Falar mais de uma língua pode evitar sequelas de AVC, sugere estudo

BBC

Desafio mental de falar vários idiomas pode aumentar nossa reserva cognitiva – habilidade que o cérebro tem para lidar com influências prejudiciais

Falar mais de uma língua não traz apenas benefícios culturais. Segundo um estudo recente feito na Universidade de Edimburgo, na Escócia, ser bilíngue pode ajudar pacientes a se recuperarem melhor de um AVC (acidente vascular cerebral).

Falar mais de uma língua pode evitar sequelas de AVC, sugere estudo

Falar mais de uma língua pode evitar sequelas de AVC, sugere estudo

Foto: BBC

A pesquisa foi feita com 600 pessoas que foram vítimas de derrame – o resultado mostrou que 40,5% das que falavam mais de uma língua ficaram sem sequelas mentais; entre as que falavam apenas uma língua, só 19,6% ficaram sem sequelas.

Os pesquisadores acreditam que o estudo, que foi financiado pelo Conselho Indiano de Pesquisa Médica, sugere que o desafio mental de falar vários idiomas pode aumentar nossa reserva cognitiva – habilidade que o cérebro tem para lidar com influências prejudiciais, como AVC ou demência.

O estudo – divulgado na publicação científica da American Heart Association – também levou em consideração idade dos pacientes, se eles eram fumantes ou não, se tinham pressão alta e se eram diabéticos.

Resultados

De acordo com os resultados da pesquisa, a habilidade bilíngue teria um papel “protetor” no desenvolvimento de qualquer disfunção cognitiva após um AVC.

É a primeira vez que se faz um estudo estabelecendo uma relação entre o número de línguas que um paciente fala e as consequências de um AVC para as funções cognitivas.

“A porcentagem de pacientes com funções cognitivas intactas depois de um AVC representava mais que o dobro em pessoas bilíngues em comparação com aquelas que só falam uma língua”, diz a pesquisa.

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“Em contraste, pacientes com disfunções cognitivas eram muito mais comuns entre os que só falavam uma língua.”

Aprender outras línguas é algo que exige uma “ginástica” do cérebro, e vários estudos científicos já mostraram que falar muitos idiomas pode melhorar a atenção e a memória, formando uma “reserva cognitiva” que atrasa o desenvolvimento da demência, por exemplo.

“O bilinguismo faz com que as pessoas mudem de uma língua para outra, então quando eles inativam uma língua, eles precisam ativar a outra para poderem se comunicar”, explicou Thomas Bak, um dos autores do estudo na Universidade de Edimburgo.

“Essa troca oferece um treinamento cerebral praticamente constante , o que pode ser um fator relevante para ajudar na recuperação de um paciente que teve um AVC”, finalizou.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Câncer infantil e o Hospital de Barretos

Câncer em crianças, apesar de mais agressivo que os tumores que acometem os adultos, tem uma particularidade interessante: pode ser curado em cerca de 70% dos casos, se diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados. Porém, enquanto em países como os Estados Unidos o índice de cura chega a 95% das ocorrências, no Brasil essa taxa não passa de 55%. Isso porque aqui, em geral, as crianças buscam tratamento quando a doença já está muito avançada.

Com o objetivo de trazer informações e esclarecimentos atualizados sobre o câncer pediátrico, tais como exames necessários, tipos de tratamento, sinais e sintomas da doença que acomete anualmente mais de 9 mil crianças no Brasil, publicaremos mensalmente conteúdos relacionados à doença produzidos por especialistas do Hospital de Câncer de Barretos, um dos polos de referência no tratamento de câncer no país.

O Hospital de Câncer Infantojuvenil, inaugurado no ano de 2012, recebe diariamente crianças e adolescentes de todas as regiões do Brasil.

Dr. Luiz Fernando Lopes, diretor médico da unidade, explica que o setor infantil funcionava apenas como um departamento até o início de 2000, uma ala que atendia pacientes pediátricos. O número de atendimentos nessa época era relativamente pequeno. Em 2000, foram atendidas 57 crianças e dessas, 48 receberam o diagnóstico de câncer.

