Café é bom para você?

Por Chris Kresser

Muitos estudos têm ligado beber café com efeitos positivos para a saúde, como a redução do risco de obesidade, diabetes e doenças cardíacas. No entanto, pesquisas recentes sugerem que os efeitos do café na saúde não são os mesmos para todos e pode depender da genética e outros fatores.

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Café

 

Eu amo o café e eu não estou sozinho.

Americanos bebem milhões de copos por dia (sim, você leu corretamente) e gastam 30 bilhões de dólares a cada ano.

A boa notícia é que há uma série de pesquisas que ligam beber café com benefícios para a saúde, incluindo menor risco de câncer, doença de Parkinson, obesidade, diabetes, síndrome metabólica e doença cardíaca. Eu cobri a pesquisa em detalhes em um podcast recente.

Aqui está a má notícia: enquanto o café é, sem dúvida, benéfico para algumas pessoas, pode ser prejudicial para os outros.

Eu falei sobre alguns dos fatores, incluindo o sono, stress e intolerância a proteínas em grãos de café, que determinam a resposta individual ao café em outro podcast a tempos atrás.

Mas há um outro fator importante a considerar: o genótipo.

O café é a principal fonte de cafeína para os americanos. A cafeína é metabolizada por uma enzima no fígado que é codificada pelo gene CYP1A2. Infelizmente, cerca de 50 por cento da população possui uma variante do gene CYP1A2 que leva a diminuição do processamento de cafeína.                                                                                                      

Para esses “metabolizadores lentos”, beber café:

  • Está associado a um maior risco de doença cardíacas (1)
  • Está associado a um maior risco de hipertensão (2)
  • Está associado a glicemia de jejum alterada (3),
  • Pode não ter os efeitos protetores contra alguns tipos de câncer que parece para “metabolizadores rápidos” (4, 5)                          

Dito isto, em alguns casos, o café parece ser benéfico mesmo para metabolizadores lentos. Por exemplo, a cafeína é neuroprotetora e reduz o risco de doença de Parkinson em ambos os metabolizadores lentos e rápidos. (6) Outros estudos têm demonstrado que ambos casos de metabolizadores de cafeína podem estar em maior risco de perda óssea. (7)

O café é bom para você? Depende.

 

Para aumentar a confusão, muitos dos grandes estudos observacionais que eu revi em meus podcasts descobriram que o efeito global do consumo de café nas populações estudadas foi positiva. Se 50 por cento das pessoas estão em maior risco de doença ao beber café por causa de seu genótipo, então por que não está aparecendo nestes estudos epidemiológicos?

O que devemos fazer com estes dados conflitantes?

A conclusão mais óbvia é que é impossível fazer uma declaração geral sobre os impactos na saúde do café. A resposta para a pergunta: “O café é bom para mim?” É: “Depende”

Isto não deve vir como uma surpresa. Se você tem acompanhado o meu trabalho por qualquer período de tempo, ou se você leu meu livro, você provavelmente já ouviu-me dizer, “Não há uma fórmula igual para todos quando se trata de dieta.”

A pesquisa mais recente sobre alimentação, incluindo estes estudos sobre o café e cafeína, confirmam que isso é verdade. Enquanto temos muito em comum como seres humanos, temos também diferenças importantes: genes, expressão gênica, a atividade metabólica, microbioma intestinal, estilo de vida, nível de atividade e numerosos outros fatores que diferem de pessoa para pessoa e todos eles terão um impacto sobre como reagimos a um determinado alimento (ou bebida, como o café).

Por exemplo:

  • Existe uma grande variação de açúcar no sangue após as refeições entre as pessoas que comem refeições idênticas e as dietas que são personalizados com base em hábitos alimentares, atividade física, e microbiota intestinal são mais bem sucedidos do que as dietas “padronizadas”. (8)                                                                                                                                              
  • A resposta à dietas low-carb ou não varia, como o sobrepeso varia consideravelmente, e pode depender da sua sensibilidade à insulina e outros fatores que ainda não são totalmente compreendidos. (9)
  • A cafeína consumida no período da tarde ou à noite perturba significativamente o sono em algumas pessoas, mas não em outras. (10)

Estes estudos representam o futuro da pesquisa de nutrição. Na verdade, eu tenho certeza de que em um período relativamente curto de tempo vamos considerar a noção atual de que existe uma dieta única, ideal para todos, como uma ideia ultrapassada e ignorante.

