Dieta cetogênica e longevidade

Por: Sarah Berry

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Enquanto a dieta cetogênica foi criticada no passado (e continua sendo por muita gente que não a entende) como uma dieta da moda, foi criticada por seus efeitos colaterais, incluindo constipação e mau hálito, no entanto, novas pesquisas sugerem que pode ela pode melhorar a memória e a vida útil.
A dieta originou-se na década de 1920 como um tratamento para a epilepsia, mas tornou-se moda na indústria de fitness  e entre aqueles que tentam destruir ela por preconceitos. Celebridades no exterior como Kim Kardashian e Gwyneth Paltrow também tentaram entrar na onda da dieta.

Em dois novos estudos, ratos foram alimentados com uma dieta cetogênica, uma dieta de controle ou uma dieta com baixo teor de gordura e carboidratos e fizeram testes de saúde física, fitness e memória.

Em ambos os estudos, os camundongos cetogênicos viveram mais tempo e mostraram melhorias na memória.

Para os benefícios no entanto, houve outro detalhe importante. Os ratos que comeram mais calorias com a dieta cetogênica eventualmente ganharam peso. Para evitar isso, os ratos foram submetidos a uma troca entre dietas regulares mais baixas em calorias e a dieta cetogênica mais alta em gordura

Detalhe:

“Este estudo demonstra que as dietas low-carb controladas em calorias e com alto teor de gordura não são prejudiciais para a saúde, mas muito pelo contrário, aumenta a vida expectativa de vida deles e retarda o declínio relacionado à idade das funções fisiológicas destes camundongos”, concluíram os autores do estudo.

“É muito provável que esta abordagem possa melhorar os resultados de saúde, diminuir as doenças do envelhecimento e prolongar a vida humana”, disse Brian J. Morris, professor emérito da Faculdade de Ciências Médicas e Instituto Bosch da Universidade de Sydney

Mas os especialistas também apontam que os ratos na dieta de controle foram alimentados com carboidratos com alto índice de glicêmico que incluíam uma quantidade significativa de sacarose. “Então, neste estudo, será que a dieta baixa em carboidratos/ cetogênicos é muito efetiva ou será que a” dieta controle” (aquela comparada com a cetogênica) foi relativamente adversa?” indagou o professor Manny Noakes, diretor do programa de pesquisa de Nutrição e Saúde do centro CSIRO de saúde e bio segurança”

“Há um grande  e crescente número de pesquisas que explicam os padrões alimentares mais baixos em carboidratos, que já estão da literatura científica agora”.


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Especialistas também apontam que estudos humanos de cetose têm sido de curto prazo porque a adesão a uma dieta ceto durante um período prolongado é mais difícil.

Libby Babet, treinadora fama do programa “O grande perdedor” The Biggest Loser tentou a dieta keto. “Eu fiz isso para ganhos de saúde a curto prazo e o resultado foi mais foco mental, mais calma e menos ansiedade … mas menos no lado do desempenho atlético em treinos de força disse ela.”

“Você, literalmente, não consegue comer carboidratos além daqueles provindos de vegetais verdes escuros como espinafre/ alface,  e legumes. E se você quiser ficar em cetose você deve comer alimentos como abacate, azeite, peixes, ovos e queijos!”, diz ela.

Você também sai da cetose se comer muita proteína “, diz Babet. “Eu amo e defendo gorduras saudáveis e a redução dos carboidratos, mas não acho que dieta cetogênica restrita seja sustentável a longo prazo para muitas pessoas”.

Para manter a cetose, um adulto humano só pode consumir 20-30 gramas de carboidratos por dia (uma banana grande contém 25 gramas de carboidratos e 100g de batata tem 19g).

“Os achados são muito bons e promissores e também há pesquisas interessantes sobre cetose como tratamento para câncer e epilepsia – mas não é ideal para qualquer pessoa” – disse a professora Helen Truby, do Departamento de Nutrição, Dietética e Alimentação da Universidade de Monash.

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Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

Por: Cancer Active

dieta cetogênica e câncer

(Chris Woollams) Este artigo aborda mais detalhadamente a dieta cetogênica – uma dieta de baixo teor de glicose, alta em gorduras boas e relativamente baixa em proteínas, que se afirma ter o potencial de gerenciar até mesmo casos avançados de câncer. Pesquisas preliminares mostram que ele pode parar a progressão do câncer, inibir metástases e matar as células cancerosas. As pesquisas até o momento não são abundantes, mas são promissoras

Um câncer de particular interesse é o câncer cerebral. Pesquisas novas em 30 casos concluíram que a dieta cetogênica tem mérito.

As células cerebrais parecem ser mais propensas aos efeitos danosos do excesso de glicose e altos níveis de glicose estão ligados a alguns casos de demência. Mas as células cerebrais saudáveis ​​estão mais prontas para se adaptarem à cetose.

A dieta cetogênica tem sido utilizada com sucesso em casos de epilepsia e foi testadas em outras doenças. O câncer colorretal, por exemplo, também mostrou ser melhor tratado com uma dieta com baixo teor de açúcar por Johns Hopkins.

O professor Dr. Thomas Seyfried de Boston é um biólogo  que depois de anos de pesquisa extensiva, acredita fervorosamente que o câncer é uma doença metabólica e não genética. O Dr. Dominic D’Agostino Professor Assistente da Universidade do Sul da Florida concorda. Ambos estiveram envolvidos no tratamento de pacientes com câncer avançado usando uma dieta cetogênica.

No entanto, antes de nos deixar levar pela euforia, há provas de que esse efeito pode depender do tipo de câncer e portanto é necessário mais estudos com outros tipos de câncer.

A dieta cetogênica recebeu grande interesse nos últimos anos..

A Teoria Simples da Dieta Cetogênica

 

As células cancerosas utilizam a glicose –  ela é essencial para a sobrevivência delas.

1. O princípio fundamental da dieta cetogênica é que as células cancerosas precisam fermentar para sobreviver. E, para isso, elas consomem glicose. Enquanto isso, as células saudáveis ​​podem mudar para um estado de queima de gorduras, se houver pouca glicose disponível. Ou seja, as células cancerosas são inflexíveis e se não houver glicose disponível, elas podem murchar e morrer.

As células cancerosas têm níveis muito mais elevados de receptores de insulina do que células saudáveis, para aumentar a absorção de glicose; e este fato é conhecido pelos oncologistas que usam varreduras de PET envolvendo uma tinta radiológica combinada com açúcar, para identificar os cânceres no corpo.

Um tratamento contra o câncer, a terapia de potencialização da insulina usa esse fato para fazer com que células cancerosas respondam a níveis de quimioterapia muito menores.

ii) Há evidências crescentes de que altos níveis de glicose plasmática estão ligados a um maior risco de câncer e menor sobrevivência naqueles que já estão com câncer.

* Um estudo no Journal of Clinical Investigation (2 de janeiro de 2014) concluiu que o aumento da absorção de glicose causou câncer.

* Em outro estudo, pesquisadores da Johns Hopkins mostraram que privar o câncer colorretal de glicose produziu resultados positivos.

Assista o vídeo: Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

 


iii) Há evidências crescentes de que a restrição calórica (isto é, comer cerca de 15% menos calorias do que você realmente precisa em um dia) pode ajudar na sobrevivência do câncer.

iv) Há evidências crescentes de que o jejum pode aumentar a sobrevivência – porque reduz os níveis plasmáticos de glicose e os hormônios IGF-1 e insulina, ambos implicados no desenvolvimento do câncer. O jejum também restringe os níveis de glutamina, outra fonte de energia para o câncer. E o jejum melhora o sistema imunológico.

(Note-se também que a restrição de calorias e o jejum demonstraram melhorar os resultados da quimioterapia, reduzir os efeitos colaterais e permitir a utilização de doses baixas de quimioterapia.)

Após 24 horas, o jejum começa a deixar as células cancerígenas com fome. Estas células inflexíveis que dependem do seu combustível (glicose), enquanto as células saudáveis ​​normais, que são flexíveis, podem queimar combustível de outras fontes (por exemplo, gorduras). Isso é chamado de cetose nutricional.

Infelizmente, na prática, 70 por cento dos pacientes com câncer tem medo, ou resistência psicológica de adotar o jejum, mesmo que possa interromper a progressão do câncer.

v) Uma dieta cetogênica, que limita o consumo de carboidratos e proteínas, mas permite que as pessoas comam gorduras saudáveis, elimina a necessidade do jejum enquanto aumenta a cetose no organismo. Há até mesmo diversos suplementos e tipos de gordura (MCT) que aceleram a cetose.

Detalhes desagradáveis:

 

Parece que alguns tipos de câncer, alguns tumores cerebrais, alguns cânceres de mama, alguns tipos de câncer podem, em condições de baixa disponibilidade de açúcar, recorrer ao glutamato como energia. Isto está prontamente disponível em todo o corpo, mas especialmente nos nervos e nos tecidos musculares. Ainda não totalmente explicado por nenhum meio, esses cânceres podem começar a se propagar de forma agressiva, simplesmente atacando células adjacentes. O glutamato é feito no corpo a partir de glutamina, ácido fólico e glicose, entre outras fontes.


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Glutamato, glutamina, dieta e câncer

O glutamato é conhecido por uma “bomba dietética” que alimenta o câncer e espalha-o através da metástases. De fato, vários estudos se concentraram em células cancerosas “anormais” bloqueando esta bomba.

Se você está restringindo a glicose, também é uma boa idéia restringir as proteínas, pois é uma fonte de glutamina. A proteína de qualquer maneira parece estimular a via mTOR que pode impulsionar o câncer. Isso é muito mais complicado do que apenas restringir a glicose.

No entanto, outros fatores estão quase certamente em jogo e é quase impossível restringir o glutamato no corpo totalmente; ele está nos seus músculos e sistema nervoso! Para confirmar este enigma, Andrew Scarborough, em sua história de como ele venceu seu câncer de cérebro em uma dieta cetogênica, diz para comer 100-200g de carnes gordas por dia e beber água, ou chás. Como sugerido por alguns críticos, a dieta cetogênica em certos casos só pode oferecer um adiamento de alguns anos na vida de um paciente (ainda melhor do que as drogas tumorais).

O que a dieta cetogênica envolve?

 

Enquanto a restrição calórica pode ter benefícios contra o câncer, quando você tem uma refeição, os níveis de glicose, insulina, IGF-1 e glutamina atingem um pico. Isso provoca mudanças de humor, inflamação celular e pode reabastecer as células cancerígenas. O jejum completo (3-5 dias) pode evitar isso. O jejum induz um estado de cetose no corpo, onde as células flexíveis e saudáveis ​​privadas de glicose passam para um sistema metabólico de queima de gordura. Mas as células cancerosas não têm essa flexibilidade, e assim morrem de fome.

As regras de uma dieta cetogênica:

 

1. Não coma carboidratos além de legumes e salada – definitivamente não consuma açúcar, glicose ou xarope de milho (pense em refrigerantes e sucos).

2. Coma apenas uma quantidade limitada de proteína – e certifique-se de que é  de boa qualidade, proteína fresca (peixes, carne ou frango)

3. Consuma gorduras boas – como azeite virgem, óleos de peixe, sementes de linhaça, nozes, macadâmia e outras nozes e sementes, óleo de coco, abacates. Não coma “gorduras trans e ômega 6” e sem leite ou queijos se está tratando um estado de câncer, apenas manteiga, creme ou nata.

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Dieta cetogênica no tratamento de dores de cabeça

Por: Danielle Bengsch

 

A dieta foi originalmente desenvolvida para epilepsia infantil há um século e agora é estudada para tratar enxaquecas.

Antes que a dieta cetogênica se tornasse a última tendência como vertente mais restrita da dieta baixa em carboidratos (low- carb), ela foi usada para tratar a epilepsia infantil. Os médicos observaram que o jejum reduziu a quantidade de convulsões, e comer gordura como principal fonte de energia sem carboidratos produzia efeitos similares ao jejum no cérebro. Nos últimos anos, os pesquisadores fizeram observações positivas semelhantes com enxaquecas. Dr. Cherubino Di Lorenzo estuda o efeito de uma dieta cetogênica em pacientes com enxaqueca e, em seu último artigo, na Universidade Sapienza de Roma.

O que é uma dieta cetogênica?

 

Dr. Cherubino di Lorenzo: a dieta cetogênica é um regime nutricional que imita os efeitos da fome no cérebro sem causar fome, restringindo a ingestão de carboidratos. Foi desenvolvido há 95 anos para tratar a epilepsia resistente aos medicamentos em crianças. Tradicionalmente, a dieta cetogênica é rica em gordura e baixa em carboidratos, mas nas últimas décadas, outro tipo de dieta cetogênica foi desenvolvida para tratar obesidade e síndrome metabólica mais rápido ainda por um certo período: baixo teor de gordura também (10-20 gramas/ dia) baixa em carboidratos (20-40 gramas/ dia), também conhecida como a dieta cetogênica muito baixa em calorias (VLCKD).

O que esta dieta faz para o corpo e o cérebro em particular?

 

Di Lorenzo: durante uma dieta cetogênica, a restrição de carboidratos induz o metabolismo da gordura a produzir os chamados corpos cetônicos. Estes corpos de cetônicos atuam como um substituto para carboidratos e alimentam vários tipos de células, incluindo neurônios.

Na dieta cetogênica clássica, a gordura que é absorvida com os alimentos e a gordura corporal são as fontes para a produção de corpos cetônicos.

Na dieta cetogênica de baixas calorias, no entanto, os corpos cetônicos (cetonas) são produzidos apenas a partir de gorduras do tecido adiposo.

Você poderia pensar neste processo como a própria lipoaspiração bioquímica do corpo. Cada molécula de corpos das cetonas produz mais energia do que a glicose, mas menos estresse oxidativo, de modo que o cérebro e os músculos funcionam de forma mais eficiente.

Source: Cortical functional correlates of responsiveness to short-lasting preventive intervention with ketogenic diet in migraine: A multimodal evoked potentials study

Dramática redução na frequência e duração das enxaquecas com a dieta cetogênica

Este efeito dos corpos de cetônicos como impulsionadores energéticos é muito importante em pacientes com enxaqueca, porque eles têm um déficit energético no cérebro. As cetonas também têm um efeito anti-inflamatório. Isso também é importante porque a “inflamação estéril” – inflamação causada por danos e não por micróbios – é o coração das enxaquecas. Os corpos cetônicos amortecem a inflamação neural comum em epilepsia e enxaquecas e modula a excitabilidade cortical, a taxa de disparo dos neurônios.

Como você teve a ideia de estudar os efeitos de uma dieta cetogênica em enxaqueca?

 

Di Lorenzo: Nosso interesse em dietas cetogênicas nasceu em 2009. Um efeito colateral comum da maioria dos medicamentos para a profilaxia da enxaqueca, incluindo antidepressivos, antiepilépticos, antagonistas de cálcio e bloqueadores beta, é ganho de peso.

O problema: aumento do peso também pode piorar as dores de cabeça nesses pacientes. Por esse motivo, recomendamos que pacientes com sobrepeso vejam um profissional de emagrecimento antes ou durante o tratamento preventivo.

Um desses profissionais, Giulio Sirianni, observou que os pacientes submetidos a dietas cetogênicas muito baixas em calorias tiveram menos dores de cabeça. Na maioria dos casos, as dores de cabeça desapareceram mesmo durante a fase cetogênica com muita gordura da dieta.

Como você estudou a dieta em seus pacientes?

 

Di Lorenzo: Depois de vermos esses efeitos, decidimos confirmar nossas descobertas em uma grande população de pacientes. Estudamos dois grupos de enxaqueca que visitaram profissionais de perda de peso e avaliaram o efeito de uma dieta cetogênica e não cetogênica em suas enxaquecas. Nosso profissional de perda de peso seguiu rigorosamente o protocolo da Sociedade Italiana de Dieta Médica (SDM) que sugere a dieta cetogênica por um mês, seguido de uma fase não-cetogênica de cinco meses de dieta. Observamos que as dores de cabeça melhoraram drasticamente apenas durante a fase cetogênica da dieta e pioraram novamente no final desse mês. Concluímos que a dieta cetogênica foi o motivo dessa melhora.

No entanto, não temos certeza se a razão pela qual a dieta cetogênica funciona tão bem em nossos pacientes é apenas devido à produção de cetonas. Na verdade, observamos que, na maioria dos casos, nossos pacientes também apresentam resultados anormais nos testes de tolerância oral à glicose, tanto na forma como seu nível de açúcar no sangue e seus níveis de insulina respondem à ingestão de açúcar. Uma vez que os carboidratos são uma forma de açúcar, uma dieta baixa em carboidratos pode mitigar essas respostas. Nossa hipótese é que a combinação de corpos cetônicos e a diminuição da glicose sanguínea pode levar ao excelente efeito terapêutico que observamos em nossos pacientes.

Mais recentemente, encontramos resultados semelhantes para enxaquecas sem sobrepeso e pacientes com a forma mais grave de dor de cabeça, cefaleia em racimo, que consumiram uma dieta cetogênica rica em gordura com ingestão calórica normal. Contudo, descobrimos que a dieta não é eficaz em dores de cabeça tipo tensão e dores de cabeça cervicogênicas, uma forma de dor de cabeça que se origina no osso ou no tecido mole do pescoço.

Qual é o próximo passo em sua pesquisa?

 

Di Lorenzo: Em seguida, gostaríamos de estudar mais o efeito positivo da cetogênese em pacientes com enxaqueca crônica (mais de 15 dias de enxaqueca por mês) por períodos mais prolongados ainda e em enxaquecas episódicas resistentes a fármacos e pacientes que não respondem a profilaxis comum tratamentos, de forma mais abrangente. Também gostaríamos de explorar mais a influência da dieta cetogênica na excitabilidade cortical das enxaquecas. Atualmente, estamos realizando um estudo duplo cego.

Você aconselharia pacientes com enxaqueca a tentar uma dieta cetogênica?

 

Di Lorenzo: Atualmente, aconselhamos a dieta cetogênica para pacientes com enxaqueca e sobrepeso e para todos os pacientes com dor de cabeça e enxaqueca resistentes a fármacos.  Na nossa experiência, os pacientes motivados não acham difícil seguir uma dieta cetogênica, especialmente porque há menos efeitos colaterais e eventos adversos em comparação com tratamentos farmacológicos preventivos comuns.

 Dietas cetogênicas também são populares para perda de peso e para desempenho em  exercícios aeróbicos. Você recomendaria a dieta para pessoas sem indicação médica?

 

Di Lorenzo: Não há riscos especiais para os pacientes que seguem a dieta. Além dos pacientes com diabetes tipo I, não há contra-indicações para eles. Como mencionei, a dieta cetogênica é melhor tolerada do que os tratamentos profiláticos farmacológicos comuns. Os efeitos colaterais mais comuns são sintomas gastrointestinais leves a moderados, facilmente gerenciados.

Conheço centenas de pacientes que seguiram uma dieta cetogênica para perda de peso e desempenho em exercícios aeróbicos sob supervisão médica sem problema. No entanto, recomendo a supervisão médica profissional. Se a dieta for feita incorretamente, pode ser insalubre. Para pacientes com síndrome metabólica e fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais, recomendo a dieta cetogênica como tratamento de primeira escolha.

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Dieta cetogênica na cura do câncer

Por: Dr. Andreas
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Uma dieta cetogênica pode ajudar pacientes com câncer cerebral como o senador John McCain dos Estados Unidos?  Pesquisas emergentes – e algumas histórias de pacientes dramáticos – sugerem que sim.

Quando a novidade começou em meados de julho, o senador John McCain tinha sido diagnosticado com uma forma agressiva de câncer de cérebro e a pesquisadora de neurocirurgia Dra. Adrienne C. Scheck, PhD, tentou enviar uma mensagem para a família McCain no Arizona, EUA. Ela postou na página do Facebook do grupo da filha dele com o link da pesquisa que ela realizou através de seu papel como professora associado de neurobiologia no Instituto Neurológico Barrow, em Phoenix Arizona, onde McCain mora.

A mensagem da Dra. Scheck para McCain: experimente a dieta cetogênica juntamente com a terapia padrão de cirurgia, radiação e quimioterapia.

Durante a última década, Dra. Scheck tem estudado o efeito de alterar o metabolismo das células cancerosas, especificamente com a dieta cetogênica, para melhorar a sobrevivência e minimizar os efeitos colaterais de pacientes com tumores cerebrais malignos. Em 14 de julho de 2017, McCain recebeu o diagnóstico de glioblastoma multiforme (GBM), um câncer notoriamente mortal que surge na glia, o tecido conjuntivo do cérebro.

O tumor cerebral GBM tem um grave prognóstico, com um tempo médio de sobrevivência de 18 meses após o diagnóstico. Para McCain, uma cirurgia de nove horas removeu um grande tumor acima do olho esquerdo no dia em que seu câncer foi diagnosticado. Então, na primeira semana de agosto, ele começou a radiação e quimioterapia, de acordo com relatos da mídia.

Dra. Scheck (foto) disse: “Com base em nossa pesquisa, definitivamente penso que alguém com um GBM deve seguir uma dieta cetogênica terapêutica o mais rápido possível, além da terapia padrão. Nossa pesquisa pré-clínica sugere que ela potencializa a radiação e a quimioterapia, e pode melhorar a resposta imune antitumoral. Mesmo os corpos cetônicos sozinhos podem ter esse efeito na cultura celular. Não há nada a perder tentando.”

Até agora, Dra. Scheck não ouviu falar da família McCain, provavelmente, ela sente muito, porque eles estão sendo inundados com todas as formas de conselhos e porque muitas pessoas, incluindo médicos, que não tem conhecimento científico que recriminam a dieta cetogênica como dietas de “moda”.

Mas Scheck enfatiza que a dieta cetogênica para o câncer não é moda. “Esta não é uma” dieta “no sentido típico da palavra. É uma terapia metabólica regimentada com um pouco de ciência revisada por pares “, diz ela. Na verdade, o Scheck não só realizou uma série de estudos promissores em modelos de ratos da doença, mas ela é a principal investigadora de um ensaio clínico atual com pacientes humanos com GBM, usando a dieta cetogênica mais radiação e quimioterapia.

O ensaio clínico teve dois objetivos: mostrar que os pacientes podem tolerar a dieta e manter baixa glicemia e altos níveis de corpos cetônicos no sangue (cetonas); e constatar se a sobrevivência dos pacientes é prolongada.

O estudo de Scheck é um dos 10 ensaios clínicos registrados em clinicaltrials.gov, atualmente estudando o papel da dieta cetogênica no tratamento do glioblastoma, oito dos quais ainda estão em andamento. Os estudos estão sendo liderados por equipes em outros três locais dos EUA, bem como na China, na Alemanha e no Reino Unido.

Levando em consideração outros tipos de câncer – incluindo pulmão, mama, pâncreas, próstata e melanoma – um total de 23 ensaios clínicos estão atualmente registrados no clinicaltrials.gov que investigam a dieta cetogênica como complemento da terapia padrão contra o câncer. Ao longo da última década, pesquisas sobre o papel da dieta cetogênica na pesquisa básica sobre câncer e nas terapias emergentes cresceram, com mais de 170 estudos ou artigos teóricos atualmente na literatura de pesquisa. O número está aumentando a cada mês.

Como os carboidratos podem alimentar o câncer

 

No coração do argumento para usar a dieta cetogênica para ajudar a combater o câncer é o fato de que as células cancerígenas precisam de glicose – uma grande quantidade dela – para alimentar seu rápido crescimento. Na verdade, isto é precisamente como um exame de PET é usada para diagnosticar câncer: uma injeção de açúcar radioativo ilumina as células cancerosas malignas porque eles usam glicose em uma taxa muito maior que as células normais. A glutamina, que é um aminoácido criado a partir da degradação das proteínas, também pode alimentar o crescimento do câncer, por isso também as proteínas são em certo grau restritas na dieta cetogênica.

As células cancerígenas famintas de glicose e da glutamina precisam crescer, e o uso de corpos cetônicos  como combustível para nossas células, ao invés de glicose e glutamina é a teoria conceitual por trás da dieta cetogênica como complemento do tratamento do câncer. “As células normais têm a flexibilidade metabólica para utilizar corpos cetônicos (cetonas) como energia, já as células cancerígenas não”, explica o Dr. Thomas Seyfried, PhD, professor de biologia no Boston College (foto).

Dr. Seyfried é o autor do influente livro de 2012 “Cancer como uma doença metabólica”. Nesse livro, bem como em trabalhos de pesquisa recentes, ele apresenta evidências de que o câncer é um distúrbio do metabolismo da energia celular, particularmente relacionado a anormalidades na estrutura e função das mitocôndrias.

Em um artigo de 2015, Dr. Seyfried e seus colegas promoveram especificamente o uso de terapia de câncer metabólico – isto é, a dieta cetogênica – como tratamento para o glioblastoma. “O objetivo é restringir as células GBM de glicose, seu principal substrato de energia”, diz Seyfried. Esta fome crônica do combustível que elas precisam para crescer (a glicose), estressa e enfraquece as células cancerosas, quando já não as mata diretamente. Isso as torna muito mais vulneráveis ​​a tratamentos como radiação, drogas de quimioterapia ou oxigênio hiperbárico. “É como um soco forte de uma só vez, enfraquecendo as células cancerígenas de uma só vez e depois outro soco forte enquanto elas estão fracas,  as matando de fome”, disse Seyfried.

Este conceito de dois socos – que Dr. Seyfried e seus colegas chamam de “matador”, foi recentemente detalhado em seu artigo de fevereiro de 2017. O quadro conceitual é estressar o câncer por falta de glicose e suprimir a sinalização de insulina (o primeiro soco), subsequentemente fazendo um ataque súbito com oxigênio hiperbárico, drogas de metabolismo ou doses mais leves de drogas quimioterapêuticas e radiação (o segundo soco).

Laboratório do Professor D’Agostino

 

Dr. Dominic D’Agostino, principal pesquisador da dieta cetogênica, ensina como entrar em cetose … e por que você pode querer isso.

“Privar as células cancerosas da glicose é como tirar o pé do pedal”, explica o co-autor de estudos Dr. Dominic D’Agostino, professor associado de farmacologia e fisiologia molecular da Universidade do Sul da Flórida e pesquisador do Instituto de cognição Humana e de Máquinas.

A extensa pesquisa de D’Agostino sobre a dieta cetogênica também foi exibida em vários vídeos disponíveis para o público. A investigação de Dr. D’Agostino de uma década tem sido focada na neurociência nutricional – como o cérebro muda em resposta a influências dietéticas. Ele começou estudar a capacidade da dieta cetogênica e da suplementação de corpos cetônicos de ajudar a prevenir convulsões associadas à toxicidade do oxigênio no sistema nervoso central, uma limitação dos mergulhadores da Marinha dos EUA.

Agora, seu laboratório, especificamente com a pesquisadora da Dra. Angela Poff, está investigando o papel da cetose nutricional como adjuvante na terapia do câncer. O vídeo da Dra. Poff sobre o metabolismo do câncer usando a cetose é um vídeo muito popular.

 

Dr. D’Agostino diz que a glicose, a insulina e a inflamação estão intimamente ligadas ao crescimento do câncer e ao tratamento e prevenção do câncer; eles estão fortemente associados à saúde metabólica das células. “Enquanto a atual teoria incompleta das origens do câncer é que ela surge através de mutações no DNA celular, a estabilidade do DNA está fortemente correlacionada ao funcionamento das mitocôndrias e do estresse oxidativo”, diz D ‘Agostino. “A cetose nutricional com jejum periódico suporta o funcionamento saudável da mitocôndria, a autofagia (reciclagem celular), a supressão do estresse oxidativo, a supressão da sinalização da insulina e a redução das vias pró-inflamatórias específicas”.

D’Agostino enfatiza que a pesquisa sobre a dieta cetogênica e câncer ainda é emergente. “Precisamos de mais dados clínicos sobre a melhor forma de aplicar esses conceitos aos pacientes com GBM”, adverte ele. “No entanto, é muito razoável para alguém com diagnóstico de GBM – com uma média de 12 a 18 meses de vida –  implementar uma dieta cetogênica (com um profissional competente) em conjunto com sua terapia padrão”.

Histórias de controle do câncer cerebral com a cetose

 

Pablo Kelly, 28, de Devon, Reino Unido (foto), não poderia concordar mais. Ele foi diagnosticado com GBM em 2014 e a dieta cetogênica salvou sua vida. “Meu GBM foi declarado inoperável devido à sua localização no meu cérebro, no lobo parietal, com um tendril entrando no meu córtex motor”, disse Kelly, que logo após o diagnóstico começou uma dieta cetogênica de calorias restritas.

Durante seus três anos de dieta cetogênica rigorosa, suplementando com cetonas exógenas, óleo MCT e suplementos anti-inflamatórios, houve encolhimento do tumor suficiente para que 90% dele pudesse ser removido por uma craniotomia no início deste ano.

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Uma análise de ressonância magnética em maio mostra que o câncer está sob controle, diz Kelly, que se conecta com as pessoas através da sua página aberta do Facebook, “Pablos Journey Through a Brain Tumor” e através de histórias de mídia, que foram compartilhadas por milhares de pessoas.  “Três anos atrás, foi difícil encontrar profissionais que estavam recomendando a cetogênica para GBM”, diz Kelly, que hoje em dia é regularmente contatado por pessoas de todo o mundo na esperança de obter mais informações sobre a dieta cetogênica para tratamento do tumor cerebral. “Eu quero inspirar o maior número possível de pessoas”.

O tratamento do tumor do canadense adolescente Adam Sorenson, com a dieta cetogênica é outra história anedótica inspiradora. Ele foi diagnosticado com GBM nível 5 em setembro de 2013, no dia seguinte do seu 13º aniversário. O tumor era do tamanho de uma bola de baseball e uniformemente fatal.

Brad and Adam Sorenson

Adolescente canadense Adam Sorenson (retratado junto com o pai Brad) 

Os médicos realizaram uma cirurgia para remover o máximo possível, mas seu pai, Brad, fez pesquisas extensas para tentar melhorar as chances de sobrevivência de seu filho. “As regras imperativas que estabeleci foram que o tratamento tinha que ser seguro, tinha que ter pelo menos alguns dados de ensaios clínicos publicados, e tinha que ser acessível”. Os pais também consultaram com o Dr. Jong Rho, especialista em dieta cetogênica para a epilepsia e um ex-mentor do Dr. Scheck no “Instituto Neurological Barrow” que havia sido recrutado para o hospital do instituto do cérebro Hotchkiss da Universidade de Calgary.

A família dele também consultou com os médicos e cientistas Dr. Seyfried, Dr. D’Agostino e Scheck.

Eles recomendaram um protocolo que incluiu uma dieta cetogênica consistindo em 80% de gordura, 15% de proteína e 5% de carboidratos combinados com tratamento de radiação, oxigênio hiperbárico e a droga metformina. Quatro meses após o início do tratamento, Adam teve uma ressonância magnética em fevereiro de 2014 que não apresentava tumor visível.

Treze ressonâncias magnéticas MRI subseqüentes até hoje mostraram que ele permanece livre de câncer até hoje. Adam permaneceu na dieta cetogênica e metformina desde então. “É basicamente uma dieta com quantidades muito baixas de carboidratos, com muita nata, ovos, bacon, nozes e sementes”, diz o pai.

Em um vídeo super interessante, Adam diz que a dieta nem sempre foi fácil como adolescente, especialmente quando estava com amigos. “Quando percebi que não conseguiria comer pizza e doces, fiquei um pouco triste. Mas pensei, vai me fazer viver! “.

O garoto Adam foi um orador principal em novembro passado no Simpósio Global de Terapias Cetogênicas, realizado em Banff Alberta e patrocinado pela Fundação Charlie para terapias cetogênicas. A fundação começou como uma organização focada na dieta cetogênica para o controle da epilepsia, mas agora se ramificou para o uso em câncer cerebral, autismo e outros distúrbios cognitivos.

“O protocolo cetogênico do garoto Adam convida muitas críticas de médicos preconceituosos que nunca estudaram o assunto”. Então, a família Sorenson simplesmente diz às pessoas o que fizeram para Adam, compartilha uma plataforma de slides com seu protocolo e sua lógica com referências científicas e encoraja as pessoas a encontrar um profissional qualificado.

“Eu acredito que a dieta ajuda muito a melhorar a potência e a eficácia de outros tratamentos contra o câncer”, diz Brad. “Estou muito consciente de que a história de Adam é anedótica. Mas estou totalmente confiante de que se tivéssemos seguido apenas o tratamento padrão, Adam não estaria vivo hoje “.

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10 benefícios comprovados da dieta low-carb e cetogênica

https://authoritynutrition.com/10-benefits-of-low-carb-ketogenic-diets/

Woman Holding a Bowl of Salad

Dietas Low-carb têm sido controversas por décadas.

Elas foram originalmente demonizada pelos profissionais de saúde e pela mídia por causa da fobia a gordura.

Pessoas acreditavam que estas dietas iria aumentar o colesterol e causar  doença cardíaca devido ao elevado teor de gordura .

No entanto, os tempos mudaram .

Desde o ano de 2002, mais de 20 estudos em humanos tem sido realizados sobre dietas low carb de baixo carboidrato.

Em quase todos esses estudos , as dietas de baixo carboidrato sairam na frente das dietas que estavam sendo comparadas.

Não só a low-carb causa mais perda de peso, ela também leva a grandes melhorias na maioria dos fatores de risco … incluindo o colesterol.

Aqui estão os 10 benefícios comprovados para a saúde de dietas low-carb e dietas cetogênicas.

1. Dietas Low- Carb dietas tiram seu apetite (no bom sentido)

 

A fome é o pior efeito colateral de fazer dieta.

É uma das principais razões pelas quais muitas pessoas se sentem miseráveis ​​e, eventualmente, desistem de suas dietas.

Uma das melhores coisas sobre comer low-carb é que ele leva a uma redução automáticado apetite (1).

Os estudos mostram consistentemente que quando as pessoas cortam carboidratos e comem mais proteína e gordura, elas acabamcomendo muito menos calorias.

Na verdade … quando os pesquisadores estão comparando low-carb e dietas de baixa gordura em estudos, eles precisam restringir ativamente as calorias nos grupos de baixo teor de gordura para tornar os resultados comparáveis ​​(2).

Resumindo: Quando as pessoas cortam carboidratos, o apetite tende a ir para baixo e elas muitas vezes acabam comendo muito menos calorias sem sequer tentar.

2. Dietas low-carb levam a mais perda de peso

 

Cortar carboidratos é uma das maneiras mais simples e eficazes para perder peso.

Young Man Eating Raw Meat

Estudos mostram que as pessoas em dietas de baixo carboidrato perder mais peso, mais rápido do que as pessoas em dietas de baixo teor de gordura … mesmo quando os seguidores da dieta de baixo teor de gordura estão restringindo ativamentecalorias.

Uma das razões para isso é que as dietas pobres em carboidratos tendem a se livrar do excesso de água do corpo. Porque elas reduzem os níveis de insulina, os rins começar a excretar o excesso de sódio, levando a rápida perda de peso na primeira semana ou segunda (3, 4).

Em estudos que compararam low-carb e dietas de baixa gordura, os participantes que seguiram a dieta low-carb às vezes perdem 2-3 vezes mais peso, sem estarem com fome (5, 6).

Dietas de baixo carboidrato parecem ser particularmente eficazes em até 6 meses, mas depois em uma parcela das pessoas o peso começa a rastejar de volta até porque as pessoas desistem da dieta e começam a comer as mesmas coisas antigas (7).

No entanto, com as outras dietas, dificilmente as pessoas seguem por até 6 meses, muito menos depois dos 6 meses.

É muito mais apropriado pensar na low-carb como estilo de vida, não uma dieta. A única maneira de ter sucesso no longo prazo é cumpri-la.

No entanto, algumas pessoas podem ser capazes de adicionar um pouco de carboidratos mais saudáveis ​​depois de terem atingido a meta de peso sem engordarem novamente

Resumindo: Quase sem exceção, as dietas de baixo carboidrato levam a mais perda de peso do que as dietas são comparadas, a curto e médio prazo.

3. A maior proporção da gordura perdida vem da barriga Nem toda a gordura no corpo, é a mesma.

Obese Man on a Scale, Smaller

É onde a gordura é armazenada que determina como ela vai afetar a nossa saúde e risco de doenças.

Mais importante ainda, temos gordura subcutânea (sob a pele) e, em seguida, temos gordura visceral (na cavidade abdominal).

A gordura visceral é a gordura que tende a apresentar ao redor dos órgãos.

Ter uma grande quantidade de gordura na medida em que a área pode conduzir a inflamação, a resistência à insulina que é um condutor que conduz as disfunção metabólica que é tão comum nos países ocidentais hoje em dia (8).

Dietas low-carb é muito eficaz na redução da gordura abdominal prejudicial a saúde. Não só causa mais perda de gordura do que dietas de baixa gordura, mas uma proporção ainda maior da gordura proveniente da cavidade abdominal (9).

Com o tempo, isto deve levar a um risco drasticamentereduzido de doença cardíaca e diabetes tipo 2.

Resumindo; Uma grande porcentagem da gordura perdida em dietas de baixo carboidrato tende a vir da gordura nociva na cavidade abdominal, que é conhecida por causar graves problemas metabólicos.

4. triglicérides tendem a disparar para baixo

Dairy Products

Triglicerídeos são moléculas de gordura.. É bem sabido que os triglicéridos em jejum, no sangue após um jejum de um dia para o outro, são um forte factor de risco de doença cardíaca ( 10 ).

Talvez contra intuitivamente, o principal motor de triglicéridos elevados é o consumo de carboidratos, especialmente a frutose do açúcar simples ( 11, 12, 13).

Quando as pessoas cortam carboidratos, elas tendem a ter uma redução muito dramática em triglicérides no sangue ( 14 , 15) .Compare isso com dietas de baixa gordura , que podem fazer com que os triglicérides subam em muitos casos (16, 17) .

Resumindo: low-carb é muito eficaz na redução de triglicérides no sangue, que são moléculas de gordura no sangue e um fator de risco conhecido para a doença cardíaca.

