Pesquisadores descobrem que remédio pode ajudar no controle da doença de Chagas

iG São Paulo

A administração do fármaco quinidina nos barbeiros, que transmitem a enfermidade, pode evitar que eles se tornem transmissores da doença

A nova pesquisa representa um avanço nos estudos sobre a doença de Chagas, que pode ser fatal

A nova pesquisa representa um avanço nos estudos sobre a doença de Chagas, que pode ser fatal

Foto: Thinkstock

Cientistas de três universidades do estado do Rio de Janeiro, junto da Fiocruz, descobriram que um medicamento pode ajudar no controle da doença de Chagas, enfermidade tropical grave que, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto barbeiro, pode levar à morte.

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A nova pesquisa, que durou mais de cinco anos e foi recentemente publicada na revista científica Neglected Tropical Diseases, identificou que a administração do fármaco quinidina nos insetos pode evitar que os barbeiros se tornem transmissores da doença de Chagas.

“O processo de digestão do sangue, dentro do tubo digestivo do barbeiro, produz compostos tóxicos”, explicou Marcos Oliveira, do laboratório de bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “E o que o inseto consegue fazer para eliminar a toxina é formar pequenos cristais chamados hemozoína.”

“O que esse estudo demonstra é que, quando alimentamos o inseto com a quinidina, que consegue bloquear a formação desse cristal, o animal não consegue mais se reproduzir e colocar ovos, e tampouco transmitir a doença”, disse em entrevista.

Por mais que a droga não seja recomendada para uso em humanos, o novo trabalho é considerado um grande avanço para que um dia se consiga controlar o protozoário.

Os pesquisadores ainda salientaram que, apesar de ser uma doença grave, que pode levar a pessoa à morte, ela está incluída no rol das chamadas doenças negligenciadas, ou seja, aquelas que não são assistidas pela indústria farmacêutica por atingirem principalmente a população mais pobre de países em desenvolvimento.

Surto de doença de Chagas no Pará

Doença de Chagas teve dois surtos confirmados na cidade de Acará, no estado do Pará, durante o mês de agosto

Doença de Chagas teve dois surtos confirmados na cidade de Acará, no estado do Pará, durante o mês de agosto

Foto: Creative Commons

Dois surtos de Chagas em fase aguda foram confirmados no município de Acará, no nordeste do estado do Pará. De acordo com o Instituto Evandro Chagas (IEC), ao menos um paciente idoso morreu e outros 20 casos foram identificados.

O primeiro surto da doença foi encaminhado para o instituto no dia 31 de julho, enquanto o segundo foi descoberto em agosto, quando uma paciente procurou o IEC. Segundo nota oficial, “as duas ondas de surtos são temporalmente próximas e podem estar relacionadas”, por mais que o vínculo não tenha sido confirmado.

Os dois casos foram causados pela ingestão de açaí contaminado com as fezes do barbeiro , hospedeiro intermediário do protozoário Trypanosoma cruzi , causador da doença. O IEC detalhou que a contaminação é resultado do “descuido nas condições higiênicas ideais de preparo” do alimento.

Chefe do setor de Atendimento Médico Unificado no Instituto, Ana Yecê das Neves ressaltou a importância do diagnóstico e tratamento precoces. “Algumas pessoas passaram em unidades de saúde e não puderam ter esse diagnóstico por falhas de suspeição”, disse.

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“Ela é uma doença que a gente pode considerar como emergente entre nós. Fica realmente difícil [a suspeição] para um profissional que ainda não foi capacitado, apesar de já terem acontecido algumas capacitações”, completou sobre a doença de Chagas. 

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Casos de sarampo chegam a 1,5 mil em todo o Brasil, informa Ministério da Saúde

iG São Paulo

Maioria dos casos de sarampo é registrada no estado do Amazonas, com 1.232 registros da doença; surto também ocorre em Roraima; entenda

Em Roraima, 301 casos de sarampo foram notificados, sendo que 74 ainda estão sendo investigados

Em Roraima, 301 casos de sarampo foram notificados, sendo que 74 ainda estão sendo investigados

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (5). O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação.

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O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos de sarampo confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério.

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

Campanha de vacinação deve diminuir casos de sarampo

Vacina é o único meio de evitar os casos de sarampo em todo o Brasil, afirma o Ministério da Saúde

Vacina é o único meio de evitar os casos de sarampo em todo o Brasil, afirma o Ministério da Saúde

Foto: ONU

O Ministério da Saúde prorrogou até 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo. A meta da pasta, que era de vacinar 95% das crianças entre 1 e 4 anos e 11 meses, não foi atingida pela maioria dos estados, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3).

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças recebam a vacina contra sarampo e pólio. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças”, declarou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

“Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, completou o ministro. 

A meta foi atingida em apenas sete estados. São eles: Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão.

Já as outras unidades federativas e municípios que não conseguiram chegar neste percentual devem manter a campanha de vacinação por mais 15 dias. A média de vacinação nacional contra sarampo e pólio está em 88%.

Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado.

O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas.

Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada).

A campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação.

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As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de casos de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Sem atingir a meta, campanha de vacinação contra sarampo e pólio acaba hoje

iG São Paulo

Municípios que não conseguiram vacinar 95% da população devem abrir os postos de saúde neste sábado (1º) por orientação do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde afirma que  2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas contra sarampo e pólio

Ministério da Saúde afirma que 2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas contra sarampo e pólio

Foto: Erasmo Salomão/Ascom/MS

Termina nesta sexta-feira (31) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. Em todo o país, as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses das vacinas, independentemente de sua situação vacinal – com exceção daquelas que foram imunizadas há menos de 30 dias

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Mesmo com o fim da campanha contra sarampo e pólio, que teve início no dia 4 deste mês, dados do Ministério da Saúde mostram que 2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas. Por isso, a orientação é para que municípios que ainda não atingiram cobertura vacinal de 95% abram os postos de saúde neste sábado (1º).

Contudo, a pasta salientou que a mobilização no fim de semana é responsabilidade de cada município e, portanto, é necessário que a população verifique com as secretarias municipais quais postos estarão abertos.

O ministério reforça que apenas o Amapá atingiu a meta de imunizar 95% do público-alvo. Já entre as unidades da Federação com menor cobertura vacinal estão Rio de Janeiro, Distrito Federal, Roraima, Pará, Acre, Amazonas, Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

Em todo o país, a cobertura foi de 76,1%, sendo aplicadas mais de 17 milhões de doses das vacinas.

Este ano, a vacinação é feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

No caso da pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral.

Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

São Paulo vai vacinar até sábado

Segundo o ministério da Saúde, 563,8 mil crianças não foram vacinadas em São Paulo contra sarampo e pólio

Segundo o ministério da Saúde, 563,8 mil crianças não foram vacinadas em São Paulo contra sarampo e pólio

Foto: shutterstock

Em São Paulo, a vacinação até sábado já está confirmada. A cidade imunizou 80% das crianças para poliomielite e 79,3% contra sarampo, vacina que também protege contra caxumba e rubéola. Os percentuais, porém, estão abaixo da meta de 95%.

Cerca de 90 postos de saúde do município estarão de plantão amanhã. Os endereços das unidades básicas e os horários de funcionamento podem ser conferidos pelo site.

A busca ativa, em que equipes de saúde visitaram as escolas orientando sobre a importância da vacinação, contabilizou 37.196 mil crianças vacinadas, sendo 35,8% imunizadas no período da campanha.

Foram aplicadas 3.758 doses da vacina de poliomielite e 3.737 contra sarampo em crianças com autorização dos pais e responsáveis.

No estado de São Paulo, mais de 563,8 mil crianças ainda não foram vacinadas, segundo o Ministério da Saúde.

