Governo alerta sobre alto risco de surto de poliomielite em 312 municípios

iG São Paulo

Maioria das cidades estão localizadas na Bahia, porém, apenas Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm regiões sob risco elevado

Vacinação contra poliomielite deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida

Vacinação contra poliomielite deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida

Foto: Gabriel Rosa/SMCS

Todos os locais com cobertura vacinal contra poliomielite abaixo de 95% estão sob ameaça de surto da doença, informou o MInistério da Saúde. No entanto, a pasta chama atenção para 312 municípios no país, especialmente na Bahia, onde a situação está mais crítica e a vacinação contra poliomielite não chegou a atingir 50% da população.

Leia também: Campanha de vacinação contra poliomielite deve começar em agosto, diz ministério

Há 28 anos o Brasil não registra casos da doença, considerada erradicada das Américas desde 1994, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o risco de novos casos voltarem a aparecer é grande por causa da resistência de pais e mães à vacinação contra poliomielite nos filhos.

“Uma cidade com esses indicadores tem todas as condições de voltar a transmitir a doença em nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo”, declarou a coordenadora do Programa de Imunização, Carla Domingues, durante a reunião com secretários estaduais e municipais de saúde.

Das cidades onde a situação é mais grave, 15% ficam localizados na Bahia, seguido por Maranhão, com 14,29%. Em São Paulo, 44 municípios estão sob alerta. De todos os estados brasileiros, apenas Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm cidades sob risco elevado.

Em 2017, durante a campanha de vacinação contra a doença, 22 unidades da federação não atingiram a cobertura considerada ideal. No ano passado, pelo menos 800 mil crianças ficaram sem o esquema vacinal completo, que compreende três doses do imunizante.

O Ministério da Saúde orienta os gestores locais a organizar as redes de prevenção, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. A pasta também recomenda o reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolverem as famílias.

Leia também: Governo recomenda vacinação contra poliomielite para evitar importação da doença

Apenas 1% pode desenvolver forma paralítica

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite, ou paralisia infantil, como é chamada popularmente, geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Entenda a importância da vacinação contra poliomielite

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

Leia também: Casos de poliomielite diminuem, mas Brasil ainda sofre com síndrome pós-pólio

O esquema de vacinação contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto.

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *