Suplementos especiais para te proteger contra o vírus

Por: Dr. mercola

Resumo

Os suplementos considerados úteis na prevenção da infecção por coronavírus incluem NAC, sabugueiro, espirulina, beta-glucana, glucosamina, selênio, zinco, ácido lipóico, sulforafano, resveratrol, vitamina D, probióticos de estirpes de Bifidobacterium bifidum e esporbióticos

COVID-19 – Uma arma biológica escapada?

De acordo com Francis Boyle, especialista em armas biológicas, que entrevistei recentemente sobre esse tópico, as evidências sugerem que o COVID-19 é um coronavírus armado originário das instalações de nível de biossegurança 4 na cidade de Wuhan. É a primeira instalação do BSL-4 na China e foi criada especificamente para pesquisar coronavírus e SARS.

Ele descreve o COVID-19 como uma quimera que consiste em SARS (um coronavírus já armado), material genético do HIV e vírus da gripe, projetados com as chamadas propriedades de “ganho de função” que permitem a propagação a uma distância maior que o normal.

Ele pode viajar de 6 a 7 pés no ar, e alguns relatos sugerem que o vírus pode lançar essa distância das fezes humanas contaminadas também. Outros sugeriram que o COVID-19 pode envolver Prevotella, uma bactéria conhecida por causar infecções do trato respiratório, incluindo pneumonia, e que isso pode explicar alguns dos sintomas observados e como ele pode se espalhar pelas fezes.

Tratamento com vitamina C para coronavírus sob investigação

Em 4 de fevereiro de 2020, pesquisadores do Hospital Zhongnan, na China, anunciaram que investigariam a eficácia da infusão de vitamina C no tratamento de pneumonia grave infectada com COVID-19.14

Muitas das mortes associadas a essa pneumonia viral parecem ser devidas a choque séptico, 15 e estudos sugerem que infusões em altas doses de vitamina C podem melhorar os resultados em casos de sepse e infecções respiratórias. Conforme observado na descrição do estudo do Hospital Zhongnan:

“A pneumonia viral é uma condição perigosa com um mau prognóstico clínico. A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, possui propriedades antioxidantes. Quando a sepse ocorre, o aumento de citocinas causado pela sepse é ativado e os neutrófilos nos pulmões se acumulam nos pulmões, destruindo capilares alveolares.

Os primeiros estudos clínicos demonstraram que a vitamina C pode efetivamente impedir esse processo. Além disso, a vitamina C pode ajudar a eliminar o líquido alveolar, impedindo a ativação e o acúmulo de neutrófilos e reduzindo os danos no canal epitelial alveolar.

Ao mesmo tempo, a vitamina C pode impedir a formação de extracelulares de neutrófilos, que é um evento biológico de lesão vascular causada pela ativação de neutrófilos “.

Os pesquisadores pretendem tratar pacientes com 24 gramas de vitamina C IV por dia, durante sete dias, a uma velocidade de 7 mililitros por hora. O grupo placebo receberá um IV de solução salina normal.

O desfecho primário será o número de dias sem suporte ventilatório durante 28 dias de hospitalização. As medidas de desfecho secundário incluirão mortalidade, tempo de internação na UTI, taxa de RCP necessária, uso de vasopressores, função respiratória, falência de órgãos relacionados à sepse e muito mais.

Protocolo de tratamento de sepse do Dr. Marik pode ser uma boa opção.

O tempo dirá qual será o resultado desse estudo no Hospital Zhongnan. É provável que a vitamina C traga algum benefício, embora o protocolo de tratamento de sepse do Dr. Paul Marik possa ser uma opção ainda melhor.

Um estudo clínico retrospectivo inicial antes e depois mostrou que os pacientes 200 mg de tiamina a cada 12 horas, 1.500 mg de ácido ascórbico (vitamina C) a cada seis horas e 50 mg de hidrocortisona a cada seis horas por dois dias reduziram a mortalidade por sepse de 40 % a 8,5%.

Pesquisa, publicada on-line em 9 de janeiro de 2020, constatou que o protocolo de sepse intravenosa de Marik também reduzia a mortalidade em pacientes pediátricos. O estudo foi realizado no Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie, em Chicago, e conforme observado pelo Science Daily 23, os dados preliminares deste estudo “apoiam os resultados promissores observados em adultos”.

