Princípio ativo traz esperança para pacientes com HF

No Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que ocorreu entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro de 2015 em Londres, Inglaterra, uma novidade chamou a atenção da maioria dos médicos presentes. A descoberta de um princípio ativo, chamado evolucumab, que promete ser uma luz no fim do túnel para pacientes com hipercolesterolemia familiar (HF).

A droga não cura a doença, mas pode baixar drasticamente os níveis de colesterol ruim. Enquanto os tratamentos disponíveis, com uso de medicamentos convencionais, como as estatinas, baixam em média 3% do nível de LDL, o colesterol ruim, o evolocumab alcançou resultados 10 vezes maiores.

O medicamento age eliminando a proteína PCSK-9, que impede a destruição de LDL no fígado. Uma vez livres, as células hepáticas conseguem ‘matar’ o LDL e diminuir o nível desse colesterol no organismo. Além disso, ele é uma ótima opção para quem é intolerante às estatinas e sofre muito com seus efeitos colaterais, como dores musculares e cansaço.

Leia aqui sobre hipercolesterolemia familiar
Leia aqui sobre o diagnóstico da HF
Leia aqui sobre a luta para baixar o colesterol ruim

Aprovado nos EUA e na Europa, o pode demorar até 24 meses para ser aprovado pela Anvisa, segundo a indústria farmacêutica. No entanto, mesmo assim ele não será muito acessível — seu custo previsto é de aproximadamente 13 a 14 mil dólares por ano. O que muitos especialistas defendem é que, além da possibilidade de controlar melhor o colesterol e proporcionar mais bem-estar aos pacientes, a nova droga é importantíssima porque traz esperança de tratamento a uma doença negligenciada.

“A recente descoberta do PSCK-9 praticamente obrigou as pessoas a se debruçarem sobre o estudo do colesterol. O que consequentemente aumentou os conhecimentos sobre o problema, trazendo novos horizontes e melhorias no diagnóstico”, afirma Francisco Fonseca, presidente da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

Esses fármacos não vão diminuir a mortalidade por doenças cardiovasculares no país, porque o acesso a eles será muito restrito. Mas podem fazer com que médicos e a população, que precisa do tratamento convencional bem feito, conheçam melhor as implicações da hipercolesterolemia — e isso sim diminui a mortalidade por doenças do coração.

Segundo os médicos,  nem todo mundo precisa tomar o medicamento. Cerca de 80% dos que sofrem de HF poderiam ser beneficiados pelo tratamento já existente, mas muitas vezes ele não é indicado por falta de conhecimento.

Para André Luis Batista Pereira, fundador e diretor da Associação Hipercolesterolemia Familiar, a esperança e a preocupação são grandes. “Eu não vejo a hora de o medicamento chegar ao Brasil. É o nosso porto seguro, é a mão que vai puxar a gente para cima. Vai ser literalmente revolucionário para quem tem a doença e não sabe mais o que faz para baixar o colesterol. Só espero que seja acessível. Não é todo mundo que tem esse dinheiro para pagar a medicação”, afirma.

The post Princípio ativo traz esperança para pacientes com HF appeared first on Dr. Drauzio Varella.

Dr. Drauzio Varella

Cisto pilonidal

Cisto pilonidal é uma variante relativamente comum do cisto dermoide. Na grande maioria dos casos, a lesão se desenvolve na região terminal da coluna vertebral (região sacrococcigiana), bem no início do sulco que separa as duas nádegas, alguns centímetros acima do ânus. Embora esse seja o local mais frequente, o cisto pilonidal pode surgir também nas axilas, couro cabeludo e umbigo.

Quanto a sua estrutura, ele é formado por uma bolsa revestida por células epiteliais, que contém pelos, fragmentos de pele, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas em seu interior. O acúmulo desse material gera um processo inflamatório que pode apresentar sinais de infecção e acúmulo de pus, dando origem a um abscesso (abscesso pilonidal). Portanto, a palavra pilonidal, que significa “ninho de pelos”, define bem a doença, que acomete mais os homens jovens entre 15 e 30 anos.

Causas

As causas do cisto pilonidal ainda não foram totalmente definidas. No início, imaginava-se que fosse um problema congênito provocado por dobras de tecidos embrionários que permaneciam na região subcutânea. Pelo menos era isso que acontecia nos outros tipos de cistos dermoides.

Atualmente, o cisto pilonidal é considerado uma doença adquirida que pode recidivar. A teoria mais aceita é que a lesão seja provocada por pelos soltos que, por atrito, pressão ou calor, atravessam a pele e se alojam na camada subcutânea. A presença desse corpo estranho, sem nenhuma ligação com os folículos pilosos (estruturas onde nascem os pelos), gera uma reação inflamatória que promove a formação de cistos.

Outra possibilidade é que alterações hormonais e nas glândulas sebáceas, associadas a certas condições adversas, favorecem a manifestação de foliculite, um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação de um abscesso pilonidal extremamente doloroso.  Em geral, a bactéria responsável pela infecção é o Staphylococcus aureus, um germe que habita normalmente nossa pele.

Resta, ainda, a hipótese de que a origem da inflamação esteja no que chamamos de pelos encravados, fios que se curvam e penetram novamente no folículo piloso onde continuam crescendo, porque não conseguem atravessar as camadas superficiais da pele.

