Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

iG São Paulo

Autoridades acreditam que casos teriam sido importados do Norte do país; Maioria dos casos foram identificados no município de Vila Pavão; saiba mais

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Foto: shutterstock

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária. As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

Foto: Shutterstock/Divulgação

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Governo alerta sobre alto risco de surto de poliomielite em 312 municípios

iG São Paulo

Maioria das cidades estão localizadas na Bahia, porém, apenas Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm regiões sob risco elevado

Vacinação contra poliomielite deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida

Vacinação contra poliomielite deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida

Foto: Gabriel Rosa/SMCS

Todos os locais com cobertura vacinal contra poliomielite abaixo de 95% estão sob ameaça de surto da doença, informou o MInistério da Saúde. No entanto, a pasta chama atenção para 312 municípios no país, especialmente na Bahia, onde a situação está mais crítica e a vacinação contra poliomielite não chegou a atingir 50% da população.

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Há 28 anos o Brasil não registra casos da doença, considerada erradicada das Américas desde 1994, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o risco de novos casos voltarem a aparecer é grande por causa da resistência de pais e mães à vacinação contra poliomielite nos filhos.

“Uma cidade com esses indicadores tem todas as condições de voltar a transmitir a doença em nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo”, declarou a coordenadora do Programa de Imunização, Carla Domingues, durante a reunião com secretários estaduais e municipais de saúde.

Das cidades onde a situação é mais grave, 15% ficam localizados na Bahia, seguido por Maranhão, com 14,29%. Em São Paulo, 44 municípios estão sob alerta. De todos os estados brasileiros, apenas Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm cidades sob risco elevado.

Em 2017, durante a campanha de vacinação contra a doença, 22 unidades da federação não atingiram a cobertura considerada ideal. No ano passado, pelo menos 800 mil crianças ficaram sem o esquema vacinal completo, que compreende três doses do imunizante.

O Ministério da Saúde orienta os gestores locais a organizar as redes de prevenção, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. A pasta também recomenda o reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolverem as famílias.

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Apenas 1% pode desenvolver forma paralítica

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite, ou paralisia infantil, como é chamada popularmente, geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Entenda a importância da vacinação contra poliomielite

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

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O esquema de vacinação contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto.

*Com informações da Agência Brasil

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