A ligação chocante entre açúcar e Alzheimer

Por: Olga Khazan

foto churros açúcar

Uma dieta rica em carboidratos e a alta dose de açúcar no sangue, estão associadas ao declínio cognitivo.

Nos últimos anos, a doença de Alzheimer foi constantemente referida como diabetes tipo 3. Afinal, a diabetes tipo 2 é uma doença crônica causada pela má dieta e o mesmo pode se dizer para a doença de Alzheimer. Parece cada vez mais que o Mal de Alzheimer é outro efeito colateral potencial de uma dieta cheia de açúcar do estilo ocidental.

Um estudo longitudinal, publicado quinta-feira na revista Diabetologia, seguiu 5,189 pessoas ao longo de 10 anos e descobriu que as pessoas com altos níveis de açúcar no sangue apresentavam uma taxa de declínio cognitivo mais rápida do que aquelas com açúcar no nível normal – seja ou não o nível de açúcar no sangue que caracteriza tecnicamente o diabetes. Em outras palavras, quanto maior o açúcar no sangue, mais rápido é o declínio cognitivo, mesmo que o açúcar no sangue ainda não esteja a nível diabético

“A demência é uma das condições psiquiátricas fortemente associadas à má qualidade da vida”, disse o autor principal, Wuxiang Xie na Faculdade Imperial de Londres, por e-mail.

Melissa Schilling, professora da Universidade de Nova York, realizou sua própria revisão de estudos que ligam diabetes à doença de Alzheimer em 2016. Ela procurou conciliar duas tendências confusas. As pessoas que têm diabetes tipo 2 são mais de duas vezes mais propensas a contrair a doença de Alzheimer e as pessoas que sofrem de diabetes e são tratadas com insulina também são mais propensas a contrair a doença de Alzheimer, sugerindo que a insulina elevada desempenha um papel na doença de Alzheimer. Na verdade, muitos estudos descobriram que a insulina elevada, ou “hiperinsulinemia”, aumenta significativamente seu risco de doença de Alzheimer. Por outro lado, as pessoas com diabetes tipo 1, que não usam insulina, também tem maior risco de Alzheimer. Como esses dois fatos podem ser verdadeiros?

Schilling postula que isso acontece por causa da enzima degradante da insulina, um subproduto da insulina que degrada a insulina e proteínas amiloides no cérebro – as mesmas proteínas que aglomeram e levam à doença de Alzheimer. Pessoas que usam insulina para tratar sua diabetes acabam com um excesso de insulina e a maior parte dessa enzima é usada para quebrar essa insulina, causando assim insuficiência desta enzima para degradar esses grupos de células amiloides que caracterizam o Mal de Alzheimer.

De acordo com Schilling, isso pode acontecer mesmo em pessoas que ainda não têm diabetes – que estão em um estado conhecido como “pré-diabetes” que junto com a diabetes acomete 50% da população americana. Isso simplesmente significa que o açúcar no sangue destas pessoas é alto.


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Rosebud Roberts, professor de epidemiologia e neurologia da Clinica Mayo concordou com sua interpretação.

Em um estudo de 2012, Roberts separou cerca de 1.000 pessoas em quatro grupos com base na quantidade de carboidratos proveniente em suas dietas. O grupo que comeu a maior quantidade de carboidratos teve uma probabilidade 80% maior de desenvolver comprometimento cognitivo leve – uma disparada em direção a demência – do que aqueles que comeram a menor quantidade de carboidratos. Pessoas com deficiência cognitiva leve podem se vestir e se alimentar, mas têm problemas com tarefas mais complexas. Intervir na dieta pode ajudar muito a prevenir a demência.

Rebecca Gottesman, professora de neurologia da Johns Hopkins, diz que existem várias teorias para explicar a conexão entre alto nível de açúcar no sangue e demência. Diabetes também pode enfraquecer os vasos sanguíneos, o que aumenta a probabilidade de transportar nutrientes para o cérebro, causando várias formas de demência. Uma alta ingestão de carboidratos pode fazer com que as células, incluindo as do cérebro, fiquem resistentes à insulina, o que poderia causar a morte das células cerebrais. Enquanto isso, comer carboidratos demais em geral pode causar obesidade. A gordura extra em pessoas obesas libera citocinas, ou seja, proteínas inflamatórias que também podem contribuir para a deterioração cognitiva disse Roberts. Em um estudo de Rebecca Gottesman, a obesidade dobrou o risco das pessoas possuírem proteínas amilóide elevadas em seus cérebros na idade avançada.

Roberts disse que as pessoas com diabetes tipo 1 estão principalmente em risco se a insulina não for bem controlada ao ponto de haver episódios hipoglicêmicos. Mas mesmo as pessoas que não têm nenhum tipo de diabetes devem observar a ingestão de açúcar, disse ela.

“Só porque você não tem diabetes tipo 2 não significa que você pode comer qualquer porcaria que você quiser”, disse ela. “Especialmente se você não está fisicamente ativo”. O que comemos, acrescentou, é “um fator importante na manutenção do controle do nosso destino”. Roberts disse que este novo estudo de Wuxiang Xie é interessante porque também mostra uma associação entre açúcar no sangue elevado e declínio cognitivo .

Esse é um ponto importante que muitas vezes se esquece nas discussões sobre a doença de Alzheimer. É uma doença tão horrível que pode ser tentador dizer que ela é inevitável. Mas, como estes e outros pesquisadores apontam, as decisões que tomamos sobre os alimentos são extremamente importantes e este é um fator de risco que podemos controlar. E os estudos estão mostrando que as decisões que tomamos enquanto ainda somos relativamente jovens podem afetar nossa futura saúde cognitiva.

“A doença de Alzheimer é como um incêndio lento que você não vê quando começa”, disse Schilling. Leva tempo para que os aglomerados se formem e para que a cognição comece a deteriorar-se. “Quando você percebe os sinais, já começa a ficar tarde para apagar o fogo”.

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“Me liberta”, conta mulher que usa a dança do ventre na luta contra a depressão

Mayara Aguiar

No Brasil, a depressão afeta 11,5 milhões de pessoas, de acordo com a OMS; conheça a história da assistente social Simone que, além do tratamento convencional, optou pela dança do ventre para combater a doença; confira

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Foto: FreePik


Pensamentos suicidas, insônia, ansiedade, solidão, tédio, cansaço e choro excessivo. Esses são alguns dos muitos sintomas da depressão, doença que, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2017, afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre elas, está a assistente social Simone Matias Silva, de 46 anos, que, além do tratamento convencional, encontrou na dança do ventre a oportunidade de mudar de vida.

Além de ter um histórico de depressão na família, Simone possui uma rotina exaustiva e estressante, principalmente por trabalhar com dependentes químicos. Somado a isso, um acontecimento em sua vida pessoal fez o problema se agravar: após cinco anos casada, ela e o marido terminaram a relação. “Ficava sem dormir. Não tinha sono. Tinha falta de energia, de perspectiva e muita tristeza. E tudo isso agravou o meu quadro”, relata. 

Superação

Para conseguir enfrentar todo os problemas pelos quais estava passando, a assistente social começou, há oitos anos, a fazer dança do ventre. Com a ajuda da bailarina Dana, responsável pelo Espaço El Fareda, Simone passou a ver a vida com outros olhos. “A dança me ajuda muito na superação das dificuldades e proporciona liberdade de criar. Hoje, estou bem melhor”, conta. 

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Foto: Arquivo pessoal

No início, ela chegou a estranhar os movimentos, mas logo se apaixonou pelo tipo de coreografia. “Quando conheci a dança do ventre, achei um pouco estranho. Olhava as mulheres com a barriga de fora e achava que nunca dançaria aquilo. Mas, quando fiz a primeira aula, me apaixonei”, relata. 

A ligação de Simone com a arte, entretanto, não é recente. Quando tinha sete anos, seu pai a levou à escola onde ele tocava. “Ele é sanfoneiro e queria que eu fizesse violão, mas minha mãe queria que eu tocasse piano. Porém, quando cheguei lá vi uma aula de balletme encantei. Então, de alguma forma, a música sempre esteve presente na minha vida”, relembra. 

Apesar de ter dias e momentos ainda difíceis, Simone relata que, hoje, está bem melhor. “Aprendi a lidar com a depressão. Procuro ter momentos e fazer as coisas que eu gosto. Cuidar mais de mim”, conta.

Para ela, a dança do ventre foi fundamental nesse processo. “Ela me coloca em um lugar mais criativo e proporciona a oportunidade de levar alegria para as pessoas. O que mais me movimenta e me dá alegria de viver é a dança. Quando danço, eu me liberto”, explica. 

A depressão

Os quadros da doença envolvem diversas alterações de humor e comportamento, associadas a mudanças químicas e hormonais no corpo humano, e que variam de grau e intensidade. De acordo com a OMS, 11,5 milhões de brasileiros sofrem com o problema, o que corresponde a 5,8% da população.

Leia também: Entenda como é viver com alguém que sofre com depressão

Conforme informa o Dr. Pedro Daniel Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano, em São Paulo, a condição possui sintomas e sensações intensas e muito desagradáveis. “Ansiedade, angústia, tristeza, desinteresse por atividades do dia a dia, falta de motivação, falta de energia, insônia, pesadelos, medo do futuro e desesperança são alguns dos sinais possíveis”, aponta.

O profissional explica que a exposição às situações estressantes, seja crescentes ou mesmo intermitentes ao longo da vida, conduzem à intensa sobrecarga emocional. “Isso faz com que a gente desenvolva mecanismos de proteção e defesa para tentar conter o impacto ao qual somos expostos e o desgaste em nossa balança neuro-hormonal [hormônios e emoções]”, elucida.

O lado bom é que a depressão é reversível e tem cura, mas deve ser tratada corretamente. Dessa forma, antes de iniciar qualquer tratamento, é necessário um diagnóstico adequado. Após a avaliação, o especialista indicará o melhor tratamento e passará as orientações específicas a cada paciente, que vão desde medicações, acompanhamento psicológico, apoio e orientação familiar até mesmo medidas alternativas, além de formas de exercícios físicos e ocupacionais.

Os benefícios da dança

A atividade escolhida por Simone, por exemplo, estimula que a pessoa tenha postura, foco, atenção, concentração, respiração adequada, ritmo e coreografia, que, juntas, levam à  liberação de endorfinas, proporcionando sensação de prazer e bem-estar. “A dança aumenta o ritmo cardíaco e auxilia a circulação sanguínea, incluindo a melhora do fluxo sanguíneo cerebral. Também beneficia a condição muscular e articular, promove o ganho de condicionamento físico, otimiza a respiração e  favorece o equilíbrio”, ressalta o psiquiatra.

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Além disso, a dança faz com que a pessoa lide de forma mais próxima com sua imagem corporal. Outro ponto positivo é que auxilia a socialização e a reintegração social de quem sofre com a depressão. “A dança faz a diferença porque permite conhecer outras pessoas. Você cria um ciclo de amizades e uma pessoa ajuda a outra. E a superação de uma alguém querido é como se fosse a sua. Torcemos um pela outr”, finaliza Simone.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Gelatina torna exercícios ainda mais eficazes contra a perda óssea

Por: American Jornal of Clinical Nutrition 2017

imagem saúde dos ossos

Se você deseja fortalecer seus ossos, faça exercício. Quanto mais intensivo, melhor. O treinamento de força como a musculação é ótimo, assim como a pliometria, um tipo de exercício de movimentos rápidos e de explosão que fortalece os músculos. E se você quer fortalecer mais ainda, tome uma porção de gelatina uma hora antes das sessões. Encontramos essa sugestão em um estudo humano que os cientistas australianos de esportes publicaram no famoso jornal American Journal of Clinical Nutrition em 2017.

Exercício, colágeno e ossos:

Os ossos fortes têm bastante colágeno e é principalmente através da estimulação da produção interna de colágeno, que os ossos se mantém fortes. Os pesquisadores queriam saber se a suplementação com gelatina, feita a partir do colágeno dos ossos de vacas e porcos, aumenta o efeito da atividade física intensiva na produção de colágeno do organismo.

Tanto o colágeno dos ossos como da gelatina consistem nos aminoácidos glicina, prolina e hidroxilprolina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

Estudo:

Os pesquisadores submeteram 8 estudantes homens saudáveis ​​a um regime de exercícios de pular corda por 6 minutos, três vezes ao dia, três dias seguidos. Este tipo de atividade física estimula bastante a produção de colágeno nos ossos.

Em uma ocasião, os homens beberam um placebo uma hora antes de se exercitarem. Na outra vez, eles receberam uma bebida com 5 gramas de gelatina e na terceira vez beberam 15 gramas de gelatina. Toda vez foi adicionado 48 miligramas de vitamina C à gelatina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea.

Resultados:

O salto de cordas aumentou a concentração de um marcador sanguíneo bem confiável de densidade óssea e síntese de colágeno, o  propeptídeo amino-terminal protéico ou colágeno I [PINP] no sangue. Isto indica que o corpo aumentou a sua fabricação de colágeno. A suplementação com a dose elevada de gelatina aumentou este marcador de densidade óssea nos praticantes de exercícios.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

gráfico síntese de colágeno

Gráfico: Maiores taxas de síntese de colágeno, um marcador de densidade óssea, nos esportistas que tomaram 15g de gelatina antes dos exercícios (quadrado escuro)

Conclusão:

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

“Os dados atuais apoiam fortemente a hipótese de que iniciar um exercício 1h após consumir 15g de gelatina resulta em maior síntese de colágeno no período de recuperação após o exercício”, escreveram os australianos. “Isto é mais evidente na comparação do grupo que não recebeu nada com o grupo que tomou 15g de gelatina”.

“Os dados mostram claramente que a gelatina apoiou a síntese de colágeno após o exercício.

Em resumo, este relatório demonstra, pela primeira vez ao nosso conhecimento, que a suplementação com gelatina em humanos aumenta a síntese de colágeno após o exercício. A taxa acelerada de síntese de colágeno foi observada 5h após a suplementação de gelatina e manteve-se durante as 72 h do estudo “.

“Esses dados sugerem que a adição de gelatina e vitamina C a um programa de exercícios intermitentes pode desempenhar um papel benéfico na prevenção de lesões e no reparo de tecidos”.

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imagem coaching de emagrecimento

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Exagerou na bebida? Entenda por que ficamos de ressaca e saiba como se cuidar

Marina Teodoro

Veja como o corpo reage quando há excesso de álcool no sangue e saiba o que pode diminuir os efeitos da sensação de náusea, queimação e diarreia

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Foto: Pixabay

Nada como brindar a chegada de um novo ano entre amigos e familiares. Nesse período, de festas e comemorações, é comum que o consumo de bebidas alcoólicas seja maior do que foi durante os outros meses. Mas sempre tem aquele que exagera, bebe além da conta, e acorda no outro dia com aquela sensação de dor de cabeça, desidratação, enjoo, diarreia e cansaço, que também pode ser resumida em apenas uma palavra: a temida ressaca.

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De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), a ressaca “sempre se associa à intoxicação aguda de álcool. Inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero, em média) e pode durar até 24 horas”.

Os sintomas podem variar, já que cada metabolismo funciona de um jeito, mas é certo que quem já bebeu demais sabe exatamente quando está de ressaca. As reações são consequência da desidratação que o álcool provoca no organismo e do trabalho árduo que o fígado tem para eliminar a substância do sangue.

Mas não é só o fígado que sofre quando o indivíduo resolve “encher a cara”. Apesar de ser o mais sobrecarregado, outros órgãos também são afetados. Sobra para o estômago, pâncreas, rins, pulmões e até para o cérebro trabalharem na potência máxima para eliminar todo o álcool do organismo.

De acordo com a cardiologista do Hapvida Saúde, Sílvia Souza, o consumo exagerado pode gerar tontura, sonolência, fadiga muscular e dormência nos pontos extremos do corpo – dedos das mãos e dos pés. “O álcool também atinge rapidamente a corrente sanguínea e o sistema nervoso central. Por isso, o indivíduo tende a ficar descontrolado e perde a percepção do ambiente em que está inserido”, explica Sílvia.

Como o organismo reage

Um dos primeiros órgãos a sentir os efeitos do álcool é o cérebro. Ao mínimo consumo já é possível constatar alterações na percepção da realidade e do comportamento, como problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade, sonolência, anestesia, e, em casos mais sérios, coma alcoólico.

No sistema gastrointestinal, o álcool irrita as mucosas do esôfago e estômago, provocando a gastrite alcoólica, esofagite e diarreia. Em alguns casos, o estrago é tão grande que a pessoa chega a vomitar.

No fígado, a produção de enzimas – que atuam na aceleração de reações químicas – é afetada, e o órgão precisa trabalhar muito mais para conseguir metabolizar o etanol, podendo causar uma inflamação crônica, hepatite alcoólica e até cirrose.

O pâncreas, responsável por fabricar a insulina e enzimas digestivas, pode ficar inflamado pelo excesso de álcool. Essa reação pode evoluir para pancreatite, causando forte dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. Nesses casos, o ideal é ir ao hospital.

O sangue com etanol precisa passar pelos pulmões para realizar as trocas gasosas. Porém, como o sangue está alterado, esse processo será mais lento. Dessa forma, a respiração fica mais lenta e é preciso mais esforço para respirar – e é assim que o bafômetro consegue perceber se a pessoa tomou todas ou não.

A filtração final do álcool é feita pelo sistema renal. Em casos de excesso da substância, os hormônios dos rins que controlam a pressão arterial são alterados, o que culmina em hipertensão arterial.

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Como aliviar a ressaca

Não existe um milagre capaz de deixar uma pessoa embriagada 100% livre de ressaca no dia seguinte. No entanto, há algumas medidas que podem ser tomadas durante o consumo de álcool que ajudarão a diminuir os efeitos desconfortáveis dessa sensação.

 A nutricionista do Hapvida Saúde, Marília Araújo, orienta a ingestão de bastante água para manter a hidratação, uma vez que grande parte das bebidas alcoólicas são diuréticas – ou seja, provocam a liberação de água, causando desidratação. “Sem água, o organismo não funciona direito e o cérebro sente a obrigação de se esforçar muito mais para executar comandos simples, como caminhar, por exemplo”, explica ela.

Os alimentos ricos em potássio, como, banana, abacate, kiwi e mamão, contribuem para a recuperação da ressaca, pois seus nutrientes são fundamentais para o sistema nervoso e muscular. Vale ressaltar que mesmo com a sensação de tontura, dominar o enjoo e ter uma boa alimentação se torna essencial para a melhora dos sintomas. “As frutas são ótimas opções. Ricas em frutose, elas aceleram o processamento do álcool pelo corpo e repõem a energia”, esclarece a especialista.

Confira uma lista de alimentos que podem amenizar os estragos da ressaca.

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Foto: Getty Images

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

Foto: Thinkstock/Getty Images

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

Foto: Getty Images

Laranja: também tem potássio e sódio

Laranja: também tem potássio e sódio

Foto: Getty Images

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

Foto: Getty Images

Bolos: têm ação similar à do macarrão

Bolos: têm ação similar à do macarrão

Foto: Thinkstock/Getty Images

Pães: também são alimentos ricos em carboidratos

Pães: também são alimentos ricos em carboidratos

Foto: Getty Images

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Foto: Getty Images

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Foto: Getty Images

Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

Foto: Getty Images

Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

Foto: Getty Images

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Foto: Thinkstock/Getty Images
















Leia também: Beber água não evita ressaca, diz estudo

Como preparar o corpo para evitar ressaca

Algumas dicas valiosas também podem diminuir os efeitos antes mesmo de começar a beber.

O velho conselho de não beber com estômago vazio deve ser levado a sério. É sempre bom se alimentar antes de ingerir álcool. Em jejum, o álcool chega antes à corrente sanguínea e acelera os efeitos no organismo, intensificando-os. Investir em uma dieta com níveis consideráveis de carboidratos podem ajudar a regular os níveis de glicose, já que o líquido vai combater a hipoglicemia.

Já o conselho de que misturar os tipos de bebidas alcoólicas não é uma boa ideia é mito. Tomar um pouco de cerveja e depois tequila, por exemplo, ou drinks que contenham vários tipos de destilados não vai influenciar na sua ressaca, mas sim o teor alcoólico das substâncias e a quantidade que a pessoa irá ingerir.

Para garantir um porre menos “sofrido”, é aconselhável tomar água nos intervalos entre um copo e outro, pois ajuda a manter o corpo hidratado. Alguns efeitos podem ser minimizados dessa forma, mas é sempre importante reforçar que mesmo seguindo todas as orientações não há garantia de que é possível encher a cara e acordar no dia seguinte livre de ressaca.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Exagerou na ceia de Natal? Confira quatro dicas para aliviar a indigestão

iG São Paulo

Nem pense em pular alguma refeição ou ficar na preguiça: veja o que é preciso fazer para melhorar o desconforto abdominal – e como evitá-lo

Para evitar a indigestão, evite comer demais e invista em alimentos leves e com bastante água

Para evitar a indigestão, evite comer demais e invista em alimentos leves e com bastante água

Foto: shutterstock

Não tem jeito. Todo 25 de dezembro é a mesma história: depois de se esbaldar na ceia, no dia seguinte, antes do almoço com a família, sempre tem aquele que extrapolou a dieta e comeu mais do que deveria. O comilão ainda reclama que não conseguiu dormir porque passou mal e tem coragem de colocar a culpa do desconforto no peru, que “não desceu legal”.

