Por que voltamos a ganhar peso?

quadrado incial

Por Mark Sisson

É uma história milenar. As pessoas tem uma enorme quantidade de peso a perder e se livrar através de uma combinação de dieta, exercícios e modificações de estilo de vida. E elas se sentem fantásticas. Elas têm energia durante dias, a pele brilha, elas exalam confiança recém descoberta e elas experimentam outros milagres pequenos. Muitos de vocês viveram isso. Mas então algo acontece: a perda de peso para, ou pior, ela inverte. Elas podem manter o peso sob controle desde que a sua dieta seja inflexível sem pular nenhuma treino, mas assim que escorregar, mesmo que seja apenas um pouco, elas ganham peso. E quando ganham, elas parecem ganhá-lo mais rápido e mais facilmente do que deveria ser normal. Isso simplesmente não parece justo.

O que esta acontecendo aqui?

mark porque engordamos

Tudo se resume a forma de como ganhamos e perdemos peso como seres humanos.

Veja, há dois tipos de ganho de gordura: hipertrófica e hiperplásica. Hipertrofia do tecido adiposo é quando as células de gordura existentes ficam maiores. Hiperplasia do tecido adiposo é quando novas células de gordura são criadas.

A grande maioria das células de gordura são criadas e estabelecidas durante a infância e adolescência. Durante a primeira infância e de idades de 9 a 13 parecem ser especialmente fases cruciais para hiperplasia adiposa. Após a adolescência, você está preso com o número de células de gordura que seu corpo fez. Existem algumas diferenças regionais em como os adultos ganham gordura corporal, com a superalimentação e criação de novas células de gordura na parte inferior do corpo, mas não gordura corporal superior, porém a maior parte do número de células de gordura que uma pessoa tem é fixa durante a adolescência e apenas aumenta em adultos com obesidade. Se as células de gordura existentes estão cheias até o limite e não há outro lugar para colocar a energia nova, o corpo irá criar novas células.

Na verdade, a hiperplasia adiposa em um adulto é um recurso de segurança. Por mais que eu odeie a idéia de adicionar inteiramente novas células de gordura em nosso corpo, elas são depósitos para o excesso de energia. Se você não tem as células de gordura extra, você vai começar a depositar gordura no fígado e em torno dos outros órgãos – basicamente, qualquer lugar. Isso pode ter efeitos desastrosos sobre a nossa saúde. Os estudos em animais mostram que a indução da hiperplasia do tecido adiposo para o excesso de energia alivia os sintomas da diabetes tipo 2 em ratos obesos, enquanto a obesidade hipertrófica (células de gordura maiores) está associada com a diabetes de tipo 2. A esse respeito, hiperplasia atrasa o desenvolvimento da esteatose hepática, diabetes e outras doenças decorrentes do acúmulo de nutrientes severamente excessivo, fornecendo um lugar para colocar os nutrientes.

A perda de peso não remove essas células de gordura, no entanto. Ela suga a gordura a partir das células adiposas já existentes, deixando as células vazias para trás. Uma pessoa obesa que anteriormente fez dieta e exercícios e chegou até 15% de gordura corporal ainda tem o mesmo número de células de gordura que ela tinha quando estava com 35% de gordura corporal. A gordura é apenas mais espalhada entre as células, o que faz com que a recuperação do peso seja comum. Por quê?

Está relacionado com hormônio da saciedade, a leptina.

Muitos dizem que a leptina reflete a massa gorda. Isso é verdade, mas não é a história completa. Os níveis de leptina refletem a massa de gordura e o tamanho de cada uma das células de gordura. Isto significa que tecido adiposo total (a gordura corporal em todo o corpo) e o tamanho das células de gordura individuais afetam a secreção de leptina, com pequenas células de gordura (das quais os ex-obesos têm em abundância) secretam cerca de 1/7 mais leptina que uma célula de gordura maior. Se você estiver andando por aí com uma tonelada de células de gordura minúsculas, quase vazia após a perda de peso, você vai secretar muito menos leptina do que uma pessoa perpetuamente magra, que sempre teve mais ou menos à mesma percentagem de gordura corporal. Isto tem vários efeitos que predispõem o ex-obeso a recuperação do peso:

