A tendência a ter níveis altos de colesterol pode ter causas genéticas.

Pergunto para André se hoje em dia ele tem medo que algo lhe aconteça, mesmo adotando medidas como medicação adequada, alimentação regrada e prática de exercícios físicos. Ele responde: “Você quer saber se eu tenho medo de morrer? Tenho muito medo. Acabei me tornando uma pessoa medrosa. [A morte]  vai chegar, mas espero que ela seja por qualquer outra causa que não a doença”.

 

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Dieta low-carb e diabetes

Saiu uma nova matéria na revista americana Men’s health entitulada “A Cura Para Diabetes”: E se a Associação Americana do Coração suportasse a dieta da gordura trans? Seria um problema, certo?  Veja com o que a Associação Americana de Diabetes está alimentando os diabéticos: Açúcar. Sem problemas: Temos a solução aqui. Esta matéria da Men’s Health foi traduzida para português na íntegra por Antônio Carlos Junior, Hilton Sousa e eu, como uma sugestão do Dr. Souto e você pode lê-la clicando na imagem abaixo ou aqui.
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A crítica se deve ao fato da Associação Americana de Diabetes estar recomendando uma dieta alta em carboidratos para diabéticos, mesmo em luz de um grande corpo de evidências sugerindo o oposto, ou seja, uma dieta baixa em carboidratos para a cura da diabetes.

Similarmente, de acordo com a ADA, a Associação Americana de Diabetes, o consumo de doces não é uma preocupação, uma vez que a sacarose, ou açúcar de mesa, aumenta o açúcar sanguíneo do mesmo modo que o amido dos alimentos. Logo, de acordo com esta lógica, carboidratos são bons para diabéticos como são para qualquer indivíduo, e portanto, o açúcar é bom para todos também. Errado! Isto não é o que a ciência mostra, ponto final. O artigo elucida este contraste das recomendações vigentes e com o que as evidências sugerem para diabéticos e para indivídos com transtornos metabólicos.

Enfatiza que uma série de estudos publicados desde 2003 demostram que a dieta low-carb reduz o risco de doenças cardiovasculares, incluindo diabetes mais do que outras dietas. Verdade, a restrição de carboidratos favorece a queima de gordura e a melhora dos biomarcadores de saúde.

O problema com a ADA é que ela não apoia estudos com menos de 3 anos de duração como evidência, entretanto, isto está limitando totalmente o campo de visão e compreensão da ciência por trás do tratamento da diabetes, uma vez que estudos clinicos e randomizados são relativamente curtos por natureza, com relação a estudos prospectivos, tanto é que são aceitos pela comunidade científica como sendo o maior grau de evidência científica. Temos um grande problema aqui, vocês percebem? A ADA não aceita como evidência o que representa o maior grau de evidência científica!  Este é um grande paradoxo que limita a própria credibilidade da instiuição.

Outros pontos importantes da matéria:

  • “Em 2003, pesquisadores da Universidade Duke foram designados para testar as descobertas do Dra. Mary Vernon, presidente da Sociedade Americana de Médicos Bariátricos, em um ambiente de laboratório. Os resultados de seu estudo de 16 semanas: 17 dos 21 pacientes diabéticos que participaram foram capazes de reduzir significativamente a sua medicação ou eliminá-la por completo.”
  • “Em uma pesquisa com mais de 2.000 pessoas seguindo a dieta low-carb, Richard Feinman, Ph.D., diretor da Sociedade de Nutrição e metabolismo dos EUA e professor de bioquímica do centro médico SUNY Downstate, em Nova York, descobriu que 80 por cento realmente consomem maiores quantidades de vegetais, em relação ao que consumiam antes de adotaram a abordagem.
  • Diversos médicos como Dra. Mary Vernon são simples e diretos em suas recomendações. Nas palavras da Dra. Vernon:

Minha primeira linha de tratamento é prescrever uma dieta baixa em carboidratos.”

Isto geralmente é tudo que é necessário para reverter seus sintomas”

Simples! A low-carb reverte boa parte dos sintomas da maioria dos pacientes.

