Mais de 90% das crianças foram vacinadas contra sarampo e poliomielite

iG São Paulo

Apesar de 17 estados ainda não terem atingido a meta de vacinação do Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de crianças estão protegidas

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Foto: Erasmo Salomão/ Ascom/ MS

A quase uma semana para o fim da Campanha Nacional de Vacinação Contra Sarampo e Poliomielite, o Ministério da Saúde conseguiu vacinar mais de 90% das crianças que fazem parte do público-alvo.

Leia também: Veja o que é mito e o que é verdade sobre vacinas contra sarampo e poliomielite

Na prática, mais de 10 milhões de crianças de um ano e menores de cinco anos no país receberam o reforço de vacinação contra sarampo e pólio. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (5).

Para vacinar as mais de 976 mil crianças que ainda faltam, o Ministério da Saúde prorrogou a campanha em 15 dias, até o dia 14 de setembro. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que as crianças sejam vacinadas.

De acordo com a pasta, os estados que conseguiram atingir a meta de vacinação de 95% foram Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Sergipe, Goiás, Paraíba, Maranhão e Ceará.

Contudo, outras 17 unidades federativas ainda não chegaram nesse percentual. Confira:

  • Rio de Janeiro (76% para o sarampo; 74,4% para a pólio)
  • Roraima (78,6% para o sarampo; 77,8% para a pólio)
  • Distrito Federal (82,9% para o sarampo; 83,3% para a pólio)
  • Piauí (83,5% para o sarampo; 83,8% para pólio)
  • Acre (85,5% para sarampo e pólio)
  • Bahia (87,9% para o sarampo; 88,5% para pólio)
  • Rio Grande do Sul (88,5% para sarampo; 89% para pólio)
  • Amazonas (92% para o sarampo; 89,1% para pólio)
  • Alagoas (89,6% para sarampo e pólio)
  • Tocantins (90% para sarampo e pólio)
  • Rio Grande do Norte (89,8% para o sarampo; 90,4% para pólio)
  • São Paulo (89,7% para sarampo; 90,6% para pólio)
  • Pará (86% para sarampo e pólio)
  • Minas Gerais (91,9% para sarampo; 92,2% para pólio)
  • Paraná (93% para sarampo; 93,6% para pólio)
  • Mato Grosso do Sul (93,4% para sarampo; 93,8% para pólio)
  • Mato Grosso (92,3% para sarampo e pólio)

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças entre um e quatro anos e nove meses devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Foi dada mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Dezessete estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP).

Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Casos de sarampo no Brasil

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira. O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação. O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério, que pretende continuar com a vacinação contra sarampo e pólio até a próxima semana.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Sem atingir a meta, campanha de vacinação contra sarampo e pólio acaba hoje

iG São Paulo

Municípios que não conseguiram vacinar 95% da população devem abrir os postos de saúde neste sábado (1º) por orientação do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde afirma que  2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas contra sarampo e pólio

Ministério da Saúde afirma que 2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas contra sarampo e pólio

Foto: Erasmo Salomão/Ascom/MS

Termina nesta sexta-feira (31) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. Em todo o país, as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses das vacinas, independentemente de sua situação vacinal – com exceção daquelas que foram imunizadas há menos de 30 dias

Leia também: “Vacina é a melhor forma de evitar a volta de doenças eliminadas”, diz governo

Mesmo com o fim da campanha contra sarampo e pólio, que teve início no dia 4 deste mês, dados do Ministério da Saúde mostram que 2,6 milhões de crianças ainda precisam ser imunizadas. Por isso, a orientação é para que municípios que ainda não atingiram cobertura vacinal de 95% abram os postos de saúde neste sábado (1º).

Contudo, a pasta salientou que a mobilização no fim de semana é responsabilidade de cada município e, portanto, é necessário que a população verifique com as secretarias municipais quais postos estarão abertos.

O ministério reforça que apenas o Amapá atingiu a meta de imunizar 95% do público-alvo. Já entre as unidades da Federação com menor cobertura vacinal estão Rio de Janeiro, Distrito Federal, Roraima, Pará, Acre, Amazonas, Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

Em todo o país, a cobertura foi de 76,1%, sendo aplicadas mais de 17 milhões de doses das vacinas.

