Sua língua diz muito: saiba interpretar os sinais sobre seu estado de saúde

iG São Paulo

É possível detectar sintomas de problemas com a saúde a partir dos aspectos da língua como cor, forma, textura e tamanho; saiba o que cada um significa

A língua pode revelar sinais de doenças como gastrite, diabetes e anemia

A língua pode revelar sinais de doenças como gastrite, diabetes e anemia

Foto: shutterstock

É provável que você não passe muito tempo examinando sua língua. Mas uma olhada mais atenta neste músculo pode revelar muito sobre o seu estado de saúde em geral. De fato, há toda uma gama de informações que podem ser obtidas a partir da “leitura” do seu tamanho, textura, cor e forma.

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De acordo com o médico australiano Waveny Holland, do Centro de Cura Natural e Bem-estar Serendip, os sinais que a língua dá correspondem a informações sobre diferentes partes do corpo, podendo significar indicativos de doença e desequilíbrio antes mesmo de qualquer outro sintoma.

Embora não haja muitos estudos que possam explicar porque exatamente a estrutura consegue manifestar alterações tão abrangentes, há uma área na medicina destinada aos estudos da boca e dos dentes.

Conhecida como estomatologia, a especialidade investiga tudo o que diz respeito aos tecidos da boca, incluindo quadros sérios de anemia, gastrite e diabete.

Saiba como interpretar os sinais da língua

Uma língua saudável deve ser rosa ou vermelho claro, com um leve revestimento branco

Uma língua saudável deve ser rosa ou vermelho claro, com um leve revestimento branco

Foto: Thinkstock/Getty Images


  • Cor da língua

“Uma língua normal e saudável tem geralmente a cor rosa, vermelho claro, com um leve revestimento branco, não é nem muito grossa ou fina, e não é flácida ou fica sobrepondo os dentes”, explicou Holland ao Daily Mail.

Se a circulação de sangue é restrita, o que pode ocorrer durante a menstruação, a língua pode ficar mais roxa, informou o especialista.

Uma língua pálida pode sinalizar deficiência de vitaminas ou minerais e é mais comumente observada entre aqueles que sofrem de anemia. Já uma língua vermelha (dependendo de qual área do corpo corresponde ao mapa da língua) representa o calor. Isso pode indicar febre ou aumento da temperatura corporal associada à menopausa.

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  • Forma de língua

A primeira parte do diagnóstico pode incluir uma observação sobre a forma da língua. Para Holland, uma língua inchada pode sugerir uma falta de nutrientes e umidade, enquanto uma língua fina pode sugerir desidratação.

  • Revestimento da língua

Se a língua tiver um revestimento fino e branco, isso é considerado saudável e normal. No entanto, se não houver revestimento, isso pode sinalizar desidratação.

Uma língua amarela e seca indica “calor” no corpo. Quanto mais profunda a cor, maior o nível de ‘calor’ do corpo. Isso pode indicar uma infecção, acúmulo bacteriano ou outros desequilíbrios.

Uma língua com aparência cinza e preta indica “estagnação”. Estagnação refere-se ao fluxo de energia, sangue e fluido no corpo.

  • Textura da superfície da língua

Uma língua com saliências, protuberâncias ou rachaduras também pode revelar uma série de problemas potenciais de saúde.

Protuberâncias na língua são diagnosticadas dependendo de onde elas estão e como elas se parecem especificamente, explicou Holland. Por exemplo, um inchaço na parte superior da língua pode ser um sinal de uma infecção bacteriana ou viral, ou até mesmo uma possível reação alérgica à medicação.

Fissuras profundas no centro indicam que um paciente está propenso a problemas digestivos, enquanto feridas (úlceras) podem indicar uma deficiência.

Uma língua irregular, também chamada de “língua geográfica”, pode refletir o calor no estômago, que pode se manifestar como refluxo ácido.

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Uma língua rachada, com sulcos na borda externa, indica retenção de fluidos.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Mais de 90% das crianças foram vacinadas contra sarampo e poliomielite

iG São Paulo

Apesar de 17 estados ainda não terem atingido a meta de vacinação do Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de crianças estão protegidas

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Foto: Erasmo Salomão/ Ascom/ MS

A quase uma semana para o fim da Campanha Nacional de Vacinação Contra Sarampo e Poliomielite, o Ministério da Saúde conseguiu vacinar mais de 90% das crianças que fazem parte do público-alvo.

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Na prática, mais de 10 milhões de crianças de um ano e menores de cinco anos no país receberam o reforço de vacinação contra sarampo e pólio. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (5).

Para vacinar as mais de 976 mil crianças que ainda faltam, o Ministério da Saúde prorrogou a campanha em 15 dias, até o dia 14 de setembro. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que as crianças sejam vacinadas.

De acordo com a pasta, os estados que conseguiram atingir a meta de vacinação de 95% foram Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Sergipe, Goiás, Paraíba, Maranhão e Ceará.

Contudo, outras 17 unidades federativas ainda não chegaram nesse percentual. Confira:

  • Rio de Janeiro (76% para o sarampo; 74,4% para a pólio)
  • Roraima (78,6% para o sarampo; 77,8% para a pólio)
  • Distrito Federal (82,9% para o sarampo; 83,3% para a pólio)
  • Piauí (83,5% para o sarampo; 83,8% para pólio)
  • Acre (85,5% para sarampo e pólio)
  • Bahia (87,9% para o sarampo; 88,5% para pólio)
  • Rio Grande do Sul (88,5% para sarampo; 89% para pólio)
  • Amazonas (92% para o sarampo; 89,1% para pólio)
  • Alagoas (89,6% para sarampo e pólio)
  • Tocantins (90% para sarampo e pólio)
  • Rio Grande do Norte (89,8% para o sarampo; 90,4% para pólio)
  • São Paulo (89,7% para sarampo; 90,6% para pólio)
  • Pará (86% para sarampo e pólio)
  • Minas Gerais (91,9% para sarampo; 92,2% para pólio)
  • Paraná (93% para sarampo; 93,6% para pólio)
  • Mato Grosso do Sul (93,4% para sarampo; 93,8% para pólio)
  • Mato Grosso (92,3% para sarampo e pólio)

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças entre um e quatro anos e nove meses devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Foi dada mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Dezessete estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP).

Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Casos de sarampo no Brasil

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira. O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação. O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério, que pretende continuar com a vacinação contra sarampo e pólio até a próxima semana.

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Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

iG São Paulo

Autoridades acreditam que casos teriam sido importados do Norte do país; Maioria dos casos foram identificados no município de Vila Pavão; saiba mais

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Foto: shutterstock

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária. As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

Foto: Shutterstock/Divulgação

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Nova pesquisa pode acabar com seu medo de laticínios integrais

Por: Science Daily

Nova pesquisa pode acabar com o seu sentimento de culpa por consumir produtos lácteos integrais. Pelo menos em quantidades razoáveis.

É improvável que a ingestão de iogurte, queijo e manteiga leve as pessoas ao túmulo precocemente, de acordo com uma nova pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston.

O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, não encontrou nenhuma ligação significativa entre as gorduras lácteas e causa da morte ou, mais especificamente, doenças cardíacas e derrames – dois dos maiores assassinos do país, muitas vezes mal atribuídos a uma dieta rica em gordura saturada. De fato, certos tipos de gordura láctea podem ajudar a prevenir ataques graves, relataram os pesquisadores.

“Nossas descobertas não apenas apoiam, mas também reforçam significativamente, o crescente corpo de evidências que sugerem que a gordura láctea, ao contrário da crença popular, não aumenta o risco de doenças cardíacas ou mortalidade geral em adultos mais velhos. Além de não contribuir para a morte” “Os resultados sugerem que um ácido graxo presente em laticínios pode reduzir o risco de morte por doença cardiovascular, particularmente de derrame”, disse Marcia Otto, Ph.D., primeira autora e professoa assistente do estudo no Departamento de Epidemiologia Genética Humana do estudo e Ciências Ambientais na UTHealth School of Public Health.

Dariush Mozaffarian, M.D., da Escola Friedman de Ciência e Política de Nutrição da Universidade Tufts, foi o autor sênior do estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde.

O estudo avaliou como vários ácidos graxos presentes na gordura láctea estavam relacionados a doenças cardíacas e mortalidade por todas as causas ao longo de um período de 22 anos. Essa metodologia de medição, em oposição ao consumo auto-relatado mais comumente usado, deu uma visão mais objetiva sobre o impacto da exposição a longo prazo a esses ácidos graxos, de acordo com o relatório.

Quase 3.000 adultos com 65 anos ou mais foram incluídos no estudo, que mediu os níveis plasmáticos de três diferentes ácidos graxos encontrados em produtos lácteos no início de 1992 e novamente em seis e 13 anos depois.

Nenhum dos tipos de ácidos graxos foi significativamente associado à mortalidade total. De fato, um tipo estava ligado a menores mortes por doenças cardiovasculares. Pessoas com níveis mais altos de ácidos graxos, sugerindo maior consumo de produtos lácteos integrais, tiveram um risco 42% menor de morrer de derrame.

As Diretrizes Dietéticas para os americanos ainda estão presas no paradigma antigo no qual o consumo de laticínios sem gordura ou com baixo teor de gordura, incluindo leite, iogurte e/ ou bebidas de soja fortificadas. Mas Otto ressaltou que os alimentos lácteos com baixo teor de gordura, como iogurte desnatado e leite com chocolate, geralmente contêm altas quantidades de açúcares adicionados, o que pode levar a uma saúde cardiovascular e metabólica deficiente.

“Consistente com as descobertas anteriores, nossos resultados destacam a necessidade de rever as orientações dietéticas atuais sobre laticínios integrais, que são ricas fontes de nutrientes como gorduras boas, cálcio e potássio. Elas são essenciais para a saúde não apenas durante a infância, mas também ao longo da vida e anos mais tarde, quando a desnutrição e condições como a osteoporose são mais comuns “, disse Otto.

A pesquisa baseada em evidências é fundamental para educar as pessoas sobre nutrição, disse Otto.

“Os consumidores foram expostos a tantas informações diferentes e conflitantes sobre dieta, particularmente em relação às gorduras”, disse ela. “Por isso, é importante ter estudos robustos, para que as pessoas possam fazer escolhas mais equilibradas e informadas, baseadas em fatos científicos, em vez de boatos”, acrescentou.

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