‘Me sentia um zumbi’, conta homem atacado por “bactéria devoradora de carne”

iG São Paulo

A fasciíte necrosante causou danos irreversíveis; Antoine Boylston teve de passar pela amputação do dedo e outras duas cirurgias, e ainda se recupera

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Foto: Reprodução/Mirror

Um homem quase morreu depois de romper nódulos que causaram um corte em sua mão. O ferimento exposto fez com que Antonie Boylston, de 31 anos, contraísse fasciíte necrosante, uma infecção causada pelas popularmente chamadas “bactérias devoradoras de carne”.

Leia também: ‘Dia D’ contra a febre amarela acontece hoje em 54 municípios de SP

Imagens espantosas mostram o braço infectado e sangrento do rapaz depois de a fasciíte necrosante corroer sua pele. Antonie relata que se sentiu como “um zumbi”, mas que só procurou ajuda médica depois que sua mão ficou com uma coloração escura e passou a inchar.

Doença e processo de recuperação

O pesadelo do técnico de serviço começou em abril de 2016, quando decidiu estalar as articulações no trabalho. Em poucas horas, sentiu-se indisposto e muito enjoado, entretanto, não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações ou mesmo com o pequeno corte no dedo anelar da mão direita.

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Foto: Reprodução/Mirror

Depois do expediente, Boylston continuou a sentir desconforto e decidiu ir ao Hospital da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, por acreditar ter quebrado o dedo. Percebendo a gravidade do caso, os médicos descartaram a possibilidade de ruptura simples e o levaram para realizar uma biópsia de pele.

Leia também: ‘Nasci de novo’, diz mulher que teve tumor gigante retirado do ovário

Horas depois, os resultados revelaram que a infecção bacteriana, também conhecida como Úlcera de Meleney, em que o tecido abaixo da pele, os músculos e os órgãos circundantes são afetados, estava se espalhando pelo braço do rapaz.

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Foto: Reprodução/Mirror

De acordo com a equipe médica, Antonie contraiu a doença devido à ruptura das articulações, que conseguiu rachar uma casca protetora, deixando-a aberta, permitindo, assim, que as bactérias permeassem a ferida.

Uma cirurgia de três horas foi feita para retirar a parte infectada e liberar o fluxo de sangue, que estava restrito. Antonie teve seu dedo amputado e precisou fazer enxerto de pele. Atualmente, ele possui dois dedos totalmente funcionais e um polegar na mão direita.

“Era como mergulhar a mão em um balde de gelo. Era tão frio que sentia tudo queimar. Com o passar do tempo, comecei a soltar um odor muito forte, que só melhorou depois que meu fluxo sanguíneo voltou ao normal”, diz.

Leia também: Brasil terá 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019, estima Inca

Com fisioterapia intensiva, e uma pausa de sete meses para tratar a pele afetada pela fasciíte necrosante, Antoine passou por uma cirurgia final, para a remoção do tecido e para melhorar a mobilidade da mão. Segundo o Mirror, ele ainda se recupera, mas já conseguiu retomar grande parte de suas atividades cotidianas.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Belo Horizonte confirma terceira morte por febre amarela; estado soma 25 óbitos

iG São Paulo

O governo de Minas Gerais decretou, no sábado da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios, entre eles a capital BH

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Foto: Divulgação/Fiocruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou na noite da sexta-feira (26) a morte da terceira vítima da febre amarela na cidade, que teria falecido na última segunda-feira (22) em um hospital público. O homem de 42 anos foi contaminado em um sítio, fora da área urbana da capital mineira, próximo de um município da região metropolitana.

Leia também: Rio de Janeiro espera vacinar 600 mil pessoas no Dia D contra a febre amarela

As três mortes por febre amarela em Belo Horizonte aconteceram no período entre julho do ano passado e janeiro deste ano. Além dos falecimentos na capital, foram confirmados 47 casos da doença e ao menos 25 mortes em todo o estado. O governo de Minas Gerais decretou, no sábado (20) da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios do estado por causa do alto número de ocorrências registradas.

