A obesidade não para de subir

Por  Dr. Andreas Eenfeldt

Comer menos, correr mais. Fique atento ao seu equilíbrio energético. Isso é o que os americanos tem sido instruídos por décadas, mas a obesidade continua aumentando.

obesidade nos EUA2

Publicado no jornal New York Times: A obesidade sobe apesar de todos os esforços para combatê-la, autoridades de Saúde dos Estados Unidos dizem.

Dados recém-publicado mostram que, em 2013 e 2014 trinta e oito por cento dos adultos americanos eram obesos, um número impressionante e um novo recorde. Os números têm aumentado de forma constante desde o início dos anos 80, quando cerca de 15 por cento da população era obesa.

É claro que o que estão fazendo não está funcionando nos EUA, nem em qualquer outro lugar. Estamos atacando o problema a partir do ângulo errado. Precisamos parar com essa fixação ridícula do balanço calórico (um conceito que a Coca-Cola patrocinou).

O que nós comemos determina o quanto nós queremos comer. Esta é uma questão de qualidade dos alimentos – e, em seguida, a quantidade pode cuidar de si mesmo, através dos nossos sinais de saciedade e fome naturais.

É uma questão da regulação hormonal do peso, não de contagem de calorias. A obesidade não é um problema de física ou matemática, é biologia.

Até que a sociedade receba as verdadeiras questões fundamentais direitamente nós nunca iremos chegar à solução.

obesidade EUA

Níveis de obesidade nos diferentes estados em 1985, 1995, 2005 e 2014.

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Primal Brasil

Parei de perder peso com a low-carb, e agora??

Caio, parei de perder peso com a low-carb, e agora?? Constantemente sou bombardeado por perguntas do tipo.

Weight-Loss-Plateau

Por que não consigo perder mais peso com a low-carb, ou por que cheguei em um platô com a dieta.

Não há uma resposta simples e genérica para todos e cada caso é individual requer investigação e possui uma causa subjacente diferente. No entanto, muitas das possíveis causas eu abordo constantemente no blog e na Rádio Primal Brasil e um novo estudo que será abordado em detalhes abaixo pode fornecer a resposta que muita gente procura, além de elucidar bastante esta questão, mesmo para quem não precisa mais perder peso.  Embora com certa frequência eu aborde esta causa específica, ela não se encontra sempre explícita no blog, portanto, por ora, você deveria se interessar bastante por este post, se está com dificuldades de atingir seus objetivos. Leia com atenção.

O estudo foi utilizado erroneamente (para variar, não reportam transparentemente a ciência) pela mídia americana como prova do fracasso de dietas baixas em carboidratos.

Por Dr. Bill Lagakos.

Uma breve explicação do estudo de Hall et al., ou seja, a guerra dos carboidratos. 

“Exame de mudanças agudas no balanço calórico, reduzindo seletivamente a ingestão de calorias de um ou outro macronutriente (gordura ou carboidratos).”

Intro (1/2): por favor, não leia este estudo com as manchetes da mídia em sua mente, pois elas são muito desonestas e ingênuas. Nem sequer preste qualquer atenção para o título do estudo, resumo, introdução e discussão. De forma alguma este estudo colocou a dieta low carb contra a parede, independentemente do que você já viu on-line ou em outro lugar. Ok??

Intro (2/2): se você quiser aprender uma lição (ou fazer uma reciclagem) em nutrição avançada, confira as Informações Complementares deste artigo: na formulação de seus modelos matemáticos, Dr. Salão revisou cada via bioquímica única e variável fisiológica já inventada. Leia, pela ciência.

Dr, este estudo de modo algum derruba low carb (é uma conclusão ridícula e impossível). Mas foi bem interessante e, provavelmente, incluiu uma avaliação precisa e abrangente do balanço energético.

Esboço do estudo: Participantes seguiram a dieta de base por alguns dias, em seguida foram randomizados para uma dieta de baixo teor de gordura ou Low Carb por 6 dias. Após estes 6 dias, houve um período de “washout”, um período sem intervenção, para eliminar o efeito do primiero tratamento de 6 dias, para em seguida os participantes que receberam a low-carb receberem a low-fat por mais 6 dias e vice versa. Tudo em um estado de constante obcervação pelos pesquisadores.

tabela lagakos low-carb

Por favor, pare de reclamar sobre a composição das dietas de intervenção! Elas não foram projetados para imitar uma dieta de baixo teor de gordura mais possível de ser seguida no mundo real, ou uma dieta cetogênica. Elas foram projetadas com um objetivo muito específico em mente: reduzir seletivamente as calorias de um macronutriente, sem aumentar quaisquer outros, de modo que quaisquer efeitos pudessem ser atribuídos à redução seletiva dos referidos macronutrientes. Este estudo nos deixou com um déficit calórico de 30%. O que é bom para o propósito do estudo.

Passo 1. Construindo a dieta de baixa gordura.

Reduziram a gordura de 109 gramas (981 kcal) para 17 gramas (153 kcal) , pois isso é praticamente a maior redução possível, e foi reduzido 828 kcal de gorduras neste grupo

Lembre-se, foi um déficit calórico de 30%:  828 de 2740 = 30%.

Teoricamente, eles poderiam ter testado zero de carboidratos na dieta Low Carb, mas não foi o caso.

Passo 2. Construindo a dieta baixa em carboidratos.

Há 2 limites que o passo 1 estabelece: 1) 30% restrição de energia a partir um macronutriente; e 2)

828 kcal que precisam ser eliminados em ambos os grupos low-carb e baixo em gordura. 840 kcal de carboidratos = 210 gramas. Assim, o grupo de baixo teor de carbs passou de 350 gramas de carboidratos na linha de base para 140 durante os 6 dias de estudo controlado, uma redução de 210 gramas (840 kcal). Está muito longe de ser cetogênica (ver Tabela 4), mas é  reduzida em carboidratos

Proteínas e calorias foram mantidas constantes.

Gordura não foi alterada no grupo da dieta reduzida em carboidratos.Carboidratos não foram alterados no grupo da dieta baixa em gordura. Por que os pesquisadores não montaram uma dieta cetogênica?

Porque 350 gramas de carboidratos que os participantes cunsumiam antes era muito alta em carboidratos = 1400 kcal, e matematicamente não é possível reduzir as calorias de gordura em mais de 981 kcal,  pois este foi o total de gorduras que os participantes consumiam antes de começar o estudo (consumiam uma dieta muito alta em cabroidratos, mas não tão alta em gordura). Se eles reduzissem os carboidratos, as proteínas do grupo da dieta baixa em gordura teriam que ser reduzidas para manter as dietas isocalóricas (iguais em calorias – própósito do estudo) … e isso teria sido um fator de confusão principal.
tabela bill 2

Este estudo foi  rigorosamente controlado “calorias para dentro,” e rigorosamente medido “calorias para fora.”

O gasto energético diminuiu em ambos os grupos (como esperado).

As alterações na composição corporal entre ambos os grupos de participantes não são dignas de menção, mas se quiser olhar.

tabela bill 3

As críticas mais frequentes:

17g Gordura  por dia é um teor de gordura incrivelmente baixo (8% de calorias) e portanto não é compatível com a realidade cotidiana das pessoas. 

Eu concordo, mas seja o que for! Minha posição é que independentemente de como os autores e jornalistas  distorceram o estudo, este estudo não foi desenhado para testar dietas na vida real (embora a dieta reduzida em carboidratos pode ser compaível com o que muita gente come). Dietas Ad libitum, ou seja, dietas na vida real, são completamente diferente das dietas rigorosamente controladas. Ponto final.

Este estudo comparou uma dieta super baixa em gorduras (pouco praticável na realidade) com uma dieta moderada em carboidratos mais comum em praticantes de dietas, especialmente a paleo (classificada erroneamente pela mídia como uma dieta low-carb)

Mais uma vez, eu não me importo [no âmbito deste projeto de estudo]! Esta foi a única maneira que os cientistas podiam fazer, matematicamente… por isso, se esta é a sua crítica, acho que você está alvejando tanto os autores ou jornalistas, e não o estudo real –  Um título melhor pode ter sido: “Exame de mudanças agudas no balanço calórico, reduzindo seletivamente ingestão de calorias de um macronutriente”.

A Maior falha real é que eles não atingiram as reduções de insulina que eles estavam almejando. Insulina em jejum e o peptidio C não foram diferentes entre os grupos, e apenas quando C-péptido de 24h  foi avaliado fizeram atingir significância estatística. Talvez uma dieta low-carb de verdade teria feito isso, mas como mencionado acima, eles diminuíram o máximo que eles podiam dadas as restrições do desenho do estudo. Talvez uma maior duração do estudo pudesse ter feito isso, mas: 1) este já foi um estudo muito caro; e 2) você não pode realmente manter as pessoas trancadas em uma câmara metabólica por muito mais tempo … por isso eles tiveram que sacrificar a precisão, e eu não acho que Dr. Salão ficaria muito feliz com isso.tabela bill 4

Algumas considerações minhas:

O que este estudo claramente não teve o intuito de demonstrar foi como os diferentes macronutrientes e as diferentes dietas afetam a perda de peso e a composição corporal em uma dieta hipercalórica, superalimentação, ou em um cenário de um aumento calórico de indivíduos resistêntes a insulina, que já seguem uma dieta hipocalórica e passaram a comer mais calorias seguindo estas duas vertentes opostas de consumo de macronutrientes (low-carb ou low-fat).  Tampouco lidou com muitas outras questões, como a questão da sustentabilidade de cada uma destas dietas a longo prazo (as evidências são abuntantes para a superioridade da low-carb no mais importante dos quesitos).

Como Dr. Bill salientou bem no começo do post, 140g de carboidratos não é low-carb e está longe de ser low-carb para quem tem resistência à insulina. A diferença entre 25g de carboidratos e 140g pode ser estrondosa e a dieta baixa em gordura não tinha muitas calorias para baixar na forma de gordura.

Resumidamente, sobre os motivos de você poder não estar perdendomais peso com a dieta low-carb, eles podem ser os seguintes:

  • Não precisa perder mais peso e possui metas irrealistas com base em modelos de biquine que são geneticamente favorecidas para realizarem este trabalho.
  • Não reduziu carboidratos o suficiente para obter os benefícios metabólicos e de perda de peso com a low-carb.
  • Está consumindo calorias demais, tanto na forma de proteínas e/ou gorduras.
  • Está com distúrbios metabólicos/hormonais severos, com resistência à insulina/leptina e/ou síndrome metabólica, e portanto, possivelmente nem mesmo práticas de jejum longas e recorrentes (potencialmente prejudiciais) estão te levando ao corpo de modelo.

De fato, muita gente já tentou de tudo e realmente se enquadra no quarto cenário, entretanto, uma peça importante do quebra cabeça para diversas pessoas é o cenário 1 e 2. Sendo o segundo mais comum em indivíduos que não entendem muito bem a low-carb e o primeiro mais comum em quem ignora, estando ciente ou não, o aspécto da termodinâmica (+ ou – calorias para perda de peso) que se aplica a qualquer dieta, ou sujeitos que possuem compulsões alimentares subjacentes (proteínas alimentares possuem um papel importante aqui) que são carregadas ao longo da vida e transferidas de uma dieta para outra. Enfim, estes são pontos muito importantes a serem trabalhados por você e seu profissional de saúde.

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Campanha Novembro Azul alerta para prevenção do câncer de próstata

Agência Brasil

Movimento surgiu na Austrália, em 2003, no Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, em 17 de novembro

O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens

O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens

Foto: Thinkstock/Getty Images

Por ano, são feitos no Brasil cerca de 69 mil diagnósticos de câncer de próstata. Para conscientizar homens sobre a importância da prevenção e diagnóstico desse tipo de câncer, entidades médicas em todo o mundo iniciam neste mês campanha chamada Novembro Azul. No Brasil, a campanha será lançada oficialmente hoje (1º), durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia, no Rio de Janeiro.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, durante o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, em 17 de novembro.

De acordo com o médico Alfredo Canalini, membro da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o foco da campanha é conscientizar os homens para que façam o exame de próstata, principalmente aos 50 anos, “e mais ainda para aqueles que são do fator de risco, que envolve história familiar forte para câncer de próstata e homens afrodescendentes”.

 “A gente lamenta que alguns desses casos [câncer de próstata] não são feitos no momento em que a doença é inicial. Por isso, a gente enfatiza muito o aspecto do exame rotineiro do homem”.

O urologista explicou que a doença não apresenta sintomas na fase inicial. Quando o câncer de próstata começa a dar sintomas, a doença já está avançada. O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens.

Alfredo Canalini destacou que com o aumento da longevidade, a incidência da doença aumentou. “Mais da metade dos tumores malignos de próstata aparece nos homens acima de 65 anos de idade”.

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Durante o mês de novembro, especialistas da SBU farão palestras em todo o país para informar e orientar a população masculina a respeito da próstata e também as mulheres. “Elas são as grandes agentes de saúde. São elas que conversam com os maridos e os levam para o médico”, ressaltou Canalini.

O aposentado Laurindo da Silva Carneiro, de 73 anos, morador no Rio de Janeiro, faz questão de seguir à risca as recomendações. Graças aos exames e às consultas periódicas ao urologista, ele detectou um tumor na próstata em etapa inicial e foi operado “Não precisei fazer quimioterapia, nem nada, porque vi a tempo [a doença]. Eu vinha sempre acompanhando, todo ano, também. Foi um sucesso total”, disse.

Laurindo Carneiro contou que  o filho, de 47 anos, segue seu exemplo. Ao ver que a taxa de PSA (Antígeno Prostático-Específico) no sangue estava alta, fez exames que constataram que a próstata estava inchada. O filho do aposentado passou por uma cirurgia há cerca de um mês e passa bem. “Não dá nenhum aviso, não dói [câncer de próstata]. Então, a pessoa tem que estar sempre de olho. Quanto mais cedo, melhor”, recomendou.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Doença rara e feminina, LAM tem difícil diagnóstico e não tem cura

Agência Brasil

“Eu sentia um cansaço sem fim, mas pensava que era estresse”; doença atinge principalmente mulheres entre 20 e 30 anos

Uma doença rara e basicamente feminina, a linfangioleiomiomatose, mais conhecida como LAM, não é facilmente diagnosticada e tem sintomas muito parecidos com os de outras doenças pulmonares, como asma, bronquite e enfisema. Segundo o pneumologista Bruno Baldi, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, até seus colegas de especialidade muitas vezes têm dificuldade para perceber o quadro.

Doença rara causa falta de ar, dor no tórax e muito cansaço

Doença rara causa falta de ar, dor no tórax e muito cansaço

Foto: Thinkstock/Getty Images

No ano passado, quando foi diagnosticada com a doença aos 39 anos, a bióloga Verônica Borges disse que toda a família ficou assustada. “Ficamos todos em choque. Descobrir que se tem uma doença progressiva e sem cura não é fácil, ainda mais tendo filho de nove anos”, lembrou.

“Eu sentia um cansaço sem fim, mas pensava que era estresse”, contou Verônica. Ela só buscou ajuda médica quando começou a sentir dores abdominais, fez uma tomografia que pegou parte dos pulmões e o especialista viu que havia algo errado. Geralmente, a pessoa com LAM procura ajuda médica quando sente falta de ar, dor no tórax ou nas costas.

O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada do tórax e biópsia do tecido pulmonar. “Ela pode não sentir nada, às vezes vai fazer uma radiografia, tomografia de tórax por qualquer motivo e descobre que tem lesões características no pulmão”, disse Baldi.

Ele explicou que a LAM é um tumor de multiplicação lenta, que atinge principalmente mulheres na faixa etária de 20 a 30 anos. “Em quem tem LAM ocorre uma multiplicação de células diferentes, que leva à obstrução e lesão do pulmão e, eventualmente, pode estar associada a lesões em outros órgãos.

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O especialista disse que a estimativa é que de 400 e 500 mulheres tenham a doença no Brasil. Em alguns casos, a paciente só precisa fazer o controle, com exames a cada seis meses. Não se sabe ao certo o que causa a LAM e não existe cura mas, em algumas mulheres, a progressão é muito lenta.

Em outras, no entanto, a doença inabilita até para atividades rotineiras, como tomar banho. Segundo Baldi, referência no tratamento, cerca de 30% das pacientes precisam de medicação, as demais apenas fazem controle semestral.

A recomendação da Associação LAM do Brasil (Alambra) para as pacientes é seguir o mesmo estilo de vida saudável recomendado a todos, inclusive praticar exercícios físicos. Não é recomendado viajar para lugares onde não há ajuda médica por perto ou para regiões muito altas, onde as bolhas do pulmão tendem a se expandir, podendo provocar a ruptura.

Verônica, que também é vice-presidenta da Alambra, disse que as pacientes que precisam de medicamentos muitas vezes não conseguem pela rede pública, já que a doença não tem protocolo específico. Segundo a bióloga, em muitos casos é preciso entrar na Justiça para conseguir o remédio  sirolimus, que na rede pública é destinado a pacientes transplantados e que nas farmácias custa cerca de R$ 2 mil por mês de tratamento.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que o medicamento precisa ter a eficácia comprovada para o tratamento da LAM, antes de ser disponibilizado para o tratamento da doença e que essa avaliação deve ser feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, o que não foi feito nesse caso.

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Por que voltamos a ganhar peso?

quadrado incial

Por Mark Sisson

É uma história milenar. As pessoas tem uma enorme quantidade de peso a perder e se livrar através de uma combinação de dieta, exercícios e modificações de estilo de vida. E elas se sentem fantásticas. Elas têm energia durante dias, a pele brilha, elas exalam confiança recém descoberta e elas experimentam outros milagres pequenos. Muitos de vocês viveram isso. Mas então algo acontece: a perda de peso para, ou pior, ela inverte. Elas podem manter o peso sob controle desde que a sua dieta seja inflexível sem pular nenhuma treino, mas assim que escorregar, mesmo que seja apenas um pouco, elas ganham peso. E quando ganham, elas parecem ganhá-lo mais rápido e mais facilmente do que deveria ser normal. Isso simplesmente não parece justo.

O que esta acontecendo aqui?

mark porque engordamos

Tudo se resume a forma de como ganhamos e perdemos peso como seres humanos.

Veja, há dois tipos de ganho de gordura: hipertrófica e hiperplásica. Hipertrofia do tecido adiposo é quando as células de gordura existentes ficam maiores. Hiperplasia do tecido adiposo é quando novas células de gordura são criadas.

A grande maioria das células de gordura são criadas e estabelecidas durante a infância e adolescência. Durante a primeira infância e de idades de 9 a 13 parecem ser especialmente fases cruciais para hiperplasia adiposa. Após a adolescência, você está preso com o número de células de gordura que seu corpo fez. Existem algumas diferenças regionais em como os adultos ganham gordura corporal, com a superalimentação e criação de novas células de gordura na parte inferior do corpo, mas não gordura corporal superior, porém a maior parte do número de células de gordura que uma pessoa tem é fixa durante a adolescência e apenas aumenta em adultos com obesidade. Se as células de gordura existentes estão cheias até o limite e não há outro lugar para colocar a energia nova, o corpo irá criar novas células.

Na verdade, a hiperplasia adiposa em um adulto é um recurso de segurança. Por mais que eu odeie a idéia de adicionar inteiramente novas células de gordura em nosso corpo, elas são depósitos para o excesso de energia. Se você não tem as células de gordura extra, você vai começar a depositar gordura no fígado e em torno dos outros órgãos – basicamente, qualquer lugar. Isso pode ter efeitos desastrosos sobre a nossa saúde. Os estudos em animais mostram que a indução da hiperplasia do tecido adiposo para o excesso de energia alivia os sintomas da diabetes tipo 2 em ratos obesos, enquanto a obesidade hipertrófica (células de gordura maiores) está associada com a diabetes de tipo 2. A esse respeito, hiperplasia atrasa o desenvolvimento da esteatose hepática, diabetes e outras doenças decorrentes do acúmulo de nutrientes severamente excessivo, fornecendo um lugar para colocar os nutrientes.

A perda de peso não remove essas células de gordura, no entanto. Ela suga a gordura a partir das células adiposas já existentes, deixando as células vazias para trás. Uma pessoa obesa que anteriormente fez dieta e exercícios e chegou até 15% de gordura corporal ainda tem o mesmo número de células de gordura que ela tinha quando estava com 35% de gordura corporal. A gordura é apenas mais espalhada entre as células, o que faz com que a recuperação do peso seja comum. Por quê?

Está relacionado com hormônio da saciedade, a leptina.

Muitos dizem que a leptina reflete a massa gorda. Isso é verdade, mas não é a história completa. Os níveis de leptina refletem a massa de gordura e o tamanho de cada uma das células de gordura. Isto significa que tecido adiposo total (a gordura corporal em todo o corpo) e o tamanho das células de gordura individuais afetam a secreção de leptina, com pequenas células de gordura (das quais os ex-obesos têm em abundância) secretam cerca de 1/7 mais leptina que uma célula de gordura maior. Se você estiver andando por aí com uma tonelada de células de gordura minúsculas, quase vazia após a perda de peso, você vai secretar muito menos leptina do que uma pessoa perpetuamente magra, que sempre teve mais ou menos à mesma percentagem de gordura corporal. Isto tem vários efeitos que predispõem o ex-obeso a recuperação do peso:

  • Seu gasto calórico cai. A leptina regula a quantidade de energia que é queimada (e quanta atividade física foi feita). Se os níveis de leptina são baixos, a pessoa não vai querer fazer exercícios como gostaria caso não fosse ex-obesa e ela queima menos energia fazendo isso. 
  • Seu apetite aumenta. Em uma pessoa que sempre foi magra cujas células de gordura são maiores e menos numerosas, a leptina adequada mantém a homeostase do apetite regulado. Se os receptores de leptina em seu hipotálamo (cérebro) não estão recebendo muita ativação, no entanto, o cérebro assume que você está morrendo de fome e precisa de mais alimentos. Os efeitos dos hormônios da saciedade pós-prandial são inibidos (de modo a sentir mais fome mais rápidamente após as refeições) e a sinalização do apetite é ativada (para você ficar realmente com fome). Os mecanismos corporals de recuperação do peso perdido são desencadeados.
  •  Os tecidos periféricos ficarão preparados para armazenar, em vez de queimar nutrientes. As células de gordura pequenas têm uma espécie de “memória de gordura.” Uma vez estabelecidas, estas células de gordura novas são mais prováveis de recuperar o peso perdido na presença do excesso de energia (que, como você se lembra, os seus níveis de leptina estão induziem seu consumo).

Isso torna as coisas mais difíceis para o ex-obesos ou com ex-sobrepeso. Mesmo se elas perderem 50 kg e jogando para baixo a porcentagem de gordura corporal para um nívei ideal, elas ainda mantem todas estas células de gordura que “querem ganhar peso”, aumentar a fome e impedir que haja muito gasto calórico.

Existe algum método para abater as células de gordura “extra”? Existem métodos que funcionam, mas são provavelmente inviável ou têm efeitos colaterais indesejáveis:

Adipotide é uma droga experimental de perda de peso que mata as células de gordura, cortando seu suprimento sanguíneo. Isso causa a perda de peso rápida em macacos e os testes em humanos estão em andamento. Algumas cobaias humanas já se submeteram ao teste, é claro, mas os seus resultados preliminares não parecem muito promissores, a menos que você goste de danos nos rins, hipoglicemia, urina turva, controle da bexiga problemático e dor constante. Eu faria uma longa espera para ver se um dia a droga se mostra segura.

A leptina pode programar a morte celular nas células de gordura. Claro, uma vez que as células de gordura em sua maior parte vazias secretam muito pouca leptina, o ex-obeso não conta com seu tecido adiposo fornecendo leptina suficiente como nas outras pessoas. A terapia com leptina funciona bem para matar células de gordura, mas é muito cara (algo tipo 600 mil por ano).

A suplementação de ácido linoleico conjugado de alta dose pode induzir apoptose de células de gordura em ratos com excesso de peso, mas também causa diabetes lipodistrófica, resistência à insulina, hiperinsulinemia e inchaço do fígado. Estes não são efeitos colaterais da eliminação das células de gordura. Eles são características. Melhor obter seu ALA através de carnes ou produtos lácteos alimentados com capim.

Há uma série de compostos de plantas que funcionam em animais como os extratos de chá verde e o resveratrol. Será que beber chá verde matcha e malbec chileno destroi suas células de gordura? Provavelmente não, mas não pode doi tentar e eles certamente podem ser adições saudáveis ​​a uma dieta.

 Lipoaspiração remove células gordas em regiões desejadas, embora a viabilidade da manutenção a longo prazo destas perdas não esteja claro. Os estudos em animais indicam que a remoção cirúrgica de células de gordura redireciona o ganho de gordura subsequente para diferentes partes do corpo. Em um estudo recente, os indivíduos que fizeram a lipoaspiração recuperaran seu peso perdido dentro de um ano, tudo isso vai de barriga ao estoque visceral.

Algo que funciona bem é termogênese fria (cold thermogenesis). Converte as células brancas existentes em células marrons. Infelizmente, as pessoas teriam que fazer todo ano e dificilmente alguem estaria disposto a fazer isso, a não ser que viva no Alaska. 

Não há respostas fáceis, infelizmente. É um fato simples que o ex-obeso tem que trabalhar mais , exercer mais força de vontade e ser mais exigente com suas dietas para evitar a recuperação do peso. Mas isso pode ser feito e até que tenhamos segurança, métodos  eficazes e de longa duração para remover ou causar a morte limpa de células de gordura não desejadas, ou até que a terapia de leptina se torne rentável, espero que aqueles de vocês que perderam peso e querem evitar seu ganho novamente tenham sucesso na sua nova jornada de vida saudável.

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Sua dor de cabeça não passa? Existem mais de 80 tipos diferentes

iG São Paulo

Como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes

Queixa muito frequente nos consultórios e pronto-socorros é a dor de cabeça. Cientificamente chamada de cefaleia, possui mais de 80 (isso mesmo, oitenta!) tipos diferentes.

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Foto: BBC Brasil


O segredo

Mas como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes, na história clínica bem feita e na presença (ou ausência) de alterações do exame neurológico. 

Pontada, queimação ou peso?

Assim, a dor de cabeça pode se manifestar sob a forma de aperto ou de pontada, de peso ou de queimação, pode ser pulsátil (latejante) ou passar a sensação de uma enorme pressão… Pode começar lentamente e ir piorando, ao longo de horas, ou pode começar subitamente, já muito forte. Pode piorar ao longo do dia ou, de forma diversa, melhorar ao longo do dia. Pode melhorar se o paciente dormir. Pode aparecer com excesso de solto. E com a falta dele também. 

Pode ser estresse? Pode!

Pode ser estresse? Pode!

Foto: Thinkstock/Getty Images


Pode ser estresse 

Pode ser aguda ou pode ser crônica. Pode decorrer de estresse? Pode! Pode decorrer de uma noite mal dormida? Pode também! Pode ser reflexo de outras doenças, tais como pressão alta, alterações de tireóide, alterações visuais ainda não corrigidas… Ou podem, ao estar associadas a determinadas alterações visuais indicar a chance de um tumor cerebral… As alterações visuais podem até – veja só! – avisar ao indivíduo que dentro em breve começará uma grande crise de enxaqueca.

Existem episódios de enxaqueca que levam até mesmo à instalação, ainda que transitória, de déficits de força. Ou seja, o paciente pode logo após a crise presentar perda de força ou visual, recuperando após certo período.

Tratamento

O tratamento, como não poderia deixar de ser, é extremamente variado. Utilizam-se analgésicos simples, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, anti-depressivos ou até mesmo remédios anti-epilépticos. Tudo depende do diagnóstico correto.

De forma geral, as dores de cabeça esporádicas, episódicas, não causam grande preocupação, exceto se súbitas, intensas ou acompanhadas de alterações graves como perda da consciência.

Aquela dor de cabeça que não passa, no entanto, deve ser analisada e investigada mais de perto. Como se pode notar, as características e nuances são muitas, e só um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto, afastar doenças mais graves e indicar o tratamento mais eficaz.

Por isso mesmo, pela presença de tantas variáveis que levam a caminhos tão diferentes, não se deve praticar a automedicação. Procure um especialista qualificado, de sua confiança ou da confiança de algum conhecido seu. Com saúde não se brinca, não se arrisca. Consulta médica não é custo, é investimento.

Dr Paulo

Dr Paulo

Foto: Arquivo pessoal

**Dr Paulo Porto de Melo é neurocirurgião formado pela UNIFESP, especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint-Louis (EUA). Facebook: @DrPauloPortoDeMelo e Instagram @ppmelo.



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Cientistas apostam em células-tronco em pesquisa para curar cegueira

BBC

Cirurgiões em Londres implantam ‘remendo’ de células oculares em olho de paciente com degeneração macular, principal causa de perda de visão em países desenvolvidos

Cirurgiões em Londres realizaram uma operação pioneira para testar um novo tratamento de um tipo de cegueira usando células-tronco. A “cobaia” foi uma mulher de 60 anos, portadora de degeneração macular, uma doença ocular degenerativa, em procedimento realizado no Moorfields Eye Hospital. A doença é a principal causa de perda de visão em países desenvolvidos.

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

Foto: BBC

No Brasil, cerca de 2,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos têm a doença, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 

A técnica envolve o uso de uma espécie de “remendo”, feito com células oculares provenientes de doações, implantado na parte posterior da retina. 

A cirurgia faz parte de um projeto criado há uma década para tentar reverter a perda de visão em pacientes com degeneração macular. Dez pacientes com o tipo “úmido” da doença, considerado o mais grave, participarão dos testes. Todos eles têm expectativa de sofrer perda súbita de visão por conta de defeitos nos vasos sanguíneos localizados nos olhos.

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Após a cirurgia, os pacientes serão monitorados por um ano para que se cheque se o tratamento é seguro e se houve melhora de visão.

A mulher que se submeteu à cirurgia não quis ser identificada. Segundo o coordenador do projeto, o médico Peter Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, o remendo de células parece estável.

“Não poderemos saber antes do Natal se a visão está boa e por quanto tempo pode ser mantida”, explicou Coffey.

As células usadas na terapia são do epitélio pigmentar da retina (EPR), uma camada celular responsável pela “manutenção” dos fotorreceptores na mácula, o ponto do olho em que enxergamos com maior clareza e definição. Em casos de degeneração macular, as células EPR morrem e pacientes perdem sua visão central, que fica distorcida e borrada.

“Este é um projeto verdadeiramente regenerativo. No passado, era impossível substituir células perdidas. Se conseguirmos fazer com que as células implantadas funcionem, isso seria de imenso benefício para pessoas ameaçadas de cegueira”, explica Lyndon Da Cruz, do Moorfields Eye Hospital, e que conduziu a cirurgia inicial.

‘Viável’

A equipe trabalhando em Moorfields recebe apoio financeiro da empresa farmacêutica Pfizer.

Não é a primeira vez que cientistas usaram células-tronco em tratamentos de cegueira. Em 2012, pacientes com a doença de Stargardt, que também é marcada pela degeneração da visão, foram injetadas com embriões em experimentos nos EUA e na Grã-Bretanha, que também envolveram uma equipe de Moorfields.

O hospital londrino também tem um programa em que 40 pacientes com degeneração macular receberam tratamento com células tiradas dos próprios olhos.

“Vimos alguns casos impressionantes de recuperação, com algumas pessoas conseguindo voltar a ler e a dirigir. E essa recuperação tem sido sustentada por anos”, explica Da Cruz.

O médico, no entanto, ressalta que o uso de células dos próprios pacientes é complexo e traz riscos, o que explica o fato de o novo estudo usar as células-tronco, que podem produzir um suprimento ilimitado de células.

Estudos em animais mostraram, segundo Da Cruz, que o uso dos “remendos” é viável. Mas até que conheçam os primeiros resultados dos testes em humanos, seu funcionamento em humanos permanece uma incógnita.

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