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Foto: Divulgação Hospital de Barretos

Com o passar dos anos, o número de pacientes foi aumentando e a popularidade do hospital, crescendo. Barretos é um dos locais do país que mais recebe casos de tumores ósseos em crianças, e muitos, apesar de já terem sido atendidos em outros hospitais, chegam com a doença já em estágio avançado.

A entidade também possui parcerias com o St. Jude e o MD Anderson Cancer Center (o maior centro de tratamento oncológico do mundo), ambos nos Estados Unidos, que ajudam a fomentar a pesquisa clínica desses tumores.

“No ano passado, atendemos 458 crianças. Dessas, 232 foram diagnosticadas com algum tipo de tumor”, explica o médico.

Em média, o hospital infantojuvenil recebe dois casos novos de câncer por dia e mais de 30 por mês. A maioria dos pacientes (56%) é proveniente do estado de São Paulo. Em segundo lugar vem Minas Gerais, com 15%, e em seguida, Mato Grosso do Sul, com 8%. As leucemias e os tumores cerebrais são os cânceres mais diagnosticados no hospital. Detalhe: os atendimentos são feitos pelo SUS.

Uma das inovações do hospital é uma sala de cirurgia integrada a um aparelho de ressonância magnética e um sistema de neuronavegação.

Na prática, a novidade funciona mais ou menos assim: após uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral, em geral o cirurgião precisa fazer uma ressonância para ver se o tumor realmente foi removido por completo, se não sobrou nenhum resquício. Antes, o médico tinha que fechar a cabeça da criança para no dia seguinte fazer o exame. Se houvesse algum problema, era preciso marcar uma nova cirurgia. Com a nova tecnologia, o especialista pode fazer a checagem com o crânio aberto, ainda durante a cirurgia.

“O dispositivo é bastante inovador e até o momento o único do país instalado numa unidade pediátrica”, ressalta o dr. Luiz Fernando Lopes.

Estrutura

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Foto: Divulgação Hospital de Barretos

O hospital infantojuvenil tem um ambiente descontraído, mais adequado para receber as crianças, que podem ficar em tratamento de seis meses a um ano.
Lá tudo é colorido, há  um imenso sofá onde os pais aguardam os filhos fazerem exames, jardim, brinquedotecas, sala de jogos e lanchonete. A ideia é deixar mais leve um tratamento pesado, que pode incluir cirurgias, quimioterapia e radioterapia.

A grande maioria dos pacientes vem de cidades distantes, por isso muitos precisam fixar residência em Barretos.

Logo que o paciente dá entrada na instituição, uma assistente social faz a entrevista e o encaminha para um dos treze alojamentos do hospital, sendo dois deles pediátricos, com capacidade para acolher um total de 650 pacientes em tratamento, provenientes das mais diversas cidades brasileiras.

 

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5 Pensamentos Poderosos e Eficazes Para Quem Quer Emagrecer e Ter Sucesso.


girl1Aqui é o Geosh, tudo bem? O artigo de hoje é rápido e nutritivo, tipo um fast-food orgânico =)

Pensar é o termogênico mais poderoso que existe. Tanto no sentido literal quanto no figurado.

É pensando que nós descobrimos o que queremos, definimos o que realmente importa e nos organizamos pra conseguir realizar esse desejo. É assim que nos transformamos, pensando e colocando o fruto do pensamento em prática.

Vamo lá, direto ao assunto:

5 Pensamentos Poderosos e Eficazes Para Quem Quer Emagrecer e Ter Sucesso.

1 – O seu corpo é fruto da realidade. A realidade não mente.

O seu corpo é o resultado direto dos seus hábitos alimentares e hábitos físicos. Muita gente me procura chateada e me diz, ah, Geosh, mas eu como pouquinho, eu como direito, eu me exercito todo dia, etc.

Se nada disso está funcionando, significa que os seus hábitos não estão assim tão bons. Colocando os hábitos corretos em prática ou melhorando os que você tem, ou você perde peso ou perde medidas.

2 – Você precisa aprender o que é eficaz e colocar o que é eficaz em prática.

