Expectativa sobre cirurgia plástica deve ser discutida com médico

Coração&Vida

Imagem corporal distorcida pode comprometer resultados

Pequenas imperfeições no rosto e no corpo são comuns na população e a evolução da cirurgia plástica tornou possível corrigir esses defeitos com o mínimo de danos. Entretanto, certos pacientes costumam exagerar nos pedidos nos consultórios, principalmente por terem uma imagem deturpada de si mesmos e até por desejo de se parecerem com outras pessoas. 

Exagerar nos pedidos para mudar a imagem corporal pode ser indicativo do transtorno dismórfico corporal, em que a pessoa nunca se sente bem com o próprio corpo

Exagerar nos pedidos para mudar a imagem corporal pode ser indicativo do transtorno dismórfico corporal, em que a pessoa nunca se sente bem com o próprio corpo

Foto: Getty Images

Esses indivíduos sofrem de um problema conhecido como dismorfofobia ou síndrome dismórfica, um transtorno psicológico caracterizado pela excessiva preocupação com defeitos imperceptíveis na aparência física. 

Mas, até que ponto os cirurgiões podem ceder a pedidos que beiram a loucura?  De acordo com o cirurgião plástico Fabio Antonio Naccache, do Hospital Sírio-Libanês, é preciso desmistificar a ideia de que a cirurgia pode corrigir absolutamente todos os defeitos e fazer qualquer tipo de mudança.

“O paciente muitas vezes vem iludido de que está diante de uma pessoa com uma capacidade ilimitada de resolver o problema. Deve ser explicado que o cirurgião tem limites para atuar. Se eu for além do que é possível, eu posso causar um problema para o paciente e o resultado pode não ficar bom.” 

Casos de cirurgias que não deram certo são vistos com frequência na internet, principalmente no mundo dos famosos.  Como a cirurgia plástica mexe com a aparência, é grande a chance de arrependimento com um procedimento mal planejado. 

>> Veja alguns cuidados a se tomar antes de fazer uma cirurgia plástica:

Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento

Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento

Foto: Thinkstock/Getty Images

Evite pílula anticoncepcional 1 mês antes da cirurgia. Há risco de trombose venosa profunda, condição fatal

Evite pílula anticoncepcional 1 mês antes da cirurgia. Há risco de trombose venosa profunda, condição fatal

Foto: Thinkstock Photos

Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia

Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia

Foto: Thinkstock

Se toma isotretinoína (para acne) pare com o remédio 3 meses antes e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (ele prejudica a cicatrização)

Se toma isotretinoína (para acne) pare com o remédio 3 meses antes e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (ele prejudica a cicatrização)

Foto: Getty Images

É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas

É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas

Foto: Thinkstock/Getty Images

Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação

Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação

Foto: PA/BBC Brasil

Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)

Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)

Foto: BBC

Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se pode se submeter ao procedimento

Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se pode se submeter ao procedimento

Foto: Getty Images

Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência

Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência

Foto: Getty Images

No entanto, nem todos os casos de insatisfação dizem respeito apenas ao excesso de expectativa do paciente e podem estar ligados a outros fatores, até mesmo a erros médicos. 

Um exemplo de cirurgia malsucedida que ficou conhecido foi o da apresentadora Xuxa, que relatou em uma entrevista a um programa de TV ter sofrido uma fibrose de grandes proporções após ser submetida a uma lipoaspiração. A fibrose, uma cicatriz interna, é comum em cirurgias, mas em pequenos tamanhos. 

Além do problema com a lipoaspiração, a apresentadora relatou que “ganhou” um botox na região do olho sem ser consultada. Ela disse que acordou da cirurgia no abdômen já com o preenchimento no rosto. 

Fora do mundo das celebridades, a publicitária Vivian Freitas, 27, também não alcançou o resultado esperado em uma cirurgia feita no nariz há quatro anos.  “Depois de estar completamente recuperada da cirurgia, percebi que o nariz ficou torto, uma aba ficou maior que a outra, a giba dorsal [proeminência no dorso do nariz] não foi modelada adequadamente e sobrou um pouco.”

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A publicitária também se queixa de um desvio no septo adquirido após o procedimento.  “Depois de quatro anos, descobri que acabei com um desvio de septo que não tinha antes. Descobri porque tive sinusite e precisei fazer um exame”, diz.

Para evitar situações como essas, o cirurgião do Hospital Sírio-Libanês recomenda enfaticamente que o paciente tire todas as suas dúvidas antes de fazer a cirurgia e deixe o médico ciente do que exatamente pretende fazer.

“O cirurgião tem que, como todo bom médico, ouvir muito bem o paciente e entender porque ele está querendo aquilo, o que o motivou a ficar infeliz com aquele aspecto no seu corpo”, explica Naccache. 

Nesse caso da cirurgia de nariz, o médico menciona que, atualmente, já existe um tipo de cirurgia plástica que alia a estética à funcionalidade do órgão para evitar problemas como o relatado por Vivian.

