Exagerou na bebida? Entenda por que ficamos de ressaca e saiba como se cuidar

Marina Teodoro

Veja como o corpo reage quando há excesso de álcool no sangue e saiba o que pode diminuir os efeitos da sensação de náusea, queimação e diarreia

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Foto: Pixabay

Nada como brindar a chegada de um novo ano entre amigos e familiares. Nesse período, de festas e comemorações, é comum que o consumo de bebidas alcoólicas seja maior do que foi durante os outros meses. Mas sempre tem aquele que exagera, bebe além da conta, e acorda no outro dia com aquela sensação de dor de cabeça, desidratação, enjoo, diarreia e cansaço, que também pode ser resumida em apenas uma palavra: a temida ressaca.

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De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), a ressaca “sempre se associa à intoxicação aguda de álcool. Inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero, em média) e pode durar até 24 horas”.

Os sintomas podem variar, já que cada metabolismo funciona de um jeito, mas é certo que quem já bebeu demais sabe exatamente quando está de ressaca. As reações são consequência da desidratação que o álcool provoca no organismo e do trabalho árduo que o fígado tem para eliminar a substância do sangue.

Mas não é só o fígado que sofre quando o indivíduo resolve “encher a cara”. Apesar de ser o mais sobrecarregado, outros órgãos também são afetados. Sobra para o estômago, pâncreas, rins, pulmões e até para o cérebro trabalharem na potência máxima para eliminar todo o álcool do organismo.

De acordo com a cardiologista do Hapvida Saúde, Sílvia Souza, o consumo exagerado pode gerar tontura, sonolência, fadiga muscular e dormência nos pontos extremos do corpo – dedos das mãos e dos pés. “O álcool também atinge rapidamente a corrente sanguínea e o sistema nervoso central. Por isso, o indivíduo tende a ficar descontrolado e perde a percepção do ambiente em que está inserido”, explica Sílvia.

Como o organismo reage

Um dos primeiros órgãos a sentir os efeitos do álcool é o cérebro. Ao mínimo consumo já é possível constatar alterações na percepção da realidade e do comportamento, como problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade, sonolência, anestesia, e, em casos mais sérios, coma alcoólico.

No sistema gastrointestinal, o álcool irrita as mucosas do esôfago e estômago, provocando a gastrite alcoólica, esofagite e diarreia. Em alguns casos, o estrago é tão grande que a pessoa chega a vomitar.

No fígado, a produção de enzimas – que atuam na aceleração de reações químicas – é afetada, e o órgão precisa trabalhar muito mais para conseguir metabolizar o etanol, podendo causar uma inflamação crônica, hepatite alcoólica e até cirrose.

O pâncreas, responsável por fabricar a insulina e enzimas digestivas, pode ficar inflamado pelo excesso de álcool. Essa reação pode evoluir para pancreatite, causando forte dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. Nesses casos, o ideal é ir ao hospital.

O sangue com etanol precisa passar pelos pulmões para realizar as trocas gasosas. Porém, como o sangue está alterado, esse processo será mais lento. Dessa forma, a respiração fica mais lenta e é preciso mais esforço para respirar – e é assim que o bafômetro consegue perceber se a pessoa tomou todas ou não.

A filtração final do álcool é feita pelo sistema renal. Em casos de excesso da substância, os hormônios dos rins que controlam a pressão arterial são alterados, o que culmina em hipertensão arterial.

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Como aliviar a ressaca

Não existe um milagre capaz de deixar uma pessoa embriagada 100% livre de ressaca no dia seguinte. No entanto, há algumas medidas que podem ser tomadas durante o consumo de álcool que ajudarão a diminuir os efeitos desconfortáveis dessa sensação.

 A nutricionista do Hapvida Saúde, Marília Araújo, orienta a ingestão de bastante água para manter a hidratação, uma vez que grande parte das bebidas alcoólicas são diuréticas – ou seja, provocam a liberação de água, causando desidratação. “Sem água, o organismo não funciona direito e o cérebro sente a obrigação de se esforçar muito mais para executar comandos simples, como caminhar, por exemplo”, explica ela.

Os alimentos ricos em potássio, como, banana, abacate, kiwi e mamão, contribuem para a recuperação da ressaca, pois seus nutrientes são fundamentais para o sistema nervoso e muscular. Vale ressaltar que mesmo com a sensação de tontura, dominar o enjoo e ter uma boa alimentação se torna essencial para a melhora dos sintomas. “As frutas são ótimas opções. Ricas em frutose, elas aceleram o processamento do álcool pelo corpo e repõem a energia”, esclarece a especialista.

Confira uma lista de alimentos que podem amenizar os estragos da ressaca.

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Foto: Getty Images

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

Foto: Thinkstock/Getty Images

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

Foto: Getty Images

Laranja: também tem potássio e sódio

Laranja: também tem potássio e sódio

Foto: Getty Images

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

Foto: Getty Images

Bolos: têm ação similar à do macarrão

Bolos: têm ação similar à do macarrão

Foto: Thinkstock/Getty Images

Pães: também são alimentos ricos em carboidratos

Pães: também são alimentos ricos em carboidratos

Foto: Getty Images

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

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Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

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Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

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Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

Foto: Getty Images

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Foto: Thinkstock/Getty Images
















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Como preparar o corpo para evitar ressaca

Algumas dicas valiosas também podem diminuir os efeitos antes mesmo de começar a beber.

O velho conselho de não beber com estômago vazio deve ser levado a sério. É sempre bom se alimentar antes de ingerir álcool. Em jejum, o álcool chega antes à corrente sanguínea e acelera os efeitos no organismo, intensificando-os. Investir em uma dieta com níveis consideráveis de carboidratos podem ajudar a regular os níveis de glicose, já que o líquido vai combater a hipoglicemia.

Já o conselho de que misturar os tipos de bebidas alcoólicas não é uma boa ideia é mito. Tomar um pouco de cerveja e depois tequila, por exemplo, ou drinks que contenham vários tipos de destilados não vai influenciar na sua ressaca, mas sim o teor alcoólico das substâncias e a quantidade que a pessoa irá ingerir.

Para garantir um porre menos “sofrido”, é aconselhável tomar água nos intervalos entre um copo e outro, pois ajuda a manter o corpo hidratado. Alguns efeitos podem ser minimizados dessa forma, mas é sempre importante reforçar que mesmo seguindo todas as orientações não há garantia de que é possível encher a cara e acordar no dia seguinte livre de ressaca.

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Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

Por: Cancer Active

dieta cetogênica e câncer

(Chris Woollams) Este artigo aborda mais detalhadamente a dieta cetogênica – uma dieta de baixo teor de glicose, alta em gorduras boas e relativamente baixa em proteínas, que se afirma ter o potencial de gerenciar até mesmo casos avançados de câncer. Pesquisas preliminares mostram que ele pode parar a progressão do câncer, inibir metástases e matar as células cancerosas. As pesquisas até o momento não são abundantes, mas são promissoras

Um câncer de particular interesse é o câncer cerebral. Pesquisas novas em 30 casos concluíram que a dieta cetogênica tem mérito.

As células cerebrais parecem ser mais propensas aos efeitos danosos do excesso de glicose e altos níveis de glicose estão ligados a alguns casos de demência. Mas as células cerebrais saudáveis ​​estão mais prontas para se adaptarem à cetose.

A dieta cetogênica tem sido utilizada com sucesso em casos de epilepsia e foi testadas em outras doenças. O câncer colorretal, por exemplo, também mostrou ser melhor tratado com uma dieta com baixo teor de açúcar por Johns Hopkins.

O professor Dr. Thomas Seyfried de Boston é um biólogo  que depois de anos de pesquisa extensiva, acredita fervorosamente que o câncer é uma doença metabólica e não genética. O Dr. Dominic D’Agostino Professor Assistente da Universidade do Sul da Florida concorda. Ambos estiveram envolvidos no tratamento de pacientes com câncer avançado usando uma dieta cetogênica.

No entanto, antes de nos deixar levar pela euforia, há provas de que esse efeito pode depender do tipo de câncer e portanto é necessário mais estudos com outros tipos de câncer.

A dieta cetogênica recebeu grande interesse nos últimos anos..

A Teoria Simples da Dieta Cetogênica

 

As células cancerosas utilizam a glicose –  ela é essencial para a sobrevivência delas.

1. O princípio fundamental da dieta cetogênica é que as células cancerosas precisam fermentar para sobreviver. E, para isso, elas consomem glicose. Enquanto isso, as células saudáveis ​​podem mudar para um estado de queima de gorduras, se houver pouca glicose disponível. Ou seja, as células cancerosas são inflexíveis e se não houver glicose disponível, elas podem murchar e morrer.

As células cancerosas têm níveis muito mais elevados de receptores de insulina do que células saudáveis, para aumentar a absorção de glicose; e este fato é conhecido pelos oncologistas que usam varreduras de PET envolvendo uma tinta radiológica combinada com açúcar, para identificar os cânceres no corpo.

Um tratamento contra o câncer, a terapia de potencialização da insulina usa esse fato para fazer com que células cancerosas respondam a níveis de quimioterapia muito menores.

ii) Há evidências crescentes de que altos níveis de glicose plasmática estão ligados a um maior risco de câncer e menor sobrevivência naqueles que já estão com câncer.