Fatores de risco

Microtraumas de repetição e excesso de pelos mais grossos e encaracolados na região do cóccix, obesidade, sedentarismo, roupas muito justas e falta de higiene são considerados os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cistos pilonidais.

Permanecer muito tempo sentado, por exigência profissional ou durante a prática de esportes (ciclismo e equitação, por exemplo) também contribui para a formação de cistos na região sacrococcígea. Essa agravante chamou atenção depois que o número de casos da doença pilonidal cresceu muito entre os soldados americanos que lutavam na Segunda Guerra Mundial e viajavam horas e horas sentados nos bancos de jipes que trepidavam muito por causa dos terrenos irregulares.

Sintomas

Cistos pequenos sem vestígio de infecção geralmente são assintomáticos, embora apresentem um pequeno orifício, por onde é eliminado um líquido turvo de odor desagradável.

Os sintomas realmente aparecem na fase aguda, quando se forma um nódulo na parte superior do sulco entre as nádegas com sinais típicos de processo inflamatório e infeccioso: dor, rubor, calor, edema e saída de secreção purulenta por um orifício que se abre na pele. À medida que a infecção progride, novos orifícios podem surgir dando origem a fístulas que ajudam a drenar o pus. Dependendo do tamanho do orifício, é possível enxergar os pelos no interior do cisto e retirá-los.

Febre, náuseas e cansaço extremo são outros sintomas possíveis da doença pilonidal.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença pilonidal é clínico. O médico leva em conta a história do paciente, suas queixas e o exame minucioso da região afetada. Não existem testes laboratoriais específicos nem de imagem que ajudem a confirmar o diagnóstico dos cistos e abscessos pilonidais. O hemograma registra, apenas, um aumento na taxa de leucócitos, o que pode acontecer por inúmeras causas diferentes.

Tratamento

O tratamento do cisto pilonidal varia de acordo com a fase da doença. Paciente com cisto sem nenhum sintoma nem sinal de infecção deve permanecer em observação para avaliar a evolução do quadro.

Quando já houve a formação de abscesso, o procedimento indicado é fazer a drenagem da secreção purulenta através de uma pequena incisão na pele. A intervenção é realizada sob anestesia local, sem necessidade de internação hospitalar. Para alguns pacientes, essa técnica pode representar um caminho para a cura. Infelizmente, nos outros, a doença é recorrente.

Como os antibióticos não produzem o efeito desejado nessa fase, a indicação é cirúrgica. A técnica mais utilizada é a ressecção em cunha do cisto, deixando a ferida aberta, sem pontos, para que a cicatrização ocorra naturalmente, de dentro para fora. Esse método conhecido como “cicatrização por segunda intenção” é o mais recomendado para o tratamento de feridas infectadas. Embora o período de recuperação seja mais longo, o risco de recidivas é muito baixo. Também é possível fechar a ferida com pontos, o que encurta o período de recuperação, mas aumenta o risco de novas crises.

No pós-operatório, é preciso redobrar os cuidados com a ferida. O curativo deve ser trocado todos os dias, o local lavado com soro fisiológico e coberto com gaze.

Recomendações

As seguintes medidas podem ajudar você a prevenir a formação de cistos pilonidais e a evitar recidivas:

* Não permaneça muito tempo sentado. Levante e caminhe um pouco a cada uma ou duas horas;

* Procure manter o peso ideal para sua estatura e idade;

* Mantenha a região sempre limpa e livre de umidade ou suor;

* Dê preferência a sabonetes antissépticos ao fazer a higiene do local;

* Depile a região especialmente se seus pelos forem mais espessos e encaracolados;

* Evite vestir roupas íntimas de tecido sintético.

Observação: Embora seja uma complicação bastante rara, formas crônicas e não tratadas de cistos pilonidais infectados aumentam o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas, um dos tipos de câncer de pele.

The post Cisto pilonidal appeared first on Dr. Drauzio Varella.

Dr. Drauzio Varella

Benefícios da abóbora + receita de chips de abóbora

A abóbora pesa ouro em vitamina A, é rica em vitamina C, complexo B, potássio e fibras. As sementes são fonte de minerais, ácidos gordos essenciais, ferro e cálcio.

A lindeza da abóbora tem aquele efeito que a gente ADORA e que começa A, de vitamina A, sabe?! É Antioxidante, e também anti-inflamatória. Além disso, pode ajudar no controle hormonal dos homens e das mulheres alteradas, ajudar a prevenir a queda de cabelo, e ajudar a deixar a pele como um pêssego…

Como a abóbora também tem muita fibra (como nós, que buscamos uma alimentação mais saudável), ela ajuda a melhorar o trânsito intestinal.

Experimenta estes chips de abóbora que são uma maravilha! Você vai gritar alto de felicidade!