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Receita de arroz preto com cogumelo e aspargos

Já falei sobre o arroz preto, as suas características e benefícios, e como ele é saboroso. É um tipo de arroz que realmente vale a pena experimentar e é um ótimo “truque” para impressionar os convidados para um jantarzinho gostoso. Dá para fazer pratos muito simples, que têm um ar exótico e sofisticado ao mesmo tempo. Dá uma olhada nessa receita de arroz preto com cogumelo shitake e aspargos, tenho certeza que você vai correr para o celular e escolher amigos para convidar para jantar djá!

Receita de arroz preto

Ingredientes

  • 1 ½ xícara de arroz preto
  • 100g de cogumelos shitake laminado (de preferência orgânico)
  • 1 maço de aspargo laminado em diagonal
  • 1 colher de sopa de vinagre de arroz
  • ½ cebola vermelha cortada em cubos
  • Gergelim preto
  • Pimenta rosa moída a gosto
  • Sal (sal marinho, gersal, ou flor de sal são as minhas sugestões)

 

 

Modo de preparo:

Refogar cebola e alho no azeite, saltear os cogumelos por 5 minutos e os aspargos por 2 minutos. Adicionar o vinagre, a pimenta e o sal. Depois adicionar o arroz e a água fervendo (3 medidas de água para cada medida de arroz). Cozinhar por 20 minutos em fogo médio. Se for preciso, adicione mais água até o arroz ficar no ponto desejado. Salpicar com gergelim preto na hora de servir.

Este arroz acompanha muito bem vegetais, peixes e frutos do mar.

Rendimento: 4 pessoas

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Colesterol alto: um problema?

Escrito por Dr. Malcolm Kendrick 

Tirando o chapéu para os japoneses

 

Por muitos anos, eu disse para qualquer um que queira escutar que se você tiver um nível do colesterol alto, você viverá mais. Igualmente, se você tiver um nível baixo do colesterol, você morrerá mais novo estatisticamente falando. Este, senhoras e senhores, é um fato estatístico. Quando mais velho você se torna, mais benéfico se torna ter um nível do colesterol mais alto.

Este fato tornou-se mais difícil de demonstrar recentemente, enquanto muitas pessoas foram colocadas sob estatinas, alterando a associação entre níveis de colesterol e mortalidade, sendo esta associação dobrada e violentada nas formas mais estranhas imagináveis. Entretanto, o Japão fornece alguns dados muito interessantes. O Japão sempre teve uma taxa muito baixa de doenças do coração, uma expectativa de vida invejável, e… níveis geralmente baixos do colesterol. Aha!, certamente isto significa que os níveis baixos do colesterol são bons para você? Bem….

Bem, aqui a introdução à uma revisão de 116 páginas da hipótese do colesterol, publicada no jornal “Annals of Nutrition and Metabolism”. Foi publicado em 30 de abril de 2015. Eu apenas terminei de lê-lo pela primeira vez. Eu pensei em compartilhar a introdução, completa:

Os níveis elevados do colesterol são reconhecidos como uma causa principal da aterosclerose. Entretanto, por mais da metade do século alguns desafiaram esta noção. Mas que lado está correto, e por que não podemos chegar a uma conclusão definitiva após todo este tempo e com mais dados científicos disponíveis? Nós acreditamos que a resposta é muito simples: para o lado que defende esta assim chamada teoria do colesterol (teoria lídica), a quantidade de dinheiro em jogo é demasiada para se darem ao luxo de perderem a luta.

A questão do colesterol é um dos maiores problemas na medicina, onde a lei da economia governa. Além disso, os defensores da teoria tem a noção de ser um simples, irrefutável “fato” e autoexplicativo. Eles podem muito bem pensar que aqueles que argumentam contra a teoria do colesterol – na verdade, a ‘hipótese’ do colesterol – são meros excêntricos.

Nós, como aqueles no lado que opõe a hipótese, compreendemos seus argumentos muito bem. Na verdade, o primeiro autor desta edição suplementar (TH) havia sido um crente muito forte e defensor da hipótese do colesterol até alguns anos após o estudo escandinavo “Scandinavian Simvastatin Survival Study (4S)” que relatou os benefícios da terapia com estatinas no jornal Britânico “The Lancet”, em 1994. Para ser honesto com os leitores, ele persuadia as pessoas com níveis elevados de colesterol altos a tomar estatinas. Ele até deu uma palestra ou duas para clínicos gerais que promoveu os benefícios das estatinas. Terríveis erros imperdoáveis dado o que conhecemos e claramente sabemos agora.

atherosclerosis

Aterosclerose formada através da inflamação causada pela oxidação de lipoproteínas LDL (colesterol LDL) padrão B (Apo B) , não devido ao colesterol total elevado com a noção antiga.

Nesta edição suplementar, vamos explorar a base da hipótese do colesterol, utilizando dados obtidos principalmente do Japão, o país onde as campanhas da teoria anticolesterol podem ser conduzidas mais facilmente do que em quaisquer outros países. Mas por que isso? Será que é porque os pesquisadores japoneses que defendem a hipótese recebem menos apoio das empresas farmacêuticas que os pesquisadores no exterior? De modo nenhum. Por que os pesquisadores japoneses são indolentes e fracos? Não, claro que não. Por que o público japonês é cético sobre os benefícios da terapia médica? Não, eles geralmente aceitam tudo o que os médicos dizem. Infelizmente, isso também é complicado pelo fato de que os médicos não têm tempo suficiente para estudar a questão do colesterol por si mesmos, deixando-os simplesmente a aceitar as informações fornecidas pela indústria farmacêutica.

Lendo através desta edição suplementar, ficará claro por que o Japão pode ser o ponto de partida para a campanha da teoria anticolesterol. A relação entre a mortalidade por todas as causas e os níveis de colesterol no Japão é muito interessante: a mortalidade, na verdade, vai para baixo com os níveis mais elevados de colesterol, das lipoproteínas totais ou de baixa densidade (LDL), como relatado pela maioria dos estudos epidemiológicos japoneses da população em geral. Esta relação não pode ser observada com a mesma facilidade em outros países, exceto em populações idosas onde existe a mesma relação em todo o mundo.

A mortalidade por doença coronária no Japão foi responsável por cerca de apenas 7% da mortalidade por qualquer causa durante décadas; uma taxa muito mais baixa do que a observada nos países ocidentais. A teoria de que quanto menores os níveis de colesterol são, melhor, é completamente errada no caso do Japão, de fato, o oposto é verdadeiro. Porque o Japão é único em termos de fenomenos relacionados com o colesterol, é fácil de encontrar falhas na hipótese do colesterol.

Com base em dados provenientes do Japão, propomos uma nova direção no uso de medicamentos de colesterol para promoção da saúde mundial; ou seja, reconhecer que o colesterol é um fator de risco negativo para a mortalidade e reexaminar o uso de medicamentos de colesterol, de acordo por todas as causas. Isso, acreditamos, marca o ponto para uma mudança de paradigma, não só na forma como entendemos o papel do colesterol na saúde, mas também como nós fornecemos o tratamento do colesterol.

As diretrizes para o colesterol são, portanto, outra área de grande importância. Na verdade, a maior parte desta questão suplementar (a partir do capítulo 4 em diante) é dada para a nossa análise pormenorizada e crítica das diretrizes publicadas pela Sociedade de Arteriosclerose do Japão. Dedicamos uma grande parte deste trabalho a estas orientações porque elas são geralmente bem respeitadas no Japão, e a administração de saúde pública do país está de acordo com elas, sem dúvida. Os médicos também tendem a simplesmente obedecer às orientações; suas cargas de trabalho muitas vezes não lhes permitem explorar a questão de forma rigorosa o suficiente para aprender a verdade por trás e eles têm medo de litígios, se não seguirem as orientações na prática diária.

Estes capítulos descrevem claramente algumas das falhas nas orientações – falhas que são tão graves que torna-se claro que os tempos devem mudar e as orientações devem ser atualizadas. Nosso objetivo ao escrever esta edição suplementar é ajudar todos a compreender o problema do colesterol melhor do que antes, e nós esperamos que colocando para fora o caso do porquê uma mudança de paradigma no tratamento do colesterol é necessária, e mais cedo do que mais tarde. Gostaríamos de deixar claro que não recebemos nenhum financiamento em apoio para escrever ou publicar esta edição complementar e as nossas declarações de conflitos de interesse são dados na íntegra no final.

