Dieta low-carb e diabetes

Saiu uma nova matéria na revista americana Men’s health entitulada “A Cura Para Diabetes”: E se a Associação Americana do Coração suportasse a dieta da gordura trans? Seria um problema, certo?  Veja com o que a Associação Americana de Diabetes está alimentando os diabéticos: Açúcar. Sem problemas: Temos a solução aqui. Esta matéria da Men’s Health foi traduzida para português na íntegra por Antônio Carlos Junior, Hilton Sousa e eu, como uma sugestão do Dr. Souto e você pode lê-la clicando na imagem abaixo ou aqui.
Untitled

A crítica se deve ao fato da Associação Americana de Diabetes estar recomendando uma dieta alta em carboidratos para diabéticos, mesmo em luz de um grande corpo de evidências sugerindo o oposto, ou seja, uma dieta baixa em carboidratos para a cura da diabetes.

Similarmente, de acordo com a ADA, a Associação Americana de Diabetes, o consumo de doces não é uma preocupação, uma vez que a sacarose, ou açúcar de mesa, aumenta o açúcar sanguíneo do mesmo modo que o amido dos alimentos. Logo, de acordo com esta lógica, carboidratos são bons para diabéticos como são para qualquer indivíduo, e portanto, o açúcar é bom para todos também. Errado! Isto não é o que a ciência mostra, ponto final. O artigo elucida este contraste das recomendações vigentes e com o que as evidências sugerem para diabéticos e para indivídos com transtornos metabólicos.

Enfatiza que uma série de estudos publicados desde 2003 demostram que a dieta low-carb reduz o risco de doenças cardiovasculares, incluindo diabetes mais do que outras dietas. Verdade, a restrição de carboidratos favorece a queima de gordura e a melhora dos biomarcadores de saúde.

O problema com a ADA é que ela não apoia estudos com menos de 3 anos de duração como evidência, entretanto, isto está limitando totalmente o campo de visão e compreensão da ciência por trás do tratamento da diabetes, uma vez que estudos clinicos e randomizados são relativamente curtos por natureza, com relação a estudos prospectivos, tanto é que são aceitos pela comunidade científica como sendo o maior grau de evidência científica. Temos um grande problema aqui, vocês percebem? A ADA não aceita como evidência o que representa o maior grau de evidência científica!  Este é um grande paradoxo que limita a própria credibilidade da instiuição.

Outros pontos importantes da matéria:

  • “Em 2003, pesquisadores da Universidade Duke foram designados para testar as descobertas do Dra. Mary Vernon, presidente da Sociedade Americana de Médicos Bariátricos, em um ambiente de laboratório. Os resultados de seu estudo de 16 semanas: 17 dos 21 pacientes diabéticos que participaram foram capazes de reduzir significativamente a sua medicação ou eliminá-la por completo.”
  • “Em uma pesquisa com mais de 2.000 pessoas seguindo a dieta low-carb, Richard Feinman, Ph.D., diretor da Sociedade de Nutrição e metabolismo dos EUA e professor de bioquímica do centro médico SUNY Downstate, em Nova York, descobriu que 80 por cento realmente consomem maiores quantidades de vegetais, em relação ao que consumiam antes de adotaram a abordagem.
  • Diversos médicos como Dra. Mary Vernon são simples e diretos em suas recomendações. Nas palavras da Dra. Vernon:

Minha primeira linha de tratamento é prescrever uma dieta baixa em carboidratos.”

Isto geralmente é tudo que é necessário para reverter seus sintomas”

Simples! A low-carb reverte boa parte dos sintomas da maioria dos pacientes.

Banner1

 

O post Dieta low-carb e diabetes apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

Comer bem que mal tem?

Eu não sei exatamente quando isso aconteceu, mas comer se tornou uma coisa muito complicada. A gente vem diariamente incluindo e abolindo coisas da nossa alimentação… O frango tem hormônio e antibiótico, aí você começa a comer “carne” de soja sabor frango no lugar do frango, só que aí a soja é transgênica. Então corta a soja!

Aí a gente resolve cortar o açúcar branco da alimentação e usa adoçante no lugar do açúcar. Só que o adoçante é cheio de aditivos e coisas que fazem mal. Corta o adoçante também. Aí a gente quer emagrecer e resolve em vez de comer, beber só um shake no lugar da comida. Aí a gente não emagrece, gasta uma fortuna e fica fraca.

Aí um dia pode isso, no outro dia já não pode. Depois já pode de novo, e pode muito, pode todo dia porque emagrece! Aí depois ainda pode, mas só um pouquinho, com muita moderação!

Com tanta informação e updates infinitos de pode e não pode, parece que está cada vez mais difícil saber o que comer para ter uma alimentação saudável… Para não se tornar escravo da comida, da dieta, do pode e não pode.

Gente, vamos simplificar? Vamos seguir nosso feeling? Vamos esquecer contagem de calorias e começar a pensar em nutrientes? Vamos deixar de fazer da comida um transtorno? Vamos evitar alimentos processados? Vamos reduzir as embalagens do mundo comendo comida saída da terra, orgânica, fresca, natural? Vamos fazer uma horta no quintal ou na varanda do apartamento? Vamos comer menos produtos de origem animal? E quando a gente for comer, vamos escolher os orgânicos? Vamos fazer a nossa própria comida? Vamos usar a nossa colher de pau e dominar a nossa cozinha? Vamos descobrir novos sabores?

Vamos? Então vamos! Um dó lá si e já!

Beijos,

Carol

O post Comer bem que mal tem? apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista

Sepse

Brasil registra 670 mil casos de sepse por ano. O risco de morte pode chegar a 55%.

A sepse (infecção grave, antigamente conhecida como septicemia) continua sendo um grande desafio para profissionais de saúde do mundo todo. Estima-se o registro de cerca de 15 a 17 milhões de novos casos todo ano, sendo 670 mil só no Brasil. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva em nosso país são ocupados por pacientes com sepse grave; e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% desses pacientes.

A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue. Mas, na verdade, é uma reação do sistema de defesa do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. A síndrome pode levar à parada de funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não diagnosticada e tratada rapidamente.

Na última década, a taxa de incidência da doença aumentou em relação à década passada, sendo responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino. Muitas são as razões desse crescimento, como o envelhecimento da população, a melhora do tratamento de doenças crônicas, como o câncer e a AIDS , e o desenvolvimento de germes resistentes a antibióticos.

Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a desnutrição, pobreza, falta de acesso a vacinas e o tratamento da sepse realizado de forma e em tempo inadequados contribuem para o aumento da mortalidade. Um dos principais problemas para o controle da sepse no país é o atraso no reconhecimento do paciente, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares, mas pela própria equipe de saúde. O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes. Isso porque o tratamento correto nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico.

Os sintomas da sepse incluem, além dos sinais da infecção como febre, fraqueza e suor frio, falta de ar, coração acelerado, pouca urina, e, principalmente nos idosos, sonolência excessiva e dificuldade de reconhecer familiares. Esses sintomas devem motivar a ida ao hospital.

Uma pesquisa do ILAS, em parceria com o Instituto Datafolha em 134 municípios brasileiros, mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre sepse. O desconhecimento da doença e dos seus sintomas atrasa a procura das pessoas pelo hospital e, consequentemente, o tratamento. Campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa devem ser realizadas para reduzir o problema.

O Dia Mundial da Sepse no Brasil

Pelo quarto ano consecutivo, o ILAS, com sede no Brasil, participa do Dia Mundial da Sepse, comemorado em 13 de setembro. A ação reúne mais de 60 países e é comandada pela Global Sepsis Alliance. O objetivo da campanha é mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade por sepse no mundo.

Na sexta-feira que antecede ao Dia Mundial da Sepse (11/09), o ILAS mobilizará cinco cidades brasileiras para ação de conscientização da síndrome. A população de Belém (PA), São Luís (MA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG) receberá o folheto explicativo “Pare a sepse, salve vidas”. O material será distribuído em locais de grande circulação por profissionais de saúde que estarão à disposição do cidadão para esclarecimentos. Esse material também pode ser baixado no site oficial da campanha www.diamundialdasepse.com.br

.

The post Sepse appeared first on Dr. Drauzio Varella.

Dr. Drauzio Varella

Receita de arroz preto com cogumelo e aspargos

Já falei sobre o arroz preto, as suas características e benefícios, e como ele é saboroso. É um tipo de arroz que realmente vale a pena experimentar e é um ótimo “truque” para impressionar os convidados para um jantarzinho gostoso. Dá para fazer pratos muito simples, que têm um ar exótico e sofisticado ao mesmo tempo. Dá uma olhada nessa receita de arroz preto com cogumelo shitake e aspargos, tenho certeza que você vai correr para o celular e escolher amigos para convidar para jantar djá!

Receita de arroz preto

Ingredientes

  • 1 ½ xícara de arroz preto
  • 100g de cogumelos shitake laminado (de preferência orgânico)
  • 1 maço de aspargo laminado em diagonal
  • 1 colher de sopa de vinagre de arroz
  • ½ cebola vermelha cortada em cubos
  • Gergelim preto
  • Pimenta rosa moída a gosto
  • Sal (sal marinho, gersal, ou flor de sal são as minhas sugestões)

 

 

Modo de preparo:

Refogar cebola e alho no azeite, saltear os cogumelos por 5 minutos e os aspargos por 2 minutos. Adicionar o vinagre, a pimenta e o sal. Depois adicionar o arroz e a água fervendo (3 medidas de água para cada medida de arroz). Cozinhar por 20 minutos em fogo médio. Se for preciso, adicione mais água até o arroz ficar no ponto desejado. Salpicar com gergelim preto na hora de servir.

Este arroz acompanha muito bem vegetais, peixes e frutos do mar.

Rendimento: 4 pessoas

O post Receita de arroz preto com cogumelo e aspargos apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista

Nosso cérebro precisa de carboidratos?

Por Mark Sisson

Na edição de hoje eu estou respondendo a uma pergunta. A primeira é a mais recente peça anti-paleo, desta vez do jornal Guardian. Aparentemente, o movimento de saúde ancestral teve um ano muito ruim ou algo assim, e nós estamos segurando as pontas depois de termos sido tratados por uma série de golpes pela mídia. Iremos superar os abusos? Descubra abaixo. Eu também uso a pergunta original para mergulhar na discussão maior sobre o novo estudo afirmando que os carboidratos foram necessários para a evolução do enorme cérebro humano. A mídia está vendendo-o como uma refutação total do estilo primal de alimentação, mas eu não tenho tanta certeza. Acontece que nós temos muito mais em comum do que você imagina ao ler as manchetes.

É difícil saber por onde começar. Eu não quero entrar neste tema com tudo, porque isso seria como vencer uma criança de seis anos de idade em um jogo de futebol, por isso vou apenas caminhar neste assunto gentilmente e abordar cada pedaço de evidência para o “ano ruim da paleo”.

SweetPotatoComparison2 (1)

Vamos começar do início. Muitos estão mencionando o estudo de baixa gordura e moderado em carboidratos que acabou de sair. A implicação é que o estudo colocou toda a comunidade em alerta, mas a realidade é que nós levamos isto muito bem. Na minha cobertura na semana passada, eu não meto pau nele, fico na defensiva, ou descarto suas conclusões. Eu admiti que conseguiu fazer o que se propôs a fazer, mas também que não foi o prego no caixão da eficácia de dietas low-carb por algumas razões:

  • Estudos em câmara metabólica, enquanto úteis na elucidação de mecanismos, não são representativos da vida real com a dieta – e o autor do estudo, concorda.
  • O grupo low-carb teve que queimar seu glicogênio antes que eles pudessem realmente queimar gordura.
  • Os resultados não foram homogêneos, com indivíduos com boa sensibilidade à insulina queimando mais gordura na dieta com baixo teor de gordura, do que os indivíduos resistentes à insulina.
  • Foram apenas seis dias de duração.

Ah, claro, nós comemos muito mais vegetais do que a maioria das pessoas, nossos pratos são dominados por montes de folhas verdes, a nossa idéia de sobremesa é uma tigela de frutas coloridas e eu tenho argumentado para a essencialidade de alimentos de origem vegetal.

Eles não abrem mão de (e continuamente se referem como uma refutação de todo o nosso movimento) um novo artigo científico interessante sobre a importância de amido na evolução do cérebro humano. Ao contrário da cobertura da mídia sobre ele, o estudo é uma hipótese. Será que a hipótese nos condena?

Claro que não. Primeiro de tudo, a importância de tubérculos ricos em amido em dietas de humanos primitivos não é um grande golpe para a saúde ancestral. Nós temos falado de tubérculos por anos, e é sabido que os tubérculos são alimentos de base para muitos caçadores-coletores existentes. Para o meu dinheiro, tubérculos são a melhor fonte de carboidratos concentrados que um ser humano pode comer (quando alguém precisa de uma fonte densa de carboidratos).

Em segundo lugar, o plano de alimentação Primal não é necessariamente low-carb. Eu não sei quantas vezes eu preciso dizer para entenderem. Eu recomendo regularmente mais de 150 gramas de carboidratos por dia para indivíduos altamente ativos que podem realmente usar os carboidratos sem efeitos adversos. 150 gramas de carboidratos é mais batatas do que você pensa.

Em terceiro lugar, embora a cobertura da mídia tenda a apresentar a evolução do cérebro humano como dependente tanto de carboidratos ou carne, não é uma escolha binária. A hipótese de Hardy, o autor do estudo, sugere que o amido fez uma contribuição vital para o tamanho do cérebro humano – não a única contribuição. Não é um ou o outro. Hardy meramente apresenta amido como um fator que contribuiu, ainda que necessário, na evolução do cérebro humano. Eu não discordo.

Em quarto lugar, a hipótese de Hardy aparece para descartar a correlação entre a invenção da culinária e do aumento cópias de genes que codificam amilase salivar. Isto é, quando seres humanos começaram a cozinhar o seu amido, tubérculos fibrosos, a quantidade de seres humanos com amilase salivar produzida aumentou, para permitir uma maior utilização da glicose pré-formada por cozimento, e isso levou a uma aceleração do crescimento do cérebro humano, começando a 800 mil anos atrás. Esta é atraente, mas eu não tenho certeza de que todas as suposições acima são. De acordo com um artigo recente, duplicações no gene da amilase salivar surgiram em seres humanos em algum momento após a nossa divergência com os neandertais, 600 mil anos atrás e antes de nossa adoção da agricultura, 10 mil anos atrás. Se isso for verdade, o nosso tamanho do cérebro começou a acelerar antes de começarmos a fazer mais cópias do gene da amilase salivar. Embora amidos cozidos ainda pudessem ter (e provavelmente desempenharam) desempenhado um papel, parece que a duplicação de genes de amilase salivar não estava envolvida, pelo menos não desde o início.

No geral, a hipótese mais provável é que o cozimento de alimentos em geral permitiu a ingestão de mais calorias e um cérebro maior. Não há nada de especial sobre a glicose pré-formada (a partir de carbs). Se nós comemos glicose diretamente, através da conversão de proteína ou gordura, suficientemente para reduzir as nossas necessidades de glicose em todo o corpo e reservá-la para órgãos e processos fisiológicos essenciais, o importante é que tivemos acesso às fontes concentradas de calorias. Cozinhar tornou isso possível. Acho que amidos foram necessários, mas não suficientes ( carnes, gorduras, frutos do mar, e gordura marinha tem a ver com isso), e Hardy provavelmente concordaria.

De volta ao Jornal Guardian. Eu entendo a inteção de passar algumas horas escrevendo um artigo de isca rápida e fácil que você sabe que vai ter sucesso, mas se gastar um pouco mais de tempo, você pode fazer muito melhor. Ou talvez não… Teve aquele professor que escreveu todo um livro argumentando contra a saúde ancestral, provavelmente gastando mais do que uma tarde sobre ele. Ele acabou concordando com a maioria do que nós realmente dizemos nesta comunidade, argumentando contra comentaristas anônimos na internet, em vez de líderes de pensamentos reais, e recomendando um olhar mais atento para o descompasso evolutivo entre nossos genes e nosso ambiente (o que soa muito familiar para mim). Eu acho que o problema não é os seus argumentos, ou a quantidade de tempo que você gasta com eles. É que você está argumentando contra uma forma de viver, comer, e movendo-se que simplesmente funciona. Você está argumentando contra um alvo em movimento, um movimento de saúde que segue as provas científicas e reavalia velhos dogmas quando necessário.

Saúde é realmente difícil de vencer. Boa sorte para você.

Obrigado à todos pela leitura.

banner livro

O post Nosso cérebro precisa de carboidratos? apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

Colesterol alto: um problema?

Escrito por Dr. Malcolm Kendrick 

Tirando o chapéu para os japoneses

 

Por muitos anos, eu disse para qualquer um que queira escutar que se você tiver um nível do colesterol alto, você viverá mais. Igualmente, se você tiver um nível baixo do colesterol, você morrerá mais novo estatisticamente falando. Este, senhoras e senhores, é um fato estatístico. Quando mais velho você se torna, mais benéfico se torna ter um nível do colesterol mais alto.

Este fato tornou-se mais difícil de demonstrar recentemente, enquanto muitas pessoas foram colocadas sob estatinas, alterando a associação entre níveis de colesterol e mortalidade, sendo esta associação dobrada e violentada nas formas mais estranhas imagináveis. Entretanto, o Japão fornece alguns dados muito interessantes. O Japão sempre teve uma taxa muito baixa de doenças do coração, uma expectativa de vida invejável, e… níveis geralmente baixos do colesterol. Aha!, certamente isto significa que os níveis baixos do colesterol são bons para você? Bem….

Bem, aqui a introdução à uma revisão de 116 páginas da hipótese do colesterol, publicada no jornal “Annals of Nutrition and Metabolism”. Foi publicado em 30 de abril de 2015. Eu apenas terminei de lê-lo pela primeira vez. Eu pensei em compartilhar a introdução, completa:

Os níveis elevados do colesterol são reconhecidos como uma causa principal da aterosclerose. Entretanto, por mais da metade do século alguns desafiaram esta noção. Mas que lado está correto, e por que não podemos chegar a uma conclusão definitiva após todo este tempo e com mais dados científicos disponíveis? Nós acreditamos que a resposta é muito simples: para o lado que defende esta assim chamada teoria do colesterol (teoria lídica), a quantidade de dinheiro em jogo é demasiada para se darem ao luxo de perderem a luta.

A questão do colesterol é um dos maiores problemas na medicina, onde a lei da economia governa. Além disso, os defensores da teoria tem a noção de ser um simples, irrefutável “fato” e autoexplicativo. Eles podem muito bem pensar que aqueles que argumentam contra a teoria do colesterol – na verdade, a ‘hipótese’ do colesterol – são meros excêntricos.

Nós, como aqueles no lado que opõe a hipótese, compreendemos seus argumentos muito bem. Na verdade, o primeiro autor desta edição suplementar (TH) havia sido um crente muito forte e defensor da hipótese do colesterol até alguns anos após o estudo escandinavo “Scandinavian Simvastatin Survival Study (4S)” que relatou os benefícios da terapia com estatinas no jornal Britânico “The Lancet”, em 1994. Para ser honesto com os leitores, ele persuadia as pessoas com níveis elevados de colesterol altos a tomar estatinas. Ele até deu uma palestra ou duas para clínicos gerais que promoveu os benefícios das estatinas. Terríveis erros imperdoáveis dado o que conhecemos e claramente sabemos agora.

atherosclerosis

Aterosclerose formada através da inflamação causada pela oxidação de lipoproteínas LDL (colesterol LDL) padrão B (Apo B) , não devido ao colesterol total elevado com a noção antiga.

Nesta edição suplementar, vamos explorar a base da hipótese do colesterol, utilizando dados obtidos principalmente do Japão, o país onde as campanhas da teoria anticolesterol podem ser conduzidas mais facilmente do que em quaisquer outros países. Mas por que isso? Será que é porque os pesquisadores japoneses que defendem a hipótese recebem menos apoio das empresas farmacêuticas que os pesquisadores no exterior? De modo nenhum. Por que os pesquisadores japoneses são indolentes e fracos? Não, claro que não. Por que o público japonês é cético sobre os benefícios da terapia médica? Não, eles geralmente aceitam tudo o que os médicos dizem. Infelizmente, isso também é complicado pelo fato de que os médicos não têm tempo suficiente para estudar a questão do colesterol por si mesmos, deixando-os simplesmente a aceitar as informações fornecidas pela indústria farmacêutica.

Lendo através desta edição suplementar, ficará claro por que o Japão pode ser o ponto de partida para a campanha da teoria anticolesterol. A relação entre a mortalidade por todas as causas e os níveis de colesterol no Japão é muito interessante: a mortalidade, na verdade, vai para baixo com os níveis mais elevados de colesterol, das lipoproteínas totais ou de baixa densidade (LDL), como relatado pela maioria dos estudos epidemiológicos japoneses da população em geral. Esta relação não pode ser observada com a mesma facilidade em outros países, exceto em populações idosas onde existe a mesma relação em todo o mundo.

A mortalidade por doença coronária no Japão foi responsável por cerca de apenas 7% da mortalidade por qualquer causa durante décadas; uma taxa muito mais baixa do que a observada nos países ocidentais. A teoria de que quanto menores os níveis de colesterol são, melhor, é completamente errada no caso do Japão, de fato, o oposto é verdadeiro. Porque o Japão é único em termos de fenomenos relacionados com o colesterol, é fácil de encontrar falhas na hipótese do colesterol.

Com base em dados provenientes do Japão, propomos uma nova direção no uso de medicamentos de colesterol para promoção da saúde mundial; ou seja, reconhecer que o colesterol é um fator de risco negativo para a mortalidade e reexaminar o uso de medicamentos de colesterol, de acordo por todas as causas. Isso, acreditamos, marca o ponto para uma mudança de paradigma, não só na forma como entendemos o papel do colesterol na saúde, mas também como nós fornecemos o tratamento do colesterol.

As diretrizes para o colesterol são, portanto, outra área de grande importância. Na verdade, a maior parte desta questão suplementar (a partir do capítulo 4 em diante) é dada para a nossa análise pormenorizada e crítica das diretrizes publicadas pela Sociedade de Arteriosclerose do Japão. Dedicamos uma grande parte deste trabalho a estas orientações porque elas são geralmente bem respeitadas no Japão, e a administração de saúde pública do país está de acordo com elas, sem dúvida. Os médicos também tendem a simplesmente obedecer às orientações; suas cargas de trabalho muitas vezes não lhes permitem explorar a questão de forma rigorosa o suficiente para aprender a verdade por trás e eles têm medo de litígios, se não seguirem as orientações na prática diária.

Estes capítulos descrevem claramente algumas das falhas nas orientações – falhas que são tão graves que torna-se claro que os tempos devem mudar e as orientações devem ser atualizadas. Nosso objetivo ao escrever esta edição suplementar é ajudar todos a compreender o problema do colesterol melhor do que antes, e nós esperamos que colocando para fora o caso do porquê uma mudança de paradigma no tratamento do colesterol é necessária, e mais cedo do que mais tarde. Gostaríamos de deixar claro que não recebemos nenhum financiamento em apoio para escrever ou publicar esta edição complementar e as nossas declarações de conflitos de interesse são dados na íntegra no final.

Aqui está a introdução ao capítulo sobre o colesterol e mortalidade:

 

Todas as causas de mortalidade é o resultado mais adequado para usar quando fatores de risco para doenças fatais é investigado. A seção 1 discute a mortalidade por todas as causas de acordo com os níveis de colesterol, como determinado por grandes estudos epidemiológicos no Japão. No geral, uma tendência inversa é encontrada entre a mortalidade por todas as causas e total (ou lipoproteína de baixa densidade [LDL]) dos níveis de colesterol: A mortalidade é mais elevada no grupo colesterol mais baixo, sem exceção. Se limitado a pessoas idosas, esta tendência é universal. Como discutido na Seção 2, idosos com os mais altos níveis de colesterol têm as mais altas taxas de sobrevivência, independentemente de onde eles vivem no mundo.

Eu não acho que eu realmente precise dizer mais nada, a não ser para repetir esse fato. Se você tem um alto nível de colesterol (LDL), você vai viver mais tempo. Isto é especialmente verdadeiro para os idosos.

Ann Nutr Metab 2015; 66 (suppl 4): 1-116 DOI:

“Venho a esclarecer que esse site não serve de consultas, portanto não pretende substituir as recomendações do seu médico e/ou outro profissional de saúde”

banner livro

O post Colesterol alto: um problema? apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

Como cortar o açúcar da alimentação

Nós já falamos e somos conscientes em relação aos prejuízos que o açúcar traz para a nossa saúde, e como ele tem se convertido num mal para a nossa sociedade. Mas não adianta ficar só na teoria, é hora de agir! Quer saber como cortar o açúcar da alimentação? O nosso muso Jamie Oliver declarou guerra doce contra o açúcar e convidou a gente para participar com ele. Vamos?

Dá uma olhada em algumas das dicas e truques que o Jaime publicou lá no site dele para ajudar a gente a reduzir a ingestão de açúcar (fizemos uma tradução e adaptação do texto para ficar mais de acordo com a nossa realidade). Para o processo não ser muito radical, você pode começar a adotar algumas dessas ideias e dicas aos poucos. Você vai ver o impacto realmente positivo sobre a sua saúde que essas mudanças simples vão ter.

Bebida

  • Beba água!
  • Essa a gente já sabia, né?! Bebida é água e nada pode substituí-la. Quando a sede bater, beba água em vez de bebidas adoçadas com açúcar efervescentes.
  • Não tenha bebidas açucaradas na casa. Se elas não estão lá, você não bebe. Simples assim. Guarde-as para quando você estiver fora, quase como se fosse um “mimo”. Aos poucos vocês vai ver que nem fora de casa você vai fazer questão de beber.
  • Outra dica é aromatizar a água com frutas frescas.
  • Em vez de beber o suco, coma a fruta. Mas caso resolva beber o suco, escolha frutas frescas, limite a 150ml, não coe e não adoce (se for adoçar, use um pouco de mel). Você sabe fazer o suco verde com tudo dentro?

Café da manhã

O café da manhã é uma refeição fundamental, pois depois de um longo período de jejum ele fornece os nutrientes e a energia que o seu corpo precisa para começar o dia e fazer tudo que você precisa fazer.

Pão ou cereais não são as única opções de café da manhã! Veja algumas ideias:

Equilíbrio no dia a dia

  • Evite alimentos processados, quando for consumi-los reserve-os para ocasiões “especiais”, finais de semana, festinhas de aniversário, etc. Durante a semana, escolha frutas secas, frutas frescas e castanhas.
  • Bata frutas e faça picolés, as crianças vão adorar!
  • Em vez daqueles salgadinhos e snacks (ruffles, fandango, e etc ecaaaa), ofereça e coma pipoca, chips de abóbora ou jiló (acredite se puder é muito bom!).
  • Faça você mesmo o seu sorvete em casa, é fácil, mais barato e mais saudável!
  • Tente substituir os ingredientes processados nas suas receitas. Sabia que é possível fazer um mousse de cacau super saudável e delicioso? Pois é, engana-se quem pensa que tudo que é bom engorda e faz mal! A gente só precisa pensar numa maneira diferentes e melhor de fazer as mesmas coisas 😉 Passeia aqui pelo site que você vai encontrar receitas incríveis, cheias de sabor e saúde e fáceis de fazer!

Nós sabemos bem que existe um tripé que está presente na indústria alimentar e que está na base de vários males da nossa contemporaneidade: sódio, gordura trans, e açúcar. Pois é, e eles são viciantes e a gente sabe que muitas dessas coisas que você gosta de comer estão cheias desses “ingredientes”. Então vamos ficar de olho?!

Beijos,

Carol

O post Como cortar o açúcar da alimentação apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista

Dieta cetogênica e câncer

Por Mark Sisson,

A dieta cetogênica é um tratamento eficaz para o câncer? Há um monte de histórias na mídia e no mundo on-line sobre a cetose, mas o que as pesquisas realmente dizem? Vamos lá:

Pergunta de um leitor:

“Eu li alguns estudos sobre o uso de uma dieta cetogênica como uma opção de tratamento eficaz para o câncer. Basicamente, os estudos dizem que o câncer não pode sobreviver em corpos cetônicos, mas em vez disso, requerem glicose para proliferar. Isto é, ao eliminar a glicose, as células cancerígenas morrem de fome. Eu quero saber a sua opinião sobre este tópico – Os tumores podem realmente ser regredidos com um regime cetogênico rigoroso?

Obrigado! Mike”

Primeiro, eu vou salientar que há mais de cem tipos de câncer. O que é bom (ou mau) para um tipo pode não ser bom para o próximo tipo. Assim, quando discutimos os efeitos da cetose sobre o câncer, nós temos que ser extremamente específicos. E acima de tudo, é preciso lembrar que nada disto constitui aconselhamento médico. Eu não posso dar-lhe aconselhamento específico e a ciência é ainda muito preliminar.

Com isso dito, várias linhas de evidência têm levado muitos pesquisadores a concluir que as dietas cetogênicas podem ter eficácia em tratamentos de câncer.

  • A hiperglicemia piora o prognóstico de alguns doentes com câncer, como aqueles de fígado, da mama, pancreático, e câncer reprodutivos femininos.
  • Diabetes está associada a um risco elevado de muitos tipos de câncer, incluindo do fígado, pâncreas, cólon e de mama.

• Os diabéticos que usam agentes de redução da glicose como a metformina tem um risco menor de mortalidade por câncer.

Mas só porque açúcar elevado no sangue parece exacerbar a progressão do câncer não significa cetose irá parar ou até mesmo retardá-lo. Não é?

Diversos estudos em animais e in vitro têm descoberto que as dietas cetogênicas ou a administração de corpos cetônicos pode aumentar a taxa de sobrevivência, reduzir o crescimento do tumor, aumentar a morte de células tumorais, e melhorar a eficácia de terapias tradicionais. Um estudo descobriu que a injeção de corpos cetônicos em ratos seguindo uma dieta não cetogênica aumentou o crescimento do tumor. Interessante, mas corpos cetônicos injetados em cima de uma dieta não-cetogênica com comida de laboratório não é análogo ao modo como seguidores da dieta cetogênica produzem cetonas. Não podemos tirar quaisquer conclusões deste estudo..

Foram realizados alguns estudos em humanos, testando principalmente os efeitos da dieta cetogênica em pacientes com câncer cerebral. A evidência é mista.

Em um grupo de 16 pacientes com câncer avançado, a dieta cetogênica melhorou a qualidade de vida, incluindo o processamento emocional, em quem conseguiu tolerar a dieta. Em um par recente de estudos de casos, os pacientes com glioma mostraram a progressão do tumor em uma dieta cetogênica. Os tumores, na verdade, começaram a produzir enzimas necessárias para metabolizar corpos cetônicos, sugerindo que alguns gliomas podem adaptar-se as dietas cetogênica e passar a usá-las como nova fonte de combustível. Além de relatar os estudos de caso, os pesquisadores também revisaram a literatura do câncer de cérebro e a dieta cetogênica em humanos, como um todo, concluindo que alguns pacientes com câncer de cérebro respondem bem a cetose, enquanto outros não sofrem nenhum benefício. Aqueles que se beneficiam desfrutam da progressão tumoral retardada. Dito isto, apenas um dos estudos de caso em humanos abordados nesta avaliação usou a dieta como uma monoterapia; todos os outros estudos usaram a cetose em conjunto com mais terapias tradicionais de câncer (radioterapia, quimioterapia).

Quanto ao porquê de roedores com câncer se darem tão bem com a cetose, isto é em parte devido ao fato deles serem criações de laboratório geralmente geneticamente homogêneas, não “de tipo selvagem”. Seus tumores todos respondem mais ou menos de maneira idêntica para vários estímulos, sejam eles radiação, suplementos ou dietas cetogênicas. Os seres humanos são do tipo selvagem, e portanto, diferentes tumores humanos têm diferentes graus de metabolismo de corpos cetônicos e, assim, diferentes respostas a cetose. Aqueles cujos tumores expressam menos enzimas “ketolytic” provavelmente se sairão melhor em dietas cetogênicas do que os pacientes cujos tumores expressam mais enzimas que metabolizam corpos cetônicos.

Ainda assim, quando usado como um coadjuvante para a terapia do câncer, dietas cetogênicas parecem ser seguras e isentas de efeitos secundários graves. Se eu fosse diagnosticado com um câncer no cérebro, eu provavelmente tentaria uma dieta cetogênica rigorosa. É segura, e muito bem poderia melhorar o meu prognóstico, qualidade de vida, e a resposta ao tratamento. Em outras palavras, dieta cetogênica, sob a supervisão de seu oncologista, provavelmente não custa tentar. Mas não pense que você pode mergulhar na dieta e renunciar a todos os outros tratamentos.

O juri ainda está presente, mas eu espero obter algumas boas respostas no futuro próximo.

Banner1

O post Dieta cetogênica e câncer apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

A sua receita tem história

Toda comida conta uma história e a gente quer conhecer você através da sua receita do coração. Conta para a gente a história da receita que te transforma numa diva, e que faz você se sentir orgulhosa, feliz e poderosa! Nós vamos escolher duas receitas por semana e vamos publicar no blog e nas redes sociais.

E quer saber o melhor de tudo? Setembro é o mês de aniversário do blog Fale com a Nutricionista. Então durante o mês, a receita que tiver mais compartilhamentos e curtidas vai ganhar uma edição do meu livro Projeto Verão Para a Vida Toda com dedicatória feita por moi même.

Você não sabe fazer nenhuma receita especial? Então fala para aquela sua amiga que sabe participar!

Como participar:
Envie um para contato@falecomanutricionista.com.br com a história da sua receita, como você aprendeu ou uma situação marcante em que você a preparou, e uma foto. Ah, manda o contato do seu facebook para a gente publicar e te marcar lá.
A duração do concurso para ganhar o livro vai de 07 de setembro até 09 de outubro.

A gente começa e publicar a partir da semana que vem, toda terça e quinta. Manda logo a sua receita e fica de olho!

O post A sua receita tem história apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista