OMS alerta sobre envelhecimento da população

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou n semana do dia 28/09/2015 o relatório Mundial sobre o envelhecimento da população. A organização revela que o número de pessoas com 60 anos no mundo dobrará até 2050. Nos próximos 35 anos haverá 64 milhões de pessoas, ou seja, 30% da população do planeta terá mais de 60 anos. No Brasil, a situação não será diferente, já que temos atualmente 23 milhões de idosos, o que representa cerca de 12% da população. Em tese, em poucos anos seremos uma nação de idosos (classificação dada aos países com mais de 14% da população constituída por pessoas da terceira idade).

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Para se ter uma ideia, uma criança nascida hoje no Brasil vai viver 20 anos mais do que as que nasceram há cinco décadas. A questão é: o Brasil está preparado? Segundo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS, o país está envelhecendo antes de se tornar rico, e isso é um problema.

Na verdade, enquanto países como o Canadá, que têm a metade do número de idosos do Brasil, já estão com políticas públicas e de infraestrutura preparadas, aqui o processo ainda está caminhando e com muitos gargalos estruturais. “O Brasil está entrando num buraco sem fundo. Atualmente, a expectativa de vida da população é de 75 anos. Entretanto, sabemos que os últimos 10 anos, na maioria das vezes, são vividos de maneira muito precária por conta de enfermidades. O idoso não se torna autossuficiente. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que são as grandes causas de morte na terceira idade, começam a dar sinais cedo e poderiam ser controladas. A falta de informação, acesso a dietas mais saudáveis e colocar atividade física como prioridade influenciam diretamente nessa questão. Por isso a necessidade da prevenção. As consequências, portanto, são péssimas, já que teremos idosos doentes. O resultado é que o país terá que destinar verbas de outros setores para a saúde”, esclarece.

O documento da OMS explica que, enquanto algumas pessoas estão de fato vivendo mais e mais saudáveis, elas geralmente pertencem a classes mais ricas da sociedade. O chefe do departamento de Idosos da OMS, John Beard, afirmou que “as pessoas dos países mais pobres e com menos oportunidades e recursos são as que apresentam as condições de saúde mais frágeis”.

No relatório, eles destacam algumas medidas fundamentais para que os países não sejam surpreendidos pela demanda de idosos, como desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo — que devem ser iniciados antes de a pessoa idosa perder alguma de suas capacidades, e não quando o processo de degradação da saúde já está ativado, além de um alinhamento real dos sistemas de saúde às necessidades das pessoas mais velhas.

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