O Resto é bobagem e tolice. Se você tem um objetivo e não sabe o que funciona para atingir aquele objetivo, estude e aprenda. Se você sabe e não usa, você está sendo tola(o), sofrendo atoa, perdendo tempo e deixando de viver coisas e sensações lindas!
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3 – Na sua vida, 20% das ações trazem 80% dos resultados. Foque nesses 20% mais eficazes 80% do tempo.

girl2Essa regra é valida pra tudo, 20% dos alimentos que você come trazem 80% dos benefícios. 20% das roupas que você tem são as roupas que mais usa. 20% do que você faz no trabalho geram 80% do retorno.

Procure definir quais são as coisas mais eficazes que você faz e procure fazer elas por mais tempo e se dedicar mais a elas. Assim fica mais fácil ser eficaz e também entender a importância das coisas e dos hábitos eficazes.

Ser eficaz te torna mais satisfeita(o) consigo mesmo e essa capacidade faz as pessoas te verem como uma pessoa de muito valor!

4 – Ser humano é ser massa de modelar.

Nós nunca somos, sempre estamos. Se você não malha e você está fraco, ao fazer exercícios de musculação, você vai ficar mais forte.

Se você não conversa com pessoas desconhecidas em situações amistosas, você está tímida(o). Se você se treinar a se desinibir, em poucos meses você se treinou a ser uma pessoa extrovertida.

Nossos cérebros são capazes de neuroplasticidade: mudar e aprender estratégias novas, ou seja, nós somos capazes de mudar qualquer coisa em nós com a devida dedicação =)

5 – Para mudarmos, é necessário sonhar.

No item acima você já viu que somos fisicamente capazes de mudar. Mas se você quer vencer, você precisa realmente querer a mudança; Como estimular essa vontade? Como atiçar esse desejo?

É até simples. Basta se permitir sonhar. Quando foi a ultima vez que você parou, fechou os olhos e imaginou o que queria ser?

girl3Sério, com todos os detalhes, todas as sensações… Por exemplo: Você já imaginou que gostoso seria vestir uma roupa que caia super bem e mostre o seu novo corpo… E ouvir elogio das pessoas pelo tanto que você mudou? Olhar no espelho e sentir orgulho da sua capacidade e do que vê?

Pare e sonhe. Imagine como pode ser bom atingir seus objetivos. Visualize como seria a sua vida…

Nós as vezes nos impedimos de sonhar por medo de criar um desejo muito forte e depois fracassar. Mas nisso esquecemos que o melhor da vida é ter sonhos e tentar conquistá-los.

Por que nada no mundo é mais gostoso ou nos deixa mais felizes do que transformar um sonho em realidade =)

Geosh.

Emagrecer de Vez

Gerações mais jovens são as mais estressadas

Coração&Vida

Estudo realizado entre 2010 e 2013 avalia a saúde de diferentes grupos

A chamada “geração Y”, que compreende as pessoas com idades entre 24 e 37 anos, é a mais estressada de todas, seguida pela Z, de até 23 anos. A análise é do 5º Estudo Saúde Ativa, da SulAmérica, que avaliou a saúde de uma população distribuída em 262 empresas em 13 capitais do país entre 2010 e 2013. 

“Hoje está aí a geração Y, que, por um lado, está em crescente evolução tecnológica e, por outro, em crescente pressão. Eles se entregam a essa pressão”, diz psicóloga

Foto: Thinkstock/Getty Images

“A geração Y já nasceu estressada. Hoje, são eles que estão no dia a dia das empresas, recebendo toda a carga de pressão”, afirmou o médico Gentil Alves, um dos responsáveis pela pesquisa, durante o evento de lançamento do estudo, em São Paulo.  

Rosely Sayão, psicóloga e consultora educacional, comentou, durante a apresentação, que os Y são absolutamente tensos. “A geração X decidiu que seriam superpais e colocaram os filhos precocemente na escola e para fazer muitas atividades extracurriculares. Hoje está aí a geração Y, que, por um lado, está em crescente evolução tecnológica e, por outro, em crescente pressão. Eles se entregam a essa pressão.” 

Considerados “a geração do milênio”, os Y são tidos como individualistas e muito competitivos. De acordo com a pesquisa, as pessoas dessa faixa etária se tornam mais estressadas por causa da pressão para alcançar o sucesso e manter a estabilidade em casa e nos relacionamentos.

Além disso, mais de 12% da geração Y afirmaram atuar no mercado financeiro, setor que vive em constante tensão. Essa faixa etária reúne os mais altos níveis de classificação de estresse (moderado e alto), com 37,1%.  

O estresse dos Y também foi tema de uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia (APA).  Dados da entidade revelam que as causas para os níveis de estresse são trabalho (76%), dinheiro (63%) e relações pessoais (59%). 

Identifique o seu nível de estresse

Estresse também se reflete na pele

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A geração Z não fica muito para trás e apresenta o índice de 35,9% de classificação de estresse, segundo o Estudo Saúde Ativa. A explicação é que os jovens dessa idade estão na fase pré-vestibular, que costuma ser desgastante para os estudantes. 

“Não esperávamos que uma geração tão jovem apresentasse índices de estresse tão elevados, mas isso também pode ser explicado porque essa é justamente a geração multitarefas, que faz tudo ao mesmo tempo. Geralmente é também quando acontece a entrada no mercado de trabalho e nos relacionamentos mais sérios”, afirmou Alves.

Apesar dos altos níveis de estresse, os dois grupos são os que menos tiveram contato com o cigarro, diferente das gerações X (de 38 a 49 anos) e dos Baby Boomers (de 50 a 68 anos). 86% dos Z e 78% dos Y nunca fumaram. 

“A facilidade no acesso à informação das gerações mais jovens tem contribuído para o aumento da consciência em relação a temas importantes como a redução no consumo de cigarro, por exemplo”, explicou o médico. 

Contudo, os jovens estão deixando os exercícios de lado para ter mais tempo para o computador e a televisão. Embora os adultos de 38 a 49 anos sejam os mais sedentários (63%), os mais jovens apresentam índices de sedentarismo em torno de 60%. 

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Foto: Coração%26Vida

Fonte: Site Coração & Vida (coracaoevida.com.br)

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A obesidade não para de subir

Por  Dr. Andreas Eenfeldt

Comer menos, correr mais. Fique atento ao seu equilíbrio energético. Isso é o que os americanos tem sido instruídos por décadas, mas a obesidade continua aumentando.

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Publicado no jornal New York Times: A obesidade sobe apesar de todos os esforços para combatê-la, autoridades de Saúde dos Estados Unidos dizem.

Dados recém-publicado mostram que, em 2013 e 2014 trinta e oito por cento dos adultos americanos eram obesos, um número impressionante e um novo recorde. Os números têm aumentado de forma constante desde o início dos anos 80, quando cerca de 15 por cento da população era obesa.

É claro que o que estão fazendo não está funcionando nos EUA, nem em qualquer outro lugar. Estamos atacando o problema a partir do ângulo errado. Precisamos parar com essa fixação ridícula do balanço calórico (um conceito que a Coca-Cola patrocinou).

O que nós comemos determina o quanto nós queremos comer. Esta é uma questão de qualidade dos alimentos – e, em seguida, a quantidade pode cuidar de si mesmo, através dos nossos sinais de saciedade e fome naturais.

É uma questão da regulação hormonal do peso, não de contagem de calorias. A obesidade não é um problema de física ou matemática, é biologia.

Até que a sociedade receba as verdadeiras questões fundamentais direitamente nós nunca iremos chegar à solução.

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Níveis de obesidade nos diferentes estados em 1985, 1995, 2005 e 2014.

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Primal Brasil

Uso racional dos antibióticos

Bactérias são seres microscópicos formados por uma única célula. Elas podem ser encontradas na água, no solo, no ar, em todo o planeta, enfim. Os especialistas garantem que, no corpo humano, sobretudo na pele e no sistema digestivo, o número de bactérias é maior do que o número de células. A grande maioria vive em perfeita harmonia com o hospedeiro e funciona até como mecanismo de proteção. No entanto, sob determinadas circunstâncias, algumas causam doenças que só puderam ser tratadas e curadas depois do advento dos antibióticos.

O problema é que o uso abusivo e indiscriminado desses remédios na população e na agricultura fez com que parte das bactérias estejam desenvolvendo resistência contra seu mecanismo de ação e, como consequência, muitas doenças banais podem voltar a ser incuráveis.

Leia também: Resistência aos antibióticos

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera alarmante a situação criada pelo mau uso dos antibióticos e que é preciso revertê-la. Para tanto, existem recursos que não podem ser negligenciados. Veja quais são:

1) Não se automedique. Antibióticos só devem ser utilizados sob orientação médica para tratamento de infecção por bactérias. Não fazem o menor efeito nas infecções por vírus ou outros micro-organismos patogênicos.

2) Siga rigorosamente a prescrição médica. Antibióticos só devem ser usados nas doses prescritas e no prazo determinado pelo médico. Em geral, as primeiras doses eliminam as bactérias mais frágeis e os sintomas melhoram. Se o tratamento for interrompido nesse momento, as mais fortes ganham espaço para continuar se multiplicando e transmitindo a resistência aos antibióticos para bactérias da mesma geração e das gerações seguintes.

3) Respeite os horários previamente estabelecidos para manter, no organismo, a concentração do remédio necessária para combater todas as bactérias perigosas, fracas ou fortes, e evitar que se tornem resistentes à medicação.  Encurtar o intervalo entre uma dose e outra, por conta própria, também não acelera o processo de recuperação e favorece o mecanismo natural de luta pela sobrevivência das bactérias.

4) Descarte os antibióticos com prazo de validade vencido e as sobras de medicamento para não correr o risco de utilizá-los em outra ocasião, quando podem ter perdido o efeito desejado.

5) Leia a receita na presença do médico para ver se entendeu como deve tomar o medicamento. Dela deve constar, de forma bastante clara e legível, o nome do remédio, a quantidade e os horários de cada dose e a via de aplicação.

É importante ainda saber que, durante o tratamento com antibióticos, a pessoa deve:

1) evitar bebidas alcoólicas para não sobrecarregar o fígado, uma vez que é nesse órgão que tanto o álcool quanto a maior parte dos antibióticos são metabolizados. Não é que o álcool corte o efeito do remédio, mas pode alterar os níveis de sua concentração no sangue.

2) informar-se sobre a interação do antibiótico com as pílulas anticoncepcionais. Embora não haja consenso sobre o assunto, há quem defenda que as pílulas podem ter sua eficácia comprometida pelo uso concomitante de antibióticos.

3) consultar o ginecologista ou o obstetra sobre o antibiótico indicado para combater infecções bacterianas durante a gravidez. É sempre importante tratar a doença na gestante, mas indispensável selecionar o medicamento que menos atinja o feto em formação.

4) substituir, sempre que possível, na hora de medicar as crianças, os antibióticos à base de tetraciclina, que podem afetar a coloração dos dentes em formação, por produtos equivalentes que não apresentem esse efeito colateral.

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Dr. Drauzio Varella

Parei de perder peso com a low-carb, e agora??

Caio, parei de perder peso com a low-carb, e agora?? Constantemente sou bombardeado por perguntas do tipo.

Weight-Loss-Plateau

Por que não consigo perder mais peso com a low-carb, ou por que cheguei em um platô com a dieta.

Não há uma resposta simples e genérica para todos e cada caso é individual requer investigação e possui uma causa subjacente diferente. No entanto, muitas das possíveis causas eu abordo constantemente no blog e na Rádio Primal Brasil e um novo estudo que será abordado em detalhes abaixo pode fornecer a resposta que muita gente procura, além de elucidar bastante esta questão, mesmo para quem não precisa mais perder peso.  Embora com certa frequência eu aborde esta causa específica, ela não se encontra sempre explícita no blog, portanto, por ora, você deveria se interessar bastante por este post, se está com dificuldades de atingir seus objetivos. Leia com atenção.

O estudo foi utilizado erroneamente (para variar, não reportam transparentemente a ciência) pela mídia americana como prova do fracasso de dietas baixas em carboidratos.

Por Dr. Bill Lagakos.

Uma breve explicação do estudo de Hall et al., ou seja, a guerra dos carboidratos. 

“Exame de mudanças agudas no balanço calórico, reduzindo seletivamente a ingestão de calorias de um ou outro macronutriente (gordura ou carboidratos).”

Intro (1/2): por favor, não leia este estudo com as manchetes da mídia em sua mente, pois elas são muito desonestas e ingênuas. Nem sequer preste qualquer atenção para o título do estudo, resumo, introdução e discussão. De forma alguma este estudo colocou a dieta low carb contra a parede, independentemente do que você já viu on-line ou em outro lugar. Ok??

Intro (2/2): se você quiser aprender uma lição (ou fazer uma reciclagem) em nutrição avançada, confira as Informações Complementares deste artigo: na formulação de seus modelos matemáticos, Dr. Salão revisou cada via bioquímica única e variável fisiológica já inventada. Leia, pela ciência.

Dr, este estudo de modo algum derruba low carb (é uma conclusão ridícula e impossível). Mas foi bem interessante e, provavelmente, incluiu uma avaliação precisa e abrangente do balanço energético.

Esboço do estudo: Participantes seguiram a dieta de base por alguns dias, em seguida foram randomizados para uma dieta de baixo teor de gordura ou Low Carb por 6 dias. Após estes 6 dias, houve um período de “washout”, um período sem intervenção, para eliminar o efeito do primiero tratamento de 6 dias, para em seguida os participantes que receberam a low-carb receberem a low-fat por mais 6 dias e vice versa. Tudo em um estado de constante obcervação pelos pesquisadores.

tabela lagakos low-carb

Por favor, pare de reclamar sobre a composição das dietas de intervenção! Elas não foram projetados para imitar uma dieta de baixo teor de gordura mais possível de ser seguida no mundo real, ou uma dieta cetogênica. Elas foram projetadas com um objetivo muito específico em mente: reduzir seletivamente as calorias de um macronutriente, sem aumentar quaisquer outros, de modo que quaisquer efeitos pudessem ser atribuídos à redução seletiva dos referidos macronutrientes. Este estudo nos deixou com um déficit calórico de 30%. O que é bom para o propósito do estudo.

Passo 1. Construindo a dieta de baixa gordura.

Reduziram a gordura de 109 gramas (981 kcal) para 17 gramas (153 kcal) , pois isso é praticamente a maior redução possível, e foi reduzido 828 kcal de gorduras neste grupo

Lembre-se, foi um déficit calórico de 30%:  828 de 2740 = 30%.

Teoricamente, eles poderiam ter testado zero de carboidratos na dieta Low Carb, mas não foi o caso.

Passo 2. Construindo a dieta baixa em carboidratos.

Há 2 limites que o passo 1 estabelece: 1) 30% restrição de energia a partir um macronutriente; e 2)

828 kcal que precisam ser eliminados em ambos os grupos low-carb e baixo em gordura. 840 kcal de carboidratos = 210 gramas. Assim, o grupo de baixo teor de carbs passou de 350 gramas de carboidratos na linha de base para 140 durante os 6 dias de estudo controlado, uma redução de 210 gramas (840 kcal). Está muito longe de ser cetogênica (ver Tabela 4), mas é  reduzida em carboidratos

Proteínas e calorias foram mantidas constantes.

Gordura não foi alterada no grupo da dieta reduzida em carboidratos.Carboidratos não foram alterados no grupo da dieta baixa em gordura. Por que os pesquisadores não montaram uma dieta cetogênica?

Porque 350 gramas de carboidratos que os participantes cunsumiam antes era muito alta em carboidratos = 1400 kcal, e matematicamente não é possível reduzir as calorias de gordura em mais de 981 kcal,  pois este foi o total de gorduras que os participantes consumiam antes de começar o estudo (consumiam uma dieta muito alta em cabroidratos, mas não tão alta em gordura). Se eles reduzissem os carboidratos, as proteínas do grupo da dieta baixa em gordura teriam que ser reduzidas para manter as dietas isocalóricas (iguais em calorias – própósito do estudo) … e isso teria sido um fator de confusão principal.
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Este estudo foi  rigorosamente controlado “calorias para dentro,” e rigorosamente medido “calorias para fora.”

O gasto energético diminuiu em ambos os grupos (como esperado).

As alterações na composição corporal entre ambos os grupos de participantes não são dignas de menção, mas se quiser olhar.

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As críticas mais frequentes:

17g Gordura  por dia é um teor de gordura incrivelmente baixo (8% de calorias) e portanto não é compatível com a realidade cotidiana das pessoas. 

Eu concordo, mas seja o que for! Minha posição é que independentemente de como os autores e jornalistas  distorceram o estudo, este estudo não foi desenhado para testar dietas na vida real (embora a dieta reduzida em carboidratos pode ser compaível com o que muita gente come). Dietas Ad libitum, ou seja, dietas na vida real, são completamente diferente das dietas rigorosamente controladas. Ponto final.

Este estudo comparou uma dieta super baixa em gorduras (pouco praticável na realidade) com uma dieta moderada em carboidratos mais comum em praticantes de dietas, especialmente a paleo (classificada erroneamente pela mídia como uma dieta low-carb)

Mais uma vez, eu não me importo [no âmbito deste projeto de estudo]! Esta foi a única maneira que os cientistas podiam fazer, matematicamente… por isso, se esta é a sua crítica, acho que você está alvejando tanto os autores ou jornalistas, e não o estudo real –  Um título melhor pode ter sido: “Exame de mudanças agudas no balanço calórico, reduzindo seletivamente ingestão de calorias de um macronutriente”.

A Maior falha real é que eles não atingiram as reduções de insulina que eles estavam almejando. Insulina em jejum e o peptidio C não foram diferentes entre os grupos, e apenas quando C-péptido de 24h  foi avaliado fizeram atingir significância estatística. Talvez uma dieta low-carb de verdade teria feito isso, mas como mencionado acima, eles diminuíram o máximo que eles podiam dadas as restrições do desenho do estudo. Talvez uma maior duração do estudo pudesse ter feito isso, mas: 1) este já foi um estudo muito caro; e 2) você não pode realmente manter as pessoas trancadas em uma câmara metabólica por muito mais tempo … por isso eles tiveram que sacrificar a precisão, e eu não acho que Dr. Salão ficaria muito feliz com isso.tabela bill 4

Algumas considerações minhas:

O que este estudo claramente não teve o intuito de demonstrar foi como os diferentes macronutrientes e as diferentes dietas afetam a perda de peso e a composição corporal em uma dieta hipercalórica, superalimentação, ou em um cenário de um aumento calórico de indivíduos resistêntes a insulina, que já seguem uma dieta hipocalórica e passaram a comer mais calorias seguindo estas duas vertentes opostas de consumo de macronutrientes (low-carb ou low-fat).  Tampouco lidou com muitas outras questões, como a questão da sustentabilidade de cada uma destas dietas a longo prazo (as evidências são abuntantes para a superioridade da low-carb no mais importante dos quesitos).

Como Dr. Bill salientou bem no começo do post, 140g de carboidratos não é low-carb e está longe de ser low-carb para quem tem resistência à insulina. A diferença entre 25g de carboidratos e 140g pode ser estrondosa e a dieta baixa em gordura não tinha muitas calorias para baixar na forma de gordura.

Resumidamente, sobre os motivos de você poder não estar perdendomais peso com a dieta low-carb, eles podem ser os seguintes:

  • Não precisa perder mais peso e possui metas irrealistas com base em modelos de biquine que são geneticamente favorecidas para realizarem este trabalho.
  • Não reduziu carboidratos o suficiente para obter os benefícios metabólicos e de perda de peso com a low-carb.
  • Está consumindo calorias demais, tanto na forma de proteínas e/ou gorduras.
  • Está com distúrbios metabólicos/hormonais severos, com resistência à insulina/leptina e/ou síndrome metabólica, e portanto, possivelmente nem mesmo práticas de jejum longas e recorrentes (potencialmente prejudiciais) estão te levando ao corpo de modelo.

De fato, muita gente já tentou de tudo e realmente se enquadra no quarto cenário, entretanto, uma peça importante do quebra cabeça para diversas pessoas é o cenário 1 e 2. Sendo o segundo mais comum em indivíduos que não entendem muito bem a low-carb e o primeiro mais comum em quem ignora, estando ciente ou não, o aspécto da termodinâmica (+ ou – calorias para perda de peso) que se aplica a qualquer dieta, ou sujeitos que possuem compulsões alimentares subjacentes (proteínas alimentares possuem um papel importante aqui) que são carregadas ao longo da vida e transferidas de uma dieta para outra. Enfim, estes são pontos muito importantes a serem trabalhados por você e seu profissional de saúde.

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Primal Brasil

Pesquisadores descobrem tratamento da esquistossomose até 8 vezes mais eficaz

Agência Brasil

A descoberta aconteceu através da pesquisa dos genes que permitem o Schistosoma mansoni, parasita causador da doença, resistir a mediação habitual

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma combinação de drogas que pode aumentar em até oito vezes a eficácia do tratamento da esquistossomose.

O estudo indicou que utilizar o Omeprazol em conjunto com o Praziquantel, medicamento tradicionalmente usado para combater o verme, eleva a mortalidade dos parasitas.

“Aumentar a eficiência de uma droga que já é usada, que é a única  recomendada pela Organização Mundial de Saúde para tratamento da esquistossomose, pode garantir um controle maior da doença”, disse o professor Sergio Verjovski-Almeida.

A descoberta aconteceu através da pesquisa dos genes que permitem o Schistosoma mansoni, parasita causador da doença, resistir a mediação habitual.

“Nós fomos estudar doses menos efetivas, vendo como o parasita escapa [da medicação]. Antes dele morrer, a gente faz uma análise dos genes que ele está mudando em função da exposição com a droga”, explicou o pesquisador.

Após identificar o conjunto de genes que dava resistência aos parasitas, os cientistas passaram a testar drogas conhecidas com capacidade de agir sobre portadores dessa carga genética.

Brasil vai testar vacina contra esquistossomose

O Omeprazol tem a vantagem, segundo Almeida, de ser um medicamento já usado por seres humanos. “Não há grande chance de ser tóxica, porque o Omeprazol já é um antiácido usado nos humanos”, enfatizou.

Com os bons resultados em laboratório, onde a combinação das substâncias aumentou entre três e oito vezes a mortalidade do Schistosoma mansoni, há a expectativa do tratamento ser testado em animais.

Primeiro, para confirmar se os dois remédios juntos não são tóxicos, e, em seguida, para avaliar se a eficácia é a mesma ao ser administrada em organismos vivos.

Por enquanto, os testes foram in vitro.

Um tratamento mais forte pode ser uma alternativa, na opinião de Almeida, para conter a doença em regiões com grande incidência do parasita.

“Os pacientes que vivem em zonas endêmicas são reinfectados. Então, você tem que ter um tratamento de toda a população que vive em uma região endêmica para que eles não depositem ovos através das fezes na água e reinfectem outras pessoas”.

* Com informações da TV Brasil.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Não há magia, milagre ou simpatia

Querida amiga,

Uma colher de chia todo dia não vai resolver o problema. Eu sei que o verão está aí batendo à porta e você relutando para não abrir porque acha que não está em “forma”. Aliás, quem se preocupa oficialmente com a estação, se o sol já está a pino há muito tempo?!
Eu sei também que você busca algo que te faça perder os dois ou três (ou mais) quilinhos a mais que estão sobrando, rapidamente. Mas amiga, vou te falar com sinceridade… nessas coisas, acho que não existe milagre. Se a gente não mudar a alimentação de modo global, se não viver uma reeducação alimentar e tiver uma vida ativa, comer uma colher de chia não vai adiantar, né?! Nem comer um punhado de goji berry, nem beber suco verde todas as manhãs, nem comer batata azul da Macedônia de cabeça para baixo. Nem fazer tudo isso junto e misturado! E no fundo, você também sabe disso, né?!

O que estou tentando dizer é muito simples: sim, há uma série de alimentos com benefícios incríveis, mas só eles, isoladamente, não vão te deixar em “forma”. Por isso, não se frustre se a chia não der “o resultado que promete”.
Amiga, não posso te prometer milagres. Mas tenho um convite a fazer: vamos viver o verão pra vida toda? Vamos?! Não é magia, nem milagre… Mas também não é difícil. No começo a gente estranha, mas depois entranha. Vem?! Então pega na minha mão e vem comigo!

Beijos,
Carol

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