5.  aumento dos níveis de colesterol HDL (o “bom”)

 

Meat

Lipoproteínas de alta densidade (HDL) são frequentemente chamada de colesterol “bom”.Na verdade, é errado chamar-lhe “colesterol”  … todas as moléculas de colesterol são as mesmas.

HDL e LDL referem-se as lipoproteínas que transportam colesterol ao redor no sangue.

Enquanto o LDL transporta o colesterol do fígado e para o resto do corpo, HDL transporta o colesterol para longe do corpo e para o fígado, onde ele pode ser reutilizado ou excretado.

É sabido que quanto maior os níveis de HDL, mais baixo é seu risco de doença cardíaca  (18, 19, 20). Uma das melhores maneiras de aumentar os níveis de HDL é comendo gordura … e dietas low-carb  incluem uma grande quantidade de gordura (21, 22, 23).

Portanto, não é surpreendente ver que os níveis de HDL aumentam dramaticamenteem dietas de baixo carboidrato, enquanto eles tendem a aumentar apenas moderadamenteou até mesmo ir para baixo em dietas de baixa gordura (24, 25).

O Triglicérides é outra muito forte preditor de risco de doença cardíaca. Quanto maior ele for, maior será o seu risco de doença cardíaca é (26, 27, 28).

Ao baixar os triglicerídeos e aumentar os níveis de HDL, as dietas de baixo carboidrato levam a uma grande melhoria do colesterol

Resumindo: Low-carb tende a ser rico em gordura, o que leva a um aumento impressionante nos níveis de HDL no sangue, muitas vezes referido como o “bom” colesterol.

6.  Os níveis de açúcar no sangue e insulina são reduzidos, com uma melhoria importante na diabetes tipo 2

Measure Blood Sugar

Quando comemos carboidratos, eles são divididos em açúcares simples (principalmente glicose) no trato digestivo. De lá, eles entram na corrente sanguínea e elevam os níveis de açúcar no sangue.

Por o açúcar no sangue elevados são tóxicos, o corpo responde com um hormônio chamado insulina, que informa as células para levar a glicose para dentro das células e para começar a gravar ou a armazená-la.

Para as pessoas que são saudáveis, a resposta rápida de insulina tende a minimizar o  “pico”, açúcar no sangue a fim de impedi-lo de prejudicar-nos. No entanto … muitas, muitas pessoas têm grandes problemas com este sistema.

Eles tem o que é chamado a resistência à insulina, o que significa que as células não “enxergam” a insulina e, portanto, é mais difícil para o corpo levar o açúcar no sangue para as células (29).

Isto pode conduzir a uma doença chamada diabetes tipo 2, quando o corpo não consegue segregar insulina suficiente para baixar o açúcar no sangue após as refeições.

Esta doença é muito comum hoje em dia, que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo (30). Há realmente uma solução muito simples para esse problema …  cortando os carboidratos, você remove a necessidade de toda a insulina porque a glicose fica baixa.

Ambos açúcar no sangue e insulina ficam muito baixos (31, 32). De acordo com o famoso Dr. Eric Westman e Dr Willian Daves (barriga de trigo), que tem tratado muitos diabéticos utilizando uma abordagem de baixo carboidrato, ela p reduz a sua dose de insulina em 50% no primeiro dia (33).

Em um estudo em diabéticos tipo dois, 95,2% tinham conseguido reduzir ou eliminar a sua medicação com a redução de glicose no prazo de 6 meses (34).

Se você está atualmente tomando medicação hipoglicemiante, em seguida, fale com o seu médico antes de fazer alterações em sua ingestão de carboidratos, porque a sua dose poderá ter de ser ajustada de modo a evitar a hipoglicemia no início.

Resumindo: A melhor maneira de reduzir os níveis de açúcar no sangue e insulina é reduzir o consumo de carboidratos. Esta é também uma maneira muito eficaz para tratar e até mesmo reverter diabetes tipo II.

7.  Pressão Arterial tende a diminuir bastante

Girl Eating Kebab, Fullsize

Ter a pressão arterial elevada (hipertensão) é um importante fator de risco para muitas doenças.Isto inclui doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e muitos outros.

Dietas de baixo carboidrato são uma forma eficaz de reduzir a pressão arterial, o que deve levar a uma redução do risco dessas doenças e irá ajudá-lo a viver mais tempo (34, 35).

Resumindo: Os estudos mostram que a redução de hidratos de carbono conduzem a uma redução significativa na pressão sanguínea, o que deve conduzir a uma redução do risco de muitas doenças comuns.

 8.  Dietas low-carb são as mais eficazes tratamento conhecido contra a síndrome metabólica

Doctor With Thumbs Up

A síndrome metabólica é uma condição médica que é altamente associado com o risco de diabetes e doenças cardíacas.

Na verdade, é um conjunto de sintomas:

• A obesidade abdominal

• pressão arterial elevada

• níveis de açúcar no sangue em jejum elevada

• triglicerídeos altos

• Baixos níveis de HDL

A boa notícia é … todos os cinco sintomas melhoram dramaticamente em uma dieta baixa em carboidratos (36,37).

Infelizmente, o governo e muitas organizações de saúde ainda recomendam uma dieta de baixa gordura para esta finalidade, que é praticamente inútil, porque ele não faz nada para resolver o problema metabólico subjacente, principalmente a médio prazo.

Resumindo: dietas low-carb efetivamente revertem todos os 5 principais sintomas da síndrome metabólica, uma condição séria conhecido por predispor as pessoas a doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

9.  dietas de baixo carboidrato melhorar o padrão de colesterol LDL

Fish

Lipoproteína de baixa densidade (LDL) são muitas vezes referida como o colesterol “mau” (novamente, na verdade é uma proteína, não colesterol).

Sabe-se que as pessoas que têm níveis elevados de LDL de baixa densidade (padrão B) são muito mais propensas a ter ataques cardíacos (38, 39).

O que os cientistas agora aprenderam é que o tipo de questões de LDL. Nem todos eles são iguais. A este respeito, o tamanho das partículas é importante.

As pessoas que têm na sua maioria pequenas partículas têm um alto risco de doença cardíaca, enquanto as pessoas que têm na sua maioria grandes partículas têm um baixo risco (40, 41, 42).

Acontece que dietas de baixo teor de carboidratos realmente transformam as partículas de LDL de pequenas a grandes, além de reduzir o número de partículas de LDL flutuando na corrente sanguínea (43).

Resumindo: Quando você come uma dieta low-carb, suas partículas de LDL mudam de pequenas (ruim) LDL à grandes LDL – que são benigno.

 10. O corte de carboidratos pode também reduzir o número de partículas de LDL flutuando na corrente sanguínea.

Eggs in a Basket

Dietas low-carb são terapêuticas para várias doenças cerebrais

Afirma-se frequentemente que a glicose é necessária para o cérebro … e é verdade. Alguma parte do cérebro só pode queimar a glicose.

É por isso que o fígado produz glicose a partir de proteínas se nós não comermos qualquer carboidratos.

Mas uma grande parte do cérebro pode também queimar cetonas, que são formados durante a fome ou quando a ingestão de hidratos de carbono é muito baixa.

Este é o mecanismo por trás da dieta cetogénica, que tem sido utilizado durante décadas para o tratamento da epilepsia em crianças que não respondem ao tratamento do fármacologico (44).

Em muitos casos, esta dieta pode curar crianças de epilepsia. Em um estudo, mais de metade das crianças em uma dieta cetogênica tiveram uma redução superior a 50% nas apreensões. 16% das crianças ficaram livres de crises (45).

Muitas dietas low-carb/cetogênicas estão agora a ser estudada para outros transtornos cerebrais, bem como, incluindo a doença de Alzheimer e doença de Parkinson (46).

Mensagem para levar para casa

 

Poucas coisas são tão bem estabelecidas em ciência da alimentação, como os imensos benefícios de saúde do low-carb e dieta cetogênica.

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Dieta cetogênica e câncer

Por Mark Sisson,

A dieta cetogênica é um tratamento eficaz para o câncer? Há um monte de histórias na mídia e no mundo on-line sobre a cetose, mas o que as pesquisas realmente dizem? Vamos lá:

Pergunta de um leitor:

“Eu li alguns estudos sobre o uso de uma dieta cetogênica como uma opção de tratamento eficaz para o câncer. Basicamente, os estudos dizem que o câncer não pode sobreviver em corpos cetônicos, mas em vez disso, requerem glicose para proliferar. Isto é, ao eliminar a glicose, as células cancerígenas morrem de fome. Eu quero saber a sua opinião sobre este tópico – Os tumores podem realmente ser regredidos com um regime cetogênico rigoroso?

Obrigado! Mike”

Primeiro, eu vou salientar que há mais de cem tipos de câncer. O que é bom (ou mau) para um tipo pode não ser bom para o próximo tipo. Assim, quando discutimos os efeitos da cetose sobre o câncer, nós temos que ser extremamente específicos. E acima de tudo, é preciso lembrar que nada disto constitui aconselhamento médico. Eu não posso dar-lhe aconselhamento específico e a ciência é ainda muito preliminar.

Com isso dito, várias linhas de evidência têm levado muitos pesquisadores a concluir que as dietas cetogênicas podem ter eficácia em tratamentos de câncer.

  • A hiperglicemia piora o prognóstico de alguns doentes com câncer, como aqueles de fígado, da mama, pancreático, e câncer reprodutivos femininos.
  • Diabetes está associada a um risco elevado de muitos tipos de câncer, incluindo do fígado, pâncreas, cólon e de mama.

• Os diabéticos que usam agentes de redução da glicose como a metformina tem um risco menor de mortalidade por câncer.

Mas só porque açúcar elevado no sangue parece exacerbar a progressão do câncer não significa cetose irá parar ou até mesmo retardá-lo. Não é?

Diversos estudos em animais e in vitro têm descoberto que as dietas cetogênicas ou a administração de corpos cetônicos pode aumentar a taxa de sobrevivência, reduzir o crescimento do tumor, aumentar a morte de células tumorais, e melhorar a eficácia de terapias tradicionais. Um estudo descobriu que a injeção de corpos cetônicos em ratos seguindo uma dieta não cetogênica aumentou o crescimento do tumor. Interessante, mas corpos cetônicos injetados em cima de uma dieta não-cetogênica com comida de laboratório não é análogo ao modo como seguidores da dieta cetogênica produzem cetonas. Não podemos tirar quaisquer conclusões deste estudo..

Foram realizados alguns estudos em humanos, testando principalmente os efeitos da dieta cetogênica em pacientes com câncer cerebral. A evidência é mista.

Em um grupo de 16 pacientes com câncer avançado, a dieta cetogênica melhorou a qualidade de vida, incluindo o processamento emocional, em quem conseguiu tolerar a dieta. Em um par recente de estudos de casos, os pacientes com glioma mostraram a progressão do tumor em uma dieta cetogênica. Os tumores, na verdade, começaram a produzir enzimas necessárias para metabolizar corpos cetônicos, sugerindo que alguns gliomas podem adaptar-se as dietas cetogênica e passar a usá-las como nova fonte de combustível. Além de relatar os estudos de caso, os pesquisadores também revisaram a literatura do câncer de cérebro e a dieta cetogênica em humanos, como um todo, concluindo que alguns pacientes com câncer de cérebro respondem bem a cetose, enquanto outros não sofrem nenhum benefício. Aqueles que se beneficiam desfrutam da progressão tumoral retardada. Dito isto, apenas um dos estudos de caso em humanos abordados nesta avaliação usou a dieta como uma monoterapia; todos os outros estudos usaram a cetose em conjunto com mais terapias tradicionais de câncer (radioterapia, quimioterapia).

Quanto ao porquê de roedores com câncer se darem tão bem com a cetose, isto é em parte devido ao fato deles serem criações de laboratório geralmente geneticamente homogêneas, não “de tipo selvagem”. Seus tumores todos respondem mais ou menos de maneira idêntica para vários estímulos, sejam eles radiação, suplementos ou dietas cetogênicas. Os seres humanos são do tipo selvagem, e portanto, diferentes tumores humanos têm diferentes graus de metabolismo de corpos cetônicos e, assim, diferentes respostas a cetose. Aqueles cujos tumores expressam menos enzimas “ketolytic” provavelmente se sairão melhor em dietas cetogênicas do que os pacientes cujos tumores expressam mais enzimas que metabolizam corpos cetônicos.

Ainda assim, quando usado como um coadjuvante para a terapia do câncer, dietas cetogênicas parecem ser seguras e isentas de efeitos secundários graves. Se eu fosse diagnosticado com um câncer no cérebro, eu provavelmente tentaria uma dieta cetogênica rigorosa. É segura, e muito bem poderia melhorar o meu prognóstico, qualidade de vida, e a resposta ao tratamento. Em outras palavras, dieta cetogênica, sob a supervisão de seu oncologista, provavelmente não custa tentar. Mas não pense que você pode mergulhar na dieta e renunciar a todos os outros tratamentos.

O juri ainda está presente, mas eu espero obter algumas boas respostas no futuro próximo.

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