Receita de chips de abóbora

  • Fatie a abóbora kabutiá bem fininha, usando um descascador de legumes ou um mandolim;
  • Leve à frigideira quente, sem óleo nem nada;
  • Tempere com flor de sal, amor e um cadiquim de paciência!

chips-de-abobora

Beijos,
Carol

Leia também» Chips de jiló

O post Benefícios da abóbora + receita de chips de abóbora apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista

Síndrome do Intestino Irritável e suas causas

Por Chris kresser

Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta 15 por cento da população dos EUA e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho (atrás apenas do resfriado comum), mas os tratamentos convencionais são ineficazes porque eles só tratam os sintomas. Descubra o que realmente causa a SII para que você possa começar bem e ficar bem sem medicamentos desnecessários.

intestino

Síndrome do Intestino Irritável (SII) é o distúrbio gastrointestinal funcional mais comum em todo o mundo, com taxas de prevalência variando de 9 a 23 por cento, dependendo da localização. SII afeta cerca de 15 por cento dos norte-americanos e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho. É responsável por 12 por cento das visitas aos prestadores de cuidados de saúde primários e custa cerca de $ 21 bilhões de dólares anualmente em despesas médicas diretas e custos indiretos com a diminuição da produtividade e absentismo.

Os sintomas de SII incluem gases, flatulência, constipação, diarreia e dor abdominal. Eles podem variar de levemente perturbadores a completamente debilitantes.

Mas o que é SII? Em termos médicos, é um “diagnóstico de exclusão.” Isso significa que ele é um rótulo aplicado quando outras condições de doenças são descartadas. Se você for ao seu médico queixando-se de gases, inchaço e dor, ele pode executar uma série de testes para determinar se você tem doença inflamatória intestinal (DII), diverticulite e outros problemas que afetam a estrutura do intestino.

Se essas condições estruturais são descartadas, o médico vai avaliar seus sintomas com base nos critérios de Roma, um conjunto de diretrizes desenvolvidas por consenso para diagnosticar esta condição. Esses incluem: ·

Dor abdominal recorrente ou desconforto pelo menos três dias por mês, nos últimos três meses associados com dois ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Defecação
  • Mudança na frequência de evacuações
  • Mudança na consistência das fezes

Se você atender a esses critérios, você vai ser diagnosticado com SII. O seu médico irá provavelmente prescrever qualquer um dos seguintes medicamentos, como ditado por seus sintomas:

  •  Medicamentos antidiarreicos. Estes incluem medicamentos OTC, como loperamida ou ácidos biliares ligantes como colestiramina ou colesevelam. (Ironicamente, muitos desses medicamentos causam inchaço como um efeito colateral!)
  •  Anticolinérgicos ou medicamentos antiespasmódicos. Estes incluem hyoscyamine e dicyclomine e são usados ​​para reduzir os espasmos intestinais e dor. (Infelizmente, eles pioram constipação e podem conduzir a outros sintomas como micção difícil. Eles também aumentam o risco de SIBO (super crescimento bacteriano no intestino), o que é uma causa subjacente da síndrome do intestino irritável SII -ver abaixo).
  •   Os médicos prescrevem frequentemente antidepressivos SSRIs para pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) porque ajudam a aliviar a depressão (associada com a SII), bem como inibem a atividade de neurônios que controlam o intestino.
  •  Medicamentos específicos para SII. Estes incluem alosetron, que é concebido para retardar a motilidade intestinal e reduzir a diarreia, e lubiprostona, o que aumenta a secreção de fluidos no intestino e acelera a motilidade. Estes medicamentos são normalmente usados ​​como último recurso, e alosetron só pode ser prescritos por médicos inscritos em um programa especial porque foi previamente retirado do mercado devido aos efeitos colaterais e riscos.

O que há de errado com o tratamento convencional para SII?

O problema fundamental com a abordagem convencional para síndrome do intestino irritável (SII) é que ela simplesmente suprime os sintomas e não aborda as causas subjacentes. Olhe para a lista de medicamentos acima. Elas são destinadas principalmente a abrandar ou aumentar a motilidade intestinal (para reduzir a diarreia ou constipação) e aliviar a dor.

 Cansado de lutar com esta síndrome? Trate a causa subjacente e cure de dentro para fora.

Mesmo se estes medicamentos forem eficazes para esses fins (muitas vezes eles não são, de acordo com muitos sofredores de SII), que muitas vezes têm efeitos colaterais que são idênticos aos sintomas que as pessoas com SII já experimentam como o gases e inchaço. E, em alguns casos, as drogas têm mais graves complicações e riscos. Alosetron, um medicamento usado para tratar a grave diarreia-predominante SII, foi temporariamente retirada do mercado após a ocorrência de efeitos adversos graves potencialmente fatais, incluindo cinco mortes e cirurgias intestinais adicionais.

 Uma abordagem melhor para SII: tratar a causa!

Dada a falha da abordagem convencional para tratar com sucesso a SII, os efeitos colaterais e os riscos associados com o tratamento com droga, os pacientes merecem uma outra alternativa.

Felizmente, a Síndrome do Intestino Irritável pode ser tratada e curada com sucesso, mesmo utilizando a medicina funcional. Na medicina funcional, vamos nos concentrar em tratar a causa subjacente de problemas de saúde ao invés de apenas suprimir os sintomas. Isto leva a melhora e a cura genuína e duradoura. 

Mas quais são as causas subjacentes desta síndrome? A resposta depende do paciente individual. Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é uma doença única, com uma única causa. Pelo contrário, é uma síndrome com um conjunto de sinais e sintomas que tem várias causas possíveis. 

Dito isto, tanto a pesquisa científica e minha experiência clínica sugerem que as seguintes cinco patologias são a causa subjacente da SII na maioria dos casos.

Tradicionalmente, a SII tem sido considerada um distúrbio gastrointestinal “funcional”. Isto significa que é causada por uma função anormal do trato gastrointestinal, ao invés de anomalias estruturais ou bioquímicas. Como você verá abaixo, isso pode ser verdade em alguns casos, mas em outros é muito provável que uma anormalidade bioquímica esteja presente (como supercrescimento bacteriano SIBO).

Isto é crucial para seu entendimento, porque durante muitos anos os pacientes com SII escutaram que era “tudo na sua cabeça.” A implicação era que a síndrome era uma desordem psicossomática causada por ansiedade, depressão ou algum problema psicológico desconhecido.

Enquanto a Síndrome do Intestino Irritável (SII) pode envolver uma disfunção no eixo intestino-cérebro, agora sabemos que ela é causada principalmente por alterações bioquímicas distintas e até mesmo estruturais no trato gastrointestinal. Esta importante descoberta foi removida do estigma doloroso (e injustificável) dos diagnósticos de SII e oferece esperança para as centenas de milhões de pessoas que sofrem desta síndrome no mundo todo.

Na parte dois abordaremos as condições e doenças intestinais por trás da Síndrome do Intestino Irritável, fiquem ligados e obrigado.

banner livro

O post Síndrome do Intestino Irritável e suas causas apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

Expectativa sobre cirurgia plástica deve ser discutida com médico

Coração&Vida

Imagem corporal distorcida pode comprometer resultados

Pequenas imperfeições no rosto e no corpo são comuns na população e a evolução da cirurgia plástica tornou possível corrigir esses defeitos com o mínimo de danos. Entretanto, certos pacientes costumam exagerar nos pedidos nos consultórios, principalmente por terem uma imagem deturpada de si mesmos e até por desejo de se parecerem com outras pessoas. 

Exagerar nos pedidos para mudar a imagem corporal pode ser indicativo do transtorno dismórfico corporal, em que a pessoa nunca se sente bem com o próprio corpo

Exagerar nos pedidos para mudar a imagem corporal pode ser indicativo do transtorno dismórfico corporal, em que a pessoa nunca se sente bem com o próprio corpo

Foto: Getty Images

Esses indivíduos sofrem de um problema conhecido como dismorfofobia ou síndrome dismórfica, um transtorno psicológico caracterizado pela excessiva preocupação com defeitos imperceptíveis na aparência física. 

Mas, até que ponto os cirurgiões podem ceder a pedidos que beiram a loucura?  De acordo com o cirurgião plástico Fabio Antonio Naccache, do Hospital Sírio-Libanês, é preciso desmistificar a ideia de que a cirurgia pode corrigir absolutamente todos os defeitos e fazer qualquer tipo de mudança.

“O paciente muitas vezes vem iludido de que está diante de uma pessoa com uma capacidade ilimitada de resolver o problema. Deve ser explicado que o cirurgião tem limites para atuar. Se eu for além do que é possível, eu posso causar um problema para o paciente e o resultado pode não ficar bom.” 

Casos de cirurgias que não deram certo são vistos com frequência na internet, principalmente no mundo dos famosos.  Como a cirurgia plástica mexe com a aparência, é grande a chance de arrependimento com um procedimento mal planejado. 

>> Veja alguns cuidados a se tomar antes de fazer uma cirurgia plástica:

Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento

Se você fuma, pare ao menos um mês antes do procedimento

Foto: Thinkstock/Getty Images

Evite pílula anticoncepcional 1 mês antes da cirurgia. Há risco de trombose venosa profunda, condição fatal

Evite pílula anticoncepcional 1 mês antes da cirurgia. Há risco de trombose venosa profunda, condição fatal

Foto: Thinkstock Photos

Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia

Não faça procedimentos estéticos como esfoliação, peeling profundo ou dermoabrasão antes da cirurgia

Foto: Thinkstock

Se toma isotretinoína (para acne) pare com o remédio 3 meses antes e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (ele prejudica a cicatrização)

Se toma isotretinoína (para acne) pare com o remédio 3 meses antes e só volte a tomar depois de 6 meses do procedimento (ele prejudica a cicatrização)

Foto: Getty Images

É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas

É importante estar com o peso estabilizado, para evitar o efeito-sanfona, especialmente se a cirurgia for feita na barriga, no bumbum ou nas mamas

Foto: Thinkstock/Getty Images

Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação

Se quer engravidar em curto ou médio prazo, vale repensar se não é melhor adiar cirurgia para depois de seis meses decorridos do fim da amamentação

Foto: PA/BBC Brasil

Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)

Evite o sol antes e depois da cirurgia, especialmente se ela for feita na face. Na área operada, use filtro com fator de proteção solar 30 (no mínimo)

Foto: BBC

Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se pode se submeter ao procedimento

Faça todos os exames clínicos solicitados pelo médico para saber se pode se submeter ao procedimento

Foto: Getty Images

Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência

Só opere em hospitais ou clínicas que tenham suporte para atuar em casos de emergência

Foto: Getty Images

No entanto, nem todos os casos de insatisfação dizem respeito apenas ao excesso de expectativa do paciente e podem estar ligados a outros fatores, até mesmo a erros médicos. 

Um exemplo de cirurgia malsucedida que ficou conhecido foi o da apresentadora Xuxa, que relatou em uma entrevista a um programa de TV ter sofrido uma fibrose de grandes proporções após ser submetida a uma lipoaspiração. A fibrose, uma cicatriz interna, é comum em cirurgias, mas em pequenos tamanhos. 

Além do problema com a lipoaspiração, a apresentadora relatou que “ganhou” um botox na região do olho sem ser consultada. Ela disse que acordou da cirurgia no abdômen já com o preenchimento no rosto. 

Fora do mundo das celebridades, a publicitária Vivian Freitas, 27, também não alcançou o resultado esperado em uma cirurgia feita no nariz há quatro anos.  “Depois de estar completamente recuperada da cirurgia, percebi que o nariz ficou torto, uma aba ficou maior que a outra, a giba dorsal [proeminência no dorso do nariz] não foi modelada adequadamente e sobrou um pouco.”

Preocupação excessiva com aparência pode causar transtorno psiquiátrico

‘Anorexia é a doença mental que mais mata no mundo’, diz pesquisador

O pesadelo de quem vive obcecado com a própria aparência

A publicitária também se queixa de um desvio no septo adquirido após o procedimento.  “Depois de quatro anos, descobri que acabei com um desvio de septo que não tinha antes. Descobri porque tive sinusite e precisei fazer um exame”, diz.

Para evitar situações como essas, o cirurgião do Hospital Sírio-Libanês recomenda enfaticamente que o paciente tire todas as suas dúvidas antes de fazer a cirurgia e deixe o médico ciente do que exatamente pretende fazer.

“O cirurgião tem que, como todo bom médico, ouvir muito bem o paciente e entender porque ele está querendo aquilo, o que o motivou a ficar infeliz com aquele aspecto no seu corpo”, explica Naccache. 

Nesse caso da cirurgia de nariz, o médico menciona que, atualmente, já existe um tipo de cirurgia plástica que alia a estética à funcionalidade do órgão para evitar problemas como o relatado por Vivian.

“Estamos lidando com uma região de complexidade grande, porque o nariz não serve só como ornamento, serve para respirar. Muitas vezes trabalhamos juntos com o médico otorrino porque o paciente pode ter problemas.” 

Em relação aos possíveis resultados indesejados, Naccache diz que o paciente deve ser acolhido, orientado e pode se pensar num segundo procedimento de revisão para ver o que ocorreu.

Fonte: Site Coração & Vida (coracaoevida.com.br)

Leia mais sobre saúde



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Cuidados com os bebês nos primeiros meses de vida

Dúvidas e inseguranças fazem parte do cotidiano dos pais quando o assunto é filho recém-nascido. O bebê deve dormir de barriga para cima? E se ele engasgar? De quanto em quanto tempo tenho que amamentá-lo? Como dar o primeiro banho?

O pediatra Paulo Borcher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), tira algumas dúvidas comuns nos primeiros meses dos bebês.

 Que cuidados mais específicos é preciso ter com os recém-nascidos? 

O bebê não deve dormir na cama dos pais, mas, nas primeiras semanas, pode dormir no berço ou carrinho no quarto dos pais, pois os sons que ele emite no caso de engasgo são sutis e difíceis de serem ouvidos a distância. Agasalhar o bebê de acordo com a temperatura também é fundamental para evitar o superaquecimento.

De que lado o bebê deve dormir? 

O bebê deve dormir sempre de barriga para cima, pelo menos até o quinto mês de vida. No berço, não deve haver travesseiros, protetores de grade, cobertores, colchas, bichinhos de pelúcia, entre outros objetos de decoração que podem sufocar a criança.

Como diferenciar o choro de dor do de fome nos recém-nascidos?

O bebê só chora quando algo o incomoda como frio, calor (por causa da roupa excessiva), cólica, fralda muito úmida, com fezes ou urina, ou quando sente fome. O choro de fome é inconsolável e não para até que o bebê seja alimentado.

É possível criar uma rotina para o recém-nascido? Como?

A rotina de cuidados do bebê depende do ritmo dele e de sua mãe. Com o tempo, as coisas vão se ajeitando, permitindo que a mãe cuide de si e de seus afazeres.

Como dar banho no bebê antes do umbigo cair e quais produtos de higiene são indicados?

O banho pode e deve ser dado a partir do primeiro dia de vida, com água morna e sabonete neutro, como o de glicerina. O umbigo pode ser molhado normalmente. Após enxugar o bebê, limpe o umbigo com álcool a 70% e cotonete, da base para a ponta do coto e, principalmente, na junção da pele com o coto. O álcool, além de antisséptico, também tem poder secante. Não utilize cinteiro ou faixa.

Leia também: Aprenda a maneira correta de dar banho e limpar os bebês

Amamentação

De quanto em quanto tempo o bebê precisa mamar? 

O bebê amamentado ao seio não precisa obedecer a um horário rígido, por exemplo, de três em três horas. O melhor é adotar a livre demanda, ou seja, o bebê demonstrou fome, ofereça o seio.

Quanto tempo ele demora para arrotar após as mamadas?

Esse tempo varia muito, vai depender da quantidade de ar que o bebê engole durante as mamadas. Para facilitar o arroto, coloque-o na posição vertical apoiado em seu ombro e dê uns “tapinhas” bem leves nas costas dele. Às vezes a criança não arrota e deve ser colocada de lado, sobre o lado direito, sempre com a supervisão de um adulto.

O que fazer se o bebê engasgar durante as mamadas? 

Coloque-o no colo com a barriga para baixo e a cabeça mais baixa do que o tronco e dê tapinhas leves em suas costas, até que ele golfe o conteúdo. É importante abrir a boquinha do bebê e ver se ele não enrolou a língua para dentro, e se isso acontecer, puxe-a com o dedo.

Veja também: O que fazer em caso de engasgamento

Ele precisa tomar água no período em que estiver sendo amamentado, ainda que esteja no verão? 

O bebê em aleitamento materno exclusivo não necessita de água ou outro líquido, como chás nos intervalos, mesmo no calor. O leite materno supre totalmente suas necessidades de líquido.

The post Cuidados com os bebês nos primeiros meses de vida appeared first on Dr. Drauzio Varella.

Dr. Drauzio Varella

Cada pessoa tem ‘nuvem’ particular de micróbios, diz pesquisa

BBC

Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por “chuva” de bactérias; cada indivíduo tem seu próprio microbioma, o que pode ter aplicação forense no futuro.

Neste exato momento, você está envolto por uma “nuvem” única, formada por milhares de bactérias, suas próprias bactérias, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos. Ao entrar na nuvem de uma outra pessoa, você é atingido por uma “chuva” de bactérias em sua pele e vai respirá-las, até chegarem ao seu pulmão.

“Aura” de bactérias pode atingir 30 centímetros ao redor do corpo

Foto: Thinkstock/Getty Images

Essa descrição está em um estudo, divulgado na publicação científica PeerJ, que analisou 11 pessoas e concluiu que é possível identificá-las pelos micróbios. Outras pesquisas já haviam mostrado a extensão do nosso microbioma – conjunto de bactérias, vírus e fungos no nosso corpo. Esse grupo pode ser transmitido por meio de contato direto, pelo ar ou por células mortas presentes na poeira.

Você pode dar uma passo para trás, por favor?

Os participantes do estudo permaneceram em uma câmara fechada por quatro horas, onde o ar era bombardeado para dentro por meio de um filtro, para evitar contaminação. Já os filtros dentro do cômodo coletavam amostras da “nuvem” das pessoas. E cientistas então analisaram as bactérias coletadas.

Como micróbios que vivem em ianomâmis isolados podem ajudar nossa saúde

Já é possível curar diarreia usando fezes de outras pessoas

Bactérias podem ser chave para perda de peso, diz estudo chinês

“Acreditamos que vamos ser capazes de detectar o microbioma humano no ar que rodeia uma pessoa, mas ficamos surpresos em descobrir que podíamos identificar a maioria das pessoas do grupo apenas pelas amostras da nuvem de micróbios”, disse um dos pesquisadores, Dr. James Meadow.

O microbiólogo Ben Neuman, da Universidade de Reading, disse à BBC: “Você pode sentir o cecê (‘cheiro’ de corpo) de uma pessoa e ainda sabe que todas aquelas coisas estão rastejando em você – que maravilha!”

Segundo ele, essa “descoberta nojenta” faz sentido, já que há uma crescente percepção do microbioma, e mostra que, ao trocarmos bactérias, “estamos mudando um ao outro”.

Para Neuman, seria útil saber quais bactérias podem “voar” pelo ar. Mas ele deixa claro que não há com o que se preocupar.

Um banho extra?

O microbiólogo argumenta que não é o caso de se tomar mais banhos por dia. ”Não ajudaria. Precisamos apenas superar isso e seguir adiante.”

Na nuvem, há grupos de bactérias como a Streptococcus, que é comum em bocas, e outras que são encontradas em peles, como a Propionibacterium eCorynebac terium.

Os pesquisadores afirmam que essa combinação pode ter uma “aplicação forense”, para se detectar se alguém passou por um determinado local. No entanto, ainda não está claro o quanto o microbioma de cada um pode mudar ao longo do tempo.

Adam Altrichter, um dos pesquisadores do projeto disse à BBC: “Precisamos entender que não somos seres assépticos e isso é algo completamente natural e saudável”.

Segundo ele, o tamanho das nuvens ainda não foi medido, mas é estimado que ela se estenda por 30 centímetros.

Leia mais sobre saúde



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Grãos integrais são saudáveis?

Grãos – Existe alguma vantagem? Parte 2

 Escrito por Mike Sheridan:

whole_grain_food-pic

Grãos – Os consistentes contras

 

Quando os alimentos são imunogênicos significa que ativam o sistema imune e induzem a inflamação. Embora algumas pessoas façam esforços para absterem-se de alimentos que são alérgicos a (ou seja ativa imunoglobulina E), muitos estão, sem saber, consumindo alimentos que são imunogênicos. O exemplo mais comum é o trigo, com algumas pesquisas mostrando que promove a inflamação em mais de 80% da população. [XXVI]

Intolerância ao glúten: o renomado pesquisador, Dr. Kenneth Belas, acredita que 1 em cada 3 americanos são intolerantes ao glúten e 8 em cada 10 tem os genes para desenvolvê-lo.

