Imunobiótico: nova droga promete acabar com bactérias resistentes a antibióticos

iG São Paulo

Medicamento atua perseguindo bactérias letais a partir das defesas naturais do organismo para eliminá-las sem afetar as células saudáveis do corpo

Pesquisadores que criaram droga para combater bactérias resistentes a antibióticos se inspiraram na imunoterapia

Pesquisadores que criaram droga para combater bactérias resistentes a antibióticos se inspiraram na imunoterapia

Foto: shutterstock

A cada novo estudo a imunoterapia ganha mais destaque entre as alternativas para combater o câncer. Inspirados na técnica, pesquisadores da Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, decidiram criar um novo tipo de droga, o imunobiótico, que promete eliminar bactérias resistentes a antibióticos.

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Na imunoterapia, ao usar substâncias que modificam a resposta biológica, o sistema imunológico é estimulado a agir contra as células cancerígenas. Já o imunobiótico persegue e elimina bactérias resistentes a antibióticos comuns, envolvendo as defesas naturais do corpo.

Para criar o novo medicamento, foi preciso fundir parte de um antibiótico existente com uma molécula que atrai anticorpos liberados pelo sistema imunológico para combater invasores, como bactérias.

A droga tem como alvo uma variedade de bactérias responsáveis ​​por doenças como pneumonia e intoxicação alimentar, incluindo aquelas que muitas vezes se tornam resistentes a antibióticos de última instância.

“A inspiração veio principalmente do recente sucesso da imunoterapia contra o câncer”, declarou Marcos Pires, que liderou o estudo publicado na revista Cell Chemical Biology.

A imunoterapia contra o câncer, que Pires descreveu como “revolucionária” para os pacientes, também aproveita o poder do sistema imunológico, mas destrói as células cancerosas em vez das bactérias. A equipe queria descobrir se o sistema imunológico poderia ser usado para ajudar os antibióticos a trabalhar de forma mais eficiente.

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Testes apontaram eficácia contra bactérias resistentes a antibióticos

Os cientistas testaram o novo composto em uma série de bactérias declaradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de “alta prioridade”, porque não há quase nenhum medicamento existente que funciona contra elas. Entre elas estavam Pseudomonas aeruginosa, uma causa comum de pneumonia em pacientes com câncer, vítimas de queimaduras e pessoas com fibrose cística.

Foram feitos testes em vermes nematóides infectados com Pseudomonas, e os resultados mostraram que a droga atingiu com sucesso e eliminou as bactérias.

Ao aderir às bactérias, a droga pode infligir danos diretos enquanto age como um farol para os anticorpos que chegam em massa para terminar o trabalho. No corpo, as bactérias que ficam cobertas de anticorpos são destruídas pelos glóbulos brancos.

Os pesquisadores basearam seu composto em um antibiótico de último recurso existente chamado polimixina, que danifica a superfície externa das células bacterianas, fazendo-as explodir e morrer. Evidências crescentes sugerem que esta última linha de defesa antibiótica está sob ameaça, o que significa que há uma necessidade urgente de novos antibacterianos.

A nova droga imunobiológica se liga a moléculas na superfície de bactérias que não são encontradas em células humanas. Embora a substância ainda não tenha sido testada em humanos, os pesquisadores não observaram sinais de toxicidade quando foram testados em células animais.

“Acreditamos que a diferença expansiva na composição celular entre células bacterianas e células saudáveis ​​fornecerá a janela de seletividade necessária para atingir as células bacterianas sem afetar as células humanas saudáveis”, declarou Pires.

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Após o teste da nova droga em combinação com um antibiótico existente ao qual as bactérias já eram resistentes, os pesquisadores descobriram que as bactérias resistentes a antibióticos foram re-sensibilizadas da droga para o outro antibiótico.

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Pela primeira vez, EUA aprovam uso de medicamento à base de maconha

iG São Paulo

Epidiolex será usado para tratar duas formar raras e severas de epilepsia; para FDA, aprovação é considerada um avanço médico importante

Medicamento à base de maconha terá quantidade de CBD purificado, com apenas traços residuais de THC

Medicamento à base de maconha terá quantidade de CBD purificado, com apenas traços residuais de THC

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Os Estados Unidos aprovaram, pela primeira vez, um medicamento à base de maconha. A aprovação da Food and Drugs Administration (FDA), órgão que regula medicamentos e alimentos no país, anunciou nesta segunda-feira (25) a novidade.