Este ano, a vacinação é feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

No caso da pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral.

Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

São Paulo vai vacinar até sábado

Segundo o ministério da Saúde, 563,8 mil crianças não foram vacinadas em São Paulo contra sarampo e pólio

Segundo o ministério da Saúde, 563,8 mil crianças não foram vacinadas em São Paulo contra sarampo e pólio

Foto: shutterstock

Em São Paulo, a vacinação até sábado já está confirmada. A cidade imunizou 80% das crianças para poliomielite e 79,3% contra sarampo, vacina que também protege contra caxumba e rubéola. Os percentuais, porém, estão abaixo da meta de 95%.

Cerca de 90 postos de saúde do município estarão de plantão amanhã. Os endereços das unidades básicas e os horários de funcionamento podem ser conferidos pelo site.

A busca ativa, em que equipes de saúde visitaram as escolas orientando sobre a importância da vacinação, contabilizou 37.196 mil crianças vacinadas, sendo 35,8% imunizadas no período da campanha.

Foram aplicadas 3.758 doses da vacina de poliomielite e 3.737 contra sarampo em crianças com autorização dos pais e responsáveis.

No estado de São Paulo, mais de 563,8 mil crianças ainda não foram vacinadas, segundo o Ministério da Saúde.

Leia também: Sarampo voltou? Quem deve se vacinar? Especialistas tiram dúvidas sobre a doença

Estado do Rio adota campanha por mais 15 dias

Governo do Rio vai prorrogar campanha de vacinação contra pólio e sarampo até o dia 15 de setembro

Governo do Rio vai prorrogar campanha de vacinação contra pólio e sarampo até o dia 15 de setembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

Devido à baixa procura, o estado do Rio vai prorrogar a campanha de vacinação até o dia 15 de setembro. Até agora, a taxa de cobertura é de 55,5% contra o sarampo e de 54,6% contra a poliomielite. A meta da campanha é imunizar cerca de 812 mil crianças, que representam 95% do público-alvo.

Na cidade do Rio, até o dia 29 de agosto, as unidades da Secretaria Municipal de Saúde aplicaram 191.430 doses da vacina tríplice viral e 179.433 da poliomielite. A cobertura da campanha está em 63,7% para a primeira e 59,7% para a segunda.

A vacinação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em mais de 200 unidades de Atenção Primária (clínicas da Família e centros municipais de Saúde).

As ações de prevenção e controle contribuíram para manter o país livre de circulação do Poliovírus selvagem. Desde 1990, não há casos registrados da doença no país, mas a redução das taxas de cobertura vacinal em algumas cidades brasileiras vem causando preocupação às autoridades sanitárias. Já o sarampo tem 15 casos confirmados este ano no município do Rio.

As contraindicações para as duas vacinas são hipersensibilidade grave a algum componente do produto, imunodeficiência e história de evento adverso grave em dose anterior da vacina. É Importante levar a Caderneta de Vacinação.

Casos de sarampo no Brasil

Em 2016%2C especialistas anunciaram que o sarampo havia sido eliminado nas Américas

Em 2016%2C especialistas anunciaram que o sarampo havia sido eliminado nas Américas

Foto: shutterstock

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem em investigação.

O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já tem 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há 300 casos confirmados e 70 em investigação.

Casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos seguintes estados: São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (2). Pernambuco (2) e Pará (2).

Foram confirmadas ainda sete mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois óbitos em Manaus e um no município de Autazes)

Entenda as doenças

Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa

Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa

Foto: shutterstock


  • Poliomielite

Sem vacinação , cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença
De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, todos os estados brasileiros possuem municípios que são considerados lugares de risco , com exceção apenas de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal.

Só em São Paulo, 44 cidades estão em alerta da doença. Municípios da Bahia e do Maranhão são os que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, com apenas 15% de cobertura vacinal.

A doença é prevenida por duas vacinas: a Vacina Oral Poliomielite (VOP), administrada oralmente aos 2,4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos; e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que é injetada aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

Contudo, das vacinas que as crianças de dois e quatro meses devem receber, a de pólio é a única que não ultrapassa 85% de vacinados nas duas doses, conforme dados do Datasus.

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

  • Sarampo

Em 2017, países vizinhos sofreram com surtos de sarampo , principalmente a Venezuela, que deixou de imunizar a população por questões políticas e econômicas. O governo brasileiro chegou a alertar sobre o risco da doença e reforçou o aviso sobre a importância de tomar a tríplice viral, vacina que protege contra a infecção e outras duas doenças: caxumba e rubéola.

Oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, a proteção deve ocorrer na infância, e em duas doses: com 12 e 15 meses. Na segunda dose, a vacina também protege contra a varicela, infecção viral que causa a catapora.

No entanto, a segunda dose da vacina não atinge a meta de 95% de cobertura vacinal desde 2012.

Essa é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

Leia também: Europa registra mais de 41 mil casos de sarampo neste ano, afirma OMS

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

“Congresso Todos Juntos Contra o Câncer” terá debate sobre o futuro da Oncologia

iG São Paulo

Este é o 5º Congresso e vai reunir mais de 3.500 pessoas, entre profissionais de saúde, gestores, sociedades médicas e representantes de pacientes

A cada ano, ao redor do mundo, cerca de 8,8 milhões de pessoas morrem de câncer e 14 milhões de novos casos são registrados, número que pode subir em até 70% nas próximas duas décadas. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e geraram um alerta tanto na população, quanto nos profissionais ligados à oncologia.

Leia também: Novo exame de sangue poderá detectar câncer de pulmão, segundo OMS

Um dos assuntos de maior interesse são as novas possibilidades de tratamentos e cura do câncer. Exatamente com debate sobre o futuro da Oncologia o “Congresso Todos Juntos Contra o Câncer” chega à 5ª edição em 2018.

O câncer é uma doença que cresce cada vez mais e depende do desenvolvimento da oncologia para ser tratado

O câncer é uma doença que cresce cada vez mais e depende do desenvolvimento da oncologia para ser tratado

Foto: shutterstock

Neste ano, o evento terá seis macrotemas envolvendo prevenção, tratamento, gestão, financiamento e inovação no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Os desafios serão debatidos pelos mais de 3.500 congressistas líderes de Saúde reunidos em São Paulo, entre os dias 25 e 27 de setembro.

Cronograma do “Congresso Todos Juntos Contra o Câncer”

Ao todo serão três dias de evento. O primeiro dia de atividades terá uma programação de workshops.

Os principais nomes da saúde%2C jornalismo e política do Brasil debaterão prevenção%2C tratamento%2C gestão e financiamento da oncologia

Os principais nomes da saúde%2C jornalismo e política do Brasil debaterão prevenção%2C tratamento%2C gestão e financiamento da oncologia

Foto: Reprodução

Nos dias 26 e 27, quatro salas simultâneas receberão 25 painéis de discussão abertas ao público geral, com temas relacionados a estudos clínicos, câncer infantil, notificação compulsória da doença, prevenção e humanização no tratamento, financiamento em saúde/valor preço do tratamento no Brasil.

Tudo isso acontecerá no WTC Events Center, na Av. das Nações Unidas, Brooklin, São Paulo, SP. As inscrições para o evento já estão disponíveis no site, clique aqui.

A importância do debate sobre o futuro da Oncologia no Brasil

Parte do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, o Congresso tem por objetivo levantar as principais dificuldades na Oncologia brasileira e, com o apoio de especialistas, propor as soluções necessárias aos órgãos responsáveis pela Saúde.

“Precisamos trabalhar em colaboração para discutir de que forma poderemos garantir o acesso rápido ao tratamento, para que todo paciente tenha um prognóstico mais positivo”, afirma Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. “Estamos na quinta edição do Congresso e podemos enumerar várias conquistas conjuntas. No entanto, ainda há muitos desafios para reverter o avanço da doença aqui no país”, completa.

Leia também: Tratamento de câncer de próstata tem novo medicamento aprovado pela Anvisa

O resultado dessa forma de trabalho já foi sentido com o Observatório de Oncologia, plataforma de dados abertos do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. Em abril, por exemplo, o modelo possibilitou um estudo que mostra que cerca de 10% das cidades brasileiras já possuem o câncer como principal causa de morte. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 78% ficam no Sul e Sudeste, ao passo que, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 51% ficam nessa mesma região.

O ex-ministro da saúde, Dr. José Gomes Temporão, declarou a importância disso para o futuro da Oncologia no Brasil. “Além de ter boas instituições, boas politicas, bons programas, é também imprescindível um bom sistema de informações e também uma boa mobilização social, como este Movimento.”  

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

“Me liberta”, conta mulher que usa a dança do ventre na luta contra a depressão

Mayara Aguiar

No Brasil, a depressão afeta 11,5 milhões de pessoas, de acordo com a OMS; conheça a história da assistente social Simone que, além do tratamento convencional, optou pela dança do ventre para combater a doença; confira

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Segundo a ONU%2C a depressão afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo%3B somente no Brasil%2C são 11%2C5 milhões

Foto: FreePik


Pensamentos suicidas, insônia, ansiedade, solidão, tédio, cansaço e choro excessivo. Esses são alguns dos muitos sintomas da depressão, doença que, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2017, afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre elas, está a assistente social Simone Matias Silva, de 46 anos, que, além do tratamento convencional, encontrou na dança do ventre a oportunidade de mudar de vida.

Além de ter um histórico de depressão na família, Simone possui uma rotina exaustiva e estressante, principalmente por trabalhar com dependentes químicos. Somado a isso, um acontecimento em sua vida pessoal fez o problema se agravar: após cinco anos casada, ela e o marido terminaram a relação. “Ficava sem dormir. Não tinha sono. Tinha falta de energia, de perspectiva e muita tristeza. E tudo isso agravou o meu quadro”, relata. 

Superação

Para conseguir enfrentar todo os problemas pelos quais estava passando, a assistente social começou, há oitos anos, a fazer dança do ventre. Com a ajuda da bailarina Dana, responsável pelo Espaço El Fareda, Simone passou a ver a vida com outros olhos. “A dança me ajuda muito na superação das dificuldades e proporciona liberdade de criar. Hoje, estou bem melhor”, conta. 

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Dana (à esquerda)%2C bailarina e responsável pelo Espaço El Fareda%2C e Simone (à direita)%2C aluna e assistente social

Foto: Arquivo pessoal

No início, ela chegou a estranhar os movimentos, mas logo se apaixonou pelo tipo de coreografia. “Quando conheci a dança do ventre, achei um pouco estranho. Olhava as mulheres com a barriga de fora e achava que nunca dançaria aquilo. Mas, quando fiz a primeira aula, me apaixonei”, relata. 

A ligação de Simone com a arte, entretanto, não é recente. Quando tinha sete anos, seu pai a levou à escola onde ele tocava. “Ele é sanfoneiro e queria que eu fizesse violão, mas minha mãe queria que eu tocasse piano. Porém, quando cheguei lá vi uma aula de balletme encantei. Então, de alguma forma, a música sempre esteve presente na minha vida”, relembra. 

Apesar de ter dias e momentos ainda difíceis, Simone relata que, hoje, está bem melhor. “Aprendi a lidar com a depressão. Procuro ter momentos e fazer as coisas que eu gosto. Cuidar mais de mim”, conta.

Para ela, a dança do ventre foi fundamental nesse processo. “Ela me coloca em um lugar mais criativo e proporciona a oportunidade de levar alegria para as pessoas. O que mais me movimenta e me dá alegria de viver é a dança. Quando danço, eu me liberto”, explica. 

A depressão

Os quadros da doença envolvem diversas alterações de humor e comportamento, associadas a mudanças químicas e hormonais no corpo humano, e que variam de grau e intensidade. De acordo com a OMS, 11,5 milhões de brasileiros sofrem com o problema, o que corresponde a 5,8% da população.

Leia também: Entenda como é viver com alguém que sofre com depressão

Conforme informa o Dr. Pedro Daniel Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano, em São Paulo, a condição possui sintomas e sensações intensas e muito desagradáveis. “Ansiedade, angústia, tristeza, desinteresse por atividades do dia a dia, falta de motivação, falta de energia, insônia, pesadelos, medo do futuro e desesperança são alguns dos sinais possíveis”, aponta.

O profissional explica que a exposição às situações estressantes, seja crescentes ou mesmo intermitentes ao longo da vida, conduzem à intensa sobrecarga emocional. “Isso faz com que a gente desenvolva mecanismos de proteção e defesa para tentar conter o impacto ao qual somos expostos e o desgaste em nossa balança neuro-hormonal [hormônios e emoções]”, elucida.

O lado bom é que a depressão é reversível e tem cura, mas deve ser tratada corretamente. Dessa forma, antes de iniciar qualquer tratamento, é necessário um diagnóstico adequado. Após a avaliação, o especialista indicará o melhor tratamento e passará as orientações específicas a cada paciente, que vão desde medicações, acompanhamento psicológico, apoio e orientação familiar até mesmo medidas alternativas, além de formas de exercícios físicos e ocupacionais.

Os benefícios da dança

A atividade escolhida por Simone, por exemplo, estimula que a pessoa tenha postura, foco, atenção, concentração, respiração adequada, ritmo e coreografia, que, juntas, levam à  liberação de endorfinas, proporcionando sensação de prazer e bem-estar. “A dança aumenta o ritmo cardíaco e auxilia a circulação sanguínea, incluindo a melhora do fluxo sanguíneo cerebral. Também beneficia a condição muscular e articular, promove o ganho de condicionamento físico, otimiza a respiração e  favorece o equilíbrio”, ressalta o psiquiatra.

Leia também: Marina ficou 22 anos em silêncio absoluto por causa da depressão

Além disso, a dança faz com que a pessoa lide de forma mais próxima com sua imagem corporal. Outro ponto positivo é que auxilia a socialização e a reintegração social de quem sofre com a depressão. “A dança faz a diferença porque permite conhecer outras pessoas. Você cria um ciclo de amizades e uma pessoa ajuda a outra. E a superação de uma alguém querido é como se fosse a sua. Torcemos um pela outr”, finaliza Simone.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Gelatina torna exercícios ainda mais eficazes contra a perda óssea

Por: American Jornal of Clinical Nutrition 2017

imagem saúde dos ossos

Se você deseja fortalecer seus ossos, faça exercício. Quanto mais intensivo, melhor. O treinamento de força como a musculação é ótimo, assim como a pliometria, um tipo de exercício de movimentos rápidos e de explosão que fortalece os músculos. E se você quer fortalecer mais ainda, tome uma porção de gelatina uma hora antes das sessões. Encontramos essa sugestão em um estudo humano que os cientistas australianos de esportes publicaram no famoso jornal American Journal of Clinical Nutrition em 2017.

Exercício, colágeno e ossos:

Os ossos fortes têm bastante colágeno e é principalmente através da estimulação da produção interna de colágeno, que os ossos se mantém fortes. Os pesquisadores queriam saber se a suplementação com gelatina, feita a partir do colágeno dos ossos de vacas e porcos, aumenta o efeito da atividade física intensiva na produção de colágeno do organismo.

Tanto o colágeno dos ossos como da gelatina consistem nos aminoácidos glicina, prolina e hidroxilprolina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

Estudo:

Os pesquisadores submeteram 8 estudantes homens saudáveis ​​a um regime de exercícios de pular corda por 6 minutos, três vezes ao dia, três dias seguidos. Este tipo de atividade física estimula bastante a produção de colágeno nos ossos.

Em uma ocasião, os homens beberam um placebo uma hora antes de se exercitarem. Na outra vez, eles receberam uma bebida com 5 gramas de gelatina e na terceira vez beberam 15 gramas de gelatina. Toda vez foi adicionado 48 miligramas de vitamina C à gelatina.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea.

Resultados:

O salto de cordas aumentou a concentração de um marcador sanguíneo bem confiável de densidade óssea e síntese de colágeno, o  propeptídeo amino-terminal protéico ou colágeno I [PINP] no sangue. Isto indica que o corpo aumentou a sua fabricação de colágeno. A suplementação com a dose elevada de gelatina aumentou este marcador de densidade óssea nos praticantes de exercícios.

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

gráfico síntese de colágeno

Gráfico: Maiores taxas de síntese de colágeno, um marcador de densidade óssea, nos esportistas que tomaram 15g de gelatina antes dos exercícios (quadrado escuro)

Conclusão:

A suplementação de gelatina torna o exercício intensivo ainda mais eficaz contra a perda óssea

“Os dados atuais apoiam fortemente a hipótese de que iniciar um exercício 1h após consumir 15g de gelatina resulta em maior síntese de colágeno no período de recuperação após o exercício”, escreveram os australianos. “Isto é mais evidente na comparação do grupo que não recebeu nada com o grupo que tomou 15g de gelatina”.

“Os dados mostram claramente que a gelatina apoiou a síntese de colágeno após o exercício.

Em resumo, este relatório demonstra, pela primeira vez ao nosso conhecimento, que a suplementação com gelatina em humanos aumenta a síntese de colágeno após o exercício. A taxa acelerada de síntese de colágeno foi observada 5h após a suplementação de gelatina e manteve-se durante as 72 h do estudo “.

“Esses dados sugerem que a adição de gelatina e vitamina C a um programa de exercícios intermitentes pode desempenhar um papel benéfico na prevenção de lesões e no reparo de tecidos”.

Saiba mais sobre o coaching de emagrecimento:

imagem coaching de emagrecimento

O post Gelatina torna exercícios ainda mais eficazes contra a perda óssea apareceu primeiro em Primal Brasil.

Primal Brasil

UBS estarão abertas neste feriado para vacinação  contra febre amarela em SP

iG São Paulo

Mais de 30 unidades de saúde estarão abertas na Zona Norte da capital paulista para vacinar a população neste feriado e no final de semana; confira

Até o momento, os estados mais afetados pela febre amarela são Espírito Santo e Minas Gerais

Até o momento, os estados mais afetados pela febre amarela são Espírito Santo e Minas Gerais

Foto: shutterstock

No feriado de Finados, que é celebrado nesta quinta-feira (2), as 37 unidades que estão em campanha de vacinação contra a febre amarela na zona norte da capital paulista estarão de portar abertas para receber a população e dar seguimento no atendimento ao público. A ação acontecerá também nos dias 3, sexta-feira, 4, sábado e 5, domingo. 

A medida é por conta do ocorrido há pouco menos de duas semanas, quando, no município de São Paulo, foi confirmada a presença do vírus da febre amarela em três macacos encontrados mortos. Os primatas estavam localizados um no Horto Florestal – identificado no último dia 20 – e dois no Parque Anhanguera – encontrado no dia 24 -, ambos na região norte da capital.

Mesmo com os casos já confirmados, a prefeitura ressalta que, até o momento, não há confirmação de caso humano de febre amarela adquirida na cidade.

A situação, porém, provocou o fechamento de parques da capital paulista. Ao todo, 15 áreas estão fechadas, por tempo indeterminado, como medida preventiva após a morte dos macacos.

Leia também: Casos de sífilis crescem quase 28% entre 2015 e 2016, afirma Ministério da Saúde

Além desses, os parques que estão interditados na cidade são: Senhor do Vale, Pinheirinho D’Água, Jacintho Alberto, Rodrigo de Gásperi, Jardim Felicidade, Cidade de Toronto, São Domingos, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Lions Tucuruvi, Sena, Linear Canivete, Córrego do Bispo e da Cantareira.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, desde dezembro de 2016, está ocorrendo um surto da doença em sua forma silvestre em todo o País, sendo que os estados mais atingidos são Minas Gerais e Espírito Santo. A febre amarela apresenta dois ciclos de transmissão distintos: a urbana e a silvestre.

“Todos os casos relatados no Brasil são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, só encontrados em lugares de mata. Desde 1942, não há registro de transmissão de febre amarela urbana no Brasil”, divulgou a secretaria.

UBS abertas

A lista de postos de vacinação que estarão abertas excepcionalmente no feriado e no final de semana está no site da prefeitura.

Os horários de funcionamento serão:

02/11 quinta – 8:00 as 14:00

03/11 sexta – 8:00 as 17:00

04/11 sábado – 8:00 as 17:00

05/11 domingo – 8:00 as 14:00

*Com informações da Agência Brasil

Leia também: Mais Médicos deverá ser renovado por mais três anos, afirma ministro da Saúde

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG