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Sepse

Brasil registra 670 mil casos de sepse por ano. O risco de morte pode chegar a 55%.

A sepse (infecção grave, antigamente conhecida como septicemia) continua sendo um grande desafio para profissionais de saúde do mundo todo. Estima-se o registro de cerca de 15 a 17 milhões de novos casos todo ano, sendo 670 mil só no Brasil. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva em nosso país são ocupados por pacientes com sepse grave; e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% desses pacientes.

A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue. Mas, na verdade, é uma reação do sistema de defesa do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. A síndrome pode levar à parada de funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não diagnosticada e tratada rapidamente.

Na última década, a taxa de incidência da doença aumentou em relação à década passada, sendo responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino. Muitas são as razões desse crescimento, como o envelhecimento da população, a melhora do tratamento de doenças crônicas, como o câncer e a AIDS , e o desenvolvimento de germes resistentes a antibióticos.

Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a desnutrição, pobreza, falta de acesso a vacinas e o tratamento da sepse realizado de forma e em tempo inadequados contribuem para o aumento da mortalidade. Um dos principais problemas para o controle da sepse no país é o atraso no reconhecimento do paciente, motivado não apenas pelo desconhecimento da doença pelos pacientes e familiares, mas pela própria equipe de saúde. O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes. Isso porque o tratamento correto nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico.

Os sintomas da sepse incluem, além dos sinais da infecção como febre, fraqueza e suor frio, falta de ar, coração acelerado, pouca urina, e, principalmente nos idosos, sonolência excessiva e dificuldade de reconhecer familiares. Esses sintomas devem motivar a ida ao hospital.

Uma pesquisa do ILAS, em parceria com o Instituto Datafolha em 134 municípios brasileiros, mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre sepse. O desconhecimento da doença e dos seus sintomas atrasa a procura das pessoas pelo hospital e, consequentemente, o tratamento. Campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa devem ser realizadas para reduzir o problema.

O Dia Mundial da Sepse no Brasil

Pelo quarto ano consecutivo, o ILAS, com sede no Brasil, participa do Dia Mundial da Sepse, comemorado em 13 de setembro. A ação reúne mais de 60 países e é comandada pela Global Sepsis Alliance. O objetivo da campanha é mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade por sepse no mundo.

Na sexta-feira que antecede ao Dia Mundial da Sepse (11/09), o ILAS mobilizará cinco cidades brasileiras para ação de conscientização da síndrome. A população de Belém (PA), São Luís (MA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG) receberá o folheto explicativo “Pare a sepse, salve vidas”. O material será distribuído em locais de grande circulação por profissionais de saúde que estarão à disposição do cidadão para esclarecimentos. Esse material também pode ser baixado no site oficial da campanha www.diamundialdasepse.com.br

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