Sua língua diz muito: saiba interpretar os sinais sobre seu estado de saúde

iG São Paulo

É possível detectar sintomas de problemas com a saúde a partir dos aspectos da língua como cor, forma, textura e tamanho; saiba o que cada um significa

A língua pode revelar sinais de doenças como gastrite, diabetes e anemia

A língua pode revelar sinais de doenças como gastrite, diabetes e anemia

Foto: shutterstock

É provável que você não passe muito tempo examinando sua língua. Mas uma olhada mais atenta neste músculo pode revelar muito sobre o seu estado de saúde em geral. De fato, há toda uma gama de informações que podem ser obtidas a partir da “leitura” do seu tamanho, textura, cor e forma.

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De acordo com o médico australiano Waveny Holland, do Centro de Cura Natural e Bem-estar Serendip, os sinais que a língua dá correspondem a informações sobre diferentes partes do corpo, podendo significar indicativos de doença e desequilíbrio antes mesmo de qualquer outro sintoma.

Embora não haja muitos estudos que possam explicar porque exatamente a estrutura consegue manifestar alterações tão abrangentes, há uma área na medicina destinada aos estudos da boca e dos dentes.

Conhecida como estomatologia, a especialidade investiga tudo o que diz respeito aos tecidos da boca, incluindo quadros sérios de anemia, gastrite e diabete.

Saiba como interpretar os sinais da língua

Uma língua saudável deve ser rosa ou vermelho claro, com um leve revestimento branco

Uma língua saudável deve ser rosa ou vermelho claro, com um leve revestimento branco

Foto: Thinkstock/Getty Images


  • Cor da língua

“Uma língua normal e saudável tem geralmente a cor rosa, vermelho claro, com um leve revestimento branco, não é nem muito grossa ou fina, e não é flácida ou fica sobrepondo os dentes”, explicou Holland ao Daily Mail.

Se a circulação de sangue é restrita, o que pode ocorrer durante a menstruação, a língua pode ficar mais roxa, informou o especialista.

Uma língua pálida pode sinalizar deficiência de vitaminas ou minerais e é mais comumente observada entre aqueles que sofrem de anemia. Já uma língua vermelha (dependendo de qual área do corpo corresponde ao mapa da língua) representa o calor. Isso pode indicar febre ou aumento da temperatura corporal associada à menopausa.

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  • Forma de língua

A primeira parte do diagnóstico pode incluir uma observação sobre a forma da língua. Para Holland, uma língua inchada pode sugerir uma falta de nutrientes e umidade, enquanto uma língua fina pode sugerir desidratação.

  • Revestimento da língua

Se a língua tiver um revestimento fino e branco, isso é considerado saudável e normal. No entanto, se não houver revestimento, isso pode sinalizar desidratação.

Uma língua amarela e seca indica “calor” no corpo. Quanto mais profunda a cor, maior o nível de ‘calor’ do corpo. Isso pode indicar uma infecção, acúmulo bacteriano ou outros desequilíbrios.

Uma língua com aparência cinza e preta indica “estagnação”. Estagnação refere-se ao fluxo de energia, sangue e fluido no corpo.

  • Textura da superfície da língua

Uma língua com saliências, protuberâncias ou rachaduras também pode revelar uma série de problemas potenciais de saúde.

Protuberâncias na língua são diagnosticadas dependendo de onde elas estão e como elas se parecem especificamente, explicou Holland. Por exemplo, um inchaço na parte superior da língua pode ser um sinal de uma infecção bacteriana ou viral, ou até mesmo uma possível reação alérgica à medicação.

Fissuras profundas no centro indicam que um paciente está propenso a problemas digestivos, enquanto feridas (úlceras) podem indicar uma deficiência.

Uma língua irregular, também chamada de “língua geográfica”, pode refletir o calor no estômago, que pode se manifestar como refluxo ácido.

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Uma língua rachada, com sulcos na borda externa, indica retenção de fluidos.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Casos de sarampo chegam a 1,5 mil em todo o Brasil, informa Ministério da Saúde

iG São Paulo

Maioria dos casos de sarampo é registrada no estado do Amazonas, com 1.232 registros da doença; surto também ocorre em Roraima; entenda

Em Roraima, 301 casos de sarampo foram notificados, sendo que 74 ainda estão sendo investigados

Em Roraima, 301 casos de sarampo foram notificados, sendo que 74 ainda estão sendo investigados

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (5). O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação.

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O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos de sarampo confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério.

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

Campanha de vacinação deve diminuir casos de sarampo

Vacina é o único meio de evitar os casos de sarampo em todo o Brasil, afirma o Ministério da Saúde

Vacina é o único meio de evitar os casos de sarampo em todo o Brasil, afirma o Ministério da Saúde

Foto: ONU

O Ministério da Saúde prorrogou até 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo. A meta da pasta, que era de vacinar 95% das crianças entre 1 e 4 anos e 11 meses, não foi atingida pela maioria dos estados, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (3).

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças recebam a vacina contra sarampo e pólio. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças”, declarou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

“Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, completou o ministro. 

A meta foi atingida em apenas sete estados. São eles: Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão.

Já as outras unidades federativas e municípios que não conseguiram chegar neste percentual devem manter a campanha de vacinação por mais 15 dias. A média de vacinação nacional contra sarampo e pólio está em 88%.

Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado.

O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas.

Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada).

A campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação.

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As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de casos de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Congresso de saúde coletiva defende política de redução de agrotóxicos

iG São Paulo

A Associação de Saúde Coletiva lançou dossiê sobre o uso de agrotóxicos; conclusão é de que projeto aprovado na Câmara “torna ainda mais oculto os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde coletiva e sobre o meio ambiente”

Congresso de saúde coletiva defende redução de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil

Congresso de saúde coletiva defende redução de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil

Foto: Agência Brasil

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) lançou neste sábado (28), durante a 12ª edição do congresso da entidade, um dossiê atualizado sobre o uso e a redução de agrotóxicos no país.

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O “Dossiê Científico e Técnico contra o Projeto de Lei do Veneno (PL 6.299/2002) e a favor da proposta que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara)” foi produzido pela Abrasco e pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), em meio às discussões sobre o projeto aprovado na comissão especial da Câmara dos Deputados no dia 26 de junho.

De acordo com o vice-presidente da ABA, Paulo Petersen, o dossiê reúne documentos relacionados aos dois projetos. “Compilamos um conjunto de manifestações de instituições acadêmicas e públicas, da sociedade civil e internacionais, como a ONU, e fizemos um comentário geral. Ele referenda, a partir de organizações científicas, manifestações científicas, mas que estão influenciando a arena política”.

Conforme Paulo Petersen, o chamado PL do Agrotóxico muda a legislação anterior, de 1989, tirando as possibilidades de regulação pública na área de liberação de novos produtos e na identificação e comunicação, “de modo a tornar ainda mais oculto os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde coletiva e sobre o meio ambiente”.

Pelo projeto, a liberação de novos agrotóxicos deixaria de passar pela Anvisa, Ministério da Saúde e Ibama, que avaliam os riscos à saúde ambiental e à saúde pública, e passaria a ter uma predominância do Ministério da Agricultura, que tem uma perspectiva muito mais econômica. Também substitui o termo “agrotóxico” por “pesticida” ou “defensivos agrícolas”.

“O princípio da precaução, que deve prevalecer no uso do conhecimento científico para liberação de produtos e certas tecnologias sobre a natureza, vai sendo comprometido. Na verdade, é um grande desmonte da uma legislação anterior que está funcionando e é uma referência internacional. O discurso de que estamos modernizando, desburocratizando, vai na contramão de toda uma discussão na sociedade, na academia e no mundo”.

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O dossiê contém manifestações contrárias à flexibilização no uso dos agrotóxicos de instituições como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Pesquisador da Abrasco e professor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Marcelo Firpo afirmou que a discussão deve ser feita em torno do que é realmente relevante para o país.

“Sem dúvida, o progresso econômico, o desenvolvimento da economia, o pagamento das dívidas públicas e a redução do déficit da balança comercial são relevantes. Mas qual é o preço disso diante da morte e da doença de crianças, jovens, adultos, velhos e trabalhadores, que morrem em função de substâncias perigosa?”, questionou Firpo.

Segundo ele, as mudanças propostas na regulamentação revertem os avanços na redução de agrotóxicos, representando um retrocesso no processo civilizatório, na garantia da saúde e da vida dos cidadãos. “É preciso esclarecer a sociedade o valor e os efeitos para a vida das pessoas, das famílias e para o sistema de saúde em decorrência do uso excessivo e que tornou o Brasil o maior consumidor mundial de agrotóxicos”, acrescentou.

* Com informações da Agência Brasil

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Secretaria de Saúde confirma duas mortes por febre amarela na Grande São Paulo

iG São Paulo

Segundo a pasta, há ainda uma pessoa hospitalizada por conta da doença; número de óbitos registrados no estado subiu para 12 desde o ano passado

Principal transmissor da febre amarela, o Aedes aegypti também é responsável pela dengue, zika e chikungunya

Principal transmissor da febre amarela, o Aedes aegypti também é responsável pela dengue, zika e chikungunya

Foto: shutterstock

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta sábado (6) ao menos três casos de febre amarela silvestre na Grande São Paulo. Desde o início do ano, duas pessoas morreram e outra está internada no Hospital das Clínicas por causa da doença. O estado de saúde dela não foi informado.

De acordo com a secretaria, as três pessoas teriam contraído a febre amarela em Mairiporã. Esses são os primeiros casos confirmados da doença em 2018 e os primeiros óbitos registrados na Grande São Paulo.

Com isso, sobe para 12 o número de óbitos registrados no estado de São Paulo desde o ano passado. As mortes ocorreram nas cidades de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba e Mairiporã.

Balanço da secretaria informa que 27 casos autóctones (quando a doença é adquirida dentro do próprio município) foram confirmados no estado de São Paulo desde 2017. Os casos foram registrados nas cidades de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã.

Segundo o órgão, a vacina contra a doença é indicada para áreas de risco previamente definidas e, nessas áreas com recomendação, a cobertura vacinal é de aproximadamente 80% nos últimos dez anos.

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“É importante deixar claro que o esquema vacinal é composto por dose única, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A imunização não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo)”, informou a secretaria.

Com relação às mortes ou adoecimento de primatas não humanos como macacos e bugios, a secretaria informou que entre julho de 2016 e dezembro de 2017 ocorreram 2.588 casos no estado, com 595 confirmações da doença.

Reabertura de parques

Na quarta-feira (3), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que os parques estaduais Horto, Cantareira e Ecológico do Tietê, todos localizados na capital paulista, deverão ser reabertos ainda neste mês.

Os parques estavam fechados desde outubro, em razão da incidência da doença que foi detectada em macacos que vivem nessas áreas. Os animais foram encontrados mortos nos arredores. No entanto, não são eles que transmitem o vírus da doença e sim os mosquitos (Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti). As mortes serviram apenas de alerta para as autoridades sobre a contaminação.

Apesar da reabertura, a pasta informou que os frequentadores deverão seguir as recomendações técnicas, como estar imunizado contra a doença, mas não detalhou como será controlada a entrada das pessoas.