Aqui está a introdução ao capítulo sobre o colesterol e mortalidade:

 

Todas as causas de mortalidade é o resultado mais adequado para usar quando fatores de risco para doenças fatais é investigado. A seção 1 discute a mortalidade por todas as causas de acordo com os níveis de colesterol, como determinado por grandes estudos epidemiológicos no Japão. No geral, uma tendência inversa é encontrada entre a mortalidade por todas as causas e total (ou lipoproteína de baixa densidade [LDL]) dos níveis de colesterol: A mortalidade é mais elevada no grupo colesterol mais baixo, sem exceção. Se limitado a pessoas idosas, esta tendência é universal. Como discutido na Seção 2, idosos com os mais altos níveis de colesterol têm as mais altas taxas de sobrevivência, independentemente de onde eles vivem no mundo.

Eu não acho que eu realmente precise dizer mais nada, a não ser para repetir esse fato. Se você tem um alto nível de colesterol (LDL), você vai viver mais tempo. Isto é especialmente verdadeiro para os idosos.

Ann Nutr Metab 2015; 66 (suppl 4): 1-116 DOI:

“Venho a esclarecer que esse site não serve de consultas, portanto não pretende substituir as recomendações do seu médico e/ou outro profissional de saúde”

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A sua receita tem história

Toda comida conta uma história e a gente quer conhecer você através da sua receita do coração. Conta para a gente a história da receita que te transforma numa diva, e que faz você se sentir orgulhosa, feliz e poderosa! Nós vamos escolher duas receitas por semana e vamos publicar no blog e nas redes sociais.

E quer saber o melhor de tudo? Setembro é o mês de aniversário do blog Fale com a Nutricionista. Então durante o mês, a receita que tiver mais compartilhamentos e curtidas vai ganhar uma edição do meu livro Projeto Verão Para a Vida Toda com dedicatória feita por moi même.

Você não sabe fazer nenhuma receita especial? Então fala para aquela sua amiga que sabe participar!

Como participar:
Envie um para contato@falecomanutricionista.com.br com a história da sua receita, como você aprendeu ou uma situação marcante em que você a preparou, e uma foto. Ah, manda o contato do seu facebook para a gente publicar e te marcar lá.
A duração do concurso para ganhar o livro vai de 07 de setembro até 09 de outubro.

A gente começa e publicar a partir da semana que vem, toda terça e quinta. Manda logo a sua receita e fica de olho!

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Fale com a Nutricionista

Chá de ervas medicinais e seus benefícios

Tem sempre aquela tia que fala:
– Toma um chazinho que passa!

E não é que ela está certíssima? Há uma infinidade de ervas medicinais usadas em chás para cada problema dessa vida (OK, nem para todos). Essa, aliás, é uma das dúvidas mais recorrentes nas mídias sociais da titia aqui, ali e acolá. Para que serve cada uma das ervas medicinais? Como preparar o chá?

Foi por isso que deixei a novela de lado (rs) e vim aqui fazer esse pequeno guia para vocês.

Ervas medicinais: como preparar os chás

Alecrim: poderoso cicatrizante, é também chamado de omeprazol natural por ser digestivo e auxiliar no tratamento de gastrites. Atenção se tiver doenças de próstata ou histórico de convulsão.

Alho: Dá aquele tchau para a tosse e a gripe em geral; é antiinflamatório e ajuda a diminuir a taxa de colesterol.

Boldo do chile: Para aqueles que sofrem de problemas digestivos, como a azia, nos casos de exagero no consumo da bebida alcoólica; e gastrite. Poderoso para auxiliar o processo digestivo, mas não deve ser evitado porque quem tem obstrução das vias biliares, doenças no fígado e gestantes.

Camomila: Naquele dia de cão, te deixa calminho, calminho. É natural, aumenta a atividade antibacteriana e atenua cólicas, já que diminui os espasmos musculares. Ótimo para gestantes e mulheres que estão dando de mamar pois evita as temidas cólicas dos bebês.

Canela: sou fã incondicional. Acelera o metabolismo, é ótimo para adoçar e ajuda no melhor funcionamento da insulina. Pode ajudar a diminuir cólicas leves e gases, além de dar uma sensação de plenitude gástrica. Grávidas, fiquem longe!

Cavalinha: Se está retendo muito liquido, essa é a solução. A cavalinha ajuda diminuir os inchaços, mas não é aconselhável para pessoas com insuficiência renal ou cardíaca. Outro bom motivo? Tem capacidade remineralizante, por causa da composição química rica em minerais, especialmente silício, o que é excelente para a pele! Mais um benefício? Contém efeitos protetores do fígado, propriedades antioxidantes e ação calmante.

Erva-cidreira: Te deixa de bem com a vida, relaxa o sistema nervoso, favorece o sono e atenua a ansiedade. Não é demais? Bom também para cólicas abdominais e gases.

Hibisco: Além de ser lindo, tem efeito na nossa saúde, já pensou? Antioxidante, previne o envelhecimento das células, é diurético e melhora fluidez sanguínea? É dos deuses mesmo.

Hortelã: Para quem tem desconfortos gástricos e evacuação, essa é a pedida. Erva digestiva e estimulante. Ainda pode atenuar dores de cabeça e dar um freio na ansiedade. Fique de olho, pois não pode ser consumido por quem tem obstrução biliar, doenças de fígado e mulheres que estão amamentando.

Romã: Dá um up na garganta, pois melhora as infecções e reduz inflamação nas cordas vocais. Maravilhoso, assim como a fruta para o sistema reprodutor feminino.

Como preparar chás com ervas medicinais?

Todos os chás moles (flores e ervas) devem ser preparados por infusão na proporção de 1 colher de sopa para cada litro de água. Assim: ferva a água e, quando ela atingir o ponto de ebulição, desligue. Acrescente a erva e deixe descansar por alguns minutos. Lembre-se que quanto mais deixar assim, mais forte terá o sabor da bebida.

Já com as ervas medicinais duras (cavalinha, por exemplo), o método indicado é a decocção, na mesma proporção das ervas acima. Faça desse jeito: Quando a água ferver, acrescente a erva e deixe em fogo baixo, com o recipiente tampado, por cerca de 5 minutos.

Os chás duram 24 horas, devem ser mantidos em garrafas de vidros e podem ser consumidos gelados! Ah, uma coisa importante que eu já ia me esquecendo. Sempre me perguntam sobre os sachês! Normalmente possuem antifúngico e, por isso, não são tão legais. Dê preferência às ervas medicinais frescas ou desidratadas.

Se até a Rainha toma, você não vai tomar o seu? E nem precisa ser às cinco!

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Comer carboidrato à noite engorda?

Eis a pergunta que sempre ecoa: comer carboidrato à noite engorda? Faz bem? A resposta é SIM, pode fazer bem. Ou NÃO, pode não fazer bem. Depende do tipo de carboidrato, da quantidade, do horário e, claro, do seu estilo de vida. Carboidrato (leia-se glicose) é essencial o tempo todo dentro do nosso corpo. É nossa moeda corrente, nosso combustível que permite que tudo funcione, inclusive, queimar gordura.

Por um curto período de tempo sem carboidratos temos aquela sensação de “murchar”, exatamente porque colocamos nosso corpo em uma situação emergencial e, dessa maneira, ele encontra outras vias para a produção de energia. Entre elas está a queima de gordura. Porém, queimar gordura é caro pro nosso corpo. Isso porque ele sempre tende a queimar primeiro massa magra, isto é, aqueles músculos maravilhosos que você construiu com tanto suor e que garantem um metabolismo mais acelerado (que raiva, né?)

A longo prazo, e isso vai depender da pessoa, o seu corpo, além de usar os seus músculos, deixa de usar a gordura e seu metabolismo ainda diminui. Sem falar nos outros efeitos como dor de cabeça, fraqueza, compulsão alimentar – especialmente por doces – e mais um tantão de coisas ruins. Por isso e muito mais, CARBOIDRATO SIM. Mas carboidrato rico e ingido: complexo, integral e alimento de verdade. Para sinalizar ao seu corpo que está tudo bem, que pode usar o que está na “despensa” aquela reserva de gordura que ele guarda para situações emergenciais.

