O melhor horário para consumir carboidratos

Por: Caio Fleury

 

No episódio de hoje, falei sobre um assunto muito requisitado entre os leitores do blog e ouvintes do youtube, o melhor horário para consumir carboidratos, quais carboidratos consumir e em quais quantidades. O vídeo ficou muito didático.

Eu explique tudo em mais detalhes, qual a faixa de carboidratos almejar se você pratica musculação, se faz exercícios aeróbicos ou se você for sedentário mesmo (o que não deveria acontecer!)

Resumidamente: até 50g por dia para perda de peso acelerada ou em caso de sedentarismo, 50 a 100g por dia para treinos e corridas decentes e talvez 100-150g nos dias de treinos mais pesados.

Falei sobre este e outros contextos diferentes e as respectivas vertentes da dieta low-carb e cetogênica para atender aos seus requisitos específicos, seja perda de peso ou melhora dos marcadores de saúde.

No final, falei um pouco sobre a minha rotina atual, os horários em que faço jejum, o horário que estou tomando meu café da manhã (spoiler – 10h as 10:30h), quais os alimentos e macronutrientes que consumo no jantar e todos os ingredientes que coloco no meu shake matinal.

Falei sobre o que você pode fazer antes de quebrar o jejum para otimizar seus benefícios. Enfim, passei vários detalhes da minha rotina de exercícios, horários de sauna, os horários que treino ou que apenas caminho ou subo escadas, quais exercícios faço e em quais dias da semana.

Então aproveite até o final e espero ter ajudado e esclarecido as dúvidas de muitas pessoas.

Recursos:

Medidor de glicose freestyle libre – comprar neste link: Comprar medidor de glicose contínuo

Procurar academia com saunas no google maps

Só comer carboidratos depois de fazer exercícios.

Treinar em jejum (amplifica os benefícios do jejum)

 

Suplementos para consumir junto com os carboidratos de noite:

Berberina

Vinagre de maça

Metformina

Gengibre

Canela

Cúrcuma com pimenta do reino

Primal Brasil

Entidades debatem modelos para rótulos de alimentos com alertas de alto teor

Novos rótulos de alimentos devem trazer de forma clara alertas de alto teor de açúcar, sódio e gordura saturada. Conheça os principais modelos defendidos.

 

Não faltam ações de prevenção da obesidade, mas é interessante notar que grande parte delas se dirige para o consumidor, enquanto existem outras duas pontas que podem fazer muito por essa questão: o poder público e a indústria. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão, desde 2014, em um debate sobre novas regras de rotulagem de alimentos que podem ter impacto direto no cenário do sobrepeso e obesidade no Brasil.

A disponibilização de informações nutricionais em rótulos de alimentos e bebidas é regulamentada no país desde 2001, com ajustes ao longo dos anos. Atualmente, fabricantes precisam informar valor energético e quantidades de carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio. A discussão agora gira em torno de como fazer a presença de excessos prejudiciais à saúde ficar mais clara para quem vai consumir, principalmente quando se trata de alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes.

Veja também: Animação sobre rótulos de alimentos

O Idec propõe um modelo de alertas. Quando um produto tiver excesso de um determinado nutriente, como sódio, a parte da frente do rótulo deve conter um triângulo preto e a inscrição “alto em sódio”. “O triângulo foi escolhido por ser uma imagem que simboliza atenção de uma forma simples, direta, em formato geométrico de fácil visualização inclusive em tamanhos reduzidos”, explica Ana Paula Bortoletto, nutricionista e líder do Programa de Alimentos do Idec. O modelo é inspirado na experiência chilena, que utiliza um octógono preto como alerta.

 

Rótulos frontais propostos pelo Idec.

Modelo proposto pelo Idec usa triângulos pretos para indicar cada excesso de nutrientes. | Idec

 

Já a ABIA, que lidera outras entidades ligadas à indústria de alimentos e bebidas na discussão, propõe um modelo de semáforo. Cada produto receberia selos com as cores verde, amarelo ou vermelho, de acordo com a quantidade baixa, média ou alta de determinado nutriente. Por meio de nota enviada ao Portal DV, a associação defendeu que a proposta de alertas, como a do Idec, “é um modelo que não auxilia o consumidor e só tem o propósito de vilanizar o alimento industrializado. O que contribui para uma dieta equilibrada é a informação. Ao contrário de apenas um alerta ‘alto em’, o modelo informativo traz o ‘alto’, junto com a referência da cor e o percentual de VD [valor diário recomendado], para que a pessoa saiba quão alta, média ou baixa é a presença daquele nutriente na porção do alimento ou bebida”.