Mesmo se esquecermos o glúten por um instante, muitas das proteínas gliadinas do trigo e outros grãos são responsáveis ​​por induzir uma resposta imune pró-inflamatória, [ xxvii ] seja uma intolerância reconhecida pela pessoa ou não. [ xxviii ] Um artigo de Ian Spreadbury em 2012 sugere que isso é em parte o resultado de uma bactéria hostil que surge após a quebra de carboidratos acelulares (grãos, farinha, açúcar) . [ xxix ]

carbs modernos vs ancestrais

 Teor de carboidratos de fontes ancestrais (em branco), comparado com grãos (Cinza)

 

Basicamente, aquele pão de forma que você acabou de engolir foi usado por esta bactéria.

Descobertas similares têm determinado que uma endotoxina chamada LPS (lipo-polissacarídeos) é elevada no trato gastro intestinal quando a típica dieta rica em carboidratos, com diversos grãos processados é consumida, [xxx] e isso está fortemente correlacionado com a obesidade e diabetes [xxxi] – algo não visto em populações tradicionais que não comem este tipo de coisa. [xxxii]

Inflamação crônica do intestino também promove um aumento na permeabilidade intestinal (intestino permeável), que está associada a várias [XXXIII] e doenças inflamatórias e autoimunes do intestino, [XXXIV] e afeta negativamente a absorção de vitaminas e minerais essenciais. [XXXV] Essencialmente, os grãos são um golpe duplo, como eles danificam o revestimento intestinal onde os nutrientes são absorvidos, e a maioria deles vêm equipados com “antinutrientes” (ácido fítico e lectinas) que impedem a disponibilidade de nutrientes.

Um documento divulgado em 2005 salientou que a mudança para uma subsistência agrária baseada em uma dieta rica em cereais, rica em antinutrientes, é a culpada pelo desenvolvimento da resistência à leptina e as doenças degenerativas que vem com ela. [Xxxvi]

Embora a atividade da lectina tem sido demonstrada numa variedade de cereais (centeio, cevada, aveia, etc),  a aglutinina do gérmen de trigo (WGA) é a estudada de maneira mais abrangente, e sua maior concentração está no trigo. [XXXVII] WGA e outras lectinas têm a capacidade de ligarem-se a quase todos os tipos de células, [XXXVIII] inclusive, as do intestino. [XXXIX] Similarmente à gliadina e as outras proteínas do trigo, as lectinas promovem uma resposta inflamatória [XL] e afetam indivíduos sem alergias identificadas. [xli]

Sim, outros alimentos são ricos em lectinas e fitatos (ex: nozes e sementes), [xlii] mas há menos dependência destes alimentos como um alimento básico e estes são nutritivos e pobres em carboidratos. Estes nutrientes não parecem causar problemas em pequenas quantidades, [xliii], mas o dano digestivo torna-se cada vez mais proeminente com o consumo consistente e excessivo. Infelizmente, isto tornou-se característico para grande parte da população quando se trata de grãos.

O pão ou cereal integral no café da manhã, sanduíche para o almoço, massas para o jantar causam danos no intestino e não dá oportunidade para o reparo das células. [Xliv]

A maior preocupação é para aqueles que evitam proteínas de boa qualidade animal e até mesmo vegetal, mas optam por consumir grãos, feijão, e nozes como única fonte de proteína. Isso não só irá deixá-los extremamente deficientes em nutrientes essenciais, mas o consumo excessivo de fitatos e lectinas diminui a disponibilidade de nutrientes dos alimentos que consomem, e danifica o revestimento intestinal onde os nutrientes são absorvidos. [Xlv]

Os fitatos e lectinas podem ser removidos em parte com procedimentos de preparação apropriadas (tais como germinação, imersão na água, fermentação e cozimento a pressão), mas as pesquisas nos dizem que apenas 50% dos fitatos são removidos com um 18h de molho na água, [xlvi] e a maioria das lectinas são resistentes ao calor. [xlvii]

Um estudo de 2002, no Journal of Food Science determinou que com 16h de molho na água não houve redução no teor de ácido fítico. [Xlviii]

Mais importante, dada a norma norte-americana da velocidade e conveniência em detrimento da qualidade, que percentagem da população está realmente passando por este processo na preparação dos grãos?

Estamos tentando fazer com que uma comida não comestível se torne comestível e benéfica.

Talvez 0,0001 % da população tomará os necessários 5 dias para manter em 30 graus Celsius a aveia, brotá-la, e mantê-la durante 17 horas a 70 graus Celsius para enfim remover 98% do ácido fítico . [ Xlix ] E ainda por cima, depois de tudo isso, o que que nos resta?

30 gramas de carboidratos em meia xícara!

Independentemente de você mergulhar ou não os grãos para remover o ácido fítico e acessar mais nutrientes, isso não muda o fato de que eles ainda são muito ricos em carboidratos – disparam a sua produção de insulina. [L] Você sabe, aqueles que fazem os níveis obesidade disparar.

Os norte-americanos permanecem gordos e ficam doentes porque eles priorizam alimentos que são ricos em carboidratos. E eu não estou falando sobre o creme em seu café ou seu omelete. Quero dizer o pão para o café da manhã, massas e sucos para o almoço, pizza para o jantar, e pipoca na frente da tv.

Felizmente, muitos estão finalmente entendendo a mensagem de que o açúcar é ruim, mas eles estão falhando em reconhecer que o pão que eles estão comendo com geleia zero aumenta o açúcar no sangue mais rápido do que o açúcar de mesa puro. [Li]

E os grãos inteiros?

Apesar do que foi dito (e continuam a dizer), a diferença do açúcar sanguíneo entre o grão inteiro e grãos refinados é pequena. [Lii] Da mesma forma, trocar grãos refinados por grãos integrais na mesma quantidade não leva a reduções significativas na gordura corporal ou outros fatores de risco para a síndrome metabólica, apenas quando o consumo total é reduzido. [liii]

São fontes que excessivamente contribuem para a nossa carga diária de carboidratos. 1 porção de grãos adiciona pelo menos 30 gramas de carboidratos desprovidos de nutrientes, que, eventualmente, é quebrado no intestino para os mesmos açúcares simples (glicose) como barras de chocolate. [Liv]

E além de promoverem a resistência à insulina, obesidade e diabetes, esses níveis de açúcar no sangue cronicamente elevados (hiperglicemia) estão impulsionando as doenças degenerativas do coração [lv] e no cérebro. [Lvi] [lvii]

A hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) tem sido proposta como um mecanismo que pode contribuir para a diabetes e a função cognitiva reduzida.” [LVIII]

Infelizmente, o excesso de gordura corporal [lix] e a intolerância à glicose [lx] que se desenvolvem a partir de uma dieta baseada carboidratos com alto índice glicêmico também estão associados diretamente com a mortalidade por câncer. [Lxi]

Grãos, só desvantagens

 

Basicamente, grãos integrais contra grãos refinados é uma escolha entre a inflamação e hiperglicemia e carência nutricional.

Dizer para você comer grãos por causa dos nutrientes é como dizer que você vá para o clube de strip tease e busque ação. Embora pareça que estão disponíveis, é evidente que você não está ganhando nada.

Há uma abundância de alimentos que fornecem nutrientes acessíveis e fibras benéficas, sem as consequências negativas de saúde que vêm com grãos. Empresas de pães e cereais e governos financiados por eles estão lhe dizendo o contrário.

Consumo de grãos = Vendas de pães e cereais = Financiamento do governo americano

Pessoalmente, eu não confiaria em ninguém que me diga que preciso comer grãos, porque não preciso. O que preciso, é menos gordura corporal e inflamação, e um intestino mais forte, mais saudável.

Banner1

 

[xli] http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0014579396011544

[xlii] http://ajcn.nutrition.org/content/33/11/2338.full.pdf+html

[xliii] http://journals.cambridge.org/action/displayAbstract?fromPage=online&aid=873700&fileId=S0007114593001254

[xliv] http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0000687

[xlv] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1115436/?tool=pubmed

[xlvi] http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0308814694902135

[xlvii] http://informahealthcare.com/doi/abs/10.3109/13590849109084100

[xlviii] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2621.2002.tb09609.x/abstract

[xlix] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2621.1992.tb14340.x/abstract

[l] http://m.ajcn.nutrition.org/content/76/1/5.full.pdf?sid=6f6fd7cc-dd9c-4c02-82b2-b959f5649453

[li] http://ajcn.nutrition.org/content/76/1/5.full

[lii] http://m.care.diabetesjournals.org/content/4/5/509.full.pdf

[liii] http://ajcn.nutrition.org/content/early/2014/06/18/ajcn.113.078048.short

[liv] http://www.huffingtonpost.ca/mike-sheridan/sugar-carbohydrates_b_6586584.html

[lv] http://care.diabetesjournals.org/content/early/2014/10/14/dc14-0360.abstract%20

[lvi] http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1215740

[lvii] http://www.neurology.org/content/79/10/1019

[lviii] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22710333

[lix] http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa021423

[lx] http://aje.oxfordjournals.org/content/157/12/1092.full.pdf

[lxi] http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3267662/

[lxii] http://www.nature.com/ejcn/journal/v68/n7/abs/ejcn201475a.html

O post Grãos integrais são saudáveis? apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

Tabela de sazonalidade de hortifruti

A gente já sabe que comprar e consumir frutas, verduras, legumes e hortaliças da época é mais barato, mais gostoso, e mais saudável, por que há menos agrotóxicos e são mais sustentáveis. Se você não sabe qual os alimentos da época, uma boa ajuda é ter uma tabela de sazonalidade de hortifruti. Assim, você consegue ter uma alimentação saudável para o seu corpo e para o seu bolso. Além disso, a natureza sabe das coisas. Não é a toa que ela nos dá aquilo que precisamos mais em cada estação 😉

Uma outra alternativa é conversar com o seu feirante de confiança. Ah, e sabe aquelas frutas vendidas nos semáforos? Costumam ser de época também. Fica de olho e se joga nos vegetais da época.

 super

O post Tabela de sazonalidade de hortifruti apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista

Bolachinhas de queijo low carb

Falando sobre receitas low-carb, hoje trago PAT FELDMAN, do blog crianças na cozinha, que vai falar sobre as melhores dicas e receitas com alimentos 100% de verdade, aquelas receitas saudáveis que ela prepara com muito amor e dedicação.

Nesse texto, ela vai falar sobre:

  • Bolachinhas de queijo incríveis e deliciosas;
  • Receita de bolacha facíl e rápida de preparar;
  • Quase não faz sujeira;
  • Cai bem na hora do lanche, acompanhando sopas, ou no café da manhã;
  • Dicas e muito, muito mais!

Clique aqui e aprenda a fazer esta ótima receita low-carb, com comida boa de verdade.

O post Bolachinhas de queijo low carb apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil