7 alimentos que fazem parte da dieta cetogênica (mas você pode pensar que não!)

Por Mark Sisson

 

Eu não gosto que me digam o que fazer. É por isso que eu não sou fã de regras rígidas para a abordagem alimentar. Não me entenda mal, isso não significa que eu acredito que todos os alimentos são criados iguais. Existem alimentos que não promovem a saúde em nenhum contexto (pensou na margarina ou no óleo de soja?). No entanto, fico incrédulo quando as pessoas sugerem que não estão “autorizadas” a comer determinados alimentos em uma dieta Primal ou cetogênica.

Claro, nós que seguimos a dieta paleo escolhemos centralizar nossas dietas em torno dos alimentos na pirâmide alimentar dos nossos ancestrais. E uma vez que você começa a seguir a cetogênica, alimentos com mais alto teor de carboidratos são mais difíceis de se encaixar em sua rotina diária (talvez na janela pós treino apenas), se ficar em cetose é importante para você. No entanto, descobri que as pessoas na cetogênica são excessivamente propensas a policiar as escolhas alimentares umas das outras com base em suas noções da cetogênica que muitas vezes não se aplica a outra (ex: sedentários vs esportistas)

Contexto é importante. Como uma pessoa metabolicamente saudável, reconheço que posso me dar ao luxo de comer mais carboidratos do que alguém que é resistente à insulina e que luta para regular a glicose no sangue. Eu também tenho a liberdade de entrar e sair da cetose de uma forma que alguém fazendo uma dieta cetônica terapêutica para curar Alzheimer ou epilepsia talvez não.

Dependendo de suas circunstâncias, as “regras” da cetogênica podem ser diferentes para você do que para mim. Meu receio é que pessoas insistam que todos devam aderir à versão mais estrita possível de menos de 35g de carboidratos por dia da cetogênica, independentemente do contexto, ou que incriminem “carboidratos” como se isso fosse um grupo alimentar que deva ser totalmente excluído sempre.

Diferentes alimentos fornecem benefícios diferentes, então eu prefiro incorporar uma grande variedade de alimentos na medida do possível. Além disso, a variedade me ajuda a aproveitar mais minha dieta.

Eu não quero excluir alimentos só porque eles não funcionam para outra pessoa – ou por causa de alguma noção arbitrária de que eles “não são cetôgênicos”. Na verdade, aqui está uma lista de alimentos que as pessoas genuinamente me disseram. Não posso comer na cetogênica, presumivelmente porque eles são muito ricos em carboidratos (e, sim, eu como todos esses alimentos, mesmo quando estou em cetose).

Disclaimer: É claro que não estou sugerindo que você tenha que comê-los apenas porque eu como. Isso é simplesmente um lembrete de que você não precisa ouvir a polícia cetôgênica em certos contextos. Você pode e deve encontrar uma maneira de comer que combina com seu perfil metabólico e com você pessoalmente.

(Nota: as contagens de carboidratos refletem as porções que eu estou acostumado a comer para me manter me cetose)

1) Beterraba

Eu amo beterraba, então a culpa e a vergonha em torno das beterrabas enquanto sigo a cetogênica não me afeta, ainda mais por ser um excelente alimento. É claro, por ser uma raiz eles são mais ricos em carboidratos do que vegetais que crescem acima do solo. No entanto, a ½ xícara de beterraba cozida em cubos que acrescento à minha salada não chega a 8 gramas de carboidratos.

Para mim, isso é ótimo especialmente considerando os benefícios para a saúde das beterrabas. Ela é uma fantástica fonte de folato, manganês, potássio e outros nutrientes. A betaína encontrada na beterraba tem sido estudada extensivamente como um composto anti-inflamatório e antioxidante com uma variedade de potenciais aplicações médicas. A beterraba também é rica em nitratos, que podem ser cardioprotetores, melhorar o fluxo sanguíneo para o cérebro e, de interesse especial para mim, melhorar a resistência cardiorrespiratória em atletas (embora as pesquisas enfoque principalmente o suco de beterraba ou o concentrado, a ingestão de beterrabas inteiras também parece funcionar).

Vou manter minha beterraba junto com os legumes verdes.

2) Berries

Você verá muitas reclamações de seguidores da dieta cetogênica criticando as frutas, o que faz sentido, mas muitas vezes acaba extrapolando para outras frutas low-carb como as frutas vermelhas, limão e o maracujá, entre outras.

É surpreendente, porque as frutas vermelhas são geralmente consideradas como OK para a dieta cetogênica. No entanto, há uma abundância de pessoas proclamando que os mirtilos são muito ricos em carboidratos para a cetogênica, o que pode ser verdade se você consumir mais de 70 gramas aproximadamente.

Dê uma olhada nos carboidratos dessas frutas vermelhas comuns:

  • Mirtilos/ Blueberry (1/3 xícara): 7 gramas
  • Amoras (1/3 xícara): 5 gramas
  • Framboesas (1/3 xícara): 5 gramas
  • Morangos (1/3 xícara): 4 gramas

Como você pode ver, os mirtilos realmente fornecem a maioria dos carboidratos entre essas opções, mas sua contagem de carboidratos ainda é bem modesta se você consumir em moderação apenas.

De qualquer forma, as frutas silvestres são saudáveis ​​e deliciosas. Todas elas têm uma boa pontuação nas tabelas de antioxidantes, mas as amoras e as framboesas têm valores de antioxidante ORAC ligeiramente superiores. As frutas vermelhas também têm uma pontuação baixa no índice glicêmico (IG) e na carga glicêmica (GL), embora os mirtilos estejam na faixa intermediária do IG.

Em suma: se seu orçamento de carboidratos está apertado (até 35g/dia), com certeza tente morangos em vez de blueberry, mas blueberries dificilmente são um alimento “não cetogênico”.

3) Cenouras

Há uma piada no grupo do Facebook sobre cenouras. Juntamente com as beterrabas, as cenouras tendem a ser metaforicamente arrancadas da sua mão se você admitir que as come em alguns dos outros grupos cetogênicos online.

Eu conheço pessoas da cetogênica que escolhem a cenoura desfiada com salada de brócolis ou qualquer outra salada. A verdade é, se você conseguir escolher cuidadosamente ¼ xícara de cenoura picada de sua salada, todo o esforço meticuloso poupa menos de 3 gramas de carboidratos. (Não vale a pena se você me perguntar) Mesmo uma cenoura grande contém apenas 7 gramas de carboidratos – e carboidratos de baixa carga glicêmica.

Eu não sei de onde esse medo surgiu. Talvez seja porque as cenouras são vegetais de raiz, e uma das regras da polícia cetogênica é que os vegetais de raiz não são cetônicos. Embora faça sentido que a maior parte de sua ingestão de vegetais deva ser na forma de vegetais acima do solo, isso não exige que você evite todos os pedaços (literalmente) de vegetais de raiz saudáveis.

4) Castanha de Caju

Para falar a verdade eu não como castanhas com tanta frequência. Com 10 gramas de carboidratos em 60g de alimento, eles contem mais carboidratos do que qualquer outra castanha que eu coma regularmente, e sem nenhum benefício especial para a saúde. Confira o guia definitivo das castanhas e oleaginosas para saber como as diferentes variedades se comparam.

Uma aplicação que eu aprecio é o creme de caju para receitas sem leite. Pessoalmente, não tenho nenhum problema com produtos lácteos (tirando o leite, desnatados ou integrais com adição de açúcar) mas para pessoas com sensibilidade alimentar, esta pode ser uma boa opção.

5) Laranja e toranja

Eu costumava ter uma árvore de laranja no meu quintal, e eu gostava de incorporá-las frescas em saladas de verão de vez em quando. Rúcula, erva-doce, abacate e toranja raspados é uma combinação saborosa.

Advertência: Não estou falando do suco de laranja que é uma BOMBA de açúcar, portanto péssimo para a saúde exatamente como refrigerantes com açúcar.

Este é provavelmente o maior limite para pessoas que ainda estão lutando com a regulação da insulina e glicose, chupar laranja e toranja ou coloca-las na salada.

Metade de uma toranja – o suficiente para duas porções da salada de rúcula supracitadas – carregar menos de 10 gramas de carboidratos. Se você está em uma situação onde você está pronto para testar sua flexibilidade metabólica e ver como você responde à introdução de algumas frutas em quantidades moderadas, chupar meia laranja ou toranja pode ser uma delas.

6) Abóbora

Um quarto de xícara de abóbora cozida caseira tem 3 gramas de carboidratos (abóbora sem açúcar enlatada tem 5 gramas).

São  7  gramas em 100g de alimento

Então, vá em frente e prepare um Latte caseiro adoçado com estévia. No meu livro existem várias receitas de abóbora, incluindo instruções para fazer seu próprio purê.

7) Tomates

Tomates são mais um daqueles “têm gosto um pouco doce, então eles devem ser ruins como alimentos cetogênicos”. Não é na verdade. Eu estou desfrutando de uma salada Caprese com tomates cereja todos os dias. Os dez tomates cerejas da minha salada têm menos de 7 gramas de carboidratos. Uma fatia espessa de tomate em seu hambúrguer cetogênico embrulhado em alface vem com 1 grama de carboidratos (que problema!)

Os ketchup, por outro lado, são açucarado, mas com todos os alimentos desta lista, a quantidade é importante. 1 colher de chá de ketchup tradicional fornece menos de 1,5 gramas de carboidratos, ou seja, nada. Mas se colocar 3 colheres de sopa já pode passar de 8 gramas de açúcar.

 

Finalmente, eu mencionei que o contexto é importante?

 

Se você está olhando para esta lista, dizendo: “Não há como incluir estes alimentos na minha dieta de menos de 25g de carboidratos por dia. E porque você está se limitando a estas  20 ou 30 gramas de carboidratos por dia? Se sim, existe um motivo específico? A dieta cetogênica que recomendo é de em torno de 50 gramas de carboidratos por dia. (Se você está fazendo uma dieta cetônica terapêutica, ou se você é altamente resistente à insulina, ai sim você pode ficar melhor com menos de 30 gramas por dia.)

Com qualquer um desses alimentos, se você não tiver certeza de que eles te ajudam, pense em experimentá-los. Eu não sou um grande defensor de medir e avaliar tudo, mas neste caso um medidor contínuo de glicose ou seus exames podem oferecer informações úteis.

Você também pode comer a comida que você deseja incluir, depois testar sua glicose e cetonas no sangue duas horas depois. Por exemplo, se você quiser adicionar um punhado de blueberries na sua salada, experimente e veja como o seu corpo responde.

Naturalmente, isso só funciona se você conhece a glicemia e as cetonas no sangue, por isso recomendo que você compre as tiras de glicose na farmácia, o medidor contínuo de glicose ou um medidor de cetose de hálito (não de urina que é inútil).

Ou você não precisa ser tão sistemático sobre isso. Tirando o cenário de uma necessidade médica de estar em cetose o tempo todo, você pode se basear apenas no teor de carboidratos dos alimentos.

Finalmente, se você estiver trabalhando com um orçamento limitado de carboidratos e quiser expandir seu repertório de vegetais (e até de frutas), considere direcionar sua ingestão desses alimentos ao redor dos exercícios para sua glicose não subir e a cetose se manter.

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Primal Brasil

Antibiótico pode diminuir a eficácia da pílula anticoncepcional?

cartela de pílulas e texto afirmando que antibiótico pode diminuir a eficácia da pilula.

Você já deve ter ouvido falar que antibiótico diminui a eficácia da pílula anticoncepcional. Essa mesma afirmação foi feita por uma matéria publicada no site do programa “Bem Estar”, da Rede Globo, e assustou quem evita a gravidez através desse método contraceptivo. Será que é verdade?

 

O que realmente diz a ciência? A DROPS checou.

 

 

QUEM DISSE? Bem Estar1

 

QUANDO DISSE? 30/01/2015

 

 O QUE DISSE? “Antibiótico pode diminuir a eficácia da pílula anticoncepcional.”

 

CHECAGEM: VERDADEIRO, MAS…

 

Veja também: Ansiolíticos matam mais que cocaína?

 

Contexto

 

As pílulas anticoncepcionais estão mais modernas do que nunca, o que significa que sua concentração de hormônios é a mínima necessária para manter sua eficácia e evitar possíveis efeitos colaterais. Mas essa característica também faz com que qualquer redução na concentração dos componentes do medicamento possa levar a uma alteração da sua efetividade.

Uma matéria publicada no site do programa “Bem Estar”, da Rede Globo, repete o que muitas vezes lemos nas redes sociais ou ouvimos de amigos e familiares:  Antibióticos podem diminuir a eficácia da pílula anticoncepcional”.  Para entender melhor se isso é realmente verdadeiro, a DROPS investigou o assunto.

 

O que diz a ciência

 

Haveria duas possibilidades diante do uso concomitante de contraceptivos orais e antibióticos:

 

  • O uso de anticoncepcionais e determinados antibióticos poderia aumentar o metabolismo desses medicamentos, o que faria com que sua eliminação do organismo (ou depuração) fosse mais rápida e o anticoncepcional “não tivesse tempo” suficiente de cumprir o papel esperado.
  • O estrógeno da pílula seria metabolizado3, pelas enzimas das bactérias intestinais (flora ou microbiota intestinal) e então absorvido e utilizado pelo organismo. Quando um antibiótico reduz ou elimina essas bactérias, haveria menos estrógeno disponível e, uma vez que esse hormônio já estivesse presente em quantidades muito pequenas na pílula, poderia reduzir a eficácia da ação contraceptiva.

 

Apesar das explicações teóricas acima, até hoje o único tipo de antibiótico que comprovadamente diminuiu o efeito contraceptivo da pílula, segundo dados de estudos científicos, foi o utilizado para tratamento da tuberculose: a rifampicina.5  Durante os últimos anos, diversos trabalhos foram realizados com o objetivo de esclarecer a interação entre anticoncepcionais orais e antibióticos. Também duas revisões analisaram a totalidade desses artigos, uma do “Canadian Journal of Infectious Diseases”6 e outra da Universidade da Carolina do Sul7, e ambas confirmaram o dado de que apenas a rifampicina tem potencial de diminuir os efeitos da pílula.

Portanto, as evidências científicas não apontam para a redução de eficácia de uma forma geral. Com isso, classificamos que a afirmação Antibiótico pode diminuir a eficácia da pílula anticoncepcional” é VERDADEIRA, MAS necessita de uma contextualização que explique ao leitor que isso só foi comprovado com um tipo de antibiótico específico (a rifampicina).

 

Referências

 

(acesso em 07/11/2018):

1 http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/01/antibiotico-pode-diminuir-eficacia-da-pilula-anticoncepcional.html

2 https://www.ajog.org/article/S0002-9378(17)30845-1/fulltext

3 https://monographs.iarc.fr/wp-content/uploads/2018/06/mono100A-19.pdf

4 Hang & Dale Farmacologia (livro)

5 https://www.webmd.com/drugs/2/drug-1744/rifampin-oral/details

6 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3250726/

7 https://www.jaad.org/article/S0190-9622(02)00037-3/fulltext

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Portal Drauzio Varella

Pesquisadores descobrem que remédio pode ajudar no controle da doença de Chagas

iG São Paulo

A administração do fármaco quinidina nos barbeiros, que transmitem a enfermidade, pode evitar que eles se tornem transmissores da doença

A nova pesquisa representa um avanço nos estudos sobre a doença de Chagas, que pode ser fatal

A nova pesquisa representa um avanço nos estudos sobre a doença de Chagas, que pode ser fatal

Foto: Thinkstock

Cientistas de três universidades do estado do Rio de Janeiro, junto da Fiocruz, descobriram que um medicamento pode ajudar no controle da doença de Chagas, enfermidade tropical grave que, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto barbeiro, pode levar à morte.

Leia também: É possível recuperar as lesões cardíacas da doença de Chagas, mostram estudos

A nova pesquisa, que durou mais de cinco anos e foi recentemente publicada na revista científica Neglected Tropical Diseases, identificou que a administração do fármaco quinidina nos insetos pode evitar que os barbeiros se tornem transmissores da doença de Chagas.

“O processo de digestão do sangue, dentro do tubo digestivo do barbeiro, produz compostos tóxicos”, explicou Marcos Oliveira, do laboratório de bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “E o que o inseto consegue fazer para eliminar a toxina é formar pequenos cristais chamados hemozoína.”

“O que esse estudo demonstra é que, quando alimentamos o inseto com a quinidina, que consegue bloquear a formação desse cristal, o animal não consegue mais se reproduzir e colocar ovos, e tampouco transmitir a doença”, disse em entrevista.

Por mais que a droga não seja recomendada para uso em humanos, o novo trabalho é considerado um grande avanço para que um dia se consiga controlar o protozoário.

Os pesquisadores ainda salientaram que, apesar de ser uma doença grave, que pode levar a pessoa à morte, ela está incluída no rol das chamadas doenças negligenciadas, ou seja, aquelas que não são assistidas pela indústria farmacêutica por atingirem principalmente a população mais pobre de países em desenvolvimento.

Surto de doença de Chagas no Pará

Doença de Chagas teve dois surtos confirmados na cidade de Acará, no estado do Pará, durante o mês de agosto

Doença de Chagas teve dois surtos confirmados na cidade de Acará, no estado do Pará, durante o mês de agosto

Foto: Creative Commons

Dois surtos de Chagas em fase aguda foram confirmados no município de Acará, no nordeste do estado do Pará. De acordo com o Instituto Evandro Chagas (IEC), ao menos um paciente idoso morreu e outros 20 casos foram identificados.

O primeiro surto da doença foi encaminhado para o instituto no dia 31 de julho, enquanto o segundo foi descoberto em agosto, quando uma paciente procurou o IEC. Segundo nota oficial, “as duas ondas de surtos são temporalmente próximas e podem estar relacionadas”, por mais que o vínculo não tenha sido confirmado.

Os dois casos foram causados pela ingestão de açaí contaminado com as fezes do barbeiro , hospedeiro intermediário do protozoário Trypanosoma cruzi , causador da doença. O IEC detalhou que a contaminação é resultado do “descuido nas condições higiênicas ideais de preparo” do alimento.

Chefe do setor de Atendimento Médico Unificado no Instituto, Ana Yecê das Neves ressaltou a importância do diagnóstico e tratamento precoces. “Algumas pessoas passaram em unidades de saúde e não puderam ter esse diagnóstico por falhas de suspeição”, disse.

Leia também: Um bilhão de pessoas sofrem de doenças tropicais esquecidas

“Ela é uma doença que a gente pode considerar como emergente entre nós. Fica realmente difícil [a suspeição] para um profissional que ainda não foi capacitado, apesar de já terem acontecido algumas capacitações”, completou sobre a doença de Chagas. 

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Nova pesquisa pode acabar com seu medo de laticínios integrais

Por: Science Daily

Nova pesquisa pode acabar com o seu sentimento de culpa por consumir produtos lácteos integrais. Pelo menos em quantidades razoáveis.

É improvável que a ingestão de iogurte, queijo e manteiga leve as pessoas ao túmulo precocemente, de acordo com uma nova pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston.

O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, não encontrou nenhuma ligação significativa entre as gorduras lácteas e causa da morte ou, mais especificamente, doenças cardíacas e derrames – dois dos maiores assassinos do país, muitas vezes mal atribuídos a uma dieta rica em gordura saturada. De fato, certos tipos de gordura láctea podem ajudar a prevenir ataques graves, relataram os pesquisadores.

“Nossas descobertas não apenas apoiam, mas também reforçam significativamente, o crescente corpo de evidências que sugerem que a gordura láctea, ao contrário da crença popular, não aumenta o risco de doenças cardíacas ou mortalidade geral em adultos mais velhos. Além de não contribuir para a morte” “Os resultados sugerem que um ácido graxo presente em laticínios pode reduzir o risco de morte por doença cardiovascular, particularmente de derrame”, disse Marcia Otto, Ph.D., primeira autora e professoa assistente do estudo no Departamento de Epidemiologia Genética Humana do estudo e Ciências Ambientais na UTHealth School of Public Health.

Dariush Mozaffarian, M.D., da Escola Friedman de Ciência e Política de Nutrição da Universidade Tufts, foi o autor sênior do estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde.

O estudo avaliou como vários ácidos graxos presentes na gordura láctea estavam relacionados a doenças cardíacas e mortalidade por todas as causas ao longo de um período de 22 anos. Essa metodologia de medição, em oposição ao consumo auto-relatado mais comumente usado, deu uma visão mais objetiva sobre o impacto da exposição a longo prazo a esses ácidos graxos, de acordo com o relatório.

Quase 3.000 adultos com 65 anos ou mais foram incluídos no estudo, que mediu os níveis plasmáticos de três diferentes ácidos graxos encontrados em produtos lácteos no início de 1992 e novamente em seis e 13 anos depois.

Nenhum dos tipos de ácidos graxos foi significativamente associado à mortalidade total. De fato, um tipo estava ligado a menores mortes por doenças cardiovasculares. Pessoas com níveis mais altos de ácidos graxos, sugerindo maior consumo de produtos lácteos integrais, tiveram um risco 42% menor de morrer de derrame.

As Diretrizes Dietéticas para os americanos ainda estão presas no paradigma antigo no qual o consumo de laticínios sem gordura ou com baixo teor de gordura, incluindo leite, iogurte e/ ou bebidas de soja fortificadas. Mas Otto ressaltou que os alimentos lácteos com baixo teor de gordura, como iogurte desnatado e leite com chocolate, geralmente contêm altas quantidades de açúcares adicionados, o que pode levar a uma saúde cardiovascular e metabólica deficiente.

“Consistente com as descobertas anteriores, nossos resultados destacam a necessidade de rever as orientações dietéticas atuais sobre laticínios integrais, que são ricas fontes de nutrientes como gorduras boas, cálcio e potássio. Elas são essenciais para a saúde não apenas durante a infância, mas também ao longo da vida e anos mais tarde, quando a desnutrição e condições como a osteoporose são mais comuns “, disse Otto.

A pesquisa baseada em evidências é fundamental para educar as pessoas sobre nutrição, disse Otto.

“Os consumidores foram expostos a tantas informações diferentes e conflitantes sobre dieta, particularmente em relação às gorduras”, disse ela. “Por isso, é importante ter estudos robustos, para que as pessoas possam fazer escolhas mais equilibradas e informadas, baseadas em fatos científicos, em vez de boatos”, acrescentou.

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Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

Por: Cancer Active

dieta cetogênica e câncer

(Chris Woollams) Este artigo aborda mais detalhadamente a dieta cetogênica – uma dieta de baixo teor de glicose, alta em gorduras boas e relativamente baixa em proteínas, que se afirma ter o potencial de gerenciar até mesmo casos avançados de câncer. Pesquisas preliminares mostram que ele pode parar a progressão do câncer, inibir metástases e matar as células cancerosas. As pesquisas até o momento não são abundantes, mas são promissoras

Um câncer de particular interesse é o câncer cerebral. Pesquisas novas em 30 casos concluíram que a dieta cetogênica tem mérito.

As células cerebrais parecem ser mais propensas aos efeitos danosos do excesso de glicose e altos níveis de glicose estão ligados a alguns casos de demência. Mas as células cerebrais saudáveis ​​estão mais prontas para se adaptarem à cetose.

A dieta cetogênica tem sido utilizada com sucesso em casos de epilepsia e foi testadas em outras doenças. O câncer colorretal, por exemplo, também mostrou ser melhor tratado com uma dieta com baixo teor de açúcar por Johns Hopkins.

O professor Dr. Thomas Seyfried de Boston é um biólogo  que depois de anos de pesquisa extensiva, acredita fervorosamente que o câncer é uma doença metabólica e não genética. O Dr. Dominic D’Agostino Professor Assistente da Universidade do Sul da Florida concorda. Ambos estiveram envolvidos no tratamento de pacientes com câncer avançado usando uma dieta cetogênica.

No entanto, antes de nos deixar levar pela euforia, há provas de que esse efeito pode depender do tipo de câncer e portanto é necessário mais estudos com outros tipos de câncer.

A dieta cetogênica recebeu grande interesse nos últimos anos..

A Teoria Simples da Dieta Cetogênica

 

As células cancerosas utilizam a glicose –  ela é essencial para a sobrevivência delas.

1. O princípio fundamental da dieta cetogênica é que as células cancerosas precisam fermentar para sobreviver. E, para isso, elas consomem glicose. Enquanto isso, as células saudáveis ​​podem mudar para um estado de queima de gorduras, se houver pouca glicose disponível. Ou seja, as células cancerosas são inflexíveis e se não houver glicose disponível, elas podem murchar e morrer.

As células cancerosas têm níveis muito mais elevados de receptores de insulina do que células saudáveis, para aumentar a absorção de glicose; e este fato é conhecido pelos oncologistas que usam varreduras de PET envolvendo uma tinta radiológica combinada com açúcar, para identificar os cânceres no corpo.

Um tratamento contra o câncer, a terapia de potencialização da insulina usa esse fato para fazer com que células cancerosas respondam a níveis de quimioterapia muito menores.

ii) Há evidências crescentes de que altos níveis de glicose plasmática estão ligados a um maior risco de câncer e menor sobrevivência naqueles que já estão com câncer.

* Um estudo no Journal of Clinical Investigation (2 de janeiro de 2014) concluiu que o aumento da absorção de glicose causou câncer.

* Em outro estudo, pesquisadores da Johns Hopkins mostraram que privar o câncer colorretal de glicose produziu resultados positivos.

Assista o vídeo: Como a dieta cetogênica pode enfraquecer o câncer

 


iii) Há evidências crescentes de que a restrição calórica (isto é, comer cerca de 15% menos calorias do que você realmente precisa em um dia) pode ajudar na sobrevivência do câncer.

iv) Há evidências crescentes de que o jejum pode aumentar a sobrevivência – porque reduz os níveis plasmáticos de glicose e os hormônios IGF-1 e insulina, ambos implicados no desenvolvimento do câncer. O jejum também restringe os níveis de glutamina, outra fonte de energia para o câncer. E o jejum melhora o sistema imunológico.

(Note-se também que a restrição de calorias e o jejum demonstraram melhorar os resultados da quimioterapia, reduzir os efeitos colaterais e permitir a utilização de doses baixas de quimioterapia.)

Após 24 horas, o jejum começa a deixar as células cancerígenas com fome. Estas células inflexíveis que dependem do seu combustível (glicose), enquanto as células saudáveis ​​normais, que são flexíveis, podem queimar combustível de outras fontes (por exemplo, gorduras). Isso é chamado de cetose nutricional.

Infelizmente, na prática, 70 por cento dos pacientes com câncer tem medo, ou resistência psicológica de adotar o jejum, mesmo que possa interromper a progressão do câncer.

v) Uma dieta cetogênica, que limita o consumo de carboidratos e proteínas, mas permite que as pessoas comam gorduras saudáveis, elimina a necessidade do jejum enquanto aumenta a cetose no organismo. Há até mesmo diversos suplementos e tipos de gordura (MCT) que aceleram a cetose.

Detalhes desagradáveis:

 

Parece que alguns tipos de câncer, alguns tumores cerebrais, alguns cânceres de mama, alguns tipos de câncer podem, em condições de baixa disponibilidade de açúcar, recorrer ao glutamato como energia. Isto está prontamente disponível em todo o corpo, mas especialmente nos nervos e nos tecidos musculares. Ainda não totalmente explicado por nenhum meio, esses cânceres podem começar a se propagar de forma agressiva, simplesmente atacando células adjacentes. O glutamato é feito no corpo a partir de glutamina, ácido fólico e glicose, entre outras fontes.


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Glutamato, glutamina, dieta e câncer

O glutamato é conhecido por uma “bomba dietética” que alimenta o câncer e espalha-o através da metástases. De fato, vários estudos se concentraram em células cancerosas “anormais” bloqueando esta bomba.

Se você está restringindo a glicose, também é uma boa idéia restringir as proteínas, pois é uma fonte de glutamina. A proteína de qualquer maneira parece estimular a via mTOR que pode impulsionar o câncer. Isso é muito mais complicado do que apenas restringir a glicose.

No entanto, outros fatores estão quase certamente em jogo e é quase impossível restringir o glutamato no corpo totalmente; ele está nos seus músculos e sistema nervoso! Para confirmar este enigma, Andrew Scarborough, em sua história de como ele venceu seu câncer de cérebro em uma dieta cetogênica, diz para comer 100-200g de carnes gordas por dia e beber água, ou chás. Como sugerido por alguns críticos, a dieta cetogênica em certos casos só pode oferecer um adiamento de alguns anos na vida de um paciente (ainda melhor do que as drogas tumorais).

O que a dieta cetogênica envolve?

 

Enquanto a restrição calórica pode ter benefícios contra o câncer, quando você tem uma refeição, os níveis de glicose, insulina, IGF-1 e glutamina atingem um pico. Isso provoca mudanças de humor, inflamação celular e pode reabastecer as células cancerígenas. O jejum completo (3-5 dias) pode evitar isso. O jejum induz um estado de cetose no corpo, onde as células flexíveis e saudáveis ​​privadas de glicose passam para um sistema metabólico de queima de gordura. Mas as células cancerosas não têm essa flexibilidade, e assim morrem de fome.

As regras de uma dieta cetogênica:

 

1. Não coma carboidratos além de legumes e salada – definitivamente não consuma açúcar, glicose ou xarope de milho (pense em refrigerantes e sucos).

2. Coma apenas uma quantidade limitada de proteína – e certifique-se de que é  de boa qualidade, proteína fresca (peixes, carne ou frango)

3. Consuma gorduras boas – como azeite virgem, óleos de peixe, sementes de linhaça, nozes, macadâmia e outras nozes e sementes, óleo de coco, abacates. Não coma “gorduras trans e ômega 6” e sem leite ou queijos se está tratando um estado de câncer, apenas manteiga, creme ou nata.

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