“Estamos lidando com uma região de complexidade grande, porque o nariz não serve só como ornamento, serve para respirar. Muitas vezes trabalhamos juntos com o médico otorrino porque o paciente pode ter problemas.” 

Em relação aos possíveis resultados indesejados, Naccache diz que o paciente deve ser acolhido, orientado e pode se pensar num segundo procedimento de revisão para ver o que ocorreu.

Fonte: Site Coração & Vida (coracaoevida.com.br)

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Grãos integrais são saudáveis?

Grãos – Existe alguma vantagem? Parte 2

 Escrito por Mike Sheridan:

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Grãos – Os consistentes contras

 

Quando os alimentos são imunogênicos significa que ativam o sistema imune e induzem a inflamação. Embora algumas pessoas façam esforços para absterem-se de alimentos que são alérgicos a (ou seja ativa imunoglobulina E), muitos estão, sem saber, consumindo alimentos que são imunogênicos. O exemplo mais comum é o trigo, com algumas pesquisas mostrando que promove a inflamação em mais de 80% da população. [XXVI]

Intolerância ao glúten: o renomado pesquisador, Dr. Kenneth Belas, acredita que 1 em cada 3 americanos são intolerantes ao glúten e 8 em cada 10 tem os genes para desenvolvê-lo.

Mesmo se esquecermos o glúten por um instante, muitas das proteínas gliadinas do trigo e outros grãos são responsáveis ​​por induzir uma resposta imune pró-inflamatória, [ xxvii ] seja uma intolerância reconhecida pela pessoa ou não. [ xxviii ] Um artigo de Ian Spreadbury em 2012 sugere que isso é em parte o resultado de uma bactéria hostil que surge após a quebra de carboidratos acelulares (grãos, farinha, açúcar) . [ xxix ]

carbs modernos vs ancestrais

 Teor de carboidratos de fontes ancestrais (em branco), comparado com grãos (Cinza)

 

Basicamente, aquele pão de forma que você acabou de engolir foi usado por esta bactéria.

Descobertas similares têm determinado que uma endotoxina chamada LPS (lipo-polissacarídeos) é elevada no trato gastro intestinal quando a típica dieta rica em carboidratos, com diversos grãos processados é consumida, [xxx] e isso está fortemente correlacionado com a obesidade e diabetes [xxxi] – algo não visto em populações tradicionais que não comem este tipo de coisa. [xxxii]

Inflamação crônica do intestino também promove um aumento na permeabilidade intestinal (intestino permeável), que está associada a várias [XXXIII] e doenças inflamatórias e autoimunes do intestino, [XXXIV] e afeta negativamente a absorção de vitaminas e minerais essenciais. [XXXV] Essencialmente, os grãos são um golpe duplo, como eles danificam o revestimento intestinal onde os nutrientes são absorvidos, e a maioria deles vêm equipados com “antinutrientes” (ácido fítico e lectinas) que impedem a disponibilidade de nutrientes.

Um documento divulgado em 2005 salientou que a mudança para uma subsistência agrária baseada em uma dieta rica em cereais, rica em antinutrientes, é a culpada pelo desenvolvimento da resistência à leptina e as doenças degenerativas que vem com ela. [Xxxvi]

Embora a atividade da lectina tem sido demonstrada numa variedade de cereais (centeio, cevada, aveia, etc),  a aglutinina do gérmen de trigo (WGA) é a estudada de maneira mais abrangente, e sua maior concentração está no trigo. [XXXVII] WGA e outras lectinas têm a capacidade de ligarem-se a quase todos os tipos de células, [XXXVIII] inclusive, as do intestino. [XXXIX] Similarmente à gliadina e as outras proteínas do trigo, as lectinas promovem uma resposta inflamatória [XL] e afetam indivíduos sem alergias identificadas. [xli]

Sim, outros alimentos são ricos em lectinas e fitatos (ex: nozes e sementes), [xlii] mas há menos dependência destes alimentos como um alimento básico e estes são nutritivos e pobres em carboidratos. Estes nutrientes não parecem causar problemas em pequenas quantidades, [xliii], mas o dano digestivo torna-se cada vez mais proeminente com o consumo consistente e excessivo. Infelizmente, isto tornou-se característico para grande parte da população quando se trata de grãos.

O pão ou cereal integral no café da manhã, sanduíche para o almoço, massas para o jantar causam danos no intestino e não dá oportunidade para o reparo das células. [Xliv]

A maior preocupação é para aqueles que evitam proteínas de boa qualidade animal e até mesmo vegetal, mas optam por consumir grãos, feijão, e nozes como única fonte de proteína. Isso não só irá deixá-los extremamente deficientes em nutrientes essenciais, mas o consumo excessivo de fitatos e lectinas diminui a disponibilidade de nutrientes dos alimentos que consomem, e danifica o revestimento intestinal onde os nutrientes são absorvidos. [Xlv]

Os fitatos e lectinas podem ser removidos em parte com procedimentos de preparação apropriadas (tais como germinação, imersão na água, fermentação e cozimento a pressão), mas as pesquisas nos dizem que apenas 50% dos fitatos são removidos com um 18h de molho na água, [xlvi] e a maioria das lectinas são resistentes ao calor. [xlvii]

Um estudo de 2002, no Journal of Food Science determinou que com 16h de molho na água não houve redução no teor de ácido fítico. [Xlviii]

Mais importante, dada a norma norte-americana da velocidade e conveniência em detrimento da qualidade, que percentagem da população está realmente passando por este processo na preparação dos grãos?

Estamos tentando fazer com que uma comida não comestível se torne comestível e benéfica.

Talvez 0,0001 % da população tomará os necessários 5 dias para manter em 30 graus Celsius a aveia, brotá-la, e mantê-la durante 17 horas a 70 graus Celsius para enfim remover 98% do ácido fítico . [ Xlix ] E ainda por cima, depois de tudo isso, o que que nos resta?

30 gramas de carboidratos em meia xícara!

Independentemente de você mergulhar ou não os grãos para remover o ácido fítico e acessar mais nutrientes, isso não muda o fato de que eles ainda são muito ricos em carboidratos – disparam a sua produção de insulina. [L] Você sabe, aqueles que fazem os níveis obesidade disparar.

Os norte-americanos permanecem gordos e ficam doentes porque eles priorizam alimentos que são ricos em carboidratos. E eu não estou falando sobre o creme em seu café ou seu omelete. Quero dizer o pão para o café da manhã, massas e sucos para o almoço, pizza para o jantar, e pipoca na frente da tv.

Felizmente, muitos estão finalmente entendendo a mensagem de que o açúcar é ruim, mas eles estão falhando em reconhecer que o pão que eles estão comendo com geleia zero aumenta o açúcar no sangue mais rápido do que o açúcar de mesa puro. [Li]

E os grãos inteiros?

Apesar do que foi dito (e continuam a dizer), a diferença do açúcar sanguíneo entre o grão inteiro e grãos refinados é pequena. [Lii] Da mesma forma, trocar grãos refinados por grãos integrais na mesma quantidade não leva a reduções significativas na gordura corporal ou outros fatores de risco para a síndrome metabólica, apenas quando o consumo total é reduzido. [liii]

São fontes que excessivamente contribuem para a nossa carga diária de carboidratos. 1 porção de grãos adiciona pelo menos 30 gramas de carboidratos desprovidos de nutrientes, que, eventualmente, é quebrado no intestino para os mesmos açúcares simples (glicose) como barras de chocolate. [Liv]

E além de promoverem a resistência à insulina, obesidade e diabetes, esses níveis de açúcar no sangue cronicamente elevados (hiperglicemia) estão impulsionando as doenças degenerativas do coração [lv] e no cérebro. [Lvi] [lvii]

A hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) tem sido proposta como um mecanismo que pode contribuir para a diabetes e a função cognitiva reduzida.” [LVIII]

Infelizmente, o excesso de gordura corporal [lix] e a intolerância à glicose [lx] que se desenvolvem a partir de uma dieta baseada carboidratos com alto índice glicêmico também estão associados diretamente com a mortalidade por câncer. [Lxi]

Grãos, só desvantagens

 

Basicamente, grãos integrais contra grãos refinados é uma escolha entre a inflamação e hiperglicemia e carência nutricional.

Dizer para você comer grãos por causa dos nutrientes é como dizer que você vá para o clube de strip tease e busque ação. Embora pareça que estão disponíveis, é evidente que você não está ganhando nada.

Há uma abundância de alimentos que fornecem nutrientes acessíveis e fibras benéficas, sem as consequências negativas de saúde que vêm com grãos. Empresas de pães e cereais e governos financiados por eles estão lhe dizendo o contrário.

Consumo de grãos = Vendas de pães e cereais = Financiamento do governo americano

Pessoalmente, eu não confiaria em ninguém que me diga que preciso comer grãos, porque não preciso. O que preciso, é menos gordura corporal e inflamação, e um intestino mais forte, mais saudável.

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[xli] http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0014579396011544

[xlii] http://ajcn.nutrition.org/content/33/11/2338.full.pdf+html

[xliii] http://journals.cambridge.org/action/displayAbstract?fromPage=online&aid=873700&fileId=S0007114593001254

[xliv] http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0000687

[xlv] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1115436/?tool=pubmed

[xlvi] http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0308814694902135

[xlvii] http://informahealthcare.com/doi/abs/10.3109/13590849109084100

[xlviii] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2621.2002.tb09609.x/abstract

[xlix] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2621.1992.tb14340.x/abstract

[l] http://m.ajcn.nutrition.org/content/76/1/5.full.pdf?sid=6f6fd7cc-dd9c-4c02-82b2-b959f5649453

[li] http://ajcn.nutrition.org/content/76/1/5.full

[lii] http://m.care.diabetesjournals.org/content/4/5/509.full.pdf

[liii] http://ajcn.nutrition.org/content/early/2014/06/18/ajcn.113.078048.short

[liv] http://www.huffingtonpost.ca/mike-sheridan/sugar-carbohydrates_b_6586584.html

