Muitas pessoas respondem menos aos exercícios

Por: Kevin Loria

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Todos nós respondemos ao exercício de forma diferente – se você pegar dez pessoas e colocá-las na mesma rotina de treino por três semanas, algumas melhorarão dramaticamente, mas outras talvez não pareçam ter mudado fisiologicamente. Em alguns casos, algumas pessoas podem até parecer menos aptas.

Anteriormente, isso levou os pesquisadores a pensar que algumas pessoas são “não respondentes”, o que significa que o exercício simplesmente não funciona para elas.

Mas cada vez mais pesquisas estão começando a indicar que toda a ideia de “não respondedores”  terem muito mais dificuldade de perder peso, ou desenvolver certa capacidade física é verdadeira, no entanto, é algo contornável. Ou seja, há como encontrar a modalidades mais ideais para cada um destes indivíduos, ou como aumentar a intensidade dos treinos para alcançar os resultados desejados… Não é tão fácil para estes “não respondentes” mas é bem possível fisiologicamente.

Um estudo recente descobriu que as pessoas que não ficam mais fortes ou mais aptas em um tipo de treinamento responderam a outros tipos de exercícios – algumas pessoas respondem melhor aos exercícios de resistência, outros a sprints – mas, todos responderam a algo, principalmente a exercícios de força.

Agora, um novo estudo acrescenta ainda mais à imagem, embora este venha com alguns conselhos difíceis.

Todos respondem ao treinamento, de acordo com pesquisas recentemente publicadas no Journal of Physiology. Algumas pessoas só precisam trabalhar muito mais para ver os resultados.

Este estudo particular levou 78 adultos saudáveis ​​e os dividiu em cinco grupos, cada um passando por um, dois, três, quatro ou cinco exercícios de 60 minutos a cada semana durante seis semanas. A maioria das pessoas que fizeram apenas um treino a cada semana não se tornou mais apta por causa do treinamento, mas também apareceram “não respondentes” nos grupos que trabalharam duas a três vezes por semana.

Então, os pesquisadores levaram todos esses “não respondedores” e os colocaram em outro programa de seis semanas que envolveu dois exercícios adicionais a cada semana. Então, as pessoas que inicialmente estavam fazendo um treino de 60 minutos a cada semana passaram para três exercícios de 60 minutos (ou três horas de total de exercícios) a cada semana, e as pessoas que estavam fazendo três horas de exercício a cada semana foram levadas a fazer cinco. A potência máxima de todos e a aptidão cardiovascular melhoraram.

Isso indicou, os pesquisadores escreveram, que o exercício é “dependente da dose”, o que significa que, se seu corpo não está respondendo ao treinamento, você provavelmente precisará fazer mais.

Por mais difícil que isso possa parecer, estas são conclusões encorajadoras, de acordo com o Dr. Michael Joyner, um médico e pesquisador da Mayo Clinic, que é um dos melhores especialistas mundiais em fitness e performance humana, que escreveu um comentário para acompanhar o estudo no Journal of Physiology. Isso ocorre porque mesmo os níveis modestos de fitness proporcionam “proteção impressionante” para a saúde e a mortalidade, ele conta.

Ainda assim, em seu comentário, Joyner ressalta que muitas pessoas já têm dificuldade em atingir a quantidade recomendada de exercício, que é pelo menos 150 minutos de atividade por semana. Mesmo que as pessoas saibam que mais 2 dias na semana malhando pode fazer uma grande diferença, isso pode não ser suficiente para encorajá-los a fazê-lo.

Mas o fato de que estamos aprendendo mais sobre isso é útil. Em alguns casos, isso pode encorajar as pessoas a desenvolverem mais atividades em seus trajetos (como andar de bicicleta ou caminhar para trabalhar em vez de dirigir). “Eu acho que precisamos construir toda a atividade física na rotina possível”, diz Joyner.

Em outros casos, as pessoas podem apenas querer colocar o tempo extra na academia. E, é claro, como outras pesquisas mostraram, o melhor truque de fitness para superar a falta de resposta, é treinar exercícios de força mais frequentemente.

Essa é uma das razões pelas quais a maioria dos treinadores dizem que não há uma rotina de exercícios para todos – em vez disso, encontre algo que funcione para você e que você goste de continuar fazendo. Quando você olha os muitos benefícios do exercício, desde a saúde cardiovascular melhorada até a redução do estresse e efeitos impulsionadores do humor, vale a pena.

“Eu acho que a maioria das pessoas precisa fazer uma coleção mista de várias atividades com exercícios de força e de alta intensidade, se possível e o ideal é simplesmente fazer algo quase todos os dias”, diz Joyner.

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Primal Brasil

Medicamento “milagroso” para artrose tem venda proibida pela Anvisa

iG São Paulo

Remédio Canela de Velho, da empresa Mario Augusto de Souza, não possui registro, notificação ou cadastro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Remédio vendido para artrose contém em sua formulação a planta Miconia albicans desidratada e triturada

Remédio vendido para artrose contém em sua formulação a planta Miconia albicans desidratada e triturada

Foto: Canela de Velho/ Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, distribuição e comercialização do medicamento Canela de Velho, da empresa Mario Augusto de Souza. O produto é vendido como “a cura milagrosa da artrose”, mas não possui registro, notificação ou cadastro na Agência. A resolução foi publicada no Diário Oficial na nesta sexta-feira (17).

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O remédio contém em sua formulação a planta Miconia albicans desidratada e triturada. Segundo a Anvisa, não é possível esclarecer qual é a parte da planta utilizada para a confecção do chá com indicações terapêutica contra a artrose, também chamada de osteoartrite.

Além do medicamento não ter registro na agência, a Mario Augusto de Souza também não tem autorização de funcionamento na Anvisa. O proprietário da empresa afirmou que ainda não foi notificado da resolução e alegou que vende a folha in natura.

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Segundo o site da Canela de Velho, “a planta medicinal Canela de Velho (Miconia albicans) tem sido um santo remédio para quem tem dor nos joelhos, dor nas articulações e dores na coluna”. A empresa diz ainda que “a Canela de Velho é um tratamento para artrose sem contraindicação”.

Artrose

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrose é a doença do grupo de ‘reumatismos’ mais frequente nos ambulatórios, representando cerca de 30% a 40% das consultas.

As mulheres são as que mais sofrem com o problema. Entretanto, se a osteoartrite no sexo feminino afeta mais as mãos e os joelhos, nos homens o problema maior está na articulação coxofemoral – do fêmur com a bacia.

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Em relação à faixa etária, o risco de desenvolver a doença aumenta com o passar dos anos: é pouco comum antes dos 40 e mais frequente após os 60. A doença causa desgaste da cartilagem articular e alterações ósseas.

A artrose pode ocorrer sem causa conhecida, mas entre as já registradas estão problemas como defeitos das articulações, joelhos com desvios de direção e até alterações do metabolismo.

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Transtorno de ansiedade faz jovem arrancar os próprios cabelos

iG São Paulo

Chamado tricotilomania, problema faz com que as pessoas arranquem os fios do corpo e exige tratamento com profissionais de dermatologia e psicologia

Após o transtorno de ansiedade%2C Claire só assumiu a careca aos 18 anos%2C quando começou a trabalhar como modelo

Após o transtorno de ansiedade%2C Claire só assumiu a careca aos 18 anos%2C quando começou a trabalhar como modelo

Foto: Facebook/ Cj Ory/ Reprodução

Claire Jenna Ory tinha nove anos quando precisou sair da Inglaterra para estudar em uma nova escola na Suíça. A mudança fez com que ela desenvolvesse um transtorno de ansiedade chamado tricotilomania, em que as pessoas acabam arrancando os próprios cabelos aos poucos.

O transtorno de ansiedade foi se agravando anos mais tarde. Os pais tentavam controlar a filha, mas quanto mais ela ia para a escola, mais fios arrancava – principalmente após passar a usar peruca e os colegas começarem a fazer piadas sobre Claire. Quando já não tinha mais os da cabeça, passou a puxar os do corpo e sobrancelha também. Quando ela tinha 13, sua mãe morreu e o problema se agravou ainda mais.

Segundo reportagem do site The Sun, o problema acabou gerando danos permanentes no couro cabeludo da jovem. Arrancar os fios gera uma sensação de alívio ao paciente, mesmo que ele não esteja fazendo isso conscientemente. A pessoa pode, por exemplo, estar distraída assistindo televisão e puxando o cabelo.

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De acordo com especialistas, casos de estresse e depressão também podem ocasionar distúrbios de automutilação como a tricotilomania. A primeira coisa a se fazer é procurar um dermatologista para tratar a queda de cabelo. Em seguida, um tratamento com psicólogo deve ser iniciado para que a causa do problema seja tratada. Outros problemas de pele que podem ser provocados por questões emocionais são a acne, caspa, psoríase, lesões em joelhos e cotovelos.

Claire Jenna também trabalha como artista de circo e usa uma prótese especial para se sentir confortável em todos os movimentos

Claire Jenna também trabalha como artista de circo e usa uma prótese especial para se sentir confortável em todos os movimentos

Foto: Facebook/ Cj Ory/ Reprodução

A tricotilomania, se não tratada corretamente, também pode evoluir para uma tricofagia. Transtorno de ansiedade em que, além de arrancar os fios do cabelo, a pessoa passa a engolir os fios. O maior problema é que este hábito pode gerar um bolo de cabelo no estômago.

Transformação

Após anos escondendo o problema atrás de perucas, aos 18, quando se tornou modelo, Claire acabou descobrindo que poderia exibir sua careca sem problema algum. “Foi incrível, porque finalmente me senti bem. Me senti linda com a cabeça raspada.”

Hoje, aos 22, Claire também trabalha como artista de circo. Ela ainda usa perucas quando quer exibir um visual diferente, mas sofria com o medo de que o cabelo caísse durante uma de suas apresentações. Felizmente, uma nova técnica usa os fios que ela ainda tem na cabeça para fixar a prótese capilar.

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“Eu tenho um dano permanente, então meu cabelo não cresce mais. As extensões são presas por uma rede, que também está presa aos fios que ainda tenho”, explicou a jovem em sua página no Facebook. “É um pouco doloroso, já que eles puxam fio a fio, e também é um processo demorado, mas segura muito bem, e toda a equipe fez um excelente trabalho.”

Após 13 anos com o transtorno de ansiedade, Clair finalmente pode exibir seus novos cabelos sem medo de perdê-los sem querer. “Agora, posso lavar meu cabelo normalmente e estou fazendo muitas coisas pela primeira desde que era criança.”

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Governo de Minas Gerais decreta estado de emergência por causa da febre amarela

iG São Paulo

Estado já tem 110 casos suspeitos da doença, cuja transmissão ocorre por picada de mosquito; secretaria recomenda que a população tome as vacinas

Orientação do governo de Minas Gerais é para que a população fique atenta ao calendário de vacinação contra a doença

Orientação do governo de Minas Gerais é para que a população fique atenta ao calendário de vacinação contra a doença

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil – 27.1.2008

O governo de Minas Gerais decretou estado de emergência em saúde pública nas áreas de abrangência das unidades regionais de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni. O motivo é o registro de casos de febre amarela nesses locais. O decreto foi publicado nesta sexta-feira (13) pelo governador Fernando Pimentel (PT). Ao todo, são 152 municípios afetados.

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O decreto assinado pelo governo de Minas Gerais autoriza a adoção de medidas administrativas com o objetivo de conter a doença, além de agilizar processos para aquisição pública de insumos e materiais necessários para a execução das ações de profilaxia. Permite também contratar serviços considerados necessários – em alguns casos, sem licitação. Fica liberada ainda a contratação de funcionários temporários.

O texto publicado no Diário Oficial considera que “a febre amarela é uma doença de potencial epidêmico e elevada letalidade”. Em boletim epidemiológico divulgado na última quinta-feira (12), a secretaria de Saúde informou que o número de casos suspeitos em 2017 no Estado chega a 110.

Desse total, 20 são tratados como casos prováveis, cujos pacientes apresentaram exame laboratorial preliminar positivo. Entretanto, a confirmação final depende da investigação de outros fatores. Os outros 90 episódios ainda estão sendo analisados. O governo mineiro também informou que, dos 30 óbitos suspeitos, dez já são considerados prováveis.

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O decreto também cria uma sala para monitoramento das ações administrativas. Além da secretaria de Saúde, participarão desses trabalhos outros órgãos, como a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.

Imunização

A secretaria de Saúde orienta a população para que mantenha em dia a vacinação contra febre amarela, disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). A aplicação ocorre em dose única, mas deve ser reforçada após dez anos.

No caso de recém-nascidos, é administrada uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Nas regiões afetadas, entretanto, como se trata de uma situação atípica e que inspira cuidados, bebês com 6 meses estão recebendo duas doses com intervalo de 30 dias.

A doença é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, da América Central e da África. No meio rural e silvestre, é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e febre chikungunya.

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De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, todos os casos suspeitos em Minas Gerais são considerados de transmissão silvestre.

* Com informações da Agência Brasil

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TRIBO FORTE #044 – QUAL A MELHOR (E A PIOR) DIETA?

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

Neste episódio contamos com a participação da Paty Ayres, ela que é parte da Tribo Forte e posta receitas deliciosas dentro do portal para os membros.

Falaremos sobre os seguintes temas:

  • Vamos discutir o ranking das melhores e piores dietas do ano, para que você fique atento as armadilhas.
  • Jejum: Quanto fazer? Quanto é suficiente? O que é considerado jejum de fato?
  • Estilo de vida alimentar dinâmico.

Espero que aproveite este episódio 🙂

Lembrando: Você é MEMBRO VIP da Tribo Forte ou ainda está de fora? Tenha acesso a receitas simples e deliciosas diariamente, artigos internacionais traduzidos diariamente, fórum de discussão, documentários legendados e MUITO mais! Não fique de fora e se junte a este movimento agora mesmo, clicando AQUI!

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Para baixar este episódio, clique aqui com o botão direito e escolha “Salva Como…”

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Referências do Episódio

 

Ranking das dietas publicado pela US News & World Report

Artigo da revista People sobre o ranking

Exemplo de cardápio DASH da Mayo Clinic

Transcrição do Episódio

Muito em breve aqui…

Emagrecer de Vez

Menor número de médicos nas UPAs gera revolta de entidades médicas

iG São Paulo

Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Sociedade Brasileira de Pediatria afirmam que a medida vai sobrecarregar a equipe

“Estou absolutamente seguro de que estamos fazendo o melhor para a saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 29.12.2016

A decisão do Ministério da Saúde de flexibilizar as regras de funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não agradou entidades médicas. O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiram notas afirmando que a medida vai sobrecarregar a equipe médica e prejudicar o atendimento aos pacientes.

A partir de agora, o número mínimo de médicos para uma UPA funcionar cairá de quatro para dois – um de dia e outro de noite. A equipe de profissionais também vai variar de acordo com o número de plantonistas. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a mudança vai estimular prefeitos a entregarem mais unidades.

“Contudo, Senhores Gestores do SUS, não se pode priorizar um cronograma de inaugurações em detrimento da qualidade do atendimento que será oferecido. A redução no número mínimo de médicos constitui um cenário de alto risco para os pacientes e para os profissionais”, diz nota da SBP. “Em lugar de alívio, prevemos estresse e aflição de homens e mulheres que ficarão por incontáveis horas à espera de uma consulta pelo simples fato de que a quantidade de médicos estará subdimensionada.”

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Outra preocupação é sobrecarregar os profissionais que aceitarem trabalhar nestas condições. A SBP alerta para o risco da síndrome de burnout, distúrbio ocasionado por esgotamento físico e mental. “Tudo isso faz com que o atendimento seja desumano e de risco para médicos e pacientes.”

O ministro Ricardo Barros afirmou que a mudança não vai sobrecarregar os médicos porque a capacidade de atendimento da unidade também vai variar de acordo com o número de profissionais. “É melhor dois médicos do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal. Os municípios já estão no limite de contratação”, afirmou durante o anúncio da medida.

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O Conselho Federal de Medicina lembra que a Resolução CFM nº 2.079/14, sobre a normatização do funcionamento das UPAs, ressalva aos gestores o dever de garantir qualidade e segurança assistencial ao paciente e ao médico. Tanto o CFM quanto a AMB afirmaram que tomarão as providências cabíveis contra a medida.

Para a SBP, a solução encontrada pelo Ministério da Saúde para aumentar o número de UPAs “não atende às necessidades do Brasil”. A entidade afirmou que “apoiará todas as providências que venham a ser tomadas para assegurar o mínimo ao atendimento digno da população”.

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