Jejum vs dieta low-carb: Qual é mais vantajoso e em quais situações.

Por: Mark Sisson

Tanto o jejum quanto a restrição de carboidratos parecem operar ao longo de vias fisiológicas semelhantes. Ambos reduzem os carboidratos. Ambos aumentam a adaptação à queima de gordura. Ambos têm o potencial de levar você à cetose, tanto quanto reduzem a insulina e o açúcar no sangue.

Mas é um melhor que o outro? Há certos cenários em que um protocolo de jejum intermitente funciona melhor do que uma dieta baixa em carboidratos e vice-versa?

Vamos descobrir se a distinção é importante.

E quais cenários são mais afetados por qualquer diferença.

Perda de peso

 

Cetonas, autofagia, declínio cognitivo. A razão número um para que alguém querer tentar uma dieta com restrição de carboidratos ou um jejum intermitente é perder gordura corporal. Nós todos sabemos que é verdade.

Restrição de carboidratos funciona bem. Isso é bem documentado. Claro, os resultados ficam um pouco confusos se você usar dietas de “baixo carboidrato” com 35-40% de calorias de carboidratos ou aplicar dietas de controle de calorias semelhantes entre as dietas, mas em estudos de dieta ad libitum legítimos onde as pessoas são livres para comer o que eles querem, os indivíduos reduzam espontaneamente as calorias e perdem gordura corporal mais rápido do que com outras dietas.

O jejum intermitente também mostrou funcionar. Em pacientes não obesos, o jejum em dias alternados aumentou a oxidação de gordura e a perda de peso. Em pacientes obesos, o jejum em dias alternados (dia sim dia não) foi uma maneira eficaz de perder peso; a adesão dietética permaneceu alta durante todo o tempo. Em mulheres jovens com sobrepeso, o jejum em dias alternados foi tão eficaz quanto a restrição calórica em causar perda de peso, e a adesão ao primeiro foi mais fácil do que para o último.

Jejum intermitente e restrição de carboidratos são caminhos para uma restrição calórica fácil. O jejum remove a possibilidade de comer completamente. A restrição de carboidratos remove o macronutriente menos saciantes e aumenta os macronutrientes mais saciantes. Ambas as dietas aumentam a queima de gordura e, desde que você consuma proteínas adequadas e continue puxando peso na academia, há preservação da massa magra.

O truque é a sustentabilidade: se o jejum deixar você com uma fome insaciável, isso provavelmente não ajudará a perder peso. Curiosamente, acho que a restrição básica de carboidratos ajuda a maioria das pessoas e é a mais bem tolerada, pelo menos até a pessoa se acostumar com o jejum.

Diabetes tipo 2

 

Você acabou de voltar do médico e você descobriu que tem diabetes tipo 2. Ou talvez você tenha “pré-diabetes”. Talvez você ainda não tenha ido ao médico, mas ao acompanhar seu nível de açúcar no sangue em casa você descobre alguns altos números pós-prandiais (pós recefições). Ou talvez você tenha um forte histórico familiar de diabetes e esteja tentando evitar que isso se manifeste em você. Seja qual for o motivo, você sabe que precisa fazer uma mudança na dieta.

Em primeiro lugar, a diabetes do tipo 2 é um tipo de “intolerância aos carboidratos”.

Sete sujeitos com diabetes tipo 2 não tratado jejuaram por 3 dias ou ficaram sem carbos por 3 dias. O que aconteceu no dia 3?

  • A glicemia de jejum de um dia para o outro passou de 196 para 160 (em zero carboidrato) e 127 (em jejum).
  • A glicose de 24 horas caiu 35% (zero carboidrato) e 49% (jejum).
  • A insulina de 24 horas caiu 48% (zero carboidrato) e 69% (jejum).

Ambas as abordagens funcionaram. O jejum funcionou melhor, mas você não pode continuar jejuando indefinidamente. Em algum momento, você precisa comer alguma coisa, então que seja low-carb.

Um estudo muito recente acaba de sair sobre o efeito da alimentação com restrição de tempo (um tipo de Jejum intermitente) em pré-diabetes. Isso também é conhecido como uma janela de alimentação comprimida. A janela de comer comprimida neste estudo tinha seis horas de duração e era da manhã até a metade da tarde. Eles tomaram o café da manhã, omitiram o jantar. O que aconteceu?

O jejum intermitente melhorou a sensibilidade à insulina, diminuíu a insulina em jejum, aumentou a função das células beta pancreáticas e os participantes relataram sentir menos fome à noite. Eles tiveram melhor pressão arterial e menor estresse oxidativo. O mais notável é que conseguiram tudo isso, apesar de não perderem muito peso. Em estudos prévios de jejum intermitente, a maioria dos quais não incluíam jejum diário, os benefícios para as pessoas com diabetes ou pré-diabetes eram quase sempre dependentes da perda de peso.

A hora do dia em que o jejum ocorre é bastante relevante. Pular o café da manhã pode não ter o mesmo efeito que pular o jantar. Se você usa o JI para tratar o alto nível de açúcar no sangue, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, certifique-se de acompanhar seus resultados e de tentar o jejum durante diferentes partes do dia.

Performance cognitiva

 

Um efeito pouco conhecido de não comer é que pode melhorar nossa função cognitiva graças à grelina. A maioria das pessoas conhece a grelina como hormônio da fome. Isso faz você querer comer. Mas a grelina tem outros efeitos interessantes:

É neurotrófico, melhorando o aprendizado e a memória.

Aumenta a resposta da dopamina, aumentando potencialmente a recompensa do cumprimento das metas.

Isso faz sentido quando você pensa sobre o ambiente em que o nosso sistema de grelina evoluiu. Hoje, a fome significa arrastar-se para a geladeira para um lanche, significa encomendar um I-food no conforto do seu smartphone para ser entregue à sua porta. O grelina não precisa fazer muito, mas nos deixa com fome. Durante a maior parte da história da humanidade, a fome significava que você teria de se arrastar pelo deserto e caçar, tendo o cuidado de não pisar em nenhum galho ou fazer movimentos bruscos, seguindo os rastros de sua presa. Você precisava ser astuto, alerta, pronto e preparado para tudo e qualquer coisa. É claro que o hormônio que nos faz querer comer também nos torna melhores em pensar e agir.

Low-carb não tem o mesmo efeito. Por um lado, você está comendo. A maior resposta de grelina virá de não comer. Duas refeições com pouco carboidrato são redutores de grelina maiores do que as refeições com alto teor de carboidratos. Isso provavelmente explica por low-carb é uma maneira tão eficaz para reduzir a fome. Isso não faz  da restrição de carboidratos ruim para a função cognitiva. Tornar-se um queimador de gordura melhor, gerar corpos cetônicos e não precisar de lanche a cada 3 horas ou perder o vapor cognitivo são ótimas maneiras de melhorar a produção e a produtividade. Significa apenas que você não verá os mesmos efeitos agudos de um pico de grelina que você veria em jejum

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4 xícaras de café podem ajudar a proteger seu coração

Por: Tim Newman

Como quatro xícaras de café podem proteger o coração

 

Os pesquisadores descobriram que consumir a quantidade de cafeína equivalente a quatro xícaras de café pode ser suficiente para desencadear uma cadeia de eventos celulares que protegem as células de nossos corações.

Parece haver pelo menos um estudo publicado a cada duas semanas elogiando os benefícios para a saúde do café.

Nos últimos anos, os pesquisadores concluíram que a cafeína protege contra diabetes, insuficiência cardíaca e derrame. Níveis mais altos de consumo de café também foram associados a um menor risco de mortalidade. Mas não é só a cafeina do café que está por trás dos benefícios, pois o café é extremamente rico em polifenóis, compostos que fortalecem os processos antioxidantes das células.

Ainda assim, à medida que a evidência aumenta em apoio aos benefícios para a saúde da cafeína, o mecanismo por trás de seus poderes de proteção ainda não é completamente compreendido.

Cientistas da Heinrich-Heine-University e do Instituto de Pesquisa de Medicina Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IUF-Leibniz) em Düsseldorf, Alemanha, recentemente se propuseram a identificar as vias celulares envolvidas na capacidade de proteção do coração da cafeína nos animais.

O papel das mitocôndrias

 

Com base em experimentos anteriores, os autores do novo estudo descobriram que os níveis de cafeína equivalentes a cerca de quatro xícaras de café melhoraram a função das células endoteliais, que revestem o interior dos vasos sanguíneos.

Eles também revelaram que os benefícios que a cafeína transmitia pareciam envolver mitocôndrias. Estes, como todos sabem, são comumente referidos como os centros de energia da célula

As mitocôndrias ganharam seu título porque, dentro de suas membranas, o trifosfato de adenosina (ATP) – que é a moeda energética da vida – é produzido.

Por outro lado, este estudo descobriu que a ingestão de cafeína a longo prazo poderia exacerbar os sintomas da doença de Alzheimer em algumas circunstâncisa.

Em seu último estudo, eles identificaram um novo ator dentro da mitocôndria que parece ser relevante para o efeito protetor da cafeína: p27. Suas descobertas foram publicadas na revista PLOS Biology.

Primeiramente identificada como um inibidor do ciclo celular, a p27 é uma enzima que normalmente retarda a divisão celular.

Os pesquisadores – liderados por Judith Haendeler e Joachim Altschmied – descobriram que a cafeína fazia com que a p27 se movesse para a mitocôndria. Uma vez dentro dessas organelas, desencadeou tarefas vitais para o reparo do músculo cardíaco após um ataque cardíaco.

Essas tarefas incluem a promoção da migração de células endoteliais e a proteção das células do músculo cardíaco contra a morte celular, também conhecida como apoptose. A p27 também desencadeou atividade em fibroblastos, ou células que sintetizam certos componentes estruturais dos tecidos. A cafeína estimula os fibroblastos a produzir fibras contráteis essenciais.

Além dessas descobertas, os cientistas descobriram que a cafeína protege contra danos ao coração em ratos pré-diabéticos, idosos e obesos. Eles têm grandes esperanças para as implicações futuras desses resultados.

Haendeler conclui: “Estes resultados devem levar a melhores estratégias para proteger o músculo cardíaco de danos, incluindo a consideração do consumo de café ou cafeína como um fator dietético adicional na população idosa”.

“Além disso”, diz ela, “aumentar a p27 mitocondrial poderia servir como uma estratégia terapêutica potencial não apenas nas doenças cardiovasculares, mas também na melhoria da saúde”.

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‘Me sentia um zumbi’, conta homem atacado por “bactéria devoradora de carne”

iG São Paulo

A fasciíte necrosante causou danos irreversíveis; Antoine Boylston teve de passar pela amputação do dedo e outras duas cirurgias, e ainda se recupera

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Antonie Boylston relata que fasciíte necrosante o fez parecer um ‘zumbi’%2C com a pele apodrecendo e com forte odor

Foto: Reprodução/Mirror

Um homem quase morreu depois de romper nódulos que causaram um corte em sua mão. O ferimento exposto fez com que Antonie Boylston, de 31 anos, contraísse fasciíte necrosante, uma infecção causada pelas popularmente chamadas “bactérias devoradoras de carne”.

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Imagens espantosas mostram o braço infectado e sangrento do rapaz depois de a fasciíte necrosante corroer sua pele. Antonie relata que se sentiu como “um zumbi”, mas que só procurou ajuda médica depois que sua mão ficou com uma coloração escura e passou a inchar.

Doença e processo de recuperação

O pesadelo do técnico de serviço começou em abril de 2016, quando decidiu estalar as articulações no trabalho. Em poucas horas, sentiu-se indisposto e muito enjoado, entretanto, não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações ou mesmo com o pequeno corte no dedo anelar da mão direita.

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Antonie sentiu-se indisposto e muito enjoado%2C entretanto%2C não conectou a náusea com a ‘rachadura’ de suas articulações

Foto: Reprodução/Mirror

Depois do expediente, Boylston continuou a sentir desconforto e decidiu ir ao Hospital da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, por acreditar ter quebrado o dedo. Percebendo a gravidade do caso, os médicos descartaram a possibilidade de ruptura simples e o levaram para realizar uma biópsia de pele.

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Horas depois, os resultados revelaram que a infecção bacteriana, também conhecida como Úlcera de Meleney, em que o tecido abaixo da pele, os músculos e os órgãos circundantes são afetados, estava se espalhando pelo braço do rapaz.

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Após pausa de sete meses%2C o americano passou por uma cirurgia final

Foto: Reprodução/Mirror

De acordo com a equipe médica, Antonie contraiu a doença devido à ruptura das articulações, que conseguiu rachar uma casca protetora, deixando-a aberta, permitindo, assim, que as bactérias permeassem a ferida.

Uma cirurgia de três horas foi feita para retirar a parte infectada e liberar o fluxo de sangue, que estava restrito. Antonie teve seu dedo amputado e precisou fazer enxerto de pele. Atualmente, ele possui dois dedos totalmente funcionais e um polegar na mão direita.

“Era como mergulhar a mão em um balde de gelo. Era tão frio que sentia tudo queimar. Com o passar do tempo, comecei a soltar um odor muito forte, que só melhorou depois que meu fluxo sanguíneo voltou ao normal”, diz.

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Com fisioterapia intensiva, e uma pausa de sete meses para tratar a pele afetada pela fasciíte necrosante, Antoine passou por uma cirurgia final, para a remoção do tecido e para melhorar a mobilidade da mão. Segundo o Mirror, ele ainda se recupera, mas já conseguiu retomar grande parte de suas atividades cotidianas.

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A ligação chocante entre açúcar e Alzheimer

Por: Olga Khazan

foto churros açúcar

Uma dieta rica em carboidratos e a alta dose de açúcar no sangue, estão associadas ao declínio cognitivo.

Nos últimos anos, a doença de Alzheimer foi constantemente referida como diabetes tipo 3. Afinal, a diabetes tipo 2 é uma doença crônica causada pela má dieta e o mesmo pode se dizer para a doença de Alzheimer. Parece cada vez mais que o Mal de Alzheimer é outro efeito colateral potencial de uma dieta cheia de açúcar do estilo ocidental.

Um estudo longitudinal, publicado quinta-feira na revista Diabetologia, seguiu 5,189 pessoas ao longo de 10 anos e descobriu que as pessoas com altos níveis de açúcar no sangue apresentavam uma taxa de declínio cognitivo mais rápida do que aquelas com açúcar no nível normal – seja ou não o nível de açúcar no sangue que caracteriza tecnicamente o diabetes. Em outras palavras, quanto maior o açúcar no sangue, mais rápido é o declínio cognitivo, mesmo que o açúcar no sangue ainda não esteja a nível diabético

“A demência é uma das condições psiquiátricas fortemente associadas à má qualidade da vida”, disse o autor principal, Wuxiang Xie na Faculdade Imperial de Londres, por e-mail.

Melissa Schilling, professora da Universidade de Nova York, realizou sua própria revisão de estudos que ligam diabetes à doença de Alzheimer em 2016. Ela procurou conciliar duas tendências confusas. As pessoas que têm diabetes tipo 2 são mais de duas vezes mais propensas a contrair a doença de Alzheimer e as pessoas que sofrem de diabetes e são tratadas com insulina também são mais propensas a contrair a doença de Alzheimer, sugerindo que a insulina elevada desempenha um papel na doença de Alzheimer. Na verdade, muitos estudos descobriram que a insulina elevada, ou “hiperinsulinemia”, aumenta significativamente seu risco de doença de Alzheimer. Por outro lado, as pessoas com diabetes tipo 1, que não usam insulina, também tem maior risco de Alzheimer. Como esses dois fatos podem ser verdadeiros?

Schilling postula que isso acontece por causa da enzima degradante da insulina, um subproduto da insulina que degrada a insulina e proteínas amiloides no cérebro – as mesmas proteínas que aglomeram e levam à doença de Alzheimer. Pessoas que usam insulina para tratar sua diabetes acabam com um excesso de insulina e a maior parte dessa enzima é usada para quebrar essa insulina, causando assim insuficiência desta enzima para degradar esses grupos de células amiloides que caracterizam o Mal de Alzheimer.

