Gerações mais jovens são as mais estressadas

Coração&Vida

Estudo realizado entre 2010 e 2013 avalia a saúde de diferentes grupos

A chamada “geração Y”, que compreende as pessoas com idades entre 24 e 37 anos, é a mais estressada de todas, seguida pela Z, de até 23 anos. A análise é do 5º Estudo Saúde Ativa, da SulAmérica, que avaliou a saúde de uma população distribuída em 262 empresas em 13 capitais do país entre 2010 e 2013. 

“Hoje está aí a geração Y, que, por um lado, está em crescente evolução tecnológica e, por outro, em crescente pressão. Eles se entregam a essa pressão”, diz psicóloga

Foto: Thinkstock/Getty Images

“A geração Y já nasceu estressada. Hoje, são eles que estão no dia a dia das empresas, recebendo toda a carga de pressão”, afirmou o médico Gentil Alves, um dos responsáveis pela pesquisa, durante o evento de lançamento do estudo, em São Paulo.  

Rosely Sayão, psicóloga e consultora educacional, comentou, durante a apresentação, que os Y são absolutamente tensos. “A geração X decidiu que seriam superpais e colocaram os filhos precocemente na escola e para fazer muitas atividades extracurriculares. Hoje está aí a geração Y, que, por um lado, está em crescente evolução tecnológica e, por outro, em crescente pressão. Eles se entregam a essa pressão.” 

Considerados “a geração do milênio”, os Y são tidos como individualistas e muito competitivos. De acordo com a pesquisa, as pessoas dessa faixa etária se tornam mais estressadas por causa da pressão para alcançar o sucesso e manter a estabilidade em casa e nos relacionamentos.

Além disso, mais de 12% da geração Y afirmaram atuar no mercado financeiro, setor que vive em constante tensão. Essa faixa etária reúne os mais altos níveis de classificação de estresse (moderado e alto), com 37,1%.  

O estresse dos Y também foi tema de uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia (APA).  Dados da entidade revelam que as causas para os níveis de estresse são trabalho (76%), dinheiro (63%) e relações pessoais (59%). 

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Estresse também se reflete na pele

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A geração Z não fica muito para trás e apresenta o índice de 35,9% de classificação de estresse, segundo o Estudo Saúde Ativa. A explicação é que os jovens dessa idade estão na fase pré-vestibular, que costuma ser desgastante para os estudantes. 

“Não esperávamos que uma geração tão jovem apresentasse índices de estresse tão elevados, mas isso também pode ser explicado porque essa é justamente a geração multitarefas, que faz tudo ao mesmo tempo. Geralmente é também quando acontece a entrada no mercado de trabalho e nos relacionamentos mais sérios”, afirmou Alves.

Apesar dos altos níveis de estresse, os dois grupos são os que menos tiveram contato com o cigarro, diferente das gerações X (de 38 a 49 anos) e dos Baby Boomers (de 50 a 68 anos). 86% dos Z e 78% dos Y nunca fumaram. 

“A facilidade no acesso à informação das gerações mais jovens tem contribuído para o aumento da consciência em relação a temas importantes como a redução no consumo de cigarro, por exemplo”, explicou o médico. 

Contudo, os jovens estão deixando os exercícios de lado para ter mais tempo para o computador e a televisão. Embora os adultos de 38 a 49 anos sejam os mais sedentários (63%), os mais jovens apresentam índices de sedentarismo em torno de 60%. 

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Foto: Coração%26Vida

Fonte: Site Coração & Vida (coracaoevida.com.br)

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Não há magia, milagre ou simpatia

Querida amiga,

Uma colher de chia todo dia não vai resolver o problema. Eu sei que o verão está aí batendo à porta e você relutando para não abrir porque acha que não está em “forma”. Aliás, quem se preocupa oficialmente com a estação, se o sol já está a pino há muito tempo?!
Eu sei também que você busca algo que te faça perder os dois ou três (ou mais) quilinhos a mais que estão sobrando, rapidamente. Mas amiga, vou te falar com sinceridade… nessas coisas, acho que não existe milagre. Se a gente não mudar a alimentação de modo global, se não viver uma reeducação alimentar e tiver uma vida ativa, comer uma colher de chia não vai adiantar, né?! Nem comer um punhado de goji berry, nem beber suco verde todas as manhãs, nem comer batata azul da Macedônia de cabeça para baixo. Nem fazer tudo isso junto e misturado! E no fundo, você também sabe disso, né?!

O que estou tentando dizer é muito simples: sim, há uma série de alimentos com benefícios incríveis, mas só eles, isoladamente, não vão te deixar em “forma”. Por isso, não se frustre se a chia não der “o resultado que promete”.
Amiga, não posso te prometer milagres. Mas tenho um convite a fazer: vamos viver o verão pra vida toda? Vamos?! Não é magia, nem milagre… Mas também não é difícil. No começo a gente estranha, mas depois entranha. Vem?! Então pega na minha mão e vem comigo!

Beijos,
Carol

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Fale com a Nutricionista

Por que placebos estão fazendo mais efeito em pesquisas?

BBC

Especialistas ficaram intrigados ao descobrir que, nos últimos 25 anos, diferença na eficácia de medicamentos reais e inertes em testes clínicos diminuiu mais nos EUA do que em outros países

Antes de novos medicamentos serem colocados à venda, testes clínicos avaliam seu desempenho na comparação com o de remédios inertes conhecidos como placebos.

Mas pesquisas mostram que, nos últimos 25 anos, a diferença de eficácia entre medicamentos reais e falsos diminuiu – mais nos Estados Unidos do que em outros países. Os americanos são mais suscetíveis ao efeito placebo, ou há outra explicação para isso?

O fenômeno em que pacientes se sentem melhor simplesmente porque acreditam que um tratamento os ajudará é conhecido como efeito placebo.

Para testar o efeito placebo, são realizados testes clínicos em que alguns participantes recebem a droga real e outros recebem placebo – normalmente, os participantes não sabem qual remédio estão tomando.

A eficácia do medicamento é determinada pela diferença entre o efeito placebo – o quanto pacientes neste grupo se sentem melhor – do efeito do medicamento. Para que um remédio seja colocado à venda nos EUA, ele precisa superar a performance do placebo por uma margem significativa. 

Mas parece que isso está ocorrendo cada vez menos, porque o efeito placebo está aumentando gradualmente. Testes mostram que alguns conhecidos medicamentos para depressão e ansiedade teriam dificuldades em passar em seus testes clínicos se fossem testados novamente em 2015.

Essa tendência virou uma grande dor de cabeça para a indústria farmacêutica. Muitas drogas fracassaram nos testes clínicos finais – medicamentos que, a essa altura, já tinham consumido mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento.

Ninguém sabe por que o efeito placebo está aumentando, mas um novo estudo da revista científica Pain (“Dor”) pode ajudar a descobrir respostas.

Ao analisar dados de 80 testes de medicamentos para dor neuropática, os pesquisadores, coordenados por Jeffrey Mogil, da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), descobriram que a tendência estava sendo puxada por estudos conduzidos nos EUA – onde se verificou que os participantes pareciam sentir melhoras pelo simples fato de estarem participando desses testes, independentemente de terem tomado o remédio ou o placebo.

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Foto: BBC


Mas o que faz com que americanos sejam mais suscetíveis ao efeito placebo?

No topo da lista das possíveis explicações está o fato de que, ao contrários de alguns outros países, a propaganda de medicamentos dirigida diretamente ao consumidor é permitida nos EUA.

O efeito placebo está ligado à expectativa dos pacientes, e os anúncios podem estar tendo efeitos nas mentes de pacientes tomando remédios, mesmo como parte de um teste clínico.

A hipótese preferida de Mogil, entretanto, não tem relação com propaganda mas com o fato de os testes americanos terem se tornado maiores e durarem mais tempo que os feitos fora dos EUA.

Para ele, as farmacêuticas provavelmente esperavam que testes maiores e mais ambiciosos fossem mais eficientes para demonstrar os efeitos reais das drogas, mas pode ter acontecido o contrário.

Um teste ambicioso que envolve altos gastos pode gerar toda um série de pequenos fatores que, juntos, acabam dando espaço à crença dos pacientes de que estão participando de um processo benéfico. O mero fato de criar um logotipo para um teste, por exemplo, pode fazer a pessoa se sentir mais otimista.

Placebo tem efeito de remédio para enxaqueca, mostra estudo

Você conhece o “efeito nocebo”?

Mogil acredita que empresas americanas costumam contratar mais organizações de pesquisas para realizar o teste. Pode ser que os funcionários que trabalham para essas empresas sejam mais simpáticos que os ocupados pesquisadores que conduzem testes acadêmicos. Só isso já é outro fator que pode fazer as pessoas se sentirem melhor.

“Houve uma pressão para reunir dados, para não ter dados faltando”, diz John Farrar, um neurologista e epidemiologista da Universidade da Pensilvânia.

“Então presta-se muito mais atenção aos pacientes, há muito mais contato com pacientes para se certificar que preencham os formulários corretamente, e houve um aumento no que é dito sobre a atividade da droga – eles falam mais sobre a ciência por trás dela, como pode funcionar, etc. E tudo isso leva, potencialmente, a grandes expectativas em pacientes.”

Mas Farrar acrescenta que os fins lucrativos das empresas de pesquisa podem estar fazendo com que recrutem pessoas que não deveriam estar fazendo testes em princípio. Um médico procurando participantes pode encorajá-los a classificar seus sintomas como mais graves do que eles realmente são para que possam participar do teste.

“Também houve um aumento do que chamamos de ‘pacientes profissionais’ – pacientes que se candidatam a testes clínicos porque descobrem que podem fazer dinheiro com isso”, diz Farrar.

Em ambos os cenários, após serem aceitos para os testes, os pacientes podem começar a dar relatos mais precisos sobre seus sintomas, que podem ser considerados como respostas positivas a placebos.

Farrar defende mudanças no formato dos testes para reduzir o efeito placebo, como mais controle ao recrutar pacientes, ser mais específico sobre critérios de seleção e acrescentar um terceiro grupo aos testes, que tomaria um medicamento já aprovado – se este grupo e o grupo que recebe o novo medicamento não superarem o placebo, os pesquisadores saberiam que o teste é falho.

Também há um tentativa de diminuir, por meio de conversas com pacientes, suas expectativas sobre fazer parte de um teste. Qual a melhor forma de fazer isso? “Diremos a verdade a eles”, diz Nathaniel Katz, presidente da Analgesic Solutions, uma consultoria que ajuda farmacêuticas a evitar fracassos em testes.

Sua empresa também treina funcionários que participam de testes para evitar “linguagem corporal otimista inapropriada”, como colocar o braço ao redor do paciente, apertar sua mão ou olhá-los nos olhos. “Isso aumenta as expectativas”, diz Katz.

Mas ele acrescenta que, se você diminuir muito as expectativas dos pacientes você certamente irá minimizar o efeito placebo, mas você também pode diminuir o efeito do medicamento sendo testado.

Isso foi demonstrado em uma experiência no ano passado feita por Ted Kaptchuk na Escola de Medicina de Harvard. Ele deu a pacientes com enxaqueca o remédio Maxalt ou placebo. Mas eles foram divididos em três subgrupos. Os grupos receberam seu envelope com um dos três selos: “Maxalt”, “Placebo” ou “Maxalt ou placebo”.

“Quando dávamos a eles placebo e o envelope dizia Maxalt, a resposta positiva foi muito boa”, disse Kaptchuk à BBC. “Quando demos Maxalt e dissemos que era placebo, a resposta foi a mesma, o que significa que, só por mudar as palavras no envelope, podemos fazer o placebo tão eficaz quanto o medicamento.”

O desafio, na visão de Kaptchuk, é achar uma forma de traduzir o extraordinário poder do placebo na prática diária do dia a dia. Enquanto pesquisadores tentam diminuir as expectativas dos pacientes, médicos fora dos laboratórios deveriam poder tirar proveito dessa fabulosa força da imaginação para ajudar seus pacientes.

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Homens devem enxugar o pênis após urinar

Ensinadas desde cedo a limpar a região íntima, as meninas crescem sabendo quais cuidados ter ao terminar de urinar, após uma relação sexual e também ao tomar banho. O reflexo disso está nas prateleiras do mercado: existem inúmeros sabonetes específicos para essa parte do corpo feminino e até mulheres que usam esses sabonetes desnecessariamente, buscando muitas vezes uma assepsia extrema, chegando a tirar os odores naturais dessa região. Por outro lado, vemos que os cuidados masculinos com o órgão sexual não têm o mesmo nível — e em alguns casos são até inexistentes. Será que há uma justificativa médica para diferença no cuidado?

Veja também: Higiene íntima masculina requer cuidados que muitos não têm

Segundo o doutor Sidney Glina, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, não. “É uma questão de higiene e saúde. Há uma educação maior quando se trata do sexo feminino em relação à região íntima, mas tanto homens quanto mulheres devem olhar com atenção especial para os cuidados com essa parte do corpo.” Homens que têm o prepúcio longo (pele que recobre a glande), por exemplo, devem secar o pênis após urinar, assim como as mulheres sempre fazem com a vagina. Mesmo os homens circuncidados que não terminem a micção completamente também devem ter esse cuidado. “O que geralmente ocorre é que, com a pressa em terminar de urinar, um pouco da urina fica ainda na uretra, extravasa e deixa o pênis e a roupa úmidos”, alerta o doutor Newton Soares de Sá Filho do São Camilo, urologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. O líquido em contato constante com a pele pode ser uma fonte de inflamações e até infecções.

A higiene não para por aí: durante o banho, a limpeza correta deve ser feita trazendo o prepúcio para trás e lavando todo o pênis com a água e o sabão do próprio banho. Depois, o órgão deve ser seco. Novamente, o prepúcio deve ser “puxado”, seco e só depois pode ser levado de volta à posição original. Após as relações sexuais, o procedimento deve ser o mesmo.

É importante ressaltar que caso a região íntima não seja corretamente limpa, as consequências podem ser severas. “O problema mais comum é a balanite, que consiste na inflamação da pele que recobre a glande. O mais grave é o câncer de pênis. Ambos são associados à inadequada higiene peniana”, alerta Soares de Sá Filho. E engana-se quem pensa que o câncer de pênis é incomum. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), em 2009 surgiram 4637 novos casos de tumor peniano. “No Maranhão, por exemplo, há mais casos de câncer de pênis do que de próstata”, avisa Glina. Lá, um caso surge a cada 16 dias, e muitos chegam à amputação.

“O homem deve ter o hábito de observar o próprio corpo e ir ao médico ao menor sinal de alteração. Qualquer lesão é importante, porque uma ferida pequena pode evoluir para algo maior e mais difícil de tratar”, diz Glina. Nada melhor, portanto, que ensinar desde cedo os meninos a cuidarem de si mesmos, não é? Se é de pequeno que se torce o pepino, que de pequeno se lave o pepino também.

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Vamos nos permitir

Culpa. Quem nunca sentiu culpa por ter comido demais? E não, essa culpa não tem nada a ver com a nossa herança judaíco-cristã ou com o pecado capital da gula. E, infelizmente, nem sempre tem a ver com a sensação de estar forçando demais o corpo e a saúde. Essa culpa que a gente sente diante de uma comida que a gente gosta, e que não é uma “folha de alface”, vem do patrulhamento da magreza, do policiamento do corpo e do “politicamente saudável”. O nosso prazer de comer vai ficando cerceado pela culpa.

Diante de um bolo de chocolate, com aquela calda deliciosa caindo pelas bordas, somos todos culpados! Sim, nós nos rendemos, e como já fracassamos por ter comido o primeiro pedaço, por que não comer mais um, e mais um? E agora que o bolo de chocolate já foi, por que não atacar aquele sorvete que estava na clausura congelante do freezer? E agora que já está tudo perdido mesmo, por que não comer pizza no jantar? E como já é quinta-feira, por que não se entregar à insaciante loucura bipolar de comer tudo o que der vontade, intercalada com momentos de profundo sentimento de fracasso e culpa, até segunda-feira quando prometemos voltar ao auto-flagela com a folha de alface e as abdominais?

“A “folha de alface” é a metáfora do castigo
e o caminho para a redenção depois que metemos o pé na jaca”

E assim é a relação que vamos vivendo com a comida. Tentação, entrega, negação, culpa, auto-flagelo, redenção. Parece que estamos sempre tentando nos redimir por ter comido o que não devíamos. Por ter caído em tentação, vem o castigo da “folha de alface”: Ah, agora é uma semana comendo só folha de alface!

Aí vem um efeito emocional terrível: aquilo que é saboroso, mas que às vezes precisa ser redescoberto pelo nosso paladar, ganha o estigma da “comida saudável”, “comida da dieta”, de “castigo”… e parece que fica chato e perde todo o sex appeal gustativo.

Quando estamos na mood “dieta”, a “folha de alface” é o demônio, é aquilo que nós odiamos e que nos afasta do que desejamos. Mas quando estamos com o pé mergulhado na jaca, a mesma “folha de alface” de repente se torna a nossa redenção. Tão maluco isso, não é?! Gente, é só comida! Não precisamos sofrer tanto! Podemos e devemos relaxar, sentir prazer com o ato de comer, quebrar tabus, deixar o maniqueísmo alimentar de lado. Precisamos nos reconciliar com a comida, com o nosso corpo.

Não há nada melhor do que sentir que estamos no controle da situação. Ter consciência do que comemos é a melhor forma de nos livrarmos da culpa. Saber que estamos comendo algo que está nutrindo corpo e alma é reconfortante e muito prazeroso.

Vamos deixar a culpa de lado? Vamos nos permitir? Vamos nos libertar? Vamos libertar a coitada da “folha de alface” desse estigma? Sem ansiedade, sem arrependimento. Você pode sim comer o seu desejado bolo de chocolate. Mas esse bolo de chocolate vai ter um sabor muito mais especial se você souber que ele foi feito da melhor forma que pode ser feito, com tudo de bom que o seu corpo merece.

Coma devagar, coma com prazer, coma com um sorriso no rosto, coma com leveza, coma com equilíbrio, coma de modo consciente, nutra o seu corpo e a sua alma com aquilo que come. Sentir isso é um prazer sem culpa. E tudo é uma questão de escolha.

Vamos nos permitir?!

Beijos,
Carol :*

PS.: Ah, e para você não passar vontade, toma aqui essa receita de… mousse de chocolate rsss. Mas a receita de bolo de chocolate fica prometida 😉

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OMS alerta sobre envelhecimento da população

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou n semana do dia 28/09/2015 o relatório Mundial sobre o envelhecimento da população. A organização revela que o número de pessoas com 60 anos no mundo dobrará até 2050. Nos próximos 35 anos haverá 64 milhões de pessoas, ou seja, 30% da população do planeta terá mais de 60 anos. No Brasil, a situação não será diferente, já que temos atualmente 23 milhões de idosos, o que representa cerca de 12% da população. Em tese, em poucos anos seremos uma nação de idosos (classificação dada aos países com mais de 14% da população constituída por pessoas da terceira idade).

Veja mais
– Para retardar o envelhecimento

Assista
– Idosos e atividade física

Para se ter uma ideia, uma criança nascida hoje no Brasil vai viver 20 anos mais do que as que nasceram há cinco décadas. A questão é: o Brasil está preparado? Segundo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS, o país está envelhecendo antes de se tornar rico, e isso é um problema.

Na verdade, enquanto países como o Canadá, que têm a metade do número de idosos do Brasil, já estão com políticas públicas e de infraestrutura preparadas, aqui o processo ainda está caminhando e com muitos gargalos estruturais. “O Brasil está entrando num buraco sem fundo. Atualmente, a expectativa de vida da população é de 75 anos. Entretanto, sabemos que os últimos 10 anos, na maioria das vezes, são vividos de maneira muito precária por conta de enfermidades. O idoso não se torna autossuficiente. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que são as grandes causas de morte na terceira idade, começam a dar sinais cedo e poderiam ser controladas. A falta de informação, acesso a dietas mais saudáveis e colocar atividade física como prioridade influenciam diretamente nessa questão. Por isso a necessidade da prevenção. As consequências, portanto, são péssimas, já que teremos idosos doentes. O resultado é que o país terá que destinar verbas de outros setores para a saúde”, esclarece.

O documento da OMS explica que, enquanto algumas pessoas estão de fato vivendo mais e mais saudáveis, elas geralmente pertencem a classes mais ricas da sociedade. O chefe do departamento de Idosos da OMS, John Beard, afirmou que “as pessoas dos países mais pobres e com menos oportunidades e recursos são as que apresentam as condições de saúde mais frágeis”.

No relatório, eles destacam algumas medidas fundamentais para que os países não sejam surpreendidos pela demanda de idosos, como desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo — que devem ser iniciados antes de a pessoa idosa perder alguma de suas capacidades, e não quando o processo de degradação da saúde já está ativado, além de um alinhamento real dos sistemas de saúde às necessidades das pessoas mais velhas.

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O câncer de mama pode ser hereditário?

Conforme os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer do Brasil (INCA), em 2015, a estimativa é que surjam 57.000 novos casos de câncer de mama em mulheres, no nosso país. A doença apresenta baixa incidência nas mulheres com menos de 40 anos de idade, mas há aumento relativo e progressivo no número de casos a partir dos 41 anos de idade.

Considerada a população de modo geral, a projeção é que cerca de 12% das mulheres desenvolverão câncer de mama na vida.

Em relação ao câncer de ovário, segundo o INCA, a estimativa para o ano de 2014 foi de 5.680 novos casos. Portanto, cerca de 1,3% das mulheres  desenvolverão esse tipo de câncer na vida.

O diagnóstico precoce está ligado ao melhor índice para a cura da doença. Ele pode ser feito pelo autoexame das mamas, pelo exame realizado pelo mastologista e/ou ginecologista e pelos exames de imagens (mamografia e/ou ultrassonografia de mamas e ovários e/ou ressonância nuclear magnética). Os exames de laboratório, chamados marcadores tumorais (Ca15.3 e Ca125), não servem para o diagnóstico, mas são úteis para o acompanhamento da paciente na  vigência do tratamento.

Leia também: Câncer de mama familiar
L
eia também: O risco de câncer de mama

O autoexame das mamas deve ser feito a partir dos 20 anos de idade e também durante a gravidez, a amamentação e a menopausa. Preferencialmente durante o banho, com movimentos circulares e delicados, a mulher deve examinar as mamas e as axilas e, ao final, espremer os mamilos suavemente para observar a saída eventual de alguma secreção anômala.

Estudos genéticos nos permitem identificar alvos nas células tumorais que indicam os tratamentos mais precisos e mais individualizados para determinada anomalia tumoral. A alteração genética não necessariamente provocará o aparecimento de uma doença, que, no entanto, poderá surgir na presença de fatores de risco provenientes do ambiente, como clima, alimentação, hábitos de vida, etc.

A alteração genética pode também fornecer a informação necessária para cuidados especiais mais específicos. O estudo do DNA poderá mostrar em qual gene está o defeito e em que local do cromossoma. O alto custo financeiro desse sequenciamento completo de genes para determinar as mutações pode ser um fator limitante para a sua obtenção, embora seu custo-benefício deva ser priorizado.  Atualmente, os planos de seguro-saúde oferecem esses exames gratuitamente, desde que sejam bem indicados e justificados.

É possível, ainda, haver associação do câncer de mama com o câncer de ovário nos casos hereditários. Isso permite avaliar as mutações ocorridas nos genes BRCA1 e BRCA2, que indica maior probabilidade da doença de mama e ovário em 25% dos casos.

Entretanto, o resultado negativo dessa pesquisa não demonstra a ausência de riscos genéticos, porque poderão estar localizados em outros locais do DNA.

O BRCA1 e o BRCA2 são genes que produzem proteínas supressoras de tumor e que codificam as proteínas que funcionam no processo de reparação do DNA. Sua mutação é que está correlacionada com o aparecimento do câncer.

Cerca de 55% a 65% das mulheres com  a mutação no BRCA1 e 45% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão câncer de mama até os 70 anos de idade. Nas mulheres mais jovens (com menos de 40 anos) com mutação no BRCA1, é comum a associação a um câncer triplo negativo (receptores de estrógeno e progesterona negativos e baixa expressão da proteína HER2/neu), o que indica, em princípio, pior prognóstico. No entanto, só 15% dos casos triplos negativos estão associados ao BRCA1.

Em relação ao câncer de ovário, 39% das mulheres com a mutação no BRCA1 e de 11% a 17% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão esse tipo de câncer até os 70 anos de idade.

Deve-se salientar que esses riscos estão associados a mutações nesses genes, e que podem variar de acordo com a história familiar, com diferentes mutações genéticas e com outros fatores de risco, por exemplo, sua história reprodutiva.

Outros tipos de câncer podem estar associados a essas mutações. Nas mulheres, mutações no BRCA1 podem aumentar o risco de câncer nas trompas de Falópio e câncer de peritônio. Homens com mutações no BRCA2 e em menor número no BRCA1 correm risco maior de câncer de mama (em 7% desses indivíduos poderá surgir o câncer de mama) e também risco maior de câncer de próstata, quando as mutações estão presentes no BRCA1 ou BRCA2.

Homens e mulheres com essas mutações podem ter risco aumentado para o câncer de pâncreas.

O exame genético pode ser feito em qualquer idade nas pacientes com câncer de mama e/ou ovário quando houver :

– pelo menos três parentes próximos (mãe, irmã e filhas) que desenvolveram câncer de mama e/ou ovário;

– duas pessoas com essa(s) doença(s) do mesmo lado da família (do pai ou da mãe), uma delas com menos de 50 anos de idade;

* parente de primeiro ou segundo grau que apresentou câncer de mama ou ovário com idade abaixo dos 40 anos de idade;

* câncer em ambas as mamas na mesma mulher;

* câncer de mama e ovário na mesma mulher ou na mesma família;

*  múltiplos cânceres de mama na mesma mulher;

* dois ou mais membros da mesma família com câncer e com BRCA1 ou BRCA2 mutados;

* casos de câncer de mama em homem da mesma família;

* etnia judia Ashkenazi.

As sociedades médicas não recomendam que crianças façam o teste genético para o BRCA1 e BRCA2, mesmo que haja história familiar sugestiva, porque o risco de a criança desenvolver o câncer associado a essa anomalia é muito baixo. Quando adultas, elas poderão optar por fazer ou não a pesquisa genética.

Os genes BRCA1 e BRCA2 estão envolvidos no reparo do DNA e alguns pesquisadores têm sugerido que as células cancerosas com essas mutações podem ser mais sensíveis aos agentes antineoplásicos que atuam diretamente no DNA, como a cisplatina.

Se o resultado dos exames indicar a presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, a paciente deverá ser esclarecida sobre o quadro e, dependendo da sua opção, o médico poderá adotar uma conduta de observação e realização de exames clínicos e de imagens  com a frequência indicada para aquela mutação gênica ou, então, a cirurgia profilática na mama e ovários. Chama-se cirurgia profilática aquela que é realizada sem que haja a comprovação do câncer nem na mama nem nos ovários.

 

 

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Sim, nós precisamos de carboidratos

É comum escutarmos: “corta o carboidrato” como se “o carboidrato” fosse um monstro. Gente, calma! Nós precisamos sim de hidrato de carbono na nossa alimentação diária. Os carboidratos proporcionam a energia que o nosso corpo precisa para fazer tudo que nós temos para fazer num dia normal, corre corre para trabalhar, estudar, estar com os amigos, família, amar, cuidar da casa, cuidar das crianças, passear com o cachorro, dançar, tudo!

Se  o nosso organismo não recebe a quantidade de carboidrato diária que ele precisa, ele vai buscar a energia em outras fontes, como por exemplo nas proteínas. Acontece que o corpo precisa da energia das proteínas para outras coisas, e aí tudo começa a ficar confuso!

Os carboidratos são combustíveis para nós, e na alimentação como em tudo na vida, é preciso fazer escolhas. Vamos entender um pouco o porque da má fama dos carboidratos e quais as melhores escolhas que podemos fazer na hora de nos abastecermos com carboidratos.

Por que os carboidratos têm má fama?

A má fama vem da escolha das fontes de carboidratos erradas e do excesso. E acredite, uma coisa leva à outra. Ah, e antes que você pergunte: sim, o carboidrato engorda, mas principalmente o carboidrato simples, que muitas vezes ainda vem acompanhado de gordura saturada, sódio, e quase zero fibras e nutrientes.

É importante saber que não há “o carboidrato”, mas sim “carboidratos” e nem todos são iguais. Tudo depende do tipo de carboidrato que você vai consumir e como.

Que carboidratos devo comer?

Nós sabemos que os carboidratos simples, como açúcar branco refinado ou alimentos processados e bebidas açucaradas, podem ser rapidamente digeridos e são pobres em nutrientes e fibras. Em geral, o consumo desse tipo de carboidrato, dá um pico de açúcar no sangue sem que haja um alto gasto de energia em seguida. Por isso, o melhor é buscar sempre ingerir carboidratos complexos, que levam mais tempo para serem absorvidos e nos dão uma carga mais sustentável de energia, além de serem mais ricos em fibras e nutrientes.

Escolha comer o carboidrato dos grãos e farinhas integrais em vez de farinhas brancas e grãos processados, assim além de mais energia para o seu corpo, você também tem uma alimentação mais rica e tem mais saciedade.

As fibras também são classificadas como hidratos de carbono e são encontradas, principalmente, em alimentos de origem vegetal. Para ficar mais fácil, os vegetais mais ricos em carboidratos são as raízes, como cenoura, batata, mandioca, nabo, etc.

Os carboidratos são maravilhosos transportadores de sabores, a nossa vida e o nosso paladar sem dúvida ficariam mais pobres sem eles! Não tenha medo dos carboidratos. Apenas lembre-se: a escolha é sua, você controla a sua alimentação.

Beijos,

Carol

*Fonte: Celebrating the Good Carbohydrates, Jamie Oliver.

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Fale com a Nutricionista

Por que ficamos doentes

Por Chirs Kresser

Se você tiver um dos muitos problemas crônicos de saúde dos quais as pessoas sofrem hoje em dia, tais como IBS, fibromialgia, fadiga crônica, doenças autoimunes, você provavelmente receberá uma droga para gerenciar seus sintomas e não muito mais. A chave para o tratamento com sucesso destas condições, no entanto, está em tratar a causa subjacente. Esta é a promessa da medicina funcional e evolutiva.

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Estamos no meio da mais grave epidemia humana de doenças crônicas que já enfrentamos. Metade dos adultos americanos têm uma ou mais condições crônicas de saúde, e 25 por cento têm duas ou mais destas doenças. 7 das 10 principais causas de morte em 2010 foram doenças crônicas, e duas delas, as doenças de coração e câncer juntas, foram responsáveis ​​por quase metade de todas as mortes. (2)

Embora alguns destes problemas (como doenças cardíacas) sejam razoavelmente bem entendidos pela medicina convencional, outros são mais misteriosos. Condições como a síndrome do intestino Irritável (SII), fadiga crônica, fibromialgia e doenças autoimunes, em conjunto, afetam centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, mas na maioria dos casos os pacientes são informados de que as causas de suas condições são desconhecidas e simplesmente prescrevem drogas para gerir os sintomas.

Mas é realmente verdade que nós não sabemos o que causa as doenças crônicas? Certamente existem elementos relativos a cada doença específica que nós ainda não entendemos. Mas eu diria que nós, de fato, temos uma compreensão sólida sobre os fatores mais importantes que contribuem para praticamente todas as doenças crônicas. Isso significa que atualmente podemos impedir e até mesmo reverter muitas dessas condições.

O Modelo Funcional de Sistemas de Medicina

 

Como muitos de vocês sabem, eu vou lançar um programa de treinamento de medicina funcional para os clínicos ainda neste ano. Na preparação para esse programa, eu criei uma “teoria unificada” do que causa a doença que eu chamo de Modelo Funcional de Sistemas de Medicina. Eu gostaria de compartilhar isso com vocês aqui e usá-lo como um trampolim para a nossa discussão.

círculo

Como o diagrama mostra, a interação entre o genoma, epigenoma, e exposome de um indivíduo está no cerne do que determina a nossa saúde.

O genoma é o nosso conjunto completo de DNA, contendo todas as informações necessárias para construir e manter o organismo humano.

 O epigenoma é composto de produtos químicos que modificam o genoma de uma forma que lhe diz o que fazer, onde fazer e quando fazer. Estas modificações não alteram os genes subjacentes, mas eles podem ser transmitidos às gerações futuras.

O exposome representa a soma total de todas as exposições não genéticas que um indivíduo experimenta desde o momento da sua concepção até o final de sua vida. Ele inclui os alimentos que ingerimos, a água que bebemos, o ar que respiramos, os produtos químicos que estamos expostos, as conexões sociais que temos, e o ambiente em que vivemos.

Você sabia que 8 causas subjacentes são a raiz da maioria das doenças crônicas?

 

Para usar uma analogia, o genoma é como um piano; o epigenoma é como a partitura; e o exposome é o que determina a forma como a música é escrita e executada. A qualidade do piano certamente irá afetar o som que produz. Mas o melhor piano do mundo ainda vai soar terrível se a música e performance forem terríveis. Da mesma forma, um pianista virtuoso pode executar uma peça de Mozart, mas não vai produzir o seu melhor tocando um piano de má qualidade.

Da mesma forma, a genética desempenha um papel importante na saúde e na doença humana. No entanto, agora sabemos que o exposome (e sua influência sobre o epigenoma) é muito mais significativa na maioria dos casos. Na verdade, é responsável por mais de 90% das doenças humanas. É por isso que o exposome está no cerne do Modelo Funcional de Sistemas de Medicina e deve sempre ser o primeiro a ser tratado independentemente da queixa do paciente.

A dieta, o estilo de vida e o ambiente moderno afetam a expressão dos nossos genes e levam a patologias, que por  vezes causam a doença e os sintomas dos pacientes.

Mas quais são essas patologias?

As 8 patologias centrais que fundamentam todas as doenças crônicas

Eu acredito que praticamente todas as doenças e sintomas que experimentamos são causadas por uma ou mais das seguintes 8 patologias principais:

  1. Disfunção intestinal. Inclui supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO), infecções (por exemplo, parasitas, bactérias patogênicas, vírus), baixa acidez estomacal, bile e produção de enzimas, a permeabilidade intestinal, e intolerâncias alimentares.
  1. Desequilíbrio de nutrientes. Inclui deficiências de nutrientes como vitamina B12, ferro, folato, magnésio, zinco, EPA / DHA e vitaminas lipossolúveis (mais comuns), e excesso de nutrientes como o ferro (menos comum).
  1. Desequilíbrio do eixo HPA. O eixo pituitário adrenal regula a comunicação entre o hipotálamo, glândula pituitária e suprarrenais e equilíbrio da produção de hormônios associados com essas glândulas (por exemplo, DHEA, cortisol)
  1. Carga tóxica. Inclui exposição a produtos químicos (por exemplo, BPA, fitatos, etc.), metais pesados ​ (por exemplo, mercúrio, arsênico), biotoxinas (por exemplo, o mofo/micotoxinas), ou capacidade de desintoxicação prejudicada devido a deficiência de nutrientes, problemas gastrointestinais ou outras causas.
  1. As infecções crônicas. Inclui infecções por organismos transmitidas por carraças (por exemplo, Borrelia, Babesia, Bartonella, Erlichia), bactérias intracelulares (por exemplo Mycoplamsa, Chlamydophila), vírus (por exemplo, HHV-6, HPV), e bactérias dentárias.
  1. Desequilíbrio hormonal. Inclui hormônios associados ao metabolismo (por exemplo, insulina, leptina), tireoide e gônadas (por exemplo, o estrogênio, progesterona, testosterona).
  1. Desregulação imunitária. Inclui a autoimunidade, a função imune cronicamente reprimida, inflamação sistêmica.
  1. Disfunção celular. Metilação, produção de energia e função mitocondrial prejudicada, e dano oxidativo.

Estas patologias (e as interações exposome-genome-epigenoma que levam a elas) estão na raiz de tudo, desde a obesidade, passando pela a tireoidite de Hashimoto, a asma, a distúrbios do autismo, à depressão. O entendimento de que as mesmas 8 patologias subjacentes das principais doenças crônicas mais modernas tem profundas implicações em como devemos abordar estas condições.

Na medicina convencional, o foco é muitas vezes sobre as doenças e os sintomas; ele funciona “de fora para dentro”. Por exemplo, digamos que você vai ao médico para o exame anual e seus exames de sangue revelam que você tem “colesterol alto”. O resultado mais provável nesta situação é que você vai ser prescrito uma estatina e em alguns casos ouvir que deve se exercitar mais e comer melhor. Raramente há qualquer investigação séria sobre o que causou o colesterol elevado em primeiro lugar.

Na medicina funcional, no entanto, nós trabalhamos “de dentro para fora”. Nós prestamos menos atenção aos sintomas e mais atenção à patologia que produz esses sintomas. Colesterol elevado é um sintoma, não uma patologia. As patologias que podem levar a níveis elevados de colesterol incluem má função da tireoide, a permeabilidade intestinal, microbioma do intestino prejudicado, infecções virais ou bacterianas crônicas, insulina e resistência à leptina e desequilíbrios de nutrientes, para citar alguns. Se eu encontrar o colesterol elevado em um paciente, vamos examinar todas essas possíveis patologias, e, claro, também vamos olhar para como a genética do indivíduo, dieta, estilo de vida e outros fatores relacionados ao exposome podem estar contribuindo para eles. Uma vez que todas as patologias centrais foram identificadas, os níveis de colesterol geralmente se normalizam por conta própria.

Se a queixa principal do paciente é de infertilidade, fadiga, sinusite, ou problemas de pele, vou concentrar-me nessas 8 patologias centrais porque eu sei (tanto por experiência clínica e por pesquisa) que elas são as causas mais prováveis ​​subjacentes de sua condição. Na minha prática, a maioria dos meus pacientes estão lidando não apenas com uma dessas patologias, mas várias.

Como você pode ver, esta é uma abordagem fundamentalmente diferente do que geralmente é feito no estabelecimento convencional. A desvantagem é que ela requer muito mais exames e investigação preliminar, o que pode ser caro e demorado. O lado bom, que sobrepõe qualquer uma das desvantagens, é que se torna possível não apenas evitar, mas até mesmo reverter muitas doenças crônicas sem a necessidade de tomar medicação para o resto de sua vida.

Infelizmente, a abordagem de medicina funcional ainda não foi abraçada dentro do modelo de cuidados de saúde convencional. Mas eu acredito que isso está mudando. A prestigiada Cleveland Clinic acaba de lançar um Centro de Medicina Funcional, dirigida pelo médico funcional pioneiro Dr. Mark Hyman. Este é um grande passo para a aceitação em massa da medicina funcional e a pesquisa que o centro está engajado quase certamente irá levar ao reconhecimento maior. 

Eu acho que as companhias de seguros de saúde também vão ver os benefícios da medicina funcional. Eles vão reconhecer que gastar um pouco mais dinheiro na frente em diagnosticar corretamente e tratar a raiz do problema levará a uma enorme economia no futuro próximo e distante.

Essas mudanças não vão acontecer durante a noite e ainda temos muito trabalho a fazer. Mas a maré realmente está começando a virar!

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