Brasil tem mais de 1,7 mil casos de sarampo confirmados, segundo ministério

iG São Paulo

Desde o início deste ano até agora, nove pessoas morreram acometidas pela doença; com o fim da campanha de vacinação, Ministério da Saúde consegue atingir meta de imunização de 95% do público-alvo; saiba mais sobre a vacina

Segundo o Ministério da Saúde, ainda há mais de 7 mil casos de sarampo a serem investigados para confirmação

Segundo o Ministério da Saúde, ainda há mais de 7 mil casos de sarampo a serem investigados para confirmação

Foto: REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Até o início desta semana, o Brasil contabilizou 1.735 casos de sarampo, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (19). O levantamento também apontou que nove pessoas morreram devido à doença. Contudo, ainda há 7,8 mil casos em investigação pelos órgãos de saúde para verificar a possibilidade da enfermidade.

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Apesar do número alarmante, os casos de sarampo se concentram em dois estados: Amazonas e Roraima, onde há surtos da doença. No Amazonas, 1.358 pessoas foram afetadas pela enfermidade, o que representa mais de 70% dos casos. Em Roraima, foram 310 casos, ou 17% do total.

Outras pessoas também tiveram o diagnóstico de sarampo confirmado em outros estados, mas os casos foram considerados isolados: Rio Grande do Sul, com 24 registros; Rio de Janeiro, 18; Pará, 13; Pernambuco e Sergipe, com 4 cada; São Paulo e Rondônia, com 2 cada.

Em relação às mortes confirmadas, quatro aconteceram em Roraima, sendo um brasileiro e três estrangeiros, e quatro no Amazonas, todos brasileiros. No Pará também foi registrada uma morte, um indígena Venezuelano.

Segundo o governo federal, o genótipo do vírus (D8) que circula, hoje, no território brasileiro é o mesmo detectado na Venezuela, que enfrenta um alastramento da doença desde o ano passado.

Casos de sarampo devem diminuir após campanha de vacinação

A pasta pretende diminuir os casos de sarampo após atingir a meta de vacinação

A pasta pretende diminuir os casos de sarampo após atingir a meta de vacinação

Foto: shutterstock

Com o fim da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Sarampo na última sexta-feira (14), o Ministério da Saúde conseguiu colocar o Brasil dentro da meta de imunização estipulada pela pasta de 95% do público-alvo para garantir a proteção contra as duas doenças.

Com o novo levantamento divulgado nesta segunda-feira (17), a média geral de vacinação contra sarampo foi de 95,3%, e a de poliomielite ficou em 95,4%. No total, 21,4 milhões de doses foram aplicadas, beneficiando 10,7 milhões de crianças entre um e quatro anos e nove meses.

A campanha, que inicialmente terminaria no dia 31 de agosto, chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde até semana passada. Contudo, alguns estados e municípios que ainda não conseguiram atingir a meta devem manter a vacinação.

A orientação da pasta, este ano, era de que todas as crianças com mais de 1 ano e menos de 5 anos de idade recebessem doses das vacinas, inclusive se já tivessem sido imunizadas anteriormente. Caso a criança já tivesse sido vacinada, a nova dose serviria, portanto, de reforço.

Mas mesmo sem a ação, as vacinas ficam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) durante o ano todo, e também podem ser tomadas por adultos que ainda não foram imunizados.

Tira-dúvidas sobre o sarampo

Casos de sarampo não eram registrados no Brasil desde 2016, quando a doença foi erradicada do País

Casos de sarampo não eram registrados no Brasil desde 2016, quando a doença foi erradicada do País

Foto: shutterstock


  • O sarampo voltou? 

Sim. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Brasil vive um surto da doença, concentrado em Roraima e Amazonas, mas há dois casos confirmados no Rio de Janeiro, sete no Rio Grande do Sul, dois no Mato Grosso e um em São Paulo.

  • Como posso me proteger? 

A maneira mais eficaz de manter a população imune é a vacinação. Por isso, a meta do Ministério da Saúde é imunizar 95% da população de 12 meses a 49 anos.
Outras medidas que podem ser tomadas para evitar a contaminação são: higienizar as mãos sempre antes de tocar olhos, boca e nariz, antes das refeições, e evitar espirrar e tossir nas mãos.

A circulação do vírus costuma ser maior em ambientes fechados e aglomerados, que devem ser evitados por quem não recebeu a proteção.

  • Há mais de uma vacina que protege contra a doença? As duas estão disponíveis na rede pública? 

Sim. Se seguir a rotina do Programa Nacional de Imunizações, crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade recebem uma dose da tríplice viral aos 12 meses e depois outra aos 15 meses de idade da tetra viral. Ambas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.

Já as crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente acabam recebendo duas doses da vacina tríplice viral, com um intervalo de um a dois meses.

Para quem foi vacinado, o segundo secretário da SBIm faz um alerta: “Até o ano 2000 se fazia a vacina em crianças de 9 meses. Mas o ideal é que a criança seja imunizada após os 12 meses, ou seja, quem foi protegido antes de 1 ano de idade deve buscar a vacina na rede pública, pois não é considerado adequadamente imune”.

  • Adultos que não se lembram ou não têm certeza se tiveram sarampo precisam se vacinar? 

Apesar de ser voltada para o público infantil, adultos e adolescentes que não receberam a vacina podem buscar a proteção nos postos de saúde gratuitamente. “Se a pessoa perdeu o comprovante da vacina e não tem certeza se tomou, o ideal é buscar a imunização. Não tem problema fazer doses a mais, caso a administração já tenha sido feita antes”, garante Juarez.

Para os adolescentes e adultos de até 49 anos há duas recomendações, segundo o Ministério da Saúde: pessoas de 10 a 29 anos devem receber duas doses da tríplice viral, enquanto pessoas de 30 a 49 anos só recebem uma dose da tríplice viral.

  • Quem tem mais de 50 anos pode tomar a vacina? 

Segundo o Ministério da Saúde, mesmo se a pessoa com mais de 50 anos não tenha certeza se tomou ou não a imunização, não há necessidade de recorrer à proteção.

“Entende-se que na infância dessas pessoas, como não tinha vacina, a chance delas terem tido a doença é grande, por isso não é preciso receber a dose. Porém, a SBIm recomenda a imunização, já que não dá para ter certeza se o indivíduo teve ou não a condição”, avalia Cunha.

  • Quem já se vacinou precisa tomar reforço? 

Não. Segundo o Ministério da Saúde, quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

  • E quem já teve sarampo? 

Também não. Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba e rubéola são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, é melhor buscar a vacinação.

“Só não vai tomar a vacina quem tiver certeza que já foi vacinado ou teve a doença. E essa certeza é comprovada pelo comprovante na carteira vacinal ou exames que atestam sarampo. Se a pessoa não tiver, melhor ser imunizado. Só a história de que teve a doença ou recebeu a vacina não vale”, pontuou o especialista da SBIm.

  • Bebês estão sob risco da doença? 

Bebês de mães que foram vacinadas já nascem com os anticorpos necessários para proteção contra o sarampo, por isso a vacina não é necessária. No entanto, em casos excepcionais de surtos, há indicação de imunizar bebês de 6 meses. No momento, essa medida não é necessária.

  • Gestantes podem se vacinar? 

Não. A recomendação do Ministério da Saúde é que as grávidas devem esperar para serem vacinadas após o parto.

Para quem está se planejando engravidar, é ideal ter certeza de que está protegida. Nesses casos, um exame de sangue pode dizer se a pessoa já está imune à doença. Se não estiver, a vacina pode ser tomada um mês antes da gravidez.

  • Há alguma contraindicação da vacina? 

“Por se tratar de uma vacina atenuada, com vírus vivos enfraquecidos, imunodeprimidos não devem receber as doses”, aconselha Cunha.

Entende-se como imunodeprimidos aqueles que estejam com a imunidade comprometida seja por alguma doença ou medicação, como pessoas com câncer que estejam recebendo quimioterapia ou que vivem com o vírus HIV.

  • Quais cuidados devo ter após a vacinação? 

De acordo com a SBIm, qualquer sintoma grave ou inesperado após a imunização deve ser notificado ao serviço que realizou a administração da dose. Em caso de febre, a proteção deve ser adiada até que ocorra a melhora do indivíduo.

“Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas”, complementa.

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O sarampo é uma doença infecciosa aguda , de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do vírus acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Não há um tratamento específico para quem contrai a infecção. A orientação é que a pessoa receba a administração da vitamina A, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado, segundo o Ministério da Saúde.

Para os casos de sarampo sem complicação, o indicado é manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pela pasta.

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Casos de sarampo chegam a 1,5 mil em todo o Brasil, informa Ministério da Saúde

iG São Paulo

Maioria dos casos de sarampo é registrada no estado do Amazonas, com 1.232 registros da doença; surto também ocorre em Roraima; entenda

Em Roraima, 301 casos de sarampo foram notificados, sendo que 74 ainda estão sendo investigados

Em Roraima, 301 casos de sarampo foram notificados, sendo que 74 ainda estão sendo investigados

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (5). O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação.

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O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos de sarampo confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério.

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

Campanha de vacinação deve diminuir casos de sarampo

Vacina é o único meio de evitar os casos de sarampo em todo o Brasil, afirma o Ministério da Saúde

Vacina é o único meio de evitar os casos de sarampo em todo o Brasil, afirma o Ministério da Saúde

Foto: ONU

O Ministério da Saúde prorrogou até 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo. A meta da pasta, que era de vacinar 95% das crianças entre 1 e 4 anos e 11 meses, não foi atingida pela maioria dos estados, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3).

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças recebam a vacina contra sarampo e pólio. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças”, declarou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

“Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, completou o ministro. 

A meta foi atingida em apenas sete estados. São eles: Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão.

Já as outras unidades federativas e municípios que não conseguiram chegar neste percentual devem manter a campanha de vacinação por mais 15 dias. A média de vacinação nacional contra sarampo e pólio está em 88%.

Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado.

O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas.

Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada).

A campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação.

Leia também: Europa registra mais de 41 mil casos de sarampo neste ano, afirma OMS

As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de casos de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

*Com informações da Agência Brasil

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Primal Brasil

Brasil testa robô para remover câncer de útero com incisão única

Estadão Conteúdo

Técnica pioneira realizada na última quarta-feira permite aos médicos trabalhar com cortes de apenas 2,5 centímetros

Na quarta-feira (29), o Brasil testou, de forma pioneira, uma técnica minimamente invasiva no tratamento do câncer de colo de útero. Pela primeira vez nas Américas, a cirurgia de remoção do tumor e dos órgãos afetados pela doença foi feita com o auxílio de um robô por meio de uma única incisão no abdome da paciente.

Robô consegue fazer incisão única de apenas 2%2C5 centímetros para remover câncer de útero

Robô consegue fazer incisão única de apenas 2%2C5 centímetros para remover câncer de útero

Foto: Divulgação

Batizada de single-port ou single-site (entrada única), a cirurgia permite que o médico faça todo o procedimento inserindo uma câmera e duas pinças do robô em uma incisão de apenas 2,5 centímetros feita no umbigo da paciente. Tradicionalmente, a cirurgia robótica exige pelo menos cinco incisões na barriga da paciente, uma para a inserção de cada instrumento.

“A cirurgia robótica, por si só, já tem mais benefícios do que a videolaparoscopia porque nos dá mais precisão no procedimento. O grande diferencial do robô é a visão em três dimensões, que dá noção de profundidade. Tudo isso com uma câmera Full HD que aumenta em até 20 vezes o local operado e pinças capazes de fazer mais movimentos do que a mão humana”, explica Alexandre Silva e Silva, oncoginecologista do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, onde a cirurgia foi feita.

“Essa precisão diminui o risco de, durante a cirurgia, lesarmos nervos e grandes vasos localizados próximos dos órgãos que devem ser removidos”, diz o cirurgião.

Em relação aos benefícios da técnica de incisão única, o especialista ressalta que é um método pouco invasivo e evita a criação de inúmeras cicatrizes no abdome da mulher. Ele propicia ainda rápida recuperação da paciente.

Na operação feita na última quarta-feira, em uma mulher de 41 anos com tumor em estágio inicial, foram retirados o útero, as trompas e os gânglios linfáticos. Todo o material operado foi removido do corpo pelo canal vaginal.

Alta com rapidez

A cirurgia teve duração de quase sete horas e contou com cinco profissionais. Além de Silva, responsável pelo controle do robô e, portanto, pela operação da paciente, participaram dois médicos assistentes, um anestesista e uma instrumentadora. Apesar da complexidade da técnica, a paciente teve alta no dia seguinte e já estará liberada para fazer atividades corriqueiras como dirigir, sete dias depois da operação.

O treinamento para o controle de robôs para esse tipo de cirurgia só é oferecido fora do País e custa cerca de US$ 30 mil. Para ser capaz de aplicar a técnica, Silva passou por um treinamento em Atlanta, nos Estados Unidos, em maio. A experiência deverá ser relatada pela equipe do Hospital Oswaldo Cruz em periódicos científicos nacionais e internacionais. “É uma técnica que ainda não foi tão difundida porque tanto o treinamento quanto os equipamentos são muito caros e complexos”, diz.

Indicação

O médico ressalta, no entanto, que as cirurgias para o tratamento de câncer de colo de útero – tanto as técnicas tradicionais quanto as robóticas – são indicadas apenas para pacientes com tumores iniciais. Para os casos em que a doença está mais avançada, o tratamento preferencial costuma ser feito com base em quimioterapia e radioterapia. 

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Brasil vai exigir vacina contra febre amarela de viajantes de países africanos

Agência Brasil

Viajantes procedentes de Angola e da República Democrática do Congo terão de apresentar comprovante de vacina

Brasil passará a exigir vacina contra a febre amarela para visitantes de dois países africanos

Brasil passará a exigir vacina contra a febre amarela para visitantes de dois países africanos

Foto: Thinkstock/Getty Images

O governo brasileiro vai passar a exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela de viajantes procedentes de Angola e da República Democrática do Congo e de outras pessoas que tenham como destino os dois países. A exigência é uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao surto da febre amarela urbana registrado no dois países africanos.

Os viajantes que estiverem em trânsito por esses países, inclusive delegações que virão para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, devem apresentar o certificado com data de vacinação de pelo menos 10 dias antes da viagem. A exigência deverá permanecer até novas recomendações da OMS.

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Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor do zika vírus, da dengue e da chikungunya, a febre amarela urbana foi notificada pela última vez no Brasil em 1942, no Acre. No ano passado, foram registrados nove casos de febre amarela silvestre em todo o Brasil, com cinco mortes. Este ano, até abril, foi identificado um caso com óbito.

A maior parte do território brasileiro é considerada área com recomendação para vacinação de rotina contra a doença.  Não fazem parte desta lista Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

No Brasil, a vacina contra a febre amarela é aplicada desde 1937. O imunizante está disponível gratuitamente nos postos de saúde da rede pública. Segundo a pasta, o produto é altamente eficaz e seguro para o uso a partir dos 9 meses de idade em residentes e viajantes para áreas com recomendação de vacina ou a partir de 6 meses de idade em situações de surto da doença. A vacina confere imunidade em 95% a 99% dos vacinados.

Sintomas
Os sintomas iniciais da febre amarela são: febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo, em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

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