Entenda as fases do ciclo menstrual

O ciclo menstrual pode durar até 35 dias e passa por três fases. Veja como funciona cada uma delas.

 

A menstruação é a descamação do endométrio (tecido que reveste a parede interna do útero) que ocorre quando não há fecundação. Mas o sangramento da menstruação representa apenas uma parte da primeira fase do ciclo menstrual, que dura de 21 a 35 dias. Para saber quantos dias exatos tem o seu ciclo, basta contar desde o primeiro dia de sangramento menstrual até o dia anterior à próxima menstruação. O fluxo menstrual normalmente dura de 3 a 7 dias.

Os ciclos têm início durante a puberdade e se encerram na menopausa, entre 45 e 55 anos. Algumas mulheres podem parar de menstruar antes dos 40 anos, o que é chamado de menopausa precoce. 

Durante o ciclo menstrual, a variação nos níveis de estrogênio e progesterona provoca alterações no endométrio, preparando o corpo para uma possível gestação. Como existem receptores hormonais em outros órgãos, esse processo pode causar diversos sintomas a depender da fase do ciclo.

O ciclo menstrual é dividido em três fases principais. Veja abaixo o que acontece em cada uma delas.

Fase folicular (antes da liberação do óvulo)

A fase folicular começa no primeiro dia do ciclo, ou seja, no primeiro dia de sangramento menstrual. No início dessa fase, a concentração de estrogênio e progesterona é baixa, o que leva à produção do hormônio foliculoestimulante (FSH), que age estimulando o desenvolvimento de folículos nos ovários. Os folículos são as estruturas que contêm os óvulos.

Nesse período, em que a mulher está menstruada, é comum o surgimento de sintomas como cólicas menstruais, dor de cabeça, fadiga, aumento da frequência de urinar, dor ou sensação de peso na parte inferior do abdômen e na região lombar. Crises de enxaqueca também são mais frequentes nessa fase.

 

Fase folicular (antes da liberação do óvulo)

Posteriormente, os folículos começam a aumentar a produção de estrogênio, que chega a seu nível máximo antes da ovulação. O estrogênio estimula a produção de um muco transparente nas glândulas do colo do útero, facilitando a passagem de espermatozóides para a cavidade uterina. A vagina fica mais úmida, de forma que a presença do muco se torna perceptível pela mulher. O estrogênio também faz a espessura do endométrio aumentar, o que cria um ambiente favorável à implantação e nutrição do embrião.

A fase folicular dura em torno de 14 dias, terminando com o aumento drástico do hormônio luteinizante (LH), o que dá início à próxima fase: a ovulação.

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Fase ovulatória (liberação do óvulo)

A ovulação começa a partir do aumento súbito do hormônio luteinizante. Esse hormônio estimula o rompimento do folículo ovariano para que o óvulo seja liberado. Essa fase é muito curta (cerca de 16 a 32 horas), mas o período fértil é mais longo, já que os espermatozoides podem ficar viáveis por dias no trato genital da mulher e o óvulo tem uma vida média de 24 horas.
Fase ovulatória (liberação do óvulo)

 

Sendo assim, uma relação sexual que aconteça nos dias anteriores à ovulação pode resultar em gravidez, pois os espermatozoides ainda estarão lá. Em geral, considera-se período fértil cerca de três dias antes até três dias depois da ovulação. 

O rompimento do folículo para liberação do óvulo pode causar dor no abdômen (chamada de “dor do meio”, por ocorrer no meio do ciclo) por causa do contato do fluído folicular com o peritônio que reveste a cavidade abdominal. Mas essa dor, quando ocorre, normalmente é leve e passa rapidamente. 

A fase ovulatória termina após o óvulo ser liberado. 

Fase lútea (após a liberação do óvulo)

Depois da ovulação, começa a fase lútea. O folículo rompido forma um tecido chamado de corpo lúteo que, além de estrogênio, produz maior quantidade de progesterona. A progesterona é responsável por provocar modificações no endométrio que favorecem a manutenção de uma possível gravidez até a placenta se desenvolver. 

Fase lútea (após a liberação do óvulo)

Quando a gestação não acontece, o corpo lúteo regride, interrompe a produção de hormônios e é absorvido. Os níveis de estrogênio e progesterona diminuem e o endométrio, que não consegue mais se manter, se descama, dando início à menstruação. 

No final desse período, ocorre a tensão pré-menstrual (TPM) em muitas mulheres. A TPM pode causar uma série de sintomas desagradáveis, como dores e inchaço nas mamas e no abdômen, dores de cabeça e nas pernas e cansaço, além de sintomas psicológicos, como irritabilidade, ansiedade e tristeza. Podem ocorrer ainda alterações no sono e no apetite e desejos por alimentos específicos. Os sinais da TPM surgem na fase lútea e duram, no máximo, até o 4º dia da menstruação (já na fase folicular). 