Outra conclusão que se pode inferir a partir dos dados conflitantes sobre o café é que, mesmo dentro de um genótipo particular, os efeitos são variáveis. Em outras palavras, alguns metabolizadores lentos podem ser afetados negativamente pela cafeína enquanto os outros não são e o oposto pode ser verdade para metabolizadores rápidos. Isso também faz sentido porque há um grande número de fatores acima e além do genótipo CYP1A2 que influencia a forma como o café e a cafeína afeta um indivíduo, desde sua dieta basal aos seus níveis de estresse e sono para sua microbiota intestinal. Também é verdade que ser um metabolizador rápido ou lento de cafeína não é binário (ou seja, apenas duas possíveis velocidades: rápido ou lento), mas mais de um espectro (que vai desde muito lento até muito rápido).

Agora que nós estabelecemos que o café e a cafeína podem ser tanto benéficos e prejudiciais, como você sabe como isso afeta você? Aqui está o que eu sugiro:

  1. Ouça o meu podcast chamado “beber café é bom para você?” em que eu discuto alguns dos fatores não-genéticos que determinam a resposta individual ao café.

2. Se você ainda não tiver feito isso, diminua o café (reduzir o seu consumo lentamente até que você pare completamente) e outras fontes de cafeína por pelo menos 30 dias. Em seguida, adicione-o novamente e veja como você responde.

Vivemos em uma época emocionante. Em algum ponto no futuro, vamos ser capazes de criar recomendações nutricionais muito mais precisas com base em fatores genéticos e epigenéticos, além de todos os outros fatores que discuti em meu livro – como o estado de saúde, estresse, estilo de vida, atividade física e objetivos.

Neste momento, estamos apenas arranhando a superfície e ainda temos muito a aprender. Mas nós já sabemos o suficiente para parar de fazer perguntas como “Será que café (ou carboidratos, gorduras, etc.) é saudável” e começar a fazer perguntas como “Será o café (ou carboidratos, gordura, etc.) é saudável para mim?”

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Primal Brasil

Descubra quando a comida ‘diet’ nem sempre quer dizer saudável

BBC

Há estudos indicando que o consumo de alimentos doces, seja ou não de sabor natural, aumenta o apetite

As dietas de baixo consumo de gordura estão perdendo a credibilidade e um processo para lá de semelhante ocorroe com alguns dos chamado alimentos dietéticos.

Muitas dessas comidas têm adição de açúcar e aditivos para susbtituir a gordura – o que, para alguns médicos, é pior para quem quer perder peso.

Até porque as calorias já deixaram de ser todas iguais.

Se você está de dieta, é melhor que consuma alimentos integrais, que contam com mais nutrientes que aqueles de qualidade mais baixa ou os processados, que embora tenham menos calorias, não são tão nutritivos. E há algumas outras dicas básicas para evitar algumas armadilhas…

Alimentos como o iogurte de baixo teor de gordura podem esconder surpresas desagradáveis para quem está de dieta

Alimentos como o iogurte de baixo teor de gordura podem esconder surpresas desagradáveis para quem está de dieta

Foto: Getty Images

Vigie o tamanho das porções

Estudos mostram que alimentos descritos como de baixa gordura acabam sendo consumidos em maior quantidade. Em uma das pesquisas, voluntários consumiram 28% mais chocolates cobertos de açúcar e de baixa gordura do que os normais, o que resultou em 54 calorias extras.

Os testes mostraram ainda que pessoas com sobrepeso ingerem muito mais comida com o selo low fat do que pessoas com peso normal. E que todo mundo subestima a quantidade de calorias que consome quando se trata de alimentos de baixa gordura.

Outro estudo descobriu que a etiqueta “light” faz com que as pessoas aumentem o tamanho das porções, independentemente de o alimento ser saudável ou não.

Consciência culpada? Nem tanto

Você já se sentiu culpado depois de devorar alguma alimento rico em calorias, gordura e açúcar?

Você não é o único.

Por que carboidrato “dá barriga”?

Refrigerantes diet realmente são a opção mais saudável?

Mas quando o alimento é acompanhado das palavras “baixa gordura”, estudos mostram que o sentimento de arrependimento diminui, especialmente para quem já tem sobrepeso.

Contando calorias

Se um alimento tem o selo de baixa gordura, essa gordura de menos deu lugar a mais açúcar ou adoçantes. E muita gente assume que está comendo menos calorias.

Leia também: Sarah Baartman: a chocante história da africana que virou atração de circo

Uma corrente de pensamento comum entre os nutricionistas hoje em dia é que uma dieta alta em “gordura boa” é melhor de uma de baixa gordura, mas inadvertidamente alta em açúcar.

Adoçantes amargos

Adoçar comidas sem aumentar calorias parece um dos maiores desejos de quem gosta de comer. Seja em refrigerantes dietéticos, adoçantes para o cafezinho e um doce diet, essas substâncias são parte intrínseca das dietas modernas. Tanto é que 49% das bebidas gasosas vendidas em 2014 eram de baixa caloria.

Mas e se as pessoas soubessem que as susbtâncias que nos ajudam a ingerir menos açúcar podem estar realmente nos engordando? Há estudos indicando que o consumo de alimentos doces, seja ou não de sabor natural, aumenta o apetite.

Adoçantes poderiam também causar esse efeito. Outra reação observada foi a alteração da flora intestinal tanto de ratos como de humanos, de maneira associada à obesidade e à diabetes tipo 2.

Comidas com “armadilhas”

Eis uma lista de alimentos processados de baixa gordura que não são tão saudáveis quanto parecem.

Leia também: Dez sinais de câncer frequentemente ignorados

Biscoitos de arroz: Podem parecer mais saudáveis que batatas fritas, mas as variações com sabores podem até o dobro de sal que o equivalentes em batatas fritas

Passas cobertas por iogurte: Doces, mas uma porção de 25 gramas pode conter quase cinco gramas de gordura – enquanto só as passas têm uma quantidade ínfima de gordura.

Iogurte light: Tem menos gordura e menos calorias que a versão tradicional, mas as versões com sabor podem conter até 10 gramas a mais de açúcar.

 


Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

O Caroço do Abacate é Comestível e Super Nutritivo? Incrível!

abacate1Fala galera! Geosh aqui. Dizem que todo dia a gente aprende uma coisa nova, mas o que aprendi hoje me deixou de queixo caído!
Você sabia que o caroço do abacate é comestível e que contém várias propriedades interessantíssimas?

Em toda minha vida eu nunca vi ninguém comer caroço de abacate! Hahahaha, como poderia imaginar? Estou perturbado e arrependido por todas as sementes de abacate que joguei fora. Pelo menos eu nunca fui aqueles marombeiros que comia a clara e jogava a gema do ovo pelo ralo. Um minuto de silêncio por tanta nutrição desperdiçada.

Vamo lá, direto ao assunto:

As propriedades da Semente do Abacate em 6 pontos.

Em uma dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos densos, é muito comum as pessoas deixarem de consumir todo o potássio que precisam. Eu estava pesquisando sobre fontes de potássio mais saudáveis quando, por coincidência, meu pai me mandou um artigo dizendo que o caroço de abacate é riquíssimo em potássio.

Não acreditei! Tive que pesquisar sobre o assunto e o que a ciência dizia a respeito e acabei encontrando em vários estudos interessantíssimos os benefícios do caroço do abacate e a maneira de preparo.

De fato, não só a semente não é tóxica para humanos em quantidade razoável, ela também tem propriedades únicas:

1 – Pra começar, a semente de abacate é mais rica em antioxidantes do que a maioria das frutas e verduras que comemos. Em um abacate inteiro, cerca de 70% dos antioxidantes estão na semente, apenas 30% estão na polpa e na casca. E isso que já considerávamos o abacate uma fonte rica em antioxidantes, gorduras boas e fibras e um ótimo alimento para emagrecer de maneira inteligente:

2 – Uma única semente de abacate contém aproximadamente toda a fibra solúvel que uma pessoa precisa em um dia. A semente de abacate contém mais fibra solúvel do que aveia e praticamente qualquer outro alimento. É raro encontrar alimentos tão ricos em fibra solúvel assim.

semente abacate3 – Esses antioxidantes e as fibras fazem com que o caroço do abacate tenha efeitos potenciais de redução de colesterol, na prevenção de doenças cardíacas e derrame.

4 – Além disso, as sementes são utilizadas pela medicina tradicional mexicana contra infecções gastrointestinais, diarréia e disenteria, asma e reumatismo, contém compostos fenólicos que ajudam a prevenir úlceras gástricas e infecções virais e bacterianas.

5 – Também contém um flavonol anticancerígeno que parece promissor em estudos iniciais com cobaias.

6 – Super rico em vitamina C e potássio, vitamina E e fósforo. Os antioxidantes tem um efeito benéfico sobre o sistema imunológico. O óleo da semente tem efeitos benéficos sobre o cabelo e a quantidade de colágeno na pele! Um efeito rejuvenescedor e anti-rugas.

Como preparar?

ps: Primeiro, antes de comer qualquer coisa que você não comeu antes, cautela é uma boa! Pode ser que você seja alérgico ou tenha problemas para digerir um alimento que não comeu antes. As sementes de abacate podem ser tóxicas para animais também.

Aparentemente a forma mais simples de consumí-lo é adicionar a farinha do caroço aos seus juicing e smoothies de vegetais ou vitaminas.

É possível secá-los ao sol por alguns dias antes de triturá-lo. Só que o caroço é extremamente duro e pode danificar o seu liquidificador ou processador de alimentos. Por isso, pode ser uma boa triturá-lo com um pilão ou martelo antes de tentar processá-lo. A farinha é amarga, portanto, pode ser uma boa utilizá-la com cautela nos seus sucos!

Você pode também ralar a semente(removendo a casca marrom), tostá-la ou utilizá-la em chás. O chá pode ser feito partindo a semente ao meio e deixando por infusão por cerca de 10 minutos. O excesso de taninos pode causar constipação se você consumir farinha de semente de abacate demais.

As sementes guardadas na geladeira em um ziplock podem ser raladas para colocá-las no sucos de vegetal ou nas sopas e saladas.

Também vi um estudo em que diz que as sementes de jaca, tamarindo, longanas e manga tem mais de 70% dos antioxidantes da fruta. Será que essas sementes podem ser consumidas também?  Várias sementes são tóxicas. Você conhece mais alguma semente que é consumida? Sinta se a vontade pra comentar. =) Sei que as sementes de mamão tem um efeito antiparasita. Curta e compartilhe! Quase ninguém sabe disso!

Grande abraço,

Geosh.

Emagrecer de Vez

5 dicas para reduzir o consumo de comida processada

Ao longo dos anos, vários fatores levaram as sociedades ocidentais industrializadas a se tornarem sedentárias. Claramente, isso repercutiu na nossa alimentação que hoje é, em boa parte, processada. Em menos de um século, os nossos hábitos mudaram, a nossa silhueta mudou, e a nossa saúde e equilíbrio alimentar também. A alimentação industrial se desenvolveu graças ao marketing. A “comida” embalada” carrega status de praticidade, comodidade, e durante algum tempo esteve associada à capacidade financeira. Quem comprava não precisava fazer o trabalho braçal de plantar e colher a sua própria comida… A alimentação e o estilo de vida das sociedades atuais está no cerne de um paradoxo: a nossa expectativa de vida aumentou, mas por outro lado há uma série de “novas” doenças” e muitas delas relacionadas com a alimentação. E há ainda uma indústria farmacêutica ávida por nos medicar… Mas olhando para o passado podemos mudar algumas coisas no futuro da nossa alimentação. E acreditem, não é assim tão complicado! Dicas para evitar alimentos processados 1. Menos embalagens Embalagem é casca! Esse é o lema. Quanto mais in natura e fresco for o alimento mais longe você estará da comida processada, por isso prefira sempre alimentos em sua forma bruta. Evite […]

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