Negligência é a forma de violência mais comum contra crianças e adolescentes

Menina de costas sentada no chão com urso de pelúcia ao lado.

A negligência contra crianças e adolescentes pode ser física, emocional ou educacional. Entenda esse tipo de violência e o que fazer em caso de suspeita.

 

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 13 de julho de 1990, estabelece que é considerada criança a pessoa até os 12 anos incompletos e, adolescente, quem tem entre 12 e 18 anos de idade. Sobre essa população, em seu artigo 5º, determina que “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.  

 

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Apesar de nem sempre ser reconhecida como tal, a negligência é uma forma de violência, e não só: é a mais comum contra menores de idade. Estima-se que nos serviços de apoio às crianças vítimas de violência no Brasil, cerca de 40% dos atendidos foram vítimas de negligência. Ela é caracterizada principalmente pela omissão dos responsáveis em suas tarefa de prover o necessário para o desenvolvimento da criança, e pode gerar consequências graves que perduram por anos ou mesmo por toda a vida das vítimas.

 

Tipos de negligência

 

A negligência contra crianças e adolescentes pode ser física, emocional ou educacional.

  • Física: caracterizada pela falta de alimentação, higiene ou cuidados básicos de saúde;
  • Emocional: ocorre quando a criança ou adolescente não tem o suporte nem o afeto necessários para seu pleno desenvolvimento;
  • Educacional: é aquela na qual os cuidadores não proporcionam o necessário para a formação intelectual. 

Alguns exemplos ajudam a elucidar a que corresponde cada tipo: 

  • Quando a criança não tem acompanhamento médico adequado e regular, e só visita um pediatra quando vai ao pronto-socorro por conta de alguma emergência (negligência física);
  • Quando a criança não recebe proteção contra possíveis traumas ou acidentes, como por exemplo, viajar de carro sem a cadeirinha, que é obrigatória (negligência física);
  • Quando a criança é deixada para ser cuidada por terceiros, sem a preocupação de que esses tenham competência para a tarefa, ou mesmo deixadas sozinha o dia inteiro, sem nenhum suporte ou afeto (negligência emocional); 
  • Quando a criança não recebe nenhum tipo de incentivo ou supervisão sobre seu desempenho escolar e não há preocupação quanto ao seu rendimento, ou quando é privada de ir à escola (negligência educacional).

 

Veja também: Dr. Drauzio comenta sobre depressão na adolescência

 

É importante estar atento à amplitude do conceito de negligência. Deixar crianças à mercê de doenças preveníveis por falta de vacinação, por exemplo, também entra nesse tipo de violência, e não é incomum que uma mesma criança seja vítima de vários comportamentos prejudiciais. “A negligência física raramente vem sozinha. Geralmente, quem sofre negligência física, também sofre negligência educacional e a emocional”, explica o dr. Mário Roberto Hirschheimer, pediatra e membro do Núcleo de Estudos da Violência Contra Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). 

 

Consequências da negligência

 

Cada tipo de negligência afeta as vítimas de uma maneira, mas elas têm em comum o impacto de grande magnitude. Os danos podem ser físicos, como desnutrição, atraso no crescimento e traumas por acidentes domésticos; emocionais, que podem incluir agressividade, dificuldade de interação, tendência ao isolamento, depressão, baixa autoestima e até formas de sociopatia e risco de suicídio; e intelectuais, como atraso neuropsicomotor, dificuldade de aprendizado e fracasso escolar, que acabam por reduzir a chance de sucesso profissional daquela criança ou adolescente no futuro. 

Crianças e adolescentes que sofrem de negligência também são mais vulneráveis às consequências do bullying nas duas pontas, como vítimas ou agressores: vítimas porque não têm ninguém que as defenda ou oriente para escapar dessa situação, e agressores justamente por conta do comportamento agressivo que é frequentemente resultado da negligência. O risco de criminalidade também aumenta. “Existe uma correlação muito interessante feita pelo Ministério Público da Austrália, na cidade de Sydney, que coloca a negligência emocional como uma das principais causas de delinquência juvenil. Se nada for feito a respeito, a sociedade como um todo se torna vítima da situação, pois essa delinquência afeta todos nós”, afirma o médico. 

 

Como denunciar um caso de negligência

 

Para denunciar um caso de negligência, é necessário acionar os órgãos públicos responsáveis. O principal deles é o Conselho Tutelar da região de moradia da vítima, que tem o dever de visitar a casa, avaliar a situação e fazer o acompanhamento do caso. Outros órgãos, como o Ministério Público e as Varas da Infância e Juventude, também podem receber esse tipo de denúncia. 

Em último caso, se a pessoa não quiser se identificar, ela pode realizar uma denúncia anônima pelo disque-denúncia ou pelo Disque 100, serviço que recebe e encaminha denúncias de violação aos direitos humanos relacionadas a diversos grupos, incluindo crianças e adolescentes.

Embora muitos casos de negligência ocorram porque os pais enxergam os filhos como um fardo, é preciso destacar que nem toda negligência é intencional. Existem famílias em situação de tamanha vulnerabilidade que simplesmente não têm condições de manter a criança. Tampouco dispõem de qualquer tipo de suporte ou orientação nesse sentido. Nesses casos, é como se a família inteira fosse negligenciada, e transmitir um caso para tais órgãos pode ser a diferença no destino daquele grupo de pessoas. “Você pode fazer uma denúncia pela simples suspeita, não precisa ter nenhuma prova. Você não estará cometendo calúnia de forma nenhuma, apenas vai explicar que a suspeita existe e solicitar que seja investigado. Em caso de qualquer suspeita, o melhor a fazer é se manifestar de alguma forma”, finaliza o dr. Mário.

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Portal Drauzio Varella

Entidades médicas pedem vacinação obrigatória para crianças

iG São Paulo

Documento sugere que seja obrigatório a apresentação da carteira de vacinação das crianças no momento da matricula escolar; medida visa controlar o risco de reintrodução de doenças já erradicadas no Brasil

Manifesto que pede vacinação obrigatória tem foco no calendário vacinal infantil

Manifesto que pede vacinação obrigatória tem foco no calendário vacinal infantil

Foto: vacina%2C vacinação criança

Entidades médicas elaboraram um manifesto pela vacinação obrigatória no país na tentativa de melhorar a situação das baixas taxas de cobertura vacinal, particularmente em doses do calendário infantil e do risco de reintrodução e recrudescimento de doenças controladas ou já erradicadas no Brasil.

O documento, assinado pela Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria de São Paulo, cita a apreensão por parte dos profissionais da saúde e sugere ações que poderiam contribuir para uma mudança de cenário por meio da vacinação obrigatória.

O texto propõe que todos os envolvidos com o ato vacinal, direta ou indiretamente, conheçam, entendam, destaquem e respeitem os aspectos legais, as implicações e as sanções que podem advir nos casos de recusa vacinal, explicando aos indivíduos, pais e responsáveis todos esses aspectos.

Outra ação proposta é que se estabeleçam mecanismos legais que tornem obrigatória a apresentação da carteira de vacinação atualizada de todas as crianças e adolescentes como pré-requisito para matrícula em estabelecimentos que prestem atenção a eles, como berçários, creches e escolas.

Constatada qualquer incompatibilidade entre o documento e o indicado pelo Programa Nacional de Imunizações, o manifesto sugere que pais e responsáveis sejam convocados e encaminhados a um serviço de saúde para que lhes sejam passadas as informações sobre o calendário vacinal, por meio de profissionais capacitados.

De acordo com o manifesto, o ingresso de crianças e adolescentes em estabelecimentos de cuidados e de ensino representa uma importante oportunidade diagnóstica da situação vacinal e ferramenta para correção de falhas e atualização do calendário preconizado pelo Ministério da Saúde, com a possibilidade de se responder a dúvidas e questionamentos dos pais e responsáveis sobre vacinação.

“As sociedades médicas signatárias deste documento entendem que as propostas apresentadas se mostram como ações efetivas na busca de uma melhor saúde pública para todos os brasileiros, particularmente no que se refere ao controle das doenças imunopreveníveis, e se colocam abertos a discussões em busca de caminhos e soluções junto às entidades governamentais competentes”, destacou o documento.

Leia também: Saiba quais são as vacinas que os idosos devem tomar pela rede pública de saúde

Vacina obrigatória tem respaldo da lei

Vacinação obrigatória deve ajudar a manter doenças já erradicas longe do Brasil

Vacinação obrigatória deve ajudar a manter doenças já erradicas longe do Brasil

Foto: Marcelo Camargo/ABr

O texto destaca a existência de dispositivos legais no Brasil que estabelecem a obrigatoriedade da vacinação de crianças, como o Decreto n° 78.231, de 12 de agosto de 1976, que regulamenta o Programa Nacional de Imunizações.

O artigo 29 prevê que “é dever de todo cidadão submeter-se e aos menores dos quais tenha a guarda ou responsabilidade à vacina obrigatória”, enquanto o parágrafo único cita que “só será dispensada da vacinação obrigatória a pessoa que apresentar atestado médico de contraindicação explícita da aplicação da vacina”.

O manifesto também faz referência à Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e cujo artigo 14 diz que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

O documento destaca ainda o artigo 13, que diz que “casos suspeitos ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao conselho tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”, e o artigo 249, que prevê multa de três a 20 salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência, para quem “descumprir dolosa ou culposamente os deveres inerentes ao poder familiar ou decorrentes de tutela ou guarda, bem assim, determinação da autoridade judiciária ou conselho tutelar”.

Obrigatoriedade não é novidade

Em alguns estados, a vacinação obrigatória é um requisito para realizar a matrícula de crianças na escola

Em alguns estados, a vacinação obrigatória é um requisito para realizar a matrícula de crianças na escola

Foto: Erasmo Salomão/Ascom/MS

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, explica que a proposta é chamar a atenção da população para algo que não é novo – a obrigatoriedade da vacinação no país.

Para ela, os decretos e leis citados no documento podem ter sido esquecidos ao longo do tempo, uma vez que, até a década de 90, era rotina que toda criança apresentasse a carteira de vacinação no ato da matrícula.

“Hoje, a gente tem escolas que fazem, alguns estados que regulamentam isso um pouco mais. E o que a gente está fazendo aqui é trazer isso de novo para discussão, entendendo que não é nossa intenção simplesmente dizer ‘Vamos obrigar’. Isso é o pontapé de um trabalho que pretendemos fazer com outras sociedades, órgãos governamentais e órgãos representativos da educação.”

Isabella citou inquéritos internacionais que sugerem que mais de 70% dos brasileiros acreditam na vacinação, enquanto 20% hesitam em meio a fake news (notícia falsa).

Para ela, a prova de que a população confia nas doses é o índice de 97% de crianças vacinadas contra a poliomielite e o sarampo após campanha em massa feita pelo governo federal.

“Cadê essas pessoas contra a vacina? São poucas. É diferente da Europa e dos Estados Unidos, que precisam obrigar quem é contra a se vacinar. Aqui, a gente precisa criar um movimento que faça com que essas pessoas tenham a proatividade de vacinar seus filhos”, afirma.

A médica pediatra reforçou que a ideia não é embarreirar alunos em instituições de ensino por falta de vacinas. A obrigatoriedade, segundo ela, estaria relacionada apenas à apresentação da carteira de vacinação no ato da matrícula, para que não haja risco de evasão escolar.

“Não podemos ter crianças brasileiras fora da escola porque não estão com a carteira de vacinação em dia. Por isso, volto a dizer: o manifesto é uma forma de colocar o assunto em pauta”, conclui.

Leia também: Entenda o que pode acontecer se as pessoas deixarem de se vacinar

O manifesto que pede vacina obrigatória será encaminhado ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Educação, ao Poder Legislativo e a representações e entidades médicas de outras especialidades.

*Com informações da Agência Brasil

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Mais de 90% das crianças foram vacinadas contra sarampo e poliomielite

iG São Paulo

Apesar de 17 estados ainda não terem atingido a meta de vacinação do Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de crianças estão protegidas

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio já atingiu a meta em 10 estados

Foto: Erasmo Salomão/ Ascom/ MS

A quase uma semana para o fim da Campanha Nacional de Vacinação Contra Sarampo e Poliomielite, o Ministério da Saúde conseguiu vacinar mais de 90% das crianças que fazem parte do público-alvo.

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Na prática, mais de 10 milhões de crianças de um ano e menores de cinco anos no país receberam o reforço de vacinação contra sarampo e pólio. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (5).

Para vacinar as mais de 976 mil crianças que ainda faltam, o Ministério da Saúde prorrogou a campanha em 15 dias, até o dia 14 de setembro. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que as crianças sejam vacinadas.

De acordo com a pasta, os estados que conseguiram atingir a meta de vacinação de 95% foram Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Sergipe, Goiás, Paraíba, Maranhão e Ceará.

Contudo, outras 17 unidades federativas ainda não chegaram nesse percentual. Confira:

  • Rio de Janeiro (76% para o sarampo; 74,4% para a pólio)
  • Roraima (78,6% para o sarampo; 77,8% para a pólio)
  • Distrito Federal (82,9% para o sarampo; 83,3% para a pólio)
  • Piauí (83,5% para o sarampo; 83,8% para pólio)
  • Acre (85,5% para sarampo e pólio)
  • Bahia (87,9% para o sarampo; 88,5% para pólio)
  • Rio Grande do Sul (88,5% para sarampo; 89% para pólio)
  • Amazonas (92% para o sarampo; 89,1% para pólio)
  • Alagoas (89,6% para sarampo e pólio)
  • Tocantins (90% para sarampo e pólio)
  • Rio Grande do Norte (89,8% para o sarampo; 90,4% para pólio)
  • São Paulo (89,7% para sarampo; 90,6% para pólio)
  • Pará (86% para sarampo e pólio)
  • Minas Gerais (91,9% para sarampo; 92,2% para pólio)
  • Paraná (93% para sarampo; 93,6% para pólio)
  • Mato Grosso do Sul (93,4% para sarampo; 93,8% para pólio)
  • Mato Grosso (92,3% para sarampo e pólio)

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Governo pretende atingir 95% do público-alvo da campanha de vacinação contra sarampo e pólio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 18.8.18

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças entre um e quatro anos e nove meses devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Foi dada mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Dezessete estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite – VOP).

Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Casos de sarampo no Brasil

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Vacinação contra sarampo deve ser feita em todas as crianças de um ano e menores de cinco anos

Foto: shutterstock

Mais de 1,5 mil casos de sarampo foram confirmados no país, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira. O levantamento, consolidado a partir de informações das secretarias estaduais, ainda apontou que 7.513 situações estão em investigação. O surto da doença afeta dois estados, o Amazonas, com 1.232 casos confirmados; e Roraima, com 301, sendo que 74 ainda estão sendo investigados.

De acordo com o governo federal, a proliferação da doença nessas regiões está relacionada à importação “já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017”.

Alguns casos isolados e relacionados à importação também foram identificados em São Paulo (2), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (18), em Rondônia (2), Pernambuco (4) e no Pará (2).

Pelo balanço atualizado, oito pessoas morreram por sarampo em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e quatro no Amazonas, todos brasileiros.

“O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, diz nota do ministério, que pretende continuar com a vacinação contra sarampo e pólio até a próxima semana.

Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Como explicar o Alzheimer para crianças

Gabriela Brito

Especialistas alertam que atitude de familiares de afastar crianças de pacientes por medo dos sintomas da doença é prejudicial aos pequenos

Mesmo que a pessoa com Alzheimer não reconheça a criança que tanto gosta, sua presença vai alegrá-lo e será benéfico

Mesmo que a pessoa com Alzheimer não reconheça a criança que tanto gosta, sua presença vai alegrá-lo e será benéfico

Foto: Pixabay

A perda de memória é o que mais assusta as pessoas em relação ao Alzheimer e, devido a isso, também acaba sendo um dos motivos pelos quais as crianças acabam sendo afastadas dos vovôs e vovós com a doença. No entanto, isso pode ser prejudicial tanto para os pequenos quanto para os pacientes. 

LEIA MAIS: No Alzheimer, depressão pode vir antes de perda de memória

Mesmo sem lembrar que aquela criança é o neto que tanto ama, por exemplo, o idoso com Alzheimer se alegra com a presença dos pequenos. E impedir que os mais novos vivenciem perdas pode ser um problema que eles carregarão para o resto da vida.

“Sou totalmente contra excluir crianças de situações que façam parte do ciclo da vida. A pessoa polpa a criança de tudo e quer que ela cresça com maturidade, mas o pequeno não teve a chance de vivenciar situações de perda, seja física, como a morte, ou de memória, como as relacionadas à doença”, afirma a psicóloga Vera Bifulco, uma das responsáveis pelos grupos de apoio a cuidadores de pessoas com a demência da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).

A especialista explica que o melhor é conversar, explicar as mudanças que vão acontecer e o porquê. “Sempre responda o que a criança te pergunta. Nunca vá além, porque na vida temos de falar verdades progressivas e suportáveis, verdades que a pessoa consiga assimilar e digerir. Se acabar ouvindo um monte de informações, aquilo pode ser demais, não só para as crianças, mas para os adultos também.”

Como e quando falar sobre a doença

Os pais ou responsáveis devem entender que a forma de se falar sobre a doença varia de acordo com a faixa etária da criança. Aquelas com mais de nove ou dez anos, por exemplo, já conseguem compreender explicações mais elaboradas. As mais novas, por outro lado, necessitam de uma explicação mais lúdica.

Termos pejorativos como “gaga” ou “esclerosado” precisam ser evitados. É possível dizer que a pessoa tem uma doença chamada Alzheimer, que é um nome complicado, mas dado em homenagem ao médico que descobriu a doença. Em seguida, pode-se explicar sobre os sintomas da doença, como as falhas de memória e alterações de comportamento.

LEIA MAIS: Cientistas investigam possibilidade de Alzheimer ser transmissível

Além disso, é essencial alertar a criança que o paciente não precisa ser ensinado, mas, sim, acolhido. “Não adianta ensinar todo dia a mesma coisa porque ele não vai gravar. Mas ele precisa ser protegido de uma infantilização, de um preconceito, de julgamentos e até dos perigos do dia a dia”, explica Vera.

Os responsáveis não podem pensar que a criança não vai entender. O mais importante é descobrir como falar sobre o Alzheimer. Deixar o pequeno conversar com o paciente também é uma alternativa.

Reprodução de

Reprodução de “Vovô é um Super-Herói”: livro foi escrito após autor perceber que famílias não sabiam lidar com doença

Foto: Vovô é um Super Herói/ Divulgação


Vovô super-herói

Publicado no início do mês, o livro “Vovô é um Super-Herói” aborda justamente a história de um menino que precisa enfrentar o Alzheimer ao lado do avô. Consciente de que o homem com quem sempre viveu grandes aventuras está um pouco diferente, a criança passa a encarar a doença como mais um desafio para a dupla – e sempre imaginando a patologia como um monstrinho. 

LEIA MAIS: Exame de vista pode vir a detectar Parkinson antes mesmo de primeiros sintomas

O livro é do gaúcho Fernando Aguzzoli, que largou a faculdade e o emprego para cuidar da avó quando os sintomas da demência passaram a impedir que ela ficasse sozinha – a família não tinha dinheiro para contratar um cuidador profissional e não queria colocar Dona Nilva em um residencial.

Aguzzoli decidiu escrever sobre o Alzheimer para crianças após ouvir relatos de famílias nos quais elas afirmavam fazer justamente aquilo que especialistas alertam para evitar: afastar os pequenos do convívio dos pacientes. 

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Como Alimentar Bem As Crianças? Os 5 Pontos Mais Importantes.

healthy-kids (1)Aqui é o Geosh! Tudo bem?

Essa é uma pergunta que tenho recebido muito frequentemente aqui no site. É também pergunta delicada de ser respondida, embora seja um assunto sério e extremamente importante. Resolvi falar a respeito com o devido cuidado que o assunto merece.

A alimentação antes, durante a gravidez e na infância tem um impacto direto na formação do corpo e do cérebro, podendo realmente ajudar ou atrapalhar a criança pelo resto da vida.

Pra ajudar a te dar uma luz sobre o assunto, resolvi escrever esse artigo com os pontos que considero mais importantes.

Lembre-se que eu ou o Rodrigo fundador aqui do site, embora tenhamos um vasto e valioso know-how sobre emagrecimento e alimentação saudável e nos importemos demais com esse assunto, não somos médicos ou nutricionistas.

Portanto, nós não oferecemos nenhum tipo de recomendação médica ou nutricional.

Repetindo, nós não nos responsabilizamos de maneira alguma por mudanças na sua alimentação e na dos seus familiares. Isto está muito claro nas políticas e no termo de uso aqui do site.

Nosso objetivo aqui é trazer ciência, informações pertinentes e a nossa opinião, para que você, com bom senso e o acompanhamento do seu médico e/ou nutricionistas atualizados, possa tomar sempre a decisão mais informada e inteligente possível.

De acordo? Se sim, Vamo lá!

Como Ajudar O Seu Filho A Crescer Saudável?

Ponto Número 1: Se preocupe com possíveis carências nutricionais e alergias alimentares.

É importante pensar se seu filho está bem nutrido tanto quanto se está bem alimentado e se algum dos alimentos que ele consome não o fazem mal.

Assim como nós adoecemos muito menos e temos menos alergia evitando alimentos ruins, se a criança gripa ou resfria com facilidade, a alimentação pode ser a chave.

Sempre que você remover algum alimento da alimentação do seu filho, procure saber quais os nutrientes naquele alimento e de onde seu filho poderá obter aqueles nutrientes.

Por exemplo, o leite de caixinha é rico em minerais, vitaminas, proteínas completas e gorduras boas.

Mas, se você decidiu não dar leite industrializado pra ele, um queijo artesanal seria um alimento tão ou mais nutritivo que o leite. E por aí vai.

Um nutricionista é um aliado fundamental nesse caso.

Ponto Número 2: Elimine as porcarias processadas ou as limite apenas a ocasiões especiais.

Pode ser mesmo difícil. Mas temos que pensar a longo prazo nesse caso.

Quanto mais cedo uma criança é exposta a uma quantidade ilimitada de alimentos ricos em açúcar, óleos vegetais, neuroestimulantes(refrigerante!) e farinha refinada, mais influência isso terá sobre a formação dos hábitos e gostos dessa criança.

Eu não sei precisamente se a influência é diretamente sobre a química cerebral ou se a influência é comportamental, mas sei que essa influência existe.

A criança mimada com porcarias de ontem é o adulto doente, sem energia, diabético, obeso e viciado em doces de hoje.

Estes alimentos atrapalham, engordam em excesso e fazem mal para o metabolismo e para desenvolvimento físico e mental do seu filho.

Ponto Número 3: Substitua essas porcarias processadas por comida de verdade, feita em casa / superalimentos.

kidsComida de verdade é tudo que você poderia plantar ou criar em um sítio e depois preparar e comer. Legumes, frutas, verduras, nozes, castanhas, carnes, peixes, ovos, queijos, iogurte, manteiga ou kefir feito com leite da roça, tubérculos. Quanto mais natural e orgânico, melhor.

Os superalimentos são alimentos extremamente nutritivos e saudáveis e geralmente cultuados por culturas milenares pelo valor que têm. Nesse artigo aqui eu cito os mais importantes.

 

Ponto Número 4: Mais ou menos carboidratos? Comer mais ou menos?

Para crescer saudável, seu filho precisa de proteínas de alto valor biológico, gorduras boas, vitaminas e minerais(cálcio!).

No geral acho que uma criança saudável pode se desenvolver tranquilamente comendo arroz branco e feijão(tem que deixar de molho antes de cozinhar no mínimo 24 horas pra eliminar os antinutrientes), sempre aliados de legumes, verduras, proteínas completas+gorduras boas, ou seja, comendo carboidratos em uma quantidade razoável aliado aos itens que seu filho precisa para se desenvolver.

Acredito que fornecendo os alimentos que suprem toda essa demanda com comida de verdade, fique bem mais fácil não cometer excessos de carboidrato tão comuns com bolos, doces, biscoitos, refrigerantes e porcarias do ponto 2.

Não acredito que seja necessário limitar a quantidade de carboidratos, ou restringir a quantidade que a criança come. Eu particularmente só faria isso em último caso(caso a criança já comece a ter problemas sérios de saúde/excesso de peso por causa de uma alimentação ruim) E só faria isso com acompanhamento médico.

Isso se substituir os carboidratos mais glicêmicos(batata, arroz branco) por menos glicêmicos(batata doce, arroz parboilizado) já não seja o bastante pra manter a criança saudável e sem um excesso de peso muito grande.

Ponto número 5: Pai Sempre é Professor.

Seu filho se tornará, na maior parte, os valores e o conhecimento que você ensinar pra ele. Explique sempre porquê das coisas, se ele tem resistência em comer alimentos saudáveis, explique o porquê aquele alimento é bom, e diga que você também não gostava, mas que comeu por que aprendeu que era importante, etc.

happy-kidsA criatividade aqui é a nossa aliada, assim como a curiosidade e o gosto das crianças pela lógica. É por isso que elas perguntam o porquê de tudo. Nem sempre nós sabemos, mas podemos sempre pesquisar ;)

A nossa função enquanto responsáveis é ensinar e ajudar as crianças a se aproximarem da ordem e entenderem como gerar ordem em suas vidas, pra que sejam felizes e realizadas e sofram o menos possível por falta de entendimento. Nesse aspecto, acho importante que os pais sejam proativos.

Se o seu filho já tem idade o bastante, o envolva também no preparo destes alimentos, com o devido cuidado para não se machucarem. Isso também aumenta muito o interesse deles por alimentos saudáveis.

Por hoje é só! Grande abraço a todos! Ficou com alguma dúvida? Gostou? Comente! Grande abraço!

Geosh.

Ps: OS 5 pontos refletem minhas opiniões pessoas e não devem ser seguidos a cego de maneira alguma. Na dúvida, releia os avisos no início do artigo.

Emagrecer de Vez