A fase lútea dura até 14 dias e termina com o início do sangramento menstrual, que marca o começo de um novo ciclo.

Veja também: Da primeira menstruação à primeira relação sexual | Entrevista 

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Drauzio Varella

Risco de doenças vasculares aumenta de 20% a 30% no verão; entenda por quê

iG São Paulo

Estima-se de 35% da população brasileira poderá ter varizes na fase adulta, de acordo com a avaliação do presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Desidratação pode colaborar para que doenças vasculares aumentem no verão

Foto: Reprodução/Facebook

Com o aumento das temperaturas no verão, sobe também o risco de doenças vasculares, ou venosas nos membros inferiores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), nesse período as chances de condições desse tipo – normalmente associadas a varizes – surgirem é de 20% a 30% maior.

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“O calor provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos, com uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores”, explica o presidente da SBACV-RJ, Breno Caiafa. De acordo com ele, pessoas com doenças vasculares prévias tendem a piorar no verão, enquanto as demais podem sentir edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, câimbra, ressecamento da pele e coceira, “tudo provocado pelo calor”.

Desidratação

Nesse período, a secreção de suor é maior e isso pode ser associado à desidratação. Outro indicativo que pode agravar os sintomas vasculares é o fato de muitas pessoas desregulam sua alimentação durante as férias de verão, ampliando o consumo de sal e de bebidas alcoólicas.

Para Caiafa, a população brasileira é propensa a ter varizes. A estimativa é que isso ocorra em 35% da população, envolvendo todas as faixas etárias. Avaliando apenas a população adulta, o percentual pode chegar até 70% de mulheres e a 50% de homens.

Para evitar o agravamento dos sintomas no verão, o ideal é que as pessoas com doença vascular procurem um angiologista ou cirurgião para um tratamento anterior à chegada da estação, a fim de, pelo menos, receber orientação.

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Além do fator prévio da doença, existem agravantes, como a permanência em longos períodos com as pernas para baixo, em posição sentada ou em pé. Outros agravantes são excesso de peso e falta de exercício.

Evolução

A correção será justamente fazer atividade física, perder peso, evitar permanência sentado ou em pé, alternar essa movimentação, movimentos com as pernas, levantar e andar durante o trabalho, restringir o uso de sal e de bebida alcoólica, aumentar a hidratação, alternar posições de elevação das pernas e, em alguns casos, com indicação médica, usar meia elástica de compressão para ajudar a circulação, sugeriu o especialista. Hidratar a pele também foi recomendado.

Entre os principais sintomas, a evolução da doença apresenta inchaço das pernas, que pode provocar pequenas fissuras na pele, facilitando infecções como a erisipela. A complicação mais temida é a formação de coágulos nas veias, a chamada trombose.

Breno Caiafa destacou que a hidratação nessa época do ano é fundamental, junto com a reposição de sais minerais. As pessoas devem beber de dois a três litros de água por dia. Se forem consumir cerveja, devem alternar a ingestão de água. Para recuperar sais minerais perdidos, podem beber sucos de frutas, isotônicos ou água de coco.

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Exagerou na bebida? Entenda por que ficamos de ressaca e saiba como se cuidar

Marina Teodoro

Veja como o corpo reage quando há excesso de álcool no sangue e saiba o que pode diminuir os efeitos da sensação de náusea, queimação e diarreia

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Com a intoxicação pelo álcool, o organismo precisa trabalhar duro para conseguir eliminar a substância do corpo

Foto: Pixabay

Nada como brindar a chegada de um novo ano entre amigos e familiares. Nesse período, de festas e comemorações, é comum que o consumo de bebidas alcoólicas seja maior do que foi durante os outros meses. Mas sempre tem aquele que exagera, bebe além da conta, e acorda no outro dia com aquela sensação de dor de cabeça, desidratação, enjoo, diarreia e cansaço, que também pode ser resumida em apenas uma palavra: a temida ressaca.

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De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), a ressaca “sempre se associa à intoxicação aguda de álcool. Inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero, em média) e pode durar até 24 horas”.

Os sintomas podem variar, já que cada metabolismo funciona de um jeito, mas é certo que quem já bebeu demais sabe exatamente quando está de ressaca. As reações são consequência da desidratação que o álcool provoca no organismo e do trabalho árduo que o fígado tem para eliminar a substância do sangue.

Mas não é só o fígado que sofre quando o indivíduo resolve “encher a cara”. Apesar de ser o mais sobrecarregado, outros órgãos também são afetados. Sobra para o estômago, pâncreas, rins, pulmões e até para o cérebro trabalharem na potência máxima para eliminar todo o álcool do organismo.

De acordo com a cardiologista do Hapvida Saúde, Sílvia Souza, o consumo exagerado pode gerar tontura, sonolência, fadiga muscular e dormência nos pontos extremos do corpo – dedos das mãos e dos pés. “O álcool também atinge rapidamente a corrente sanguínea e o sistema nervoso central. Por isso, o indivíduo tende a ficar descontrolado e perde a percepção do ambiente em que está inserido”, explica Sílvia.

Como o organismo reage

Um dos primeiros órgãos a sentir os efeitos do álcool é o cérebro. Ao mínimo consumo já é possível constatar alterações na percepção da realidade e do comportamento, como problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade, sonolência, anestesia, e, em casos mais sérios, coma alcoólico.

No sistema gastrointestinal, o álcool irrita as mucosas do esôfago e estômago, provocando a gastrite alcoólica, esofagite e diarreia. Em alguns casos, o estrago é tão grande que a pessoa chega a vomitar.

No fígado, a produção de enzimas – que atuam na aceleração de reações químicas – é afetada, e o órgão precisa trabalhar muito mais para conseguir metabolizar o etanol, podendo causar uma inflamação crônica, hepatite alcoólica e até cirrose.

O pâncreas, responsável por fabricar a insulina e enzimas digestivas, pode ficar inflamado pelo excesso de álcool. Essa reação pode evoluir para pancreatite, causando forte dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. Nesses casos, o ideal é ir ao hospital.

O sangue com etanol precisa passar pelos pulmões para realizar as trocas gasosas. Porém, como o sangue está alterado, esse processo será mais lento. Dessa forma, a respiração fica mais lenta e é preciso mais esforço para respirar – e é assim que o bafômetro consegue perceber se a pessoa tomou todas ou não.

A filtração final do álcool é feita pelo sistema renal. Em casos de excesso da substância, os hormônios dos rins que controlam a pressão arterial são alterados, o que culmina em hipertensão arterial.

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Como aliviar a ressaca

Não existe um milagre capaz de deixar uma pessoa embriagada 100% livre de ressaca no dia seguinte. No entanto, há algumas medidas que podem ser tomadas durante o consumo de álcool que ajudarão a diminuir os efeitos desconfortáveis dessa sensação.

 A nutricionista do Hapvida Saúde, Marília Araújo, orienta a ingestão de bastante água para manter a hidratação, uma vez que grande parte das bebidas alcoólicas são diuréticas – ou seja, provocam a liberação de água, causando desidratação. “Sem água, o organismo não funciona direito e o cérebro sente a obrigação de se esforçar muito mais para executar comandos simples, como caminhar, por exemplo”, explica ela.

Os alimentos ricos em potássio, como, banana, abacate, kiwi e mamão, contribuem para a recuperação da ressaca, pois seus nutrientes são fundamentais para o sistema nervoso e muscular. Vale ressaltar que mesmo com a sensação de tontura, dominar o enjoo e ter uma boa alimentação se torna essencial para a melhora dos sintomas. “As frutas são ótimas opções. Ricas em frutose, elas aceleram o processamento do álcool pelo corpo e repõem a energia”, esclarece a especialista.

Confira uma lista de alimentos que podem amenizar os estragos da ressaca.

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais

Foto: Getty Images

Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam

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Foto: Thinkstock/Getty Images

Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares

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Foto: Getty Images

Laranja: também tem potássio e sódio

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Foto: Getty Images

Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo

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Foto: Getty Images

Bolos: têm ação similar à do macarrão

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Foto: Thinkstock/Getty Images

Pães: também são alimentos ricos em carboidratos

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Foto: Getty Images

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação. O ovo é rico em uma proteína que contém glutationa

Foto: Getty Images

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio

Foto: Getty Images

Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado

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Foto: Getty Images

Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool

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Foto: Getty Images

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos

Foto: Thinkstock/Getty Images
















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Como preparar o corpo para evitar ressaca

Algumas dicas valiosas também podem diminuir os efeitos antes mesmo de começar a beber.

O velho conselho de não beber com estômago vazio deve ser levado a sério. É sempre bom se alimentar antes de ingerir álcool. Em jejum, o álcool chega antes à corrente sanguínea e acelera os efeitos no organismo, intensificando-os. Investir em uma dieta com níveis consideráveis de carboidratos podem ajudar a regular os níveis de glicose, já que o líquido vai combater a hipoglicemia.

Já o conselho de que misturar os tipos de bebidas alcoólicas não é uma boa ideia é mito. Tomar um pouco de cerveja e depois tequila, por exemplo, ou drinks que contenham vários tipos de destilados não vai influenciar na sua ressaca, mas sim o teor alcoólico das substâncias e a quantidade que a pessoa irá ingerir.

Para garantir um porre menos “sofrido”, é aconselhável tomar água nos intervalos entre um copo e outro, pois ajuda a manter o corpo hidratado. Alguns efeitos podem ser minimizados dessa forma, mas é sempre importante reforçar que mesmo seguindo todas as orientações não há garantia de que é possível encher a cara e acordar no dia seguinte livre de ressaca.

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