  • Seu gasto calórico cai. A leptina regula a quantidade de energia que é queimada (e quanta atividade física foi feita). Se os níveis de leptina são baixos, a pessoa não vai querer fazer exercícios como gostaria caso não fosse ex-obesa e ela queima menos energia fazendo isso. 
  • Seu apetite aumenta. Em uma pessoa que sempre foi magra cujas células de gordura são maiores e menos numerosas, a leptina adequada mantém a homeostase do apetite regulado. Se os receptores de leptina em seu hipotálamo (cérebro) não estão recebendo muita ativação, no entanto, o cérebro assume que você está morrendo de fome e precisa de mais alimentos. Os efeitos dos hormônios da saciedade pós-prandial são inibidos (de modo a sentir mais fome mais rápidamente após as refeições) e a sinalização do apetite é ativada (para você ficar realmente com fome). Os mecanismos corporals de recuperação do peso perdido são desencadeados.
  •  Os tecidos periféricos ficarão preparados para armazenar, em vez de queimar nutrientes. As células de gordura pequenas têm uma espécie de “memória de gordura.” Uma vez estabelecidas, estas células de gordura novas são mais prováveis de recuperar o peso perdido na presença do excesso de energia (que, como você se lembra, os seus níveis de leptina estão induziem seu consumo).

Isso torna as coisas mais difíceis para o ex-obesos ou com ex-sobrepeso. Mesmo se elas perderem 50 kg e jogando para baixo a porcentagem de gordura corporal para um nívei ideal, elas ainda mantem todas estas células de gordura que “querem ganhar peso”, aumentar a fome e impedir que haja muito gasto calórico.

Existe algum método para abater as células de gordura “extra”? Existem métodos que funcionam, mas são provavelmente inviável ou têm efeitos colaterais indesejáveis:

Adipotide é uma droga experimental de perda de peso que mata as células de gordura, cortando seu suprimento sanguíneo. Isso causa a perda de peso rápida em macacos e os testes em humanos estão em andamento. Algumas cobaias humanas já se submeteram ao teste, é claro, mas os seus resultados preliminares não parecem muito promissores, a menos que você goste de danos nos rins, hipoglicemia, urina turva, controle da bexiga problemático e dor constante. Eu faria uma longa espera para ver se um dia a droga se mostra segura.

A leptina pode programar a morte celular nas células de gordura. Claro, uma vez que as células de gordura em sua maior parte vazias secretam muito pouca leptina, o ex-obeso não conta com seu tecido adiposo fornecendo leptina suficiente como nas outras pessoas. A terapia com leptina funciona bem para matar células de gordura, mas é muito cara (algo tipo 600 mil por ano).

A suplementação de ácido linoleico conjugado de alta dose pode induzir apoptose de células de gordura em ratos com excesso de peso, mas também causa diabetes lipodistrófica, resistência à insulina, hiperinsulinemia e inchaço do fígado. Estes não são efeitos colaterais da eliminação das células de gordura. Eles são características. Melhor obter seu ALA através de carnes ou produtos lácteos alimentados com capim.

Há uma série de compostos de plantas que funcionam em animais como os extratos de chá verde e o resveratrol. Será que beber chá verde matcha e malbec chileno destroi suas células de gordura? Provavelmente não, mas não pode doi tentar e eles certamente podem ser adições saudáveis ​​a uma dieta.

 Lipoaspiração remove células gordas em regiões desejadas, embora a viabilidade da manutenção a longo prazo destas perdas não esteja claro. Os estudos em animais indicam que a remoção cirúrgica de células de gordura redireciona o ganho de gordura subsequente para diferentes partes do corpo. Em um estudo recente, os indivíduos que fizeram a lipoaspiração recuperaran seu peso perdido dentro de um ano, tudo isso vai de barriga ao estoque visceral.

Algo que funciona bem é termogênese fria (cold thermogenesis). Converte as células brancas existentes em células marrons. Infelizmente, as pessoas teriam que fazer todo ano e dificilmente alguem estaria disposto a fazer isso, a não ser que viva no Alaska. 

Não há respostas fáceis, infelizmente. É um fato simples que o ex-obeso tem que trabalhar mais , exercer mais força de vontade e ser mais exigente com suas dietas para evitar a recuperação do peso. Mas isso pode ser feito e até que tenhamos segurança, métodos  eficazes e de longa duração para remover ou causar a morte limpa de células de gordura não desejadas, ou até que a terapia de leptina se torne rentável, espero que aqueles de vocês que perderam peso e querem evitar seu ganho novamente tenham sucesso na sua nova jornada de vida saudável.

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Primal Brasil

Sua dor de cabeça não passa? Existem mais de 80 tipos diferentes

iG São Paulo

Como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes

Queixa muito frequente nos consultórios e pronto-socorros é a dor de cabeça. Cientificamente chamada de cefaleia, possui mais de 80 (isso mesmo, oitenta!) tipos diferentes.

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Foto: BBC Brasil


O segredo

Mas como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes, na história clínica bem feita e na presença (ou ausência) de alterações do exame neurológico. 

Pontada, queimação ou peso?

Assim, a dor de cabeça pode se manifestar sob a forma de aperto ou de pontada, de peso ou de queimação, pode ser pulsátil (latejante) ou passar a sensação de uma enorme pressão… Pode começar lentamente e ir piorando, ao longo de horas, ou pode começar subitamente, já muito forte. Pode piorar ao longo do dia ou, de forma diversa, melhorar ao longo do dia. Pode melhorar se o paciente dormir. Pode aparecer com excesso de solto. E com a falta dele também. 

Pode ser estresse? Pode!

Pode ser estresse? Pode!

Foto: Thinkstock/Getty Images


Pode ser estresse 

Pode ser aguda ou pode ser crônica. Pode decorrer de estresse? Pode! Pode decorrer de uma noite mal dormida? Pode também! Pode ser reflexo de outras doenças, tais como pressão alta, alterações de tireóide, alterações visuais ainda não corrigidas… Ou podem, ao estar associadas a determinadas alterações visuais indicar a chance de um tumor cerebral… As alterações visuais podem até – veja só! – avisar ao indivíduo que dentro em breve começará uma grande crise de enxaqueca.

Existem episódios de enxaqueca que levam até mesmo à instalação, ainda que transitória, de déficits de força. Ou seja, o paciente pode logo após a crise presentar perda de força ou visual, recuperando após certo período.

Tratamento

O tratamento, como não poderia deixar de ser, é extremamente variado. Utilizam-se analgésicos simples, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, anti-depressivos ou até mesmo remédios anti-epilépticos. Tudo depende do diagnóstico correto.

De forma geral, as dores de cabeça esporádicas, episódicas, não causam grande preocupação, exceto se súbitas, intensas ou acompanhadas de alterações graves como perda da consciência.

Aquela dor de cabeça que não passa, no entanto, deve ser analisada e investigada mais de perto. Como se pode notar, as características e nuances são muitas, e só um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto, afastar doenças mais graves e indicar o tratamento mais eficaz.

Por isso mesmo, pela presença de tantas variáveis que levam a caminhos tão diferentes, não se deve praticar a automedicação. Procure um especialista qualificado, de sua confiança ou da confiança de algum conhecido seu. Com saúde não se brinca, não se arrisca. Consulta médica não é custo, é investimento.

Dr Paulo

Dr Paulo

Foto: Arquivo pessoal

**Dr Paulo Porto de Melo é neurocirurgião formado pela UNIFESP, especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint-Louis (EUA). Facebook: @DrPauloPortoDeMelo e Instagram @ppmelo.



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Cientistas apostam em células-tronco em pesquisa para curar cegueira

BBC

Cirurgiões em Londres implantam ‘remendo’ de células oculares em olho de paciente com degeneração macular, principal causa de perda de visão em países desenvolvidos

Cirurgiões em Londres realizaram uma operação pioneira para testar um novo tratamento de um tipo de cegueira usando células-tronco. A “cobaia” foi uma mulher de 60 anos, portadora de degeneração macular, uma doença ocular degenerativa, em procedimento realizado no Moorfields Eye Hospital. A doença é a principal causa de perda de visão em países desenvolvidos.

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

Foto: BBC

No Brasil, cerca de 2,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos têm a doença, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 

A técnica envolve o uso de uma espécie de “remendo”, feito com células oculares provenientes de doações, implantado na parte posterior da retina. 

A cirurgia faz parte de um projeto criado há uma década para tentar reverter a perda de visão em pacientes com degeneração macular. Dez pacientes com o tipo “úmido” da doença, considerado o mais grave, participarão dos testes. Todos eles têm expectativa de sofrer perda súbita de visão por conta de defeitos nos vasos sanguíneos localizados nos olhos.

Luz azul dos celulares e tablets pode causar degeneração na retina

Qualquer forma de cortisona pode causar glaucoma, alertam oftalmologistas

Modelo atacada com ácido recupera visão com células-tronco

Após a cirurgia, os pacientes serão monitorados por um ano para que se cheque se o tratamento é seguro e se houve melhora de visão.

A mulher que se submeteu à cirurgia não quis ser identificada. Segundo o coordenador do projeto, o médico Peter Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, o remendo de células parece estável.

“Não poderemos saber antes do Natal se a visão está boa e por quanto tempo pode ser mantida”, explicou Coffey.

As células usadas na terapia são do epitélio pigmentar da retina (EPR), uma camada celular responsável pela “manutenção” dos fotorreceptores na mácula, o ponto do olho em que enxergamos com maior clareza e definição. Em casos de degeneração macular, as células EPR morrem e pacientes perdem sua visão central, que fica distorcida e borrada.

“Este é um projeto verdadeiramente regenerativo. No passado, era impossível substituir células perdidas. Se conseguirmos fazer com que as células implantadas funcionem, isso seria de imenso benefício para pessoas ameaçadas de cegueira”, explica Lyndon Da Cruz, do Moorfields Eye Hospital, e que conduziu a cirurgia inicial.

‘Viável’

A equipe trabalhando em Moorfields recebe apoio financeiro da empresa farmacêutica Pfizer.

Não é a primeira vez que cientistas usaram células-tronco em tratamentos de cegueira. Em 2012, pacientes com a doença de Stargardt, que também é marcada pela degeneração da visão, foram injetadas com embriões em experimentos nos EUA e na Grã-Bretanha, que também envolveram uma equipe de Moorfields.

O hospital londrino também tem um programa em que 40 pacientes com degeneração macular receberam tratamento com células tiradas dos próprios olhos.

“Vimos alguns casos impressionantes de recuperação, com algumas pessoas conseguindo voltar a ler e a dirigir. E essa recuperação tem sido sustentada por anos”, explica Da Cruz.

O médico, no entanto, ressalta que o uso de células dos próprios pacientes é complexo e traz riscos, o que explica o fato de o novo estudo usar as células-tronco, que podem produzir um suprimento ilimitado de células.

Estudos em animais mostraram, segundo Da Cruz, que o uso dos “remendos” é viável. Mas até que conheçam os primeiros resultados dos testes em humanos, seu funcionamento em humanos permanece uma incógnita.

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Princípio ativo traz esperança para pacientes com HF

No Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que ocorreu entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro de 2015 em Londres, Inglaterra, uma novidade chamou a atenção da maioria dos médicos presentes. A descoberta de um princípio ativo, chamado evolucumab, que promete ser uma luz no fim do túnel para pacientes com hipercolesterolemia familiar (HF).

A droga não cura a doença, mas pode baixar drasticamente os níveis de colesterol ruim. Enquanto os tratamentos disponíveis, com uso de medicamentos convencionais, como as estatinas, baixam em média 3% do nível de LDL, o colesterol ruim, o evolocumab alcançou resultados 10 vezes maiores.

O medicamento age eliminando a proteína PCSK-9, que impede a destruição de LDL no fígado. Uma vez livres, as células hepáticas conseguem ‘matar’ o LDL e diminuir o nível desse colesterol no organismo. Além disso, ele é uma ótima opção para quem é intolerante às estatinas e sofre muito com seus efeitos colaterais, como dores musculares e cansaço.

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Leia aqui sobre o diagnóstico da HF
Leia aqui sobre a luta para baixar o colesterol ruim

Aprovado nos EUA e na Europa, o pode demorar até 24 meses para ser aprovado pela Anvisa, segundo a indústria farmacêutica. No entanto, mesmo assim ele não será muito acessível — seu custo previsto é de aproximadamente 13 a 14 mil dólares por ano. O que muitos especialistas defendem é que, além da possibilidade de controlar melhor o colesterol e proporcionar mais bem-estar aos pacientes, a nova droga é importantíssima porque traz esperança de tratamento a uma doença negligenciada.

“A recente descoberta do PSCK-9 praticamente obrigou as pessoas a se debruçarem sobre o estudo do colesterol. O que consequentemente aumentou os conhecimentos sobre o problema, trazendo novos horizontes e melhorias no diagnóstico”, afirma Francisco Fonseca, presidente da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

Esses fármacos não vão diminuir a mortalidade por doenças cardiovasculares no país, porque o acesso a eles será muito restrito. Mas podem fazer com que médicos e a população, que precisa do tratamento convencional bem feito, conheçam melhor as implicações da hipercolesterolemia — e isso sim diminui a mortalidade por doenças do coração.

Segundo os médicos,  nem todo mundo precisa tomar o medicamento. Cerca de 80% dos que sofrem de HF poderiam ser beneficiados pelo tratamento já existente, mas muitas vezes ele não é indicado por falta de conhecimento.

Para André Luis Batista Pereira, fundador e diretor da Associação Hipercolesterolemia Familiar, a esperança e a preocupação são grandes. “Eu não vejo a hora de o medicamento chegar ao Brasil. É o nosso porto seguro, é a mão que vai puxar a gente para cima. Vai ser literalmente revolucionário para quem tem a doença e não sabe mais o que faz para baixar o colesterol. Só espero que seja acessível. Não é todo mundo que tem esse dinheiro para pagar a medicação”, afirma.

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Dr. Drauzio Varella

Síndrome do Intestino Irritável e suas causas

Por Chris kresser

Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta 15 por cento da população dos EUA e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho (atrás apenas do resfriado comum), mas os tratamentos convencionais são ineficazes porque eles só tratam os sintomas. Descubra o que realmente causa a SII para que você possa começar bem e ficar bem sem medicamentos desnecessários.

intestino

Síndrome do Intestino Irritável (SII) é o distúrbio gastrointestinal funcional mais comum em todo o mundo, com taxas de prevalência variando de 9 a 23 por cento, dependendo da localização. SII afeta cerca de 15 por cento dos norte-americanos e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho. É responsável por 12 por cento das visitas aos prestadores de cuidados de saúde primários e custa cerca de $ 21 bilhões de dólares anualmente em despesas médicas diretas e custos indiretos com a diminuição da produtividade e absentismo.

Os sintomas de SII incluem gases, flatulência, constipação, diarreia e dor abdominal. Eles podem variar de levemente perturbadores a completamente debilitantes.

Mas o que é SII? Em termos médicos, é um “diagnóstico de exclusão.” Isso significa que ele é um rótulo aplicado quando outras condições de doenças são descartadas. Se você for ao seu médico queixando-se de gases, inchaço e dor, ele pode executar uma série de testes para determinar se você tem doença inflamatória intestinal (DII), diverticulite e outros problemas que afetam a estrutura do intestino.

Se essas condições estruturais são descartadas, o médico vai avaliar seus sintomas com base nos critérios de Roma, um conjunto de diretrizes desenvolvidas por consenso para diagnosticar esta condição. Esses incluem: ·

Dor abdominal recorrente ou desconforto pelo menos três dias por mês, nos últimos três meses associados com dois ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Defecação
  • Mudança na frequência de evacuações
  • Mudança na consistência das fezes

Se você atender a esses critérios, você vai ser diagnosticado com SII. O seu médico irá provavelmente prescrever qualquer um dos seguintes medicamentos, como ditado por seus sintomas:

  •  Medicamentos antidiarreicos. Estes incluem medicamentos OTC, como loperamida ou ácidos biliares ligantes como colestiramina ou colesevelam. (Ironicamente, muitos desses medicamentos causam inchaço como um efeito colateral!)
  •  Anticolinérgicos ou medicamentos antiespasmódicos. Estes incluem hyoscyamine e dicyclomine e são usados ​​para reduzir os espasmos intestinais e dor. (Infelizmente, eles pioram constipação e podem conduzir a outros sintomas como micção difícil. Eles também aumentam o risco de SIBO (super crescimento bacteriano no intestino), o que é uma causa subjacente da síndrome do intestino irritável SII -ver abaixo).
  •   Os médicos prescrevem frequentemente antidepressivos SSRIs para pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) porque ajudam a aliviar a depressão (associada com a SII), bem como inibem a atividade de neurônios que controlam o intestino.
  •  Medicamentos específicos para SII. Estes incluem alosetron, que é concebido para retardar a motilidade intestinal e reduzir a diarreia, e lubiprostona, o que aumenta a secreção de fluidos no intestino e acelera a motilidade. Estes medicamentos são normalmente usados ​​como último recurso, e alosetron só pode ser prescritos por médicos inscritos em um programa especial porque foi previamente retirado do mercado devido aos efeitos colaterais e riscos.

O que há de errado com o tratamento convencional para SII?

O problema fundamental com a abordagem convencional para síndrome do intestino irritável (SII) é que ela simplesmente suprime os sintomas e não aborda as causas subjacentes. Olhe para a lista de medicamentos acima. Elas são destinadas principalmente a abrandar ou aumentar a motilidade intestinal (para reduzir a diarreia ou constipação) e aliviar a dor.

 Cansado de lutar com esta síndrome? Trate a causa subjacente e cure de dentro para fora.

Mesmo se estes medicamentos forem eficazes para esses fins (muitas vezes eles não são, de acordo com muitos sofredores de SII), que muitas vezes têm efeitos colaterais que são idênticos aos sintomas que as pessoas com SII já experimentam como o gases e inchaço. E, em alguns casos, as drogas têm mais graves complicações e riscos. Alosetron, um medicamento usado para tratar a grave diarreia-predominante SII, foi temporariamente retirada do mercado após a ocorrência de efeitos adversos graves potencialmente fatais, incluindo cinco mortes e cirurgias intestinais adicionais.

 Uma abordagem melhor para SII: tratar a causa!

Dada a falha da abordagem convencional para tratar com sucesso a SII, os efeitos colaterais e os riscos associados com o tratamento com droga, os pacientes merecem uma outra alternativa.

Felizmente, a Síndrome do Intestino Irritável pode ser tratada e curada com sucesso, mesmo utilizando a medicina funcional. Na medicina funcional, vamos nos concentrar em tratar a causa subjacente de problemas de saúde ao invés de apenas suprimir os sintomas. Isto leva a melhora e a cura genuína e duradoura. 

Mas quais são as causas subjacentes desta síndrome? A resposta depende do paciente individual. Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é uma doença única, com uma única causa. Pelo contrário, é uma síndrome com um conjunto de sinais e sintomas que tem várias causas possíveis. 

Dito isto, tanto a pesquisa científica e minha experiência clínica sugerem que as seguintes cinco patologias são a causa subjacente da SII na maioria dos casos.

Tradicionalmente, a SII tem sido considerada um distúrbio gastrointestinal “funcional”. Isto significa que é causada por uma função anormal do trato gastrointestinal, ao invés de anomalias estruturais ou bioquímicas. Como você verá abaixo, isso pode ser verdade em alguns casos, mas em outros é muito provável que uma anormalidade bioquímica esteja presente (como supercrescimento bacteriano SIBO).

Isto é crucial para seu entendimento, porque durante muitos anos os pacientes com SII escutaram que era “tudo na sua cabeça.” A implicação era que a síndrome era uma desordem psicossomática causada por ansiedade, depressão ou algum problema psicológico desconhecido.

Enquanto a Síndrome do Intestino Irritável (SII) pode envolver uma disfunção no eixo intestino-cérebro, agora sabemos que ela é causada principalmente por alterações bioquímicas distintas e até mesmo estruturais no trato gastrointestinal. Esta importante descoberta foi removida do estigma doloroso (e injustificável) dos diagnósticos de SII e oferece esperança para as centenas de milhões de pessoas que sofrem desta síndrome no mundo todo.

Na parte dois abordaremos as condições e doenças intestinais por trás da Síndrome do Intestino Irritável, fiquem ligados e obrigado.

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Cada pessoa tem ‘nuvem’ particular de micróbios, diz pesquisa

BBC

Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por “chuva” de bactérias; cada indivíduo tem seu próprio microbioma, o que pode ter aplicação forense no futuro.

Neste exato momento, você está envolto por uma “nuvem” única, formada por milhares de bactérias, suas próprias bactérias, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos. Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por uma “chuva” de bactérias em sua pele e vai respirá-las, até chegarem ao seu pulmão.

“Aura” de bactérias pode atingir 30 centímetros ao redor do corpo

Foto: Thinkstock/Getty Images

Essa descrição está em um estudo, divulgado na publicação científica PeerJ, que analisou 11 pessoas e concluiu que é possível identificá-las pelos micróbios. Outras pesquisas já haviam mostrado a extensão do nosso microbioma – conjunto de bactérias, vírus e fungos no nosso corpo. Esse grupo pode ser transmitido por meio de contato direto, pelo ar ou por células mortas presentes na poeira.

Você pode dar uma passo para trás, por favor?

Os participantes do estudo permaneceram em uma câmara fechada por quatro horas, onde o ar era bombardeado para dentro por meio de um filtro, para evitar contaminação. Já os filtros dentro do cômodo coletavam amostras da “nuvem” das pessoas. E cientistas então analisaram as bactérias coletadas.

Como micróbios que vivem em ianomâmis isolados podem ajudar nossa saúde

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Bactérias podem ser chave para perda de peso, diz estudo chinês

“Acreditamos que vamos ser capazes de detectar o microbioma humano no ar que rodeia uma pessoa, mas ficamos surpresos em descobrir que podíamos identificar a maioria das pessoas do grupo apenas pelas amostras da nuvem de micróbios”, disse um dos pesquisadores, Dr. James Meadow.

O microbiólogo Ben Neuman, da Universidade de Reading, disse à BBC: “Você pode sentir o cecê (‘cheiro’ de corpo) de uma pessoa e ainda sabe que todas aquelas coisas estão rastejando em você – que maravilha!”

Segundo ele, essa “descoberta nojenta” faz sentido, já que há uma crescente percepção do microbioma, e mostra que, ao trocarmos bactérias, “estamos mudando um ao outro”.

Para Neuman, seria útil saber quais bactérias podem “voar” pelo ar. Mas ele deixa claro que não há com o que se preocupar.

Um banho extra?

O microbiólogo argumenta que não é o caso de se tomar mais banhos por dia. ”Não ajudaria. Precisamos apenas superar isso e seguir adiante.”

Na nuvem, há grupos de bactérias como a Streptococcus, que é comum em bocas, e outras que são encontradas em peles, como a Propionibacterium eCorynebac terium.

Os pesquisadores afirmam que essa combinação pode ter uma “aplicação forense”, para se detectar se alguém passou por um determinado local. No entanto, ainda não está claro o quanto o microbioma de cada um pode mudar ao longo do tempo.

Adam Altrichter, um dos pesquisadores do projeto disse à BBC: “Precisamos entender que não somos seres assépticos e isso é algo completamente natural e saudável”.

Segundo ele, o tamanho das nuvens ainda não foi medido, mas é estimado que ela se estenda por 30 centímetros.

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Bolachinhas de queijo low carb

Falando sobre receitas low-carb, hoje trago PAT FELDMAN, do blog crianças na cozinha, que vai falar sobre as melhores dicas e receitas com alimentos 100% de verdade, aquelas receitas saudáveis que ela prepara com muito amor e dedicação.

Nesse texto, ela vai falar sobre:

  • Bolachinhas de queijo incríveis e deliciosas;
  • Receita de bolacha facíl e rápida de preparar;
  • Quase não faz sujeira;
  • Cai bem na hora do lanche, acompanhando sopas, ou no café da manhã;
  • Dicas e muito, muito mais!

Clique aqui e aprenda a fazer esta ótima receita low-carb, com comida boa de verdade.

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Como reduzir o consumo açúcar da alimentação

Nós já falamos e somos conscientes em relação aos prejuízos que o açúcar traz para a nossa saúde, e como ele tem se convertido num mal para a nossa sociedade. Mas não adianta ficar só na teoria, é hora de agir! Quer saber como reduzir o açúcar da alimentação? O nosso muso Jamie Oliver declarou “guerra” doce contra o açúcar e convidou a gente para participar com ele. As nossas armas? Informação e uma monte de ideias para reduzir o açúcar branco refinado no dia a dia. Vamos?

Dá uma olhada em algumas das dicas e truques que o Jaime publicou lá no site dele para ajudar a gente a reduzir a ingestão de açúcar no dia a dia (fizemos uma tradução e adaptação do texto para ficar mais de acordo com a nossa realidade). Para o processo não ser muito radical, você pode começar a adotar algumas dessas ideias e dicas aos poucos. Você vai ver o impacto realmente positivo que essas mudanças simples vão ter sobre a sua saúde.

Bebida

  • Beba água! Essa a gente já sabia, né?! Bebida é água e nada pode substituí-la. Quando a sede bater, beba água em vez de bebidas adoçadas efervescentes e com açúcar. E não vem com refrigereco zero não… não adianta trocar açúcar por sódio!
  • Não tenha bebidas açucaradas em casa. Se elas não estão na sua geladeira, você não bebe. Simples assim. Guarde-as para quando você estiver fora, quase como se fosse um “mimo”. Aos poucos você vai ver que nem fora de casa você vai fazer questão de beber.
  • Outra dica é aromatizar a água com frutas frescas.
  • Em vez de beber o suco, coma a fruta. Mas caso resolva beber o suco, escolha frutas frescas, limite o suco a 150ml, não coe e não adoce (se for adoçar, use um pouco de mel). Você sabe fazer o suco verde com tudo dentro?

Café da manhã

O café da manhã é uma refeição fundamental, pois depois de um longo período de jejum ele fornece os nutrientes e a energia que o seu corpo precisa para começar o dia e fazer tudo que você precisa fazer.

Pão ou cereais não são as única opções de café da manhã! Dá uma olhada nessas ideias:

Equilíbrio no dia a dia

  • Evite alimentos processados, quando for consumi-los reserve-os para ocasiões “especiais”, finais de semana, festinhas de aniversário, etc. Durante a semana, escolha frutas secas, frutas frescas e castanhas.
  • Bata frutas e faça picolés, as crianças vão adorar!
  • Em vez daqueles salgadinhos e snacks (ruffles, fandangos, e etc ecaaaa), ofereça e coma pipoca, chips de abóbora ou jiló (acredite se puder, é muito bom!).
  • Faça você mesmo o seu sorvete em casa, é fácil, mais barato e mais saudável!
  • Tente substituir os ingredientes processados nas suas receitas. Sabia que é possível fazer um mousse de cacau super saudável e delicioso? Pois é, engana-se quem pensa que tudo que é bom engorda e faz mal! A gente só precisa pensar numa maneira diferentes e melhor de fazer as mesmas coisas 😉 Passeia aqui pelo site que você vai encontrar receitas incríveis, cheias de sabor e saúde e fáceis de fazer!

Nós sabemos bem que existe um tripé que está presente na indústria alimentar e que está na base de vários males da nossa contemporaneidade: sódio, gordura trans, e açúcar. Pois é, e eles são viciantes e a gente sabe que muitas dessas coisas que você gosta de comer estão cheias desses “ingredientes”. Então vamos ficar de olho?!

Beijos,

Carol

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Receita de suco verde: como variar

Cansada do suco verde de todo dia? Como (quase) tudo na vida, dá para inventar e variar, dando um sabor especial e diferente a cada versão. Aqui vão algumas dicas para variar a sua receita de suco verde.

 

Base da receita de suco verde

O ideal para a base do suco verde é a água-de-coco, super rica em nutrientes. Mas outra ideia é preparar um suchá no lugar do suco. Basta substituir a água-de-coco por um chá diurético. Com o de hibisco, por exemplo fica MARA! Vale lembrar que também são essenciais a chia (ou linhaça, sempre hidratadas!) e o gengibre. Sem os ingredientes, aliás, o suco corre o risco de ficar pobre em fibras e com alta carga glicêmica.

Frutas
Tente variar as frutas, usando o que tiver na geladeira, gente! Criatividade é tudo! Na minha opinião, as que mais funcionam no suco verde são: maçã, melão, banana, morango, abacaxi, laranja e mamão papaya.

 

 

Folhas
Não estou usando couve, a predileta na receita tradicional pois, recentemente, descobri um hipotiroidismo. Com essa recomendação nutricional, faço sem ou com broto de alfafa. Mas vale espinafre, alface, agrião e até rúcula, tá? Ah, um toque de hortelã sempre deixa a preparação mais refrescante.

Adicionais
Vegetais como cenoura, beterraba e batata yacon são um plus. Um toquezinho de leite de castanhas pode dar aquela cremosidade deliciosa.

Agora é hora de colocar em prática! Olha essa variação de suco verde que faço e chamo carinhosamento de suco pink!

Receita de suco pink

 Ingredientes
100ml de água-de-coco
½ laranja (sem casca e semente, com bagaço)
½ maçã
Gotinhas de suco de limão siciliano a gosto
1 moeda de gengibre
1 colher de chia ou linhaça (hidratada em meia xícara de água filtrada de um dia para o outro. Mas você pode preparar mais e manter na geladeira para a semana toda!)

Modo de fazer
Bater tudo no liquidificador e beber sem coar.

 

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