Síndrome do Intestino Irritável e suas causas

Por Chris kresser

Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta 15 por cento da população dos EUA e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho (atrás apenas do resfriado comum), mas os tratamentos convencionais são ineficazes porque eles só tratam os sintomas. Descubra o que realmente causa a SII para que você possa começar bem e ficar bem sem medicamentos desnecessários.

intestino

Síndrome do Intestino Irritável (SII) é o distúrbio gastrointestinal funcional mais comum em todo o mundo, com taxas de prevalência variando de 9 a 23 por cento, dependendo da localização. SII afeta cerca de 15 por cento dos norte-americanos e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho. É responsável por 12 por cento das visitas aos prestadores de cuidados de saúde primários e custa cerca de $ 21 bilhões de dólares anualmente em despesas médicas diretas e custos indiretos com a diminuição da produtividade e absentismo.

Os sintomas de SII incluem gases, flatulência, constipação, diarreia e dor abdominal. Eles podem variar de levemente perturbadores a completamente debilitantes.

Mas o que é SII? Em termos médicos, é um “diagnóstico de exclusão.” Isso significa que ele é um rótulo aplicado quando outras condições de doenças são descartadas. Se você for ao seu médico queixando-se de gases, inchaço e dor, ele pode executar uma série de testes para determinar se você tem doença inflamatória intestinal (DII), diverticulite e outros problemas que afetam a estrutura do intestino.

Se essas condições estruturais são descartadas, o médico vai avaliar seus sintomas com base nos critérios de Roma, um conjunto de diretrizes desenvolvidas por consenso para diagnosticar esta condição. Esses incluem: ·

Dor abdominal recorrente ou desconforto pelo menos três dias por mês, nos últimos três meses associados com dois ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Defecação
  • Mudança na frequência de evacuações
  • Mudança na consistência das fezes

Se você atender a esses critérios, você vai ser diagnosticado com SII. O seu médico irá provavelmente prescrever qualquer um dos seguintes medicamentos, como ditado por seus sintomas:

  •  Medicamentos antidiarreicos. Estes incluem medicamentos OTC, como loperamida ou ácidos biliares ligantes como colestiramina ou colesevelam. (Ironicamente, muitos desses medicamentos causam inchaço como um efeito colateral!)
  •  Anticolinérgicos ou medicamentos antiespasmódicos. Estes incluem hyoscyamine e dicyclomine e são usados ​​para reduzir os espasmos intestinais e dor. (Infelizmente, eles pioram constipação e podem conduzir a outros sintomas como micção difícil. Eles também aumentam o risco de SIBO (super crescimento bacteriano no intestino), o que é uma causa subjacente da síndrome do intestino irritável SII -ver abaixo).
  •   Os médicos prescrevem frequentemente antidepressivos SSRIs para pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) porque ajudam a aliviar a depressão (associada com a SII), bem como inibem a atividade de neurônios que controlam o intestino.
  •  Medicamentos específicos para SII. Estes incluem alosetron, que é concebido para retardar a motilidade intestinal e reduzir a diarreia, e lubiprostona, o que aumenta a secreção de fluidos no intestino e acelera a motilidade. Estes medicamentos são normalmente usados ​​como último recurso, e alosetron só pode ser prescritos por médicos inscritos em um programa especial porque foi previamente retirado do mercado devido aos efeitos colaterais e riscos.

O que há de errado com o tratamento convencional para SII?

O problema fundamental com a abordagem convencional para síndrome do intestino irritável (SII) é que ela simplesmente suprime os sintomas e não aborda as causas subjacentes. Olhe para a lista de medicamentos acima. Elas são destinadas principalmente a abrandar ou aumentar a motilidade intestinal (para reduzir a diarreia ou constipação) e aliviar a dor.

 Cansado de lutar com esta síndrome? Trate a causa subjacente e cure de dentro para fora.

Mesmo se estes medicamentos forem eficazes para esses fins (muitas vezes eles não são, de acordo com muitos sofredores de SII), que muitas vezes têm efeitos colaterais que são idênticos aos sintomas que as pessoas com SII já experimentam como o gases e inchaço. E, em alguns casos, as drogas têm mais graves complicações e riscos. Alosetron, um medicamento usado para tratar a grave diarreia-predominante SII, foi temporariamente retirada do mercado após a ocorrência de efeitos adversos graves potencialmente fatais, incluindo cinco mortes e cirurgias intestinais adicionais.

 Uma abordagem melhor para SII: tratar a causa!

Dada a falha da abordagem convencional para tratar com sucesso a SII, os efeitos colaterais e os riscos associados com o tratamento com droga, os pacientes merecem uma outra alternativa.

Felizmente, a Síndrome do Intestino Irritável pode ser tratada e curada com sucesso, mesmo utilizando a medicina funcional. Na medicina funcional, vamos nos concentrar em tratar a causa subjacente de problemas de saúde ao invés de apenas suprimir os sintomas. Isto leva a melhora e a cura genuína e duradoura. 

Mas quais são as causas subjacentes desta síndrome? A resposta depende do paciente individual. Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é uma doença única, com uma única causa. Pelo contrário, é uma síndrome com um conjunto de sinais e sintomas que tem várias causas possíveis. 

Dito isto, tanto a pesquisa científica e minha experiência clínica sugerem que as seguintes cinco patologias são a causa subjacente da SII na maioria dos casos.

Tradicionalmente, a SII tem sido considerada um distúrbio gastrointestinal “funcional”. Isto significa que é causada por uma função anormal do trato gastrointestinal, ao invés de anomalias estruturais ou bioquímicas. Como você verá abaixo, isso pode ser verdade em alguns casos, mas em outros é muito provável que uma anormalidade bioquímica esteja presente (como supercrescimento bacteriano SIBO).

Isto é crucial para seu entendimento, porque durante muitos anos os pacientes com SII escutaram que era “tudo na sua cabeça.” A implicação era que a síndrome era uma desordem psicossomática causada por ansiedade, depressão ou algum problema psicológico desconhecido.

Enquanto a Síndrome do Intestino Irritável (SII) pode envolver uma disfunção no eixo intestino-cérebro, agora sabemos que ela é causada principalmente por alterações bioquímicas distintas e até mesmo estruturais no trato gastrointestinal. Esta importante descoberta foi removida do estigma doloroso (e injustificável) dos diagnósticos de SII e oferece esperança para as centenas de milhões de pessoas que sofrem desta síndrome no mundo todo.

Na parte dois abordaremos as condições e doenças intestinais por trás da Síndrome do Intestino Irritável, fiquem ligados e obrigado.

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Cada pessoa tem ‘nuvem’ particular de micróbios, diz pesquisa

BBC

Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por “chuva” de bactérias; cada indivíduo tem seu próprio microbioma, o que pode ter aplicação forense no futuro.

Neste exato momento, você está envolto por uma “nuvem” única, formada por milhares de bactérias, suas próprias bactérias, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos. Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por uma “chuva” de bactérias em sua pele e vai respirá-las, até chegarem ao seu pulmão.

“Aura” de bactérias pode atingir 30 centímetros ao redor do corpo

Foto: Thinkstock/Getty Images

Essa descrição está em um estudo, divulgado na publicação científica PeerJ, que analisou 11 pessoas e concluiu que é possível identificá-las pelos micróbios. Outras pesquisas já haviam mostrado a extensão do nosso microbioma – conjunto de bactérias, vírus e fungos no nosso corpo. Esse grupo pode ser transmitido por meio de contato direto, pelo ar ou por células mortas presentes na poeira.

Você pode dar uma passo para trás, por favor?

Os participantes do estudo permaneceram em uma câmara fechada por quatro horas, onde o ar era bombardeado para dentro por meio de um filtro, para evitar contaminação. Já os filtros dentro do cômodo coletavam amostras da “nuvem” das pessoas. E cientistas então analisaram as bactérias coletadas.

Como micróbios que vivem em ianomâmis isolados podem ajudar nossa saúde

Já é possível curar diarreia usando fezes de outras pessoas

Bactérias podem ser chave para perda de peso, diz estudo chinês

“Acreditamos que vamos ser capazes de detectar o microbioma humano no ar que rodeia uma pessoa, mas ficamos surpresos em descobrir que podíamos identificar a maioria das pessoas do grupo apenas pelas amostras da nuvem de micróbios”, disse um dos pesquisadores, Dr. James Meadow.

O microbiólogo Ben Neuman, da Universidade de Reading, disse à BBC: “Você pode sentir o cecê (‘cheiro’ de corpo) de uma pessoa e ainda sabe que todas aquelas coisas estão rastejando em você – que maravilha!”

Segundo ele, essa “descoberta nojenta” faz sentido, já que há uma crescente percepção do microbioma, e mostra que, ao trocarmos bactérias, “estamos mudando um ao outro”.

Para Neuman, seria útil saber quais bactérias podem “voar” pelo ar. Mas ele deixa claro que não há com o que se preocupar.

Um banho extra?

O microbiólogo argumenta que não é o caso de se tomar mais banhos por dia. ”Não ajudaria. Precisamos apenas superar isso e seguir adiante.”

Na nuvem, há grupos de bactérias como a Streptococcus, que é comum em bocas, e outras que são encontradas em peles, como a Propionibacterium eCorynebac terium.

Os pesquisadores afirmam que essa combinação pode ter uma “aplicação forense”, para se detectar se alguém passou por um determinado local. No entanto, ainda não está claro o quanto o microbioma de cada um pode mudar ao longo do tempo.

Adam Altrichter, um dos pesquisadores do projeto disse à BBC: “Precisamos entender que não somos seres assépticos e isso é algo completamente natural e saudável”.

Segundo ele, o tamanho das nuvens ainda não foi medido, mas é estimado que ela se estenda por 30 centímetros.

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Bolachinhas de queijo low carb

Falando sobre receitas low-carb, hoje trago PAT FELDMAN, do blog crianças na cozinha, que vai falar sobre as melhores dicas e receitas com alimentos 100% de verdade, aquelas receitas saudáveis que ela prepara com muito amor e dedicação.

Nesse texto, ela vai falar sobre:

  • Bolachinhas de queijo incríveis e deliciosas;
  • Receita de bolacha facíl e rápida de preparar;
  • Quase não faz sujeira;
  • Cai bem na hora do lanche, acompanhando sopas, ou no café da manhã;
  • Dicas e muito, muito mais!

Clique aqui e aprenda a fazer esta ótima receita low-carb, com comida boa de verdade.

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Como reduzir o consumo açúcar da alimentação

Nós já falamos e somos conscientes em relação aos prejuízos que o açúcar traz para a nossa saúde, e como ele tem se convertido num mal para a nossa sociedade. Mas não adianta ficar só na teoria, é hora de agir! Quer saber como reduzir o açúcar da alimentação? O nosso muso Jamie Oliver declarou “guerra” doce contra o açúcar e convidou a gente para participar com ele. As nossas armas? Informação e uma monte de ideias para reduzir o açúcar branco refinado no dia a dia. Vamos?

Dá uma olhada em algumas das dicas e truques que o Jaime publicou lá no site dele para ajudar a gente a reduzir a ingestão de açúcar no dia a dia (fizemos uma tradução e adaptação do texto para ficar mais de acordo com a nossa realidade). Para o processo não ser muito radical, você pode começar a adotar algumas dessas ideias e dicas aos poucos. Você vai ver o impacto realmente positivo que essas mudanças simples vão ter sobre a sua saúde.

Bebida

  • Beba água! Essa a gente já sabia, né?! Bebida é água e nada pode substituí-la. Quando a sede bater, beba água em vez de bebidas adoçadas efervescentes e com açúcar. E não vem com refrigereco zero não… não adianta trocar açúcar por sódio!
  • Não tenha bebidas açucaradas em casa. Se elas não estão na sua geladeira, você não bebe. Simples assim. Guarde-as para quando você estiver fora, quase como se fosse um “mimo”. Aos poucos você vai ver que nem fora de casa você vai fazer questão de beber.
  • Outra dica é aromatizar a água com frutas frescas.
  • Em vez de beber o suco, coma a fruta. Mas caso resolva beber o suco, escolha frutas frescas, limite o suco a 150ml, não coe e não adoce (se for adoçar, use um pouco de mel). Você sabe fazer o suco verde com tudo dentro?

Café da manhã

O café da manhã é uma refeição fundamental, pois depois de um longo período de jejum ele fornece os nutrientes e a energia que o seu corpo precisa para começar o dia e fazer tudo que você precisa fazer.

Pão ou cereais não são as única opções de café da manhã! Dá uma olhada nessas ideias:

Equilíbrio no dia a dia

  • Evite alimentos processados, quando for consumi-los reserve-os para ocasiões “especiais”, finais de semana, festinhas de aniversário, etc. Durante a semana, escolha frutas secas, frutas frescas e castanhas.
  • Bata frutas e faça picolés, as crianças vão adorar!
  • Em vez daqueles salgadinhos e snacks (ruffles, fandangos, e etc ecaaaa), ofereça e coma pipoca, chips de abóbora ou jiló (acredite se puder, é muito bom!).
  • Faça você mesmo o seu sorvete em casa, é fácil, mais barato e mais saudável!
  • Tente substituir os ingredientes processados nas suas receitas. Sabia que é possível fazer um mousse de cacau super saudável e delicioso? Pois é, engana-se quem pensa que tudo que é bom engorda e faz mal! A gente só precisa pensar numa maneira diferentes e melhor de fazer as mesmas coisas 😉 Passeia aqui pelo site que você vai encontrar receitas incríveis, cheias de sabor e saúde e fáceis de fazer!

Nós sabemos bem que existe um tripé que está presente na indústria alimentar e que está na base de vários males da nossa contemporaneidade: sódio, gordura trans, e açúcar. Pois é, e eles são viciantes e a gente sabe que muitas dessas coisas que você gosta de comer estão cheias desses “ingredientes”. Então vamos ficar de olho?!

Beijos,

Carol

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Receita de suco verde: como variar

Cansada do suco verde de todo dia? Como (quase) tudo na vida, dá para inventar e variar, dando um sabor especial e diferente a cada versão. Aqui vão algumas dicas para variar a sua receita de suco verde.

 

Base da receita de suco verde

O ideal para a base do suco verde é a água-de-coco, super rica em nutrientes. Mas outra ideia é preparar um suchá no lugar do suco. Basta substituir a água-de-coco por um chá diurético. Com o de hibisco, por exemplo fica MARA! Vale lembrar que também são essenciais a chia (ou linhaça, sempre hidratadas!) e o gengibre. Sem os ingredientes, aliás, o suco corre o risco de ficar pobre em fibras e com alta carga glicêmica.

Frutas
Tente variar as frutas, usando o que tiver na geladeira, gente! Criatividade é tudo! Na minha opinião, as que mais funcionam no suco verde são: maçã, melão, banana, morango, abacaxi, laranja e mamão papaya.

 

 

Folhas
Não estou usando couve, a predileta na receita tradicional pois, recentemente, descobri um hipotiroidismo. Com essa recomendação nutricional, faço sem ou com broto de alfafa. Mas vale espinafre, alface, agrião e até rúcula, tá? Ah, um toque de hortelã sempre deixa a preparação mais refrescante.

Adicionais
Vegetais como cenoura, beterraba e batata yacon são um plus. Um toquezinho de leite de castanhas pode dar aquela cremosidade deliciosa.

Agora é hora de colocar em prática! Olha essa variação de suco verde que faço e chamo carinhosamento de suco pink!

Receita de suco pink

 Ingredientes
100ml de água-de-coco
½ laranja (sem casca e semente, com bagaço)
½ maçã
Gotinhas de suco de limão siciliano a gosto
1 moeda de gengibre
1 colher de chia ou linhaça (hidratada em meia xícara de água filtrada de um dia para o outro. Mas você pode preparar mais e manter na geladeira para a semana toda!)

Modo de fazer
Bater tudo no liquidificador e beber sem coar.

 

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Sepse

Brasil registra 670 mil casos de sepse por ano. O risco de morte pode chegar a 55%.

A sepse (infecção grave, antigamente conhecida como septicemia) continua sendo um grande desafio para profissionais de saúde do mundo todo. Estima-se o registro de cerca de 15 a 17 milhões de novos casos todo ano, sendo 670 mil só no Brasil. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva em nosso país são ocupados por pacientes com sepse grave; e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% desses pacientes.

A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue. Mas, na verdade, é uma reação do sistema de defesa do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. A síndrome pode levar à parada de funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não diagnosticada e tratada rapidamente.

Na última década, a taxa de incidência da doença aumentou em relação à década passada, sendo responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino. Muitas são as razões desse crescimento, como o envelhecimento da população, a melhora do tratamento de doenças crônicas, como o câncer e a AIDS , e o desenvolvimento de germes resistentes a antibióticos.

Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a desnutrição, pobreza, falta de acesso a vacinas e o tratamento da sepse realizado de forma e em tempo inadequados contribuem para o aumento da mortalidade. Um dos principais problemas para o controle da sepse no país é o atraso no reconhecimento do paciente, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares, mas pela própria equipe de saúde. O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes. Isso porque o tratamento correto nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico.

Os sintomas da sepse incluem, além dos sinais da infecção como febre, fraqueza e suor frio, falta de ar, coração acelerado, pouca urina, e, principalmente nos idosos, sonolência excessiva e dificuldade de reconhecer familiares. Esses sintomas devem motivar a ida ao hospital.

Uma pesquisa do ILAS, em parceria com o Instituto Datafolha em 134 municípios brasileiros, mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre sepse. O desconhecimento da doença e dos seus sintomas atrasa a procura das pessoas pelo hospital e, consequentemente, o tratamento. Campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa devem ser realizadas para reduzir o problema.

O Dia Mundial da Sepse no Brasil

Pelo quarto ano consecutivo, o ILAS, com sede no Brasil, participa do Dia Mundial da Sepse, comemorado em 13 de setembro. A ação reúne mais de 60 países e é comandada pela Global Sepsis Alliance. O objetivo da campanha é mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade por sepse no mundo.

Na sexta-feira que antecede ao Dia Mundial da Sepse (11/09), o ILAS mobilizará cinco cidades brasileiras para ação de conscientização da síndrome. A população de Belém (PA), São Luís (MA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG) receberá o folheto explicativo “Pare a sepse, salve vidas”. O material será distribuído em locais de grande circulação por profissionais de saúde que estarão à disposição do cidadão para esclarecimentos. Esse material também pode ser baixado no site oficial da campanha www.diamundialdasepse.com.br

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Dr. Drauzio Varella

Nosso cérebro precisa de carboidratos?

Por Mark Sisson

Na edição de hoje eu estou respondendo a uma pergunta. A primeira é a mais recente peça anti-paleo, desta vez do jornal Guardian. Aparentemente, o movimento de saúde ancestral teve um ano muito ruim ou algo assim, e nós estamos segurando as pontas depois de termos sido tratados por uma série de golpes pela mídia. Iremos superar os abusos? Descubra abaixo. Eu também uso a pergunta original para mergulhar na discussão maior sobre o novo estudo afirmando que os carboidratos foram necessários para a evolução do enorme cérebro humano. A mídia está vendendo-o como uma refutação total do estilo primal de alimentação, mas eu não tenho tanta certeza. Acontece que nós temos muito mais em comum do que você imagina ao ler as manchetes.

É difícil saber por onde começar. Eu não quero entrar neste tema com tudo, porque isso seria como vencer uma criança de seis anos de idade em um jogo de futebol, por isso vou apenas caminhar neste assunto gentilmente e abordar cada pedaço de evidência para o “ano ruim da paleo”.

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Vamos começar do início. Muitos estão mencionando o estudo de baixa gordura e moderado em carboidratos que acabou de sair. A implicação é que o estudo colocou toda a comunidade em alerta, mas a realidade é que nós levamos isto muito bem. Na minha cobertura na semana passada, eu não meto pau nele, fico na defensiva, ou descarto suas conclusões. Eu admiti que conseguiu fazer o que se propôs a fazer, mas também que não foi o prego no caixão da eficácia de dietas low-carb por algumas razões:

  • Estudos em câmara metabólica, enquanto úteis na elucidação de mecanismos, não são representativos da vida real com a dieta – e o autor do estudo, concorda.
  • O grupo low-carb teve que queimar seu glicogênio antes que eles pudessem realmente queimar gordura.
  • Os resultados não foram homogêneos, com indivíduos com boa sensibilidade à insulina queimando mais gordura na dieta com baixo teor de gordura, do que os indivíduos resistentes à insulina.
  • Foram apenas seis dias de duração.

Ah, claro, nós comemos muito mais vegetais do que a maioria das pessoas, nossos pratos são dominados por montes de folhas verdes, a nossa idéia de sobremesa é uma tigela de frutas coloridas e eu tenho argumentado para a essencialidade de alimentos de origem vegetal.

Eles não abrem mão de (e continuamente se referem como uma refutação de todo o nosso movimento) um novo artigo científico interessante sobre a importância de amido na evolução do cérebro humano. Ao contrário da cobertura da mídia sobre ele, o estudo é uma hipótese. Será que a hipótese nos condena?

Claro que não. Primeiro de tudo, a importância de tubérculos ricos em amido em dietas de humanos primitivos não é um grande golpe para a saúde ancestral. Nós temos falado de tubérculos por anos, e é sabido que os tubérculos são alimentos de base para muitos caçadores-coletores existentes. Para o meu dinheiro, tubérculos são a melhor fonte de carboidratos concentrados que um ser humano pode comer (quando alguém precisa de uma fonte densa de carboidratos).

Em segundo lugar, o plano de alimentação Primal não é necessariamente low-carb. Eu não sei quantas vezes eu preciso dizer para entenderem. Eu recomendo regularmente mais de 150 gramas de carboidratos por dia para indivíduos altamente ativos que podem realmente usar os carboidratos sem efeitos adversos. 150 gramas de carboidratos é mais batatas do que você pensa.

Em terceiro lugar, embora a cobertura da mídia tenda a apresentar a evolução do cérebro humano como dependente tanto de carboidratos ou carne, não é uma escolha binária. A hipótese de Hardy, o autor do estudo, sugere que o amido fez uma contribuição vital para o tamanho do cérebro humano – não a única contribuição. Não é um ou o outro. Hardy meramente apresenta amido como um fator que contribuiu, ainda que necessário, na evolução do cérebro humano. Eu não discordo.

Em quarto lugar, a hipótese de Hardy aparece para descartar a correlação entre a invenção da culinária e do aumento cópias de genes que codificam amilase salivar. Isto é, quando seres humanos começaram a cozinhar o seu amido, tubérculos fibrosos, a quantidade de seres humanos com amilase salivar produzida aumentou, para permitir uma maior utilização da glicose pré-formada por cozimento, e isso levou a uma aceleração do crescimento do cérebro humano, começando a 800 mil anos atrás. Esta é atraente, mas eu não tenho certeza de que todas as suposições acima são. De acordo com um artigo recente, duplicações no gene da amilase salivar surgiram em seres humanos em algum momento após a nossa divergência com os neandertais, 600 mil anos atrás e antes de nossa adoção da agricultura, 10 mil anos atrás. Se isso for verdade, o nosso tamanho do cérebro começou a acelerar antes de começarmos a fazer mais cópias do gene da amilase salivar. Embora amidos cozidos ainda pudessem ter (e provavelmente desempenharam) desempenhado um papel, parece que a duplicação de genes de amilase salivar não estava envolvida, pelo menos não desde o início.

No geral, a hipótese mais provável é que o cozimento de alimentos em geral permitiu a ingestão de mais calorias e um cérebro maior. Não há nada de especial sobre a glicose pré-formada (a partir de carbs). Se nós comemos glicose diretamente, através da conversão de proteína ou gordura, suficientemente para reduzir as nossas necessidades de glicose em todo o corpo e reservá-la para órgãos e processos fisiológicos essenciais, o importante é que tivemos acesso às fontes concentradas de calorias. Cozinhar tornou isso possível. Acho que amidos foram necessários, mas não suficientes ( carnes, gorduras, frutos do mar, e gordura marinha tem a ver com isso), e Hardy provavelmente concordaria.

De volta ao Jornal Guardian. Eu entendo a inteção de passar algumas horas escrevendo um artigo de isca rápida e fácil que você sabe que vai ter sucesso, mas se gastar um pouco mais de tempo, você pode fazer muito melhor. Ou talvez não… Teve aquele professor que escreveu todo um livro argumentando contra a saúde ancestral, provavelmente gastando mais do que uma tarde sobre ele. Ele acabou concordando com a maioria do que nós realmente dizemos nesta comunidade, argumentando contra comentaristas anônimos na internet, em vez de líderes de pensamentos reais, e recomendando um olhar mais atento para o descompasso evolutivo entre nossos genes e nosso ambiente (o que soa muito familiar para mim). Eu acho que o problema não é os seus argumentos, ou a quantidade de tempo que você gasta com eles. É que você está argumentando contra uma forma de viver, comer, e movendo-se que simplesmente funciona. Você está argumentando contra um alvo em movimento, um movimento de saúde que segue as provas científicas e reavalia velhos dogmas quando necessário.

Saúde é realmente difícil de vencer. Boa sorte para você.

Obrigado à todos pela leitura.

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Dieta cetogênica e câncer

Por Mark Sisson,

A dieta cetogênica é um tratamento eficaz para o câncer? Há um monte de histórias na mídia e no mundo on-line sobre a cetose, mas o que as pesquisas realmente dizem? Vamos lá:

Pergunta de um leitor:

“Eu li alguns estudos sobre o uso de uma dieta cetogênica como uma opção de tratamento eficaz para o câncer. Basicamente, os estudos dizem que o câncer não pode sobreviver em corpos cetônicos, mas em vez disso, requerem glicose para proliferar. Isto é, ao eliminar a glicose, as células cancerígenas morrem de fome. Eu quero saber a sua opinião sobre este tópico – Os tumores podem realmente ser regredidos com um regime cetogênico rigoroso?

Obrigado! Mike”

Primeiro, eu vou salientar que há mais de cem tipos de câncer. O que é bom (ou mau) para um tipo pode não ser bom para o próximo tipo. Assim, quando discutimos os efeitos da cetose sobre o câncer, nós temos que ser extremamente específicos. E acima de tudo, é preciso lembrar que nada disto constitui aconselhamento médico. Eu não posso dar-lhe aconselhamento específico e a ciência é ainda muito preliminar.

Com isso dito, várias linhas de evidência têm levado muitos pesquisadores a concluir que as dietas cetogênicas podem ter eficácia em tratamentos de câncer.

  • A hiperglicemia piora o prognóstico de alguns doentes com câncer, como aqueles de fígado, da mama, pancreático, e câncer reprodutivos femininos.
  • Diabetes está associada a um risco elevado de muitos tipos de câncer, incluindo do fígado, pâncreas, cólon e de mama.

• Os diabéticos que usam agentes de redução da glicose como a metformina tem um risco menor de mortalidade por câncer.

Mas só porque açúcar elevado no sangue parece exacerbar a progressão do câncer não significa cetose irá parar ou até mesmo retardá-lo. Não é?

Diversos estudos em animais e in vitro têm descoberto que as dietas cetogênicas ou a administração de corpos cetônicos pode aumentar a taxa de sobrevivência, reduzir o crescimento do tumor, aumentar a morte de células tumorais, e melhorar a eficácia de terapias tradicionais. Um estudo descobriu que a injeção de corpos cetônicos em ratos seguindo uma dieta não cetogênica aumentou o crescimento do tumor. Interessante, mas corpos cetônicos injetados em cima de uma dieta não-cetogênica com comida de laboratório não é análogo ao modo como seguidores da dieta cetogênica produzem cetonas. Não podemos tirar quaisquer conclusões deste estudo..

Foram realizados alguns estudos em humanos, testando principalmente os efeitos da dieta cetogênica em pacientes com câncer cerebral. A evidência é mista.

Em um grupo de 16 pacientes com câncer avançado, a dieta cetogênica melhorou a qualidade de vida, incluindo o processamento emocional, em quem conseguiu tolerar a dieta. Em um par recente de estudos de casos, os pacientes com glioma mostraram a progressão do tumor em uma dieta cetogênica. Os tumores, na verdade, começaram a produzir enzimas necessárias para metabolizar corpos cetônicos, sugerindo que alguns gliomas podem adaptar-se as dietas cetogênica e passar a usá-las como nova fonte de combustível. Além de relatar os estudos de caso, os pesquisadores também revisaram a literatura do câncer de cérebro e a dieta cetogênica em humanos, como um todo, concluindo que alguns pacientes com câncer de cérebro respondem bem a cetose, enquanto outros não sofrem nenhum benefício. Aqueles que se beneficiam desfrutam da progressão tumoral retardada. Dito isto, apenas um dos estudos de caso em humanos abordados nesta avaliação usou a dieta como uma monoterapia; todos os outros estudos usaram a cetose em conjunto com mais terapias tradicionais de câncer (radioterapia, quimioterapia).

Quanto ao porquê de roedores com câncer se darem tão bem com a cetose, isto é em parte devido ao fato deles serem criações de laboratório geralmente geneticamente homogêneas, não “de tipo selvagem”. Seus tumores todos respondem mais ou menos de maneira idêntica para vários estímulos, sejam eles radiação, suplementos ou dietas cetogênicas. Os seres humanos são do tipo selvagem, e portanto, diferentes tumores humanos têm diferentes graus de metabolismo de corpos cetônicos e, assim, diferentes respostas a cetose. Aqueles cujos tumores expressam menos enzimas “ketolytic” provavelmente se sairão melhor em dietas cetogênicas do que os pacientes cujos tumores expressam mais enzimas que metabolizam corpos cetônicos.

Ainda assim, quando usado como um coadjuvante para a terapia do câncer, dietas cetogênicas parecem ser seguras e isentas de efeitos secundários graves. Se eu fosse diagnosticado com um câncer no cérebro, eu provavelmente tentaria uma dieta cetogênica rigorosa. É segura, e muito bem poderia melhorar o meu prognóstico, qualidade de vida, e a resposta ao tratamento. Em outras palavras, dieta cetogênica, sob a supervisão de seu oncologista, provavelmente não custa tentar. Mas não pense que você pode mergulhar na dieta e renunciar a todos os outros tratamentos.

O juri ainda está presente, mas eu espero obter algumas boas respostas no futuro próximo.

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Você sabe o que é beber em binge?

A triste notícia de que seis estudantes da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), em Bauru, em março deste ano, entraram em coma – um deles faleceu – por conta do excesso de bebida alcoólica causou espanto em todo o país. Afinal, os jovens estão bebendo mais ou sempre foi assim?

De acordo com a psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas ), eles estão realmente bebendo em excesso, e o mais grave: em um intervalo curtíssimo de tempo entre uma dose e outra. Essa prática, denominada beber em ”binge” (uso pesado e episódico de álcool), ocorre quando há ingestão de cinco doses de álcool para os homens e quatro para as mulheres, em um espaço de duas horas.

”Isso é extremamente prejudicial, porque o fígado só consegue metabolizar uma dose de álcool a cada uma hora e meia. O resto ingerido é etanol puro. Vai para o cérebro e pode causar depressão respiratória e parada cardíaca. O resultado é uma overdose, como acontece com qualquer outra droga, como a cocaína, por exemplo.”

Infelizmente, a maioria dos jovens não tem muita noção da letalidade do álcool. Na prática, segundo o professor voluntário do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, José Manoel Bertolote, uma pessoa de cerca de 80 kg atinge o nível letal de álcool se ingerir aproximadamente 1 litro de bebida destilada em curto intervalo de tempo. Se tomarmos como base uma dose de 30 ml, a partir de trinta doses já nos aproximamos da dose letal; entretanto, os copos de café usados em festas têm capacidade de 50 ml, portanto a dose letal para esse mesmo indivíduo seria de vinte copinhos cheios de bebida destilada. No caso de Bauru, a vítima fatal ingeriu vinte e cinco copinhos de vodca, o que significa 1.250 ml da bebida (um litro e um quarto), quantidade acima da dose letal conhecida.

Segundo dados do último Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas ), entre os anos de 2006 e 2012 houve um crescimento significativo dessa forma de consumo: de 45% para 59% na população de bebedores. Na população masculina, houve um aumento de quase 30%;  no público feminino, de 36%.

É preciso diferenciar o que significa beber em excesso e alcoolismo. O primeiro ocorre quando se ingere mais doses do que o pretendido num único evento, causando riscos potenciais e elevados de sofrer um acidente de carro ou envolver-se em brigas, por exemplo, e de desenvolver problemas de saúde menos graves, como gastrite.

Já na dependência etílica, além do portador perder o controle em relação ao consumo, ele simplesmente não consegue ficar sem a bebida. O indivíduo cria tolerância ao álcool e quando passa algumas horas sem beber, entra em síndrome de abstinência, cujos sintomas vão desde o aumento da pressão arterial até irritabilidade e tremores.

”O alcoolismo entre os jovens é um pouco mais raro, pois, se considerarmos que eles começam a beber por volta dos 17 anos, como aqui na região metropolitana de São Paulo, é preciso um intervalo de tempo maior para que se tornem doentes. Na verdade, a gente sabe que a dependência começa a se instalar por volta dos 35 anos. O que nos preocupa mais nesse público é o consumo abusivo”, explica Camila Magalhães Silveira, médica psiquiatra, pesquisadora e coordenadora do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool).

A dra. Ana Cecília Marques ressalta, por sua vez, que nos manuais diagnósticos de psiquiatria, o abuso já vem sendo considerado como o primeiro estágio da dependência. Antigamente a intervenção terapêutica entre o abusador e o dependente era distinta.

”A recomendação para o primeiro grupo era para que houvesse uma diminuição gradual na ingestão de bebida. Hoje, com essa mudança na classificação, nós vamos ter que trabalhar a questão da abstinência já nos abusadores, porque o risco de ficarem dependentes é alto”, conta.

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