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O medicamento à base de maconha é o Epidiolex, usado para tratar duas formas raras e severas de epilepsia: síndromes de Lennox-Gastaut e Dravet. O produto poderá ser utilizado em em pacientes com 2 anos de idade ou mais.

Em nota, a FDA destacou que a aprovação do remédio demonstra como o avanço da pesquisa científica sólida para investigar ingredientes derivados da maconha pode levar a terapias importantes.

“Este é um avanço médico importante. Mas também é importante notar que isso não é uma aprovação da maconha ou de todos os seus componentes. Esta é a aprovação de um medicamento específico à base de CBD [canabidiol] para um uso específico. E foi baseado em ensaios clínicos bem controlados avaliando o uso do composto no tratamento de uma condição específica”, diz a nota da entidade.

A FDA destacou ainda que o remédio constitui uma forma purificada de canabidiol, a ser entregue aos pacientes em forma de dosagem confiável no intuito de garantir que as pessoas em tratamento obtenham os benefícios esperados. “É assim que a ciência médica sólida avança”, concluiu o órgão.

A solução oral contém CBD altamente purificado, que é um entre as dezenas de produtos químicos que a planta da maconha apresenta. O órgão regulamentador salienta que a substância contém apenas traços residuais do THC, que é o elemento responsável pelo teor psicoativo da maconha, e não induz a euforia.

A empresa que está fabricando o remédio nos EUA é a Greenwich Biosciences, subsidiária americana da GW Pharmaceuticals. A companhia agora está testando outros tratamentos com CBD para glioblastoma e esquizofrenia.

Medicamento à base de maconha também é liberado em Portugal

O parlamento português decidiu, no último dia 15, aprovar o uso da maconha com finalidade medicinal. A decisão, que muda toda a legislação medicinal do país, acontece no mesmo dia em que a seleção de Portugal estreia na Copa do Mundo – o que a coloca como uma nação em foco neste dia.

Apesar do uso medicinal da maconha ter sido aprovado pelo parlamento, o cultivo da droga para uso próprio continua proibido.

Essa iniciativa, que foi originada de dois projetos de lei – um do Bloco de Esquerda (BE) e outro do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) –, contou com o apoio do Partido Socialista (PS) e recebeu votos favoráveis de quase todos os outros partidos, exceto do Partido Popular (CDS-PP) que se absteve.

Para serem comercializados, os medicamentos precisarão de autorização prévia da Infarmed, que é a autoridade portuguesa na questão de produtos de saúde. Além disso, o governo de Portugal fica autorizado a produzir medicamentos, através do Laboratório Militar.

A nova lei, que entra em vigor no dia 1º de julho, normatiza, inclusive, que o Estado deve estimular a investigação científica nessa área. Além disso, a legislação agora determina que a cannabis só poderá ser consumida de forma medicinal, com receita médica e comprada em farmácias.

Remédios com canabidiol no Brasil

Mevatyl, como é vendido o remédio à base de maconha no Brasil, é  aprovado em outras 28 nações com o nome de Sativex

Mevatyl, como é vendido o remédio à base de maconha no Brasil, é aprovado em outras 28 nações com o nome de Sativex

Foto: Divulgação

Por aqui, o uso de maconha medicinal ainda é uma questão delicada. No início de 2017, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, pela primeira vez, o registro de um medicamento à base de maconha no País . O Mevatyl é indicado para o tratamento de espasticidade – alteração no tônus muscular – relacionada à esclerose múltipla.

À base de Cannabis Sativa, uma espécie de maconha, o medicamento já tinha registro em outros 28 países, como Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel. Segundo a Anvisa , ele é destinado a “pacientes adultos não responsivos a outros medicamentos antiespásticos e que demonstram melhoria clinicamente significativa dos sintomas relacionados à espasticidade durante um período inicial de tratamento com o Mevatyl”.

Estudos clínicos apontam que a ocorrência de dependência com o seu uso é improvável. O remédio, ainda assim, será comercializado com tarja preta, sendo necessário apresentar a prescrição médica para realizar a compra.

Ainda assim, a regra para importação de medicamentos com canabidiol, ou maconha , como são chamados popularmente, continua igual, de acordo com o regulamento da Anvisa.