* Um estudo no Journal of Clinical Investigation (2 de janeiro de 2014) concluiu que o aumento da absorção de glicose causou câncer.

* Em outro estudo, pesquisadores da Johns Hopkins mostraram que privar o câncer colorretal de glicose produziu resultados positivos.

Assista o vídeo: Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

 


iii) Há evidências crescentes de que a restrição calórica (isto é, comer cerca de 15% menos calorias do que você realmente precisa em um dia) pode ajudar na sobrevivência do câncer.

iv) Há evidências crescentes de que o jejum pode aumentar a sobrevivência – porque reduz os níveis plasmáticos de glicose e os hormônios IGF-1 e insulina, ambos implicados no desenvolvimento do câncer. O jejum também restringe os níveis de glutamina, outra fonte de energia para o câncer. E o jejum melhora o sistema imunológico.

(Note-se também que a restrição de calorias e o jejum demonstraram melhorar os resultados da quimioterapia, reduzir os efeitos colaterais e permitir a utilização de doses baixas de quimioterapia.)

Após 24 horas, o jejum começa a deixar as células cancerígenas com fome. Estas células inflexíveis que dependem do seu combustível (glicose), enquanto as células saudáveis ​​normais, que são flexíveis, podem queimar combustível de outras fontes (por exemplo, gorduras). Isso é chamado de cetose nutricional.

Infelizmente, na prática, 70 por cento dos pacientes com câncer tem medo, ou resistência psicológica de adotar o jejum, mesmo que possa interromper a progressão do câncer.

v) Uma dieta cetogênica, que limita o consumo de carboidratos e proteínas, mas permite que as pessoas comam gorduras saudáveis, elimina a necessidade do jejum enquanto aumenta a cetose no organismo. Há até mesmo diversos suplementos e tipos de gordura (MCT) que aceleram a cetose.

Detalhes desagradáveis:

 

Parece que alguns tipos de câncer, alguns tumores cerebrais, alguns cânceres de mama, alguns tipos de câncer podem, em condições de baixa disponibilidade de açúcar, recorrer ao glutamato como energia. Isto está prontamente disponível em todo o corpo, mas especialmente nos nervos e nos tecidos musculares. Ainda não totalmente explicado por nenhum meio, esses cânceres podem começar a se propagar de forma agressiva, simplesmente atacando células adjacentes. O glutamato é feito no corpo a partir de glutamina, ácido fólico e glicose, entre outras fontes.


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Glutamato, glutamina, dieta e câncer

O glutamato é conhecido por uma “bomba dietética” que alimenta o câncer e espalha-o através da metástases. De fato, vários estudos se concentraram em células cancerosas “anormais” bloqueando esta bomba.

Se você está restringindo a glicose, também é uma boa idéia restringir as proteínas, pois é uma fonte de glutamina. A proteína de qualquer maneira parece estimular a via mTOR que pode impulsionar o câncer. Isso é muito mais complicado do que apenas restringir a glicose.

No entanto, outros fatores estão quase certamente em jogo e é quase impossível restringir o glutamato no corpo totalmente; ele está nos seus músculos e sistema nervoso! Para confirmar este enigma, Andrew Scarborough, em sua história de como ele venceu seu câncer de cérebro em uma dieta cetogênica, diz para comer 100-200g de carnes gordas por dia e beber água, ou chás. Como sugerido por alguns críticos, a dieta cetogênica em certos casos só pode oferecer um adiamento de alguns anos na vida de um paciente (ainda melhor do que as drogas tumorais).

O que a dieta cetogênica envolve?

 

Enquanto a restrição calórica pode ter benefícios contra o câncer, quando você tem uma refeição, os níveis de glicose, insulina, IGF-1 e glutamina atingem um pico. Isso provoca mudanças de humor, inflamação celular e pode reabastecer as células cancerígenas. O jejum completo (3-5 dias) pode evitar isso. O jejum induz um estado de cetose no corpo, onde as células flexíveis e saudáveis ​​privadas de glicose passam para um sistema metabólico de queima de gordura. Mas as células cancerosas não têm essa flexibilidade, e assim morrem de fome.

As regras de uma dieta cetogênica:

 

1. Não coma carboidratos além de legumes e salada – definitivamente não consuma açúcar, glicose ou xarope de milho (pense em refrigerantes e sucos).

2. Coma apenas uma quantidade limitada de proteína – e certifique-se de que é  de boa qualidade, proteína fresca (peixes, carne ou frango)

3. Consuma gorduras boas – como azeite virgem, óleos de peixe, sementes de linhaça, nozes, macadâmia e outras nozes e sementes, óleo de coco, abacates. Não coma “gorduras trans e ômega 6” e sem leite ou queijos se está tratando um estado de câncer, apenas manteiga, creme ou nata.

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