De acordo com Schilling, isso pode acontecer mesmo em pessoas que ainda não têm diabetes – que estão em um estado conhecido como “pré-diabetes” que junto com a diabetes acomete 50% da população americana. Isso simplesmente significa que o açúcar no sangue destas pessoas é alto.


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Rosebud Roberts, professor de epidemiologia e neurologia da Clinica Mayo concordou com sua interpretação.

Em um estudo de 2012, Roberts separou cerca de 1.000 pessoas em quatro grupos com base na quantidade de carboidratos proveniente em suas dietas. O grupo que comeu a maior quantidade de carboidratos teve uma probabilidade 80% maior de desenvolver comprometimento cognitivo leve – uma disparada em direção a demência – do que aqueles que comeram a menor quantidade de carboidratos. Pessoas com deficiência cognitiva leve podem se vestir e se alimentar, mas têm problemas com tarefas mais complexas. Intervir na dieta pode ajudar muito a prevenir a demência.

Rebecca Gottesman, professora de neurologia da Johns Hopkins, diz que existem várias teorias para explicar a conexão entre alto nível de açúcar no sangue e demência. Diabetes também pode enfraquecer os vasos sanguíneos, o que aumenta a probabilidade de transportar nutrientes para o cérebro, causando várias formas de demência. Uma alta ingestão de carboidratos pode fazer com que as células, incluindo as do cérebro, fiquem resistentes à insulina, o que poderia causar a morte das células cerebrais. Enquanto isso, comer carboidratos demais em geral pode causar obesidade. A gordura extra em pessoas obesas libera citocinas, ou seja, proteínas inflamatórias que também podem contribuir para a deterioração cognitiva disse Roberts. Em um estudo de Rebecca Gottesman, a obesidade dobrou o risco das pessoas possuírem proteínas amilóide elevadas em seus cérebros na idade avançada.

Roberts disse que as pessoas com diabetes tipo 1 estão principalmente em risco se a insulina não for bem controlada ao ponto de haver episódios hipoglicêmicos. Mas mesmo as pessoas que não têm nenhum tipo de diabetes devem observar a ingestão de açúcar, disse ela.

“Só porque você não tem diabetes tipo 2 não significa que você pode comer qualquer porcaria que você quiser”, disse ela. “Especialmente se você não está fisicamente ativo”. O que comemos, acrescentou, é “um fator importante na manutenção do controle do nosso destino”. Roberts disse que este novo estudo de Wuxiang Xie é interessante porque também mostra uma associação entre açúcar no sangue elevado e declínio cognitivo .

Esse é um ponto importante que muitas vezes se esquece nas discussões sobre a doença de Alzheimer. É uma doença tão horrível que pode ser tentador dizer que ela é inevitável. Mas, como estes e outros pesquisadores apontam, as decisões que tomamos sobre os alimentos são extremamente importantes e este é um fator de risco que podemos controlar. E os estudos estão mostrando que as decisões que tomamos enquanto ainda somos relativamente jovens podem afetar nossa futura saúde cognitiva.

“A doença de Alzheimer é como um incêndio lento que você não vê quando começa”, disse Schilling. Leva tempo para que os aglomerados se formem e para que a cognição comece a deteriorar-se. “Quando você percebe os sinais, já começa a ficar tarde para apagar o fogo”.

Já conhece o coaching de emagrecimento?

imagem coaching de emagrecimento

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Belo Horizonte confirma terceira morte por febre amarela; estado soma 25 óbitos

iG São Paulo

O governo de Minas Gerais decretou, no sábado da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios, entre eles a capital BH

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Ao menos 134 mil pessoas foram vacinadas em BH, deixando 88% da população imunizada contra a febre amarela

Foto: Divulgação/Fiocruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou na noite da sexta-feira (26) a morte da terceira vítima da febre amarela na cidade, que teria falecido na última segunda-feira (22) em um hospital público. O homem de 42 anos foi contaminado em um sítio, fora da área urbana da capital mineira, próximo de um município da região metropolitana.

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As três mortes por febre amarela em Belo Horizonte aconteceram no período entre julho do ano passado e janeiro deste ano. Além dos falecimentos na capital, foram confirmados 47 casos da doença e ao menos 25 mortes em todo o estado. O governo de Minas Gerais decretou, no sábado (20) da semana passada, situação de emergência na saúde pública em 94 municípios do estado por causa do alto número de ocorrências registradas.

Com o decreto, que terá duração de seis meses, as regiões de Itabira (central), de Ponte Nova (Zona da Mata) e da capital terão a aplicação de vacinas em todos os postos de saúde, além de medidas administrativas, tais como a aquisição de insumos e contratação de serviços de atendimento.

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Desde o último sábado, pelo menos 134 mil pessoas foram vacinadas em Belo Horizonte, deixando a cidade com 88% da população imunizada. As doses de vacina estão disponíveis em 152 centros de saúde da capital mineira, que podem ser procurados de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

A febre no País

O Ministério da Saúde divulgou nesta semana que já foram registrados 35 casos da doença no País desde o segundo semestre de 2017 até o início deste ano. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão ligado às Nações Unidas, a recomendar vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes com planos de viajar a 13 estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, além de todos os das regiões Norte e Centro-Oeste (bem como o Distrito Federal).

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 *Com informações da Agência Brasil

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“Me liberta”, conta mulher que usa a dança do ventre na luta contra a depressão

Mayara Aguiar

No Brasil, a depressão afeta 11,5 milhões de pessoas, de acordo com a OMS; conheça a história da assistente social Simone que, além do tratamento convencional, optou pela dança do ventre para combater a doença; confira

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Foto: FreePik


Pensamentos suicidas, insônia, ansiedade, solidão, tédio, cansaço e choro excessivo. Esses são alguns dos muitos sintomas da depressão, doença que, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2017, afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre elas, está a assistente social Simone Matias Silva, de 46 anos, que, além do tratamento convencional, encontrou na dança do ventre a oportunidade de mudar de vida.

Além de ter um histórico de depressão na família, Simone possui uma rotina exaustiva e estressante, principalmente por trabalhar com dependentes químicos. Somado a isso, um acontecimento em sua vida pessoal fez o problema se agravar: após cinco anos casada, ela e o marido terminaram a relação. “Ficava sem dormir. Não tinha sono. Tinha falta de energia, de perspectiva e muita tristeza. E tudo isso agravou o meu quadro”, relata. 

Superação

Para conseguir enfrentar todo os problemas pelos quais estava passando, a assistente social começou, há oitos anos, a fazer dança do ventre. Com a ajuda da bailarina Dana, responsável pelo Espaço El Fareda, Simone passou a ver a vida com outros olhos. “A dança me ajuda muito na superação das dificuldades e proporciona liberdade de criar. Hoje, estou bem melhor”, conta. 

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Foto: Arquivo pessoal

No início, ela chegou a estranhar os movimentos, mas logo se apaixonou pelo tipo de coreografia. “Quando conheci a dança do ventre, achei um pouco estranho. Olhava as mulheres com a barriga de fora e achava que nunca dançaria aquilo. Mas, quando fiz a primeira aula, me apaixonei”, relata. 

A ligação de Simone com a arte, entretanto, não é recente. Quando tinha sete anos, seu pai a levou à escola onde ele tocava. “Ele é sanfoneiro e queria que eu fizesse violão, mas minha mãe queria que eu tocasse piano. Porém, quando cheguei lá vi uma aula de balletme encantei. Então, de alguma forma, a música sempre esteve presente na minha vida”, relembra. 

Apesar de ter dias e momentos ainda difíceis, Simone relata que, hoje, está bem melhor. “Aprendi a lidar com a depressão. Procuro ter momentos e fazer as coisas que eu gosto. Cuidar mais de mim”, conta.

Para ela, a dança do ventre foi fundamental nesse processo. “Ela me coloca em um lugar mais criativo e proporciona a oportunidade de levar alegria para as pessoas. O que mais me movimenta e me dá alegria de viver é a dança. Quando danço, eu me liberto”, explica. 

A depressão

Os quadros da doença envolvem diversas alterações de humor e comportamento, associadas a mudanças químicas e hormonais no corpo humano, e que variam de grau e intensidade. De acordo com a OMS, 11,5 milhões de brasileiros sofrem com o problema, o que corresponde a 5,8% da população.

Leia também: Entenda como é viver com alguém que sofre com depressão

Conforme informa o Dr. Pedro Daniel Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano, em São Paulo, a condição possui sintomas e sensações intensas e muito desagradáveis. “Ansiedade, angústia, tristeza, desinteresse por atividades do dia a dia, falta de motivação, falta de energia, insônia, pesadelos, medo do futuro e desesperança são alguns dos sinais possíveis”, aponta.

O profissional explica que a exposição às situações estressantes, seja crescentes ou mesmo intermitentes ao longo da vida, conduzem à intensa sobrecarga emocional. “Isso faz com que a gente desenvolva mecanismos de proteção e defesa para tentar conter o impacto ao qual somos expostos e o desgaste em nossa balança neuro-hormonal [hormônios e emoções]”, elucida.

O lado bom é que a depressão é reversível e tem cura, mas deve ser tratada corretamente. Dessa forma, antes de iniciar qualquer tratamento, é necessário um diagnóstico adequado. Após a avaliação, o especialista indicará o melhor tratamento e passará as orientações específicas a cada paciente, que vão desde medicações, acompanhamento psicológico, apoio e orientação familiar até mesmo medidas alternativas, além de formas de exercícios físicos e ocupacionais.

Os benefícios da dança

A atividade escolhida por Simone, por exemplo, estimula que a pessoa tenha postura, foco, atenção, concentração, respiração adequada, ritmo e coreografia, que, juntas, levam à  liberação de endorfinas, proporcionando sensação de prazer e bem-estar. “A dança aumenta o ritmo cardíaco e auxilia a circulação sanguínea, incluindo a melhora do fluxo sanguíneo cerebral. Também beneficia a condição muscular e articular, promove o ganho de condicionamento físico, otimiza a respiração e  favorece o equilíbrio”, ressalta o psiquiatra.

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Além disso, a dança faz com que a pessoa lide de forma mais próxima com sua imagem corporal. Outro ponto positivo é que auxilia a socialização e a reintegração social de quem sofre com a depressão. “A dança faz a diferença porque permite conhecer outras pessoas. Você cria um ciclo de amizades e uma pessoa ajuda a outra. E a superação de uma alguém querido é como se fosse a sua. Torcemos um pela outr”, finaliza Simone.

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Risco de doenças vasculares aumenta de 20% a 30% no verão; entenda por quê

iG São Paulo

Estima-se de 35% da população brasileira poderá ter varizes na fase adulta, de acordo com a avaliação do presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Foto: Reprodução/Facebook

Com o aumento das temperaturas no verão, sobe também o risco de doenças vasculares, ou venosas nos membros inferiores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), nesse período as chances de condições desse tipo – normalmente associadas a varizes – surgirem é de 20% a 30% maior.

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“O calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, explica o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa. De acordo com ele, pessoas com doenças vasculares prévias tendem a piorar no verão, enquanto as demais podem sentir edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, câimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Desidratação

Nesse período, a secreção de suor é maior e isso pode ser associado à desidratação. Outro indicativo que pode agravar os sintomas vasculares é o fato de muitas pessoas desregulam sua alimentação durante as férias de verão, ampliando o consumo de sal e de bebidas alcoólicas.

Para Caiafa, a população brasileira é propensa a ter varizes. A estimativa é que isso ocorra em 35% da população, envolvendo todas as faixas etárias. Avaliando apenas a população adulta, o percentual pode chegar até 70% de mulheres e a 50% de homens.

Para evitar o agravamento dos sintomas no verão, o ideal é que as pessoas com doença vascular procurem um angiologista ou cirurgião para um tratamento anterior à chegada da estação, a fim de, pelo menos, receber orientação.

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Além do fator prévio da doença, existem agravantes, como a permanência em longos períodos com as pernas para baixo, em posição sentada ou em pé. Outros agravantes são excesso de peso e falta de exercício.

Evolução

A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Entre os principais sintomas, a evolução da doença apresenta inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela. A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

Breno Caiafa destacou que a hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais. As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia. Se forem consumir cerveja, devem alternar a ingestão de água. Para recuperar sais minerais perdidos, podem beber sucos de frutas, isotônicos ou água de coco.

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