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Estado do Rio adota campanha por mais 15 dias

Governo do Rio vai prorrogar campanha de vacinação contra pólio e sarampo até o dia 15 de setembro

Governo do Rio vai prorrogar campanha de vacinação contra pólio e sarampo até o dia 15 de setembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

Devido à baixa procura, o estado do Rio vai prorrogar a campanha de vacinação até o dia 15 de setembro. Até agora, a taxa de cobertura é de 55,5% contra o sarampo e de 54,6% contra a poliomielite. A meta da campanha é imunizar cerca de 812 mil crianças, que representam 95% do público-alvo.

Na cidade do Rio, até o dia 29 de agosto, as unidades da Secretaria Municipal de Saúde aplicaram 191.430 doses da vacina tríplice viral e 179.433 da poliomielite. A cobertura da campanha está em 63,7% para a primeira e 59,7% para a segunda.

A vacinação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em mais de 200 unidades de Atenção Primária (clínicas da Família e centros municipais de Saúde).

As ações de prevenção e controle contribuíram para manter o país livre de circulação do Poliovírus selvagem. Desde 1990, não há casos registrados da doença no país, mas a redução das taxas de cobertura vacinal em algumas cidades brasileiras vem causando preocupação às autoridades sanitárias. Já o sarampo tem 15 casos confirmados este ano no município do Rio.

As contraindicações para as duas vacinas são hipersensibilidade grave a algum componente do produto, imunodeficiência e história de evento adverso grave em dose anterior da vacina. É Importante levar a Caderneta de Vacinação.

Casos de sarampo no Brasil

Em 2016%2C especialistas anunciaram que o sarampo havia sido eliminado nas Américas

Em 2016%2C especialistas anunciaram que o sarampo havia sido eliminado nas Américas

Foto: shutterstock

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem em investigação.

O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já tem 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há 300 casos confirmados e 70 em investigação.

Casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos seguintes estados: São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (2). Pernambuco (2) e Pará (2).

Foram confirmadas ainda sete mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois óbitos em Manaus e um no município de Autazes)

Entenda as doenças

Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa

Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa

Foto: shutterstock


  • Poliomielite

Sem vacinação , cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença
De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, todos os estados brasileiros possuem municípios que são considerados lugares de risco , com exceção apenas de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal.

Só em São Paulo, 44 cidades estão em alerta da doença. Municípios da Bahia e do Maranhão são os que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, com apenas 15% de cobertura vacinal.

A doença é prevenida por duas vacinas: a Vacina Oral Poliomielite (VOP), administrada oralmente aos 2,4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos; e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que é injetada aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

Contudo, das vacinas que as crianças de dois e quatro meses devem receber, a de pólio é a única que não ultrapassa 85% de vacinados nas duas doses, conforme dados do Datasus.

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

  • Sarampo

Em 2017, países vizinhos sofreram com surtos de sarampo , principalmente a Venezuela, que deixou de imunizar a população por questões políticas e econômicas. O governo brasileiro chegou a alertar sobre o risco da doença e reforçou o aviso sobre a importância de tomar a tríplice viral, vacina que protege contra a infecção e outras duas doenças: caxumba e rubéola.

Oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, a proteção deve ocorrer na infância, e em duas doses: com 12 e 15 meses. Na segunda dose, a vacina também protege contra a varicela, infecção viral que causa a catapora.

No entanto, a segunda dose da vacina não atinge a meta de 95% de cobertura vacinal desde 2012.

Essa é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

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A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

*Com informações da Agência Brasil

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Entidades repudiam abordagem sobre diabetes em vídeo do Portas dos Fundos

iG São Paulo

Esquete mostra um youtuber injetando 25 mililitros de insulina como uma “brincadeira”; Sociedade Brasileira de Diabetes pede a exclusão do conteúdo

Em vídeo%2C personagem que representa um youtuber aborda diabetes de maneira irresponsável%2C segundo entidades

Em vídeo%2C personagem que representa um youtuber aborda diabetes de maneira irresponsável%2C segundo entidades

Foto: Reprodução/YouTube Porta dos Fundos

Um vídeo publicado pelo canal de humor Porta dos Fundos nesta quinta-feira (9) não agradou entidades que atuam para a conscientização e prevenção da diabetes. No esquete, Gregório Duvivier ironiza o comportamento de youtubers interpretando um deles, mas foi criticado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e ADJ Diabetes Brasil.

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No esquete, um youtuber decide lançar um desafio de tomar injeções de insulina – hormônio usado para controlar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes -, depois de ter comido diversos alimentos calóricos. Em tom de deboche, ele diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo e acaba morrendo.

“No intuito de fazer uma crítica a outros ‘youtubers’, [o vídeo] retrata o diabetes de uma forma errônea. Diabetes é uma doença crônica e um dos grandes problemas de saúde pública no nosso país. Além de transmitir informações infundadas sobre a doença, nota-se no vídeo a ridicularização do profissional de enfermagem e do uso indiscriminado da insulina, que pode acarretar sérios problemas de saúde, inclusive induzir ao coma ou até mesmo ao óbito”, escreveu a ADJ Diabetes Brasil em comunicado.

A SBD ressalta a seriedade da doença, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja “desinformação a respeito da condição ainda é grande”.

“Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população”, declarou a SBD em nota.

A entidade ainda solicitou ao canal Porta dos Fundos que exclua o conteúdo e pediu ainda uma retratação pública “às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença”.

Veja a nota da SBD na íntegra:

“A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) repudia, com indignação e veemência, o vídeo do Canal Porta dos Fundos intitulado “YouTuber”, divulgado em 9 de agosto de 2018. Na tentativa de criticar outros produtores de conteúdo do youtube, o personagem diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo, enaltecendo o uso indiscriminado e totalmente errado do hormônio, além de ridicularizar pessoas com diabetes e profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.

Longe de ser considerada uma brincadeira, o diabetes é uma doença crônica, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja desinformação a respeito da condição ainda é grande, como apontou recente pesquisa Datafolha lançada recentemente pela Coalizão Para Sobreviver, da qual a SBD faz parte juntamente com associações de pessoas com diabetes. Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população.

É importante destacar outros dados mundiais da International Diabetes Federation (IDF), que evidenciam os riscos do mau controle do diabetes: a cada 20 segundos, uma pessoa tem amputação de membros graças à doença; a condição é a maior causa de cegueira; a cada seis segundos uma pessoa morre por causa do diabetes e 80% das mortes decorrem de complicações como infartos e AVC (derrame).

É preciso que a sociedade se mobilize para que esse tipo de desinformação não tenha propagação. Diabetes é uma doença grave e se complica quando não controlada e exclui e marca a vida com lutas diárias.

Solicitamos, publicamente, ao Canal Porta dos Fundos a exclusão do conteúdo e uma retratação imediata às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença. Os ativos de comunicação, como o site www.diabetes.org.br, com o vasto arsenal de informações, são uma fonte adequada e responsável. 

SBD convida os representantes do Canal Porta dos Fundos para uma visita aos seus ativos e até mesmo à sede,  para que possam conhecer dados e esclarecer quaisquer dúvidas. Isso reforça o compromisso com a educação e informação. A SBD, portanto, está à disposição para colaborar na produção de conteúdos relacionados ao diabetes.”

Desinformação colabora para falta de diagnóstico de diabetes

Diabetes acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil , segundo SBD

Diabetes acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil , segundo SBD

Foto: shutterstock

Apesar dos perigos, a detecção precoce e o controle adequado da condição pode ajudar a evitar todas essas complicações. Porém, o maior desafio está na falta de diagnóstico de diabetes: estima-se que metade dessas pessoas com diabetes não sabe que tem a doença.

“É uma doença totalmente silenciosa, não há sintoma. Então, a pessoa precisa fazer exames para ter certeza se tem”, afirmou o diretor da SBD Márcio Krakauer. A falta de acesso à atendimento de qualidade e rápido também ajuda a diminuir os cuidados com a saúde o que, consequentemente, influencia na falta de controle da doença.

A endocrinologista Cassandra Pauperio afirma que a dificuldade de conseguir atendimento especializado de qualidade colabora para que a identificação da doença seja inibida. “Nem todo mundo tem acesso fácil ao sistema de saúde para a realização de exames que podem identificar a condição. Quem não tem plano de saúde depende do SUS, e por conta da demora para conseguir ser atendido, o paciente acaba recorrendo ao médico apenas em casos emergenciais. Aí não dá para fazer a prevenção.”

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A maioria dos sintomas de diabetes aparecem tardiamente, quando a situação já está avançada – o que compromete o tratamento. “Quando a glicose está alta por muitos anos, podem aparecer alguns poucos sintomas, como excesso de sede, aumento do apetite, perda de peso, infecções urinárias”, completou Krakauer.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Entidades médicas britânicas emitem alerta sobre os perigos da língua bifurcada

iG São Paulo

Prática adotada por adeptos do body modification pode causar infecção, danos nos nervos, problemas na gengiva e dificuldade para engolir e respirar

Língua bifurcada ou tongue splitting é a prática que consiste em cortar a língua ao meio

Língua bifurcada ou tongue splitting é a prática que consiste em cortar a língua ao meio

Foto: CreativeCommons

Especialistas da área da saúde emitiram um alerta sobre os perigos que uma certa prática de modificação corporal pode causar para o organismo. Língua bifurcada, ou tongue splitting, como também é chamado o procedimento, pode deixar as pessoas vulneráveis ​​a sérios riscos de hemorragia, infecção e danos nos nervos, de acordo com os médicos.

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Ter a língua bifurcada envolve cortar a língua de uma pessoa ao meio, deixando-a com a mesma aparência da língua de uma cobra ou lagarto. Com diversas técnicas para realizar o procedimento – utilizando desde laser, bisturi e até fio de nylon -, a prática se tornou um fenômeno global nos últimos anos entre os adeptos da body modification (modificação corporal).

No entanto, apesar de sua popularidade, os especialistas acreditam que muitos que realizam a prática estão alheios aos problemas a longo prazo que a técnica pode causar à saúde.

Pensando nisso, a Faculdade de Cirurgia Dentária, o Royal College of Surgeons e a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Reconstrutivos e Estéticos emitiram um comunicado que foi publicado nesta sexta-feira (3) para alertar a população.

Perigos da língua bifurcada

Ter a língua bifurcada pode causar prejuízos na hora de engolir e respirar, dizem os especialistas

Ter a língua bifurcada pode causar prejuízos na hora de engolir e respirar, dizem os especialistas

Foto: shutterstock

Selina Master, da Faculdade de Cirurgia Dentária do Royal College of Surgeons, afirmou que os dentistas perceberam algumas “terríveis conseqüências” causadas por esses procedimentos.

“É tão importante que as pessoas percebam que estão se colocando em sério risco de perda significativa de sangue, infecção, danos nos nervos até problemas para respirar ou engolir”, informou Master.

Os especialistas também dizem que a prática pode causar fraturas nos dentes e danos dolorosos nas gengivas.

O presidente da Bapras, David Ward, acrescentou: “Nenhum cirurgião respeitável realizaria esse procedimento, pois ele apresenta altos riscos, tanto no momento do procedimento quanto a longo prazo. Não há razões médicas para fazer isso na Inglaterra, nem no País de Gales”.

Ward ainda falou sobre os cuidados necessários para um procedimento desse tipo, e que, certamente, não estão sendo adotados em todos os casos.

“Pacientes submetidos à cirurgia por razões estéticas passam por uma avaliação pré-operatória completa, muitas vezes incluindo avaliação psicológica. Mas os profissionais que realizam a separação da língua não terão o treinamento e as habilidades necessárias para tais avaliações, colocando seus clientes em risco muito significativo.”

Além disso, eles acrescentam que, após uma recente decisão da Justiça, qualquer pessoa na Inglaterra e no País de Gales que esteja oferecendo tongue splitting provavelmente estará fazendo um ato ilegal.

No entanto, ainda não ficou claro sobre essa situação, uma vez que a prática não é abrangida por qualquer legislação existente em outras partes da Europa. Isso significa que o procedimento invasivo é basicamente não regulamentado.

“Há uma necessidade urgente de que a lei em outras partes do Reino Unido seja esclarecida. FDS e Bapras também estão preocupados que, apesar do debate jurídico, a demanda por procedimentos de separação da língua possa continuar, mas clandestinamente”, afirmou Ward.

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Homem morre por não seguir recomendações de tatuador

Assim como a língua bifurcada, a tatuagem também é uma prática comum, que deve seguir recomendações de higiene

Assim como a língua bifurcada, a tatuagem também é uma prática comum, que deve seguir recomendações de higiene

Foto: Reprodução/Twitter

Ao realizar alguma modificação corporal, ignorar as recomendações de higiene pode prejudicar a saúde e, em alguns casos, ser fatal, até mesmo quando se trata de práticas mais comuns, como uma tatuagem. Depois de ignorar as orientações do seu tatuador, um espanhol que havia acabado de fazer um novo desenho no corpo decidiu entrar no mar e acabou morto. 

O homem, que não teve o nome divulgado, de 31 anos, foi avisado sobre a proibição de entrar no mar ou piscina antes da tatuagem completar duas semanas. Mas, mesmo assim, ele decidiu aproveitar as águas quentes do Golfo do México com apenas cinco dias depois de ter feito um desenho de uma cruz religiosa no tornozelo direito.

Ao fazer a tatuagem, o corpo é ferido, e como reação às agulhadas, o sistema imunológico inicia um processo inflamatório. Por isso, como qualquer outro machucado, o risco de inflamação e contaminação quando a ferida ainda não está cicatrizada é alto.

E foi exatamente isso que aconteceu com o hispânico. Tudo começou com relatos de febre, calafrios e uma erupção vermelha perto do desenho 24 horas após o banho de mar, segundo descreveram os médicos que o atenderam.

A situação foi piorando com o passar dos dias, e ele acabou sendo internado em um hospital, conforme afirmou o jornal britânico Daily Mail. Por conta de problemas com bebidas, o corpo não estava reagindo muito bem às medicações e seus órgãos começaram a falhar.

No entanto, duas semanas depois, mesmo com alguns hematomas roxos, ele foi liberado para casa. Mas sua recuperação estava longe de acontecer. Depois de muitas complicações, era possível ver que uma bactéria contraída no mar começou a “comer” sua carne, rasgando pedaços de sua pele.

Foi então que os especialistas constataram choque séptico, que é quando há falência do sistema circulatório aguda por infecção, geralmente provocada por bactérias, fungos e vírus. Dois meses após o ocorrido o homem morreu.

Cuidados com a pele

Outra forma de body modification, além da língua bifurcada, é a tatuagem

Outra forma de body modification, além da língua bifurcada, é a tatuagem

Foto: shutterstock/Reprodução

Especialistas concluem que não é preciso desistir da tattoo para continuar tendo uma pele saudável. Basta seguir as recomendações dos profissionais e tirar todas as dúvidas antes de marcar a pele.

A tatuadora Stéphanie Camargo explica que a tatuagem funciona como um corte, e que os cuidados devem ser os mesmos de quando se faz um machucado. “A pele fica exposta a todos os tipos de germes, por isso a gente fala para não entrar no mar, porque não é uma água limpa e com a pele ‘aberta’ a pessoa fica mais propícia a se infectar”, explica ela.

Stéphanie esclarece que a mesma regra vale para piscinas e banheiras. “Os produtos químicos usados para limpar a banheira também podem infectar”, alerta. Além disso, há o risco de contato com bactérias e vírus que podem ser trazidos por outras pessoas que usaram a banheira ou estão na piscina. O cloro também é inimigo da pele recém-tatuada.

De acordo com a tatuadora, é recomendável que a pessoa espere pelo menos um mês para entrar no mar ou piscina. “Mas isso depende da cicatrização da pessoa. Tem gente que demora mais. Quem tem problema de cicatrização precisa esperar pelo menos três meses”, conclui ela.

Outro aspecto que deve ser levado em conta após tatuar a pele é a alimentação, produtos condimentados e gordurosos estão fora do cardápio. “Carne de porco, ovo, frutos do mar, ou algo que a pessoa não está acostumada a comer é preciso evitar.”

A exposição ao sol deve ser controlada, pois pode causar inflamações na pele, ressecando a tatuagem e até criando bolhas. “No caso de grávidas e diabéticos é preciso autorização médica para tatuar” finaliza a tatuadora.

Por fim, uma higienização correta da área, o uso de pomadas cicatrizantes próprias para tatuagem, não prolongar o uso do filme plástico, não coçar ou puxar a camada feita por cima do desenho são dicas que garantem uma recuperação completa da pele sem nenhuma complicação.

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Tanto a língua bifurcada quanto a tatuagem são práticas realizadas pelos adeptos da body modification. 

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Congresso de saúde coletiva defende política de redução de agrotóxicos

iG São Paulo

A Associação de Saúde Coletiva lançou dossiê sobre o uso de agrotóxicos; conclusão é de que projeto aprovado na Câmara “torna ainda mais oculto os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde coletiva e sobre o meio ambiente”

Congresso de saúde coletiva defende redução de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil

Congresso de saúde coletiva defende redução de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil

Foto: Agência Brasil

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) lançou neste sábado (28), durante a 12ª edição do congresso da entidade, um dossiê atualizado sobre o uso e a redução de agrotóxicos no país.

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O “Dossiê Científico e Técnico contra o Projeto de Lei do Veneno (PL 6.299/2002) e a favor da proposta que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara)” foi produzido pela Abrasco e pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), em meio às discussões sobre o projeto aprovado na comissão especial da Câmara dos Deputados no dia 26 de junho.

De acordo com o vice-presidente da ABA, Paulo Petersen, o dossiê reúne documentos relacionados aos dois projetos. “Compilamos um conjunto de manifestações de instituições acadêmicas e públicas, da sociedade civil e internacionais, como a ONU, e fizemos um comentário geral. Ele referenda, a partir de organizações científicas, manifestações científicas, mas que estão influenciando a arena política”.

Conforme Paulo Petersen, o chamado PL do Agrotóxico muda a legislação anterior, de 1989, tirando as possibilidades de regulação pública na área de liberação de novos produtos e na identificação e comunicação, “de modo a tornar ainda mais oculto os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde coletiva e sobre o meio ambiente”.

Pelo projeto, a liberação de novos agrotóxicos deixaria de passar pela Anvisa, Ministério da Saúde e Ibama, que avaliam os riscos à saúde ambiental e à saúde pública, e passaria a ter uma predominância do Ministério da Agricultura, que tem uma perspectiva muito mais econômica. Também substitui o termo “agrotóxico” por “pesticida” ou “defensivos agrícolas”.

“O princípio da precaução, que deve prevalecer no uso do conhecimento científico para liberação de produtos e certas tecnologias sobre a natureza, vai sendo comprometido. Na verdade, é um grande desmonte da uma legislação anterior que está funcionando e é uma referência internacional. O discurso de que estamos modernizando, desburocratizando, vai na contramão de toda uma discussão na sociedade, na academia e no mundo”.

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O dossiê contém manifestações contrárias à flexibilização no uso dos agrotóxicos de instituições como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Pesquisador da Abrasco e professor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Marcelo Firpo afirmou que a discussão deve ser feita em torno do que é realmente relevante para o país.

“Sem dúvida, o progresso econômico, o desenvolvimento da economia, o pagamento das dívidas públicas e a redução do déficit da balança comercial são relevantes. Mas qual é o preço disso diante da morte e da doença de crianças, jovens, adultos, velhos e trabalhadores, que morrem em função de substâncias perigosa?”, questionou Firpo.

Segundo ele, as mudanças propostas na regulamentação revertem os avanços na redução de agrotóxicos, representando um retrocesso no processo civilizatório, na garantia da saúde e da vida dos cidadãos. “É preciso esclarecer a sociedade o valor e os efeitos para a vida das pessoas, das famílias e para o sistema de saúde em decorrência do uso excessivo e que tornou o Brasil o maior consumidor mundial de agrotóxicos”, acrescentou.

* Com informações da Agência Brasil

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Venezuelana está internada com meningite em Roraima; estado é grave

iG São Paulo

Paciente está na UTI e respira com ajuda de aparelhos; esse é nono caso da doença no estado, de acordo com a Secretaria de Saúde de Roraima

Reprodução em 3D de meningococos%2C bactérias responsáveis por causar meningite

Reprodução em 3D de meningococos%2C bactérias responsáveis por causar meningite

Foto: shutterstock

Foi registrado, nesta semana, um caso de meningite em Roraima. Uma mulher venezuelana de 32 anos foi internada no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, com diagnóstico de meningite bacteriana. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, a paciente, da cidade de Santa Helena de Uairén, procurou a unidade de saúde no último sábado (7).

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Este é o nono caso confirmado de meningite em Roraima. “O caso é isolado e não há risco de contágio da doença. A paciente está internada na UTI [unidade de terapia intensiva], respira com ajuda de aparelhos e está sendo medicada com antibióticos”, informou a pasta por meio de comunicado. O estado de saúde dela é considerado grave”, informou a pasta por meio de comunicado.

A doença, segundo a secretaria, foi desenvolvida a partir de uma infecção no ouvido que acabou afetando o sistema nervoso, causando a meningite. Em entrevista coletiva, o médico infectologista Mauro Asato, coordenador da UTI do hospital, destacou que não se trata de meningite meningocócica e, portanto, não há risco de transmissão.

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Casos suspeitos de meningite em Roraima

De acordo com o Núcleo de Controle da Coqueluche, Meningite e Difteria de Roraima, até junho, foram notificados oito casos suspeitos de meningite no estado. Destes, três foram confirmados, quatro foram descartados e um ainda está sob investigação.

Em 2017, foram notificados 36 casos suspeitos de meningite no estado. Destes, 23 foram confirmados – dois em venezuelanos. Já em 2016, foram notificados 51 casos suspeitos de meningite. Destes, 14 foram confirmados, sendo três em venezuelanos.

Sarampo na região

O estado também vive um surto de sarampo há quatro meses. Desde então, foi iniciada uma campanha de vacinação contra a doença, mas, mesmo assim, o número de casos da infecção saltou de 8 para 200, o que implica em um aumento de 2.200%, conforme informou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Em março, a capital Boa Vista precisou decretar situação de emergência e, desde então, duas mortes foram confirmadas no estado, de acordo com Ministério da Saúde.

Segundo a prefeitura de Boa Vista, nos últimos meses, 84 casos de sarampo foram notificados, sendo 57 em abril, 24 em maio e apenas 9 em junho. O balanço de julho ainda não foi divulgado, assim como o balanço de casos de meningite em Roraima do mesmo mês. 

*Com informações da Agência Brasil

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