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Mas engana-se quem acha que os alimentos da ceia de Natal são os vilões da indigestão. As carnes de ave e porco são menos calóricas do que a bovina, e um prato de arroz à grega, com uma fatia de chester ou tender e farofa são menos calóricos do que um churrasco, por exemplo.

A verdade é que exagerar na quantidade de comida ingerida faz com que o organismo tenha dificuldade de lidar com excesso de nutrientes, considerando que as substâncias responsáveis por degradar os alimentos não estão dando conta do recado.

Para aliviar os sintomas, que podem ser inchaço na parte superior do abdômen, sensação de queimação, arrotos, gases, náuseas e, eventualmente, vômitos, há algumas dicas para que o mal-estar não se prolongue pelo resto do dia. Confira.

  • Nada de pular o café da manhã

Parece loucura pedir para a pessoa continuar se alimentando mesmo quando a sensação de que acabou de comer ainda não passou, mas é preciso colocar o metabolismo para funcionar. Não adianta passar horas em jejum para compensar o que foi feito. Opte por alimentos que aceleram a digestão, como abacaxi, e que diminuem a retenção de líquidos, como banana.

Se a indigestão bateu ao longo do dia, a dica é optar por comidas leves no jantar. Uma salada é ideal para essa ocasião, já que os vegetais e legumes ajudam a hidratar e tirar a

  • Beba muita água

Além de ajudar na desintoxicação, a água também colabora para eliminar toxinas e excessos de sódio, responsáveis pelo incômodo inchaço. Um organismo bem hidratado funciona muito melhor, afeta até mesmo o metabolismo.

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  • Mexa-se

É claro que a tentação de ficar jogado no sofá é grande, mas tente fazer algum exercício, nem que seja uma caminhada leve de 30 minutos. Não precisa forçar a barra, mas tente se movimentar, pois isso ajuda na digestão.

  • Tenha uma boa noite de sono

Enquanto o corpo descansa, o organismo regula muitas funções, inclusive hormonais, que ajudam a reestabelecer os níveis de antes de enfiar o pé na jaca. Aproveite para dormir com qualidade, de preferência, mais do que 6 horas.

Não cometa o mesmo erro

Parece obvio, mas é preciso lembrar que o estômago e intestino não conseguem digerir uma quantidade excessiva de comida de uma só vez. Então não adianta ficar sem tomar café e almoçar para poder compensar tudo no jantar.

A recomendação é evitar alimentos gordurosos, e mesclar os pratos mais “pesados” com comidas mais leves, como legumes, verdura, frutas e castanhas. E nada de comer rápido demais. Mastigue bem, várias vezes, se possível, e ajude a ação das enzimas.

Bebida alcoólica demais também colabora para ficar com aquela sensação ruim de indigestão, já que desacelera o funcionamento do organismo. O ideal é beber com moderação, mas manter-se hidratado.

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Pela primeira vez, mulher com útero transplantado dá à luz em hospital em SP

iG São Paulo

Procedimento inédito no mundo aconteceu no Hospital das Clínicas, onde foi feito o parto do bebê gerado no útero transplantado que foi doado por uma paciente com morte cerebral; entenda como foi realizada a técnica

Até o momento, as doações de úteros eram feitas por mulheres em vida; procedimento ainda está em sendo explorado pela medicina

Até o momento, as doações de úteros eram feitas por mulheres em vida; procedimento ainda está em sendo explorado pela medicina

Foto: Pixabay

Na última sexta-feira (15), a equipe médica do Hospital das Clínicas em São Paulo realizou um procedimento inédito no mundo: pela primeira vez, um bebê gerado em um útero transplantado de uma doadora com morte cerebral conseguiu foi concebido através de uma cesariana.

No início do mês, os Estados Unidos registraram o nascimento de um bebê saudável de uma mãe com útero transplantado. A doação, porém, teria vindo de uma paciente viva. No caso do Brasil, diversos países já haviam tentado realizar esse procedimento, mas nenhuma gestação havia chegado ao fim com sucesso.

Até então, apenas o Hospital Universitário Sahlgrenska em Gotemburgo, na Suécia, havia registrado nascimentos desse tipo. O primeiro aconteceu em 2014, e depois disso, outras sete crianças foram concebidas nas mesmas condições.

Mas, diferente do que aconteceu na capital paulista, a maioria dos procedimentos havia sido feita com doadoras vivas, que cederam o útero para outras mulheres que gostariam de engravidar.

Ainda assim, a gravidez desse tipo é considerada arriscada, já é que é necessário que o órgão se adapte ao organismo e não seja rejeitado, além das alterações que o útero sofre, que podem comprometer o processo gestacional.

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Transplante

O procedimento aconteceu no ano passado e foi realizado pela equipe de ginecologia do Hospital das Clínicas, com a ajuda do grupo de transplante hepático da USP. Meses depois, a paciente foi submetida a uma inseminação artificial.

Antes, os EUA e a Turquia tentaram realizar a mesma técnica, com o útero vindo de uma doadora com morte cerebral. No entanto, o órgão foi rejeitado pelo organismo logo após a cirurgia no caso da americana, e a turca sofreu um aborto espontâneo.

Riscos

Apesar de ser um procedimento que pode trazer a esperança para as mulheres que não conseguem engravidar, como todo transplante, é necessário o uso de medicamentos imunossupressores, para evitar a rejeição do órgão, o que faz com que o sistema imunológico da paciente fique comprometido.

Por esse motivo, os médicos alertam que esse procedimento deve ser feito apenas para uma ou duas gestações, e depois o útero deverá ser retirado definitivamente e a mulher poderá viver sem remédios.

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Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

Por: Cancer Active

dieta cetogênica e câncer

(Chris Woollams) Este artigo aborda mais detalhadamente a dieta cetogênica – uma dieta de baixo teor de glicose, alta em gorduras boas e relativamente baixa em proteínas, que se afirma ter o potencial de gerenciar até mesmo casos avançados de câncer. Pesquisas preliminares mostram que ele pode parar a progressão do câncer, inibir metástases e matar as células cancerosas. As pesquisas até o momento não são abundantes, mas são promissoras

Um câncer de particular interesse é o câncer cerebral. Pesquisas novas em 30 casos concluíram que a dieta cetogênica tem mérito.

As células cerebrais parecem ser mais propensas aos efeitos danosos do excesso de glicose e altos níveis de glicose estão ligados a alguns casos de demência. Mas as células cerebrais saudáveis ​​estão mais prontas para se adaptarem à cetose.

A dieta cetogênica tem sido utilizada com sucesso em casos de epilepsia e foi testadas em outras doenças. O câncer colorretal, por exemplo, também mostrou ser melhor tratado com uma dieta com baixo teor de açúcar por Johns Hopkins.

O professor Dr. Thomas Seyfried de Boston é um biólogo  que depois de anos de pesquisa extensiva, acredita fervorosamente que o câncer é uma doença metabólica e não genética. O Dr. Dominic D’Agostino Professor Assistente da Universidade do Sul da Florida concorda. Ambos estiveram envolvidos no tratamento de pacientes com câncer avançado usando uma dieta cetogênica.

No entanto, antes de nos deixar levar pela euforia, há provas de que esse efeito pode depender do tipo de câncer e portanto é necessário mais estudos com outros tipos de câncer.

A dieta cetogênica recebeu grande interesse nos últimos anos..

A Teoria Simples da Dieta Cetogênica

 

As células cancerosas utilizam a glicose –  ela é essencial para a sobrevivência delas.

1. O princípio fundamental da dieta cetogênica é que as células cancerosas precisam fermentar para sobreviver. E, para isso, elas consomem glicose. Enquanto isso, as células saudáveis ​​podem mudar para um estado de queima de gorduras, se houver pouca glicose disponível. Ou seja, as células cancerosas são inflexíveis e se não houver glicose disponível, elas podem murchar e morrer.

As células cancerosas têm níveis muito mais elevados de receptores de insulina do que células saudáveis, para aumentar a absorção de glicose; e este fato é conhecido pelos oncologistas que usam varreduras de PET envolvendo uma tinta radiológica combinada com açúcar, para identificar os cânceres no corpo.

Um tratamento contra o câncer, a terapia de potencialização da insulina usa esse fato para fazer com que células cancerosas respondam a níveis de quimioterapia muito menores.

ii) Há evidências crescentes de que altos níveis de glicose plasmática estão ligados a um maior risco de câncer e menor sobrevivência naqueles que já estão com câncer.

* Um estudo no Journal of Clinical Investigation (2 de janeiro de 2014) concluiu que o aumento da absorção de glicose causou câncer.

* Em outro estudo, pesquisadores da Johns Hopkins mostraram que privar o câncer colorretal de glicose produziu resultados positivos.

Assista o vídeo: Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

 


iii) Há evidências crescentes de que a restrição calórica (isto é, comer cerca de 15% menos calorias do que você realmente precisa em um dia) pode ajudar na sobrevivência do câncer.

iv) Há evidências crescentes de que o jejum pode aumentar a sobrevivência – porque reduz os níveis plasmáticos de glicose e os hormônios IGF-1 e insulina, ambos implicados no desenvolvimento do câncer. O jejum também restringe os níveis de glutamina, outra fonte de energia para o câncer. E o jejum melhora o sistema imunológico.

(Note-se também que a restrição de calorias e o jejum demonstraram melhorar os resultados da quimioterapia, reduzir os efeitos colaterais e permitir a utilização de doses baixas de quimioterapia.)

Após 24 horas, o jejum começa a deixar as células cancerígenas com fome. Estas células inflexíveis que dependem do seu combustível (glicose), enquanto as células saudáveis ​​normais, que são flexíveis, podem queimar combustível de outras fontes (por exemplo, gorduras). Isso é chamado de cetose nutricional.

Infelizmente, na prática, 70 por cento dos pacientes com câncer tem medo, ou resistência psicológica de adotar o jejum, mesmo que possa interromper a progressão do câncer.

v) Uma dieta cetogênica, que limita o consumo de carboidratos e proteínas, mas permite que as pessoas comam gorduras saudáveis, elimina a necessidade do jejum enquanto aumenta a cetose no organismo. Há até mesmo diversos suplementos e tipos de gordura (MCT) que aceleram a cetose.

Detalhes desagradáveis:

 

Parece que alguns tipos de câncer, alguns tumores cerebrais, alguns cânceres de mama, alguns tipos de câncer podem, em condições de baixa disponibilidade de açúcar, recorrer ao glutamato como energia. Isto está prontamente disponível em todo o corpo, mas especialmente nos nervos e nos tecidos musculares. Ainda não totalmente explicado por nenhum meio, esses cânceres podem começar a se propagar de forma agressiva, simplesmente atacando células adjacentes. O glutamato é feito no corpo a partir de glutamina, ácido fólico e glicose, entre outras fontes.


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Glutamato, glutamina, dieta e câncer

O glutamato é conhecido por uma “bomba dietética” que alimenta o câncer e espalha-o através da metástases. De fato, vários estudos se concentraram em células cancerosas “anormais” bloqueando esta bomba.

Se você está restringindo a glicose, também é uma boa idéia restringir as proteínas, pois é uma fonte de glutamina. A proteína de qualquer maneira parece estimular a via mTOR que pode impulsionar o câncer. Isso é muito mais complicado do que apenas restringir a glicose.

No entanto, outros fatores estão quase certamente em jogo e é quase impossível restringir o glutamato no corpo totalmente; ele está nos seus músculos e sistema nervoso! Para confirmar este enigma, Andrew Scarborough, em sua história de como ele venceu seu câncer de cérebro em uma dieta cetogênica, diz para comer 100-200g de carnes gordas por dia e beber água, ou chás. Como sugerido por alguns críticos, a dieta cetogênica em certos casos só pode oferecer um adiamento de alguns anos na vida de um paciente (ainda melhor do que as drogas tumorais).

O que a dieta cetogênica envolve?

 

Enquanto a restrição calórica pode ter benefícios contra o câncer, quando você tem uma refeição, os níveis de glicose, insulina, IGF-1 e glutamina atingem um pico. Isso provoca mudanças de humor, inflamação celular e pode reabastecer as células cancerígenas. O jejum completo (3-5 dias) pode evitar isso. O jejum induz um estado de cetose no corpo, onde as células flexíveis e saudáveis ​​privadas de glicose passam para um sistema metabólico de queima de gordura. Mas as células cancerosas não têm essa flexibilidade, e assim morrem de fome.

As regras de uma dieta cetogênica:

 

1. Não coma carboidratos além de legumes e salada – definitivamente não consuma açúcar, glicose ou xarope de milho (pense em refrigerantes e sucos).

2. Coma apenas uma quantidade limitada de proteína – e certifique-se de que é  de boa qualidade, proteína fresca (peixes, carne ou frango)

3. Consuma gorduras boas – como azeite virgem, óleos de peixe, sementes de linhaça, nozes, macadâmia e outras nozes e sementes, óleo de coco, abacates. Não coma “gorduras trans e ômega 6” e sem leite ou queijos se está tratando um estado de câncer, apenas manteiga, creme ou nata.

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