[lv] http://care.diabetesjournals.org/content/early/2014/10/14/dc14-0360.abstract%20

[lvi] http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1215740

[lvii] http://www.neurology.org/content/79/10/1019

[lviii] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22710333

[lix] http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa021423

[lx] http://aje.oxfordjournals.org/content/157/12/1092.full.pdf

[lxi] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3267662/

[lxii] http://www.nature.com/ejcn/journal/v68/n7/abs/ejcn201475a.html

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HF: a luta para baixar o colesterol ruim

“Quando sofri o infarto, depois de fazer a cirurgia para retirar a gordura das artérias, voltei para casa no dia 22 de dezembro. Era Natal e minha mãe teve que mudar toda a ceia. Ela sofreu muito nesse sentido, pois teve que modificar completamente o estilo de vida e a alimentação lá de casa. Não é fácil ser mãe de três filhos que têm uma doença incurável”, explica André Luis Batista Pereira, fundador e diretor da Associação Hipercolesterolemia Familiar. André tinha 28 anos quando sofreu o primeiro infarto.

Além da mudança na alimentação, ele passou a praticar exercícios físicos e a tomar nove remédios, a maioria em dose máxima. E ainda tem que aguentar os efeitos colaterais da medicação. “Um desses remédios causa vermelhidão e ardência na pele. Sabe o Hellboy (personagem de história em quadrinhos)? Eu fico como ele!”, conta.

Leia aqui sobre  hipercolesterolemia familiar
Leia aqui sobre  o diagnóstico da HF
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 “Aí você começa a tomar a medicação, e tem uma hora que pensa que já tomou remédio demais. E relaxa, né? Infelizmente foi isso que eu fiz.” Aos 38 anos, dez anos após a cirurgia em função do primeiro infarto, André sofreu o segundo ataque cardíaco. Ele estava em uma sala de reunião, tratando do corte de funcionários em seu trabalho, uma situação bastante estressante. Ao chegar ao hospital, a médica avisou: “Você está tendo o segundo infarto, vai passar pelo segundo cateterismo. Não vai escapar vivo do terceiro”.

É comum que o paciente com HF abandone o tratamento e os medicamentos. Isso porque o tratamento requer muito esforço, mas oferece resultados pouco recompensadores. Seguir o tratamento à risca não garante necessariamente que o LDL, o colesterol ruim, baixe. Na época do primeiro infarto, o LDL de André era de 409 mg/dl; hoje, é de 435mg/dl.

Foi pensando nesses pacientes, na classe médica e na população leiga que foi criada a Associação HF, da qual André é fundador e diretor. Fundada em maio de 2014, a associação oferece apoio psicológico para os pacientes que precisam encarar resultados não tão animadores do tratamento e também alerta para o fato de que o colesterol alto não é apenas fruto de uma vida desregrada nem ocorre apenas em pessoas acima do peso, por exemplo. A tendência a ter níveis altos de colesterol pode ter causas genéticas.

Pergunto para André se hoje em dia ele tem medo que algo lhe aconteça, mesmo adotando medidas como medicação adequada, alimentação regrada e prática de exercícios físicos. Ele responde: “Você quer saber se eu tenho medo de morrer? Tenho muito medo. Acabei me tornando uma pessoa medrosa. [A morte]  vai chegar, mas espero que ela seja por qualquer outra causa que não a doença”.

 

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Dieta low-carb e diabetes

Saiu uma nova matéria na revista americana Men’s health entitulada “A Cura Para Diabetes”: E se a Associação Americana do Coração suportasse a dieta da gordura trans? Seria um problema, certo?  Veja com o que a Associação Americana de Diabetes está alimentando os diabéticos: Açúcar. Sem problemas: Temos a solução aqui. Esta matéria da Men’s Health foi traduzida para português na íntegra por Antônio Carlos Junior, Hilton Sousa e eu, como uma sugestão do Dr. Souto e você pode lê-la clicando na imagem abaixo ou aqui.
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A crítica se deve ao fato da Associação Americana de Diabetes estar recomendando uma dieta alta em carboidratos para diabéticos, mesmo em luz de um grande corpo de evidências sugerindo o oposto, ou seja, uma dieta baixa em carboidratos para a cura da diabetes.

Similarmente, de acordo com a ADA, a Associação Americana de Diabetes, o consumo de doces não é uma preocupação, uma vez que a sacarose, ou açúcar de mesa, aumenta o açúcar sanguíneo do mesmo modo que o amido dos alimentos. Logo, de acordo com esta lógica, carboidratos são bons para diabéticos como são para qualquer indivíduo, e portanto, o açúcar é bom para todos também. Errado! Isto não é o que a ciência mostra, ponto final. O artigo elucida este contraste das recomendações vigentes e com o que as evidências sugerem para diabéticos e para indivídos com transtornos metabólicos.

Enfatiza que uma série de estudos publicados desde 2003 demostram que a dieta low-carb reduz o risco de doenças cardiovasculares, incluindo diabetes mais do que outras dietas. Verdade, a restrição de carboidratos favorece a queima de gordura e a melhora dos biomarcadores de saúde.

O problema com a ADA é que ela não apoia estudos com menos de 3 anos de duração como evidência, entretanto, isto está limitando totalmente o campo de visão e compreensão da ciência por trás do tratamento da diabetes, uma vez que estudos clinicos e randomizados são relativamente curtos por natureza, com relação a estudos prospectivos, tanto é que são aceitos pela comunidade científica como sendo o maior grau de evidência científica. Temos um grande problema aqui, vocês percebem? A ADA não aceita como evidência o que representa o maior grau de evidência científica!  Este é um grande paradoxo que limita a própria credibilidade da instiuição.

Outros pontos importantes da matéria:

  • “Em 2003, pesquisadores da Universidade Duke foram designados para testar as descobertas do Dra. Mary Vernon, presidente da Sociedade Americana de Médicos Bariátricos, em um ambiente de laboratório. Os resultados de seu estudo de 16 semanas: 17 dos 21 pacientes diabéticos que participaram foram capazes de reduzir significativamente a sua medicação ou eliminá-la por completo.”
  • “Em uma pesquisa com mais de 2.000 pessoas seguindo a dieta low-carb, Richard Feinman, Ph.D., diretor da Sociedade de Nutrição e metabolismo dos EUA e professor de bioquímica do centro médico SUNY Downstate, em Nova York, descobriu que 80 por cento realmente consomem maiores quantidades de vegetais, em relação ao que consumiam antes de adotaram a abordagem.
  • Diversos médicos como Dra. Mary Vernon são simples e diretos em suas recomendações. Nas palavras da Dra. Vernon:

Minha primeira linha de tratamento é prescrever uma dieta baixa em carboidratos.”

Isto geralmente é tudo que é necessário para reverter seus sintomas”

Simples! A low-carb reverte boa parte dos sintomas da maioria dos pacientes.

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Receita de arroz preto com cogumelo e aspargos

Já falei sobre o arroz preto, as suas características e benefícios, e como ele é saboroso. É um tipo de arroz que realmente vale a pena experimentar e é um ótimo “truque” para impressionar os convidados para um jantarzinho gostoso. Dá para fazer pratos muito simples, que têm um ar exótico e sofisticado ao mesmo tempo. Dá uma olhada nessa receita de arroz preto com cogumelo shitake e aspargos, tenho certeza que você vai correr para o celular e escolher amigos para convidar para jantar djá!

Receita de arroz preto

Ingredientes

  • 1 ½ xícara de arroz preto
  • 100g de cogumelos shitake laminado (de preferência orgânico)
  • 1 maço de aspargo laminado em diagonal
  • 1 colher de sopa de vinagre de arroz
  • ½ cebola vermelha cortada em cubos
  • Gergelim preto
  • Pimenta rosa moída a gosto
  • Sal (sal marinho, gersal, ou flor de sal são as minhas sugestões)

 

 

Modo de preparo:

Refogar cebola e alho no azeite, saltear os cogumelos por 5 minutos e os aspargos por 2 minutos. Adicionar o vinagre, a pimenta e o sal. Depois adicionar o arroz e a água fervendo (3 medidas de água para cada medida de arroz). Cozinhar por 20 minutos em fogo médio. Se for preciso, adicione mais água até o arroz ficar no ponto desejado. Salpicar com gergelim preto na hora de servir.

Este arroz acompanha muito bem vegetais, peixes e frutos do mar.

Rendimento: 4 pessoas

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Fale com a Nutricionista

Colesterol alto: um problema?

Escrito por Dr. Malcolm Kendrick 

Tirando o chapéu para os japoneses

 

Por muitos anos, eu disse para qualquer um que queira escutar que se você tiver um nível do colesterol alto, você viverá mais. Igualmente, se você tiver um nível baixo do colesterol, você morrerá mais novo estatisticamente falando. Este, senhoras e senhores, é um fato estatístico. Quando mais velho você se torna, mais benéfico se torna ter um nível do colesterol mais alto.

Este fato tornou-se mais difícil de demonstrar recentemente, enquanto muitas pessoas foram colocadas sob estatinas, alterando a associação entre níveis de colesterol e mortalidade, sendo esta associação dobrada e violentada nas formas mais estranhas imagináveis. Entretanto, o Japão fornece alguns dados muito interessantes. O Japão sempre teve uma taxa muito baixa de doenças do coração, uma expectativa de vida invejável, e… níveis geralmente baixos do colesterol. Aha!, certamente isto significa que os níveis baixos do colesterol são bons para você? Bem….

Bem, aqui a introdução à uma revisão de 116 páginas da hipótese do colesterol, publicada no jornal “Annals of Nutrition and Metabolism”. Foi publicado em 30 de abril de 2015. Eu apenas terminei de lê-lo pela primeira vez. Eu pensei em compartilhar a introdução, completa:

Os níveis elevados do colesterol são reconhecidos como uma causa principal da aterosclerose. Entretanto, por mais da metade do século alguns desafiaram esta noção. Mas que lado está correto, e por que não podemos chegar a uma conclusão definitiva após todo este tempo e com mais dados científicos disponíveis? Nós acreditamos que a resposta é muito simples: para o lado que defende esta assim chamada teoria do colesterol (teoria lídica), a quantidade de dinheiro em jogo é demasiada para se darem ao luxo de perderem a luta.

A questão do colesterol é um dos maiores problemas na medicina, onde a lei da economia governa. Além disso, os defensores da teoria tem a noção de ser um simples, irrefutável “fato” e autoexplicativo. Eles podem muito bem pensar que aqueles que argumentam contra a teoria do colesterol – na verdade, a ‘hipótese’ do colesterol – são meros excêntricos.

Nós, como aqueles no lado que opõe a hipótese, compreendemos seus argumentos muito bem. Na verdade, o primeiro autor desta edição suplementar (TH) havia sido um crente muito forte e defensor da hipótese do colesterol até alguns anos após o estudo escandinavo “Scandinavian Simvastatin Survival Study (4S)” que relatou os benefícios da terapia com estatinas no jornal Britânico “The Lancet”, em 1994. Para ser honesto com os leitores, ele persuadia as pessoas com níveis elevados de colesterol altos a tomar estatinas. Ele até deu uma palestra ou duas para clínicos gerais que promoveu os benefícios das estatinas. Terríveis erros imperdoáveis dado o que conhecemos e claramente sabemos agora.

atherosclerosis

Aterosclerose formada através da inflamação causada pela oxidação de lipoproteínas LDL (colesterol LDL) padrão B (Apo B) , não devido ao colesterol total elevado com a noção antiga.

Nesta edição suplementar, vamos explorar a base da hipótese do colesterol, utilizando dados obtidos principalmente do Japão, o país onde as campanhas da teoria anticolesterol podem ser conduzidas mais facilmente do que em quaisquer outros países. Mas por que isso? Será que é porque os pesquisadores japoneses que defendem a hipótese recebem menos apoio das empresas farmacêuticas que os pesquisadores no exterior? De modo nenhum. Por que os pesquisadores japoneses são indolentes e fracos? Não, claro que não. Por que o público japonês é cético sobre os benefícios da terapia médica? Não, eles geralmente aceitam tudo o que os médicos dizem. Infelizmente, isso também é complicado pelo fato de que os médicos não têm tempo suficiente para estudar a questão do colesterol por si mesmos, deixando-os simplesmente a aceitar as informações fornecidas pela indústria farmacêutica.

Lendo através desta edição suplementar, ficará claro por que o Japão pode ser o ponto de partida para a campanha da teoria anticolesterol. A relação entre a mortalidade por todas as causas e os níveis de colesterol no Japão é muito interessante: a mortalidade, na verdade, vai para baixo com os níveis mais elevados de colesterol, das lipoproteínas totais ou de baixa densidade (LDL), como relatado pela maioria dos estudos epidemiológicos japoneses da população em geral. Esta relação não pode ser observada com a mesma facilidade em outros países, exceto em populações idosas onde existe a mesma relação em todo o mundo.

A mortalidade por doença coronária no Japão foi responsável por cerca de apenas 7% da mortalidade por qualquer causa durante décadas; uma taxa muito mais baixa do que a observada nos países ocidentais. A teoria de que quanto menores os níveis de colesterol são, melhor, é completamente errada no caso do Japão, de fato, o oposto é verdadeiro. Porque o Japão é único em termos de fenomenos relacionados com o colesterol, é fácil de encontrar falhas na hipótese do colesterol.

Com base em dados provenientes do Japão, propomos uma nova direção no uso de medicamentos de colesterol para promoção da saúde mundial; ou seja, reconhecer que o colesterol é um fator de risco negativo para a mortalidade e reexaminar o uso de medicamentos de colesterol, de acordo por todas as causas. Isso, acreditamos, marca o ponto para uma mudança de paradigma, não só na forma como entendemos o papel do colesterol na saúde, mas também como nós fornecemos o tratamento do colesterol.

As diretrizes para o colesterol são, portanto, outra área de grande importância. Na verdade, a maior parte desta questão suplementar (a partir do capítulo 4 em diante) é dada para a nossa análise pormenorizada e crítica das diretrizes publicadas pela Sociedade de Arteriosclerose do Japão. Dedicamos uma grande parte deste trabalho a estas orientações porque elas são geralmente bem respeitadas no Japão, e a administração de saúde pública do país está de acordo com elas, sem dúvida. Os médicos também tendem a simplesmente obedecer às orientações; suas cargas de trabalho muitas vezes não lhes permitem explorar a questão de forma rigorosa o suficiente para aprender a verdade por trás e eles têm medo de litígios, se não seguirem as orientações na prática diária.