 

Rótulos frontais propostos pela ABIA.

Modelo proposto pela ABIA usa cores de semáforo para indicar níveis de nutrientes. | ABIA

 

Embora informar mais soe positivamente, Ana Paula defende que nem sempre é o caso. “O semáforo não é tão bom quanto parece porque, quando se colocam várias cores diferentes na embalagem, expõem-se informações contraditórias para o consumidor, e não se permite que ele faça uma ideia real. Se você tem uma cor amarela, duas verdes e uma vermelha, não diz muito. O semáforo funciona bem no trânsito porque uma cor acende de cada vez. Quando acendem várias ao mesmo tempo, nós já temos problemas.” A nutricionista ressalta ainda que o modelo da ABIA abre espaço para que produtos deem uma falsa impressão de que são saudáveis. “Um refrigerante zero, por exemplo, teria selos verdes por ser baixo em gordura, baixo em açúcares e baixo em sódio, quando na verdade sabemos que não é um alimento tão saudável assim”, explica.

 

A experiência do Chile com rótulos de alimentos

 

A experiência do Chile com selos de advertência é uma das primeiras no mundo. Foi implementada em meados de 2016 para combater principalmente o sobrepeso e a obesidade, que têm prevalência ainda maior que no Brasil. A medida ainda é muito recente para uma conclusão definitiva, mas já existem avaliações elogiosas e críticas.

Na última quinzena de dezembro de 2016, cerca de 6 meses após a implementação da lei de novos rótulos de alimentos, o Ministério da Saúde do Chile realizou uma pesquisa com 1.067 pessoas. Mais de 90% dos entrevistados afirmaram reconhecer os selos. A maioria, 56,2% afirma não comparar selos ao comprar um produto (maiores de 46 anos são os que mais comparam; jovens entre 18 e 29 anos são os que menos comparam). Entre os que comparam, 67,8% apontam que optam por produtos com menos selos; 9,7% não compram alimentos que contenham selos; e 14,1% compram menos do que comprariam se não existissem selos. Cerca de 8,4% dizem que suas compras não são afetadas pelos selos.

Segundo a pesquisa, os selos despertam impressões na maioria dos entrevistados. Cerca de 78,5% afirmam que, ao ver um produto com selos, pensam que deveriam deixar de consumi-lo, consumi-lo menos vezes ou em menor quantidade que um alimento sem selos. Aproximadamente 47,3% dizem que consideram saudável um produto que não leva selos.

Em uma conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) de 2018 sobre os impactos da lei chilena, o Ministério da Saúde do Chile informou que 20% da indústria reformulou seus produtos, 90% dos consumidores afirmaram que agora liam o rótulo para decidir se compravam ou não um produto e 68% disseram ter mudado hábitos de compra.

O jornal chileno “El Mercúrio”, porém, publicou em setembro de 2019 uma matéria que levanta indícios de um possível “desgaste” da lei de rótulos de alimentos. O conteúdo relata casos de algumas empresas que decidiram retornar à receita original de alguns produtos após queda nas vendas, mesmo às custas de ter de estampar os selos em suas embalagens. O atual ministro da Saúde do país, Jaime Mañalich — que não ocupava o cargo na época de implementação da lei –, avaliou também que “a população está se tornando insensível aos rótulos, em parte porque os selos são tão massivos, no sentido de que tudo no supermercado tem selos, que já não se obtém efeito de diferenciação para o consumidor”.

 

Proposta da Anvisa para um modelo brasileiro de rótulos frontais

 

Após receber pareceres e contribuições de entidades e especialistas, a Anvisa elaborou seu modelo de rotulagem a partir de estudos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de Brasília (UnB). Ele consiste em uma lupa como selo de advertência, acompanhada do texto “alto em” e uma lista dos nutrientes que existirem em excesso, contemplando açúcares, gordura saturada e sódio. Os limites de cada um seriam os seguintes em porções de 100 g ou 100 ml:

  • Açúcar: 10 g para sólidos e 5 g para líquidos;
  • Gordura saturada: 4 g para para sólidos e 2 g para líquidos;
  • Sódio: 400 mg para sólidos e 200 g para líquidos.

 

Rótulos frontais de lupa propostos pela Anvisa.

Modelo proposto pela Anvisa usa ícone de lupa e lista de nutrientes em excesso. | Anvisa

 

Embora se assemelhe mais ao modelo do Idec, a entidade de defesa do consumidor tem críticas à proposta do governo. “Apesar de avançar na questão do excesso de informação, consideramos que a lupa não tem um bom desempenho, pois mesmo que um produto tenha vários nutrientes em excesso, o selo vai ser um só”, afirma Ana Paula Bortoletto. A lupa é criticada também pela ABIA. Em nota, a associação defendeu que seu “modelo informativo de rotulagem nutricional, que, ao contrário do modelo de advertência apresentado pela Anvisa, é o que melhor oferece ao consumidor brasileiro as informações de que necessita para fazer escolhas alimentares com autonomia e consciência, de acordo com suas características, preferências individuais e no contexto de uma dieta equilibrada”.

O Idec também questiona o prazo proposto pela Anvisa para adequação completa das novas normas. A agência sugeriu que, após a definição do modelo, todos os produtos no mercado brasileiros deverão estar adaptados à novas regras em até 42 meses. “É um prazo absurdo. Já estamos há 5 anos nesse debate, não tem por que esperar mais. As empresas mudam seus rótulos para promoções sazonais a todo momento. É menos complexo que colocar informações sobre alergênicos, que exige um estudo da cadeia de produção e análise dos produtos. Eles só terão que mudar a embalagem”, afirma a nutricionista do Idec.

A ABIA, por outro lado, entende que o prazo é necessário. “O processo de implementação de uma nova padronização de rotulagem nutricional é complexo e envolve diversos setores da cadeia produtiva e fornecedores de insumos. As etapas envolvem processos de embalagem, aprovação de registro no âmbito do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, especificações que deverão passar por atualizações, ou seja, é um processo técnico rigoroso”, afirmou em nota.

 

Você pode se manifestar sobre o modelo proposto pela Anvisa

 

Os impactos desse tipo de políticas públicas demoram para se fazer presentes, daí a importância de se implementar o melhor modelo possível, baseado em evidências. A Anvisa abriu as consultas públicas nº 707 e 708/2019 para receber manifestações sobre o tema. O formulário é direcionado principalmente para receber insumos técnico-científicos, mas qualquer pessoa pode opinar. Além do esforço pessoal para combater a obesidade, que tal atuar também na formulação de políticas públicas em Saúde?

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Drauzio Varella

Por que o café da manhã não é a refeição mais importante do dia (para todos)

Por: Mark Sisson

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Por que o café da manhã não é a refeição mais importante do dia? Se você está lendo este blog há muito tempo, sabe que estou sempre interessado em explorar esses conselhos testados pelo tempo, a sabedoria transmitida geração após geração, porque geralmente estão certos ou pelo menos contêm um núcleo de verdade. E se um pedaço da sabedoria popular convencional acaba sendo errado ou equivocado, entender por que ela perdurou por tantos anos é um exercício divertido e geralmente revela outras mensagens e verdades.

Hoje, estou analisando a importância (ou a falta de importância) do café da manhã. Durante anos, você ouviu o quão importante é o café da manhã. Sua avó diz isso. Seu médico que não entende nada de jejum provavelmente o repreende se você não estiver comendo. Todos nós crescemos tendo esse “fato” – o café da manhã é a refeição mais importante do dia – perfurado em nosso subconsciente. Até as pessoas que simplesmente não sentem fome de manhã se sentem culpadas por isso e são obrigadas a colocar algo em seus pratos.

Está é certo ou errado?

O café da manhã logo ao acordar não está presente em muitas culturas tradicionais primitivas.

Eu pessoalmente sigo uma janela de refeições comprimida, das 12/13h às 19h. Em um dia típico, eu acordo e pego uma caneca de café com um pouco de creme de leite e um pouco de estévia em pó. E é isso até o almoço, minha maior refeição do dia. Como sou um queimador de gordura muito eficaz, essa programação claramente funciona para mim. Eu experimento energia equilibrada em uma base consistente. Minha produtividade é alta, estou feliz com meu desempenho físico e capacidade de me recuperar e não me estresso com a comida porque simplesmente não estou com fome. Isso facilita as coisas em geral. Além disso eu me apego a uma janela de alimentação comprimida para promover a autofagia (manutenção celular) e proteger contra o envelhecimento e a neurodegeneração (se essas coisas acontecerem!). Com base no que ouvi de milhares de leitores, não estou sozinho nisso. Mas uma única anedota, ou uma coleção de milhares, não prova muito. Precisamos olhar mais fundo.

Bem, o que os proponentes do café da manhã realmente reivindicam? Vamos examinar algumas das reivindicações e ver o que as evidências dizem.

Crença popular: o café da manhã faz você emagrecer e pular o café da manhã faz você engordar

Com base em epidemiologia pular, ela certamente parece conferir uma conexão entre pular o café da manhã e a obesidade:

Em uma coorte de adultos japoneses, pular o café da manhã estava relacionado ao maior peso corporal e tamanho da cintura.

Entre os jovens adultos americanos, os que pulam o café da manhã pesam mais, têm mais obesidade abdominal e um perfil de risco cardiometabólico elevado.

Em adolescentes americanas brancas e negras, o café da manhã está associado a uma maior ingestão de cálcio e fibras e a um menor peso corporal.

Mas esses são estudos observacionais e os estudos observacionais não podem estabelecer causalidade. Na maioria das vezes não provam nada.

Então o que está acontecendo aqui? Algumas coisas.

Viés de confirmação do usuário: como ignorar o café da manhã é amplamente considerado prejudicial, as pessoas que pulam o café da manhã podem não ser saudáveis ​​em outras áreas. Eles comem mais e se exercitam menos e têm maior probabilidade de beber mais álcool e fumar mais cigarros. As crianças iranianas, por exemplo, que pulam o café da manhã são mais pesadas com cinturas maiores do que os que comem café da manhã, mas também comem mais fast-food e porcarias como suco de frutas, lanches salgados e refrigerante açucarado do que os que tomam café da manhã, que preferem frutas, legumes, verduras e leite. A menos que você consiga estabelecer que pular o café da manhã causa essas diferenças de estilo de vida, não é possível dizer que pular o café da manhã desempenha um papel causal.

Viés do seguidor da dieta: as pessoas que pulam o café da manhã podem estar fazendo dieta ativamente mais do que os que não pulam, porque têm mais peso a perder.

O efeito a priori: quando você presume que o café da manhã é importante, todas as suas pesquisas e resultados devem fluir dessa suposição. Pesquisadores tendenciosos geralmente fazem isso.

E alguns anos atrás, um grupo de pesquisadores examinou atentamente as evidências que outros pesquisadores estavam usando para provar o “elo casual” entre obesidade e pular o café da manhã. Eles não ficaram muito impressionados ao descobrir que:

A maioria dos pesquisadores sofria de viés de confirmação, descartando ou desconsiderando evidências em contrário e enfatizando evidências que sustentavam seus pontos de vista. Eles eram a favor de estudos observacionais mostrando um link e ignoravam os ensaios clínicos controlados que não mostravam efeito.

Eles usaram “termos casuais” ao discutir seu trabalho e o trabalho de outros cientistas que pesquisavam a questão do café da manhã/ obesidade quando nenhuma causalidade havia sido estabelecida.

Em vez de estudos observacionais, existem alguns estudos de intervenção (onde a causalidade pode ser examinada) que, nestes casos, vale a pena examinar.

Em um estudo realizado no final dos anos 90, mulheres acima do peso foram randomizadas para tomar café da manhã grande (com jantares menores) ou jantares grandes (com café da manhã menor). Aqueles no grupo de café da manhã grande perderam mais peso, mas também perderam mais massa magra. O grupo do grande jantar, que não pulou o café da manhã, mas comeu um pouco, perdeu mais massa gorda e preservou mais massa magra. Como sempre pergunto, que tipo de peso você está tentando perder? Gordura ou músculo?

Em 2014, os pesquisadores dividiram aleatoriamente um grupo de adultos em dieta em dois grupos. Um grupo foi instruído a tomar café da manhã, o outro foi instruído a ignorá-lo. Após 16 semanas, a perda de peso foi basicamente idêntica nos dois grupos. Nem pular o café da manhã nem comê-lo teve qualquer efeito discernível ou único na perda de peso.

Outros estudos indicaram que pular o café da manhã pode realmente reduzir a quantidade total de calorias que uma pessoa come ao longo do dia. Uma redução espontânea nas calorias ingeridas geralmente é um caminho para a perda de peso. Este na minha opinião é o ponto chave.

Crença popular: o café da manhã oferece energia para o dia

“Energia” é difícil de medir objetivamente. Não há exame de sangue para “chi” ou “força vital”, por isso precisamos confiar em relatórios subjetivos de coisas como “alerta” e extrapolar a partir de marcadores objetivos relacionados. O gasto de energia é um marcador decente de quanta energia você possui. Se você está queimando mais energia, seu corpo obviamente tem “o suficiente” para poupar. Outro é o controle da glicose no sangue. Se o açúcar no sangue der uma descida muito forte, isso geralmente se manifesta como fome e sonolência.

“Café da manhã” não nos diz muito. Alguns cafés da manhã fornecem energia melhor do que outros tipos de café da manhã. Um café da manhã com proteínas mais altas e menos carboidratos tende a aumentar o gasto de energia e a melhorar o “bem-estar pós-prandial” (comparado com o café da manhã baixo em proteínas e alto em carboidratos) Se você ingerir um pouco de gordura com a proteína, pode até melhorar a tolerância à glicose de um diabético tipo 2 ao longo do dia, o que corresponde a níveis de energia mais constantes.

Enquanto isso, os cafés da manhã ricos em carboidratos fazem o oposto: eles tornam as pessoas mais famintas mais cedo, causam maiores elevações de insulina e uma queda subsequente do açúcar no sangue de 3 a 4 horas após o café da manhã. A saciedade reduzida, os altos picos de insulina e o baixo nível de açúcar no sangue combinam-se para deixar as pessoas com “fome”, com sono e suscetíveis a comer rosquinhas para aliviar a tensão (ou qualquer outro carboidrato refinado)

É verdade que alguns estudos encontram conexões entre pular o café da manhã e um estado de alerta subjetivo baixo ou desempenho cognitivo ou físico. Mas esses estudos são observacionais, conduzidos usando indivíduos comuns queimadores de açúcar (em oposição a indivíduos adaptados à gordura – processo que leva semanas e meses), ou dizem respeito a crianças e adolescentes (um subconjunto da humanidade que consome mais energia para crescer e para quem o ato de pular o café da manhã geralmente não é consensual, desnecessário e contraproducente). E aqueles que encontram uma relação positiva entre os adolescentes, o café da manhã e a função cognitiva, subsequente encontram o maior benefício com o café da manhã com baixo índice glicêmico (baixo carboidrato, mais gordura e proteína).

Crença: pular o café da manhã destrói seu metabolismo

Se pular o café da manhã ocasional é suficiente para levá-lo ao modo de inanição, certamente o jejum total por 72 horas o levará? Não levará? Quando humanos saudáveis ​​são instruídos a jejuar por três dias e seus biomarcadores são monitorados, descobrimos que a taxa metabólica em repouso cai apenas 8%. 8% é 8%, claro, mas são 72 horas sem comida. Ignorar o café da manhã nem se compara.

Crença errada: Pular o café da manhã pode fazer você comer demais

Parece que as pessoas comem demais no almoço, mas não o suficiente para compensar o café da manhã ignorado. Em um estudo com adultos de no dia a dia, pular o café da manhã levou a almoços mais cedo e maiores. Apesar do aumento da fome um pouco antes do almoço e de almoços maiores, os participantes que pularam o café da manhã ainda ingeriam menos calorias por dia do que os que tomavam café da manhã. Isso é consistente com estudos anteriores que mostram que pular o café da manhã não leva à ingestão compensatória de alimentos no almoço e jantar e, de fato, pode reduzir o balanço calórico em mais de 400 calorias por dia! Você pode sentir mais fome logo antes do almoço, mas no final do dia você acaba com um déficit de energia e, portanto, emagrecendo mais.

Então, todos podem pular o café da manhã com segurança?

Não exatamente. Não se você é um queimador de carboidrato.

Se você está comendo uma dieta alta em carboidratos ou moderada, o café da manhã pode ser o melhor momento para consumir carboidratos. A sensibilidade à insulina segue um ritmo circadiano. A sensibilidade à insulina muscular é mais alta de manhã e mais baixa à noite – o que significa que seus músculos estão preparados para aceitar e armazenar glicose como glicogênio com o mínimo de insulina -, portanto, o café da manhã é um bom momento para ingerir carboidratos neste caso. Mas pular o café da manhã e depois comer um almoço rico em carboidratos agrava o pico de insulina e açúcar no sangue que você normalmente recebe. Comer um café da manhã com carboidratos “prepara” seu corpo para a carga de carboidratos no almoço.

Mas na prática pouquíssimas pessoas comem carboidratos de manhã e depois evitam completamente no resto do dia, por isso a melhor opção você já sabe.

Nota: A sensibilidade circadiana da tolerância aos carboidratos pode ser superada com treinamento e atividade física, pois o exercício restaura a sensibilidade à insulina independentemente da fase circadiana. Portanto, se você for comer um pouco de carboidratos durante uma fase de resistência à insulina circadiana, certifique-se de treinar antes.

Se você competir ou treinar muito pela manhã, um pequeno café da manhã pode ser uma boa ideia. Aos sábados e domingos, quando faço exercícios mais longos, tomo um pequeno café da manhã com meu café com proteínas.

Se você é criança ou adolescente, provavelmente deve tomar café da manhã. Você está crescendo. E os estudos observacionais que encontraram ligações entre pular o café da manhã e excesso de peso tendem a se concentrar em crianças e adolescentes. Só por segurança, dê ao seus filhos um pouco de proteínas de manhã.

Se você é diabético tipo 2 e segue uma dieta rica em carboidratos, deve tomar café da manhã (dê preferência à base de ovos). Um estudo recente em diabéticos descobriu que pular o café da manhã aumentou drasticamente os picos de glicose que ocorreram após o almoço e o jantar. No entanto, o almoço e o jantar eram ricos em carboidratos e com pouca gordura (20% de gordura, 54% de carboidratos, 26% de proteína, 700 calorias cada), o que é uma péssima combinação para os diabéticos tipo 2.

Nota: isso pressupõe que o diabético tipo 2 em questão esteja insistindo em seguir uma dieta rica em carboidratos, o que é uma péssima ideia. Quando você lhes dá refeições mais saudáveis, com menos carboidratos – salmão, nozes, carnes, verduras, azeitonas, alho, tomate, pepino, etc – os diabéticos podem realmente pular o café da manhã e obter números de glicose mais favoráveis ​​no almoço. Se você é diabético do tipo 2 e segue a dieta Primal para se curar, comer refeições com pouco carboidrato e alto teor de gordura não provocam esses tipos de picos de glicose – com café da manhã ou sem café da manhã.

Se você é uma mulher, pode se sair melhor com o café da manhã atrasado. Em geral, as mulheres funcionam pior pulando as refeições. Eu já cobri isso antes; jejuns longos e constantes não parece funcionar tão bem para as mulheres. Dito isto, um café da manhã um pouco mais tarde – digamos, às 10 ou 11 da manhã em vez das 8 da manhã – pode ser um bom compromisso para as mulheres que desejam tentar pular o café da manhã.

Tudo isso dito, há uma enorme variável de confusão nos ensaios controlados que aclamam: “o café da manhã é incrível” nunca são responsáveis: quase todo mundo selecionado nestes estudos toma café da manhã habitualmente. Os “normais”, pelo menos. Portanto, o participante típico do estudo é um consumidor habitual de café da manhã cujo corpo espera e provavelmente funciona melhor (pelo menos como queimador de glicose) com a ingestão regular de café da manhã. Você reúne um grupo deles, fica sem café da manhã e vê resultados terríveis. Enormes picos de insulina, quedas de glicose, fadiga, mal-estar geral. É como rastrear rapidamente a gripe low-carb e distorcer seus resultados. As pessoas se habituam aos horários de alimentação que seguem. Se você é um “pulador de café da manhã” habitual, pular o café da manhã não terá o mesmo efeito em você. Muito pelo contrário, lhe tornará um queimador de gordura mais ávido.

Em um estudo recente, os autores realmente testaram isso, separando mulheres com sobrepeso que pulam o café da manhã e comedores habituais de café da manhã e depois fizeram com que elas pulassem ou tomassem café da manhã.

Comedores de café da manhã habituais que pularam o café da manhã experimentaram muito mais fome no almoço. Eles tinham piores lipídios no sangue e a insulina disparou. Os “puladores de café da manhã” habituais que pularam o café da manhã não apresentaram nenhum desses efeitos deletérios.

Comedores de café da manhã habituais que tomavam café da manhã ficavam mais saciados no almoço. Eles tinham melhores lipídios no sangue e níveis de insulina razoavelmente normais. Os participantes comedores de café da manhã habituais que jejuaram estavam com tanta fome no almoço que a refeição extra no almoço não diminuiu o apetite destas pessoas. Resumindo: não seja mais um queimador glicose e vire um queimador de gordura para não sentir fome. E ponto final.

Obrigado pela leitura.

Primal Brasil