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Uso de maconha para fins medicinais

Apesar das aprovações, um novo estudo divulgado há um ano revelou que um quarto dos pacientes com câncer nos Estados Unidos recorreu a uso de maconha para complementar seu tratamento. De acordo com uma enquete feita com americanos – onde a maconha é legalizada parcialmente em alguns estados – 25% apostaram na erva, como uma solução terapêutica no ano de 2016.

Porém, segundo os pesquisadores, o dado mais alarmante não é esse. Estima-se que 75% dos pacientes admitiram que, independente do uso ou não, estão interessados em saber mais sobre os prós e contras da maconha na terapia para combater alguns sintomas causados pela doença, mas a maioria está buscando essas informações em fontes que não são oficiais, em vez de perguntar aos médicos.

Segundo os especialistas, esse hábito pode trazer consequências perigosas aos pacientes. Os autores do estudo alertam que consultar pessoas fora da área médica, ou sites e documentos sem nenhuma credibilidade sobre o uso da droga pode ser muito arriscado.

Apesar de estarem interessados em dados sobre o assunto, poucos teriam coragem de se abrir para seus médicos sobre isso. “Os pacientes com câncer desejam, mas não estão recebendo informações de seus médicos sobre o uso da droga durante o tratamento, muitos deles estão buscando esses dados em fontes alternativas não científicas”, ressaltou um dos líderes da pesquisa, Steven Pergam.

Os relatos são avaliados em um momento em que os consumidores estão observando de perto o mercado da substância, tendo em vista que, atualmente, a erva é legalizada em 30 territórios dos EUA.

Preocupados, os estudiosos que elaboraram o relatório estão pedindo uma mudança social na forma como a droga é vista pela população e pedem aos médicos de pacientes com câncer que possam alertar em seus consultórios sobre o uso da erva.

“Se não educarmos nossos pacientes sobre esse tema, eles continuarão a obter suas informações em outro lugar”, afirmou Pergam. Ele ainda advertiu que a substância poderia ser perigosa para alguns pacientes com câncer, por isso é importante que eles se sintam confortáveis ​​falando com profissionais médicos sobre isso.

*Com informações da Agência Brasil

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

‘Me sentia um zumbi’, conta homem atacado por “bactéria devoradora de carne”

iG São Paulo

A fasciíte necrosante causou danos irreversíveis; Antoine Boylston teve de passar pela amputação do dedo e outras duas cirurgias, e ainda se recupera

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Foto: Reprodução/Mirror

Um homem quase morreu depois de romper nódulos que causaram um corte em sua mão. O ferimento exposto fez com que Antonie Boylston, de 31 anos, contraísse fasciíte necrosante, uma infecção causada pelas popularmente chamadas “bactérias devoradoras de carne”.

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Imagens espantosas mostram o braço infectado e sangrento do rapaz depois de a fasciíte necrosante corroer sua pele. Antonie relata que se sentiu como “um zumbi”, mas que só procurou ajuda médica depois que sua mão ficou com uma coloração escura e passou a inchar.

Doença e processo de recuperação

O pesadelo do técnico de serviço começou em abril de 2016, quando decidiu estalar as articulações no trabalho. Em poucas horas, sentiu-se indisposto e muito enjoado, entretanto, não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações ou mesmo com o pequeno corte no dedo anelar da mão direita.

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Foto: Reprodução/Mirror

Depois do expediente, Boylston continuou a sentir desconforto e decidiu ir ao Hospital da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, por acreditar ter quebrado o dedo. Percebendo a gravidade do caso, os médicos descartaram a possibilidade de ruptura simples e o levaram para realizar uma biópsia de pele.

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Horas depois, os resultados revelaram que a infecção bacteriana, também conhecida como Úlcera de Meleney, em que o tecido abaixo da pele, os músculos e os órgãos circundantes são afetados, estava se espalhando pelo braço do rapaz.

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Foto: Reprodução/Mirror

De acordo com a equipe médica, Antonie contraiu a doença devido à ruptura das articulações, que conseguiu rachar uma casca protetora, deixando-a aberta, permitindo, assim, que as bactérias permeassem a ferida.

Uma cirurgia de três horas foi feita para retirar a parte infectada e liberar o fluxo de sangue, que estava restrito. Antonie teve seu dedo amputado e precisou fazer enxerto de pele. Atualmente, ele possui dois dedos totalmente funcionais e um polegar na mão direita.

“Era como mergulhar a mão em um balde de gelo. Era tão frio que sentia tudo queimar. Com o passar do tempo, comecei a soltar um odor muito forte, que só melhorou depois que meu fluxo sanguíneo voltou ao normal”, diz.

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Com fisioterapia intensiva, e uma pausa de sete meses para tratar a pele afetada pela fasciíte necrosante, Antoine passou por uma cirurgia final, para a remoção do tecido e para melhorar a mobilidade da mão. Segundo o Mirror, ele ainda se recupera, mas já conseguiu retomar grande parte de suas atividades cotidianas.

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Belo Horizonte confirma terceira morte por febre amarela; estado soma 25 óbitos

iG São Paulo

O governo de Minas Gerais decretou, no sábado da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios, entre eles a capital BH

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Foto: Divulgação/Fiocruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou na noite da sexta-feira (26) a morte da terceira vítima da febre amarela na cidade, que teria falecido na última segunda-feira (22) em um hospital público. O homem de 42 anos foi contaminado em um sítio, fora da área urbana da capital mineira, próximo de um município da região metropolitana.

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As três mortes por febre amarela em Belo Horizonte aconteceram no período entre julho do ano passado e janeiro deste ano. Além dos falecimentos na capital, foram confirmados 47 casos da doença e ao menos 25 mortes em todo o estado. O governo de Minas Gerais decretou, no sábado (20) da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios do estado por causa do alto número de ocorrências registradas.

Com o decreto, que terá duração de seis meses, as regiões de Itabira (central), de Ponte Nova (Zona da Mata) e da capital terão a aplicação de vacinas em todos os postos de saúde, além de medidas administrativas, tais como a aquisição de insumos e contratação de serviços de atendimento.

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Desde o último sábado, pelo menos 134 mil pessoas foram vacinadas em Belo Horizonte, deixando a cidade com 88% da população imunizada. As doses de vacina estão disponíveis em 152 centros de saúde da capital mineira, que podem ser procurados de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

A febre no País

O Ministério da Saúde divulgou nesta semana que já foram registrados 35 casos da doença no País desde o segundo semestre de 2017 até o início deste ano. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão ligado às Nações Unidas, a recomendar vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes com planos de viajar a 13 estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, além de todos os das regiões Norte e Centro-Oeste (bem como o Distrito Federal).

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 *Com informações da Agência Brasil

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Você deveria comer pouca proteína?

Por: Mark Sisson

Ao longo dos últimos anos, observei uma mudança sutil na forma como a mídia discute as proteínas dietéticas, com muitos especialistas promovendo menores ingestões. O impulso para as ingestões mais baixas não só veio do grande estudo falho sobre câncer de cólon e carne vermelha. Muitas vozes das comunidades de saúde alternativas estão promovendo uma redução nas proteínas. Até mesmo a comunidade de saúde ancestral tem seus proponentes de um consumo menor de proteínas.

Eu estou sozinho? Não tenho certeza.

Nas publicações passadas, discuti como meus próprios gostos mudaram, passando a comer quantidades mais moderadas de proteínas, embora substanciais. Hoje, estou abordando os argumentos padrões lançados contra a ingestão de proteínas elevadas. Felizmente, podemos chegar ao x da questão.

Dietas de alto teor de proteínas prejudicam os rins.

 

Embora seja verdade que as pessoas com danos ou doença renal devem limitar a ingestão de proteínas, este não é o caso em pessoas saudáveis. Mesmo os diabéticos tipo 2 com boa função renal podem com segurança comer uma dieta rica em proteínas a longo prazo. A ingestão de proteína mais alta pode proteger contra a doença renal quando facilita a prevenção da obesidade e sobrepeso.

Dietas de alto teor de proteína excedem sua capacidade de desintoxicação de amônia.

 

O metabolismo das proteínas gera amônia, uma toxina. O fígado geralmente converte amônia em ureia, que é expulsa com segurança através da urina.

O ser humano médio pode ingerir cerca de 230 gramas de proteínas antes desta conversão amônia-ureia ser prejudicada (230g é uma quantidade muito alta). Acima de 230g, a amônia permanece. Se a sua saúde do fígado estiver comprometida ou a sua ingestão de proteína exceder a capacidade de desintoxicação de amônia, a toxicidade de amônia pode resultar.

A toxicidade aguda da amônia é neurotóxica, na verdade, fazendo com que os astrocitos dos neurônios sejam afetados. O chamado “rabbit starvation”, ou fome do coelho, que afligiu os exploradores do Ártico que viveram exclusivamente de proteínas magras (coelhos) causando náuseas, diarreia e, eventualmente, a morte, pode derivar da toxicidade da amônia.

Uma toxicidade de amônia de menor grau, mais sutil, provavelmente existe em pessoas com ingestão crônica de proteína elevada. Os perigos são principalmente teóricos, mas baseados em fisiologia – A amônia é uma toxina, e há um limite de quanto disso podemos converter em ureia.

Dietas de alto teor de proteínas criam toxinas no intestino.

 

Uma ingestão suficiente de proteínas pode exceder a capacidade do intestino de absorvê-la. A proteína passa então para o cólon, onde as bactérias do cólon fermentam e produzem subprodutos metabólicos como amônia, indoles e fenóis. Como muitos desses compostos podem ter efeitos tóxicos, algumas pessoas sugeriram que o excesso de fermentação de proteínas produz um ambiente intestinal tóxico.

Para esclarecer isso, em um estudo, os pesquisadores deram aos indivíduos uma dieta rica em proteínas, uma dieta com pouca proteína ou uma dieta proteica normal. Analisaram o teor líquido fecal de cada grupo para evidenciar a fermentação de proteínas e realizaram uma série de testes para determinar a toxicidade de cada lote de água fecal. Surpreendentemente, enquanto a água fecal da dieta alta proteína apresentou marcadores elevados de fermentação, ela não era tóxica, e muito pelo contrário, os metabolitos elevados de fermentação de proteínas realmente se correlacionavam com uma baixa toxicidade.

Dietas ricas em proteínas promovem o câncer.

 

Muitas pessoas adoram citar a pesquisa de T. Colin Campbell do estudo da China, que pareceu mostrar que altas ingestões de proteína causaram maiores mortes por câncer. Embora a ingestão adequada de proteínas (da caseína) tenha promovido o crescimento de tumores existentes naqueles roedores do estudo, a ingestão de proteínas também protegeu contra os mutagênicos que causam a aparência inicial de tumores. Ou seja, as proteínas foram protetoras contra o câncer, mas quando ele já existia, as proteínas altas aceleraram a progressão do câncer.

Os roedores na dieta de baixa proteína eram mais suscetíveis ao câncer após a exposição à aflatoxinas. Mas quando os roedores já tinham câncer, pouca proteína protegeu contra o crescimento dele.

Com mais precisão: um teor de proteínas adequado protege contra o início do câncer (e provavelmente outras mal adaptações do organismo), mas os pacientes com câncer devem limitá-las. Isso faz sentido. O contexto é tudo.

As proteínas extras são convertidas em glicose. Através do processo de gluconeogênese, podemos converter proteínas em glicose. Isso levou algumas pessoas a acreditar que comer “proteína extra” é como comer um pedaço de bolo de chocolate. Então, uma dieta de alta proteína aumenta os níveis de glicose? Comer proteína extra é como comer açúcar extra?

Em um estudo, os diabéticos tipo 2 comeram 200g de bife (50 gramas de proteína) e nada mais para o café da manhã. Em comparação com o grupo de controle que tomou apenas água, 50 gramas de proteína quase não afetaram os níveis de glicose, somando apenas 2 gramas para a circulação. Em outro estudo mais antigo, comer até 160 gramas de proteína em uma única refeição não teve efeito sobre a glicemia.

O excesso de proteína pode aumentar a insulina que não é bom, mas não a glicemia. As dietas ricas em proteínas demonstraram melhorar o controle da glicose na população mais exposta a alto consumo de carboidratos: diabéticos tipo 2.

Alto teor de proteína é desnecessário.

 

A proteína é o macronutriente mais caro. Na natureza, é preciso mais energia para adquiri-la. No mundo civilizado, custa mais dinheiro para comprar. Se não precisarmos de grandes quantidades de proteínas, faz sentido reduzir a ingestão.

Muitas pessoas que levantam peso e comem proteínas o tempo todo provavelmente estão comendo mais proteína do que precisam. Quanto mais avançado você estiver como um levantador de peso, menos proteína você precisa. Os iniciantes ganham peso mais fácil; levantadores experientes não.

Os levantadores avançados estão mais próximos do seu teto muscular genético. Há menos espaço para crescer, então eles crescem mais devagar, e a síntese de proteínas muscular realmente diminui. Além disso, seus músculos tornaram-se mais resistentes à degradação induzida pelo exercício. É preciso de mais para danificá-los, e leva menos tempo para se recuperar. Em geral, os levantadores experientes são mais eficientes com suas proteínas e podem manter o equilíbrio de nitrogênio com 1,05 g de proteína para cada kg de peso.

Se eles querem ganhar músculo, 1,8 gramas por kg (o que é muito menos do que a maioria das pessoas pensam ser ideal) parece ser o limite absoluto para os levantadores naturais. Depois disso, os benefícios se nivelam, e você passa a desperdiçar proteínas.

Dietas de alta proteína aumentam a insulina IGF-1.

 

O IGF-1 é um composto importante que nos ajuda a construir e manter a massa óssea e muscular. Nós precisamos dele para prosperar, mas níveis excessivamente altos de IGF-1 podem aumentar o crescimento de tecidos indesejados como tumores e acelerar o processo de envelhecimento.

Dito isto, não há nenhuma indicação de que o IGF-1 aumenta a formação de tumores. Tal como acontece com os ratos do estudo de Campbell, é provável que o IGF-1 torne o organismo mais robusto e resistente, mas uma vez que o câncer está presente, ele acelera seu crescimento. E a ligação proposta entre IGF-1 elevado e mortalidade em humanos não foi confirmada. Parece que os níveis altos e baixos são ruins.

Dietas de alta proteína reduzem a longevidade.

 

Um estudo a partir de 2014 obteve achados um tanto paradoxais: maior ingestão de proteínas teve um efeito negativo sobre a mortalidade em pessoas de 50 anos, um efeito neutro com pessoas de 65 anos de idade e um efeito benéfico para aqueles com mais de 80 anos. Suponhamos por um segundo que as ligações sejam causais – que as ingestões de proteína mais altas são as causas dos riscos de mortalidade nas determinadas faixas de idade.

Quando as pessoas mais velhas comem mais proteínas, elas ficam mais fortes, constroem mais músculos, melhoram sua capacidade de cuidar de si mesmos e até pensam melhor. A perda de músculo, força, independência e função cognitiva geralmente precedem a morte em idosos. Se a ingestão de proteína mais alta pode melhorar esses parâmetros, ela também deve melhorar a sobrevivência na população.

Outro detalhe é que as proteínas dietéticas – especialmente de origem animal – são a melhor fonte de cisteína, sendo assim uma estrutura crucial que usamos para produzir a glutationa, um antioxidante endógeno poderoso. Um grupo de pesquisadores recentemente propôs que uma redução na síntese de glutationa está ligada ao aumento da mortalidade ligada à ingestão baixa de proteína nos idosos. A glutationa protege nosso fígado, ajuda a metabolizar toxinas e regula o estresse oxidativo; A deficiência de glutationa em populações mais velhas foi associada a neuro degeneração, ataques cardíacos e “envelhecimento acelerado”.

Qual é o veredicto?

 

Eu não recomendaria uma dieta com pouca proteína, a menos que você tenha uma razão expressa para isso. Você provavelmente vai ficar letárgico, perder massa muscular, ganhar massa gorda e ficar menos resistente em relação a estressores e doenças. As dietas de baixo teor de proteínas:

• Reduzem o metabolismo, aumentam a resistência à insulina e causam ganho de gordura corporal.

• Enfraquecem o sistema imunitário e deixam o corpo mais propenso a pegar infecções mais severas.

• Reduzem a função muscular, a massa celular (sim, a massa real da própria célula) e a resposta imune em mulheres idosas.

• Prejudicam o equilíbrio de nitrogênio em atletas.

• Aumentam o risco de osteoporose.

• Aumentam o risco de sarcopenia (perda muscular).

Enquanto isso, dietas de alto teor de proteínas conferem alguns riscos potenciais, que eu descrevi acima.

Há benefícios claros para maiores ingestões de proteínas (retenção de massa magra, crescimento muscular, perda de gordura, saciedade aumentada) e preocupações legítimas (redução da longevidade, excesso de IGF-1, crescimento excessivo de tecidos indesejados). Como interpretar todas as evidências? Como equilibrar os efeitos?

A curto prazo está ótimo: Breves induções de dietas com teor de proteínas muito alto, e levantamento de peso provavelmente podem ajudá-lo a perder o excesso de gordura corporal e manter a massa magra. Estudos recentes encontram evidências de composição corporal melhorada e nenhuma evidência de efeitos deletérios com até 4,4 g de proteínas por kg de peso durante várias semanas. Mas eu não continuaria comendo muita proteína para o resto da vida.

Tenha altos e baixos: coma alto teor de proteína um dia que treinar mais, diminua a proteína nos dias de descanso. Se você está tentando ganhar músculo, você provavelmente precisa de mais proteína nos dias de treino. Se você está apenas mantendo, você pode ingerir muito menos.

Quando alguém come constantemente e nunca fica mais de 5-6 horas sem comer entre as refeições, essa pessoa nunca dá tempo ao seu corpo para recuperar e limpar as células danificadas. O jejum intermitente impõe períodos de proteína zero e alimentos zero, dando ao seu corpo uma dose de autofagia e uma pausa da ativação do sistema mTOR/ IGF-1 e, provavelmente, torna mais segura a ingestão de proteínas mais alta nos dias de alimentação.

Em geral, eu diria que em torno 100 gramas por dia para quem faz exercícios, com alguns dias do mês consumindo perto de zero (jejum) fará com que não sofra sintomas negativos e que conquiste um melhor estado de saúde.

Os atletas que procuram induzir o crescimento muscular temporário podem subir para 1,8 g de proteínas por kg de peso, ou seja, perto de 140g/dia. Os atletas em manutenção devem comer o suficiente para preservar a massa magra, ou seja, pelo menos 1g por kg de peso.

Não esqueça minhas recomendações anteriores de ingestão de proteínas para diferentes populações.

Muito obrigado!

imagem coaching de emagrecimento

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‘Meu mundo caiu’ diz mãe de criança que nasceu com “síndrome do bebê azul”

iG São Paulo

Entenda o que é a doença que afeta o coração, conhecida também como transposição das grandes artérias e saiba mais sobre a história de quem já passou pelo tratamento e hoje tem uma vida feliz, saudável e sem sequelas

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Nosso mundo caiu”, relembrou a britânica Maddie Griffin, de 48 anos, ao contar sobre seu parto. Assim que Cordelia nasceu, sua mãe a pegou nos braços e percebeu algo estranho: sua coloração era azulada. Em poucos segundos, a criança foi tomada dos braços de Maddie, e os médicos disseram que ela havia vindo ao mundo com problemas cardíacos e precisariam levá-la a uma unidade de cuidados especiais com urgência. A entrevista foi concedida ao jornal Daily Mail.

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A notícia pegou Maddie e seu marido de surpresa. “Nunca nos sentimos tão indefesos” contou ela, logo depois de perceber que havia algo errado com sua filha. Durante os exames do pré-natal não havia sido detectada nenhum sinal da síndrome no bebê, o que deixou a família ainda mais chocada.

Menos de 24 horas depois de Cordelia ter vindo ao mundo, seus pais foram informados de que ela tinha nascido com uma condição chamada transposição das grandes artérias (TGA), conhecida também como “síndrome do bebe azul”.

A doença acontece quando o bebê nasce com as artérias do coração invertidas, e é preciso uma cirurgia para corrigir o defeito. No entanto, é preciso garantir que o recém-nascido terá condições de ser operado, o que pode acontecer apenas quando a criança fizer um mês de vida.

Apenas três dias depois, os médicos se reuniram com a família, e finalmente deixaram que Maddie pudesse segurar sua filha novamente. “Estávamos muito assustados”, conta ela. “Nunca tinha ouvido falar da TGA”.

A britânica conta que Cordelia passou pelo primeiro procedimento de troca arterial com 10 dias de vida. Felizmente, ela se recuperou muito bem, com exceção de um problema em um acorde vocal, que ficou parcialmente paralisado.

“Nós pensávamos ‘seu coração é apenas do tamanho de uma noz e a operação é tão delicada, é fácil os cirurgiões pressionarem os nervos e causarem algum dano’”, desabafou.

“Por sorte, ela consegue falar, mas sente dificuldades quando usa sua voz de maneira exagerada”, afirmou a mãe. Cordelia, agora com 11 anos, é monitorada a cada 18 meses, mas os médicos dizem que seu prognóstico é muito bom. “Ela está cheia de energia”, disse Maddie. “Nós nunca a impedimos de fazer nada. Até o momento ela teve uma vida completamente normal, sempre participando de atividades depois da escola, como aulas de dança e teatro”, contou a mãe.

Monitoramento

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Os pais de Jack, agora com sete anos, também ficaram chocados quando descobriram que havia algo de errado com o bebê. Quando Samanta Read, do Reino Unido, já estava pronta para ser liberada pelos médicos, após dar à luz ao seu segundo filho, as enfermeiras perceberam que a coloração do recém-nascido estava “um pouco anormal”.

Foi então que descobriram que os níveis de oxigênio de Jack eram muito baixos e ele precisou ser internado às pressas.  

Samantha e Nick, seu marido, também nunca haviam ouvido falar em TGA. “Eu estava desesperado, com medo porque Jack parecia tão vulnerável. Lembro-me de pensar como uma operação tão grande em um bebê tão pequeno, de apenas seis dias de vida, poderia ser bem sucedida?”, relembra a mãe.

“O dia da cirurgia foi o dia mais longo de nossas vidas. Foi-nos dito que a operação terminaria em oito horas, e nós ficamos lá, contando os minutos e segundos até que ele voltasse a acordar”, conta o pai.

Para a surpresa do casal, os médicos enviaram Jack para casa apenas dez dias depois do procedimento.

Porém, seis semanas depois, o menino parou de respirar enquanto a família fazia uma viagem. Jack sofreu uma parada cardíaca e só foi mantido vivo graças aos pais que chamaram a ambulância a tempo.

Depois de uma estadia no hospital, Jack foi equipado com um dispositivo para gravar os batimentos cardíacos e aumentar o alarme se o coração dele começar a funcionar mal.

Agora, sete anos depois, ele é um menino feliz e divertido, mas ele pode precisar de mais tratamento no futuro, conforme afirmaram os pais.

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 O que é a síndrome do bebê azul?

A transposição das grandes artérias (TGA) é uma condição em que os dois vasos sanguíneos principais que saem do coração – a artéria pulmonar, que leva sangue aos pulmões para pegar oxigênio, e a aorta, que tira sangue do coração para o corpo, – são trocadas.

Isso significa que o sangue flui para os pulmões e pega oxigênio, mas depois é bombeado de volta aos pulmões em vez de viajar ao redor do corpo. O fluxo que circula em volta do corpo é incapaz de atingir os pulmões para pegar oxigênio e continua circulando – e é por isso que as crianças nascidas com a condição podem ficar azul.

A incidência é relativamente comum, de acordo com o National Health Service Choices, que aponta que cerca de 5% dos recém-nascidos terão a condição, o que representa de 20 a 30 crianças em cada 100 mil nascidos vivos.

O primeiro procedimento arterial bem-sucedido foi realizado em uma criança de 42 dias pelo cirurgião cardíaco brasileiro Adib Jatene em 1975, que também deu o nome ao procedimento – “procedimento de Jatene”.

De acordo com as estatísticas, de 97 a 98 em cada 100 bebês sobrevivem à cirurgia. Cerca de um em cada 100 bebês tem complicações como danos cerebrais – às vezes permanentes -, danos nos rins ou anormalidades graves do ritmo cardíaco. Existe também o risco de complicações menores após a cirurgia, como uma infecção pulmonar ou líquido coletando ao redor do coração ou pulmões.

Procedimento

Antes da operação, é comum que os médicos realizem um procedimento que pode ajudar o recém-nascido a ter melhores condições para receber a cirurgia, que ocorre entre o 7º e o 30º dia de vida. A técnica se baseia na injeção de prostaglandina ou na introdução de um cateter no coração do bebê para aumentar a oxigenação até que ele tenha capacidade de passar por uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia para TGA faz a inversão da posição da artéria aorta e da artéria pulmonar, colocando cada um em seu devido lugar, fazendo com que o sangue que passa pelo pulmão recebe oxigênio e seja distribuído pelo corpo do bebê, deixando o cérebro e todos os órgãos vitais oxigenados e garantindo a sobrevivência da criança.

O bebê recebe anestesia geral, e a circulação sanguínea é mantida por uma máquina que faz a função do coração enquanto é feita a cirurgia.

Na maioria dos casos, a criança não fica com sequelas e o crescimento e desenvolvimento da criança não é afetada, permitindo uma vida saudável.

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