Cânceres relacionados à obesidade estão em alta

Por: Julie Steenhuysen

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Os cânceres relacionados à obesidade aumentaram.. Ganhos ameaçadores nas taxas de câncer nos EUA

As taxas de 12 cânceres relacionados à obesidade aumentaram 7 por cento de 2005 a 2014, um aumento que ameaça reverter o progresso na redução da taxa de câncer nos Estados Unidos, disseram autoridades de saúde dos EUA

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, mais de 630 mil pessoas nos Estados Unidos foram diagnosticadas com um câncer ligado ao excesso de peso ou obesidade em 2014.

Os cânceres relacionados que são diretamente  ligados à obesidade e a síndrome metabólica representaram cerca de 40% de todos os cânceres diagnosticados nos Estados Unidos em 2014. Embora a taxa global de novos diagnósticos de câncer tenha caído um pouco há 15 anos, as taxas de câncer que podem ser diretamente relacionado à obesidade têm aumentado.

“O relatório de hoje mostra que em alguns tipos de câncer estamos indo na direção errada”, disse Anne Schuchat, do CDC, em uma teleconferência com repórteres.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, 13 cânceres estão associados ao excesso de peso e à obesidade. Eles incluem meningioma, mieloma múltiplo, adenocarcinoma do esôfago e câncer de tireóide, mama pós-menopausa, vesícula biliar, estômago, fígado, pâncreas, rim, ovários, útero e cólon e reto (colorretal).

Em 2013-2014, cerca de dois em cada 3 adultos norte-americanos foram considerados com sobrepeso ou obesos. Os pesquisadores do CDC usaram o banco de dados de estatísticas de câncer dos EUA para ver como a obesidade estava afetando as taxas de câncer.

Embora as taxas de câncer tenham aumentado em 12 desses cânceres de 2005 a 2012, as taxas de câncer colorretal caíram 23%, causado em grande parte pelo aumento no rastreio por exames, o que ajuda a detectar o câncer antes de ele se desenvolver.

Os cânceres não associados ao excesso de peso e à obesidade caíram 13 por cento.

Cerca de metade dos americanos não estão cientes desta ligação, de acordo com Schuchat. As descobertas sugerem que os prestadores de cuidados de saúde dos EUA precisam deixar claro aos pacientes a ligação entre a obesidade e câncer e encorajar os pacientes a atingir um peso saudável.

“As tendências que estamos relatando hoje são preocupantes”, disse Schuchat. “Há muitas boas razões para se esforçar para um peso saudável. Com certeza você pode adicionar câncer à lista.”.

Obesidade pode aumentar o risco de câncer de um indivíduo, e esse risco pode ser reduzido mantendo um peso saudável, disse Schuchat.

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Outubro Rosa: saiba o que é mito e verdade sobre câncer de mama

iG São Paulo

Homens também podem ter câncer de mama? Mulheres sem histórico familiar não precisam se preocupar com a doença? Tire suas dúvidas aqui

Outubro Rosa é o período criado para estimular a participação da população no controle do câncer de mama

Outubro Rosa é o período criado para estimular a participação da população no controle do câncer de mama

Foto: Pexels

Ao final do dia de hoje, 156 brasileiros terão recebido o diagnóstico de câncer de mama. Não, você não leu errado. São quase 60 mil novos casos por ano e a doença, apesar de ser majoritariamente feminina, ao contrário do que a maioria da população acredita, também pode acometer os homens.

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Esse, inclusive, é um dos grandes mitos que envolvem o câncer de mama. Mesmo sendo o tipo de tumor que mais mata mulheres em todo o mundo, a condição ainda é vista como um tabu pela sociedade e falta informação para que a prevenção e o diagnóstico precoce sejam feitos adequadamente.

Quanto mais o paciente souber sobre seu corpo e procurar ajuda, as chances de recuperação podem ser maiores. “A gente sabe que por ano entre 13 e 15 mil mulheres morrem de câncer de mama. O número assusta, mas sabemos também que quando uma mulher é recém-diagnosticada, apenas de 6 a 8% já recebem a notícia de câncer metastático [quando o estágio é mais avançado e atinge outros órgãos] logo de cara, e outras 8% que tiveram a doença precoce acabam desenvolvendo metástase”, explica Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Pensando em conscientizar a população a respeito do tema, o mês de outubro é chamado de “Outubro Rosa”, onde ações são promovidas em prol da saúde da mulher. Para entender melhor sobre essa doença, que corresponde a 22% das notificações de câncer que são registradas no País a cada ano, conforme informa o Instituto Nacional de Câncer (Inca), confira a lista abaixo com mitos e verdades sobre o tema.

Só tem câncer de mama quem tem histórico familiar.

Mito – Ser filha, irmã ou mãe de mulheres que tiveram câncer de mama pode elevar o risco de desenvolver a doença em 80%. Porém, nenhuma mulher está imune à doença. Apenas pelo fato de ser mulher, a chance de desenvolver o tumor é de 12%, independente de ter casos na família. A estimativa é de que uma em cada oito brasileiras de até 70 anos terão a condição.

Quanto menos a mulher menstruar menor é a chance de ter o câncer de mama: ter filhos até os 35 anos e amamentar podem ajudar na prevenção.

Verdade – Quanto menos a mulher for exposta aos hormônios estrogênio e progesterona, menores são as chances de ter a doença. Esses hormônios estão relacionados ao ciclo menstrual, então, quando a mulher amamenta seu filho, os ciclos são interrompidos. Quanto maior o período de amamentação e o de número de filhos até 35 anos, maior é a prevenção.

Uma vez curado, o câncer de mama não volta.

Mito – Cerca de 30% das pacientes que tiveram câncer de mama apresentam a progressão da doença e metástases, mesmo quando a doença é detectada precocemente. O tumor atinge outros órgãos, como ossos, pulmão e fígado.

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Não há tratamento para câncer de mama metastático.

Mito – Atualmente, com o avanço da ciência, é possível encontrar tratamentos e medicamentos que possibilitam o controle da doença por vários anos. Os efeitos colaterais das drogas mais novas também são menores, o que aumenta a qualidade de vida de quem tem a condição.

Obesidade e sedentarismo podem aumentar as chances de ter a doença.

Verdade – O excesso de peso, principalmente após a menopausa, pode fazer com que o tecido gorduroso que se acumula no corpo produza estrogênio e aumente as chances da doença. A falta de uma vida saudável, sem prática de exercícios também pode dar brechas para o desenvolvimento do tumor. Consumir bebidas alcoólicas, mesmo que em pequenas quantidades também interfere nos níveis de estrogênio e pode agravar as chances de ter a condição.

Mamografia é o único exame para identificar o tumor.

Mito – A mamografia é o principal exame para detectar a doença. Porém, não é o único. Por isso é importante sempre seguir as recomendações médicas e realizar, anualmente, todos os exames exigidos pelo ginecologista, como ressonância magnética e ultrassom. O autoexame, que consiste em apalpar os seios na busca de caroços também deve ser feito periodicamente – mas ele não consegue encontrar vários tipos de tumores, o que não anula a consulta com o especialista.

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