Estes capítulos descrevem claramente algumas das falhas nas orientações – falhas que são tão graves que torna-se claro que os tempos devem mudar e as orientações devem ser atualizadas. Nosso objetivo ao escrever esta edição suplementar é ajudar todos a compreender o problema do colesterol melhor do que antes, e nós esperamos que colocando para fora o caso do porquê uma mudança de paradigma no tratamento do colesterol é necessária, e mais cedo do que mais tarde. Gostaríamos de deixar claro que não recebemos nenhum financiamento em apoio para escrever ou publicar esta edição complementar e as nossas declarações de conflitos de interesse são dados na íntegra no final.

Aqui está a introdução ao capítulo sobre o colesterol e mortalidade:

 

Todas as causas de mortalidade é o resultado mais adequado para usar quando fatores de risco para doenças fatais é investigado. A seção 1 discute a mortalidade por todas as causas de acordo com os níveis de colesterol, como determinado por grandes estudos epidemiológicos no Japão. No geral, uma tendência inversa é encontrada entre a mortalidade por todas as causas e total (ou lipoproteína de baixa densidade [LDL]) dos níveis de colesterol: A mortalidade é mais elevada no grupo colesterol mais baixo, sem exceção. Se limitado a pessoas idosas, esta tendência é universal. Como discutido na Seção 2, idosos com os mais altos níveis de colesterol têm as mais altas taxas de sobrevivência, independentemente de onde eles vivem no mundo.

Eu não acho que eu realmente precise dizer mais nada, a não ser para repetir esse fato. Se você tem um alto nível de colesterol (LDL), você vai viver mais tempo. Isto é especialmente verdadeiro para os idosos.

Ann Nutr Metab 2015; 66 (suppl 4): 1-116 DOI:

“Venho a esclarecer que esse site não serve de consultas, portanto não pretende substituir as recomendações do seu médico e/ou outro profissional de saúde”

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Primal Brasil

A sua receita tem história

Toda comida conta uma história e a gente quer conhecer você através da sua receita do coração. Conta para a gente a história da receita que te transforma numa diva, e que faz você se sentir orgulhosa, feliz e poderosa! Nós vamos escolher duas receitas por semana e vamos publicar no blog e nas redes sociais.

E quer saber o melhor de tudo? Setembro é o mês de aniversário do blog Fale com a Nutricionista. Então durante o mês, a receita que tiver mais compartilhamentos e curtidas vai ganhar uma edição do meu livro Projeto Verão Para a Vida Toda com dedicatória feita por moi même.

Você não sabe fazer nenhuma receita especial? Então fala para aquela sua amiga que sabe participar!

Como participar:
Envie um para contato@falecomanutricionista.com.br com a história da sua receita, como você aprendeu ou uma situação marcante em que você a preparou, e uma foto. Ah, manda o contato do seu facebook para a gente publicar e te marcar lá.
A duração do concurso para ganhar o livro vai de 07 de setembro até 09 de outubro.

A gente começa e publicar a partir da semana que vem, toda terça e quinta. Manda logo a sua receita e fica de olho!

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Chá de ervas medicinais e seus benefícios

Tem sempre aquela tia que fala:
– Toma um chazinho que passa!

E não é que ela está certíssima? Há uma infinidade de ervas medicinais usadas em chás para cada problema dessa vida (OK, nem para todos). Essa, aliás, é uma das dúvidas mais recorrentes nas mídias sociais da titia aqui, ali e acolá. Para que serve cada uma das ervas medicinais? Como preparar o chá?

Foi por isso que deixei a novela de lado (rs) e vim aqui fazer esse pequeno guia para vocês.

Ervas medicinais: como preparar os chás

Alecrim: poderoso cicatrizante, é também chamado de omeprazol natural por ser digestivo e auxiliar no tratamento de gastrites. Atenção se tiver doenças de próstata ou histórico de convulsão.

Alho: Dá aquele tchau para a tosse e a gripe em geral; é antiinflamatório e ajuda a diminuir a taxa de colesterol.

Boldo do chile: Para aqueles que sofrem de problemas digestivos, como a azia, nos casos de exagero no consumo da bebida alcoólica; e gastrite. Poderoso para auxiliar o processo digestivo, mas não deve ser evitado porque quem tem obstrução das vias biliares, doenças no fígado e gestantes.

Camomila: Naquele dia de cão, te deixa calminho, calminho. É natural, aumenta a atividade antibacteriana e atenua cólicas, já que diminui os espasmos musculares. Ótimo para gestantes e mulheres que estão dando de mamar pois evita as temidas cólicas dos bebês.

Canela: sou fã incondicional. Acelera o metabolismo, é ótimo para adoçar e ajuda no melhor funcionamento da insulina. Pode ajudar a diminuir cólicas leves e gases, além de dar uma sensação de plenitude gástrica. Grávidas, fiquem longe!

Cavalinha: Se está retendo muito liquido, essa é a solução. A cavalinha ajuda diminuir os inchaços, mas não é aconselhável para pessoas com insuficiência renal ou cardíaca. Outro bom motivo? Tem capacidade remineralizante, por causa da composição química rica em minerais, especialmente silício, o que é excelente para a pele! Mais um benefício? Contém efeitos protetores do fígado, propriedades antioxidantes e ação calmante.

Erva-cidreira: Te deixa de bem com a vida, relaxa o sistema nervoso, favorece o sono e atenua a ansiedade. Não é demais? Bom também para cólicas abdominais e gases.

Hibisco: Além de ser lindo, tem efeito na nossa saúde, já pensou? Antioxidante, previne o envelhecimento das células, é diurético e melhora fluidez sanguínea? É dos deuses mesmo.

Hortelã: Para quem tem desconfortos gástricos e evacuação, essa é a pedida. Erva digestiva e estimulante. Ainda pode atenuar dores de cabeça e dar um freio na ansiedade. Fique de olho, pois não pode ser consumido por quem tem obstrução biliar, doenças de fígado e mulheres que estão amamentando.

Romã: Dá um up na garganta, pois melhora as infecções e reduz inflamação nas cordas vocais. Maravilhoso, assim como a fruta para o sistema reprodutor feminino.

Como preparar chás com ervas medicinais?

Todos os chás moles (flores e ervas) devem ser preparados por infusão na proporção de 1 colher de sopa para cada litro de água. Assim: ferva a água e, quando ela atingir o ponto de ebulição, desligue. Acrescente a erva e deixe descansar por alguns minutos. Lembre-se que quanto mais deixar assim, mais forte terá o sabor da bebida.

Já com as ervas medicinais duras (cavalinha, por exemplo), o método indicado é a decocção, na mesma proporção das ervas acima. Faça desse jeito: Quando a água ferver, acrescente a erva e deixe em fogo baixo, com o recipiente tampado, por cerca de 5 minutos.

Os chás duram 24 horas, devem ser mantidos em garrafas de vidros e podem ser consumidos gelados! Ah, uma coisa importante que eu já ia me esquecendo. Sempre me perguntam sobre os sachês! Normalmente possuem antifúngico e, por isso, não são tão legais. Dê preferência às ervas medicinais frescas ou desidratadas.

Se até a Rainha toma, você não vai tomar o seu? E nem precisa ser às cinco!

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Comer carboidrato à noite engorda?

Eis a pergunta que sempre ecoa: comer carboidrato à noite engorda? Faz bem? A resposta é SIM, pode fazer bem. Ou NÃO, pode não fazer bem. Depende do tipo de carboidrato, da quantidade, do horário e, claro, do seu estilo de vida. Carboidrato (leia-se glicose) é essencial o tempo todo dentro do nosso corpo. É nossa moeda corrente, nosso combustível que permite que tudo funcione, inclusive, queimar gordura.

Por um curto período de tempo sem carboidratos temos aquela sensação de “murchar”, exatamente porque colocamos nosso corpo em uma situação emergencial e, dessa maneira, ele encontra outras vias para a produção de energia. Entre elas está a queima de gordura. Porém, queimar gordura é caro pro nosso corpo. Isso porque ele sempre tende a queimar primeiro massa magra, isto é, aqueles músculos maravilhosos que você construiu com tanto suor e que garantem um metabolismo mais acelerado (que raiva, né?)

A longo prazo, e isso vai depender da pessoa, o seu corpo, além de usar os seus músculos, deixa de usar a gordura e seu metabolismo ainda diminui. Sem falar nos outros efeitos como dor de cabeça, fraqueza, compulsão alimentar – especialmente por doces – e mais um tantão de coisas ruins. Por isso e muito mais, CARBOIDRATO SIM. Mas carboidrato rico e ingido: complexo, integral e alimento de verdade. Para sinalizar ao seu corpo que está tudo bem, que pode usar o que está na “despensa” aquela reserva de gordura que ele guarda para situações emergenciais.

Achei um trecho ótimo no blog do meu professor e amigo querido Henrique Freire, onde ele explica lindamente a parte bioquímica e eu assino embaixo:

“A preocupação com os carboidratos à noite acontece em virtude da capacidade destes nutrientes em liberar muita insulina, e este hormônio, conforme o ciclo circadiano, é pouco metabolizado ‘à noite’, além de ser um estimulador da lipogênese, ou seja, formação de gordura. Na verdade, respeitando o ritmo circadiano, seria interessante evitar a liberação excessiva de insulina em todos os momentos onde ela não é bem metabolizada e o gasto energético de cada um esteja reduzido. Se uma pessoa sai do seu trabalho e vai caminhar no calçadão ou vai para academia à noite, quando retorna, tem todo direito e dever de consumir carboidratos. Agora, se você é mais do tipo sedentário, também defendo a ideia de que o consumo de carboidratos seja reduzido no período após o entardecer e, principalmente, consumir carboidratos complexos integrais, que tenham baixo índice e carga glicêmica.”

Em resumo, carboidratos complexos, leia-se arroz integral, aveia e outros, são interessantes sim, em um jantar mais cedo, para estimular a queima de gordura. A quantidade? A única resposta é: procure um nutricionista.

Beijos, Carol!

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