Em nota, a secretaria informou ainda que as estratégias de ampliação da vacinação contra a doença em São Paulo terão andamento com base em critérios epidemiológicos, “com a priorização dos corredores ecológicos alcançando, por exemplo, o Litoral Norte”. Porém, não foi esclarecido de que forma será feita essa priorização.

Conforme divulgado pela secretaria, a pasta manterá o monitoramento do território paulista, tanto para casos humanos quanto em macacos. “Esse trabalho é preventivo e contínuo e, a partir dele, a secretaria tem traçado as estratégias de intensificação da vacinação”, diz a nota.

Apenas no município de São Paulo, mais de 20 parques foram fechados por conta da incidência de febre amarela. Dez deles foram interditados no fim de dezembro nas zonas sul e oeste da capital paulista. Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade, a medida será mantida por tempo indeterminado.

* Com informações da Agência Brasil

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Ministério da Saúde divulga novo remédio para tratamento de pacientes com HIV

iG São Paulo

Em congresso, ministro da Saúde fala sobre a droga, que é bastante potente e provoca menos efeitos colaterais que os outros medicamentos tradicionais

Ricardo Barros%2C Ministro da Saúde, falou sobre o novo tratamento para HIV durante congresso, em Curitiba

Ricardo Barros%2C Ministro da Saúde, falou sobre o novo tratamento para HIV durante congresso, em Curitiba

Foto: Valter Campanato/ABr

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (29) que vai ampliar a oferta do antirretroviral Dolutegravir no tratamento de todos os pacientes com HIV no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão foi declarada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais, em Curitiba.

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De acordo com a pasta, hoje o Dolutegravir é utilizado por 100 mil pessoas, mas até o final de 2018 mais de 300 mil indivíduos que vivem com HIV terão acesso ao medicamento. Para quem utiliza o Efavirenz, a troca de terapia será gradual.

Segundo informou o ministério, o antirretroviral é considerado um dos melhores tratamentos para a Aids no mundo. Ele apresenta alta potência e um nível muito baixo de efeitos colaterais, aspecto considerado bastante importante para a adesão e o sucesso do tratamento contra o vírus da imunodeficiência humana. O custo para a implementação da droga é de R$ 1,1 bilhão, porém, não deverá alterar o orçamento atual do governo.

Desde o começo da epidemia, em 1980, o Brasil já registrou 842.710 casos de Aids, considerando até junho de 2016. O País tem registrado, anualmente, uma média de 41,1 mil casos da doença nos últimos cinco anos.

Em relação à mortalidade, de 1980 até dezembro de 2014 foram identificados 303.353 óbitos cuja causa básica foi a Aids. Houve uma redução de 5% nos últimos anos, passando de 5,9 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2006 para 5,6 óbitos em 2015.

Transmissão vertical

Durante o evento, o ministro Ricardo Barros recebeu o processo de solicitação da Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV do município de Curitiba. A capital do Paraná é um dos primeiros municípios a aderir à certificação de eliminação desse tipo de transmissão do vírus, quando é feita de mãe para filho, durante a gestação ou o parto.

A iniciativa foi lançada em novembro do ano passado, numa tentativa de incentivar o engajamento de municípios na eliminação da transmissão vertical. A certificação será emitida por um Comitê Nacional, em parceria com estados, que fará a verificação local dos parâmetros.

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O documento será concedido a municípios com mais de 100 mil habitantes que atendam a dois critérios. O primeiro é registrar taxas de detecção iguais ou inferiores a 0,3 para cada mil crianças nascidas vivas. O segundo é ter proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses expostas ao vírus que foram identificadas como infectadas e estão em acompanhamento na rede pública.

Profilaxia Pré-Exposição

No congresso também foi lançado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo vírus. A medida de prevenção reduz o risco da infecção antes da exposição, por meio do uso de medicamentos antirretrovirais (tenofovir associado à entricitabina) em pessoas não infectadas e que mantêm relações de risco com maior frequência.

Entre o público-alvo da medida estão homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais soro diferentes. Entretanto, o fato de fazer parte desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente à doença.

Porém, a profilaxia não previne outras infecções sexualmente transmissíveis, ou seja, não dispensa o uso de preservativo.

De acordo com o ministério, o Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer a PrEP no sistema público de saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, a partir de dezembro deste ano, em 22 cidades de todo o país: Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Passos (MG), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), São Bernardo do Campo(SP), Ribeirão Preto (SP), São Jose Rio Preto (SP), Campinas (SP), Santos (SP), Piracicaba (SP).

Aplicativos

Também foram lançados aplicativos para ajudar profissionais de saúde e população na atenção à saúde das pessoas vivendo com HIV e Aids. Eles estarão disponíveis a partir deste sábado (30). O aplicativo Viva Bem funcionará como um diário para esses cidadãos, onde será possível inserir lembretes de medicamentos, acompanhar exames, tirar dúvidas sobre esquemas dos medicamentos e monitorar CD4 e carga viral.

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*Com informações da Agência Brasil

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TRIBO FORTE #031 – AÇÚCAR CAUSA DIABETES E O MAIOR EXPERIMENTO NA SAÚDE PÚBLICA

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

Os podcasts são 100% gratuitos e episódios novos saem todas as terças-feiras.

Certifique-se de colocar seu email aqui em cima do site para ser avisado das novidades e de futuros podcasts.

No Episódio De Hoje:

No episódio de hoje vamos compartilhar contigo:

  • A descoberta de um novo mecanismo interessante no quebra-cabeças do metabolismo do açúcar (frutose) no corpo e quem vem para fortalecer a idéia de que açúcar causa, sim, diabetes.
  • O maior experimento feito na saúde humana de todos os tempos, seus resultados e o caminho a seguir.
  • Pergunta “Posso adoçar meu café? meu chá? Se sim, com que?”

Lembrando: Você é MEMBRO VIP da Tribo Forte ou ainda está de fora? Tenha acesso a receitas simples e deliciosas diariamente, artigos internacionais traduzidos diariamente, fórum de discussão, documentários legendados e MUITO mais! Não fique de fora e se junte a este movimento agora mesmo, clicando AQUI!

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Referências do Episódio

 

Artigo no JAMA do David Ludwig

Artigo sobre o novo mecanismo do metabolismo da frutose

Transcrição Completa Do Episódio

Rodrigo Polesso: Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, com o Rodrigo Polesso e o Dr. José Carlos Souto. Assuntos como emagrecimento, saúde, alimentação e estilo de vida são tratados de forma imparcial doa a quem doer. Para se tornar um membro da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Olá, pessoal, bem-vindos ao podcast número 31 da Tribo Forte – o podcast número 1 do Brasil na área de saúde e qualidade de vida. Hoje temos 2 assuntos bem legais para falar. O Dr. Souto já voltou da viagem dele. Ele ainda está com o ritmo italiano, então está com bom humor.

Dr. Souto: Muito.

Rodrigo Polesso: Muito bom humor e bem alimentado. Falaremos sobre 2 assuntos bastante impactantes e extremamente recentes. Os dois foram publicados nos últimos dias. Vamos comentar sobre isso aí. Você já se tornou um Membro VIP da Tribo Forte? Lá você encontrará receitas quase diariamente, artigos, documentários legendados, um fórum sensacional e muito mais. Além disso, depois do evento Tribo Forte Ao Vivo, teremos uma surpresa especial somente para quem for membro da Tribo. Então, seja um Membro da Tribo e faça parte desse movimento. Nosso evento será daqui um mês, no começo de novembro de 2016. Temos poucos ingressos sobrando. Estou muito feliz que quase todos os ingressos já foram comprados. A sala estará lotada. Estamos com sete palestrantes incríveis. Você pode ver todos os detalhes em TriboForte.com.br/AoVivo. Isso vai ser um marco da saúde brasileira. Acho que é um movimento que está começando agora. Conto com a presença de todo mundo lá. Convido novamente para você fazer parte da Tribo Forte. Terá uma surpresinha para quem for membro. O Dr. Souto já deu um “oi” para o pessoal. Vou fazer uma pergunta da comunidade agora. Antes, vou adiantar os assuntos que serão falados: o maior experimento de saúde pública na história da humanidade, os seus resultados e direção para se seguir em frente. Quem está puxando a orelha do pessoal é o David Ludwig, de Harvard. Ele publicou um artigo há dois dias atrás no JAMA. É um artigo muito legal e eu colocarei o link aqui para vocês lerem depois no EmagrecerDeVez.com. Esse artigo precisa ser espalhado. O segundo assunto é um estudo que foi publicado agora nos últimos dias que mostra mais evidências que o consumo de açúcares causa diabetes. Ele mostra um novo mecanismo, que é uma peça que faltava no quebra-cabeça necessária para entender isso. Vai ser legal comentar sobre esse mecanismo. A Pri perguntou o seguinte na nossa comunidade: “Olá, boa tarde. Comecei ontem a seguir os planos alimentares, mas tenho dúvidas principalmente em relação aos queijos. Também quero saber qual é a dica que vocês têm para adoçar um café ou um chá. Obrigado.” Eu vou responder a primeira, que é a respeito do queijo: ouça o podcast número 19. Nele, eu e o Dr. Souto focamos inteiramente na questão do laticínios. Dr. Souto, qual é a sua opinião sobre essa dica para adoçar o café ou chá?

Dr. Souto: Primeiramente, eu acho que o café e o chá não precisam ser adoçados. Eu entendo que a pessoa está vindo de um hábito de utilizar açúcar. Mas é interessante ter um objetivo de ir adoçando cada vez menos até consumir sem adoçar. Eu acho que para o café ser apreciado da forma como deve ser, ele deve ser consumido ser açúcar – caso contrário, perdemos parte do prazer do consumo. Nós fizemos um podcast tratando somente dos vários tipos de adoçantes, então podemos referir nossa leitora para esse episódio. Provavelmente, o ideal é utilizar um adoçante não calórico. Pode ser um adoçante não calórico natural, que é a stevia. Pode ser os adoçantes não calóricos artificiais, como ciclamatos sacarinas e sucralose. Muitas vezes as pessoas podem escolher de acordo com o paladar. Alguns podem ser amargos e outros não. Eu repito o que eu disse durante aquele podcast. Uma sobremesa foi feita para ser doce, então eu posso usar um pouco de adoçante nela. Mas o café não foi feito para ser doce. O ideal é que a pessoa use um adoçante como alguém que usa um adesivo de nicotina. O objetivo é sair do vício. A pessoa usa o adesivo de nicotina para parar de fumar e não para ficar usando o adesivo de nicotina o resto da vida. O objetivo é parar de fumar e parar de usar o adesivo. O objetivo é parar de usar o açúcar no café, mas um dia parar de usar o adoçante também e ficar só no café ou só no chá. A minha sugestão para a leitora é fazer aos poucos. Se ela acha que precisa de 5 gotas para adoçar o chá, ela pode começar a usar 4. Depois que 4 estiver bom, ela pode começar a usar 3. Vai chegar um momento que ela não precisará de nenhuma gota.

Rodrigo Polesso: Outro problema dessa questão é: quantas vezes ela toma café ou chá por dia? Se toda vez que ela toma várias vezes por dia, terá o gosto doce estimulando o cérebro várias vezes por dia estimulando o cérebro. Sabemos que esse hábito não é saudável, e dessa forma fica difícil de quebra-lo. O episódio sobre adoçantes é o número 13. Chegando num ponto que podemos referenciar episódios no passado.

Dr. Souto: Já temos episódios sobre tudo.

Rodrigo Polesso: Exatamente. Vamos fazer uso desse conhecimento que já foi compartilhado. O episódio sobre laticínios é o 19, e o episódio sobre adoçantes é o de número 13. Já que respondemos a pergunta, vamos para o primeiro tópico. É um artigo que puxa a orelha do governo dos Estados Unidos. O autor é o David Ludwig, de Harvard. Ele diz: “Já sabemos que o que vocês têm falado nos últimos 40 anos está errado. Mas ninguém veio dizer que está errado. Ninguém veio avaliar as novas evidências científicas e assumir que está errado.” Isso é, basicamente, uma puxada de orelha. Vou ler dois parágrafos rápidos para introduzir esse assunto.

Dr. Souto: Só para salientar para quem está nos ouvindo: esse artigo foi publicado no JAMA (The Journal of the American Medical Association). Essa é uma das revistas médicas mais importantes. É a revista oficial da Associação Médica dos Estados Unidos.

Rodrigo Polesso: É um jornal grande e está na vitrine para todo mundo ver. Vou fazer uma tradução simultânea de dois parágrafos rápidos. Não tivemos tempo de traduzir antes. Ele começa assim: “A recente revelação de que a indústria do açúcar tentou manipular a ciência na década de 60 (escute o episódio anterior sobre isso) novamente fez que focássemos a atenção no nível de qualidade de evidência científica no campo da nutrição, e como podemos prevenir doenças relacionadas à dieta alimentar. Começando na década de 70, o governo dos Estados Unidos e as grandes organizações nutricionais recomendaram que a população dos Estados Unidos comesse uma dieta baixa em gorduras e alta em carboidratos. Isso começou o maior experimento público da história humana (já que não havia evidência). Depois desses 40 anos, a prevalência de obesidade e diabetes aumentou várias vezes, ao mesmo tempo que a ingestão de gordura diminuiu em 25% no mesmo período. Reconhecendo as novas evidências sobre o consumo de carboidratos refinados (como pão, açúcar, batatas, cookies, bebidas adoçadas) e não culpando a gordura, as novas diretrizes alimentares de 2015 do USDA eliminou o limite máximo de ingestão de gordura. Mas ainda falta um exame completo desse enorme erro referente à saúde pública. Ninguém veio dizer que estava tudo errado. Ninguém veio pedir desculpas.” O David Ludwig fez esse artigo no JAMA. Dr. Souto, o que vai acontecer agora? Quem que vai colocar a mão para a paulada? Quem vai dar a cara a tapa?

Dr. Souto: Quem vai fazer isso, eu não sei. Mas nós – e outros como nós – vamos ficar puxando a orelha do pessoal, incomodando e fazendo barulho para evidenciar isso. No fundo, o que o Ludwig está dizendo é o seguinte: a ciência já está bem clara no sentindo de que o problema não é a gordura na dieta, mas sim os carboidratos refinados. Isso já está admitido pelo próprio Departamento Americano de Agricultura (USDA), que publica as diretrizes alimentares a cada 5 anos. As últimas diretrizes (de 2015) eliminaram o limite do consumo de gordura. Quem tiver tempo de ler o documento de quase 500 páginas do UDSA publicado em 2015 sobre as diretrizes alimentares verá que não consta um limite na quantidade de gordura que a pessoa deve comer por dia. Muitos que estão nos ouvindo devem estar surpresos. As pessoas estão surpresas porque isso foi feito na calada da noite. Isso está escondido em alguns parágrafos no meio de um documento de 500 páginas. Então, o Ludwig está dizendo que não basta simplesmente fazer essa transição de uma forma imperceptível. Na realidade, da forma como está sendo feita, todo mundo continua achando que gordura faz mal. As pessoas continuam odiando a gordura na dieta e, portanto, continuam comendo muito carboidrato. No final desse parágrafo ele diz que o dano consequente continua havendo, já que a dieta de baixa gordura permanece enraizada na consciência pública e na política alimentar. Por que ela continua enraizada? Porque ninguém veio a público dizer: “Pessoal, foi mal. Nós erramos. Estávamos errados nesses últimos 40 anos. Precisamos mudar. A gordura não é o problema. Voltem-se para o problema real – o carboidrato refinado.” Isso não foi feito. As diretrizes estão mudando na calada da noite com linguagem altamente técnica em parágrafos escondidos em documentos no meio de centenas de páginas.

Rodrigo Polesso: Exatamente. É uma estratégia planejada fazer dessa forma. Eles perceberam que existem muitas evidências e que estavam errados por 40 anos. Milhões de pessoas morreram por causa dessas diretrizes. Essa forma foi a maneira que eles encontraram para evitar dizer que estavam errados. E agora estamos esperando que alguém venha falar algo, como o David Ludwig disse. Mas agora chegamos num ponto sem volta. A inércia da verdade tomou força. Uma hora vai acontecer, de um jeito ou de outro.

Dr. Souto: Exatamente. Como tudo o que o Ludwig escreve, esse editorial é muito bom. Ele comenta o tipo de evidências nas quais foram baseadas as diretrizes vigentes, mostrando como as evidências eram fracas e observacionais. Ele mostra também que as evidências que embasam a nova postura são evidências fortes de ensaios clínicos randomizados de metanálises. Depois ele menciona novamente que as novas diretrizes já retiraram o limite de gordura na dieta, mas que está tão entranhado na cultura de que a gordura faz mal que nos Estados Unidos a alimentação das crianças nas escolas públicas proíbe o leite integral, mas libera o achocolatado adoçado com açúcar (com leite desnatado). Então, uma criança americana pode tomar um Nescau com leite desnatado e bastante açúcar, porque não tem gordura. Mas leite de vaca, integral, com gordura, não pode. Então, o Ludwig está dando um puxão de orelha: “Pessoal, vamos tomar vergonha na cara e admitir em bom e alto som que nós (establishment nutricional) estávamos errados. Se não deixarmos claro que a gordura na dieta não é o problema, e sim os carboidratos refinados, a cultura não mudará.” Na cabeça de todo mundo, ainda prevalece a cultura antiga. Isso não é uma surpresa para quem está nos escutando. Estamos no trigésimo primeiro episódio falando basicamente a mesma mensagem. Mas é bonito ver um editorial desses numa das revistas médicas mais importantes do mundo (e revista oficial da Sociedade Americana de Medicina) puxando a orelha e chamando a atenção para como eram fracas as evidências nas quais se baseiam as diretrizes vigentes. As pessoas devem sair da sombra e assumir o erro.

Rodrigo Polesso: Exato. Nós somos vistos como verdade e medicina alternativa e não como a principal. O governo tem muita força de disseminar informação. Nós tentamos fazer o que podemos, mas não conseguimos. Então, as pessoas sempre terão acesso às informações que serão divulgadas em massa pelo governo. O governo terá que tomar uma atitude e refazer essa mudança. O pessoal vem falando desse problema há décadas. Mas você acha que sua vizinha acha que a margarina é pior do que a manteiga? Ela não sabe e continua comprando margarina! Mesmo existindo evidências que comprovam o que falamos. Então, se o governo não falar em massa, abrindo o jogo e contando a verdade, vai demorar muito tempo até que essa verdade “alternativa” se torne uma verdade predominante.

Dr. Souto: Já mostramos que o fato do sujeito ser importante, ser médico, ser professor universitário não é o principal. O principal é o nível da evidência científica na qual se baseia sua afirmação. Mas o fato é que as pessoas caem na falácia de autoridade. O Ludwig está dizendo que as entidades precisam falar que estavam erradas e que estão mudando as diretrizes. Não adianta fazer a mudança na camufla, num parágrafo escondido num texto de 500 páginas, para que nós descobríssemos e publicamos num blog. As pessoas não vão acreditar num blog, mas sim num médico de avental branco na televisão ou no Ministério da Saúde. As pessoas se dobram muito à autoridade. Então, está na hora da autoridade tomar vergonha na cara e admitir em alto e bom som que as diretrizes estavam erradas. O JAMA não é uma revista médica alternativa. O David Ludwig não é um médico alternativo. A instituição na qual ele trabalha (Harvard) não é uma instituição alternativa. Está na hora da coisa mudar de cima para baixo.

Rodrigo Polesso: Está começando. Está no ar o nosso puxão de orelha também. Vamos em frente para o segundo assunto, que é bastante interessante, principalmente você entende um pouco da questão de insulina, carboidratos, hormônios, fígado com gordura, triglicerídeos e etc. Vou começar com uma frase que o Dr. Souto que falou antes: o motivo principal da elevação da glicemia em pessoas que têm diabetes tipo 2, é a secreção de glicose pelo fígado, que não é inibida pela insulina. Vou ler uns parágrafos desse artigo, que foi publicado há 2 dias atrás, para introduzir o assunto: “De acordo com esse estudo, a causa da resistência à insulina pode ter pouco a ver com defeitos nos sinais da insulina e pode, na verdade, ser causada por um mecanismo separado desencadeado por excesso de açúcar no fígado que ativa um fator molecular conhecido como carbohydrate-responsive element-binding protein (CHREBP).” Essa proteína é encontrada em diversos órgãos metabólicos em ratos, humanos e outros mamíferos. No fígado, ela é ativada pela frutose que é ingerida. A frutose é uma forma de açúcar que naturalmente está presente nos legumes, frutas e açúcar de mesa. Ela também é adicionada em vários alimentos processados, como refrigerantes. O estudo descobriu que essa frutose inicia um processo que faz com que o fígado continue fabricando glicose e aumentando os níveis de glicose no sangue mesmo se a insulina está lá para tentar evitar esse processo. Esse mecanismo todo acontece por causa de um problema no fígado. É por isso que o pessoal que tem resistência à insulina fabrica muita glicose. Mas eles descobriram que não importa quanta insulina o pâncreas fabrique para tentar inibir essa fabricação de glicose, ele não consegue falar mais alto do que essa proteína nova que descobriram (CHREBP). No final das contas, isso vai aumentar os níveis de açúcar e também de insulina no sangue. Com o tempo, isso leva a um quadro de resistência à insulina. Essa proteína que foi descoberta é uma peça muito grande. O motivo principal da diabete tipo 2 é a secreção de glicose pelo fígado nessas pessoas, já que ela não é inibida pela fabricação de insulina, independentemente da quantidade de insulina que é fabricada. Dr. Souto, anteriormente você me passou vários passos, de como acontece esse processo. Acho que seria bem legal para o pessoal entender o processo.