Achei um trecho ótimo no blog do meu professor e amigo querido Henrique Freire, onde ele explica lindamente a parte bioquímica e eu assino embaixo:

“A preocupação com os carboidratos à noite acontece em virtude da capacidade destes nutrientes em liberar muita insulina, e este hormônio, conforme o ciclo circadiano, é pouco metabolizado ‘à noite’, além de ser um estimulador da lipogênese, ou seja, formação de gordura. Na verdade, respeitando o ritmo circadiano, seria interessante evitar a liberação excessiva de insulina em todos os momentos onde ela não é bem metabolizada e o gasto energético de cada um esteja reduzido. Se uma pessoa sai do seu trabalho e vai caminhar no calçadão ou vai para academia à noite, quando retorna, tem todo direito e dever de consumir carboidratos. Agora, se você é mais do tipo sedentário, também defendo a ideia de que o consumo de carboidratos seja reduzido no período após o entardecer e, principalmente, consumir carboidratos complexos integrais, que tenham baixo índice e carga glicêmica.”

Em resumo, carboidratos complexos, leia-se arroz integral, aveia e outros, são interessantes sim, em um jantar mais cedo, para estimular a queima de gordura. A quantidade? A única resposta é: procure um nutricionista.

Beijos, Carol!

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Você merece que te olhem nos olhos

Hoje é dia do profissional de nutrição, e acho mais do que pertinente falar sobre algumas questões que muito me afligem, que devem ser faladas e que têm um impacto muito importante na maneira como as pessoas pensam a sua relação com a comida e na forma como se alimentam.

Como faço muito uso das redes sociais com o blog, facebook e instagram falando sobre o meu trabalho e naquilo que acredito no que diz respeito à alimentação, culinária, estilo de vida e etc., é muito frequente receber mensagens de pessoas querendo fazer consultas online, ou pedindo dicas de dietas para emagrecer, entre outras questões importantes que afetam a saúde.

Com tantos canais de informação, hoje quase todo mundo se acha habilitado a palpitar no que pode e no que não pode comer e indicar dietas para emagrecer, o que comer antes ou depois do “treino”, que suplementos usar para ganhar massa muscular, como ganhar massa magra… entre outros termos  e recomendações que caíram na boca do povo.

Em primeiro lugar, muita atenção com quem você segue nas redes sociais. Cuidado com as dicas das “blogueira fitness” e da turma do “projeto verão todo ano a mesma coisa com modinha diferente”. Não é porque a coleguinha do blog emagreceu 11 quilos em uma semana comendo clara de ovo que você vai se meter nessa, né?! Além disso, o que funciona para um não funciona para o outro (e vamos pensar sobre o que é esse “funcionar”, vale tudo para emagrecer?!), é preciso respeitar a individualidade de cada um! Cada pessoa tem particularidades bioquímicas e necessidades específicas. Não pega a dieta da amiga emprestada não! A dieta foi pensada para ela.

A profissão de nutricionista é séria, importante e necessária. O profissional de nutrição não existe apenas para ajudar as pessoas a emagrecer! O foco não é esse, certo?!

Em segundo lugar, acho muito importante ressaltar e esclarecer que o Código de Ética do Nutricionista (resolução CFN 334/2004) não permite consultas online. Isso, porque uma consulta nutricional deve envolver todas as etapas de avaliação e diagnóstico nutricional para a prescrição de uma dieta com um determinado fim, orientações e acompanhamento. O profissional de nutrição precisa olhar para o paciente, precisa olhar as unhas, o cabelo, a pele, e principalmente os olhos! Nada substitui a presença, e você merece ser olhado nos olhos. Todo mundo merece!

Claro, juntamente com as consultas presenciais, o profissional de nutrição pode usar canais eletrônicos para ter contato com o paciente, mas estes nunca devem ser os meios exclusivos de contato. Por isso, amigas e amigos, se tem nutricionista te atendendo somente online tem alguma coisa errada, hein! Vamos ver isso aí!

E agora, aproveitando o ensejo (rss), gostaria de lembrar aos meus queridos e queridas que me seguem e acompanham o meu trabalho, que eu já não atendo mais em consultório. Como já contei, troquei o jaleco pelo avental, e fui para onde tudo acontece: a cozinha! Meu foco é mostrar outras possibilidades de alimentação, e ensinar a fazer comida de verdade, cheia de sabor, cor, textura, cheiro… comida que nutre o corpo e também a alma. Embora fora do consultório, a nutrição nunca deixou de fazer parte da minha vida, porque a base do meu trabalho está lá, e não é à toa que a minha comida é bem nutrida 😉

Parabéns a todas e todos profissionais de nutrição!

♥♥♥ Beijos ♥♥♥

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Gordura saturada supera a concorrência

Em um novo estudo, na verdade, uma meta análise de diversos estudos prospectivos de coorte foi feita com o objetivo de entender melhor a relação entre o consumo de gorduras trans e gorduras saturadas e o risco de mortalidade geral, por doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral isquêmico (AVC Isquêmico).

Gordura saturada meta analise

O consumo de gorduras saturadas que são encontradas em diversos alimentos naturais não foi relacionado com a mortalidade total, tampouco com diabetes, AVC e doenças do coração. Entretanto, o consumo de gorduras trans, uma gordura com a estrutura molecular quimicamente alterada durante seu processamento industrial, foi associada com a mortalidade total anual (mortalidade por todas as causas), exceto Isquemia e diabetes tipo 2.

O consumo de gorduras trans industrial foi associada a mortalidade por doenças cardiovasculares, mas não a gordura trans encontradas em quantidades muito limitadas em animais de pasto, como bois, cabras e cordeiro, do mesmo modo que a gordura saturada destes animais não foi relacionada a nenhuma causa de mortalidade. A conclusão do estudo foi a seguinte:

Conclusions: Saturated fats are not associated with all cause mortality, CVD, CHD, ischemic stroke, or type 2 diabetes, but the evidence has methodological limitations. Trans fats are associated with all cause mortality, total CHD, and CHD mortality, probably because of higher levels of intake of industrial trans fats than ruminant trans fats. Dietary guidelines must carefully consider the health effects of recommendations for alternative macronutrients to replace trans fats.

Conclusão do estudo:

Gorduras saturadas não são associadas à mortalidade por todas as causas, doenças cardiovasculares, doenças coronárias, AVC isquêmico, ou diabetes tipo 2, mas a evidência possui limitações metodológicas. Gorduras trans são associadas com a mortalidade por todas as causas, provavelmente devido ao consumo de altos níveis de gorduras trans industrial, ao invés da gordura trans de animais ruminantes. As diretrizes nutricionais devem considerar cuidadosamente o efeito na saúde de recomendações para substituir as gorduras trans.”

Os resultados deste estudo, alinhados a outros estudos sobre o tema, demonstram que o foco na redução da gordura saturada como fator preventivo da aterosclerose e causas de morte não é suportada pelos dados estatísticos. A teoria lipídica há muito tempo vem sendo questionada e colocada contra a parede devido à falta de evidências na contribuição para as doenças do coração.

Em retrospectiva, é importante salientar sobre o estudo japonês recente, com mais de 50 mil participantes, que indica que níveis baixos de consumo de gordura saturada aumentam o risco de morte por AVC, com resultados que sugerem que o mesmo pode acontecer com no processo aterogênico que leva a doenças do coração.

Não preciso lembrar vocês de que neste ano de 2015 nos Estados Unidos e a “A Academia de Nutrição e Dietética”, a maior organização mundial de profissionais de alimentação e nutrição recomendou que se tirasse a gordura saturada e o colesterol dietético da lista de preocupações para a saúde. Então, por que ainda estamos discutindo sobre isso? Provavelmente porque as pessoas precisam saber a verdade sem distorções, em meio a promiscuidade gerada pela mídia e por questões políticas.

Para colocar em perspectiva para vocês leitores do blog, estudos clínicos e randomizados são o maior grau de evidência científica, enquanto estudos observacionais como estes, a princípio, fornecem evidência mais inconclusivas, que na verdade nem são chamados de evidência até que sejam de fato testadas e confirmadas pelos ensaios clínicos controlados. No caso da gordura saturada, o seu consumo em geral tem gerado desfechos positivos nos estudos controlado, e portanto gravitam em direção ao suporte da hipótese das observações.

Do mesmo modo que não há evidência observacional para a restrição da gordura saturada dos alimentos, tampouco há evidência clínica para sua limitação, visto também que dietas low-carb e paleolíticas testadas por uma abundância de experimentos demonstram ser muito úteis na redução do peso, saciedade e melhora dos biomarcadores de saúde.

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