Entidades médicas pedem vacinação obrigatória para crianças

iG São Paulo

Documento sugere que seja obrigatório a apresentação da carteira de vacinação das crianças no momento da matricula escolar; medida visa controlar o risco de reintrodução de doenças já erradicadas no Brasil

Manifesto que pede vacinação obrigatória tem foco no calendário vacinal infantil

Manifesto que pede vacinação obrigatória tem foco no calendário vacinal infantil

Foto: vacina%2C vacinação criança

Entidades médicas elaboraram um manifesto pela vacinação obrigatória no país na tentativa de melhorar a situação das baixas taxas de cobertura vacinal, particularmente em doses do calendário infantil e do risco de reintrodução e recrudescimento de doenças controladas ou já erradicadas no Brasil.

O documento, assinado pela Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria de São Paulo, cita a apreensão por parte dos profissionais da saúde e sugere ações que poderiam contribuir para uma mudança de cenário por meio da vacinação obrigatória.

O texto propõe que todos os envolvidos com o ato vacinal, direta ou indiretamente, conheçam, entendam, destaquem e respeitem os aspectos legais, as implicações e as sanções que podem advir nos casos de recusa vacinal, explicando aos indivíduos, pais e responsáveis todos esses aspectos.

Outra ação proposta é que se estabeleçam mecanismos legais que tornem obrigatória a apresentação da carteira de vacinação atualizada de todas as crianças e adolescentes como pré-requisito para matrícula em estabelecimentos que prestem atenção a eles, como berçários, creches e escolas.

Constatada qualquer incompatibilidade entre o documento e o indicado pelo Programa Nacional de Imunizações, o manifesto sugere que pais e responsáveis sejam convocados e encaminhados a um serviço de saúde para que lhes sejam passadas as informações sobre o calendário vacinal, por meio de profissionais capacitados.

De acordo com o manifesto, o ingresso de crianças e adolescentes em estabelecimentos de cuidados e de ensino representa uma importante oportunidade diagnóstica da situação vacinal e ferramenta para correção de falhas e atualização do calendário preconizado pelo Ministério da Saúde, com a possibilidade de se responder a dúvidas e questionamentos dos pais e responsáveis sobre vacinação.

“As sociedades médicas signatárias deste documento entendem que as propostas apresentadas se mostram como ações efetivas na busca de uma melhor saúde pública para todos os brasileiros, particularmente no que se refere ao controle das doenças imunopreveníveis, e se colocam abertos a discussões em busca de caminhos e soluções junto às entidades governamentais competentes”, destacou o documento.

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Vacina obrigatória tem respaldo da lei

Vacinação obrigatória deve ajudar a manter doenças já erradicas longe do Brasil

Vacinação obrigatória deve ajudar a manter doenças já erradicas longe do Brasil

Foto: Marcelo Camargo/ABr

O texto destaca a existência de dispositivos legais no Brasil que estabelecem a obrigatoriedade da vacinação de crianças, como o Decreto n° 78.231, de 12 de agosto de 1976, que regulamenta o Programa Nacional de Imunizações.

O artigo 29 prevê que “é dever de todo cidadão submeter-se e aos menores dos quais tenha a guarda ou responsabilidade à vacina obrigatória”, enquanto o parágrafo único cita que “só será dispensada da vacinação obrigatória a pessoa que apresentar atestado médico de contraindicação explícita da aplicação da vacina”.

O manifesto também faz referência à Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e cujo artigo 14 diz que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

O documento destaca ainda o artigo 13, que diz que “casos suspeitos ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao conselho tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”, e o artigo 249, que prevê multa de três a 20 salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência, para quem “descumprir dolosa ou culposamente os deveres inerentes ao poder familiar ou decorrentes de tutela ou guarda, bem assim, determinação da autoridade judiciária ou conselho tutelar”.

Obrigatoriedade não é novidade

Em alguns estados, a vacinação obrigatória é um requisito para realizar a matrícula de crianças na escola

Em alguns estados, a vacinação obrigatória é um requisito para realizar a matrícula de crianças na escola

Foto: Erasmo Salomão/Ascom/MS

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, explica que a proposta é chamar a atenção da população para algo que não é novo – a obrigatoriedade da vacinação no país.

Para ela, os decretos e leis citados no documento podem ter sido esquecidos ao longo do tempo, uma vez que, até a década de 90, era rotina que toda criança apresentasse a carteira de vacinação no ato da matrícula.

“Hoje, a gente tem escolas que fazem, alguns estados que regulamentam isso um pouco mais. E o que a gente está fazendo aqui é trazer isso de novo para discussão, entendendo que não é nossa intenção simplesmente dizer ‘Vamos obrigar’. Isso é o pontapé de um trabalho que pretendemos fazer com outras sociedades, órgãos governamentais e órgãos representativos da educação.”

Isabella citou inquéritos internacionais que sugerem que mais de 70% dos brasileiros acreditam na vacinação, enquanto 20% hesitam em meio a fake news (notícia falsa).

Para ela, a prova de que a população confia nas doses é o índice de 97% de crianças vacinadas contra a poliomielite e o sarampo após campanha em massa feita pelo governo federal.

“Cadê essas pessoas contra a vacina? São poucas. É diferente da Europa e dos Estados Unidos, que precisam obrigar quem é contra a se vacinar. Aqui, a gente precisa criar um movimento que faça com que essas pessoas tenham a proatividade de vacinar seus filhos”, afirma.

A médica pediatra reforçou que a ideia não é embarreirar alunos em instituições de ensino por falta de vacinas. A obrigatoriedade, segundo ela, estaria relacionada apenas à apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula, para que não haja risco de evasão escolar.

“Não podemos ter crianças brasileiras fora da escola porque não estão com a carteira de vacinação em dia. Por isso, volto a dizer: o manifesto é uma forma de colocar o assunto em pauta”, conclui.

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O manifesto que pede vacina obrigatória será encaminhado ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Educação, ao Poder Legislativo e a representações e entidades médicas de outras especialidades.

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Brasil tem mais de 1,7 mil casos de sarampo confirmados, segundo ministério

iG São Paulo

Desde o início deste ano até agora, nove pessoas morreram acometidas pela doença; com o fim da campanha de vacinação, Ministério da Saúde consegue atingir meta de imunização de 95% do público-alvo; saiba mais sobre a vacina

Segundo o Ministério da Saúde, ainda há mais de 7 mil casos de sarampo a serem investigados para confirmação

Segundo o Ministério da Saúde, ainda há mais de 7 mil casos de sarampo a serem investigados para confirmação

Foto: REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Até o início desta semana, o Brasil contabilizou 1.735 casos de sarampo, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (19). O levantamento também apontou que nove pessoas morreram devido à doença. Contudo, ainda há 7,8 mil casos em investigação pelos órgãos de saúde para verificar a possibilidade da enfermidade.

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Apesar do número alarmante, os casos de sarampo se concentram em dois estados: Amazonas e Roraima, onde há surtos da doença. No Amazonas, 1.358 pessoas foram afetadas pela enfermidade, o que representa mais de 70% dos casos. Em Roraima, foram 310 casos, ou 17% do total.

Outras pessoas também tiveram o diagnóstico de sarampo confirmado em outros estados, mas os casos foram considerados isolados: Rio Grande do Sul, com 24 registros; Rio de Janeiro, 18; Pará, 13; Pernambuco e Sergipe, com 4 cada; São Paulo e Rondônia, com 2 cada.

Em relação às mortes confirmadas, quatro aconteceram em Roraima, sendo um brasileiro e três estrangeiros, e quatro no Amazonas, todos brasileiros. No Pará também foi registrada uma morte, um indígena Venezuelano.

Segundo o governo federal, o genótipo do vírus (D8) que circula, hoje, no território brasileiro é o mesmo detectado na Venezuela, que enfrenta um alastramento da doença desde o ano passado.

Casos de sarampo devem diminuir após campanha de vacinação

A pasta pretende diminuir os casos de sarampo após atingir a meta de vacinação

A pasta pretende diminuir os casos de sarampo após atingir a meta de vacinação

Foto: shutterstock

Com o fim da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Sarampo na última sexta-feira (14), o Ministério da Saúde conseguiu colocar o Brasil dentro da meta de imunização estipulada pela pasta de 95% do público-alvo para garantir a proteção contra as duas doenças.

Com o novo levantamento divulgado nesta segunda-feira (17), a média geral de vacinação contra sarampo foi de 95,3%, e a de poliomielite ficou em 95,4%. No total, 21,4 milhões de doses foram aplicadas, beneficiando 10,7 milhões de crianças entre um e quatro anos e nove meses.

A campanha, que inicialmente terminaria no dia 31 de agosto, chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde até semana passada. Contudo, alguns estados e municípios que ainda não conseguiram atingir a meta devem manter a vacinação.

A orientação da pasta, este ano, era de que todas as crianças com mais de 1 ano e menos de 5 anos de idade recebessem doses das vacinas, inclusive se já tivessem sido imunizadas anteriormente. Caso a criança já tivesse sido vacinada, a nova dose serviria, portanto, de reforço.

Mas mesmo sem a ação, as vacinas ficam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) durante o ano todo, e também podem ser tomadas por adultos que ainda não foram imunizados.

Tira-dúvidas sobre o sarampo

Casos de sarampo não eram registrados no Brasil desde 2016, quando a doença foi erradicada do País

Casos de sarampo não eram registrados no Brasil desde 2016, quando a doença foi erradicada do País

Foto: shutterstock


  • O sarampo voltou? 

Sim. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Brasil vive um surto da doença, concentrado em Roraima e Amazonas, mas há dois casos confirmados no Rio de Janeiro, sete no Rio Grande do Sul, dois no Mato Grosso e um em São Paulo.

  • Como posso me proteger? 

A maneira mais eficaz de manter a população imune é a vacinação. Por isso, a meta do Ministério da Saúde é imunizar 95% da população de 12 meses a 49 anos.
Outras medidas que podem ser tomadas para evitar a contaminação são: higienizar as mãos sempre antes de tocar olhos, boca e nariz, antes das refeições, e evitar espirrar e tossir nas mãos.

A circulação do vírus costuma ser maior em ambientes fechados e aglomerados, que devem ser evitados por quem não recebeu a proteção.

  • Há mais de uma vacina que protege contra a doença? As duas estão disponíveis na rede pública? 

Sim. Se seguir a rotina do Programa Nacional de Imunizações, crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade recebem uma dose da tríplice viral aos 12 meses e depois outra aos 15 meses de idade da tetra viral. Ambas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.

Já as crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente acabam recebendo duas doses da vacina tríplice viral, com um intervalo de um a dois meses.

Para quem foi vacinado, o segundo secretário da SBIm faz um alerta: “Até o ano 2000 se fazia a vacina em crianças de 9 meses. Mas o ideal é que a criança seja imunizada após os 12 meses, ou seja, quem foi protegido antes de 1 ano de idade deve buscar a vacina na rede pública, pois não é considerado adequadamente imune”.

  • Adultos que não se lembram ou não têm certeza se tiveram sarampo precisam se vacinar? 

Apesar de ser voltada para o público infantil, adultos e adolescentes que não receberam a vacina podem buscar a proteção nos postos de saúde gratuitamente. “Se a pessoa perdeu o comprovante da vacina e não tem certeza se tomou, o ideal é buscar a imunização. Não tem problema fazer doses a mais, caso a administração já tenha sido feita antes”, garante Juarez.

Para os adolescentes e adultos de até 49 anos há duas recomendações, segundo o Ministério da Saúde: pessoas de 10 a 29 anos devem receber duas doses da tríplice viral, enquanto pessoas de 30 a 49 anos só recebem uma dose da tríplice viral.

  • Quem tem mais de 50 anos pode tomar a vacina? 

Segundo o Ministério da Saúde, mesmo se a pessoa com mais de 50 anos não tenha certeza se tomou ou não a imunização, não há necessidade de recorrer à proteção.

“Entende-se que na infância dessas pessoas, como não tinha vacina, a chance delas terem tido a doença é grande, por isso não é preciso receber a dose. Porém, a SBIm recomenda a imunização, já que não dá para ter certeza se o indivíduo teve ou não a condição”, avalia Cunha.

  • Quem já se vacinou precisa tomar reforço? 

Não. Segundo o Ministério da Saúde, quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

  • E quem já teve sarampo? 

Também não. Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba e rubéola são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, é melhor buscar a vacinação.

“Só não vai tomar a vacina quem tiver certeza que já foi vacinado ou teve a doença. E essa certeza é comprovada pelo comprovante na carteira vacinal ou exames que atestam sarampo. Se a pessoa não tiver, melhor ser imunizado. Só a história de que teve a doença ou recebeu a vacina não vale”, pontuou o especialista da SBIm.

  • Bebês estão sob risco da doença? 

Bebês de mães que foram vacinadas já nascem com os anticorpos necessários para proteção contra o sarampo, por isso a vacina não é necessária. No entanto, em casos excepcionais de surtos, há indicação de imunizar bebês de 6 meses. No momento, essa medida não é necessária.

  • Gestantes podem se vacinar? 

Não. A recomendação do Ministério da Saúde é que as grávidas devem esperar para serem vacinadas após o parto.

Para quem está se planejando engravidar, é ideal ter certeza de que está protegida. Nesses casos, um exame de sangue pode dizer se a pessoa já está imune à doença. Se não estiver, a vacina pode ser tomada um mês antes da gravidez.

  • Há alguma contraindicação da vacina? 

“Por se tratar de uma vacina atenuada, com vírus vivos enfraquecidos, imunodeprimidos não devem receber as doses”, aconselha Cunha.

Entende-se como imunodeprimidos aqueles que estejam com a imunidade comprometida seja por alguma doença ou medicação, como pessoas com câncer que estejam recebendo quimioterapia ou que vivem com o vírus HIV.

  • Quais cuidados devo ter após a vacinação? 

De acordo com a SBIm, qualquer sintoma grave ou inesperado após a imunização deve ser notificado ao serviço que realizou a administração da dose. Em caso de febre, a proteção deve ser adiada até que ocorra a melhora do indivíduo.

“Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas”, complementa.

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O sarampo é uma doença infecciosa aguda , de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do vírus acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Não há um tratamento específico para quem contrai a infecção. A orientação é que a pessoa receba a administração da vitamina A, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado, segundo o Ministério da Saúde.

Para os casos de sarampo sem complicação, o indicado é manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pela pasta.

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Sua língua diz muito: saiba interpretar os sinais sobre seu estado de saúde

iG São Paulo

É possível detectar sintomas de problemas com a saúde a partir dos aspectos da língua como cor, forma, textura e tamanho; saiba o que cada um significa

A língua pode revelar sinais de doenças como gastrite, diabetes e anemia

A língua pode revelar sinais de doenças como gastrite, diabetes e anemia

Foto: shutterstock

É provável que você não passe muito tempo examinando sua língua. Mas uma olhada mais atenta neste músculo pode revelar muito sobre o seu estado de saúde em geral. De fato, há toda uma gama de informações que podem ser obtidas a partir da “leitura” do seu tamanho, textura, cor e forma.

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De acordo com o médico australiano Waveny Holland, do Centro de Cura Natural e Bem-estar Serendip, os sinais que a língua dá correspondem a informações sobre diferentes partes do corpo, podendo significar indicativos de doença e desequilíbrio antes mesmo de qualquer outro sintoma.

Embora não haja muitos estudos que possam explicar porque exatamente a estrutura consegue manifestar alterações tão abrangentes, há uma área na medicina destinada aos estudos da boca e dos dentes.

Conhecida como estomatologia, a especialidade investiga tudo o que diz respeito aos tecidos da boca, incluindo quadros sérios de anemia, gastrite e diabete.

Saiba como interpretar os sinais da língua

Uma língua saudável deve ser rosa ou vermelho claro, com um leve revestimento branco

Uma língua saudável deve ser rosa ou vermelho claro, com um leve revestimento branco

Foto: Thinkstock/Getty Images


  • Cor da língua

“Uma língua normal e saudável tem geralmente a cor rosa, vermelho claro, com um leve revestimento branco, não é nem muito grossa ou fina, e não é flácida ou fica sobrepondo os dentes”, explicou Holland ao Daily Mail.

Se a circulação de sangue é restrita, o que pode ocorrer durante a menstruação, a língua pode ficar mais roxa, informou o especialista.

Uma língua pálida pode sinalizar deficiência de vitaminas ou minerais e é mais comumente observada entre aqueles que sofrem de anemia. Já uma língua vermelha (dependendo de qual área do corpo corresponde ao mapa da língua) representa o calor. Isso pode indicar febre ou aumento da temperatura corporal associada à menopausa.

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  • Forma de língua

A primeira parte do diagnóstico pode incluir uma observação sobre a forma da língua. Para Holland, uma língua inchada pode sugerir uma falta de nutrientes e umidade, enquanto uma língua fina pode sugerir desidratação.

  • Revestimento da língua

Se a língua tiver um revestimento fino e branco, isso é considerado saudável e normal. No entanto, se não houver revestimento, isso pode sinalizar desidratação.

Uma língua amarela e seca indica “calor” no corpo. Quanto mais profunda a cor, maior o nível de ‘calor’ do corpo. Isso pode indicar uma infecção, acúmulo bacteriano ou outros desequilíbrios.

Uma língua com aparência cinza e preta indica “estagnação”. Estagnação refere-se ao fluxo de energia, sangue e fluido no corpo.

  • Textura da superfície da língua

Uma língua com saliências, protuberâncias ou rachaduras também pode revelar uma série de problemas potenciais de saúde.

Protuberâncias na língua são diagnosticadas dependendo de onde elas estão e como elas se parecem especificamente, explicou Holland. Por exemplo, um inchaço na parte superior da língua pode ser um sinal de uma infecção bacteriana ou viral, ou até mesmo uma possível reação alérgica à medicação.

Fissuras profundas no centro indicam que um paciente está propenso a problemas digestivos, enquanto feridas (úlceras) podem indicar uma deficiência.

Uma língua irregular, também chamada de “língua geográfica”, pode refletir o calor no estômago, que pode se manifestar como refluxo ácido.

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Uma língua rachada, com sulcos na borda externa, indica retenção de fluidos.

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Mais de 90% das crianças foram vacinadas contra sarampo e poliomielite

iG São Paulo

Apesar de 17 estados ainda não terem atingido a meta de vacinação do Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de crianças estão protegidas

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Foto: Erasmo Salomão/ Ascom/ MS

A quase uma semana para o fim da Campanha Nacional de Vacinação Contra Sarampo e Poliomielite, o Ministério da Saúde conseguiu vacinar mais de 90% das crianças que fazem parte do público-alvo.

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Na prática, mais de 10 milhões de crianças de um ano e menores de cinco anos no país receberam o reforço de vacinação contra sarampo e pólio. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (5).

Para vacinar as mais de 976 mil crianças que ainda faltam, o Ministério da Saúde prorrogou a campanha em 15 dias, até o dia 14 de setembro. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que as crianças sejam vacinadas.

De acordo com a pasta, os estados que conseguiram atingir a meta de vacinação de 95% foram Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Sergipe, Goiás, Paraíba, Maranhão e Ceará.

Contudo, outras 17 unidades federativas ainda não chegaram nesse percentual. Confira:

  • Rio de Janeiro (76% para o sarampo; 74,4% para a pólio)
  • Roraima (78,6% para o sarampo; 77,8% para a pólio)
  • Distrito Federal (82,9% para o sarampo; 83,3% para a pólio)
  • Piauí (83,5% para o sarampo; 83,8% para pólio)
  • Acre (85,5% para sarampo e pólio)
  • Bahia (87,9% para o sarampo; 88,5% para pólio)
  • Rio Grande do Sul (88,5% para sarampo; 89% para pólio)
  • Amazonas (92% para o sarampo; 89,1% para pólio)
  • Alagoas (89,6% para sarampo e pólio)
  • Tocantins (90% para sarampo e pólio)
  • Rio Grande do Norte (89,8% para o sarampo; 90,4% para pólio)
  • São Paulo (89,7% para sarampo; 90,6% para pólio)
  • Pará (86% para sarampo e pólio)
  • Minas Gerais (91,9% para sarampo; 92,2% para pólio)
  • Paraná (93% para sarampo; 93,6% para pólio)
  • Mato Grosso do Sul (93,4% para sarampo; 93,8% para pólio)
  • Mato Grosso (92,3% para sarampo e pólio)

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças entre um e quatro anos e nove meses devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Foi dada mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Dezessete estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP).

Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Casos de sarampo no Brasil

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira. O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação. O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério, que pretende continuar com a vacinação contra sarampo e pólio até a próxima semana.

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