Dr. Souto: A coisa é um pouco complicada, especialmente para quem não é da área médica. Vamos entender como é o normal; como o sistema funciona bem em quem não é doente. Se você está comendo uma fruta, por exemplo, a frutose (glicose) entra no organismo e o corpo a utiliza como fonte de energia. Essa glicose faz com que o pâncreas fabrique insulina. A insulina vai reduzir o valor da glicose no sangue e também bloqueia completamente a produção de glicose pelo fígado – o que é bom, já que se a pessoa comeu glicose, o fígado não precisa fabricar mais glicose ainda. Então, a mesma insulina que é produzida quando você come açúcar faz com que o fígado pare de fabricar açúcar. Por que que quando a pessoa está em jejum a glicose não cai perigosamente (hipoglicemia)? Porque quando a glicose baixa, isso desbloqueia a produção de glicose pelo fígado. Então, o fígado passa a produzir glicose no momento em que os níveis de insulina se reduzem – e isso é bom, porque daí a glicose se mantêm estável mesmo que a pessoa esteja comendo nada. O podcast número 11 fala sobre jejum intermitente. Se a pessoa ficar 24, 48 ou 72 sem comer, ela não ficará sem glicose para o cérebro porque o fígado fabrica glicose. Por que o fígado fabrica glicose? Porque a insulina está baixa, já que a pessoa não está comendo. Isso é o normal. No diabetes tipo 2, o fígado está resistente à insulina. Então, a glicose no sangue está alta e a insulina está alta também, já que está tentando fazer essa glicose baixar. Como a insulina está alta, o fígado não deveria fabricar glicose, já que a insulina está alta. Mas o fígado continua fabricando glicose no diabetes tipo 2. Então, a pessoa está com a insulina e com a glicose altas no sangue, e o fígado ao invés de parar de jogar mais glicose no sangue, ele continua jogando. O mecanismo através do qual isso ocorria era desconhecido. Havia uma suposição de que o fígado não respondia à insulina, como um problema do efeito da insulina no fígado. O que esses pesquisadores descobriram é que existe uma proteína (CHREBP) que faz com que o fígado comece a secretar glicose independentemente da insulina. Mas qual é a importância disso? Por que estamos falando desse assunto que parece ser tão técnico? É que essa proteína (carbohydrate-responsive element-binding protein) tem seu efeito desencadeado por carboidratos. Mas não é um carboidrato qualquer, é pela frutose. Então, a exposição crônica à quantidades grandes de frutose vai fazer com que esse proteína fique ativa e que o fígado pare de responder à insulina. Essa basicamente é a descoberta do link principal de ciência básica que explica porque o açúcar causa diabetes tipo 2. Eu aprendi na minha faculdade que o açúcar não causava diabetes, embora isso seja uma coisa absurdamente contra intuitiva. O Dr. Lustig, que tem o famoso vídeo “A Verdade Amarga do Açúcar”, já explicava em detalhes como o açúcar estava envolvido da gênese do diabetes. Mas ele não sabia – e ninguém sabia – o mecanismo molecular através do qual isso acontece. Mas ele já havia demonstrado, num estudo epidemiológico conduzido mais em mais de uma centena de países, que o açúcar tinha muito mais relação com o diabetes do que as calorias como um todo oriundas de outros alimentos. Ou seja, não eram calorias em geral, não eram carboidratos em geral, era especificamente o açúcar que estava envolvido com o risco de desenvolver diabetes. Agora nós sabemos porquê. Qual é a diferença entre um carboidrato de uma batata doce e um açúcar? A batata é amido, que é glicose. O açúcar é 50% frutose. A frutose que é responsável pela ativação dessa proteína que vai fazer com que o fígado comece a produzir açúcar independentemente do efeito da insulina. Aí alguém pode perguntar: “Então não posso comer nenhuma fruta?” Não é isso! São níveis suprafisiológicos de frutose. É a exposição crônica a níveis de frutose que jamais seriam atingidos comendo uma fruta de vez em quando. Ou seja, é a exposição ao açúcar, aos alimentos processados, a coisas como ketchup, sucos de fruta, suco de caixinha, refrigerantes. Essa proteína talvez não seja a única coisa. Esse é um estudo super recente, que tem que ser corroborado. Mas é muito interessante, já que é mais uma peça do quebra-cabeça que se encaixa, mostrando que o problema que o problema não é engordar, fazendo que a pessoa acumule gordura no fígado, fazendo com que o fígado fique com resistência à insulina e a pessoa fica diabética. Não! O que o estudo está mostrando é o seguinte: o açúcar que faz com que uma determinada proteína no fígado se desregule, tornando o fígado resistente à insulina, fazendo os níveis de glicose e insulina aumentarem, causando a resistência à insulina no resto do corpo e que leva ao acúmulo de gordura no fígado (que é uma consequência do processo e não causa). A gordura no fígado é um marcador, que indica que a pessoa está desenvolvendo resistência à insulina no fígado. Mas a causa é o açúcar. É o excesso de frutose. É o excesso de carboidrato especificamente de açúcar e carboidrato processado.

Rodrigo Polesso: Muita gente talvez pense que não pode comer mais frutas. Mas não podemos nos esquecer que nós, seres humanos, fomos feitos para viver bem na Terra. Então, existem populações que comem muito carboidratos de batatas ou populações que não comem carboidrato (vivem de peixe e gordura). Essas duas populações são saudáveis. A Terra nos fornece os alimentos que precisamos. Os problemas começam a acontecer quando paramos de comer alimentos de verdade e começamos a comer substâncias comestíveis. Eu acho de “substâncias comestíveis” tudo isso que é refinado, processado e artificialmente modificado. São coisas criadas pela indústria e que você não encontraria na natureza de forma alguma. O maior desses vilões é o açúcar de mesa, que é 50% glicose e 50% frutose. Nos Estados Unidos é pior ainda, já que lá tem o high-fructose corn syrup, que é 55% frutose 45% glicose. Ele é muito mais barato que o açúcar e o pessoal usa em tudo lá. Ele faz muito mais mal para o fígado, já que ativa essa proteína. Quando começamos a comer carboidratos refinados, processados e artificiais, eles são os verdadeiros vilões. Estamos começando a entender os mecanismos através dos quais isso acontece. Temos que nos lembrar de que alimentos de verdade são uma coisa e substâncias comestíveis são outra. Aí sim estaremos no caminho certo de sermos mais saudáveis.

Dr. Souto: Nós comentamos no podcast sobre adoçantes que o néctar agave é uma péssima escolha. Agora deve estar claro para vocês o porquê. O agave tem um índice glicêmico muito baixo porque ele é 90% frutose. Isso é a pior coisa que a pessoa pode consumir! A frutose é o que causa o diabetes. Não a frutose diluída em um monte de água e fibra como existe nas frutas, mas uma frutose purificada e extraída do cacto (agave). O néctar de agave é uma calda de frutose pura. O açúcar de coco também tem um índice glicêmico mais baixo. É a mesma coisa. Açúcar de uma forma geral é uma coisa ruim. Outra coisa que esse estudo ajuda a entender… Nós temos pacientes com diabetes tipo 2 que comem muita glicose, açúcar, amido. Quando essas pessoas adotam uma dieta low carb, a glicemia delas melhora muito. Elas param de consumir grandes quantidades de carboidrato. Mas tem pessoas que fazem uma dieta baixa em carboidrato bem direitinho, são diabéticas e a glicose não cai, mesmo que sejam pessoas que produzam insulina. Isso acontece justamente por causa da CHREDP que faz com que o fígado da pessoa produza grande quantidade de glicose, embora a insulina esteja alta. Ou seja, a insulina alta deveria fazer com que o fígado não produze glicose alguma. Mas o fígado se recusa a obedecer a insulina. Isso foi causado por anos de exposição ao açúcar. Se isso é completamente reversível ou não, ninguém sabe. O Dr. Jason Fung tende a acreditar que jejuns prolongados podem ser o que falta para restaurar a sensibilidade do fígado à insulina, provavelmente revertendo a ação dessa proteína. Se é o jejum prolongado ou simplesmente o fato de se permanecer por um período bastante longo sem exposição a carboidratos são coisas que ainda devem ser estudadas. É importante que as pessoas entendam que, mesmo elas fazendo tudo certo, o diabete tipo 2 onde haja bastante gordura do fígado e resistência à insulina pode ser algo desafiador. Às vezes não é tão fácil. Provavelmente, esse estudo ajuda a explicar parte do mecanismo.

Rodrigo Polesso: Agora temos mais detalhes sobre o mecanismo: como reverter, quanto tempo demora para isso acontecer. Mas tem muita coisa para acontecer ainda. Acho interessante mencionar que jejum é o melhor de todos os remédios, como dizia Paracelso há muito tempo atrás. Tem um panfleto muito interessante de um Doutor chamado McEachen. Ele publicou esse panfleto em 1956. Ele seguiu 614 pacientes por 10 anos e curou todos os tipos de doenças que você pode imaginar: cânceres benignos, malignos, problemas de pele… todos os problemas que você pode imaginar. Somente 14 pessoas não foram curadas pela intervenção dele, que era basicamente o jejum. O jejum tem poderes que nem imaginamos. Esse é só um parêntese.

Dr. Souto: Vou abrir um outro parêntese. Li uma reportagem sobre esse estudo do qual estamos falando agora. Os cientistas falam que foi fascinante a descoberta dessa proteína, que explica o mecanismo de secreção da glicose independente da insulina. Em seguida, eles falam qual é a grande alegria deles: “agora terá um alvo para desenvolver novas medicações”. A primeira coisa que me veio à cabeça foi que temos mais um argumento para que as pessoas não comam açúcar. O que estudo mostrou é que a frutose – que é o marcador do consumo de açúcar – é o que desencadeia a desregulação dessa proteína que fará com que o fígado passe a fabricar glicose independentemente da insulina. A implicação disso é que devemos comer o mínimo de açúcar possível. Mas, obviamente, o pessoal já começa a falar no próximo remédio.

Rodrigo Polesso: É o que dá dinheiro, não adianta. O pessoal não quer saber de mudar os hábitos, eles querem tomar uma pílula, encher a cara de McDonald’s e ficar com um six pack. O pessoal quer o mais fácil possível sempre. Vamos falar sobre nossos almoços agora. Você não está mais na Itália, então, posso saber o que você comeu hoje no seu almoço?

Dr. Souto: Agora o almoço voltou a ser uma coisa mais normal. Eu comi um bife acebolado, uma salada… foi isso.

Rodrigo Polesso: Está bom o suficiente. Ontem eu fiz uma coisa que nunca tinha feito em casa, mas minha mãe fazia muito na infância: moela de frango. Tem gente que nem sabe o que significa isso.

Dr. Souto: A Patrícia Ayres, nossa colaboradora, é fã de moela.

Rodrigo Polesso: É bem diferente. Com isso, eu comi brotos de brócolis. Ele contém o antioxidante mais poderoso conhecido até hoje. Eles estão levando isso para as pessoas na China, que vivem naquela poluição. Eles fazem sucos com brotos de brócolis para ver como essas pessoas eliminam as toxinas do corpo. É incrível o poder que esses antioxidantes do broto de brócolis têm. É uma coisa muito fácil de se fazer em casa. Comprando semente de brócolis você pode germiná-los em casa. Estou experimentando porque gosto de variar no meu dia a dia. Espero que essa informação seja útil. Dr. Souto, foi sensacional esse episódio. Foi um pouco mais técnico que o normal, mas é sempre bom equilibrar o mais técnico com o menos técnico. O importante é trazer uma conclusão fácil para todo mundo entender. Eu tenho certeza que isso tenha sido útil para o pessoal. São informações bem novas, que acabarem de sair. Continue nos seguindo semanalmente. Sempre traremos as informações mais atuais para te ajudar uma vida mais saudável, mais em forma e com a melhor qualidade de vida. Com isso, me despeço. Um bom dia para todo mundo. Dr. Souto, até o próximo e obrigado pela participação.

Dr. Souto: Um abraço. Um abraço aos ouvintes. Até a próxima.

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