Entre janeiro de 2014 e fevereiro de 2019, 557 pacientes pediátricos com choque séptico preencheram os critérios de inclusão no estudo. Quarenta e três receberam o protocolo de vitamina C-B1-hidrocortisona de Marik, 181 receberam terapia apenas com hidrocortisona e 333 não receberam nenhum desses tratamentos. Os 43 pacientes que receberam o tratamento com vitamina C foram comparados com base no estado clínico com 43 controles não tratados e 43 pacientes apenas com hidrocortisona.

Na marca de 30 dias, os controles e os grupos somente hidrocortisona apresentaram uma taxa de mortalidade de 28%, enquanto o grupo de tratamento teve uma taxa de mortalidade de apenas 9%. Aos 90 dias, 35% dos controles e 33% daqueles que receberam apenas hidrocortisona morreram, em comparação com apenas 14% do grupo de tratamento.

Nutrição essencial para se proteger contra o coronavírus

Quanto à prevenção, a nutrição desempenha um papel crucial e vários nutrientes são conhecidos por suas propriedades estimulantes do sistema imunológico e capacidade de proteger contra infecções virais. Conforme relatado em um comunicado de imprensa de 24 de fevereiro de 2020:

“Em um artigo convincente em andamento em doenças cardiovasculares … Mark McCarty, da Catalytic Longevity Foundation, San Diego, CA, EUA, e James DiNicolantonio, PharmD, um cientista de pesquisas cardiovasculares do Instituto Americano do Coração de Saint Luke, Kansas City, MO, propõem que certos nutracêuticos podem ajudar a aliviar as pessoas infectadas com vírus de RNA encapsulados, como influenza e coronavírus …

Certos nutracêuticos podem ajudar a reduzir a inflamação nos pulmões dos vírus RNA e outros também podem ajudar a aumentar a resposta do interferon tipo 1 a esses vírus, que é a principal maneira do corpo de ajudar a criar anticorpos antivirais para combater infecções virais “.

McCarty e DiNicolantonio listam vários nutrientes disponíveis em forma de suplemento que podem ser particularmente benéficos contra o COVID-19, incluindo os seguintes (abaixo):

N-acetilcisteína (NAC) – estimula a produção de glutationa, afina o muco, diminui as chances de infecção por influenza e reduz o risco de desenvolver bronquite grave

Extrato de sabugueiro – conhecido por reduzir a duração da gripe em dois a quatro dias e reduzir a gravidade da gripe. Segundo os autores:

“Dado que o sabugueiro é uma fonte muito rica de antocianinas, há motivos para suspeitar que seu impacto sobre os vírus possa ser mediado, pelo menos em parte, pelo ácido ferúlico, um metabólito proeminente que aparece no plasma após a ingestão de antocianinas”.

Spirulina – reduz a gravidade da infecção por influenza e reduz a mortalidade por influenza em estudos com animais. Num teste em humanos, a spirulina reduziu significativamente a carga viral em pacientes com infecção pelo HIV

Beta-glucana – reduz a gravidade da infecção por influenza e reduz a mortalidade por influenza em estudos com animais

Glucosamina – regula positivamente a proteína de sinalização antiviral mitocondrial (MAVS), reduz a gravidade da infecção por influenza e reduz a mortalidade por influenza em estudos com animais

Selênio – “Como o selênio é um cofator essencial para certas peroxidases e a deficiência de selênio tem sido endêmica em certas regiões da China e em outras partes do mundo, garantir a adequação da nutrição do selênio também pode ser apropriado nesse contexto”, observam McCarty e DiNicolantonio, adicionando:

“A deficiência de selênio também aumenta a taxa na qual os vírus podem sofrer mutações, promovendo a evolução de cepas mais patogênicas e capazes de evitar a vigilância imunológica”.

Zinco – suporta “função eficaz e proliferação de várias células imunológicas”, reduzindo a mortalidade em idosos em 27%

Ácido lipóico – Ajuda a aumentar a resposta do interferon tipo 1. Conforme explicado em um artigo de 2014:

“Os interferons do tipo I (IFNs) ativam programas antimicrobianos intracelulares e influenciam o desenvolvimento de respostas imunes inatas e adaptativas … (IFNs) são polipeptídeos secretados pelas células infectadas e têm três funções principais.

Primeiro, eles induzem estados antimicrobianos intrínsecos a células em células infectadas e vizinhas que limitam a disseminação de agentes infecciosos, particularmente patógenos virais.

Segundo, eles modulam as respostas imunes inatas de uma maneira equilibrada que promove a apresentação de antígenos e as funções das células assassinas naturais, ao mesmo tempo que restringe as vias pró-inflamatórias e a produção de citocinas.

Terceiro, eles ativam o sistema imunológico adaptativo, promovendo o desenvolvimento de respostas de células T e B específicas para antígenos de alta afinidade e memória imunológica. Os IFNs do tipo I são protetores em infecções virais agudas, mas podem ter papéis protetores ou deletérios em infecções bacterianas e doenças autoimunes “.

Sulforafano – Ajuda a aumentar a resposta do interferon tipo 1

 

Veja as quantidades de mão beijada na tabela:

Ferulic acid 500 to 1,000 milligrams (mg)
Lipoic acid 1,200 to 1,800 mg (in place of ferulic acid)
Spirulina 15 grams
NAC 1,200 to 1,800 mg
Selenium 50 to 100 micrograms (mcg)
Glucosamine 3,000 mg or more
Zinc 30 to 50 mg
Yeast beta-glucan 250 to 500 mg
Elderberry extract 600 to 1,500 mg

Primal Brasil

Siga com a vacinação das crianças durante a pandemia

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o ideal é estar em dia com a vacinação das crianças para evitar que outras doenças voltem a circular no país.

 

A espera pela vacina que previna o novo coronavírus se tornou o assunto do momento. Mas, por outro lado, como consequência da pandemia e do medo de contrair a covid-19, pais e responsáveis deixaram de vacinar as crianças contra doenças já conhecidas, como sarampo, hepatite B, poliomielite e febre amarela.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência a pedido da farmacêutica Pfizer, aproximadamente 29% dos pais atrasaram a vacinação ou não sabem como está a situação vacinal dos seus filhos. As entrevistas foram realizadas online em julho/2020, com 2 mil pessoas de cinco capitais brasileiras.

Apesar do coronavírus, é importante seguir o calendário de vacinação para evitar surtos e epidemias de outras doenças, o que seria desastroso em meio à crise que já vivemos. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), toda a população pode tomar as vacinas disponíveis gratuitamente. É só procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) portando a carteira de vacinação da criança.

A vacinação é importante em todas as idades, inclusive na vida adulta, mas é ainda mais necessária no caso das crianças, para haver prevenção precoce, principalmente de doenças que podem deixar sequelas por toda a vida, como a poliomielite, erradicada do país justamente por meio das campanhas de imunização. Ainda existe o benefício para toda a sociedade através do “efeito de rebanho”(imunidade coletiva). Crianças têm um papel fundamental nesse efeito, pois são vetores importantes de doenças, já que seu sistema imunológico está em desenvolvimento e elas passam grande parte do tempo próximas de outras crianças.

 

Como se vacinar com segurança

 

Se você faz parte do grupo de risco para covid-19, fique em casa e peça para algum familiar ou pessoa de confiança levar a criança para tomar as vacinas. Além dessa precaução, não há medida específica para se prevenir ao levar as crianças para se vacinarem. Os cuidados são os que já conhecemos: utilizar máscara, higienizar as mãos com frequência e manter o distanciamento mínimo de 1,5 metro, além de realizar toda a higienização ao retornar para casa.

Antes mesmo da pandemia, a baixa adesão da população à vacinação fez com que doenças antes erradicadas do país voltassem. É o caso do sarampo. Atualmente, todas as regiões do país apresentam surtos da doença, sendo o estado do Pará o mais afetado, com 4.642 casos, representando 64,4% do total de ocorrências da doença no Brasil. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 117 milhões de crianças no mundo vão deixar de receber a vacina em 2020 por conta da pandemia de covid-19, o que fez disparar um alerta sobre o tema.

O sarampo tem grande potencial de transmissão: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para outras 18 pessoas. Para se ter uma ideia, estima-se que cada pessoa com o novo coronavírus transmita-o para outras três. Sem as vacinas, o sarampo atingiria milhares de pessoas anualmente no país.

Veja também: Mas… não faz mal bebês tomarem tantas vacinas?

As fake news (notícias falsas) espalhadas pelas redes sociais são apontadas como grandes responsáveis pela debandada. Boatos que colocam em xeque a segurança e efetividade das vacinas distanciam cada vez mais a população dos postos de saúde.

A pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência mostrou que 48% dos entrevistados declararam medo das reações adversas da vacina e 20% têm receio com os cuidados dispensados à vacina ou com a higiene do local de vacinação.

O desenvolvimento de vacinas passa por um rigoroso processo para garantir sua eficácia e testar sua segurança com o mínimo efeito adverso possível. Sua descoberta é um marco na saúde pública mundial, e a ciência já consolidou o conhecimento sobre seus efeitos. Mesmo durante a pandemia, os serviços de saúde estão realizando a vacinação.

Conheça o calendário de vacinação do Ministério da Saúde e vacine seus filhos. https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao

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Drauzio Varella

Como acabar com a economia nacional, a saúde e os direitos civis da população

Por: Caio Fleury

Estamos vivendo nos tempos mais desafiantes da humanidade há décadas. Uma crise nacional e global de enormes proporções. Mas acima de tudo, uma crise econômica, de direitos civis e de ignorância em massa.

Infelizmente a adaptação da sociedade a pandemia tem sido lenta e ineficaz, para dizer o mínimo. Uma falha imensa em se adaptar à nova realidade temporária de forma rápida e efetiva às novas circunstâncias de risco de óbito, impostas pelo novo corona vírus, ao grupo de risco de diabéticos e indivíduos com pré-condições de saúde.

Enquanto a culpa pela pandemia global todo mundo sabe que é dos chineses, devido a tremenda falta de responsabilidade em alertar os líderes mundiais e da organização mundial de saúde, a falha dos esforços nacionais para se adaptar a esta nova realidade no Brasil tem sido no mínimo ineficaz e perigosa devido a falta de raciocínio e ao reducionismo científico dos governadores e da mídia.

Dados de hospitais da Itália demonstram que 97% das mortes atribuídas ao romântico corona vírus são de pessoas com pelo menos 1 pré-condição de saúde, ou seja, no mínimo já está muito comprometida.

Obviamente, a solução ideal, é claro, além das medidas distanciamento social VERTICAL temporário, seria lidar com a raiz do problema, que é a resistência à insulina/ hiperglicemia e a inflamação subjacente, precursores da grande maioria dos problemas de saúde, que não só mataram o número extremamente baixo de brasileiros que faleceram até o momento pelo romântico coronavírus (2300 no momento), como as MILHÕES de pessoas que morrem anualmente devido à doenças cardíacas, ao câncer, alzheimer, etc. Todas as doenças que são MULTIPLICADAS pela resistência à insulina e que NUNCA pararam de matar o homem moderno.

Embora não seja uma solução rápida, este é o ÚNICO caminho, pois as consequências da recessão econômica não apenas é limitante para o bolso do cidadão, como é literalmente mortal para a população, pois dezenas ou centenas de milhares de pessoas podem morrer como consequência direta da pobreza, um número múltiplas vezes maior que o potencial de óbitos no Brasil pelo vírus que por enquanto são extremamente baixos e provavelmente continuarão relativamente baixos.

Pois bem, uma lição importante é, se você realmente se importa com os índices de mortalidade da população, não fique prezo ao índice de mortes pelo vírus, mas sim nas MILHARES mortes ao longo do ano que matarão pelo menos 20 vezes mais do que o vírus, considerando que as projeções atuais continuem (falarei sobre estes índices mais adiante neste post). Tampouco pense mais no número registrado de pessoas com o vírus, mas sim o número de mortes pelo que é o índice mais importante.

Por exemplo, se você soubesse o número de pessoas que pegam uma gripe por ano provavelmente teria um ataque cardíaco… Dezenas ou centenas de MILHÕES de pessoas ficam gripadas todo ano, mas o número que importa mesmo é o número de MORTES pela gripe comum. Nos Estados Unidos, por exemplo, tem ano que a gripe comum mata 80 mil pessoas, embora tenha ocorrido possivelmente quase BILHÕES de casos de gripe por ano (se uma pessoa média ficasse gripada 3 vezes ao ano seria quase 1 bilhão de gripes nos EUA).

Atualmente, alguns dados estatísticos estão apontando que o número de pessoas que contraíram o vírus e não foram testadas ou hospitalizadas representa pelo menos 10 a 15 vezes o número oficial registrado!! Ou seja, o índice de mortes, um tanto que previsivelmente, representa 0,1 a 0,2% dos infectados, ao invés de 2% da população. Seria uma a cada 750 pessoas ou 1 a cada 1000 pessoas que contraíram o vírus que de fato faleceram nos EUA, mas obviamente a mídia incompetente só foca no número de pessoas registradas e não no número real, que ainda ninguém sabe.