Com o decreto, que terá duração de seis meses, as regiões de Itabira (central), de Ponte Nova (Zona da Mata) e da capital terão a aplicação de vacinas em todos os postos de saúde, além de medidas administrativas, tais como a aquisição de insumos e contratação de serviços de atendimento.

Leia também: 94 mil paulistanos tomaram a vacina no primeiro dia da campanha de febre amarela

Desde o último sábado, pelo menos 134 mil pessoas foram vacinadas em Belo Horizonte, deixando a cidade com 88% da população imunizada. As doses de vacina estão disponíveis em 152 centros de saúde da capital mineira, que podem ser procurados de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

A febre no País

O Ministério da Saúde divulgou nesta semana que já foram registrados 35 casos da doença no País desde o segundo semestre de 2017 até o início deste ano. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão ligado às Nações Unidas, a recomendar vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes com planos de viajar a 13 estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, além de todos os das regiões Norte e Centro-Oeste (bem como o Distrito Federal).

Leia também: Hemorio vai distribuir vacinas contra febre amarela a doadores de sangue

 *Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Você deveria comer pouca proteína?

Por: Mark Sisson

Ao longo dos últimos anos, observei uma mudança sutil na forma como a mídia discute as proteínas dietéticas, com muitos especialistas promovendo menores ingestões. O impulso para as ingestões mais baixas não só veio do grande estudo falho sobre câncer de cólon e carne vermelha. Muitas vozes das comunidades de saúde alternativas estão promovendo uma redução nas proteínas. Até mesmo a comunidade de saúde ancestral tem seus proponentes de um consumo menor de proteínas.

Eu estou sozinho? Não tenho certeza.

Nas publicações passadas, discuti como meus próprios gostos mudaram, passando a comer quantidades mais moderadas de proteínas, embora substanciais. Hoje, estou abordando os argumentos padrões lançados contra a ingestão de proteínas elevadas. Felizmente, podemos chegar ao x da questão.

Dietas de alto teor de proteínas prejudicam os rins.

 

Embora seja verdade que as pessoas com danos ou doença renal devem limitar a ingestão de proteínas, este não é o caso em pessoas saudáveis. Mesmo os diabéticos tipo 2 com boa função renal podem com segurança comer uma dieta rica em proteínas a longo prazo. A ingestão de proteína mais alta pode proteger contra a doença renal quando facilita a prevenção da obesidade e sobrepeso.

Dietas de alto teor de proteína excedem sua capacidade de desintoxicação de amônia.

 

O metabolismo das proteínas gera amônia, uma toxina. O fígado geralmente converte amônia em ureia, que é expulsa com segurança através da urina.

O ser humano médio pode ingerir cerca de 230 gramas de proteínas antes desta conversão amônia-ureia ser prejudicada (230g é uma quantidade muito alta). Acima de 230g, a amônia permanece. Se a sua saúde do fígado estiver comprometida ou a sua ingestão de proteína exceder a capacidade de desintoxicação de amônia, a toxicidade de amônia pode resultar.

A toxicidade aguda da amônia é neurotóxica, na verdade, fazendo com que os astrocitos dos neurônios sejam afetados. O chamado “rabbit starvation”, ou fome do coelho, que afligiu os exploradores do Ártico que viveram exclusivamente de proteínas magras (coelhos) causando náuseas, diarreia e, eventualmente, a morte, pode derivar da toxicidade da amônia.

Uma toxicidade de amônia de menor grau, mais sutil, provavelmente existe em pessoas com ingestão crônica de proteína elevada. Os perigos são principalmente teóricos, mas baseados em fisiologia – A amônia é uma toxina, e há um limite de quanto disso podemos converter em ureia.

Dietas de alto teor de proteínas criam toxinas no intestino.

 

Uma ingestão suficiente de proteínas pode exceder a capacidade do intestino de absorvê-la. A proteína passa então para o cólon, onde as bactérias do cólon fermentam e produzem subprodutos metabólicos como amônia, indoles e fenóis. Como muitos desses compostos podem ter efeitos tóxicos, algumas pessoas sugeriram que o excesso de fermentação de proteínas produz um ambiente intestinal tóxico.

Para esclarecer isso, em um estudo, os pesquisadores deram aos indivíduos uma dieta rica em proteínas, uma dieta com pouca proteína ou uma dieta proteica normal. Analisaram o teor líquido fecal de cada grupo para evidenciar a fermentação de proteínas e realizaram uma série de testes para determinar a toxicidade de cada lote de água fecal. Surpreendentemente, enquanto a água fecal da dieta alta proteína apresentou marcadores elevados de fermentação, ela não era tóxica, e muito pelo contrário, os metabolitos elevados de fermentação de proteínas realmente se correlacionavam com uma baixa toxicidade.

Dietas ricas em proteínas promovem o câncer.

 

Muitas pessoas adoram citar a pesquisa de T. Colin Campbell do estudo da China, que pareceu mostrar que altas ingestões de proteína causaram maiores mortes por câncer. Embora a ingestão adequada de proteínas (da caseína) tenha promovido o crescimento de tumores existentes naqueles roedores do estudo, a ingestão de proteínas também protegeu contra os mutagênicos que causam a aparência inicial de tumores. Ou seja, as proteínas foram protetoras contra o câncer, mas quando ele já existia, as proteínas altas aceleraram a progressão do câncer.

Os roedores na dieta de baixa proteína eram mais suscetíveis ao câncer após a exposição à aflatoxinas. Mas quando os roedores já tinham câncer, pouca proteína protegeu contra o crescimento dele.

Com mais precisão: um teor de proteínas adequado protege contra o início do câncer (e provavelmente outras mal adaptações do organismo), mas os pacientes com câncer devem limitá-las. Isso faz sentido. O contexto é tudo.

As proteínas extras são convertidas em glicose. Através do processo de gluconeogênese, podemos converter proteínas em glicose. Isso levou algumas pessoas a acreditar que comer “proteína extra” é como comer um pedaço de bolo de chocolate. Então, uma dieta de alta proteína aumenta os níveis de glicose? Comer proteína extra é como comer açúcar extra?

Em um estudo, os diabéticos tipo 2 comeram 200g de bife (50 gramas de proteína) e nada mais para o café da manhã. Em comparação com o grupo de controle que tomou apenas água, 50 gramas de proteína quase não afetaram os níveis de glicose, somando apenas 2 gramas para a circulação. Em outro estudo mais antigo, comer até 160 gramas de proteína em uma única refeição não teve efeito sobre a glicemia.

O excesso de proteína pode aumentar a insulina que não é bom, mas não a glicemia. As dietas ricas em proteínas demonstraram melhorar o controle da glicose na população mais exposta a alto consumo de carboidratos: diabéticos tipo 2.

Alto teor de proteína é desnecessário.

 

A proteína é o macronutriente mais caro. Na natureza, é preciso mais energia para adquiri-la. No mundo civilizado, custa mais dinheiro para comprar. Se não precisarmos de grandes quantidades de proteínas, faz sentido reduzir a ingestão.

Muitas pessoas que levantam peso e comem proteínas o tempo todo provavelmente estão comendo mais proteína do que precisam. Quanto mais avançado você estiver como um levantador de peso, menos proteína você precisa. Os iniciantes ganham peso mais fácil; levantadores experientes não.

Os levantadores avançados estão mais próximos do seu teto muscular genético. Há menos espaço para crescer, então eles crescem mais devagar, e a síntese de proteínas muscular realmente diminui. Além disso, seus músculos tornaram-se mais resistentes à degradação induzida pelo exercício. É preciso de mais para danificá-los, e leva menos tempo para se recuperar. Em geral, os levantadores experientes são mais eficientes com suas proteínas e podem manter o equilíbrio de nitrogênio com 1,05 g de proteína para cada kg de peso.

Se eles querem ganhar músculo, 1,8 gramas por kg (o que é muito menos do que a maioria das pessoas pensam ser ideal) parece ser o limite absoluto para os levantadores naturais. Depois disso, os benefícios se nivelam, e você passa a desperdiçar proteínas.

Dietas de alta proteína aumentam a insulina IGF-1.

 

O IGF-1 é um composto importante que nos ajuda a construir e manter a massa óssea e muscular. Nós precisamos dele para prosperar, mas níveis excessivamente altos de IGF-1 podem aumentar o crescimento de tecidos indesejados como tumores e acelerar o processo de envelhecimento.

Dito isto, não há nenhuma indicação de que o IGF-1 aumenta a formação de tumores. Tal como acontece com os ratos do estudo de Campbell, é provável que o IGF-1 torne o organismo mais robusto e resistente, mas uma vez que o câncer está presente, ele acelera seu crescimento. E a ligação proposta entre IGF-1 elevado e mortalidade em humanos não foi confirmada. Parece que os níveis altos e baixos são ruins.

Dietas de alta proteína reduzem a longevidade.

 

Um estudo a partir de 2014 obteve achados um tanto paradoxais: maior ingestão de proteínas teve um efeito negativo sobre a mortalidade em pessoas de 50 anos, um efeito neutro com pessoas de 65 anos de idade e um efeito benéfico para aqueles com mais de 80 anos. Suponhamos por um segundo que as ligações sejam causais – que as ingestões de proteína mais altas são as causas dos riscos de mortalidade nas determinadas faixas de idade.

Quando as pessoas mais velhas comem mais proteínas, elas ficam mais fortes, constroem mais músculos, melhoram sua capacidade de cuidar de si mesmos e até pensam melhor. A perda de músculo, força, independência e função cognitiva geralmente precedem a morte em idosos. Se a ingestão de proteína mais alta pode melhorar esses parâmetros, ela também deve melhorar a sobrevivência na população.

Outro detalhe é que as proteínas dietéticas – especialmente de origem animal – são a melhor fonte de cisteína, sendo assim uma estrutura crucial que usamos para produzir a glutationa, um antioxidante endógeno poderoso. Um grupo de pesquisadores recentemente propôs que uma redução na síntese de glutationa está ligada ao aumento da mortalidade ligada à ingestão baixa de proteína nos idosos. A glutationa protege nosso fígado, ajuda a metabolizar toxinas e regula o estresse oxidativo; A deficiência de glutationa em populações mais velhas foi associada a neuro degeneração, ataques cardíacos e “envelhecimento acelerado”.

Qual é o veredicto?

 

Eu não recomendaria uma dieta com pouca proteína, a menos que você tenha uma razão expressa para isso. Você provavelmente vai ficar letárgico, perder massa muscular, ganhar massa gorda e ficar menos resistente em relação a estressores e doenças. As dietas de baixo teor de proteínas:

• Reduzem o metabolismo, aumentam a resistência à insulina e causam ganho de gordura corporal.

• Enfraquecem o sistema imunitário e deixam o corpo mais propenso a pegar infecções mais severas.

• Reduzem a função muscular, a massa celular (sim, a massa real da própria célula) e a resposta imune em mulheres idosas.

• Prejudicam o equilíbrio de nitrogênio em atletas.

• Aumentam o risco de osteoporose.

• Aumentam o risco de sarcopenia (perda muscular).

Enquanto isso, dietas de alto teor de proteínas conferem alguns riscos potenciais, que eu descrevi acima.

Há benefícios claros para maiores ingestões de proteínas (retenção de massa magra, crescimento muscular, perda de gordura, saciedade aumentada) e preocupações legítimas (redução da longevidade, excesso de IGF-1, crescimento excessivo de tecidos indesejados). Como interpretar todas as evidências? Como equilibrar os efeitos?

A curto prazo está ótimo: Breves induções de dietas com teor de proteínas muito alto, e levantamento de peso provavelmente podem ajudá-lo a perder o excesso de gordura corporal e manter a massa magra. Estudos recentes encontram evidências de composição corporal melhorada e nenhuma evidência de efeitos deletérios com até 4,4 g de proteínas por kg de peso durante várias semanas. Mas eu não continuaria comendo muita proteína para o resto da vida.

Tenha altos e baixos: coma alto teor de proteína um dia que treinar mais, diminua a proteína nos dias de descanso. Se você está tentando ganhar músculo, você provavelmente precisa de mais proteína nos dias de treino. Se você está apenas mantendo, você pode ingerir muito menos.

Quando alguém come constantemente e nunca fica mais de 5-6 horas sem comer entre as refeições, essa pessoa nunca dá tempo ao seu corpo para recuperar e limpar as células danificadas. O jejum intermitente impõe períodos de proteína zero e alimentos zero, dando ao seu corpo uma dose de autofagia e uma pausa da ativação do sistema mTOR/ IGF-1 e, provavelmente, torna mais segura a ingestão de proteínas mais alta nos dias de alimentação.

Em geral, eu diria que em torno 100 gramas por dia para quem faz exercícios, com alguns dias do mês consumindo perto de zero (jejum) fará com que não sofra sintomas negativos e que conquiste um melhor estado de saúde.

Os atletas que procuram induzir o crescimento muscular temporário podem subir para 1,8 g de proteínas por kg de peso, ou seja, perto de 140g/dia. Os atletas em manutenção devem comer o suficiente para preservar a massa magra, ou seja, pelo menos 1g por kg de peso.

Não esqueça minhas recomendações anteriores de ingestão de proteínas para diferentes populações.

Muito obrigado!

imagem coaching de emagrecimento

O post Você deveria comer pouca proteína? apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

‘Meu mundo caiu’ diz mãe de criança que nasceu com “síndrome do bebê azul”

iG São Paulo

Entenda o que é a doença que afeta o coração, conhecida também como transposição das grandes artérias e saiba mais sobre a história de quem já passou pelo tratamento e hoje tem uma vida feliz, saudável e sem sequelas

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Nosso mundo caiu”, relembrou a britânica Maddie Griffin, de 48 anos, ao contar sobre seu parto. Assim que Cordelia nasceu, sua mãe a pegou nos braços e percebeu algo estranho: sua coloração era azulada. Em poucos segundos, a criança foi tomada dos braços de Maddie, e os médicos disseram que ela havia vindo ao mundo com problemas cardíacos e precisariam levá-la a uma unidade de cuidados especiais com urgência. A entrevista foi concedida ao jornal Daily Mail.

Leia também: ‘Pequeno herói’: reação de bebê após cirurgia cardíaca arriscada encanta a web

A notícia pegou Maddie e seu marido de surpresa. “Nunca nos sentimos tão indefesos” contou ela, logo depois de perceber que havia algo errado com sua filha. Durante os exames do pré-natal não havia sido detectada nenhum sinal da síndrome no bebê, o que deixou a família ainda mais chocada.

Menos de 24 horas depois de Cordelia ter vindo ao mundo, seus pais foram informados de que ela tinha nascido com uma condição chamada transposição das grandes artérias (TGA), conhecida também como “síndrome do bebe azul”.

A doença acontece quando o bebê nasce com as artérias do coração invertidas, e é preciso uma cirurgia para corrigir o defeito. No entanto, é preciso garantir que o recém-nascido terá condições de ser operado, o que pode acontecer apenas quando a criança fizer um mês de vida.

Apenas três dias depois, os médicos se reuniram com a família, e finalmente deixaram que Maddie pudesse segurar sua filha novamente. “Estávamos muito assustados”, conta ela. “Nunca tinha ouvido falar da TGA”.

A britânica conta que Cordelia passou pelo primeiro procedimento de troca arterial com 10 dias de vida. Felizmente, ela se recuperou muito bem, com exceção de um problema em um acorde vocal, que ficou parcialmente paralisado.

“Nós pensávamos ‘seu coração é apenas do tamanho de uma noz e a operação é tão delicada, é fácil os cirurgiões pressionarem os nervos e causarem algum dano’”, desabafou.

“Por sorte, ela consegue falar, mas sente dificuldades quando usa sua voz de maneira exagerada”, afirmou a mãe. Cordelia, agora com 11 anos, é monitorada a cada 18 meses, mas os médicos dizem que seu prognóstico é muito bom. “Ela está cheia de energia”, disse Maddie. “Nós nunca a impedimos de fazer nada. Até o momento ela teve uma vida completamente normal, sempre participando de atividades depois da escola, como aulas de dança e teatro”, contou a mãe.

Monitoramento

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Os pais de Jack, agora com sete anos, também ficaram chocados quando descobriram que havia algo de errado com o bebê. Quando Samanta Read, do Reino Unido, já estava pronta para ser liberada pelos médicos, após dar à luz ao seu segundo filho, as enfermeiras perceberam que a coloração do recém-nascido estava “um pouco anormal”.

Foi então que descobriram que os níveis de oxigênio de Jack eram muito baixos e ele precisou ser internado às pressas.  

Samantha e Nick, seu marido, também nunca haviam ouvido falar em TGA. “Eu estava desesperado, com medo porque Jack parecia tão vulnerável. Lembro-me de pensar como uma operação tão grande em um bebê tão pequeno, de apenas seis dias de vida, poderia ser bem sucedida?”, relembra a mãe.

“O dia da cirurgia foi o dia mais longo de nossas vidas. Foi-nos dito que a operação terminaria em oito horas, e nós ficamos lá, contando os minutos e segundos até que ele voltasse a acordar”, conta o pai.

Para a surpresa do casal, os médicos enviaram Jack para casa apenas dez dias depois do procedimento.

Porém, seis semanas depois, o menino parou de respirar enquanto a família fazia uma viagem. Jack sofreu uma parada cardíaca e só foi mantido vivo graças aos pais que chamaram a ambulância a tempo.

Depois de uma estadia no hospital, Jack foi equipado com um dispositivo para gravar os batimentos cardíacos e aumentar o alarme se o coração dele começar a funcionar mal.

Agora, sete anos depois, ele é um menino feliz e divertido, mas ele pode precisar de mais tratamento no futuro, conforme afirmaram os pais.

Leia também: Bebê tem bexiga retirada por engano em hospital no DF

 O que é a síndrome do bebê azul?

A transposição das grandes artérias (TGA) é uma condição em que os dois vasos sanguíneos principais que saem do coração – a artéria pulmonar, que leva sangue aos pulmões para pegar oxigênio, e a aorta, que tira sangue do coração para o corpo, – são trocadas.

Isso significa que o sangue flui para os pulmões e pega oxigênio, mas depois é bombeado de volta aos pulmões em vez de viajar ao redor do corpo. O fluxo que circula em volta do corpo é incapaz de atingir os pulmões para pegar oxigênio e continua circulando – e é por isso que as crianças nascidas com a condição podem ficar azul.

A incidência é relativamente comum, de acordo com o National Health Service Choices, que aponta que cerca de 5% dos recém-nascidos terão a condição, o que representa de 20 a 30 crianças em cada 100 mil nascidos vivos.

O primeiro procedimento arterial bem-sucedido foi realizado em uma criança de 42 dias pelo cirurgião cardíaco brasileiro Adib Jatene em 1975, que também deu o nome ao procedimento – “procedimento de Jatene”.

De acordo com as estatísticas, de 97 a 98 em cada 100 bebês sobrevivem à cirurgia. Cerca de um em cada 100 bebês tem complicações como danos cerebrais – às vezes permanentes -, danos nos rins ou anormalidades graves do ritmo cardíaco. Existe também o risco de complicações menores após a cirurgia, como uma infecção pulmonar ou líquido coletando ao redor do coração ou pulmões.

Procedimento

Antes da operação, é comum que os médicos realizem um procedimento que pode ajudar o recém-nascido a ter melhores condições para receber a cirurgia, que ocorre entre o 7º e o 30º dia de vida. A técnica se baseia na injeção de prostaglandina ou na introdução de um cateter no coração do bebê para aumentar a oxigenação até que ele tenha capacidade de passar por uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia para TGA faz a inversão da posição da artéria aorta e da artéria pulmonar, colocando cada um em seu devido lugar, fazendo com que o sangue que passa pelo pulmão recebe oxigênio e seja distribuído pelo corpo do bebê, deixando o cérebro e todos os órgãos vitais oxigenados e garantindo a sobrevivência da criança.

O bebê recebe anestesia geral, e a circulação sanguínea é mantida por uma máquina que faz a função do coração enquanto é feita a cirurgia.

Na maioria dos casos, a criança não fica com sequelas e o crescimento e desenvolvimento da criança não é afetada, permitindo uma vida saudável.

Leia também: Em fenômeno raro, bebê nasce “grávido” do próprio irmão

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Dieta cetogênica e longevidade

Por: Sarah Berry

imagem dieta cetogÊnica2

Enquanto a dieta cetogênica foi criticada no passado (e continua sendo por muita gente que não a entende) como uma dieta da moda, foi criticada por seus efeitos colaterais, incluindo constipação e mau hálito, no entanto, novas pesquisas sugerem que pode ela pode melhorar a memória e a vida útil.
A dieta originou-se na década de 1920 como um tratamento para a epilepsia, mas tornou-se moda na indústria de fitness  e entre aqueles que tentam destruir ela por preconceitos. Celebridades no exterior como Kim Kardashian e Gwyneth Paltrow também tentaram entrar na onda da dieta.

Em dois novos estudos, ratos foram alimentados com uma dieta cetogênica, uma dieta de controle ou uma dieta com baixo teor de gordura e carboidratos e fizeram testes de saúde física, fitness e memória.

Em ambos os estudos, os camundongos cetogênicos viveram mais tempo e mostraram melhorias na memória.

Para os benefícios no entanto, houve outro detalhe importante. Os ratos que comeram mais calorias com a dieta cetogênica eventualmente ganharam peso. Para evitar isso, os ratos foram submetidos a uma troca entre dietas regulares mais baixas em calorias e a dieta cetogênica mais alta em gordura

Detalhe:

“Este estudo demonstra que as dietas low-carb controladas em calorias e com alto teor de gordura não são prejudiciais para a saúde, mas muito pelo contrário, aumenta a vida expectativa de vida deles e retarda o declínio relacionado à idade das funções fisiológicas destes camundongos”, concluíram os autores do estudo.

“É muito provável que esta abordagem possa melhorar os resultados de saúde, diminuir as doenças do envelhecimento e prolongar a vida humana”, disse Brian J. Morris, professor emérito da Faculdade de Ciências Médicas e Instituto Bosch da Universidade de Sydney

Mas os especialistas também apontam que os ratos na dieta de controle foram alimentados com carboidratos com alto índice de glicêmico que incluíam uma quantidade significativa de sacarose. “Então, neste estudo, será que a dieta baixa em carboidratos/ cetogênicos é muito efetiva ou será que a” dieta controle” (aquela comparada com a cetogênica) foi relativamente adversa?” indagou o professor Manny Noakes, diretor do programa de pesquisa de Nutrição e Saúde do centro CSIRO de saúde e bio segurança”

“Há um grande  e crescente número de pesquisas que explicam os padrões alimentares mais baixos em carboidratos, que já estão da literatura científica agora”.


Siga-nos no instagram – @primalbrasil


Especialistas também apontam que estudos humanos de cetose têm sido de curto prazo porque a adesão a uma dieta ceto durante um período prolongado é mais difícil.

Libby Babet, treinadora fama do programa “O grande perdedor” The Biggest Loser tentou a dieta keto. “Eu fiz isso para ganhos de saúde a curto prazo e o resultado foi mais foco mental, mais calma e menos ansiedade … mas menos no lado do desempenho atlético em treinos de força disse ela.”

“Você, literalmente, não consegue comer carboidratos além daqueles provindos de vegetais verdes escuros como espinafre/ alface,  e legumes. E se você quiser ficar em cetose você deve comer alimentos como abacate, azeite, peixes, ovos e queijos!”, diz ela.

Você também sai da cetose se comer muita proteína “, diz Babet. “Eu amo e defendo gorduras saudáveis e a redução dos carboidratos, mas não acho que dieta cetogênica restrita seja sustentável a longo prazo para muitas pessoas”.

Para manter a cetose, um adulto humano só pode consumir 20-30 gramas de carboidratos por dia (uma banana grande contém 25 gramas de carboidratos e 100g de batata tem 19g).

“Os achados são muito bons e promissores e também há pesquisas interessantes sobre cetose como tratamento para câncer e epilepsia – mas não é ideal para qualquer pessoa” – disse a professora Helen Truby, do Departamento de Nutrição, Dietética e Alimentação da Universidade de Monash.

Já conhece o coaching de emagrecimento? Descubra como perder peso e realmente perca peso. Clique aqui!

CTAcoaching4

O post Dieta cetogênica e longevidade apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

Homem morre com suspeita de febre amarela e Distrito Federal entra em alerta

iG São Paulo

Exame confirmou a febre amarela como causa de morte de psicólogo; Secretária de Saúde ainda investiga o caso e aumenta vacinação

Área verde%2C em Brasília%2C frequentada por homem com suspeita de febre amarela

Área verde%2C em Brasília%2C frequentada por homem com suspeita de febre amarela

Foto: Reprodução/TV Globo

O governo do Distrito Federal (DF) entrou em alerta, neste sábado (25), após a morte de um psicólogo de 43 anos, diagnosticado com febre amarela. Os primeiros sintomas foram registrados há cerca de dez dias, e se agravaram. A Secretaria de Saúde investiga o caso, mas não confirma a causa da morte.

Veja também: Acompanhe outras notícias sobre febre amarela

Segundo informações da TV Globo, os primeiros sintomas do psicólogo foram mal estar e dores de de cabeça. Três dias depois, ele apresentou febre e dores nas costas. No último domingo, o homem foi levado para o hospital Santa Lúcia, na Asa Sul de Brasília, com insuficiência renal e um estado neurológico considerado grave. Nesta quinta-feira (23), não resistiu aos sintomas e morreu.

Foram feitos exames para para hantavirose e dengue, mas os resultados vieram negativos.  Somente após realizar o teste de febre amarela, os médicos conseguiram diagnosticar o motivo dos sintomas. Técnicos da Secretaria de Saúde avaliam o caso e mesmo com o exame positivo, continuam investigando a causa da morte, pois os resultados não seriam conclusivos.

O psicólogo frequentava duas áreas verdes do DF, locais onde a transmissão do vírus pode ser mais fácil. Mas Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, em 2017, não registrou nenhum caso de macacos mortos em razão da febre amarela – um dos principais indicativos da circulação do vírus na região.

Mesmo assim, a pasta deu início a uma série de ações de vigilância ambiental, como uso de fumacês para matar o mosquito transmissão e reforço na vacinação.

De acordo com a rádio CBN, o psicólogo já havia vacina contra a doença há 19 anos. A suspeita é que ele se enquadre nos raros casos quando a imunidade perde efeito, já que segundo o Ministério da Saúde, a eficácia da imunização varia entre 95% e 99%.

Desta forma, infectologistas ouvidos pela rádio sugerem que seja feita uma checagem de tempos em tempos para avaliar a situação de cada pessoa.

Suspeita em São Paulo

Dez pessoas tiveram suspeita de febre amarela na capital paulista e ainda estão sendo observadas, desde o fim de outubro. Além disso, três macacos foram encontrados mortos, em áreas verdes da capital paulista. Para impedir a proliferação da doença por toda a cidade, 15 parques foram fechados por tempo indeterminado e a vacinação foi reforçada na cidade, especialmente próximo aos locais onde os animais foram encontrados, na Zona Norte.

Em um balanço feito pela prefeitura de São Paulo até o dia 27 de outubro, mais de 213 mil moradores da região afetada foram imunizados contra a febre amarela.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG