Sem atingir a meta, campanha de vacinação contra sarampo e pólio acaba hoje

iG São Paulo

Municípios que não conseguiram vacinar 95% da população devem abrir os postos de saúde neste sábado (1º) por orientação do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde afirma que  2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas contra sarampo e pólio

Ministério da Saúde afirma que 2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas contra sarampo e pólio

Foto: Erasmo Salomão/Ascom/MS

Termina nesta sexta-feira (31) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. Em todo o país, as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses das vacinas, independentemente de sua situação vacinal – com exceção daquelas que foram imunizadas há menos de 30 dias

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Mesmo com o fim da campanha contra sarampo e pólio, que teve início no dia 4 deste mês, dados do Ministério da Saúde mostram que 2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas. Por isso, a orientação é para que municípios que ainda não atingiram cobertura vacinal de 95% abram os postos de saúde neste sábado (1º).

Contudo, a pasta salientou que a mobilização no fim de semana é responsabilidade de cada município e, portanto, é necessário que a população verifique com as secretarias municipais quais postos estarão abertos.

O ministério reforça que apenas o Amapá atingiu a meta de imunizar 95% do público-alvo. Já entre as unidades da Federação com menor cobertura vacinal estão Rio de Janeiro, Distrito Federal, Roraima, Pará, Acre, Amazonas, Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

Em todo o país, a cobertura foi de 76,1%, sendo aplicadas mais de 17 milhões de doses das vacinas.

Este ano, a vacinação é feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

No caso da pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral.

Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

São Paulo vai vacinar até sábado

Segundo o ministério da Saúde, 563,8 mil crianças não foram vacinadas em São Paulo contra sarampo e pólio

Segundo o ministério da Saúde, 563,8 mil crianças não foram vacinadas em São Paulo contra sarampo e pólio

Foto: shutterstock

Em São Paulo, a vacinação até sábado já está confirmada. A cidade imunizou 80% das crianças para poliomielite e 79,3% contra sarampo, vacina que também protege contra caxumba e rubéola. Os percentuais, porém, estão abaixo da meta de 95%.

Cerca de 90 postos de saúde do município estarão de plantão amanhã. Os endereços das unidades básicas e os horários de funcionamento podem ser conferidos pelo site.

A busca ativa, em que equipes de saúde visitaram as escolas orientando sobre a importância da vacinação, contabilizou 37.196 mil crianças vacinadas, sendo 35,8% imunizadas no período da campanha.

Foram aplicadas 3.758 doses da vacina de poliomielite e 3.737 contra sarampo em crianças com autorização dos pais e responsáveis.

No estado de São Paulo, mais de 563,8 mil crianças ainda não foram vacinadas, segundo o Ministério da Saúde.

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Estado do Rio adota campanha por mais 15 dias

Governo do Rio vai prorrogar campanha de vacinação contra pólio e sarampo até o dia 15 de setembro

Governo do Rio vai prorrogar campanha de vacinação contra pólio e sarampo até o dia 15 de setembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

Devido à baixa procura, o estado do Rio vai prorrogar a campanha de vacinação até o dia 15 de setembro. Até agora, a taxa de cobertura é de 55,5% contra o sarampo e de 54,6% contra a poliomielite. A meta da campanha é imunizar cerca de 812 mil crianças, que representam 95% do público-alvo.

Na cidade do Rio, até o dia 29 de agosto, as unidades da Secretaria Municipal de Saúde aplicaram 191.430 doses da vacina tríplice viral e 179.433 da poliomielite. A cobertura da campanha está em 63,7% para a primeira e 59,7% para a segunda.

A vacinação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em mais de 200 unidades de Atenção Primária (clínicas da Família e centros municipais de Saúde).

As ações de prevenção e controle contribuíram para manter o país livre de circulação do Poliovírus selvagem. Desde 1990, não há casos registrados da doença no país, mas a redução das taxas de cobertura vacinal em algumas cidades brasileiras vem causando preocupação às autoridades sanitárias. Já o sarampo tem 15 casos confirmados este ano no município do Rio.

As contraindicações para as duas vacinas são hipersensibilidade grave a algum componente do produto, imunodeficiência e história de evento adverso grave em dose anterior da vacina. É Importante levar a Caderneta de Vacinação.

Casos de sarampo no Brasil

Em 2016%2C especialistas anunciaram que o sarampo havia sido eliminado nas Américas

Em 2016%2C especialistas anunciaram que o sarampo havia sido eliminado nas Américas

Foto: shutterstock

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem em investigação.

O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já tem 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há 300 casos confirmados e 70 em investigação.

Casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos seguintes estados: São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (2). Pernambuco (2) e Pará (2).

Foram confirmadas ainda sete mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois óbitos em Manaus e um no município de Autazes)

Entenda as doenças

Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa

Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa

Foto: shutterstock


  • Poliomielite

Sem vacinação , cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença
De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, todos os estados brasileiros possuem municípios que são considerados lugares de risco , com exceção apenas de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal.

Só em São Paulo, 44 cidades estão em alerta da doença. Municípios da Bahia e do Maranhão são os que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, com apenas 15% de cobertura vacinal.

A doença é prevenida por duas vacinas: a Vacina Oral Poliomielite (VOP), administrada oralmente aos 2,4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos; e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que é injetada aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

Contudo, das vacinas que as crianças de dois e quatro meses devem receber, a de pólio é a única que não ultrapassa 85% de vacinados nas duas doses, conforme dados do Datasus.

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

  • Sarampo

Em 2017, países vizinhos sofreram com surtos de sarampo , principalmente a Venezuela, que deixou de imunizar a população por questões políticas e econômicas. O governo brasileiro chegou a alertar sobre o risco da doença e reforçou o aviso sobre a importância de tomar a tríplice viral, vacina que protege contra a infecção e outras duas doenças: caxumba e rubéola.

Oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, a proteção deve ocorrer na infância, e em duas doses: com 12 e 15 meses. Na segunda dose, a vacina também protege contra a varicela, infecção viral que causa a catapora.

No entanto, a segunda dose da vacina não atinge a meta de 95% de cobertura vacinal desde 2012.

Essa é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

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A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

*Com informações da Agência Brasil

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