Neste caso, uma pessoa média nos Estados Unidos teria 1 chance em 750 de morrer do vírus se contraísse, porém obviamente se você não possui nenhuma pré condição de saúde, suas chances são mais baixas e se você possui pelo menos uma pré condição de saúde suas chances são mais altas.

Se você tem menos de 65 anos e não possui nenhuma pré condição de saúde, suas chances são multiplas vezes menores do que se você tem pelo menos uma pré condição de saúde e mais de 65 anos. Porém se você tem 65 anos e uma saúde metabólica robusta você pode ter muito mais chance do que um jovem diabético.

Também, se você tem dinheiro para pagar um seguro de saúde privado (que pode acabar no seu futuro com a crise) suas chances são muito maiores que em hospitais públicos. Além disso, o timing é muito importante. Se você for atendido rapidamente. como deverá ser em hospitais privados, suas chances de sobrevivência são maiores.

Entretanto, voltando ao real problema, o caos está ai e o reducionismo científico tomou conta da mídia e dos políticos que juntos ao vírus, representam o maior perigo da sociedade, tanto em número de empregos quanto em número de vidas perdidas.

Mas apesar de todas as evidências científicas, à mídia provavelmente não vai parar de acabar com a economia brasileira, e por consquência, a vida das pessoas, devido a sua ignorância. Pura e simples. De algum modo os espectadores foram levados a acreditar que o romântico covid 19 é mais perigoso que outras causas de morte que matam mais de 2 milhões de brasileiros por ano.

O fato arrebatador, é que, não dá para separar a saúde física da saúde econômica, pois morar debaixo da ponte pode matar dezenas de milhares de brasileiros, perder um seguro de saúde privado e ter que depender da saúde pública também pode matar dezenas de milhares de pessoas, o número de suicídios é diretamente proporcional a situação econômica da população, assim como o número de óbitos por uso de drogas.

Pense no seguente, na semana retrasada o número ligações diárias do disk suicídio do estado de Lousiana nos Estados Unidos subiu de 1000 ligações por dia para 25.000! Repetindo, de 1000 para 25.000 por dia! Isso mostra a linha diretamente proporcional entre o confinamento e o suicídio (algo que por sinal já vem acontecendo há decadas mas atingiu um pico sem precedentes históricos agora).

Enquanto a fila do drive through do mc donald´s está bombando e papeis higiênicos de baixa utilidade se esgotaram em muitos supermercados, a sociedade se encontra confinada nos carboidratos refinados… A sociedade está vivendo sob a escuridão da ignorância causada pelo reducionismo científico e desonestidade intelectual. Uma sombra de pura ignorância fomentada pela mídia. A mesma mídia míope (ou caolha, escolha o adjetivo), que falha em entender e divulgar fatos concretos sobre nutrição e saúde e falha gravemente em gerar qualquer mudança significativa na saúde da população, visto que os níveis de obesidade e sobrepeso não param de crescer e estes sim, matam CENTENAS DE MILHARES de pessoas todos os anos.

Incapaz de enxergar a situação como um todo, ela está exponencialmente destruindo a economia do país, os empregos, a saúde física e mental de boa parte da população, que inclusive será uma tarefa impossível de contabilizar e o número de mortes causados pela depressão econômica e aniquilação dos direitos civis.

Mas a ironia de toda a situação é que o país talvez mereça passar por tudo que está passando, por não estar preparada para filtrar os absurdos divulgados pela televisão, por não ter se manifestado antes e por confiar nos governadores, por não terem desenvolvido senso crítico, inteligência e, é claro, por continuar assistindo televisão. O fato da população em grande parte analfabeta ou semianalfabeta conta, mas atualmente vivenciamos outro fato sem precedentes… O povo que passa fome e perde os empregos vai se manifestar na rua e boa parte da classe média alta em diante continua acreditando na mídia sem entender absolutamente nada sobre saúde, prevenção de doenças e o verdadeiro risco do vírus.

Sem julgamentos… Mas quem manda assistir TV a vida toda e não ler e desenvolver senso crítico? Muita gente vai acabar tendo que pagar pela ignorância sem mesmo saber. A conta da ignorância já está ai escancarada, para quem consegue enxergar, é claro, porque quem não enxerga anda no escuro.

A televisão em si é responsável por grande parte dos problemas de saúde mental da população, como diversos estudos demonstram e agora está simplesmente operando em esteroides e tocando um TERROR na população.

Por outro lado, uma boa parcela da população está pagando pelos erros da outra parte que está sob a anestesia da televisão. Este só mostra o problema subjacente da população, que não é apenas um problema de saúde como um problema de amadurecimento e honestidade intelectual, onde a população vive em um mundo em que a televisão virou a religião e o estilo de vida.

Novamente, assistir televisão o dia todo vai lhe proporcionar o que você merece, mais televisão e mais ignorância. É o fim do ciclo da virtude e a continuação do ciclo da ignorância.

Os Estados Unidos possuem 15 a 20 vezes mais casos de morte do que o Brasil, porém sabem do custo do desemprego em termos de vida, e por isso a maior potencia mundial abrirá a economia verticalmente, já estão com um plano para abrir criteriosamente e em etapas, mesmo com um nível de contágio e mortes extremamente maior do que o brasileiro (no momento 40 mil pessoas nos EUA, 20 vezes que o Brasil em números absolutos) que no momento atual o Brasil está com totalizando 2200 mortes.

Não sei que número fictício está esperando para voltar a funcionar, mas imagino que os americanos estariam rindo da nossa tremenda incompetência, se eles de fato dessem a mínima para o que está acontecendo aqui no submundo.

Congelar a vida do país todo por causa deste mísero nível de mortalidade?? Quantas pessoas morrerão de suicídio, pobreza, fome, desnutrição, crime, alcoolismo e abuso de drogas? Incluindo abuso de carboidratos para comer enquanto assiste TV?? Para “curar” as dores de cabeça e o tédio causado pela TV excessiva.

Quantas pessoas perderão o seguro de saúde privado e morrerão como consequência do vergonhoso atendimento público neste e nos próximos anos?? Quantas pessoas precisarão de cirurgias para salvar suas vidas e sucumbirão pelo fechamento brutal do país?

Resposta: Deus sabe e ninguém mais sabe, muito menos algum governador ou a mídia pisicopata.

Mas temos alguns indicadores, como o disk suicídio dos Estados Unidos, o aumento do uso de drogas (as lojas de maconha “medicinal” estão bombando nos Estados Unidos e alguns dados mostrando que para cada 1% de queda do PIB dos EUA há uma correlação com o aumento de 5000 a 10.000 no número de mortes.

Sem contar a destruição econômica e moral da sociedade. Pessoalmente já estou sendo continuamente e explicitamente censurado em diversos meios de comunicação e mídias sociais (estão tendo a cara de pau de me ligar para dizer que serei censurado!), já nem sei mais qual conteúdo que sai e qual não sai. Alguma coincidência com o que estamos vivendo com o pânico da mídia?

Note algumas diferenças entre Brasil e Estados Unidos que já deveria ter mobilizado o país mais cedo antes das repercussões ficarem mais graves:

– Estamos a aproximadamente 15 a 20 dias na frente nas medidas de afastamento com relação aos Estados Unidos e países da Europa

– O estado com maior número de casos aqui é o estado com menor número de casos lá e mesmo assim eles já estão abrindo a economia verticalmente lá.

– A temperatura lá é 20 a 30 graus mais baixa em média e um estudo indica que o pico máximo de replicação é de 8,75 graus.

– A renda per capita é 10x maior lá do que aqui (a classe média daqui são os pobres de lá).

– O pacote econômico de lá foi de 2,2 trilhões de dólares, mais 4 a 6 milhões do banco central, enquanto aqui o estímulo foi de míseros 20 bilhões de dólares (está entendendo a diferença mídia? Provavelmente não).

– As mortes de corona continuarão baixas aqui nos próximos meses, porém não vai acabar nunca.

– Os EUA voltarão a trabalhar e já estão voltando com os níveis de morte diária per capta muito mais elevado que no Brasil

Em outras palavras, ao deixarmos de trabalhar e abrir o comércio estaremos esperando algo que nunca vai acontecer, que é zerar as mortes por corona. Um colapso maior da economia pode causar muito mais vidas por consequência em países quentes e subdesenvolvidos como o Brasil, pois há uma correlação linear entre o aumento da pobreza e o aumento da mortalidade.

O próprio comunista presidente da OMS (o que puxa sardinha da china comunista e logo será demitido) concorda com estas medidas em países pobres. Mas por outro lado, a mídia brasileira trata o Brasil como se fosse a Europa, como se o nível de mortes fosse o mesmo, como a situação econômica fosse a mesma e como se a temperatura fosse a mesma.

Mensagem para a mídia: quer salvar duas mil, cinco mil, 10 mil ou 20 mil pessoas da morte?

Basta falar para as pessoas pararem de assistir seus jornais e dar uma caminhada no parque no lugar. Mas é claro que eles não possuem este discernimento ou este tipo de solidariedade.

Obviamente, basta a população consumir algumas gramas a menos de carboidratos por dia, ou substituir um pouco de óleos industriais pelos naturais ou tomar um pouco menos de álcool, ou apenas caminhar uns 15 minutos por dia ou mesmo se esforçar um pouco mais para combater o crime que mata em torno de 55.000 pessoas anualmente no Brasil… Ninguém sabe a formula exata, mas com MUITO POUCO dá para fazer MUITO, visto que 2/3 da população estão obesa e com sobrepeso.

Mas a mídia está pensando nisso?? Ela está focando nisso? Está estimulando soluções para estes reais problemas? Não, pois tenho a impressão de que isso não dá ibope ou mesmo raciocinar um pouco não é sua praia… A moda é focar no problema e não na solução ou mesmo focar em apenas 1 problema e ignorar totalmente os diversos outros problemas de mortes econômicos que acometem o brasileiro. Ou seja, a moda é pensar em uma coisa só, é ser reducionista (sinônimo de míope ou caolho, quadrado, ou burro que nem uma porta!).

Só para refrescar os pensamentos de quem precisa:

Atualmente os Estados Unidos tem 1.200.000 mortes (1 MILHÃO e duzentos mil) anuais ou mais por doenças cardíacas e câncer, no Brasil acredito que esteja na casa de 800.000 (OITOCENTOS MIL).

67 mil mortes anuais nos Estados Unidos por uso de drogas (sem contar as drogas legais que matam centenas de milhares de pessoas: lembrando que erro médico é a terceira causa de morte de acordo com alguns estudos).

80 mil mortes anuais pelo álcool diretamente (sem contar as pessoas que não morrem de alcoolismo mais o álcool contribuiu muito para o câncer e a doença cardíaca)

50 mil mortes anuais por suicídio (número que só deve aumentar)

40 mil mortes anuais por acidente de carro.

37 mil mortes anuais pela gripe normal, que agora foi substituída e elevada pelo corona (tem ano que a gripe normal matou mais de 80 mil americanos).

2 mil mortes pelo vírus romântico no memento no Brasil e provavelmente não passará de 100 mil até o final do ano com a economia aberta verticalmente.

Resumindo: o número de mortes por corona no Brasil é tão baixo, que qualquer coisa gerada pela crise pode compensá-lo.

A solução não é voltar 100% como antes por enquanto, mas a economia não pode parar, tem que trabalhar/ vender do jeito que dá, e isso se chama isolamento vertical, isso se chama ADAPTAÇÃO! Se não, é bem possível que morra muito mais gente do que o próprio vírus, pois novamente, qualquer mudança negativa gerada pela crise pode compensar o número de mortes pelo vírus.

A solução não pode ser pior do que o problema. Vale a pena o ENORME risco de fechar o comércio, academias, parques, etc?

Os americanos já decidiram que não vale e já estão abrindo o comércio em dois terços do pais, mesmo com 15 a 20 vezes mais mortes per capita que o pobre Brasil (e que fica cada vez mais pobre).

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Primal Brasil

Podemos apostar na imunidade de rebanho? | Coluna

Quantas mortes são aceitáveis para chegarmos à imunidade de rebanho? Cem mil? Quinhentos mil?

 

Desde que chegou ao país, a pandemia de Covid-19 fez os brasileiros se familiarizarem com expressões e conceitos de epidemiologia (área da Medicina que estuda a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde), como taxa de transmissão, curva epidemiológica e crescimento exponencial.

Nos últimos dias, voltou à mídia um termo que já havia sido colocado de lado: imunidade de rebanho, também conhecida como imunidade coletiva. Ela ocorre quando, em determinada comunidade, a quantidade de pessoas que entraram em contato com um agente infeccioso, como um vírus, ou tomaram a vacina contra ele desenvolve imunidade e, assim, acaba oferecendo uma espécie de barreira de proteção aos não imunes. Com isso, o agente tem dificuldade de circular e o número de casos diminui.

Veja também: Artigo do dr. Drauzio sobre a epidemia no Brasil

Alguns países, como Reino Unido e Suécia, chegaram a cogitar o uso dessa estratégia no início da pandemia, permitindo que os menos suscetíveis a desenvolver um quadro grave de Covid-19, como jovens sem doença crônica, circulassem sem restrições. Os governos mudaram de ideia quando o número de mortes começou a aumentar significativamente, revelando a necessidade de toda a população adotar as medidas de prevenção da doença, como distanciamento social e uso de máscaras.

Então por que o tema voltou recentemente às manchetes de veículos de comunicação?

No fim de junho de 2020, foi publicado na revista científica “Science” um estudo sugerindo que a taxa estimada anteriormente para atingir-se a imunidade coletiva para Covid-19, de cerca de 70%,  é muito alta, e que seriam suficientes cerca de pouco mais de 40% de infectados para obtê-la.

“Não podemos esquecer que esse é um modelo matemático, e não um estudo populacional”, ressalta Daniel Dourado, médico e advogado sanitarista e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (USP), em live a este Portal, em 15/7/20. Isso significa que o modelo não foi observado em uma população real.

O médico epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Lotufo também faz a mesma observação. “O estudo é um exercício intelectual, sem qualquer outra aplicação”, afirma.

É importante dizer que nem os próprios autores do estudo sugerem que se afrouxem as medidas de prevenção em busca de uma suposta imunidade coletiva; essa interpretação sequer é mencionada no estudo.

 

Imunidade

 

Outro ponto é que ainda não conhecemos todos os elementos envolvidos na produção da imunidade da Covid-19. Não sabemos se os anticorpos produzidos para combater o Sars-CoV-2, vírus causador da doença, são de fato neutralizantes, ou seja, se eles protegem contra uma reinfecção. Também não sabemos se essa imunidade é duradoura, pois a Covid-19 é uma doença nova, conhecida há poucos meses.

Outro estudo, publicado na revista “Nature”, sugere que os linfócitos T, importantes células de defesa do organismo, também tenham papel na imunidade contra a Covid-19. Essa pode ser uma boa notícia, mas ainda são necessários mais estudos para compreendermos todos os mecanismos envolvidos nessa proteção.

Sem vacina ou tratamento específico para a doença e sem sabermos como se dá a imunidade contra o novo coronavírus e quanto tempo ela dura não podemos contar com a imunidade coletiva, ao menos por enquanto.

 

Brasil

 

Dourado enfatiza, também, que mesmo que seja necessária uma porcentagem menor de infectados para obtermos a imunidade coletiva, ainda não sabemos se há alguma população do mundo que tenha atingido esse número, já que a forma atual para estimar o número de imunizados (testes sorológicos) detecta apenas a imunidade por anticorpos.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos calcula que a taxa de letalidade da Covid-19 seja de cerca de 0,5% a 1%, dependendo de fatores como acesso à saúde de qualidade e idade da população.

Vamos supor que de fato sejam precisos 40% de infectados para termos a imunidade coletiva. O Brasil tem 210 milhões de habitantes, portanto estaríamos contando com 84 milhões de infectados. Seguindo a taxa de letalidade de 0,5%, considerada otimista por muitos pesquisadores, teríamos 420 mil mortos.

Além disso, para se atingir a imunidade coletiva não há um número fixo, ela depende da taxa de transmissão do vírus, que varia de acordo com nossas interações e comportamentos. Em cidades grandes, em que há aglomerações frequentes, essa taxa tende a ser mais alta do que em locais com baixa circulação de pessoas, por exemplo.

Da mesma forma, a imunidade coletiva pode chegar antes, se a taxa de transmissão diminuir, ou mais tarde, caso ela aumente. Se deixarmos o vírus circular livremente, sem adotar as medidas de prevenção, demoraremos mais tempo para vencer a pandemia e teremos muito mais óbitos.

Lembremos, ainda, que a Covid-19 é evitável, e que já sabemos como controlá-la até que a ciência descubra uma vacina. A ideia de que quase toda a população irá fatalmente contrair o vírus, independentemente do que façamos, é temerária no caso de uma doença com essa taxa de letalidade.

Não podemos considerar como política pública de enfrentamento da pandemia uma estratégia que exija o sacrifício de milhares de pessoas. Quantas mortes são aceitáveis para que possamos circular sem restrições? Cem mil? Quinhentas mil? Em um país que preze pela vida de seus cidadão, nenhuma.

 

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