Sua dor de cabeça não passa? Existem mais de 80 tipos diferentes

iG São Paulo

Como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes

Queixa muito frequente nos consultórios e pronto-socorros é a dor de cabeça. Cientificamente chamada de cefaleia, possui mais de 80 (isso mesmo, oitenta!) tipos diferentes.

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Foto: BBC Brasil


O segredo

Mas como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes, na história clínica bem feita e na presença (ou ausência) de alterações do exame neurológico. 

Pontada, queimação ou peso?

Assim, a dor de cabeça pode se manifestar sob a forma de aperto ou de pontada, de peso ou de queimação, pode ser pulsátil (latejante) ou passar a sensação de uma enorme pressão… Pode começar lentamente e ir piorando, ao longo de horas, ou pode começar subitamente, já muito forte. Pode piorar ao longo do dia ou, de forma diversa, melhorar ao longo do dia. Pode melhorar se o paciente dormir. Pode aparecer com excesso de solto. E com a falta dele também. 

Pode ser estresse? Pode!

Pode ser estresse? Pode!

Foto: Thinkstock/Getty Images


Pode ser estresse 

Pode ser aguda ou pode ser crônica. Pode decorrer de estresse? Pode! Pode decorrer de uma noite mal dormida? Pode também! Pode ser reflexo de outras doenças, tais como pressão alta, alterações de tireóide, alterações visuais ainda não corrigidas… Ou podem, ao estar associadas a determinadas alterações visuais indicar a chance de um tumor cerebral… As alterações visuais podem até – veja só! – avisar ao indivíduo que dentro em breve começará uma grande crise de enxaqueca.

Existem episódios de enxaqueca que levam até mesmo à instalação, ainda que transitória, de déficits de força. Ou seja, o paciente pode logo após a crise presentar perda de força ou visual, recuperando após certo período.

Tratamento

O tratamento, como não poderia deixar de ser, é extremamente variado. Utilizam-se analgésicos simples, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, anti-depressivos ou até mesmo remédios anti-epilépticos. Tudo depende do diagnóstico correto.

De forma geral, as dores de cabeça esporádicas, episódicas, não causam grande preocupação, exceto se súbitas, intensas ou acompanhadas de alterações graves como perda da consciência.

Aquela dor de cabeça que não passa, no entanto, deve ser analisada e investigada mais de perto. Como se pode notar, as características e nuances são muitas, e só um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto, afastar doenças mais graves e indicar o tratamento mais eficaz.

Por isso mesmo, pela presença de tantas variáveis que levam a caminhos tão diferentes, não se deve praticar a automedicação. Procure um especialista qualificado, de sua confiança ou da confiança de algum conhecido seu. Com saúde não se brinca, não se arrisca. Consulta médica não é custo, é investimento.

Dr Paulo

Dr Paulo

Foto: Arquivo pessoal

**Dr Paulo Porto de Melo é neurocirurgião formado pela UNIFESP, especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint-Louis (EUA). Facebook: @DrPauloPortoDeMelo e Instagram @ppmelo.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Sim, nós precisamos de carboidratos

É comum escutarmos: “corta o carboidrato” como se “o carboidrato” fosse um monstro. Gente, calma! Nós precisamos sim de hidrato de carbono na nossa alimentação diária. Os carboidratos proporcionam a energia que o nosso corpo precisa para fazer tudo que nós temos para fazer num dia normal, corre corre para trabalhar, estudar, estar com os amigos, família, amar, cuidar da casa, cuidar das crianças, passear com o cachorro, dançar, tudo!

Se  o nosso organismo não recebe a quantidade de carboidrato diária que ele precisa, ele vai buscar a energia em outras fontes, como por exemplo nas proteínas. Acontece que o corpo precisa da energia das proteínas para outras coisas, e aí tudo começa a ficar confuso!

Os carboidratos são combustíveis para nós, e na alimentação como em tudo na vida, é preciso fazer escolhas. Vamos entender um pouco o porque da má fama dos carboidratos e quais as melhores escolhas que podemos fazer na hora de nos abastecermos com carboidratos.

Por que os carboidratos têm má fama?

A má fama vem da escolha das fontes de carboidratos erradas e do excesso. E acredite, uma coisa leva à outra. Ah, e antes que você pergunte: sim, o carboidrato engorda, mas principalmente o carboidrato simples, que muitas vezes ainda vem acompanhado de gordura saturada, sódio, e quase zero fibras e nutrientes.

É importante saber que não há “o carboidrato”, mas sim “carboidratos” e nem todos são iguais. Tudo depende do tipo de carboidrato que você vai consumir e como.

Que carboidratos devo comer?

Nós sabemos que os carboidratos simples, como açúcar branco refinado ou alimentos processados e bebidas açucaradas, podem ser rapidamente digeridos e são pobres em nutrientes e fibras. Em geral, o consumo desse tipo de carboidrato, dá um pico de açúcar no sangue sem que haja um alto gasto de energia em seguida. Por isso, o melhor é buscar sempre ingerir carboidratos complexos, que levam mais tempo para serem absorvidos e nos dão uma carga mais sustentável de energia, além de serem mais ricos em fibras e nutrientes.

Escolha comer o carboidrato dos grãos e farinhas integrais em vez de farinhas brancas e grãos processados, assim além de mais energia para o seu corpo, você também tem uma alimentação mais rica e tem mais saciedade.

As fibras também são classificadas como hidratos de carbono e são encontradas, principalmente, em alimentos de origem vegetal. Para ficar mais fácil, os vegetais mais ricos em carboidratos são as raízes, como cenoura, batata, mandioca, nabo, etc.

Os carboidratos são maravilhosos transportadores de sabores, a nossa vida e o nosso paladar sem dúvida ficariam mais pobres sem eles! Não tenha medo dos carboidratos. Apenas lembre-se: a escolha é sua, você controla a sua alimentação.

Beijos,

Carol

*Fonte: Celebrating the Good Carbohydrates, Jamie Oliver.

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Fale com a Nutricionista

Como queimar gordura corporal

quadrado incial

Por Ben greenfield

Como virar uma máquina de queimar gordura

 

Por que você foi enganado sobre os carboidratos e como transformar-se em uma máquina de queima de gordura parte 4

Na Parte 1Parte 2 e Parte 3 deste artigo demonstrei por que você foi enganado sobre os carboidratos e como seguir uma dieta cetogênica rica em gordura para melhor composição corporal, saúde e para quaimar mais gordura como fonte de energia.

12 Passos para você se transformar em uma máquina de queima  gordura e provar que você realmente não precisa  de carboidratos.

Passo 1: seguir uma dieta rica em gordura por 6 Meses.

 

O estudo UCONN matriculou atletas de ultra-endurance altamente treinados, do sexo masculino e feminino (por exemplo, ultra-maratonistas, triatletas, Ironman, etc.), que tinham consumido rigorosamente uma dieta baixa em carboidratos (definida como constituindo menos de 20% das calorias provenientes de carboidratos) ou uma dieta rica em carboidratos (defina como tendo mais do que 55% das calorias a partir de carboidratos) durante pelo menos 6 meses.

BiohackingBen

Como você provavelmente já adivinhou até agora, eu era um dos caras seguindo a low-carb.

Passo 2: Teste de utilização de ácido láctico no sangue

 

Para definir uma linha de base para correr na esteira por três horas, o que iria acontecer no dia seguinte, eu me submeti a um dos mais brutalmente intensos testes de ciência do exercício que existe: um protocolo de esteira V02max. Este estava escrito para mim assim “um teste incremental em esteira que irá aumentar continuamente a intensidade até atingir a fadiga voluntária”. Em outras palavras: eu teria que executar a corrida até quase desmaiar e cair para fora da esteira. Após o aquecimento, este teste normalmente leva cerca de 12 minutos, com aumentos significativos na velocidade e grau de intensidade a cada dois minutos.

Antes de cada estágio de dois minutos, dei uma breve parada para que os investigadores tirassem uma única gota de sangue do meu dedo para analisar a concentração de lactato sanguíneo. O lactato sanguíneo é o padrão ouro para determinar quando os músculos começam a produzir mais ácido láctico do que eles realmente podem remover. Níveis de lactato sanguíneo durante o exercício também é um parâmetro que nunca havia sido medido durante o exercício em atletas ceto-adaptados (adaptados a dieta alta em gordura e muito baixa em carboidratos). Uma vez que uma pessoa ceto-adaptada está queimando menos carboidratos, ela deveria, teoricamente, produzir menos ácido láctico, resultando em menos queimadura e menos desconforto durante o exercício – um otimização conveniente, na verdade…

Teste de oxigênio na esteira.

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Preparando-se para o inferno na esteira.

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O teste de  VO2 máximo começa

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Testando o ácido láctico no sangue.

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Passo 3: urina de 24 horas e coleta de fezes

 

Sabe-se que a proporção de macronutrientes (carboidrato / gordura / proteína) afeta drasticamente as bactérias do intestino e que influencia tudo, desde a produção de neurotransmissores para o desempenho até a propensão para a obesidade (daí a atual busca de uma “droga para queimar gordura” à base de bactérias).

Portanto, para este estudo, não só fui obrigado a recolher 24 horas de urina em um recipiente laranja extravagante (também controlar rigorosamente o estado de hidratação, para medir o teor de nitrogênio da minha urina)…

… Mas eu também tinha a obrigação de fazer cocô em um recipiente de plástico do tamanho de uma embalagem de iogurte e uma amostra de fezes para que os pesquisadores pudessem olhar para as bactérias e micróbios do meu intestino. As amostras de fezes foram utilizadas para analisar a minha microbiota intestinal e usar (exatamente como foi descrito para mim pelos pesquisadores) “Técnicas de sequenciamento de próxima geração que têm como alvo o gene 16S rRNA bacteriano”. Aparentemente, esta é muito semelhante ao tipo de ensaio a ser utilizado pelo projeto fascinante O projeto intestinal americano (american gut project).

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Meu fiel companheiro de 24 horas. O recipiente de urina.

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  Passo 4: DEXA digitalização

 

Acredite ou não, essas balanças eletrônicas que você pisa para fazer medições de gordura corporal podem ser notoriamente imprecisas. Em vez disso, a medida padrão ouro para composição corporal (percentual de gordura, porcentagem de músculo, densidade óssea e peso) é determinada por meio de um aparelho chamado “scanner de DEXA”. É isso mesmo: o mesmo tipo de scanner utilizado para diagnosticar a osteoporose pode também dizer-lhe quão gordo você está. Durante o meu exame DEXA, eu estava calmamente e completamente imóvel sobre uma mesa enquanto um técnico de raios-X certificado dirigido um braço de digitalização para passar sobre o meu corpo da cabeça aos pés, levando cerca de 5 minutos para analisar toda o meu teor de gordura.

Você pode estar interessado nos resultados que irá encontrar na tabela abaixo, se você gostaria de eliminar qualquer receio de que uma dieta rica em gordura vai fazer você engordar. Na verdade, eu estou muito mais magro do que quando estava comendo uma dieta de baixa gordura.

Aviso: Se você decidir começar uma varredura DEXA para medir a sua própria gordura corporal, porcentagem de músculo e densidade óssea, você estará exposto a uma quantidade muito pequena de radiação pelo scanner utilizada para medir a composição do corpo. A exposição a qualquer quantidade de radiação de raios-X, não importa quão baixa, pode causar alterações anormais em células. No entanto, o corpo continuamente faz reparos celulares a essas mudanças – a quantidade de radiação é muito baixa em apenas uma varredura de DEXA e a exposição total para toda a varredura do corpo é aproximadamente 125 vezes menor do que a média de radiação a partir de uma radiografia de tórax normal. DEXA digitalização.

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Você acha interessante que uma dieta à base de gordura (+ 60%) resultou em 5,2% de gordura corporal? Chocante, não é? Comer gordura não faz vocês engordarem, pessoal.

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Passo 5: Biópsia do músculo e de gordura

 

Agora vem a parte divertida – uma biópsia muscular e de gordura pré-treino para determinar o armazenamento de carboidratos e se uma dieta rica em gordura me deixou “isento de carboidratos”. Além de medir o armazenamento de carboidratos, a análise muscular pode ver como meus músculos ceto-adaptados podem suportar um nível teoricamente maior do que o normal de oxidação de gordura. A biópsia permite a medição de glicogênio muscular, triglicérides, tipo de fibra, marcadores de inflamação e imunidade e até mesmo padrões de expressão específicos para alguns genes.

Aqui está exatamente como a biópsia muscular me foi descrita pelos cientistas:

“Para este procedimento você vai deitar-se numa cama de hospital confortável antes do exercício.Vamos usar um anestésico local para amortecer uma área de sua pele e músculo da coxa antes de obter uma pequena quantidade de músculo através de uma agulha de biópsia muscular. Esta é a primeira de três biópsias musculares que serão feitas, incluindo uma imediatamente após o exercício e uma duas horas após o exercício. 

Enquanto a Lidocaína faz um bom trabalho de eliminar a dor aguda de uma incisão, ela não pode eliminar totalmente a dor incômoda associada com a realização da biópsia. A agulha de biópsia tem aproximadamente o mesmo diâmetro de uma caneta Bic. Após as incisões na pele e na fáscia serem feitas, a agulha será inserida através delas no músculo. A agulha de biópsia provavelmente fará com que o músculo sofra cãibra por um segundo. Uma vez no lugar, a agulha irá ser utilizada para fazer três ou quatro “recortes” no músculo, que vai ser removido de você. A quantidade total de músculo removido será entre 50 e 200 mg, ou um montante total sobre o tamanho de um saquinho de pipoca não estourada. Depois disso, a agulha será retirada, alguma pressão será colocado no local para controlar a hemorragia, e a incisão será fechada com uma sutura. Você não vai notar a falta deste músculo, tanto cosmeticamente quanto funcionalmente. Há estudos em que mais de 400 mg foram removidos sem problemas.

Após o procedimento, você terá um curativo compressivo aplicado no local e sua coxa estará envolvida com um envoltório de compressão. Vai ser apertado, mas não deve ser doloroso. Na noite do procedimento, você será instruído a manter o joelho dobrado, tanto quanto possível, aplicar gelo para sua coxa, evitar calor ou massagem, e evitar medicação anti-inflamatória.“Você aguenta”.

Quer a versão curta? Eles meteram uma agulha em sua perna, cortaram o músculo para congelar e isso dói pra carr* # ho. Especialmente à noite.

A biópsia de gordura (AKA lipoaspiração barata) foi relativamente semelhante e descreveram-me o seguinte:

 “Antes de cada um dos três procedimentos de biópsia do músculo, obteremos um pequeno pedaço de gordura por baixo da pele a partir do quadrante exterior e superior da nádega sob anestesia local, utilizando uma agulha. A área da nádega é escolhida porque os participantes desta investigação são magros, e esta área é provável de gerar um maior acesso de gordura que outros locais comuns (por exemplo, abdômen, quadríceps, etc.). Uma agulha 16 G (tão espessa quanto uma moeda de 1 centavo) vai ser adaptada a uma seringa cheia com solução salina normal estéril, de modo a aplicar o vácuo. A agulha será inserida na gordura subcutânea e o tecido será “aspirado” pela seringa. A agulha será repetidamente inserida e retraída algumas vezes na camada de gordura para obter, pelo menos, 2 mg de tecido (cerca de uma gota de água) até cerca de 100 mg (peso equivalente de um palito de dentes) “.

Apesar das promessas de apenas uma parte do tamanho de um palito de gordura, este também doeu pra  cac* # e. Todos os detalhes sórdidos nas fotos abaixo.

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Agulha da biopsia enorme

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Congelando o tecido muscular exato para preservação

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Agora na minha nádega

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Minha gordura extraída na seringa.

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Resumindo os resultados: uma dieta à base de mais de 70% de gordura resultou em 5,2% de gordura corporal. Comer gordura não engorda pessoal.  Fiquem ligados na continuação deste artigo.

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Primal Brasil

Cientistas apostam em células-tronco em pesquisa para curar cegueira

BBC

Cirurgiões em Londres implantam ‘remendo’ de células oculares em olho de paciente com degeneração macular, principal causa de perda de visão em países desenvolvidos

Cirurgiões em Londres realizaram uma operação pioneira para testar um novo tratamento de um tipo de cegueira usando células-tronco. A “cobaia” foi uma mulher de 60 anos, portadora de degeneração macular, uma doença ocular degenerativa, em procedimento realizado no Moorfields Eye Hospital. A doença é a principal causa de perda de visão em países desenvolvidos.

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

Foto: BBC

No Brasil, cerca de 2,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos têm a doença, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 

A técnica envolve o uso de uma espécie de “remendo”, feito com células oculares provenientes de doações, implantado na parte posterior da retina. 

A cirurgia faz parte de um projeto criado há uma década para tentar reverter a perda de visão em pacientes com degeneração macular. Dez pacientes com o tipo “úmido” da doença, considerado o mais grave, participarão dos testes. Todos eles têm expectativa de sofrer perda súbita de visão por conta de defeitos nos vasos sanguíneos localizados nos olhos.

Luz azul dos celulares e tablets pode causar degeneração na retina

Qualquer forma de cortisona pode causar glaucoma, alertam oftalmologistas

Modelo atacada com ácido recupera visão com células-tronco

Após a cirurgia, os pacientes serão monitorados por um ano para que se cheque se o tratamento é seguro e se houve melhora de visão.

A mulher que se submeteu à cirurgia não quis ser identificada. Segundo o coordenador do projeto, o médico Peter Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, o remendo de células parece estável.

“Não poderemos saber antes do Natal se a visão está boa e por quanto tempo pode ser mantida”, explicou Coffey.

As células usadas na terapia são do epitélio pigmentar da retina (EPR), uma camada celular responsável pela “manutenção” dos fotorreceptores na mácula, o ponto do olho em que enxergamos com maior clareza e definição. Em casos de degeneração macular, as células EPR morrem e pacientes perdem sua visão central, que fica distorcida e borrada.

“Este é um projeto verdadeiramente regenerativo. No passado, era impossível substituir células perdidas. Se conseguirmos fazer com que as células implantadas funcionem, isso seria de imenso benefício para pessoas ameaçadas de cegueira”, explica Lyndon Da Cruz, do Moorfields Eye Hospital, e que conduziu a cirurgia inicial.

‘Viável’

A equipe trabalhando em Moorfields recebe apoio financeiro da empresa farmacêutica Pfizer.

Não é a primeira vez que cientistas usaram células-tronco em tratamentos de cegueira. Em 2012, pacientes com a doença de Stargardt, que também é marcada pela degeneração da visão, foram injetadas com embriões em experimentos nos EUA e na Grã-Bretanha, que também envolveram uma equipe de Moorfields.

O hospital londrino também tem um programa em que 40 pacientes com degeneração macular receberam tratamento com células tiradas dos próprios olhos.

“Vimos alguns casos impressionantes de recuperação, com algumas pessoas conseguindo voltar a ler e a dirigir. E essa recuperação tem sido sustentada por anos”, explica Da Cruz.

O médico, no entanto, ressalta que o uso de células dos próprios pacientes é complexo e traz riscos, o que explica o fato de o novo estudo usar as células-tronco, que podem produzir um suprimento ilimitado de células.

Estudos em animais mostraram, segundo Da Cruz, que o uso dos “remendos” é viável. Mas até que conheçam os primeiros resultados dos testes em humanos, seu funcionamento em humanos permanece uma incógnita.

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Por que ficamos doentes

Por Chirs Kresser

Se você tiver um dos muitos problemas crônicos de saúde dos quais as pessoas sofrem hoje em dia, tais como IBS, fibromialgia, fadiga crônica, doenças autoimunes, você provavelmente receberá uma droga para gerenciar seus sintomas e não muito mais. A chave para o tratamento com sucesso destas condições, no entanto, está em tratar a causa subjacente. Esta é a promessa da medicina funcional e evolutiva.

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Estamos no meio da mais grave epidemia humana de doenças crônicas que já enfrentamos. Metade dos adultos americanos têm uma ou mais condições crônicas de saúde, e 25 por cento têm duas ou mais destas doenças. 7 das 10 principais causas de morte em 2010 foram doenças crônicas, e duas delas, as doenças de coração e câncer juntas, foram responsáveis ​​por quase metade de todas as mortes. (2)

Embora alguns destes problemas (como doenças cardíacas) sejam razoavelmente bem entendidos pela medicina convencional, outros são mais misteriosos. Condições como a síndrome do intestino Irritável (SII), fadiga crônica, fibromialgia e doenças autoimunes, em conjunto, afetam centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, mas na maioria dos casos os pacientes são informados de que as causas de suas condições são desconhecidas e simplesmente prescrevem drogas para gerir os sintomas.

Mas é realmente verdade que nós não sabemos o que causa as doenças crônicas? Certamente existem elementos relativos a cada doença específica que nós ainda não entendemos. Mas eu diria que nós, de fato, temos uma compreensão sólida sobre os fatores mais importantes que contribuem para praticamente todas as doenças crônicas. Isso significa que atualmente podemos impedir e até mesmo reverter muitas dessas condições.

O Modelo Funcional de Sistemas de Medicina

 

Como muitos de vocês sabem, eu vou lançar um programa de treinamento de medicina funcional para os clínicos ainda neste ano. Na preparação para esse programa, eu criei uma “teoria unificada” do que causa a doença que eu chamo de Modelo Funcional de Sistemas de Medicina. Eu gostaria de compartilhar isso com vocês aqui e usá-lo como um trampolim para a nossa discussão.

círculo

Como o diagrama mostra, a interação entre o genoma, epigenoma, e exposome de um indivíduo está no cerne do que determina a nossa saúde.

O genoma é o nosso conjunto completo de DNA, contendo todas as informações necessárias para construir e manter o organismo humano.

 O epigenoma é composto de produtos químicos que modificam o genoma de uma forma que lhe diz o que fazer, onde fazer e quando fazer. Estas modificações não alteram os genes subjacentes, mas eles podem ser transmitidos às gerações futuras.

O exposome representa a soma total de todas as exposições não genéticas que um indivíduo experimenta desde o momento da sua concepção até o final de sua vida. Ele inclui os alimentos que ingerimos, a água que bebemos, o ar que respiramos, os produtos químicos que estamos expostos, as conexões sociais que temos, e o ambiente em que vivemos.

Você sabia que 8 causas subjacentes são a raiz da maioria das doenças crônicas?

 

Para usar uma analogia, o genoma é como um piano; o epigenoma é como a partitura; e o exposome é o que determina a forma como a música é escrita e executada. A qualidade do piano certamente irá afetar o som que produz. Mas o melhor piano do mundo ainda vai soar terrível se a música e performance forem terríveis. Da mesma forma, um pianista virtuoso pode executar uma peça de Mozart, mas não vai produzir o seu melhor tocando um piano de má qualidade.

Da mesma forma, a genética desempenha um papel importante na saúde e na doença humana. No entanto, agora sabemos que o exposome (e sua influência sobre o epigenoma) é muito mais significativa na maioria dos casos. Na verdade, é responsável por mais de 90% das doenças humanas. É por isso que o exposome está no cerne do Modelo Funcional de Sistemas de Medicina e deve sempre ser o primeiro a ser tratado independentemente da queixa do paciente.

A dieta, o estilo de vida e o ambiente moderno afetam a expressão dos nossos genes e levam a patologias, que por  vezes causam a doença e os sintomas dos pacientes.

Mas quais são essas patologias?

As 8 patologias centrais que fundamentam todas as doenças crônicas

Eu acredito que praticamente todas as doenças e sintomas que experimentamos são causadas por uma ou mais das seguintes 8 patologias principais:

  1. Disfunção intestinal. Inclui supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO), infecções (por exemplo, parasitas, bactérias patogênicas, vírus), baixa acidez estomacal, bile e produção de enzimas, a permeabilidade intestinal, e intolerâncias alimentares.
  1. Desequilíbrio de nutrientes. Inclui deficiências de nutrientes como vitamina B12, ferro, folato, magnésio, zinco, EPA / DHA e vitaminas lipossolúveis (mais comuns), e excesso de nutrientes como o ferro (menos comum).
  1. Desequilíbrio do eixo HPA. O eixo pituitário adrenal regula a comunicação entre o hipotálamo, glândula pituitária e suprarrenais e equilíbrio da produção de hormônios associados com essas glândulas (por exemplo, DHEA, cortisol)
  1. Carga tóxica. Inclui exposição a produtos químicos (por exemplo, BPA, fitatos, etc.), metais pesados ​ (por exemplo, mercúrio, arsênico), biotoxinas (por exemplo, o mofo/micotoxinas), ou capacidade de desintoxicação prejudicada devido a deficiência de nutrientes, problemas gastrointestinais ou outras causas.
  1. As infecções crônicas. Inclui infecções por organismos transmitidas por carraças (por exemplo, Borrelia, Babesia, Bartonella, Erlichia), bactérias intracelulares (por exemplo Mycoplamsa, Chlamydophila), vírus (por exemplo, HHV-6, HPV), e bactérias dentárias.
  1. Desequilíbrio hormonal. Inclui hormônios associados ao metabolismo (por exemplo, insulina, leptina), tireoide e gônadas (por exemplo, o estrogênio, progesterona, testosterona).
  1. Desregulação imunitária. Inclui a autoimunidade, a função imune cronicamente reprimida, inflamação sistêmica.
  1. Disfunção celular. Metilação, produção de energia e função mitocondrial prejudicada, e dano oxidativo.

Estas patologias (e as interações exposome-genome-epigenoma que levam a elas) estão na raiz de tudo, desde a obesidade, passando pela a tireoidite de Hashimoto, a asma, a distúrbios do autismo, à depressão. O entendimento de que as mesmas 8 patologias subjacentes das principais doenças crônicas mais modernas tem profundas implicações em como devemos abordar estas condições.

Na medicina convencional, o foco é muitas vezes sobre as doenças e os sintomas; ele funciona “de fora para dentro”. Por exemplo, digamos que você vai ao médico para o exame anual e seus exames de sangue revelam que você tem “colesterol alto”. O resultado mais provável nesta situação é que você vai ser prescrito uma estatina e em alguns casos ouvir que deve se exercitar mais e comer melhor. Raramente há qualquer investigação séria sobre o que causou o colesterol elevado em primeiro lugar.

Na medicina funcional, no entanto, nós trabalhamos “de dentro para fora”. Nós prestamos menos atenção aos sintomas e mais atenção à patologia que produz esses sintomas. Colesterol elevado é um sintoma, não uma patologia. As patologias que podem levar a níveis elevados de colesterol incluem má função da tireoide, a permeabilidade intestinal, microbioma do intestino prejudicado, infecções virais ou bacterianas crônicas, insulina e resistência à leptina e desequilíbrios de nutrientes, para citar alguns. Se eu encontrar o colesterol elevado em um paciente, vamos examinar todas essas possíveis patologias, e, claro, também vamos olhar para como a genética do indivíduo, dieta, estilo de vida e outros fatores relacionados ao exposome podem estar contribuindo para eles. Uma vez que todas as patologias centrais foram identificadas, os níveis de colesterol geralmente se normalizam por conta própria.

Se a queixa principal do paciente é de infertilidade, fadiga, sinusite, ou problemas de pele, vou concentrar-me nessas 8 patologias centrais porque eu sei (tanto por experiência clínica e por pesquisa) que elas são as causas mais prováveis ​​subjacentes de sua condição. Na minha prática, a maioria dos meus pacientes estão lidando não apenas com uma dessas patologias, mas várias.

Como você pode ver, esta é uma abordagem fundamentalmente diferente do que geralmente é feito no estabelecimento convencional. A desvantagem é que ela requer muito mais exames e investigação preliminar, o que pode ser caro e demorado. O lado bom, que sobrepõe qualquer uma das desvantagens, é que se torna possível não apenas evitar, mas até mesmo reverter muitas doenças crônicas sem a necessidade de tomar medicação para o resto de sua vida.

Infelizmente, a abordagem de medicina funcional ainda não foi abraçada dentro do modelo de cuidados de saúde convencional. Mas eu acredito que isso está mudando. A prestigiada Cleveland Clinic acaba de lançar um Centro de Medicina Funcional, dirigida pelo médico funcional pioneiro Dr. Mark Hyman. Este é um grande passo para a aceitação em massa da medicina funcional e a pesquisa que o centro está engajado quase certamente irá levar ao reconhecimento maior. 

Eu acho que as companhias de seguros de saúde também vão ver os benefícios da medicina funcional. Eles vão reconhecer que gastar um pouco mais dinheiro na frente em diagnosticar corretamente e tratar a raiz do problema levará a uma enorme economia no futuro próximo e distante.

Essas mudanças não vão acontecer durante a noite e ainda temos muito trabalho a fazer. Mas a maré realmente está começando a virar!

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Primal Brasil

Doenças do coração matam mais que o câncer no Brasil

O Dia

Para evitar problemas cardíacos, especialistas sugerem controlar o peso e a alimentação e fazer atividades físicas

No Brasil, uma pessoa morre a cada dois minutos por conta de doenças do coração. São 350 mil mortes a cada ano, causadas pelos três maiores problemas cardiovasculares — infarto, AVC e insuficiência cardíaca —, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Em todo mundo, são 17,5 milhões por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (SMS), que pretende reduzir em 25% a mortalidade cardíaca até 2025. “O problema é que no mundo inteiro o coração está matando mais do que o câncer”, diz Carlos Magalhães, diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.

Campanha nas redes sociais estimula atividades físicas contra o sedentarismo

Campanha nas redes sociais estimula atividades físicas contra o sedentarismo

Foto: Thinkstock/Getty Images

Os riscos são maiores para quem tem casos de problemas cardíacos na família: parentes de primeiro grau têm 50% de chances de também ter problemas cardiovasculares. Mas muito além dos fatores genéticos, os hábitos de vida influenciam enormemente para o problema. Para especialistas, a maioria das mortes prematuras poderia ser evitada com diagnóstico precoce, tratamentos específicos e a adoção de um estilo de vida mais saudável. Esta receita pode ajudar a eliminar fatores de risco como obesidade, sedentarismo, fumo, colesterol elevado e hipertensão.

“Por conta da vida corrida, as pessoas possuem cada vez menos tempo para cuidarem da saúde. Além disso, fatores como tabagismo e principalmente uma alimentação não balanceada aumentam o risco de a pessoa ter um problema cardíaco”, afirma o cardiologista Raul dos Santos, diretor da Unidade Clínica de Lípides do InCor – HC-FMUSP.

Dia Mundial do Coração: você sabe cuidar do seu? Saiba como evitar doenças

Sete hábitos simples para um coração saudável

No Brasil, para ajudar as pessoas a mudar seus hábitos, a SBC encampou a campanha da World Heart Federation e lança hoje, Dia Mundial do Coração, um concurso de selfies nas mídias sociais, para as pessoas postem fotos fazendo alguma atividade saudável, usando a hashtag #cuidedeseucoracao. Vale selfie da preparação de um prato mais leve, de jogo de futebol, de corrida, de treino na academia, da família fazendo ginástica ou até mesmo uma caminhada com o cachorro.

A cardiologista Flavia Cunacia D’Eva, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, chama a atenção para o excesso de gordura abdominal que, junto com o aumento dos níveis de ácido úrico, triglicerídeos, glicemia e pressão arterial, acarreta maior chance de problemas cardíacos futuros. “Se possível, pratique exercícios físicos todos os dias, em torno de 40 minutos. Pode ser caminhada, ciclismo, corrida, natação ou dança”, afirma. Também é importante procurar um médico pelo menos uma vez ao ano e fazer exames de colesterol e glicemia e checar a pressão arterial. “A hipertensão é silenciosa e acomete pelo menos 25% dos brasileiros adultos, chegando a mais de 50% após os 60 anos, causando infarto, AVC e problemas renais.

Estilo de vida é fundamental

A dona de casa Maria Lucia Justo, de 50 anos, tem histórico de doenças cardíacas na família. O pai e a mãe morreram após infarto e outros problemas do coração. Desde mais jovem, ela tem colesterol alto e nunca cuidou da saúde devido à rotina corrida de trabalho. Há cerca de seis meses, Maria se aposentou e resolveu mudar totalmente de vida. Caminha entre quatro e cinco vezes por semana, faz alongamento e abdominais. Passou a se alimentar melhor, tomando mais água, substituindo doces por gelatinas e frituras por alimentos assados ou cozidos. Com isso, já emagreceu sete quilos.

Veja também quais são os oito vilões do coração:

1) Genética: boa parte das doenças têm fundo genético. Problemas cardíacos também não fogem à regra. Em alguns casos, há predisposição maior de ter problemas

1) Genética: boa parte das doenças têm fundo genético. Problemas cardíacos também não fogem à regra. Em alguns casos, há predisposição maior de ter problemas

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2) Diabetes - doença contribui para o depósito de gorduras nos vasos, que pode resultar em infarto futuro

2) Diabetes – doença contribui para o depósito de gorduras nos vasos, que pode resultar em infarto futuro

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3) Hipertensão arterial: a pressão alta, ao longo do tempo, exige do coração um esforço maior para bombear o sangue, que resulta em insuficiência cardíaca

3) Hipertensão arterial: a pressão alta, ao longo do tempo, exige do coração um esforço maior para bombear o sangue, que resulta em insuficiência cardíaca

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4) Tabagismo: fumar faz mal e é a principal causa de mortes por condições evitáveis no mundo todo. Cerca de 20% delas são causas cardíacas

4) Tabagismo: fumar faz mal e é a principal causa de mortes por condições evitáveis no mundo todo. Cerca de 20% delas são causas cardíacas

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5) Colesterol alto: o excesso de gorduras ruins circulando no corpo começa a obstruir artérias que, a longo prazo, resulta em um infarto

5) Colesterol alto: o excesso de gorduras ruins circulando no corpo começa a obstruir artérias que, a longo prazo, resulta em um infarto

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6) Estresse: sabe-se que a liberação constante de adrenalina e cortisol, hormônios do estresse, lesa órgãos ao longo dos anos. Desestressar-se é fundamental

6) Estresse: sabe-se que a liberação constante de adrenalina e cortisol, hormônios do estresse, lesa órgãos ao longo dos anos. Desestressar-se é fundamental

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7) Má-alimentação: comer muito sal, gorduras e frituras não faz nada bem para o coração. Prefira consumir mais frutas, legumes, verduras e grãos.

7) Má-alimentação: comer muito sal, gorduras e frituras não faz nada bem para o coração. Prefira consumir mais frutas, legumes, verduras e grãos.

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8) Sedentarismo: não praticar atividade física só faz mal. Planeje-se para começar uma atividade, mas antes consulte um médico para uma avaliação

8) Sedentarismo: não praticar atividade física só faz mal. Planeje-se para começar uma atividade, mas antes consulte um médico para uma avaliação

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Para manter um coração saudável, especialistas recomendam uma alimentação mais equilibrada em nutrientes, sem frituras e com menos alimentos industrializados, mais frutas e legumes e menos sal, além de reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e eliminar o tabagismo. Dietas ricas em fibras, com baixas quantidades de sódio e gorduras saturadas, também são indicadas.

Álcool na medida ajuda a prevenir

Pesquisas científicas realizadas nos últimos 30 anos mostram qu eo álcool pode trazer tanto malefícios como benefícios para o sistema cardiovascular, dependendo da frequência e quantidade ingerida. De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), estudos indicam que o consumo de até duas doses diárias de álcool (duas latas de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado) pode ajudar a reduzir os riscos de doenças do coração.

No entanto, alerta o Cisa, especialistas não recomendam o consumo de álcool na prevenção primária, “apenas permitem o paciente que já tem esse hábito, em situações pontuais, manter o seu consumo, devido aos outros riscos envolvidos”.

Leia esta e mais notícias no site do jornal O Dia.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Princípio ativo traz esperança para pacientes com HF

No Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que ocorreu entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro de 2015 em Londres, Inglaterra, uma novidade chamou a atenção da maioria dos médicos presentes. A descoberta de um princípio ativo, chamado evolucumab, que promete ser uma luz no fim do túnel para pacientes com hipercolesterolemia familiar (HF).

A droga não cura a doença, mas pode baixar drasticamente os níveis de colesterol ruim. Enquanto os tratamentos disponíveis, com uso de medicamentos convencionais, como as estatinas, baixam em média 3% do nível de LDL, o colesterol ruim, o evolocumab alcançou resultados 10 vezes maiores.

O medicamento age eliminando a proteína PCSK-9, que impede a destruição de LDL no fígado. Uma vez livres, as células hepáticas conseguem ‘matar’ o LDL e diminuir o nível desse colesterol no organismo. Além disso, ele é uma ótima opção para quem é intolerante às estatinas e sofre muito com seus efeitos colaterais, como dores musculares e cansaço.

Leia aqui sobre hipercolesterolemia familiar
Leia aqui sobre o diagnóstico da HF
Leia aqui sobre a luta para baixar o colesterol ruim

Aprovado nos EUA e na Europa, o pode demorar até 24 meses para ser aprovado pela Anvisa, segundo a indústria farmacêutica. No entanto, mesmo assim ele não será muito acessível — seu custo previsto é de aproximadamente 13 a 14 mil dólares por ano. O que muitos especialistas defendem é que, além da possibilidade de controlar melhor o colesterol e proporcionar mais bem-estar aos pacientes, a nova droga é importantíssima porque traz esperança de tratamento a uma doença negligenciada.

“A recente descoberta do PSCK-9 praticamente obrigou as pessoas a se debruçarem sobre o estudo do colesterol. O que consequentemente aumentou os conhecimentos sobre o problema, trazendo novos horizontes e melhorias no diagnóstico”, afirma Francisco Fonseca, presidente da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

Esses fármacos não vão diminuir a mortalidade por doenças cardiovasculares no país, porque o acesso a eles será muito restrito. Mas podem fazer com que médicos e a população, que precisa do tratamento convencional bem feito, conheçam melhor as implicações da hipercolesterolemia — e isso sim diminui a mortalidade por doenças do coração.

Segundo os médicos,  nem todo mundo precisa tomar o medicamento. Cerca de 80% dos que sofrem de HF poderiam ser beneficiados pelo tratamento já existente, mas muitas vezes ele não é indicado por falta de conhecimento.

Para André Luis Batista Pereira, fundador e diretor da Associação Hipercolesterolemia Familiar, a esperança e a preocupação são grandes. “Eu não vejo a hora de o medicamento chegar ao Brasil. É o nosso porto seguro, é a mão que vai puxar a gente para cima. Vai ser literalmente revolucionário para quem tem a doença e não sabe mais o que faz para baixar o colesterol. Só espero que seja acessível. Não é todo mundo que tem esse dinheiro para pagar a medicação”, afirma.

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Dr. Drauzio Varella

Cisto pilonidal

Cisto pilonidal é uma variante relativamente comum do cisto dermoide. Na grande maioria dos casos, a lesão se desenvolve na região terminal da coluna vertebral (região sacrococcigiana), bem no início do sulco que separa as duas nádegas, alguns centímetros acima do ânus. Embora esse seja o local mais frequente, o cisto pilonidal pode surgir também nas axilas, couro cabeludo e umbigo.

Quanto a sua estrutura, ele é formado por uma bolsa revestida por células epiteliais, que contém pelos, fragmentos de pele, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas em seu interior. O acúmulo desse material gera um processo inflamatório que pode apresentar sinais de infecção e acúmulo de pus, dando origem a um abscesso (abscesso pilonidal). Portanto, a palavra pilonidal, que significa “ninho de pelos”, define bem a doença, que acomete mais os homens jovens entre 15 e 30 anos.

Causas

As causas do cisto pilonidal ainda não foram totalmente definidas. No início, imaginava-se que fosse um problema congênito provocado por dobras de tecidos embrionários que permaneciam na região subcutânea. Pelo menos era isso que acontecia nos outros tipos de cistos dermoides.

Atualmente, o cisto pilonidal é considerado uma doença adquirida que pode recidivar. A teoria mais aceita é que a lesão seja provocada por pelos soltos que, por atrito, pressão ou calor, atravessam a pele e se alojam na camada subcutânea. A presença desse corpo estranho, sem nenhuma ligação com os folículos pilosos (estruturas onde nascem os pelos), gera uma reação inflamatória que promove a formação de cistos.

Outra possibilidade é que alterações hormonais e nas glândulas sebáceas, associadas a certas condições adversas, favorecem a manifestação de foliculite, um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação de um abscesso pilonidal extremamente doloroso.  Em geral, a bactéria responsável pela infecção é o Staphylococcus aureus, um germe que habita normalmente nossa pele.

Resta, ainda, a hipótese de que a origem da inflamação esteja no que chamamos de pelos encravados, fios que se curvam e penetram novamente no folículo piloso onde continuam crescendo, porque não conseguem atravessar as camadas superficiais da pele.

Fatores de risco

Microtraumas de repetição e excesso de pelos mais grossos e encaracolados na região do cóccix, obesidade, sedentarismo, roupas muito justas e falta de higiene são considerados os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cistos pilonidais.

Permanecer muito tempo sentado, por exigência profissional ou durante a prática de esportes (ciclismo e equitação, por exemplo) também contribui para a formação de cistos na região sacrococcígea. Essa agravante chamou atenção depois que o número de casos da doença pilonidal cresceu muito entre os soldados americanos que lutavam na Segunda Guerra Mundial e viajavam horas e horas sentados nos bancos de jipes que trepidavam muito por causa dos terrenos irregulares.

Sintomas

Cistos pequenos sem vestígio de infecção geralmente são assintomáticos, embora apresentem um pequeno orifício, por onde é eliminado um líquido turvo de odor desagradável.

Os sintomas realmente aparecem na fase aguda, quando se forma um nódulo na parte superior do sulco entre as nádegas com sinais típicos de processo inflamatório e infeccioso: dor, rubor, calor, edema e saída de secreção purulenta por um orifício que se abre na pele. À medida que a infecção progride, novos orifícios podem surgir dando origem a fístulas que ajudam a drenar o pus. Dependendo do tamanho do orifício, é possível enxergar os pelos no interior do cisto e retirá-los.

Febre, náuseas e cansaço extremo são outros sintomas possíveis da doença pilonidal.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença pilonidal é clínico. O médico leva em conta a história do paciente, suas queixas e o exame minucioso da região afetada. Não existem testes laboratoriais específicos nem de imagem que ajudem a confirmar o diagnóstico dos cistos e abscessos pilonidais. O hemograma registra, apenas, um aumento na taxa de leucócitos, o que pode acontecer por inúmeras causas diferentes.

Tratamento

O tratamento do cisto pilonidal varia de acordo com a fase da doença. Paciente com cisto sem nenhum sintoma nem sinal de infecção deve permanecer em observação para avaliar a evolução do quadro.

Quando já houve a formação de abscesso, o procedimento indicado é fazer a drenagem da secreção purulenta através de uma pequena incisão na pele. A intervenção é realizada sob anestesia local, sem necessidade de internação hospitalar. Para alguns pacientes, essa técnica pode representar um caminho para a cura. Infelizmente, nos outros, a doença é recorrente.

Como os antibióticos não produzem o efeito desejado nessa fase, a indicação é cirúrgica. A técnica mais utilizada é a ressecção em cunha do cisto, deixando a ferida aberta, sem pontos, para que a cicatrização ocorra naturalmente, de dentro para fora. Esse método conhecido como “cicatrização por segunda intenção” é o mais recomendado para o tratamento de feridas infectadas. Embora o período de recuperação seja mais longo, o risco de recidivas é muito baixo. Também é possível fechar a ferida com pontos, o que encurta o período de recuperação, mas aumenta o risco de novas crises.

No pós-operatório, é preciso redobrar os cuidados com a ferida. O curativo deve ser trocado todos os dias, o local lavado com soro fisiológico e coberto com gaze.

Recomendações

As seguintes medidas podem ajudar você a prevenir a formação de cistos pilonidais e a evitar recidivas:

* Não permaneça muito tempo sentado. Levante e caminhe um pouco a cada uma ou duas horas;

* Procure manter o peso ideal para sua estatura e idade;

* Mantenha a região sempre limpa e livre de umidade ou suor;

* Dê preferência a sabonetes antissépticos ao fazer a higiene do local;

* Depile a região especialmente se seus pelos forem mais espessos e encaracolados;

* Evite vestir roupas íntimas de tecido sintético.

Observação: Embora seja uma complicação bastante rara, formas crônicas e não tratadas de cistos pilonidais infectados aumentam o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas, um dos tipos de câncer de pele.

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Dr. Drauzio Varella

Benefícios da abóbora + receita de chips de abóbora

A abóbora pesa ouro em vitamina A, é rica em vitamina C, complexo B, potássio e fibras. As sementes são fonte de minerais, ácidos gordos essenciais, ferro e cálcio.

A lindeza da abóbora tem aquele efeito que a gente ADORA e que começa A, de vitamina A, sabe?! É Antioxidante, e também anti-inflamatória. Além disso, pode ajudar no controle hormonal dos homens e das mulheres alteradas, ajudar a prevenir a queda de cabelo, e ajudar a deixar a pele como um pêssego…

Como a abóbora também tem muita fibra (como nós, que buscamos uma alimentação mais saudável), ela ajuda a melhorar o trânsito intestinal.

Experimenta estes chips de abóbora que são uma maravilha! Você vai gritar alto de felicidade!

Receita de chips de abóbora

  • Fatie a abóbora kabutiá bem fininha, usando um descascador de legumes ou um mandolim;
  • Leve à frigideira quente, sem óleo nem nada;
  • Tempere com flor de sal, amor e um cadiquim de paciência!

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Beijos,
Carol

Leia também» Chips de jiló

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Síndrome do Intestino Irritável e suas causas

Por Chris kresser

Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta 15 por cento da população dos EUA e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho (atrás apenas do resfriado comum), mas os tratamentos convencionais são ineficazes porque eles só tratam os sintomas. Descubra o que realmente causa a SII para que você possa começar bem e ficar bem sem medicamentos desnecessários.

intestino

Síndrome do Intestino Irritável (SII) é o distúrbio gastrointestinal funcional mais comum em todo o mundo, com taxas de prevalência variando de 9 a 23 por cento, dependendo da localização. SII afeta cerca de 15 por cento dos norte-americanos e é a segunda principal causa de absenteísmo no trabalho. É responsável por 12 por cento das visitas aos prestadores de cuidados de saúde primários e custa cerca de $ 21 bilhões de dólares anualmente em despesas médicas diretas e custos indiretos com a diminuição da produtividade e absentismo.

Os sintomas de SII incluem gases, flatulência, constipação, diarreia e dor abdominal. Eles podem variar de levemente perturbadores a completamente debilitantes.

Mas o que é SII? Em termos médicos, é um “diagnóstico de exclusão.” Isso significa que ele é um rótulo aplicado quando outras condições de doenças são descartadas. Se você for ao seu médico queixando-se de gases, inchaço e dor, ele pode executar uma série de testes para determinar se você tem doença inflamatória intestinal (DII), diverticulite e outros problemas que afetam a estrutura do intestino.

Se essas condições estruturais são descartadas, o médico vai avaliar seus sintomas com base nos critérios de Roma, um conjunto de diretrizes desenvolvidas por consenso para diagnosticar esta condição. Esses incluem: ·

Dor abdominal recorrente ou desconforto pelo menos três dias por mês, nos últimos três meses associados com dois ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Defecação
  • Mudança na frequência de evacuações
  • Mudança na consistência das fezes

Se você atender a esses critérios, você vai ser diagnosticado com SII. O seu médico irá provavelmente prescrever qualquer um dos seguintes medicamentos, como ditado por seus sintomas:

  •  Medicamentos antidiarreicos. Estes incluem medicamentos OTC, como loperamida ou ácidos biliares ligantes como colestiramina ou colesevelam. (Ironicamente, muitos desses medicamentos causam inchaço como um efeito colateral!)
  •  Anticolinérgicos ou medicamentos antiespasmódicos. Estes incluem hyoscyamine e dicyclomine e são usados ​​para reduzir os espasmos intestinais e dor. (Infelizmente, eles pioram constipação e podem conduzir a outros sintomas como micção difícil. Eles também aumentam o risco de SIBO (super crescimento bacteriano no intestino), o que é uma causa subjacente da síndrome do intestino irritável SII -ver abaixo).
  •   Os médicos prescrevem frequentemente antidepressivos SSRIs para pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) porque ajudam a aliviar a depressão (associada com a SII), bem como inibem a atividade de neurônios que controlam o intestino.
  •  Medicamentos específicos para SII. Estes incluem alosetron, que é concebido para retardar a motilidade intestinal e reduzir a diarreia, e lubiprostona, o que aumenta a secreção de fluidos no intestino e acelera a motilidade. Estes medicamentos são normalmente usados ​​como último recurso, e alosetron só pode ser prescritos por médicos inscritos em um programa especial porque foi previamente retirado do mercado devido aos efeitos colaterais e riscos.

O que há de errado com o tratamento convencional para SII?

O problema fundamental com a abordagem convencional para síndrome do intestino irritável (SII) é que ela simplesmente suprime os sintomas e não aborda as causas subjacentes. Olhe para a lista de medicamentos acima. Elas são destinadas principalmente a abrandar ou aumentar a motilidade intestinal (para reduzir a diarreia ou constipação) e aliviar a dor.

 Cansado de lutar com esta síndrome? Trate a causa subjacente e cure de dentro para fora.

Mesmo se estes medicamentos forem eficazes para esses fins (muitas vezes eles não são, de acordo com muitos sofredores de SII), que muitas vezes têm efeitos colaterais que são idênticos aos sintomas que as pessoas com SII já experimentam como o gases e inchaço. E, em alguns casos, as drogas têm mais graves complicações e riscos. Alosetron, um medicamento usado para tratar a grave diarreia-predominante SII, foi temporariamente retirada do mercado após a ocorrência de efeitos adversos graves potencialmente fatais, incluindo cinco mortes e cirurgias intestinais adicionais.

 Uma abordagem melhor para SII: tratar a causa!

Dada a falha da abordagem convencional para tratar com sucesso a SII, os efeitos colaterais e os riscos associados com o tratamento com droga, os pacientes merecem uma outra alternativa.

Felizmente, a Síndrome do Intestino Irritável pode ser tratada e curada com sucesso, mesmo utilizando a medicina funcional. Na medicina funcional, vamos nos concentrar em tratar a causa subjacente de problemas de saúde ao invés de apenas suprimir os sintomas. Isto leva a melhora e a cura genuína e duradoura. 

Mas quais são as causas subjacentes desta síndrome? A resposta depende do paciente individual. Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é uma doença única, com uma única causa. Pelo contrário, é uma síndrome com um conjunto de sinais e sintomas que tem várias causas possíveis. 

Dito isto, tanto a pesquisa científica e minha experiência clínica sugerem que as seguintes cinco patologias são a causa subjacente da SII na maioria dos casos.

Tradicionalmente, a SII tem sido considerada um distúrbio gastrointestinal “funcional”. Isto significa que é causada por uma função anormal do trato gastrointestinal, ao invés de anomalias estruturais ou bioquímicas. Como você verá abaixo, isso pode ser verdade em alguns casos, mas em outros é muito provável que uma anormalidade bioquímica esteja presente (como supercrescimento bacteriano SIBO).

Isto é crucial para seu entendimento, porque durante muitos anos os pacientes com SII escutaram que era “tudo na sua cabeça.” A implicação era que a síndrome era uma desordem psicossomática causada por ansiedade, depressão ou algum problema psicológico desconhecido.

Enquanto a Síndrome do Intestino Irritável (SII) pode envolver uma disfunção no eixo intestino-cérebro, agora sabemos que ela é causada principalmente por alterações bioquímicas distintas e até mesmo estruturais no trato gastrointestinal. Esta importante descoberta foi removida do estigma doloroso (e injustificável) dos diagnósticos de SII e oferece esperança para as centenas de milhões de pessoas que sofrem desta síndrome no mundo todo.

Na parte dois abordaremos as condições e doenças intestinais por trás da Síndrome do Intestino Irritável, fiquem ligados e obrigado.

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