Gelatina torna exercícios ainda mais eficazes contra a perda óssea

Por: American Jornal of Clinical Nutrition 2017

imagem saúde dos ossos

Se você deseja fortalecer seus ossos, faça exercício. Quanto mais intensivo, melhor. O treinamento de força como a musculação é ótimo, assim como a pliometria, um tipo de exercício de movimentos rápidos e de explosão que fortalece os músculos. E se você quer fortalecer mais ainda, tome uma porção de gelatina uma hora antes das sessões. Encontramos essa sugestão em um estudo humano que os cientistas australianos de esportes publicaram no famoso jornal American Journal of Clinical Nutrition em 2017.

Exercício, colágeno e ossos:

Os ossos fortes têm bastante colágeno e é principalmente através da estimulação da produção interna de colágeno, que os ossos se mantém fortes. Os pesquisadores queriam saber se a suplementação com gelatina, feita a partir do colágeno dos ossos de vacas e porcos, aumenta o efeito da atividade física intensiva na produção de colágeno do organismo.

Tanto o colágeno dos ossos como da gelatina consistem nos aminoácidos glicina, prolina e hidroxilprolina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

Estudo:

Os pesquisadores submeteram 8 estudantes homens saudáveis ​​a um regime de exercícios de pular corda por 6 minutos, três vezes ao dia, três dias seguidos. Este tipo de atividade física estimula bastante a produção de colágeno nos ossos.

Em uma ocasião, os homens beberam um placebo uma hora antes de se exercitarem. Na outra vez, eles receberam uma bebida com 5 gramas de gelatina e na terceira vez beberam 15 gramas de gelatina. Toda vez foi adicionado 48 miligramas de vitamina C à gelatina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea.

Resultados:

O salto de cordas aumentou a concentração de um marcador sanguíneo bem confiável de densidade óssea e síntese de colágeno, o  propeptídeo amino-terminal protéico ou colágeno I [PINP] no sangue. Isto indica que o corpo aumentou a sua fabricação de colágeno. A suplementação com a dose elevada de gelatina aumentou este marcador de densidade óssea nos praticantes de exercícios.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

gráfico síntese de colágeno

Gráfico: Maiores taxas de síntese de colágeno, um marcador de densidade óssea, nos esportistas que tomaram 15g de gelatina antes dos exercícios (quadrado escuro)

Conclusão:

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

“Os dados atuais apoiam fortemente a hipótese de que iniciar um exercício 1h após consumir 15g de gelatina resulta em maior síntese de colágeno no período de recuperação após o exercício”, escreveram os australianos. “Isto é mais evidente na comparação do grupo que não recebeu nada com o grupo que tomou 15g de gelatina”.

“Os dados mostram claramente que a gelatina apoiou a síntese de colágeno após o exercício.

Em resumo, este relatório demonstra, pela primeira vez ao nosso conhecimento, que a suplementação com gelatina em humanos aumenta a síntese de colágeno após o exercício. A taxa acelerada de síntese de colágeno foi observada 5h após a suplementação de gelatina e manteve-se durante as 72 h do estudo “.

“Esses dados sugerem que a adição de gelatina e vitamina C a um programa de exercícios intermitentes pode desempenhar um papel benéfico na prevenção de lesões e no reparo de tecidos”.

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Primal Brasil

‘Meu mundo caiu’ diz mãe de criança que nasceu com “síndrome do bebê azul”

iG São Paulo

Entenda o que é a doença que afeta o coração, conhecida também como transposição das grandes artérias e saiba mais sobre a história de quem já passou pelo tratamento e hoje tem uma vida feliz, saudável e sem sequelas

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Cordelia%2C hoje com 11 anos%2C é uma criança saudável mesmo depois da síndrome e recebe acompanhamento anual

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Nosso mundo caiu”, relembrou a britânica Maddie Griffin, de 48 anos, ao contar sobre seu parto. Assim que Cordelia nasceu, sua mãe a pegou nos braços e percebeu algo estranho: sua coloração era azulada. Em poucos segundos, a criança foi tomada dos braços de Maddie, e os médicos disseram que ela havia vindo ao mundo com problemas cardíacos e precisariam levá-la a uma unidade de cuidados especiais com urgência. A entrevista foi concedida ao jornal Daily Mail.

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A notícia pegou Maddie e seu marido de surpresa. “Nunca nos sentimos tão indefesos” contou ela, logo depois de perceber que havia algo errado com sua filha. Durante os exames do pré-natal não havia sido detectada nenhum sinal da síndrome no bebê, o que deixou a família ainda mais chocada.

Menos de 24 horas depois de Cordelia ter vindo ao mundo, seus pais foram informados de que ela tinha nascido com uma condição chamada transposição das grandes artérias (TGA), conhecida também como “síndrome do bebe azul”.

A doença acontece quando o bebê nasce com as artérias do coração invertidas, e é preciso uma cirurgia para corrigir o defeito. No entanto, é preciso garantir que o recém-nascido terá condições de ser operado, o que pode acontecer apenas quando a criança fizer um mês de vida.

Apenas três dias depois, os médicos se reuniram com a família, e finalmente deixaram que Maddie pudesse segurar sua filha novamente. “Estávamos muito assustados”, conta ela. “Nunca tinha ouvido falar da TGA”.

A britânica conta que Cordelia passou pelo primeiro procedimento de troca arterial com 10 dias de vida. Felizmente, ela se recuperou muito bem, com exceção de um problema em um acorde vocal, que ficou parcialmente paralisado.

“Nós pensávamos ‘seu coração é apenas do tamanho de uma noz e a operação é tão delicada, é fácil os cirurgiões pressionarem os nervos e causarem algum dano’”, desabafou.

“Por sorte, ela consegue falar, mas sente dificuldades quando usa sua voz de maneira exagerada”, afirmou a mãe. Cordelia, agora com 11 anos, é monitorada a cada 18 meses, mas os médicos dizem que seu prognóstico é muito bom. “Ela está cheia de energia”, disse Maddie. “Nós nunca a impedimos de fazer nada. Até o momento ela teve uma vida completamente normal, sempre participando de atividades depois da escola, como aulas de dança e teatro”, contou a mãe.

Monitoramento

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Jack hoje tem 7 anos e ainda recebe monitoramento%2C mas os pais garantem que ele é um menino saudável

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Os pais de Jack, agora com sete anos, também ficaram chocados quando descobriram que havia algo de errado com o bebê. Quando Samanta Read, do Reino Unido, já estava pronta para ser liberada pelos médicos, após dar à luz ao seu segundo filho, as enfermeiras perceberam que a coloração do recém-nascido estava “um pouco anormal”.

Foi então que descobriram que os níveis de oxigênio de Jack eram muito baixos e ele precisou ser internado às pressas.  

Samantha e Nick, seu marido, também nunca haviam ouvido falar em TGA. “Eu estava desesperado, com medo porque Jack parecia tão vulnerável. Lembro-me de pensar como uma operação tão grande em um bebê tão pequeno, de apenas seis dias de vida, poderia ser bem sucedida?”, relembra a mãe.

“O dia da cirurgia foi o dia mais longo de nossas vidas. Foi-nos dito que a operação terminaria em oito horas, e nós ficamos lá, contando os minutos e segundos até que ele voltasse a acordar”, conta o pai.

Para a surpresa do casal, os médicos enviaram Jack para casa apenas dez dias depois do procedimento.

Porém, seis semanas depois, o menino parou de respirar enquanto a família fazia uma viagem. Jack sofreu uma parada cardíaca e só foi mantido vivo graças aos pais que chamaram a ambulância a tempo.

Depois de uma estadia no hospital, Jack foi equipado com um dispositivo para gravar os batimentos cardíacos e aumentar o alarme se o coração dele começar a funcionar mal.

Agora, sete anos depois, ele é um menino feliz e divertido, mas ele pode precisar de mais tratamento no futuro, conforme afirmaram os pais.

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 O que é a síndrome do bebê azul?

A transposição das grandes artérias (TGA) é uma condição em que os dois vasos sanguíneos principais que saem do coração – a artéria pulmonar, que leva sangue aos pulmões para pegar oxigênio, e a aorta, que tira sangue do coração para o corpo, – são trocadas.

Isso significa que o sangue flui para os pulmões e pega oxigênio, mas depois é bombeado de volta aos pulmões em vez de viajar ao redor do corpo. O fluxo que circula em volta do corpo é incapaz de atingir os pulmões para pegar oxigênio e continua circulando – e é por isso que as crianças nascidas com a condição podem ficar azul.

A incidência é relativamente comum, de acordo com o National Health Service Choices, que aponta que cerca de 5% dos recém-nascidos terão a condição, o que representa de 20 a 30 crianças em cada 100 mil nascidos vivos.

O primeiro procedimento arterial bem-sucedido foi realizado em uma criança de 42 dias pelo cirurgião cardíaco brasileiro Adib Jatene em 1975, que também deu o nome ao procedimento – “procedimento de Jatene”.

De acordo com as estatísticas, de 97 a 98 em cada 100 bebês sobrevivem à cirurgia. Cerca de um em cada 100 bebês tem complicações como danos cerebrais – às vezes permanentes -, danos nos rins ou anormalidades graves do ritmo cardíaco. Existe também o risco de complicações menores após a cirurgia, como uma infecção pulmonar ou líquido coletando ao redor do coração ou pulmões.

Procedimento

Antes da operação, é comum que os médicos realizem um procedimento que pode ajudar o recém-nascido a ter melhores condições para receber a cirurgia, que ocorre entre o 7º e o 30º dia de vida. A técnica se baseia na injeção de prostaglandina ou na introdução de um cateter no coração do bebê para aumentar a oxigenação até que ele tenha capacidade de passar por uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia para TGA faz a inversão da posição da artéria aorta e da artéria pulmonar, colocando cada um em seu devido lugar, fazendo com que o sangue que passa pelo pulmão recebe oxigênio e seja distribuído pelo corpo do bebê, deixando o cérebro e todos os órgãos vitais oxigenados e garantindo a sobrevivência da criança.

O bebê recebe anestesia geral, e a circulação sanguínea é mantida por uma máquina que faz a função do coração enquanto é feita a cirurgia.

Na maioria dos casos, a criança não fica com sequelas e o crescimento e desenvolvimento da criança não é afetada, permitindo uma vida saudável.

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Secretaria de Saúde confirma duas mortes por febre amarela na Grande São Paulo

iG São Paulo

Segundo a pasta, há ainda uma pessoa hospitalizada por conta da doença; número de óbitos registrados no estado subiu para 12 desde o ano passado

Principal transmissor da febre amarela, o Aedes aegypti também é responsável pela dengue, zika e chikungunya

Principal transmissor da febre amarela, o Aedes aegypti também é responsável pela dengue, zika e chikungunya

Foto: shutterstock

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta sábado (6) ao menos três casos de febre amarela silvestre na Grande São Paulo. Desde o início do ano, duas pessoas morreram e outra está internada no Hospital das Clínicas por causa da doença. O estado de saúde dela não foi informado.

De acordo com a secretaria, as três pessoas teriam contraído a febre amarela em Mairiporã. Esses são os primeiros casos confirmados da doença em 2018 e os primeiros óbitos registrados na Grande São Paulo.

Com isso, sobe para 12 o número de óbitos registrados no estado de São Paulo desde o ano passado. As mortes ocorreram nas cidades de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba e Mairiporã.

Balanço da secretaria informa que 27 casos autóctones (quando a doença é adquirida dentro do próprio município) foram confirmados no estado de São Paulo desde 2017. Os casos foram registrados nas cidades de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã.

Segundo o órgão, a vacina contra a doença é indicada para áreas de risco previamente definidas e, nessas áreas com recomendação, a cobertura vacinal é de aproximadamente 80% nos últimos dez anos.

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“É importante deixar claro que o esquema vacinal é composto por dose única, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A imunização não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo)”, informou a secretaria.

Com relação às mortes ou adoecimento de primatas não humanos como macacos e bugios, a secretaria informou que entre julho de 2016 e dezembro de 2017 ocorreram 2.588 casos no estado, com 595 confirmações da doença.

Reabertura de parques

Na quarta-feira (3), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que os parques estaduais Horto, Cantareira e Ecológico do Tietê, todos localizados na capital paulista, deverão ser reabertos ainda neste mês.

Os parques estavam fechados desde outubro, em razão da incidência da doença que foi detectada em macacos que vivem nessas áreas. Os animais foram encontrados mortos nos arredores. No entanto, não são eles que transmitem o vírus da doença e sim os mosquitos (Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti). As mortes serviram apenas de alerta para as autoridades sobre a contaminação.

Apesar da reabertura, a pasta informou que os frequentadores deverão seguir as recomendações técnicas, como estar imunizado contra a doença, mas não detalhou como será controlada a entrada das pessoas.

Em nota, a secretaria informou ainda que as estratégias de ampliação da vacinação contra a doença em São Paulo terão andamento com base em critérios epidemiológicos, “com a priorização dos corredores ecológicos alcançando, por exemplo, o Litoral Norte”. Porém, não foi esclarecido de que forma será feita essa priorização.

Conforme divulgado pela secretaria, a pasta manterá o monitoramento do território paulista, tanto para casos humanos quanto em macacos. “Esse trabalho é preventivo e contínuo e, a partir dele, a secretaria tem traçado as estratégias de intensificação da vacinação”, diz a nota.

Apenas no município de São Paulo, mais de 20 parques foram fechados por conta da incidência de febre amarela. Dez deles foram interditados no fim de dezembro nas zonas sul e oeste da capital paulista. Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade, a medida será mantida por tempo indeterminado.

* Com informações da Agência Brasil

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Exagerou na bebida? Entenda por que ficamos de ressaca e saiba como se cuidar

Marina Teodoro

Veja como o corpo reage quando há excesso de álcool no sangue e saiba o que pode diminuir os efeitos da sensação de náusea, queimação e diarreia

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Foto: Pixabay

Nada como brindar a chegada de um novo ano entre amigos e familiares. Nesse período, de festas e comemorações, é comum que o consumo de bebidas alcoólicas seja maior do que foi durante os outros meses. Mas sempre tem aquele que exagera, bebe além da conta, e acorda no outro dia com aquela sensação de dor de cabeça, desidratação, enjoo, diarreia e cansaço, que também pode ser resumida em apenas uma palavra: a temida ressaca.

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De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), a ressaca “sempre se associa à intoxicação aguda de álcool. Inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero, em média) e pode durar até 24 horas”.

Os sintomas podem variar, já que cada metabolismo funciona de um jeito, mas é certo que quem já bebeu demais sabe exatamente quando está de ressaca. As reações são consequência da desidratação que o álcool provoca no organismo e do trabalho árduo que o fígado tem para eliminar a substância do sangue.

Mas não é só o fígado que sofre quando o indivíduo resolve “encher a cara”. Apesar de ser o mais sobrecarregado, outros órgãos também são afetados. Sobra para o estômago, pâncreas, rins, pulmões e até para o cérebro trabalharem na potência máxima para eliminar todo o álcool do organismo.

De acordo com a cardiologista do Hapvida Saúde, Sílvia Souza, o consumo exagerado pode gerar tontura, sonolência, fadiga muscular e dormência nos pontos extremos do corpo – dedos das mãos e dos pés. “O álcool também atinge rapidamente a corrente sanguínea e o sistema nervoso central. Por isso, o indivíduo tende a ficar descontrolado e perde a percepção do ambiente em que está inserido”, explica Sílvia.

Como o organismo reage

Um dos primeiros órgãos a sentir os efeitos do álcool é o cérebro. Ao mínimo consumo já é possível constatar alterações na percepção da realidade e do comportamento, como problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade, sonolência, anestesia, e, em casos mais sérios, coma alcoólico.

No sistema gastrointestinal, o álcool irrita as mucosas do esôfago e estômago, provocando a gastrite alcoólica, esofagite e diarreia. Em alguns casos, o estrago é tão grande que a pessoa chega a vomitar.

No fígado, a produção de enzimas – que atuam na aceleração de reações químicas – é afetada, e o órgão precisa trabalhar muito mais para conseguir metabolizar o etanol, podendo causar uma inflamação crônica, hepatite alcoólica e até cirrose.

O pâncreas, responsável por fabricar a insulina e enzimas digestivas, pode ficar inflamado pelo excesso de álcool. Essa reação pode evoluir para pancreatite, causando forte dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. Nesses casos, o ideal é ir ao hospital.

O sangue com etanol precisa passar pelos pulmões para realizar as trocas gasosas. Porém, como o sangue está alterado, esse processo será mais lento. Dessa forma, a respiração fica mais lenta e é preciso mais esforço para respirar – e é assim que o bafômetro consegue perceber se a pessoa tomou todas ou não.

A filtração final do álcool é feita pelo sistema renal. Em casos de excesso da substância, os hormônios dos rins que controlam a pressão arterial são alterados, o que culmina em hipertensão arterial.

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Como aliviar a ressaca

Não existe um milagre capaz de deixar uma pessoa embriagada 100% livre de ressaca no dia seguinte. No entanto, há algumas medidas que podem ser tomadas durante o consumo de álcool que ajudarão a diminuir os efeitos desconfortáveis dessa sensação.

 A nutricionista do Hapvida Saúde, Marília Araújo, orienta a ingestão de bastante água para manter a hidratação, uma vez que grande parte das bebidas alcoólicas são diuréticas – ou seja, provocam a liberação de água, causando desidratação. “Sem água, o organismo não funciona direito e o cérebro sente a obrigação de se esforçar muito mais para executar comandos simples, como caminhar, por exemplo”, explica ela.

Os alimentos ricos em potássio, como, banana, abacate, kiwi e mamão, contribuem para a recuperação da ressaca, pois seus nutrientes são fundamentais para o sistema nervoso e muscular. Vale ressaltar que mesmo com a sensação de tontura, dominar o enjoo e ter uma boa alimentação se torna essencial para a melhora dos sintomas. “As frutas são ótimas opções. Ricas em frutose, elas aceleram o processamento do álcool pelo corpo e repõem a energia”, esclarece a especialista.

Confira uma lista de alimentos que podem amenizar os estragos da ressaca.

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Foto: Getty Images

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

Foto: Thinkstock/Getty Images

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

Foto: Getty Images

Laranja: também tem potássio e sódio

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Foto: Getty Images

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

Foto: Getty Images

Bolos: têm ação similar à do macarrão

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Foto: Thinkstock/Getty Images

Pães: também são alimentos ricos em carboidratos

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Foto: Getty Images

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Foto: Getty Images

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Foto: Getty Images

Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

Foto: Getty Images

Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

Foto: Getty Images

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Foto: Thinkstock/Getty Images
















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Como preparar o corpo para evitar ressaca

Algumas dicas valiosas também podem diminuir os efeitos antes mesmo de começar a beber.

O velho conselho de não beber com estômago vazio deve ser levado a sério. É sempre bom se alimentar antes de ingerir álcool. Em jejum, o álcool chega antes à corrente sanguínea e acelera os efeitos no organismo, intensificando-os. Investir em uma dieta com níveis consideráveis de carboidratos podem ajudar a regular os níveis de glicose, já que o líquido vai combater a hipoglicemia.

Já o conselho de que misturar os tipos de bebidas alcoólicas não é uma boa ideia é mito. Tomar um pouco de cerveja e depois tequila, por exemplo, ou drinks que contenham vários tipos de destilados não vai influenciar na sua ressaca, mas sim o teor alcoólico das substâncias e a quantidade que a pessoa irá ingerir.

Para garantir um porre menos “sofrido”, é aconselhável tomar água nos intervalos entre um copo e outro, pois ajuda a manter o corpo hidratado. Alguns efeitos podem ser minimizados dessa forma, mas é sempre importante reforçar que mesmo seguindo todas as orientações não há garantia de que é possível encher a cara e acordar no dia seguinte livre de ressaca.

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