TRIBO FORTE #010 – AS 5 MAIORES DIFICULDADES (E SOLUÇÕES) PARA ADAPTAÇÃO A ALIMENTAÇÃO FORTE

Tribo Forte Podcast - logo 2 - PEQBem vindo(a) hoje ao DÉCIMO episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Este é um episódio especial e você pode encontrá-lo aqui em VIDEO, ÁUDIO ou TEXTO.

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No Episódio De Hoje:

polyanaPara começar, este episódio é especial e contamos com a presença da nutricionista gaúcha Polyana Rossi.

A Polyana trabalha todos os dias com pessoas que estão iniciando um estilo de vida alimentar na direção da Alimentação Forte, lowcarb/paleo e vai participar do papo compartilhando:

  • 5 das maiores dificuldades (e também soluções) que ela vê em seus pacientes que estão iniciando este novo estilo de vida alimentar correto.
  • Para membros VIP: Um bônus especial da Polyana com 10 dicas especiais para facilitar a vida de quem está iniciando e se adaptando a Alimentação forte, lowcarb/paleo.
  • E ainda temos os quadros Alimentos do Dia e “O que vc comeu no almoço de ontem“…
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Veja o Episódio De Hoje EM VÍDEO:

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Veja Estes Resultados REAIS Abaixo:

Logo-Banner-quadrado1Abaixo eu coloco alguns dos resultados enviados pra mim por pessoas que estão seguindo as fases do Código Emagrecer De Vez, o novo programa de emagrecimento de 3 fases que é o mais poderoso da atualidade para se emagrecer de vez e montar um estilo de vida alimentar sensacional para a vida inteira.

Este programa é também endossado pelo Dr. Souto e é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

Se quer colocar um sorriso novamente no seu rosto com um corpo e saúde que te dê orgulho, CLIQUE AQUI.

Alguns dos resultados REAIS de membros que estão finalizando os primeiros 30 dias do programa Código Emagrecer De Vez.

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Quer seguir o Código Emagrecer De Vez você também? Clique AQUI e comece HOJE!

Referências do episódio

Blog da Nutricionista Polyana Rossi

Café Turbo do Emagrecer De Vez

Transcrição Completa Do Episódio

Rodrigo Polesso: Bom dia, boa tarde! Feliz terça-feira, o dia semanal da saúde. Você sempre tem um encontro marcado com um episódio quentinho do podcast oficial da Tribo Forte. Hoje iremos para o episódio número 10 do podcast que é o número 1 no Brasil em se tratando de bem-estar, emagrecimento e estilo de vida. O episódio de hoje conta com a presença ilustre da nutricionista gaúcha Polyana Rossi, que é uma especialista em alimentação paleo, low-carb e alimentação forte. Mais importante ainda, ela lida todos os dias com pessoas que estão aplicando esses novos hábitos no dia a dia. Logo, a Polyana tem muito a colaborar; especialmente com aparte mais prática da rotina com uma alimentação verdadeiramente correta. Ela compartilhou comigo as 5 maiores dificuldades que as pessoas têm quando seguem esse estilo de vida alimentar. Então, no episódio de hoje, nós iremos falar dessas 5 dificuldades e vamos apontar soluções para elas. Você vai pode pegar várias coisas interessantes ao longo da conversa. Além disso, vamos responder uma pergunta da comunidade, como de costume, e teremos o quadro Alimento do Dia e o quadro “O Que Você Comeu no Almoço de Ontem?”, onde todos vão ter que contar o que comeram no almoço de ontem. Com isso, prepare-se para mais um episódio recheado de informações. Obrigado por acompanhar semanalmente o podcast da Tribo Forte, passando a palavra adiante e fazendo parte desse movimento bola de neve que está mudando a forma como o Brasil se alimenta e se vê no espelho. Antes que eu me esqueça: nesse episódio temos um bônus exclusivo para aqueles que são membros da Tribo Forte; um guia com 10 dicas especiais da Polyana para tornar sua adaptação à alimentação forte muito mais fácil. Então, se você ainda não faz parte da família de membros VIP da Tribo Forte, essa pode ser uma boa hora para se juntar e tirar os benefícios disso. Para isso, acesse www.TriboForte.com.br. Agora, vamos partir para a pergunta da comunidade. Primeiramente, vou dar um “oi” para o Dr. Souto e boas-vindas calorosas à Polyana.

Dr. Souto: Bom dia ouvintes, bom dia Rodrigo e bom dia Polyana.

Polyana Rossi: Bom dia, gente!

Rodrigo Polesso: Seja muito bem-vinda, Polyana.

Polyana Rossi: Muito obrigada, é um prazer estar aqui divulgando cada vez mais essa alimentação maravilhosa que nos traz tanta saúde para nosso dia a dia.

Rodrigo Polesso: Com certeza! Está frio por aí no Rio Grande?

Polyana Rossi: Bem friozinho.

Rodrigo Polesso: Dr. Souto, você mora pertinho da Polyana.

Dr. Souto: É. Hoje está um pouco mais agradável. Começou a esquentar mais. Mas não dá para comparar com o frio do Canadá. Mas chegou de surpresa. Estava 30 graus numa semana e 7 na outra.

Rodrigo Polesso: Curitiba faz 2 dias de sol por ano, mas estava duas semanas direto. Então, o pessoal estava dizendo que terá 5 anos de chuva pela frente. Que bom que conseguimos reunir nós três nesse papo. Vamos começar direto com a pergunta da comunidade. Eu colho essas perguntas no Emagrecer de Vez, na Tribo Forte, no Facebook… eu sempre pego uma pergunta para responder aqui. A pergunta dessa vez é da Edir Carpenedo: “Comprei o livro Emagrecer de Vez em 2014. Eliminei 13 quilos e fiquei nisso em 2015, oscilando entre isso e 2 quilos a mais. O que devo fazer para retomar a perda de peso? Sugestões?” Vou dar meu take inicial nessa questão. Ela perdeu bastante peso (13 quilos) botando um novo estilo de vida em prática. Só que ela ficou nesse nível e quer saber como retomar a perda de peso. Primeiramente, parabéns por ter eliminado esses 13 quilos. É bastante coisa. Isso me faz lembrar do conceito de peso ideal para cada pessoa. Então, a pergunta é: você está no seu peso ideal? Sem esses 13 quilos, você está no seu peso ideal? Muitas pessoas pensam que o peso ideal é aquele peso que vemos os gominhos da barriga, mas não é bem assim. O peso ideal é específico de pessoa para pessoa. Cada pessoa tem um peso ideal, que é o peso no qual o corpo daquela pessoa é o mais saudável – e na maioria das vezes não será um peso com barriga de tanquinho. Na maioria das vezes tem uma quantidade natural de gordura no corpo. Então, primeiramente você tem que saber se seu conceito de peso ideal é o conceito verdadeiro. Se você já está com seu peso ideal e quer ir além disso, você terá que fazer um esforço que não é tão natural assim. Se você quiser ter uma barriga de tanquinho, terá que se esforçar para conseguir isso. Se esse é seu caso, não tem regra; talvez você tenha que restringir um pouco os carboidratos; escolher um pouco melhor os carboidratos que você ingere; talvez você esteja se alimentando de alguma coisa que esteja “roubando” calorias; talvez você esteja reagindo a laticínios ou algum legume específico. Então, não tem uma regra. Cada pessoa tem que entender como o corpo funciona e testar várias coisas, pois reagimos diferente com diferentes alimentos. Então, pense se eu peso ideal é ideal ou não. Se você acha que ainda precisa perder, pode ter uma coisa que você possa ajustar na sua rotina; pode ter uma coisa que você esteja consumindo que está te sabotando de alguma forma; ou algum alimento que está reagindo de uma maneira que evite que seu corpo perca essa gordura naturalmente. Esse é meu input nesse assunto. Mas eu queria pegar a opinião do Dr. Souto e da Polyana que tratam isso com pacientes todos os dias. Tenho certeza que podem dar uma luz nisso.

Dr. Souto: Primeiro as damas.

Polyana Rossi: Está certo. Esse é um problema muito típico. Todo os dias se ouve exatamente o mesmo quadro. Como o Rodrigo já disse, precisa fazer uma revisão no que está comendo e nas quantidades que está comendo, não somente pensando nessa questão de “qual é o peso ideal”, mas as quantidades e a maneira como o metabolismo da pessoa funciona tem que ser entendido. Às vezes a pessoa acha que não está fazendo “roubadinha”, mas está. Às vezes a pessoa está consumindo algo sem nem saber o que é. Então, tem que fazer uma boa revisão para saber o que está acontecendo. Muitas vezes no fim de semana as pessoas se perdem na quantidade. Às vezes a pessoa come um pouco de algo que não era previsto, mas que para esse metabolismo isso acaba travando a dieta. A trava na dieta também pode ser determinada por outros problemas, tais como hormonais, “roubadinhas”, medicamentos, ou quantidades excessivas de alimentos. Eu sempre começo pela quantidades excessivas de alimentos. Para muitas pessoas não basta ser low-carb. Tem que fazer uma adequação, mas sem passar fome, é claro.

Rodrigo Polesso: Muitas pessoas têm outras coisas envolvidas, como uma condição psicológica, ou o momento da vida acaba influenciando no “falso” apetite que a pessoa tem. Então, temos que prestar atenção em vários fatores.

Polyana Rossi: Claro.

Dr. Souto: Vou pegar essa deixa da Polyana e acrescentar que no início de uma dieta low-carb, a gente pode simplesmente restringir os carboidratos e a pessoa perderá peso como nossa leitora perdeu 13 quilos (o que é bastante). O peso ideal não é o ideal estético que temos na nossa cabeça baseado nas capas de revistas femininas; o peso ideal é ideal do ponto de vista biológico no ponto de vista de saúde para aquele organismo, que pode ser vários quilos acima do ideal estético super magro que está vigente nas últimas décadas. Quando a pessoa se aproxima do peso ideal biológico (não o estético), vai ficando mais difícil. Nesse momento, simplesmente restringir os carboidratos não adianta. Embora o foco primário da nossa intervenção não seja calorias, isso não significa que elas sejam completamente irrelevantes. Com uma alimentação forte ou low-carb, a pessoa tende a automaticamente a regular a quantidade que come (sem passar fome). Ela automaticamente sente menos fome e come de acordo com a necessidade do corpo. Mas se as pessoas querem resultados que são além do natural, nós vamos ter que fazer esforços além do natural; talvez cuidar mais das porções. Para isso você pode usar truques mais tradicionais como o tamanho do prato, por exemplo.

Polyana Rossi: Em vez de começar pela carne ou pelo ovo (que são mais calóricos), eu começo com uma boa quantidade de vegetais. Pelo menos meio caminho já está andado. Daí a carne o ovo e as delícias ficam na quantidade suficiente para fechar a refeição. Essa é uma dica bem legal que traz muitos resultados. Muitas pessoas pensam “se é uma alimentação com baixo carboidrato e eu estou com apetite, vou repetir.” Então, às vezes, o metabolismo não acompanha essa queima de gordura. Uma salada antes pode atenuar o apetite, para depois só comer a porção que você precisa.

Rodrigo Polesso: Muitas pessoas têm metabolismos difíceis, e isso deixa as coisas mais dificultosas. Muitos vão achar que uma alteração nos carboidratos pode dar muito resultado, até mesmo no caso dela (13 quilos). Não sabemos se o peso que ela atingiu é o ideal para ela ou não. Existem hábitos bons como o tamanho do prato e começar pelos legumes; ou tentar não comer distraído (assistindo TV), porque você acaba comendo mais do que o necessário sem perceber. Tudo isso se aplica a esses casos específicos de maior dificuldade. Acho que demos uma boa luz nessa pergunta inicial. As perguntas iniciais têm gerado bastante discussão no podcast – espero que tenha sido útil! Mas o tópico principal são essas cinco maiores dificuldades e soluções para quem muda a alimentação, com o objetivo de emagrecer, aplicando alimentação forte, low-carb e paleo. A partir de agora vamos começar a matar essas dificuldades uma a uma. A primeira dificuldade é lidar com o medo de faltar energia e sentir reações de abstinência. Quando as pessoas querem começar esse estilo de vida alimentar, a primeira coisa que vem na cabeça delas é faltar energia e sentir reações de abstinência. Vou passar a palavra para a Polyana pois ela escuta isso todos os dias.

Polyana Rossi: Normalmente a pessoa vem com a cabeça fresca e se depara com um conceito novo. Então, o medo é pelo desconhecimento. Eu procuro explicar que é preciso entender que o corpo precisa de tempo para essa adaptação metabólica para o uso de gordura como fonte de energia, além da normalização da resistência à insulina. Isso pode levar de 2 a 6 semanas. Mas não vai faltar energia porque a gordura (que será a nova fonte de energia) vai fornecer mais do que o dobro do que a quantidade de calorias de proteína e carboidrato. Energia com certeza terá – a pessoa não vai cair dura na rua. O que pode ocorrer é um sintoma como uma tontura ou dor de cabeça, até pela perda de sódio através da urina. Podem acontecer também alterações intestinais. Mas esses são sintomas sutis. Outro sintoma que eu percebo é que as pessoas aumentam o consumo de carne e gordura por causa dessas sensações de abstinência nas primeiras semanas. Então, como eu sempre digo, uma caminhada longa começa com o primeiro passo. O primeiro passo é reduzir o carboidrato. O segundo passo é ajustar as quantidades para que a pessoa passe por esse período de adaptação. O terceiro passo é a seleção de qualidade em alimentação, redução de industrializados e coisas mais específicas na questão da saúde.

Rodrigo Polesso: Dr. Souto, algum input?

Dr. Souto: Eu vou falar um exemplo que os ouvintes conhecem bem. Sabe quando lemos a bula de um remédio e ela diz todas as coisas ruins que podem acontecer e sentimos tudo aquilo quando tomamos o remédio? Se o remédio diz que pode dar ânsia de vômito, ficamos nauseados. Se o remédio diz que pode dar dor de barriga, sentimos dor de barriga. Então, as expectativas ruins que temos tendem a se realizar. Existe o efeito placebo, que é quando tomamos uma pílula que não tem nada dentro – mas acreditando que ela nos fará bem – e nos sentimos melhor. Também existe o efeito nocebo, que é o contrário – acreditamos que a pílula vai fazer mal, mesmo que não tenha nada dentro e acabamos nos sentindo mal. Se eu acreditar que quem não come carboidrato vai ficar tonto e desmaiar, talvez eu fique tonto e desmaie. Existe o efeito nocebo de seu professor na academia, todos os seus amigos, sua mãe, sua esposa dizendo “você é louco, você vai passar mal”. Aí a pessoa acaba se sugestionando a sentir coisas. Quando ela é tranquilizada por pessoas como a Polyana que diz que isso não é verdade, é diferente. A pessoa já entra nisso com outro espírito.

Rodrigo Polesso: Muito bom. Falamos no outro podcast que muitas pessoas dizem que “cortei os carboidratos e tropecei na rua duas vezes! Então, concluo que estou ficando sem atenção por causa dos carboidratos.” Mas falando sobre o caso legítimo de falta de energia, tontura ou dor de cabeça… pelo o que vemos na literatura isso faz parte de uma adaptação natural do corpo. Existem algumas soluções que propomos para o pessoal que está começando. Isso é normal, pois é um período de adaptação. São décadas de alimentação baseada em açúcar, então seu corpo está acostumado a queimar isso. A gordura está presa nas células de gordura e seu metabolismo está programado de uma forma que dificulta a liberação dessa gordura estocada. Quando você altera seu tipo de alimentação, e começa a comer usando esse formato que propomos, seu corpo precisa passar por um processo de liberação de gordura – e essa transição não é 100% para muita gente. É aí que pode acontecer esses pequenos sintomas até que eu metabolismo se adapte. Não precisa ter medo, precisa ter conhecimento para que tudo faça sentido. Quero partir agora para a dificuldade número 2: a busca frustrante por resultados rápidos. “Levei 30 anos para engordar, mas quero emagrecer amanhã.”

Polyana Rossi: Às vezes até pergunto se estou usando uma capa roxa com estrelinhas como se fosse uma mágica. Não! Não é mágica. É um controle alimentar como qualquer outro; tem que ter disciplina. O resultado não é só medidas e números. É também bem-estar, melhora do sono, melhoras nas dores, controle de níveis de colesterol, glicose, triglicerídeos, ácido úrico, pressão arterial, insulina… enfim. Controle da compulsão é outro resultado excelente bem inicial da dieta. É claro que o resultado que mais procuram é a redução do peso na balança. Às vezes temos muito mais qualidade nas medidas do que nas gramas da balança. Eu vejo que as pessoas comparam o capítulo 1 com o capítulo 20 do vizinho, sem confiar no processo. É preciso confiar no processo; dar um tempo de 6 meses para seu corpo se adaptar para chegar em um resultado em medidas e em números. Suas roupas vão ficar largas. Essa imagem que vemos no espelho deve ser cuidada e assimilada com respeito. Há várias maneiras de se fazer isso. Eu vejo três categorias de perda de peso bem nítidas no consultório. Aquele que queima super bem (6 ou 8 quilos num mês); tem o pessoal da média, que é 3 ou 4 quilos num mês (que dão suas escapadinhas); e as pessoas mais lentas. Todos vão atingir seu objetivo, só a velocidade é que varia. Baixar a expectativa e deixar ela relacionada à saúde pode dar um retorno muito melhor.

Rodrigo Polesso: Dr. Souto?

Dr. Souto: É importante que as pessoas tenham um horizonte de longo prazo. Longo prazo significa “resto da vida”. Se for uma coisa temporária, tem que ser rápido. Se fosse para ser algo sofrido, aí realmente tem que ser rápido porque ninguém aguentaria sofrer por um ano. A pessoa consegue sofrer por um mês ou talvez dois. Mas sem fome – o que caracteriza o que estamos propondo – se levar mais tempo, tudo bem. A mudança da perspectiva do imediato para o longo prazo ajuda.

Rodrigo Polesso: A Polyana colocou muito bem e acho que o pessoal vai gostar de ouvir essas três categorias que ela falou. Sabemos que a queima de gordura é individual. Mas as pessoas gostam de ver o “vizinho” perdendo tantos quilos… talvez a pessoa conclua que aquilo não é para ela. “Eu vi testemunhos de pessoas que perderam 10 ou 15, mas eu perdi 3. Então conclui que isso não é para mim.” Mas a alternativa é voltar atrás e continuar engordando novamente. Dependendo da sua idade, você levou 30, 40 ou 50 anos para chegar na sua forma atual, então é óbvio que isso não será reduzido em 1 ou 2 dias. Mas se eu prometesse que em 6 meses ou 1 ano você chegasse no seu peso ideal, você seguiria esse ano em frente? É claro que ninguém pode prometer isso, mas se você tivesse certeza disso não iria se desanimar em perder 1 quilo numa semana ou ganhar 1 na outra, se soubesse que no final do ano estaria no peso ideal. É tudo relativo. É tudo emocional. É tudo psicológico. O que a ciência pode garantir é que esse tipo de alimentação, até ontem sabemos, é a melhor tacada que você pode dar para sua saúde. Mas ninguém poderá, no dia a dia, segurar sua mão e te ajudar a fechar os olhos para os resultados do vizinho para tentar prestar atenção na sua perda de peso. É melhor confiar no processo e confiar em você. Confie no que você está fazendo, pois faz sentido biológico. Alguma coisa para adicionar? Então vamos em frente. Antes de ir para o ponto 3, vamos fazer o quadro Alimento do Dia sobre nosso amigo café. Acabo de realizar meu sonho antigo de ter uma máquina de expresso em casa. Finalmente posso comprar o grão e fazer o café em casa. Vamos falar algumas curiosidades sobre o café. A primeira coisa é que o café tem que ser fresco, ou seja, ele tem que ser consumido até 20 dias depois dele ser torrado. Isso seria o ideal. Depois desse período, o café começa a perder suas propriedades e começa a ficar mais seco. Infelizmente, é difícil achar a data de torra hoje em dia, exceto em lugares especializados em café. A cafeína, como sabemos, é um estimulante. Por isso, ela oferece benefícios temporários, como o aumento da concentração, melhora da memória, e um turbo de energia. Outra característica interessante da cafeína é a supressão natural do apetite. Todo mundo que toda café sabe que ele tende a suprimir o apetite. Muitas pessoas que fazem jejuns intermitentes tomam café. O aumento da saciedade acontece porque o café acaba estimulando a secreção de adrenalina, que por sua vez estimula a liberação de ácidos graxos no sangue. Ou seja, você consegue liberar um pouco da energia da gordura armazenada para que seu corpo tenha mais energia disponível para ser usada. Isso te dá mais saciedade temporariamente. Outra coisa importante é sobre o café turbo, que é o café preto com manteiga ou óleo de coco misturado em um liquidificador. É muito delicioso e aumenta ainda mais a sensação de saciedade. O Dave Asprey, criador do bullet proof coffee (conheci ele pessoalmente em Malibu, na Califórina, ano passado) costuma dizer que o café misturado com gordura pura não quebrará o jejum e favorecerá a sensação de saciedade. Tendo a concordar que a ingestão de café turbo irá favorecer a saciedade, mas não estou 100% convencido de que ele não afetará em nada o jejum. Como a gordura é algo calórico, acredito que o corpo queimará um pouco menos de gordura, apesar disso talvez não afetar de forma considerável o jejum. É claro que você precisa de bom senso para não ingerir vários copos de café com meio tolete de manteiga cada um, porque ingerindo gordura você ingere calorias. É muito fácil de se beber, então muitas pessoas podem ir além do que seria natural para o corpo. Então, é bom manter o bom senso. Você deve decidir se faz todo dia ou de vez em quando. Têm muitos estudos que mostram o lado positivo do café. Ele tem muitas coisas além de ser muito gostoso. Para as pessoas que são superestimuladas pela cafeína, talvez seja melhor outra opção que não seja cafeinada. Sei que o Dr. Souto aprecia um café, mas a Polyana eu não sei. Você aprecia também, Polyana?

Polyana Rossi: Eu adoro. Maravilhoso. Eu já tive até uma cafeteria de tanta loucura por café.

Rodrigo Polesso: Sério? Que legal! Adoro o cheiro. Quando você passa ao lado de um coffee shop e sente aquele cheiro… É muito bom.

Polyana Rossi: É verdade.

Rodrigo Polesso: Esse foi o quadro Alimento do Dia, estrelando o café, que não é desconhecido para ninguém. Agora podemos retomar nossa dificuldade número 3 na nossa lista de 5 dificuldades para quem está implantando uma alimentação forte. O ponto 3 é a dúvida sobre o que comer no dia a dia, em viagens, nos restaurantes, no mercado, receitas e etc. O que comer nesse paradigma alimentar novo que a pessoa está implementando?

Polyana Rossi: No dia a dia eu sempre digo para partir para o simples. Os velhos alimentos ancestrais… os vegetais, a carne, o queijo. Coisas simples com bom senso. No fim de semana você pode fazer receitas: um pudim, uma pizza adaptada, um quiche. Têm tantas receitas maravilhosas hoje em dia para que você possa variar um pouco a dieta. As pessoas gostam de variar. Se seu objetivo é emagrecimento, você segura um pouco no dia a dia e no fim de semana a gente libera um pouco mais. Para viagens as pessoas precisam fazer uma previsão. Se puder levar uma castanha ou passar num mercado para fazer um estoque de algum alimento… acho que é interessante. Restaurantes são mais fáceis. Praticamente todos os restaurantes têm grelhados e saladas. Só fiquem atentos com os molhos, com a “roubadinha” e com aquelas composições que você não sabe direito o que é. Por isso que o grelhado e salada são sempre bem-vindos. Quando você ver um molho estranho com uma consistência cremosa, com certeza tem algum tipo de espessante que não entra na nossa dieta. Às vezes a pessoa pega um croquete achando que é proteína pura e é pura farinha. Então, tome cuidado porque às vezes a aparência engana. Quando for ao mercado, faça uma lista e não tente achar um substituto para o que está faltando na sua dieta. Existem muitas receitas simples, então não precisa se desesperar porque você tem que cozinhar. E por último vem a parte que eu mais gosto, que são as receitas. Elas são fundamentais para a execução da dieta. O meu marido sempre diz “se eu não tivesse as coisas na geladeira, eu não estaria fazendo dieta há 5 anos.” Então, você tem que ter as coisas na sua geladeira para poder fazer o mínimo de receitas o possível para satisfazer seu dia a dia. Existe uma logística para fazer um pão para a semana; o iogurte com a quantidade certa; a salada; o queijo; uma carne congelada. Isso facilita muito sua vida. Outra coisa muito importante da qual as pessoas reclamam no blog: “fermento não é paleo” ou “nata não é paleo”. Várias coisas não são paleo! Paleo é: carne, ovo e vegetais – não precisa de blog de receita. Essas receitas sevem para dar uma harmonizada. Na época das cavernas era só sobrevivência. Não tinha “gourmetização”. Hoje em dia é puro prazer, socialização, compensação psicológica. Isso faz parte da nossa cultura e temos que respeitar isso. Por isso fazemos essa mistura do alimento que é paleo com alimentos de baixo carboidrato. Prazer e disciplina. Os dois ao mesmo tempo para ter bem-estar.

Rodrigo Polesso: Muito obrigado pelas várias dicas, Polyana. Dr. Souto, você tem alguma coisa a adicionar?

Dr. Souto: Acho que todo mundo deveria pensar em experimentar um jejum intermitente. Primeiro pode-se fazer um de 16 horas, que é fácil – se você almoçar, jantar e pular o café da manhã do dia seguinte você estará fazendo 16 horas de jejum. Você pode até mesmo fazer um jejum de 24 horas, tomando um café da manhã reforçado, uma sopa na janta e no café da manhã do outro dia já se foram 24 horas. Por que digo isso? Depois que a pessoa tem essa experiência, a pessoa descobre que é possível não ficar com esse estresse de ficar pensando o que comerá em seguida. Numa viagem de avião, às vezes não levamos um lanche low-carb paleolítico, mas nem por isso precisamos aceitar aqueles biscoitos horrorosos. Existe uma alternativa que é não comer. Se ficarmos 24 horas se comer e não morremos de fome, é tão mais fácil ficar um voo de 2 horas sem comer! Quem precisa comer o tempo todo é herbívoro – vacas precisam pastar o tempo todo. Nós não.

Rodrigo Polesso: Adorei essa perspectiva, Dr. Souto. O jejum intermitente é um dos grandes pilares do triângulo do emagrecimento. Ele faz parte do Código Emagrecer de Vez – o pessoal que segue sabe como é. Mas uma vez usarei o termo “mimado”. Estamos mimados em pensar em comida o tempo inteiro hoje em dia. “Se eu tenho uma reunião além do meio-dia no trabalho, fico preocupado e tenho que ter algum snack.” Estamos mimados em achar que temos que comer o tempo inteiro e ficamos pensando nisso. É muito melhor que voltemos aos princípios. Sabemos que o corpo humano é perfeitamente adaptado a não ter alimento por longos períodos de tempo. Inclusive eu assisti um filme chamado “Los 33”, que conta a história daqueles trabalhadores de mina que ficaram presos no Chile por semanas em baixo da terra. Não precisamos comer freneticamente como tendemos a acreditar pelas informações que recebemos de todos os lados. Precisamos focar em recomeçar, adicionando as comidas certas, com foco na praticidade e de maneira simples. No Código temos uma tabela dos alimentos vermelhos, amarelos e verdes, para que as pessoas saibam quais alimentos ajudam e quais atrapalham. O Código também tem uma lista de compra para supermercado, dicas de como comer em restaurantes, dicas de exercícios em casa… Isso tudo pode te ajudar na praticidade do dia a dia, mas partir da abstinência de comida e começar a adicionar as coisas certas é algo que facilita. Outro ponto importante é entender porque certos alimentos ajudam e certos alimentos atrapalham. Dessa forma você ganha muito autonomia e paz mental, já que você vai saber escolher os alimentos quando precisar. Você não vai precisar mais perguntar para a nutricionista, para o médico ou para a internet inteira se tal alimento se pode comer tal alimento. Você vai entender como aquele alimento metabolicamente vai agir dentro do seu organismo. Por isso investimos tempo em ensinar essa base científica para que você ganhe essa autonomia e possa decidir por si só quais alimentos são bem-vindos e quais não são. Aí você vai olhar ao seu redor e poderá decidir o que é melhor para você em restaurantes, em viagens, na sua geladeira… onde for. Conhecimento é poder e saúde é a coisa mais importante que temos. Vamos agora para a dificuldade número 4 que é sobre quantidades. Quanto comer de cada alimento? Estamos acostumados com esse paradigma quantitativo da alimentação e não qualitativo. Todos dizem que devemos comer pouco, então estamos o tempo inteiro vidrados nessas quantidades. Quando eu falo que na alimentação paleo, low-carb ou forte você pode relaxar e focar na qualidade dos alimentos, as pessoas não acreditam! Então elas acabam focando na qualidade mas acabam se forçando a comer menos e a passar fome. Isso é um tiro no pé e não queremos que as pessoas façam isso. Polyana, quando você apresenta esse tipo de ideia de qualidade e não quantidade para as pessoas, eu acredito que você enfrente resistência das pessoas acreditarem que elas podem relaxar um pouco nesse controle tão metódico das quantidades.

Polyana Rossi: Antigamente era tudo pesado; as calorias, medidas caseiras. Hoje, quando falam em quantidades, eu penso em suficiência, em saciedade, mas principalmente em bom senso. O bom senso entra como medidor dessa questão. As pessoas querem limites, adoram tabelas. Ter acesso às tabelas dá uma segurança para as pessoas. Então eu costumo dar um exemplo de cardápio com quantidades para a pessoa se guiar. Mas eu falo que cardápio é para cozinhas industriais que precisam de um cardápio fechado a semana toda. Os nossos cardápios devem ser montados de acordo com nossas necessidades. Mas dou um exemplo de cardápio para eles terem uma noção e não comerem um pote de nata o dia inteiro junto com gelatina diet, ou 1 quilo de carne do almoço e 1 na janta (que foi algo que já ouvi), ou até mesmo um chocolate 85%, mas comendo a barra toda. Então, temos que ter uma filosofia de nem 8 nem 80. Eu dou quantidades para a pessoa se acostumar a um novo conceito de ouvir a saciedade real do corpo (se é uma necessidade real ou psicológica). Uma boa quantidade é um bom prato de vegetais, um ou dois pedaços de carne, e uma fruta com índice glicêmico baixo de sobremesa. É uma refeição que todo mundo fica saciado. No início talvez não, mas há uma adaptação de quantidade. É comum as pessoas comerem castanhas sem parar, por serem low-carb. Entre 30 e 50 gramas ao dia é o suficiente – assim como o iogurte, que deve ser um pote de 200 gramas. Frutas são outra grande questão. Muitas pessoas evitam as frutas completamente. O problema é o açúcar e farinha. Então iniciamos com as frutas com pouco impacto no índice glicêmico, como morango, abacate, coco, pêssego, ameixa, kiwi. Daí vamos configurando a quantidade ideal para a pessoa. Depois de um tempo a pessoa já estará comendo toda as frutas de uma maneira bem tranquila. Eu ouço também que as pessoas costumam tomar uma quantidade muito excessiva de nata diariamente. Eu digo entre 1 e 2 colheres de sopa por dia. A nata nem existia na era paleolítica. Se existe na era paleolítica, repete no ovo, no bife, no vegetal. Bote uma colher de nata do café, é delicioso; numa sobremesa; para compor uma receita. Mas não faça disso sua alimentação diária. Eu já vi pessoas que passam o dia inteiro tomando café com nata porque está estudando para algum concurso. Daí vem e fala “engordei 3 quilos, não sei porque”. Falta o bom senso.

Rodrigo Polesso: Dr. Souto, algum input?

Dr. Souto: A gente fala muito para evitar os alimentos processados, mas assim como os carboidratos processados podem produzir ganho de peso, as gorduras processadas (refinadas) também. Uma coisa é eu comer um salmão que veio com a gordura natural do peixe junto – ou uma gema de ovo com a gordura natural do ovo – outra coisa é pegar a gordura do leite. Um pote de nata tem a gordura de muitos litros de leite. A pessoa não consegue tomar 5 litros de leite. Mas é fácil comer aquele pote porque ele é concentrado e refinado. Então, pode comer nata sim, mas com bom senso, como disse a Polyana. Eu até falei sobre um caso no meu blog sobre alguém que já tinha perdido bastante peso com dieta low-carb, mas ainda tinha peso para perder e começou a engordar de novo. Daí ela disse que estava comendo 4 latas de creme de leite com coco ralado e adoçante todos os dias. A ideia da pessoa era que “gordura podia”. Sim, essa dieta não é de baixa gordura, mas qualquer um que comer 4 latas de creme de leite por dia vai ganhar peso, mesmo que ingira baixo carboidrato.

Rodrigo Polesso: A gente tem um alarme de bom senso. Todo mundo nasce com alarme de bom senso. A gente sempre nota quando está fazendo alguma coisa que parece não estar alinhada com o bom senso. Essa questão da gordura refinada é um bom exemplo. As nozes também são um bom exemplo. É possível se comer um pequeno balde de macadâmia tranquilamente – mas saiba que se você estivesse na era paleolítica, essa seria uma das castanhas mais difíceis de se quebrar. Você iria emagrecer tentando quebrar essas castanhas antes de conseguir comer um balde cheio delas.

Dr. Souto: Bem lembrado. Eu sempre digo que, dentre as oleaginosas, a melhor para fazer dieta é o pistache, porque tem que abrir um por um. É tão chato que a pessoa come pouco.

Rodrigo Polesso: Aqui eu encontro pistache aberto em pacotes!

Dr. Souto: Que desgraça!

Rodrigo Polesso: É muito fácil comer essas coisas hoje em dia. Mas é fácil perceber quando estamos indo além do bom senso. E quando caímos fora do bom senso, não tem milagre; teremos resultados além do que é normal. Sobre a nata; o Dr. Andreas Senff, da Suécia, tomava cream (que é 40% gordura). Todos os dias ele tomava uma garrafa pequena disso. Quando ele parou de tomar, percebeu que perdeu peso. Era uma coisa que ele fazia pensando que fazia parte do dia a dia dele, mas não pensou que era uma coisa anormal. É um concentrado de leite que seria impossível de você tomar através do alimento integral. Também temos os “xiitas paleo” que falam que “nata não é paleo” ou que “café não é paleo”. Tem gente xiita em qualquer filosofia no mundo. Internet não é paleo, então eles deveriam estar na caverna batendo pedras. Precisamos estar abertos, pois a humanidade e a sociedade evolui. Hoje em dia temos facilidades que, apesar de não serem paleo, são ok para nossa saúde, pois têm uma base científica e fazem parte do bom senso. Ok! O passo 4 foi sobre quantidades. Sempre recomendo: foque na qualidade. Você terá o maior ganho sobre investimento focando em qualidade e não em quantidade. Fazendo isso, você começará a automaticamente regular suas quantidades. Seu corpo vai começar a te dizer o que está saciando e o que não está. Mas sempre se lembre de manter o bom senso e não sair da linha totalmente. Antes de passar para a dificuldade número 5, eu vou partir para o quadro “O Que Você Comeu no Almoço Ontem?”. Vou começar com a Polyana. As pessoas gostam de saber o que vocês comem, se você puder compartilhar com a gente…

Polyana Rossi: Ontem era domingo, então tinham extras. Mas não eram extras fora dessa ideia. Eu acredito na filosofia da dieta low-carb paleo. Eu não costumo sair. Eu faço variações de receitas sempre dentro dessa ideia. Então, ontem, como sempre, eu comecei pelo saladão; um repolho roxo, couve chinesa, tomate, cenoura ralada, azeite de oliva, um punhado de amêndoas, pedaços de queijo; dois pedaços de frango com molho de espinafre com um pouco de creme de leite; e também um quiche, que é um teste que estou fazendo para postar no blog essa semana. É um quiche com massa feita de amendoim, uma camada de cream cheese com ovos e uma calda de cacau com adoçante. Também com uma geleia de morango caseira vai ficar melhor. Estou fazendo esses testes, então eu comi uma boa fatia desse quiche.

Rodrigo Polesso: Isso é um banquete sensacional. Dá para imaginar o sabor disso.

Polyana Rossi: Dentro dessa ideia de dieta você pode fazer um ovo com uma salada de alface e tomate, e isso seria uma refeição maravilhosa e requintada ao mesmo tempo. Então, temos muitas opções.

Rodrigo Polesso: Não tem coisa melhor do que comer sem peso na consciência. Muito bom. Dr. Souto, hora de abrir o jogo.

Dr. Souto: Eu também começo com uma salada. A diferença é que a minha é mais simples. Eu não tenho muitas habilidades. Depois da salada eu comi 2 peitos de frango. Peito de frango é meio seco, então mesmo feito na manteiga, ele não fica como quando comemos com pele. Então colocamos uma fatia de queijo e um ovo frito em cima de cada um. Com o calor o queijo derrete e o peito de frango vira uma iguaria. Foi isso aí.

Rodrigo Polesso: Que maravilha. O pessoal vai tirar ideias, com certeza. Ontem foi domingo, como vocês falaram. Eu não costumo comer nada no café da manhã, mas ontem tivemos o brunch. É uma combinação do breakfast e o lunch. Eu comi fora de casa, um almoço mais ortodoxo comparado ao de vocês que são tão criativos. Foi uma omelete com cebola e pimentão, queijo por cima, carne; hash brown, que é bem comum aqui – é uma batata ralada e cozida. É um carboidrato de rápida absorção, mas não temos ciência que diz que ele faz mal à saúde. E eu não estou querendo perder peso nesse momento e era domingo. Então comi essa batata com esse omelete. Foi muito gostoso e saboroso. Isso me deu sustança durante o dia inteiro até à noite. Tivemos três refeições hoje, começando com a refeição 5 estrelas da Polyana, depois uma versão deliciosa e mais simplificada do Dr. Souto e a minha mais comum do dia a dia. Com isso nós fechamos o quadro “O Que Você Comeu No Almoço de Ontem?” Podemos partir para a quinta e última dificuldade que as pessoas têm ao começar um estilo alimentar forte, low-carb e paleo: a batalha para manter o foco e a persistência. A batalha do dia a dia para se manter na linha.

Polyana Rossi: É uma batalha. Eu já vi vários companheiros caindo na trincheira justamente por perder o foco. Começa a dar uma saidinha aqui e ali, e acaba se perdendo. Como orientadora, acho que é esse o meu papel e o de vocês também, de fazer a pessoa entender a proposta do estilo de vida low-carb. Eu tenho 1 hora e meia para falar para essa pessoa. Mas depois dessa 1 hora e meia, a pessoa tem que seguir pesquisando e se atualizando. Inclusive, seu programa, Rodrigo, é muito rico e tem como ajudar muitas pessoas. Também através desses grupos e fóruns onde as pessoas podem trocar as experiências e tudo mais. O objetivo tem que ficar muito claro e não pode ser fútil como entrar dentro de um vestido para uma festa ou de fazer uma cirurgia. O grande objetivo é estar com a saúde em dia. A dedicação e a criatividade vai determinar esse foco. Então, é importante para de se lamentar e reclamar tanto. Aproveite a paisagem e veja como é gostoso ter uma boa alimentação. Algumas pessoas que fizeram, tiveram bons resultados, mas voltaram a engordar, voltam a fazer essa dieta porque acham ela a melhor que já fizeram. Isso é um excelente retorno. A pessoa percebe que pode voltar quando quiser para essa nossa proposta. É isso que eu penso.

Rodrigo Polesso: Dr. Souto, você tem algumas verdades nuas, cruas e claras a respeito de foco e persistência?

Dr. Souto: Qualquer coisa na vida que vale a pena precisa de foco, persistência e algum grau de esforço. A coisa não é de graça, sinto muito. Ajuda se tiver uma rede de suporte. Se todo mundo num domicílio segue essa linha, é mais fácil um ajudar o outro. Mas isso não é a regra. Como isso vai tirar a gente da zona de conforto, essa rede de suporte vai ter que ser virtual. Pode ser a comunidade Tribo Forte, pode ser a comunidade do meu blog, pode ser uma comunidade do Facebook, podem ser comunidades do Whatsapp, onde as pessoas trocam receitas e dicas. O importante é uma comunidade que dê suporte. Se não for possível que essa comunidade seja real, que seja virtual. O importante é que a pessoa saiba que, se nós deixarmos desandar, em pouco tempo perdemos esse resultado. Todos sabemos que o esforço para construir qualquer coisa sempre será maior do que o esforço para destruir. É mais fácil ganhar 10 quilos do que perder 10 quilos.

Rodrigo Polesso: E já falamos algumas aqui: qual é a alternativa? Voltar à vida que te trouxe à situação que você está querendo mudar agora? É bom pensar nisso. Nós também subestimamos o poder que o meio tem de nos influencia – por mais motivado que você esteja, por mais determinado que você esteja. Por mais que você tenha essa força, o meio no qual você está inserido terá uma força maior. No começo você até consegue levar, mas ao longo do tempo o meio vai te puxar de volta para ficar alinhado com ele. Então, é muito importante tomar cuidado com as pessoas com as quais você se rodeia. Isso serve principalmente para as pessoas cujas famílias não estão alinhadas com esse objetivo de saúde. Graças a Deus hoje existe a internet. Então, mesmo não tendo um grupo social local de apoio, a gente pode facilmente alcançar um grupo de suporte online. Essa é a importância de ter um orientador, um programa, um grupo – você sabe o que tem que fazer. Se as pessoas ao seu redor já duvidam do que você está fazendo, e você não tem confiança no que está fazendo, vai ficar muito fácil de desistir e cair nos braços dessas pessoas novamente. As pessoas vão querer que você volte a ser como elas. Então, é importante que você tenha um programa e que você tenha plena confiança de que aquilo é o que você quer seguir, para que você não seja tão influenciado pelo meio no qual você está inserido. O Código Emagrecer de Vez é o programa de emagrecimento para pessoas que querem um programa estruturado, passo a passo, com tabelas de alimentos, fórum… Então eu convido o pessoal que quer emagrecer para fazer parte do Código Emagrecer de Vez. É risco zero – você paga se funcionar para você. Você vai fazer parte de um fórum com pessoas que também estão seguindo esse estilo de vida. Então, as pessoas se apoiam lá dentro. Lá é onde você vai para coletar energia, pegar motivação, compartilhar histórias. Na Tribo Forte você também terá acesso ao fórum. É muito importante fazer parte de um grupo, seja qual você escolher. A parte motivacional é uma das principais e é responsável tanto pelo sucesso quanto pelo fracasso das pessoas em qualquer empreitada na vida. Com isso fechamos esse nosso papo. Passou tão rápido o tempo no podcast de hoje. Quero agradecer a Polyana e o Dr. Souto. No próximo episódio nós teremos uma presença internacional pela primeira vez. Lembre-se de que esse podcast é toda terça-feira. A partir de agora as terças-feiras são os dias nacionais da saúde. Você sempre tem um encontro com a gente para falarmos de mais assuntos nesse sentido, que vão te ajudar a arrumar sua saúde, melhorar seu peso, aprimorar sua forma física e te deixar mais contente com seu dia a dia. Então, por favor, passe a palavra adiante. E, se você quiser participar de um programa estruturado baseado em tudo o que falamos aqui para emagrecer, entre em CodigoEmagrecerDeVez.com.br. Se você quiser ser um Membro VIP da Tribo Forte e ter acesso ao fórum e a um monte de benefício lá dentro (inclusive o bônus do episódio de hoje), vá em TriboForte.com.br. Obrigado Polyana, obrigado Dr. Souto. Esse papo foi sensacional. Espero que possamos nos reunir novamente no futuro.

Dr. Souto: Obrigado!

Polyana Rossi: Obrigada!

Rodrigo Polesso: Um grande abraço. Tchau, pessoal!

Tribo Forte - Se Torne Membro copy

Emagrecer de Vez

Cereais integrais são saudáveis?

Por Dr. Willian Davis, autor do best seller “Barriga de Trigo”

cereal integralHá alguns cereais saudáveis para lanches? A resposta é simples: Não. Vamos considerar os ingredientes mais comuns nos cereais: farinha de trigo, de milho, xarope de milho de alto teor de frutose, açúcar. Com efeito, eles, portanto, contêm açúcar, açúcar, açúcar e açúcar. Isso não é bom. Isso explica porque o índice glicêmico de cereais dos lanhes são excepcionalmente altos, geralmente 70 e acima. (Sacarose é 59-65, dependendo do estudo que você olhar.)

Sobre aqueles cereais grosseiros com grãos integrais como aveia, milho, trigo mourisco, etc. Mesmas questões. Seguidores “barriga trigo” entendem que os grãos integrais são erroneamente chamado de produtos com índice glicêmico “baixo”; eles devem realmente ser chamado de índice glicêmico ” ligeiramente menos elevado”. Se, por exemplo, uma tigela de cereais açucarados aumenta o açúcar no sangue de 90 mg /dl a 190 mg /dl, um cereal integral aumenta o açúcar no sangue para 170 mg /dl. Isto está longe de ser baixo, apenas menos elevada. Isso é verdadeiro mesmo se não houver nenhum açúcar adicionado..

O componente do trigo de cereais, é claro, transporta todo o excesso de bagagem exclusiva deste grão, incluindo a estimulação do apetite pela proteína gliadina via ligação a receptores opioides do cérebro, pequena destruição do intestino direto pela aglutinina de gérmen de trigo, a permeabilidade intestinal anormal da gliadina que inicia doenças auto-imunes, e a com potenciais alergênicos únicos, tais como inibidores de alfa amilase e ômega-gliadina.

Cereais matinais são um grande negócio. Eles passaram a dominar lanches  e os hábitos das pessoas. Eles dominam os corredores dos supermercados inteiros, do chão ao teto, e geram cerca de bilhões em vendas anuais. Incrivelmente, a indústria tem ainda conseguiu persuadir o público de que os cereais de pequeno-almoço são uma parte essencial do café da manhã todos os dias para uma boa nutrição e controle de peso. Eles também optaram pela demonstração científica de que as fibras de vegetais, frutas, legumes e nozes podem de alguma forma ser substituída pela massa inerte de celulose através de farelo de cereais para a saúde do intestino.

Cereais matinais, por definição, em todas as suas várias formas, variedades, sabores, cores e ângulos de marketing, são todos os grãos com açúcar opcional. Por conseguinte, não há nenhuma surpresa no fato de que não há tal coisa como um cereal para lanche que é saudável. Afinal, toda a noção de cereais de pequeno-almoço originou-se com William e John Kellogg, que, no final do século 19, cuidou das operações de um sanatório em Battle Creek, Michigan, onde ficavam por um mês ou dois recebendo quatro enemas por dia, junto com três refeições de mingau para “curar” doenças como reumatismo e câncer.

Um dia, enquanto preparavam mingau, William foi chamado e horas mais tarde encontrou o seu mingau na mesa e seco. Ele perguntou se havia uma maneira de salvá-lo; colocá-lo através de um rolo, e então uma inspiração surgiu: cereais matinais, assim, os flocos foram  inventados. Assim, a noção de cereais começou com dois homens que acreditavam que quatro enemas em um dia iriam curar o câncer.

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Primal Brasil

Remédio estende vida de jovens com câncer mais comum entre os 15 e os 30 anos

Elioenai Paes

Com menos efeitos colaterais do que a quimioterapia, medicamento brentuximabe é aconselhado especialmente àqueles pacientes que não respondem a tratamentos comuns

Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou uso frequente do brentuximabe em janeiro

Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou uso frequente do brentuximabe em janeiro

Foto: BBC

Um dos maiores problemas que os pacientes enfrentam quando se tratam contra um câncer é quando aquele remédio usado na primeira linha do tratamento não funciona ou funciona muito pouco, levando-os a buscar outras drogas para exterminar a doença.

No caso do Linfoma de Hodgkin – aumento dos gânglios linfáticos e tipo de câncer mais comum em pessoas com entre 15 e 30 anos –, o remédio que representava a última esperança e só podia ser usado uma vez agora passa a poder ser aplicado quantas vezes forem necessárias pelos pacientes.

A novidade vem graças a uma aprovação recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do brentuximabe, medicamento usado para estender a vida da pessoa que tem a doença nos glânglios linfáticos.

Virose ou câncer?
Fadiga, inflamações nos gânglios, febre esporádica, sudorese noturna, coceira no corpo, perda de peso… Apesar de serem confundidos com viroses, esses sintomas podem muito bem ser uma pista para um câncer linfático, que, se diagnosticado, leva à quimioterapia e, às vezes, radioterapia. De acordo com Otávio Baiocchi, hematologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos pacientes são curados com esses tratamentos.

No entanto, aqueles 20% que não respondem à quimioterapia precisam de outras opções, como o transplante de medula alogênico – quando a medula do próprio paciente é retirada, para ser inserida posteriormente, e são ministradas altas doses de quimioterapia para suprimir o câncer – e, no auge, a brentuximabe.

Pesquisas com imunoterapia têm bons resultados no combate a leucemia e linfoma

“Corrida é minha válvula de escape contra o câncer. Corro e volto mais forte”

CRM recomenda que médicos não receitem “pílula do câncer”

Mulher que era jovem demais para fazer teste supera câncer e faz alerta

Dez gráficos que explicam o impacto do câncer no mundo

Desde 2015, o remédio em forma de anticorpo que consegue se ligar diretamente às células cancerosas para tentar diminuir proliferação do câncer tem encontrado barreiras, já que seu uso era aprovado somente para uma aplicação – ou seja, se o paciente melhorasse mas voltasse a ter uma recaída, ele não poderia usá-lo novamente.

Com aprovação da Anvisa para usos repetidos, tratar pacientes refratários aos outros tratamentos contra o linfoma de Hodgkin ficou menos complicado para os médicos. “Antes, de 10 a 15% dos jovens estariam vivos em cinco anos depois do tratamento. Hoje, o número saltou para ao menos 60%”, comemora Baiocchi. Além disso, os efeitos colaterais do remédio são mais amenos do que os da quimioterapia. 

Oncologista clínico do Hospital A. C. Camargo Cancer Center, Vladmir Cordeiro de Lima explica que, com a aprovação da Anvisa, é mais fácil pedir a autorização para uso a operadoras de saúde. Não há previsão, no entanto, de a droga ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Um paciente idoso ou uma pessoa com muitos outros problemas de saúde não aguentaria passar por um transplante de medula, já que é um tratamento mais agressivo. Então, essas pessoas também são candidatas para o uso do brentuximabe”, explica Lima. “Não é um tratamento curativo, mas tem uma taxa de resposta muito alta e controla a doença por um bom tempo.”

O tempo médio de um reaparecimento do linfoma de Hodgkin é de dez meses.

Veja algumas coisas que podem causar o câncer:

Radiação solar

Radiação solar

Foto: Getty Images

A benzina, que é derivada do petróleo, também provoca câncer

A benzina, que é derivada do petróleo, também provoca câncer

Foto: Reprodução/Youtube

Arsênico na água

Arsênico na água

Foto: Getty Images

Trabalhar na produção de alumínio

Trabalhar na produção de alumínio

Foto: Reprodução/site Albrás

Trabalhar como pintor

Trabalhar como pintor

Foto: Wikipedia

Silício

Silício

Foto: Wikimedia Commons

Esquistossomose

Esquistossomose

Foto: Wikipedia

Bactéria estomacal H. Pylori

Bactéria estomacal H. Pylori

Foto: Wikimedia Commons

Presunto, linguiça e alimentos embutidos

Presunto, linguiça e alimentos embutidos

Foto: Getty Images

Bacon

Bacon

Foto: Thinkstock/Getty Images

fumaça de carvão

fumaça de carvão

Foto: Thinkstock/Getty Images

Raio X, Y e Gama

Raio X, Y e Gama

Foto: Simonnet, NASA E/PO

HIV

HIV

Foto: Getty Images

Radiação

Radiação

Foto: Reprodução

HPV

HPV

Foto: VACINA HPV

Formaldeído

Formaldeído

Foto: Thinkstock Photos

Etanol

Etanol

Foto: ANDRE FOSSATI – 5.1.2006

Terapia de reposição hormonal

Terapia de reposição hormonal

Foto: Thinkstock Photos

Vírus de Epstein-Barr

Vírus de Epstein-Barr

Foto: Fifa/Divulgação

Carne processada

Carne processada

Foto: BBC

Pó de serra

Pó de serra

Foto: Amana Salles/Fotoarena

Anticoncepcional oral

Anticoncepcional oral

Foto: Reprodução/Pinterest/Tina Bishop

Anticoncepcional hormonal

Anticoncepcional hormonal

Foto: Thinkstock Photos

Fumaça de diesel

Fumaça de diesel

Foto: ESTADÃO CONTEÚDO

Bebidas com álcool

Bebidas com álcool

Foto: Getty Images

Pavimentar as vias com piche

Pavimentar as vias com piche

Foto: GUSTAVO BAXTER – 04.04.2014

Limpeza de chaminé, por causa da poeira inalada

Limpeza de chaminé, por causa da poeira inalada

Foto: AP

Poluição

Poluição

Foto: Rafael Neddemeyer/Fotos Públicas

Bronzeamento artificial com lâmpadas UV

Bronzeamento artificial com lâmpadas UV

Foto: RODRIGO CLEMENTE

Cigarro

Cigarro

Foto: Thinkstock


Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

10 benefícios comprovados da dieta low-carb e cetogênica

https://authoritynutrition.com/10-benefits-of-low-carb-ketogenic-diets/

Woman Holding a Bowl of Salad

Dietas Low-carb têm sido controversas por décadas.

Elas foram originalmente demonizada pelos profissionais de saúde e pela mídia por causa da fobia a gordura.

Pessoas acreditavam que estas dietas iria aumentar o colesterol e causar  doença cardíaca devido ao elevado teor de gordura .

No entanto, os tempos mudaram .

Desde o ano de 2002, mais de 20 estudos em humanos tem sido realizados sobre dietas low carb de baixo carboidrato.

Em quase todos esses estudos , as dietas de baixo carboidrato sairam na frente das dietas que estavam sendo comparadas.

Não só a low-carb causa mais perda de peso, ela também leva a grandes melhorias na maioria dos fatores de risco … incluindo o colesterol.

Aqui estão os 10 benefícios comprovados para a saúde de dietas low-carb e dietas cetogênicas.

1. Dietas Low- Carb dietas tiram seu apetite (no bom sentido)

 

A fome é o pior efeito colateral de fazer dieta.

É uma das principais razões pelas quais muitas pessoas se sentem miseráveis ​​e, eventualmente, desistem de suas dietas.

Uma das melhores coisas sobre comer low-carb é que ele leva a uma redução automáticado apetite (1).

Os estudos mostram consistentemente que quando as pessoas cortam carboidratos e comem mais proteína e gordura, elas acabamcomendo muito menos calorias.

Na verdade … quando os pesquisadores estão comparando low-carb e dietas de baixa gordura em estudos, eles precisam restringir ativamente as calorias nos grupos de baixo teor de gordura para tornar os resultados comparáveis ​​(2).

Resumindo: Quando as pessoas cortam carboidratos, o apetite tende a ir para baixo e elas muitas vezes acabam comendo muito menos calorias sem sequer tentar.

2. Dietas low-carb levam a mais perda de peso

 

Cortar carboidratos é uma das maneiras mais simples e eficazes para perder peso.

Young Man Eating Raw Meat

Estudos mostram que as pessoas em dietas de baixo carboidrato perder mais peso, mais rápido do que as pessoas em dietas de baixo teor de gordura … mesmo quando os seguidores da dieta de baixo teor de gordura estão restringindo ativamentecalorias.

Uma das razões para isso é que as dietas pobres em carboidratos tendem a se livrar do excesso de água do corpo. Porque elas reduzem os níveis de insulina, os rins começar a excretar o excesso de sódio, levando a rápida perda de peso na primeira semana ou segunda (3, 4).

Em estudos que compararam low-carb e dietas de baixa gordura, os participantes que seguiram a dieta low-carb às vezes perdem 2-3 vezes mais peso, sem estarem com fome (5, 6).

Dietas de baixo carboidrato parecem ser particularmente eficazes em até 6 meses, mas depois em uma parcela das pessoas o peso começa a rastejar de volta até porque as pessoas desistem da dieta e começam a comer as mesmas coisas antigas (7).

No entanto, com as outras dietas, dificilmente as pessoas seguem por até 6 meses, muito menos depois dos 6 meses.

É muito mais apropriado pensar na low-carb como estilo de vida, não uma dieta. A única maneira de ter sucesso no longo prazo é cumpri-la.

No entanto, algumas pessoas podem ser capazes de adicionar um pouco de carboidratos mais saudáveis ​​depois de terem atingido a meta de peso sem engordarem novamente

Resumindo: Quase sem exceção, as dietas de baixo carboidrato levam a mais perda de peso do que as dietas são comparadas, a curto e médio prazo.

3. A maior proporção da gordura perdida vem da barriga Nem toda a gordura no corpo, é a mesma.

Obese Man on a Scale, Smaller

É onde a gordura é armazenada que determina como ela vai afetar a nossa saúde e risco de doenças.

Mais importante ainda, temos gordura subcutânea (sob a pele) e, em seguida, temos gordura visceral (na cavidade abdominal).

A gordura visceral é a gordura que tende a apresentar ao redor dos órgãos.

Ter uma grande quantidade de gordura na medida em que a área pode conduzir a inflamação, a resistência à insulina que é um condutor que conduz as disfunção metabólica que é tão comum nos países ocidentais hoje em dia (8).

Dietas low-carb é muito eficaz na redução da gordura abdominal prejudicial a saúde. Não só causa mais perda de gordura do que dietas de baixa gordura, mas uma proporção ainda maior da gordura proveniente da cavidade abdominal (9).

Com o tempo, isto deve levar a um risco drasticamentereduzido de doença cardíaca e diabetes tipo 2.

Resumindo; Uma grande porcentagem da gordura perdida em dietas de baixo carboidrato tende a vir da gordura nociva na cavidade abdominal, que é conhecida por causar graves problemas metabólicos.

4. triglicérides tendem a disparar para baixo

Dairy Products

Triglicerídeos são moléculas de gordura.. É bem sabido que os triglicéridos em jejum, no sangue após um jejum de um dia para o outro, são um forte factor de risco de doença cardíaca ( 10 ).

Talvez contra intuitivamente, o principal motor de triglicéridos elevados é o consumo de carboidratos, especialmente a frutose do açúcar simples ( 11, 12, 13).

Quando as pessoas cortam carboidratos, elas tendem a ter uma redução muito dramática em triglicérides no sangue ( 14 , 15) .Compare isso com dietas de baixa gordura , que podem fazer com que os triglicérides subam em muitos casos (16, 17) .

Resumindo: low-carb é muito eficaz na redução de triglicérides no sangue, que são moléculas de gordura no sangue e um fator de risco conhecido para a doença cardíaca.

5.  aumento dos níveis de colesterol HDL (o “bom”)

 

Meat

Lipoproteínas de alta densidade (HDL) são frequentemente chamada de colesterol “bom”.Na verdade, é errado chamar-lhe “colesterol”  … todas as moléculas de colesterol são as mesmas.

HDL e LDL referem-se as lipoproteínas que transportam colesterol ao redor no sangue.

Enquanto o LDL transporta o colesterol do fígado e para o resto do corpo, HDL transporta o colesterol para longe do corpo e para o fígado, onde ele pode ser reutilizado ou excretado.

É sabido que quanto maior os níveis de HDL, mais baixo é seu risco de doença cardíaca  (18, 19, 20). Uma das melhores maneiras de aumentar os níveis de HDL é comendo gordura … e dietas low-carb  incluem uma grande quantidade de gordura (21, 22, 23).

Portanto, não é surpreendente ver que os níveis de HDL aumentam dramaticamenteem dietas de baixo carboidrato, enquanto eles tendem a aumentar apenas moderadamenteou até mesmo ir para baixo em dietas de baixa gordura (24, 25).

O Triglicérides é outra muito forte preditor de risco de doença cardíaca. Quanto maior ele for, maior será o seu risco de doença cardíaca é (26, 27, 28).

Ao baixar os triglicerídeos e aumentar os níveis de HDL, as dietas de baixo carboidrato levam a uma grande melhoria do colesterol

Resumindo: Low-carb tende a ser rico em gordura, o que leva a um aumento impressionante nos níveis de HDL no sangue, muitas vezes referido como o “bom” colesterol.

6.  Os níveis de açúcar no sangue e insulina são reduzidos, com uma melhoria importante na diabetes tipo 2

Measure Blood Sugar

Quando comemos carboidratos, eles são divididos em açúcares simples (principalmente glicose) no trato digestivo. De lá, eles entram na corrente sanguínea e elevam os níveis de açúcar no sangue.

Por o açúcar no sangue elevados são tóxicos, o corpo responde com um hormônio chamado insulina, que informa as células para levar a glicose para dentro das células e para começar a gravar ou a armazená-la.

Para as pessoas que são saudáveis, a resposta rápida de insulina tende a minimizar o  “pico”, açúcar no sangue a fim de impedi-lo de prejudicar-nos. No entanto … muitas, muitas pessoas têm grandes problemas com este sistema.

Eles tem o que é chamado a resistência à insulina, o que significa que as células não “enxergam” a insulina e, portanto, é mais difícil para o corpo levar o açúcar no sangue para as células (29).

Isto pode conduzir a uma doença chamada diabetes tipo 2, quando o corpo não consegue segregar insulina suficiente para baixar o açúcar no sangue após as refeições.

Esta doença é muito comum hoje em dia, que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo (30). Há realmente uma solução muito simples para esse problema …  cortando os carboidratos, você remove a necessidade de toda a insulina porque a glicose fica baixa.

Ambos açúcar no sangue e insulina ficam muito baixos (31, 32). De acordo com o famoso Dr. Eric Westman e Dr Willian Daves (barriga de trigo), que tem tratado muitos diabéticos utilizando uma abordagem de baixo carboidrato, ela p reduz a sua dose de insulina em 50% no primeiro dia (33).

Em um estudo em diabéticos tipo dois, 95,2% tinham conseguido reduzir ou eliminar a sua medicação com a redução de glicose no prazo de 6 meses (34).

Se você está atualmente tomando medicação hipoglicemiante, em seguida, fale com o seu médico antes de fazer alterações em sua ingestão de carboidratos, porque a sua dose poderá ter de ser ajustada de modo a evitar a hipoglicemia no início.

Resumindo: A melhor maneira de reduzir os níveis de açúcar no sangue e insulina é reduzir o consumo de carboidratos. Esta é também uma maneira muito eficaz para tratar e até mesmo reverter diabetes tipo II.

7.  Pressão Arterial tende a diminuir bastante

Girl Eating Kebab, Fullsize

Ter a pressão arterial elevada (hipertensão) é um importante fator de risco para muitas doenças.Isto inclui doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e muitos outros.

Dietas de baixo carboidrato são uma forma eficaz de reduzir a pressão arterial, o que deve levar a uma redução do risco dessas doenças e irá ajudá-lo a viver mais tempo (34, 35).

Resumindo: Os estudos mostram que a redução de hidratos de carbono conduzem a uma redução significativa na pressão sanguínea, o que deve conduzir a uma redução do risco de muitas doenças comuns.

 8.  Dietas low-carb são as mais eficazes tratamento conhecido contra a síndrome metabólica

Doctor With Thumbs Up

A síndrome metabólica é uma condição médica que é altamente associado com o risco de diabetes e doenças cardíacas.

Na verdade, é um conjunto de sintomas:

• A obesidade abdominal

• pressão arterial elevada

• níveis de açúcar no sangue em jejum elevada

• triglicerídeos altos

• Baixos níveis de HDL

A boa notícia é … todos os cinco sintomas melhoram dramaticamente em uma dieta baixa em carboidratos (36,37).

Infelizmente, o governo e muitas organizações de saúde ainda recomendam uma dieta de baixa gordura para esta finalidade, que é praticamente inútil, porque ele não faz nada para resolver o problema metabólico subjacente, principalmente a médio prazo.

Resumindo: dietas low-carb efetivamente revertem todos os 5 principais sintomas da síndrome metabólica, uma condição séria conhecido por predispor as pessoas a doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

9.  dietas de baixo carboidrato melhorar o padrão de colesterol LDL

Fish

Lipoproteína de baixa densidade (LDL) são muitas vezes referida como o colesterol “mau” (novamente, na verdade é uma proteína, não colesterol).

Sabe-se que as pessoas que têm níveis elevados de LDL de baixa densidade (padrão B) são muito mais propensas a ter ataques cardíacos (38, 39).

O que os cientistas agora aprenderam é que o tipo de questões de LDL. Nem todos eles são iguais. A este respeito, o tamanho das partículas é importante.

As pessoas que têm na sua maioria pequenas partículas têm um alto risco de doença cardíaca, enquanto as pessoas que têm na sua maioria grandes partículas têm um baixo risco (40, 41, 42).

Acontece que dietas de baixo teor de carboidratos realmente transformam as partículas de LDL de pequenas a grandes, além de reduzir o número de partículas de LDL flutuando na corrente sanguínea (43).

Resumindo: Quando você come uma dieta low-carb, suas partículas de LDL mudam de pequenas (ruim) LDL à grandes LDL – que são benigno.

 10. O corte de carboidratos pode também reduzir o número de partículas de LDL flutuando na corrente sanguínea.

Eggs in a Basket

Dietas low-carb são terapêuticas para várias doenças cerebrais

Afirma-se frequentemente que a glicose é necessária para o cérebro … e é verdade. Alguma parte do cérebro só pode queimar a glicose.

É por isso que o fígado produz glicose a partir de proteínas se nós não comermos qualquer carboidratos.

Mas uma grande parte do cérebro pode também queimar cetonas, que são formados durante a fome ou quando a ingestão de hidratos de carbono é muito baixa.

Este é o mecanismo por trás da dieta cetogénica, que tem sido utilizado durante décadas para o tratamento da epilepsia em crianças que não respondem ao tratamento do fármacologico (44).

Em muitos casos, esta dieta pode curar crianças de epilepsia. Em um estudo, mais de metade das crianças em uma dieta cetogênica tiveram uma redução superior a 50% nas apreensões. 16% das crianças ficaram livres de crises (45).

Muitas dietas low-carb/cetogênicas estão agora a ser estudada para outros transtornos cerebrais, bem como, incluindo a doença de Alzheimer e doença de Parkinson (46).

Mensagem para levar para casa

 

Poucas coisas são tão bem estabelecidas em ciência da alimentação, como os imensos benefícios de saúde do low-carb e dieta cetogênica.

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Bebidas alcoólicas low-carb

Dr. Andreas
Quais são os melhores e os piores bebidas alcoólicas em uma dieta low-carb?

Primeiro o óbvio: álcool não é uma ajuda na perda de peso. Quanto mais álcool que você bebe, mais a perda de peso pode diminuir, poiso corpo queima o álcool antes de qualquer outra coisa (gordura corporal).

Com isso dito, há uma enorme diferença entre os diferentes tipos de bebidas – algumas são bem ok, mas outras são um desastre.

A versão curta: o vinho é muito mais baixo em carboidratos do que a cerveja, então a maioria dos seguidores da dieta low-carb escolhem vinho. Destilados puros como whisky e vodka contém zero carboidratos, mas cuidado com bebidas doces – elas podem conter grandes quantidades de açúcar.

Para mais detalhes confira este guia, as opções com baixo teor de carboidratos estão a esquerda.

Vinho e cerveja

Low-Carb Wine and Beer

Todos os números são os gramas de carboidratos por porção típica – como um copo de vinho ou uma cerveja de pressão.

Vinho

 

Mesmo em uma rigorosa dieta de baixo carboidrato (inferior a 20 gramas por dia) você provavelmente poderá ter um copo de vinho com bastante regularidade. E em uma dieta low-carb mais moderada em carbs, o vinho não é um problema de todos. Note-se que os vinhos secos contêm menos de 0,5 gramas de açúcar por vidro. As outras 3,5 gramas de carboidratos são restos diversos do processo de fermentação, que devem ter apenas pequenos efeitos sobre os níveis de açúcar no sangue ou insulina. Isto significa que todos os vinhos secos caem bem na low carb.

Vinhos de sobremesa doce, no entanto, contêm muito mais açúcar.

Cerveja

 

Cerveja, no entanto, é um problema. Há uma razão para que as pessoas falam sobre as “barrigas de cerveja”. Há toneladas de carboidratos rapidamente digeríveis nas cervejas – que tem sido chamada de pão líquido. Por essa razão, infelizmente, a maioria das cervejas são um desastre para o controle de peso e deve ser evitado na low-carb.

Note que a quantidade de carboidratos na cerveja varia dependendo da marca. Existem algumas opções possíveis na low carb. Confira nosso guia de cerveja low-carb abaixo para mais detalhes.

Bebidas

Low-carb drinks

Os números de gramas de carboidratos por bebida, por exemplo, o que você obterá se você pedir um destes em um bar.

Quando se trata de bebidas é bastante simples. Destilados puros como whisky, brandy, conhaque, vodka, tequila contém zero carboidratos.

No entanto, é bom evitar bebidas adoçadas com açúcar. Note-se que a bebida Gin & Tonic popular é cheia de açúcar, 16 gramas – um erro comum na low-carb. Mude para a vodka, em vez disso, e você obterá zero de carboidratos.

A pior opção de todas é a mistura de álcool com refrigerantes ou sucos. Isso acaba sendo uma bomba de açúcar.

Bebidas alcoólicas gaseificadas

 

Low-carb wine coolers

Os números são gramas de carboidratos (açúcar) por garrafa.

Assim qual é o teor nas bebidas gaseificadas? Elas são como refrigerantes com álcool, e portanto deve ser evitado por todos aqueles que desejam evitar o consumo de grandes quantidades de açúcar e álcool.

Cervejas low-carb

 

Low-carb beers

Os números acima são os de gramas de carboidratos em uma garrafa de cerveja (355 ml).

Há enormes diferenças entre as diferentes marcas, mas a maioria contêm carboidratos demais para beber em uma dieta baixa em carboidratos. Mesmo em uma dieta mais liberal seria sensato manter a cerveja como uma coisa ocasional.

A exceção são cervejas americnas muito leves. Muitos delas contêm poucos carboidratos, por isso, se você gosta deles você está com sorte. Confira as marcas à esquerda no gráfico acima.

 

Uma palavra de cautela

 

Quando em uma dieta low-carb rigorosa a maioria das pessoas precisam de significativamente menos álcool para ficarem intoxicadas. Portanto, tenha cuidado na primeira vez que beber álcool na low-carb. Possivelmente, você só precisa de metade do número de bebidas, como de costume para se divertir mais.

As razões para isto ainda são incertas. Pode ser porque o fígado fica agitado, produzindo cetonas ou glicose, e, assim, tem menos capacidade de poupar para a queima de álcool na low-carb, portanto retardando o processo.

Obviamente, se você estiver dirigindo tenha um cuidado extra. Não beber e dirigir. Especialmente na dieta baixa em carboidratos.

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