A ligação chocante entre açúcar e Alzheimer

Por: Olga Khazan

foto churros açúcar

Uma dieta rica em carboidratos e a alta dose de açúcar no sangue, estão associadas ao declínio cognitivo.

Nos últimos anos, a doença de Alzheimer foi constantemente referida como diabetes tipo 3. Afinal, a diabetes tipo 2 é uma doença crônica causada pela má dieta e o mesmo pode se dizer para a doença de Alzheimer. Parece cada vez mais que o Mal de Alzheimer é outro efeito colateral potencial de uma dieta cheia de açúcar do estilo ocidental.

Um estudo longitudinal, publicado quinta-feira na revista Diabetologia, seguiu 5,189 pessoas ao longo de 10 anos e descobriu que as pessoas com altos níveis de açúcar no sangue apresentavam uma taxa de declínio cognitivo mais rápida do que aquelas com açúcar no nível normal – seja ou não o nível de açúcar no sangue que caracteriza tecnicamente o diabetes. Em outras palavras, quanto maior o açúcar no sangue, mais rápido é o declínio cognitivo, mesmo que o açúcar no sangue ainda não esteja a nível diabético

“A demência é uma das condições psiquiátricas fortemente associadas à má qualidade da vida”, disse o autor principal, Wuxiang Xie na Faculdade Imperial de Londres, por e-mail.

Melissa Schilling, professora da Universidade de Nova York, realizou sua própria revisão de estudos que ligam diabetes à doença de Alzheimer em 2016. Ela procurou conciliar duas tendências confusas. As pessoas que têm diabetes tipo 2 são mais de duas vezes mais propensas a contrair a doença de Alzheimer e as pessoas que sofrem de diabetes e são tratadas com insulina também são mais propensas a contrair a doença de Alzheimer, sugerindo que a insulina elevada desempenha um papel na doença de Alzheimer. Na verdade, muitos estudos descobriram que a insulina elevada, ou “hiperinsulinemia”, aumenta significativamente seu risco de doença de Alzheimer. Por outro lado, as pessoas com diabetes tipo 1, que não usam insulina, também tem maior risco de Alzheimer. Como esses dois fatos podem ser verdadeiros?

Schilling postula que isso acontece por causa da enzima degradante da insulina, um subproduto da insulina que degrada a insulina e proteínas amiloides no cérebro – as mesmas proteínas que aglomeram e levam à doença de Alzheimer. Pessoas que usam insulina para tratar sua diabetes acabam com um excesso de insulina e a maior parte dessa enzima é usada para quebrar essa insulina, causando assim insuficiência desta enzima para degradar esses grupos de células amiloides que caracterizam o Mal de Alzheimer.

De acordo com Schilling, isso pode acontecer mesmo em pessoas que ainda não têm diabetes – que estão em um estado conhecido como “pré-diabetes” que junto com a diabetes acomete 50% da população americana. Isso simplesmente significa que o açúcar no sangue destas pessoas é alto.


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Rosebud Roberts, professor de epidemiologia e neurologia da Clinica Mayo concordou com sua interpretação.

Em um estudo de 2012, Roberts separou cerca de 1.000 pessoas em quatro grupos com base na quantidade de carboidratos proveniente em suas dietas. O grupo que comeu a maior quantidade de carboidratos teve uma probabilidade 80% maior de desenvolver comprometimento cognitivo leve – uma disparada em direção a demência – do que aqueles que comeram a menor quantidade de carboidratos. Pessoas com deficiência cognitiva leve podem se vestir e se alimentar, mas têm problemas com tarefas mais complexas. Intervir na dieta pode ajudar muito a prevenir a demência.

Rebecca Gottesman, professora de neurologia da Johns Hopkins, diz que existem várias teorias para explicar a conexão entre alto nível de açúcar no sangue e demência. Diabetes também pode enfraquecer os vasos sanguíneos, o que aumenta a probabilidade de transportar nutrientes para o cérebro, causando várias formas de demência. Uma alta ingestão de carboidratos pode fazer com que as células, incluindo as do cérebro, fiquem resistentes à insulina, o que poderia causar a morte das células cerebrais. Enquanto isso, comer carboidratos demais em geral pode causar obesidade. A gordura extra em pessoas obesas libera citocinas, ou seja, proteínas inflamatórias que também podem contribuir para a deterioração cognitiva disse Roberts. Em um estudo de Rebecca Gottesman, a obesidade dobrou o risco das pessoas possuírem proteínas amilóide elevadas em seus cérebros na idade avançada.

Roberts disse que as pessoas com diabetes tipo 1 estão principalmente em risco se a insulina não for bem controlada ao ponto de haver episódios hipoglicêmicos. Mas mesmo as pessoas que não têm nenhum tipo de diabetes devem observar a ingestão de açúcar, disse ela.

“Só porque você não tem diabetes tipo 2 não significa que você pode comer qualquer porcaria que você quiser”, disse ela. “Especialmente se você não está fisicamente ativo”. O que comemos, acrescentou, é “um fator importante na manutenção do controle do nosso destino”. Roberts disse que este novo estudo de Wuxiang Xie é interessante porque também mostra uma associação entre açúcar no sangue elevado e declínio cognitivo .

Esse é um ponto importante que muitas vezes se esquece nas discussões sobre a doença de Alzheimer. É uma doença tão horrível que pode ser tentador dizer que ela é inevitável. Mas, como estes e outros pesquisadores apontam, as decisões que tomamos sobre os alimentos são extremamente importantes e este é um fator de risco que podemos controlar. E os estudos estão mostrando que as decisões que tomamos enquanto ainda somos relativamente jovens podem afetar nossa futura saúde cognitiva.

“A doença de Alzheimer é como um incêndio lento que você não vê quando começa”, disse Schilling. Leva tempo para que os aglomerados se formem e para que a cognição comece a deteriorar-se. “Quando você percebe os sinais, já começa a ficar tarde para apagar o fogo”.

Já conhece o coaching de emagrecimento?

imagem coaching de emagrecimento

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TRIBO FORTE #043 – AÇÚCAR AÇUCARADO COM AÇÚCAR (AMIGO OU INIMIGO?)

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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No Episódio De Hoje:

Parece que nós não conseguimos fechar esse tópico porque mais e mais coisas continuam acontecendo.

Está rolando uma batalha de foice nos bastidores na nutrição em relação a toda essa questão do açúcar.

Seria ele tão terrível e tóxico ao nosso corpo mesmo ou talvez não tão ruim assim?

Acho que você vai gostar deste episódio.

Além disso, outra novidade que falamos no episódio: pizza agora é um vegetal!

Escute o podcast e desvende esse mistério 🙂

Lembrando: Você é MEMBRO VIP da Tribo Forte ou ainda está de fora? Tenha acesso a receitas simples e deliciosas diariamente, artigos internacionais traduzidos diariamente, fórum de discussão, documentários legendados e MUITO mais! Não fique de fora e se junte a este movimento agora mesmo, clicando AQUI!

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Referências do Episódio

 

Estudo do Robert Lustig com crianças fazendo substituição de açúcar por amido

Artigo do New York Times sobre a guerra do açúcar

A fatídica review atacando as diretrizes que sugerem a redução no consumo do açúcar

Pizza é um vegetal

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Esse é um podcast especial, porque estou tomando uma coisa diferente. Estou tomando caldo de osso em pó. Tem um produto novo de uma empresa chamada Ancient Nutrition. Eles pegaram o caldo de osso e tentaram deixar de uma forma mais prática para as pessoas. É quase um Whey Protein, mas é a proteína do caldo de osso em pó. Você pode colocar na caneca e degustar. O meu é de sabor açafrão… Muito gostoso, bastante interessante. É uma coisa nova para esse podcast aí. Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, com o Rodrigo Polesso e o Dr. José Carlos Souto. Assuntos como emagrecimento, saúde, alimentação e estilo de vida são tratados de forma imparcial doa a quem doer. Para se tornar um membro da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Bem-vindo! Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, de número 43. Estamos no final do ano… Estamos gravando logo antes do Natal. Dr. Souto, bem-vindo ao podcast. Tudo bem?

Dr. Souto: Tudo bem, Rodrigo? Boa tarde. Boa tarde aos ouvintes.

Rodrigo Polesso: Ótimo. O pessoal está no ânimo natalino. O pessoal não quer nem ouvir falar em perder peso ou em comer pouco. Eu noto isso todos os anos, na verdade… O movimento do site, o movimento dos produtos, dos programas… Tudo fica baixo nessa época do ano. Mas adivinha o que acontece depois da virada? Obviamente aumenta bastante. O comportamento humano é dessa forma. Eu concordo… Durante a ceia de Natal não é o dia do ano para se pensar em emagrecer. Tem que aproveitar também essas situações. O assunto de hoje… Não conseguimos fugir desse assunto. Ele está o tempo todo nos perseguindo. Ele é muito importante: o açúcar. Vamos falar de novo sobre açúcar. Se não me engano, esse é o terceiro podcast em que falamos sobre açúcar. Tem coisa nova sobre açúcar nesse podcast. Acho que você precisa ouvir, afinal, o açúcar está se revelando como um dos maiores vilões da nutrição, um dos grandes inimigos da nossa saúde (da saúde pública também). Falaremos sobre dois assuntos novos sobre esse tópico. Teremos a pergunta da comunidade… É um assunto em que o pessoal vai ter interesse também, que um assunto diferente do açúcar. Antes de pular para esse assunto, vale o lembrete: todo o evento da Tribo Forte 2016 e todas as palestras editadas estão dentro do portal Tribo Forte. Lá também tem mais de 200 receitas… Mais receitas continuam sendo adicionadas diariamente, além de muitas outras coisas. Quem ainda não é membro, convido vocês a participar em TriboForte.com.br. Lá você pode se tornar membro, ser um assinante e fazer parte dessa família sensacional. Tenha acesso a esse universo de informação que te ajuda a implantar, implementar e manter o estilo de vida saudável para o resto da sua vida. Vamos para a pergunta da comunidade de hoje. A pergunta vem da Alessandra. Eu acho que muita gente quer saber essa resposta. Ela fala o seguinte: “Muito bom acompanhar esses podcasts! E o jejum intermitente para quem tem hipotireoidismo? Pode, não pode? Tem restrições?” Vou passar a bola para o Dr. Souto dar o pitaco dele.

Dr. Souto: Nós abordamos certa vez especificamente a restrição de carboidratos e a tireoide. O mesmo se aplica ao jejum. O raciocínio é o mesmo. A grande maioria das pessoas que tem hipotireoidismo, é por causa de tireoidite (doença de Hashimoto). É uma doença autoimune na qual existe um ataque ao sistema imunológico da pessoa à sua tireoide. Quando finalmente a pessoa chega a desenvolver hipotireoidismo é porque uma boa parte da tiroide já foi destruída. O tratamento para isso é a reposição de hormônio tiroideu, geralmente para o resto da vida (porque já houve um destruição da tiroide). Nós também tratamos em algum outro podcast sobre isso… Um estudo com cento e tantos pacientes em que uma dieta low carb (com restrição de uma série de coisas que os autores achavam que poderiam afetar a permeabilidade intestinal como laticínio, sementes e glúten) mostrou um melhora no que diz respeito à doença de Hashimoto – ou seja diminuiu o ataque autoimune à tiroide. Mas, a maioria das vezes… Uma pessoa que tem hipotireoidismo… O Hashimoto já destruiu boa parte da tiroide dessa pessoa… Ela já está usando reposição hormonal para sua tiroide. Se ela fizer jejum ou não… Se ela fizer low carb ou não… Não muda nada. Ela já está repondo o hormônio tiroideu. Ela já está usando na forma de um comprimido. A pergunta surge todo santo dia lá no blog… O motivo é que uma única blogueira paleo postulou a ideia de que low carb pode levar a uma disfunção da tireoide. O Jason Fung também comentou sobre essa mesma blogueira. Ele disse que as pessoas que falam sobre isso não usam referências bibliográficas de estudos científicos, mas sim ao blog dessa pessoa. Aparentemente, o que vemos na prática é que pessoas com restrição alimentar muito grande (que estão fazendo uma dieta cetogênica com uma diminuição significativa das calorias) é uma resposta adaptativa do organismo diminuir um pouco o metabolismo. A pessoa está comendo muito pouco. Parte disso significa que a tireoide dá um regulation… A tireoide funciona um pouco menos porque o corpo está desacelerando, já que a pessoa está numa dieta muito restrita. Uma pessoa que faça jejuns prolongados muito seguidos (e coma pouco entre esses jejuns), com uma dieta muito restritiva, pode ter uma redução da função da tireoide, assim como terá uma redução da temperatura corporal e uma redução da taxa metabólica basal. Isso é uma resposta adaptativa.

Rodrigo Polesso: Isso seria diagnosticado como hipotireoidismo pelo médico (essa baixa no metabolismo)?

Dr. Souto: Eu vejo que não. Eventualmente poderia ser diagnosticado por um médico que não tem experiência com isso… Um paciente chega lá e não coloca esse contexto para o médico. O médico pede os exames e vê que o TSH está elevado e o T3 está baixo. Mas isso é uma resposta adaptativa que muda no momento em que a pessoa volta a comer mais comida, mais calorias ou aumentar um pouco os carboidratos. Isso não é uma coisa definitiva. A pessoa não desenvolve Hashimoto, que é uma doença autoimune, porque fez jejum. A grande confusão que as pessoas fazem é: esta blogueira americana colocou medo nas pessoas de que elas vão criar uma disfunção permanente na sua tireoide por fazer low carb, cetogênica ou jejum. Aí, um monte de pessoas que têm disfunção na tireoide porque tem doença de Hashimoto… que não tem nenhuma ligação com essas coisas… é uma doença autoimune… São pessoas que já têm hipotireoidismo já tratado e corrigido pela reposição diária de hormônio tiroideu e ficam com medo de fazer jejum ou uma dieta de baixo carboidrato. Essa é a confusão. Para tentar resumir tudo isso que eu falei: a dieta não vai piorar o hipotireoidismo da grande maioria das pessoas, porque a grande maioria das pessoas têm hipotireoidismo por uma doença autoimune – isso não tem nada a ver com carboidrato na dieta, com cetogênica ou com jejum. Para aquelas pessoas que estão fazendo uma dieta muito restritiva, comendo poucas calorias, fazendo uma dieta muito severa, e por isso têm uma depressão da função da tiroide… Se elas além disso começarem a fazer jejuns prolongados, talvez deprima anda mais a função da tiroide. Mas essa, geralmente, é uma pessoa que já está a caminho de um transtorno alimentar.

Rodrigo Polesso: Já está fazendo a coisa errada.

Dr. Souto: Veja bem, nada disso é irreversível. Basta comer mais. Basta fazer uma dieta menos restritiva. Assim como todo o resto vai normalizar, a função da tiroide também vai. Não é uma disfunção tiroideia, é uma regulagem adaptativa da tiroide. Como na época em que os carros tinham carburador… As pessoas diziam “tem que regular a marcha lenta”. Quando a pessoa fazem uma dieta muito restritiva, o carro regula a marcha lenta para baixo. Mas isso é adaptativo, isso não é uma doença. O Hashimoto é uma doença autoimune.

Rodrigo Polesso: Acho que uma palavra-chave para adicionar nesse assunto é: autoimune. Quase toda doença autoimune pode ter a atenção voltada para o intestino… que é quando seu sistema imunológico está reagindo contra tecidos do seu corpo. Isso sempre volta para a questão do intestino, porque 70% ou 80% (ou até mais) do seus sistema imunológico está no seu intestino. Se ele não estiver bom, ele pode deixar passar coisas que vão reagir com o sistema imunológico. Isso vai piorando e acaba reagindo com tireoide e outras glândulas do corpo.

Dr. Souto: Naquela série de casos o tipo de dieta utilizada que estava associada à melhora da função tiroideia em pessoas com tireoidite Hashimoto era uma dieta bem low carb… Mostrando que, naquele estudo, a restrição de carboidratos não leva ao problema da tiroide. Por que a tiroide melhorou naquelas pessoas? Porque eles tiraram coisas que alterar a permeabilidade intestinal e podem piorar doenças autoimunes. Quando tiramos glúten, especialmente, existe a possibilidade de doenças autoimunes melhorarem. Se uma dieta low carb fosse realmente piorar a função da tiroide das pessoas, naquele estudo elas teriam piorado e não melhorado. Eles estavam fazendo uma dieta pobre em grãos, mas pobre em carboidratos também.

Rodrigo Polesso: Não faria sentido evolutivo se uma dieta baixa em carboidrato causasse problemas na tiroide. Tem várias coisas que apontam para o lado contrário, mas o mar de informação suporta o ado bom disso. Basta uma pessoa falar o contrário que toda a atenção cai nessa pessoa. Mas o blog não conta como evidência. Ótimo, fechamos esse assunto. Dr. Souto, vamos partir para o primeiro tópico. É um estudo que o Robert Lustig falou… O Robert Lusting fez aquele vídeo “Sugar, the Bitter Truth” que mais de 1 milhão de pessoas já viu no YouTube. Ele é um grande advogado contra o açúcar. Ele é a favor de regular o açúcar. Ele fez um estudo bastante interessante que abre a porta para o nosso segundo assunto, que também tem a ver com açúcar. Vou ler um resumo sobre esse estudo que ele fez. É um estudo publicado e outubro de 2015, então é novo. O estudo foi conduzido por ele, Robert Lustig. Ele analisou 27 crianças latinas e 16 afro-americanas. Todas elas tinham obesidade e síndrome metabólica. O objetivo do estudo era saber se a redução do consumo de açúcar poderia ter benefícios nos marcadores de saúde mesmo sem se reduzir as calorias da dieta. O que eles fizeram foi: reduzir o consumo de açúcar dessas crianças de 28% (que era o normal que elas estavam consumindo) para 10% na dieta, mantendo as calorias iguais.

Dr. Souto: Olha que coisa absurda: 28% das calorias dessas crianças eram oriundas de açúcar! Quase um terço das calorias totais consumidas em 24 horas por essas crianças eram açúcar.

Rodrigo Polesso: Não é um mistério porque elas eram obesas e com síndrome metabólica. Eles diminuíram de 28% para 10%, mantendo o mesmo número de calorias. Eles substituíram esse açúcar por amido… Não sugerimos isso, mas não era açúcar refinado, mas sim amido como batata. Essa intervenção durou 10 dias. Vamos ver alguns resultados. A glicose em jejum dessas crianças diminui 6%. Não é tanto assim, mas diminuiu um pouco – afinal, eles estavam comendo amido e outros carboidratos, então a glicose não vai baixar tanto. O LDL já diminuiu em 13% em 10 dias. A insulina em jejum diminuiu 53%. Os triglicerídeos caíram 46% em 10 dias. Esse estudo sugere que os efeitos danosos do açúcar e frutose (especificamente) são independentes dos seus valores calóricos ou efeitos que ele tem no peso. Ou seja, o açúcar é tóxico por si só. Quando falamos de açúcar, estamos falando de açúcar refinado (metade glicose e metade frutose). Apesar de simples, é um estudo que coloca a pulga atrás da orelha.

Dr. Souto: É um estudo fascinante por vários motivos. Um deles é que o primeiro (que eu conheço) que realmente testou a hipótese de se o problema era o açúcar, dos carboidratos ou das calorias. O Lustig fez questão de manter as calorias iguais. Ele também fez questão de manter a quantidade total de carboidratos. Então, esse não é um estudo de dieta low carb. Ele é um estudo de dieta high carb. Ele simplesmente substituiu o açúcar por amido. Não é o que a gente faria e nem é o que ele (Lustig) propõe. Isso é um estudo científico para isolar o efeito do açúcar. Ele há muito tempo propõe que o açúcar é especialmente tóxico… que o açúcar é mais tóxico do que o amido. O açúcar é sacarose – 50% glicose 50% frutose. Das 28% de calorias que essas crianças consumiam na forma de açúcar, metade é frutose pura. Quando comemos amido, mesmo que seja farinha de trigo, batata ou arroz, aquilo é 100% glicose. O amido é só glicose. A genialidade do estudo é isolar a questão açúcar versus amido. A única diferença entre o açúcar e o amido é a frutose. Será que a frutose em si é pior do que a glicose em geral? A resposta parece ser um inequívoco “sim”. Comer essa quantidade de carboidrato é ruim, mas quando essa quantidade de carboidrato é de açúcar, é muito pior. Então, simplesmente diminuir a quantidade de açúcar na dieta… mesmo que não seja uma dieta low carb, ou mesmo que esse açúcar seja substituído por amido… É evidente que se ele tivesse substituído os carboidratos por proteínas, gorduras e vegetais, o resultado teria sido infinitamente melhor. Mas até as pedras sabem disso em 2016. O Lustig não tem dúvida de que uma dieta low carb é a melhor solução. O objetivo desse estudo não era esse. O objetivo era mostrar que o açúcar é pior do que o simples carboidrato, do que o simples amido. O açúcar realmente é um negócio do demônio.

Rodrigo Polesso: É para mostrar que o açúcar, independente de todo o resto é uma toxina por si só. Independente do resto que você faz, se você tirar o açúcar da sua dieta você estará fazendo bem para seu corpo. Acho que essa é a mensagem mais forte desse estudo. Ele vem há muito tempo falando da frutose especificamente… do high fructose corn syrup (o xarope de milho). Ele é 55% frutose 45% glicose, então é pior ainda. Ele veio para mostrar que independente de todos os aspectos o açúcar em si é tóxico para o corpo. Isso é muito bom de se saber. Mas não é todo mundo que aceita uma mensagem dessas de braços abertos. É disso que vamos falar agora. O segundo assunto é um ótimo artigo postado no New York Times no dia 19 de dezembro. Está rolando uma guerra de faca entre o pessoal pró açúcar, o pessoal contra o açúcar e o pessoal que não quem nem falar em açúcar. Eu vou ler alguns pontos para sumarizar o que está acontecendo. Depois podemos discutir um pouco mais sobre isso. Um jornal proeminente, o Annals of Medicine publicou na segunda-feira um ataque às diretrizes mundiais de se consumir menos açúcar. Segundo uma revisão publicada nesse jornal, os avisos para se cortar o açúcar são baseados em evidências fracas e não são confiáveis. O New York Times fala: “Essa revisão foi paga pelo International Life Sciences Institute, um grupo científico baseado em Washington patrocinado por corporações multinacionais de alimentos e agrotóxicos incluindo a Coca-Cola, General Mills, Hershey’s, Kellog’s, Kraft e Monsanto. Um dos autores dessa revisão é membro do conselho científico da Tate & Lyle um dos maiores fornecedores de high fructose corn syrup do mundo”. “Um reporte de setembro passado mostrou que esses esforços da indústria em desbancar a boa ciência começou na década de 60, quando a indústria do açúcar pagou cientistas para criarem dúvidas sobre a ligação entre o açúcar e doenças cardíacas, promovendo a gordura saturada como culpada. Mais recentemente, o New York Times viu que a Coca-Cola tem patrocinado cientistas que também estão subestimando a conexão entre açúcar e obesidade. A The Associated Press reportou em junho desse ano que a indústria alimentícia pagou por estudos que diziam que crianças que comem doces pesam menos. No ano passado, a Organização Mundial da Saúde disse que adultos e crianças devem restringir o consumo de açúcar para 10% das suas calorias diárias. A Organização Mundial da Saúde disse que se apoiou nas mais novas evidências científicas que mostram que adultos e crianças que consomem bastante açúcar são mais propensos ao ganho de peso e a se tornarem obesos. O Perry Popkin, que é professor de nutrição na Universidade da Carolina do Norte, disse que ficou chocado com essa revisão contra essas diretrizes foi até publicada, já que seus autores ignoraram centenas de ensaios clínicos randomizados que documentam os perigos do açúcar. Ele diz que eles ignoraram dados reais, criaram falsas medidas e, de alguma forma, conseguiram passar pelo processo de revisão.” O coordenador da revisão diz que: “Essa revisão questiona as recomendações sobre o açúcar, mas não deve ser usada para justificar o aumento do consumo de açúcar e alimentos açucarados e bebidas adoçadas.” Para complementar, o Darius Mosafian, um cardiologista americano, diz o seguinte: “É injusto apontar somente o açúcar e não os carboidratos refinados. Eu gostaria de ver recomendações para se limitar tanto o açúcar quanto carboidratos refinados. Porém, ambos constituem metade das calorias nos alimentos de hoje.” Você acha que a indústria vai facilitar isso? Resumindo… Uma revisão nova postada num jornal conceituado vem dizer que essas novas recomendações que sugerem que as pessoas cortem o açúcar um pouco é infundada em evidência científica. É a indústria do açúcar tentando pressionar e criar dúvidas nas mentes das pessoas de que açúcar faz mal. Eles têm muito poder de mídia, poder de persuasão. O que você acha que está acontecendo… Quais são os pontos positivos e negativos dessa briga?

Dr. Souto: A indústria já faz esse tipo de coisa há décadas. Foi publicado esse estudo com cartas que foram descobertas mostrando que a indústria pagou em cash diretamente para pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard para publicar uma revisão dizendo que o açúcar não tinha problema e que o problema era a gordura saturada (nos anos 60). É preciso que as pessoas entendam que isso é uma coisa continuada. Estamos em 2016 e a mesma coisa está acontecendo. O positivo é que, pelo menos essa mídia mais diferenciada, como o New York Times, o Washington Post, a revista Time está abordando isso com um senso crítico que não existia há décadas atrás. Nos anos 60 era “Sugar Institute”… agora é o “International Life Sciences Institute” – é um nome completamente neutro. Quem é que dá fundo para eles? Coca-Cola, General Mills, Hershey’s, Kellog’s, Kraft, Monsanto… só peso pesado com todo interesse nesse tipo de coisa. Eles estão mais sutis, mudaram o nome, mas devem estar se arrependendo de terem feito isso dessa vez. Essa reportagem do New York Time botou como uma evidência negativa. Eles mostraram que é um absurdo que foi patrocinado, as conclusões e os ensaios clínicos randomizados vão contra. Eu imagine que há dez anos traz a notícia teriam saído assim: “Novo estudo mostra que o açúcar não está relacionado com a obesidade.” Agora eu acho que o tiro saiu pela culatra. Mas as coisas não são tão simples. Essa reportagem atual fala que mais recentemente o New York Times viu que a Coca-Cola estava dando fundos para cientistas. A Coca-Cola fez outro instituto chamado Global Energy Balance Network. “Energy Balance” significa balanço energético, ou seja, o balanço calórico. Eles fizeram uma organização global para dizer que tudo o que importa é o balanço calórico (quantas calorias entram e quantas saem). Se as pessoas acreditarem nisso, isso faz sentido: “Não interessa se é açúcar o que estou comendo, o que importa é o número de calorias. Desde que eu coma açúcar, mas faça exercícios, está tudo resolvido.” Veem como a indústria se sofisticou na sua mensagem? Esse mesmo Global Energy Balance Network conseguiu convencer a Michelle Obama a tentar parar de mudar a dieta das pessoas e se focar no exercício. Então, ela aparece em campanhas para que as crianças façam mais exercícios, para que hajam mais playgrounds para que as crianças possas se mover mais. Nada contra, acho um espetáculo as crianças se moverem mais. Mas isso não terá absolutamente nenhum efeito sobre a obesidade infantil. Todo mundo sabe disso… Tudo mundo que estuda sabe disso. Todo mundo que não acredita na Coca-Cola sabe disso. A criança gordinha faz tanto ou mais exercício do que as crianças que não são, porque ela está tentando emagrecer. Só que ela não consegue porque come 28% das suas calorias em açúcar. Mas é açúcar “saudável”, suco de fruta… Leite achocolatado com açúcar, mas desnatado e como não tem gordura é “saudável”. Nos Estados Unidos tem uma legislação que considera que pizza é um vegetal. Eles têm uma regulação que regula a merenda escolar. É a mesma legislação que impede leite integral (porque tem gordura) e permite leite achocolatado com açúcar (porque é desnatado). A mesma legislação diz que todas as refeições das crianças na escola precisam ter um vegetal, mas aceita pizza como um vegetal. Não é piada. Tem molho de tomate e tomate é um vegetal.

Rodrigo Polesso: Trigo é uma semente, é um vegetal…

Dr. Souto: Isso aí. A indústria faz o que pode… É importante as pessoas terem um senso crítico.

Rodrigo Polesso: Se formos falar mal do açúcar e dos carboidratos refinados, eles são metade das calorias dos alimentos de hoje. Quanto do supermercado constituem esses alimentos? Você acha que é fácil ser um cientista e enfrentar a fúria desses titãs da indústria? Não é.

Dr. Souto: Não é nem um pouco fácil. Eles não vão cair sem lutar.

Rodrigo Polesso: Não mesmo, mesmo que seja ridícula a luta deles como nesse caso. Só faltava a Time Magazine vir com um pirulito na capa falando: “É permitido”. Como fizeram com a manteiga e com os ovos no passado. Ainda bem que estão virando o jogo e ficando um pouco mais céticos. Eles ignoraram centenas de ensaios clínicos randomizados, que provam relação de causa e efeito dos danos do açúcar. Como uma revisão dessa diz que as diretrizes não são embasadas em evidências científicas? É por isso que a fúria está contra a revisão e contra o jornal por ter publicado isso.

Dr. Souto: Veja como nossos leitores estão adiantados na formação crítica. Nossos ouvintes e leitores já sabem muito bem o que é um ensaio clínico randomizado e o que é um estudo observacional. Como o pessoal da indústria alimentícia consegue fazer um estudo e publicar no Annals of Internal Medicine dizendo que o açúcar não é o problema? Porque eles usam estudos observacionais! Estudo observacional você encontra um para aquilo que quiser. Como a indústria conseguiu fazer um estudo mostrando que crianças que comem doces são mais magras? É simples: isso se chama causalidade reversa. Se eu tenho uma criança geneticamente magra… Provavelmente os pais dessa criança não vão se importar se ela comer chocolate ou doces por serem magras, fazem exercício e etc. Já uma criança gordinha, que vai no médico, que tem pressão alta… A família estará fazendo de tudo para a criança mudar os hábitos, não comer doce, fazer mais exercícios. Então, se eu pegar e ver quanto doce come a criança gordinha e quanto doce come a magrinha, a magrinha vai comer mais doce. Obviamente, isso não significa que doces não engordam ou que doces emagrecem! Estudos observacionais não estabelecem causa e efeito. Estamos mantendo a promessa de falar isso a cada podcast.

Rodrigo Polesso: Têm três tipos de mentira, Dr. Souto. A mentira, a mentira brava e estatística.

Dr. Souto: Perfeito.

Rodrigo Polesso: Com estudos observacionais, você monta o resultado que quiser de acordo com o design que você escolher. É isso que a indústria faz.

Dr. Souto: O que o artigo do New York Times fala é que existem um monte de ensaios clínicos randomizados – aqueles que podem estabelecer causa e efeito – que mostram que o açúcar é uma coisa ruim. Um deles nós acabamos de citar (o do Robert Lustig). É um ensaio clínico randomizado. Não há o que questionar. O que eles fazem é apostar na ignorância estatística tanto do público geral quanto dos médicos. Tem muito médico que não sabe estatística. O pessoal vê que saiu numa revista importante (no Annals of Internal Medicine)… “está falando que açúcar não é o problema, açúcar é gostoso.” É complicado.

Rodrigo Polesso: O pessoal só lê a conclusão. O médico está muito ocupado no dia a dia. Esse é um grande problema para os praticantes de medicina e você pode falar muito mais sobre isso. O médico está tão ocupado hoje que eu duvido que a maioria dos médicos abram os jornais e vão ler os artigos em detalhes. Eles provavelmente sejam mais focados em coisas específicas das áreas deles. Duvido que tenham essa visão mais holística e gastem tempo investigando esse tipo de coisa a fundo.

Dr. Souto: Com certeza. Como você estava incrédulo, Rodrigo, estou te mandando pelo WhatsApp a reportagem que diz: “Pizza is a vegetable? Congress says yes”. Não é novo, é de 2011. O congresso passou uma lei para dizer que batata frita e pizza são vegetais, portanto devem ser mantidas como alimentação saudável da Michelle Obama.

Rodrigo Polesso: Eles dão um jeito de incluir, mudando até mesmo a definição do grupo de alimentos. “Já que não dá para dizer que óleo vegetal é bom, vamos incluir batata frita e pizza como vegetal.”

Dr. Souto: Parece coisa de site de piada, mas não é. É da NBC News. É para as pessoas entenderem até que ponto chega o lobby da indústria no congresso. E o lobby da indústria influenciando os artigos científicos que são publicados. Por sorte, agora em 2016, a impressa começa a ter um pouco mais de crítica ao relatar isso. O artigo do New York Time está baixando o pau nesse estudo.

Rodrigo Polesso: É um total absurdo. Vou colocar todos os links, inclusive esse da pizza, no artigo desse podcast. Você encontra toda a transcrição e todos os links no EmagrecerDeVez.com. É só procurar pelo podcast lá. Dr. Souto, para fechar vamos falar sobre o que comemos na última refeição?

Dr. Souto: Vamos. Tenho que pensar. Sempre que eu tenho que dar uma pensada eu penso como é ridículo basear estudos observacionais em questionários. Estou tentando dizer o que comi há algumas horas atrás… Uma hora podemos pegar um exemplo de questionário para discutirmos no podcast. São questionários que perguntam assim: “Em média, nos últimos 6 meses, você consome, por semana quantas porções de:” Aí vem uma quantidade infinita de coisas. Alguém acha realmente que aquilo tem uma fidedignidade?

Rodrigo Polesso: Exato.

Dr. Souto: Hoje no almoço eu comi um hamburguês caseiro. O bife de hambúrguer, não o pão. Caseiro porque é feito com carne moída, tempero, um pouco de ovo para dar a liga. Faz aquele bife de hambúrguer na chapa. Comi aquilo com ovos. Mais uma vez meu paciente que me fornece ovos me trouxe uns 80 ovos. Então o ovo está sendo consumido em todas as refeições. Salada. E foi isso aí.

Rodrigo Polesso: Eu comi um baita filé de salmão selvagem. Ele é muito vermelho.

Dr. Souto: O salmão era tão selvagem que ele quase comeu você.

Rodrigo Polesso: Exatamente. Tem que comer com cuidado para não ser mordido. Se vocês acharem um salmão de verdade, tente reparar na diferença de cor dele. Não só na cor, mas no perfil lipídico, na qualidade das gorduras. Ele é muito mais concentrado em omega-3, que não estamos tão hábitos a consumir do que omega-6. E também uma salada com azeite de oliva e um abacate. Uma salada grande e um file de salmão de 300 gramas. O pessoal fala que como pouco… Não! Acredite, não como pouco. Esse é o último podcast antes do natal, espero que tenha sido útil para vocês. Não sei se vamos gravar na semana que vem ou não. Mas depois a gente volta com certeza, você vai ficar sabendo. Dr. Souto, obrigado pelo seu tempo aqui. Feliz Natal para todo mundo. Um incrível ano novo… 2017 mais saudável do que nunca e vamo que vamo porque tem muita coisa para ser feita.

Dr. Souto: Isso aí. Um abraço. Feliz natal. Vou deixar mais uma dica para o pessoal. Quem quiser, está engajado e quer continuar perdendo peso, pode fazer sua ceia de Natal e comer coisas que não sejam low carb, desde que isso não se prolongue pela semana inteira. Come naquela noite do dia 24 e depois faz low carb durante a semana. Depois come o que quiser na noite de ano novo e entra no ano novo fazendo low carb de novo. Dá para fazer e continuar. Atingindo seu objetivo.

Rodrigo Polesso: Com toda certeza. O que você faz o ano inteiro que importa, não o que você faz na ceia de natal.

Dr. Souto: Exatamente.

Rodrigo Polesso: Um grande abraço, então, pessoal. Até mais!

Dr. Souto: Abraço.

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Emagrecer de Vez

TRIBO FORTE #042 – “QUEBRA” DE JEJUM, AÇÚCAR E FALCATRUAS SOBRE ESTATINAS

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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No Episódio De Hoje:

Neste episódio recheado, vamos discutir estes principais pontos abaixo:

  • Chimarrão quebra jejum?“, e outros alimentos, bebidas? Como colocar isso em perspectiva de uma vez por todas.
  • Seria o açúcar um dos maiores vilões alimentares do mundo moderno? Estudos e um novo livro de Gary Taubes apontam nesta direção.
  • O consumo exagerado de estatinas para pessoas com risco de problemas cardíacos. Quando isso é bom e quando é ruim/danoso?
  • O que comemos na última refeição, etc 🙂

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Quer Emagrecer De Vez? Conheça o programa Código Emagrecer De Vez

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Este programa é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Referências do Episódio

Artigo do Dr Aseem Malhotra no jornal Daily Mail sobre estatinas

Artigo sobre açúcar com Gary Taubes no The Economist

Transcrição do Episódio

A transcrição entrará aqui nos próximos dias…

Emagrecer de Vez

Ator faz experimento chocante comendo açúcar

Por: EMMA REYNOLDS

sugar_stacks_18Já se foi 10 anos desde que o cara chamado Morgan Spurlock viveu comendo apenas McDonald por um mês no filme inovador, Super Size Me.

Agora nossas cinturas enfrentam uma nova ameaça, e outra cobaia sofreu uma grande auto-experimentação arriscada para tentar dar sentido a esta “nova” ameaça da alimentação moderna.

O ator de TV australiana e cineasta Damon Gameau estrelou no filme que foi ao ar nos cinemas australianos no início de 2015, no qual ele vive comendo apenas alimentos de baixo teor de gordura que são considerados pela indústria de alimentos processados como “saudáveis” com um elevado teor de açúcar por 60 dias.

Os resultados são mais chocante do que qualquer um poderia ter esperado.

Dentro de três semanas, o autor Damon previamente saudável estava se sentindo terrível o tempo todo, letárgico e com a saúde péssima.

Uma visita ao médico confirmou o pior – ele tinha o começo de doença hepática gordurosa.

Damon Gameau features in That Sugar Film.

Damon Gameau é estrela do filme chamando“o açúcar”

“Eu não tomei refrigerantes, não comi chocolate, sorvete ou confeitaria”, disse Damon recentemente “Todos os açúcares que eu estava comendo foram encontrados em alimentos supostamente percebidos como saudáveis, como iogurtes de baixo teor de gordura, barras de cereais e sucos de frutas, bebidas esportivas … esse tipo de coisas que muitas vezes os pais dão aos seus filhos apensando que eles estão fazendo a coisa certa.”

Em vez disso, o ator revela que esses açúcares escondidos tiveram um efeito extremamente prejudicial à sua saúde física e mental.

Damon consumed 40 teaspoons a day, just slightly more than the average teenager.

Damon consumiu 40 colheres de chá por dia (dos próprios alimentos), apenas um pouco mais do que o adolescente ordinário nos EUA.

Ganhou 10 cm de gordura visceral em torno de sua cintura, e foi informado de que ele estava no caminho rápido para a obesidade. Ele também foi informado que seu funcionamento mental estava “instável”.

Damon tinha aumentado sua ingestão para 40 colheres de chá de açúcar por dia, apenas um pouco mais do que o do adolescente médio em todo o mundo. A ingestão diária recomendada é de um máximo de nove colheres de chá por dia, ou seis para mulheres.

Ele agora acredita que a rotulagem é deliberadamente ambígua, e que precisamos estar conscientes de que  cada quatro gramas de açúcar consiste em equivale a uma colher de chá de açúcar.

Apesar de manter suas calorias iguais, Damon disse que nunca parecia se sentir saciado.

Within three weeks, he had developed early signs of fatty liver disease.

Ele desenvolveu sinais de doença hepática após 3 semanas.

Para o lanche, ele comia iogurte de baixo teor de gordura, cereais e suco de maçã. Que continham 20 colheres de chá de açúcar.

“Nós não estamos sendo dogmáticos, mas apenas dizendo que as pessoas tem que estar cientes de que precisam parar de comer açúcar”, disse ele. “O açúcar está agora em 80 por cento dos alimentos processados que ​​estamos comendo. Se conseguirmos remover isso, esse é o primeiro passo para fazer uma mudança. ” O rei das receitas e ativista de alimentos Jamie Oliver chamou o filme de “essencial para todos assistirem”. Será que ele convenceu as pessoas a mudarem os seus hábitos?

 

Existem hoje cerca de seis milhões de australianos com doença hepática gordurosa, e apenas 6000 foi ​​pelo álcool. A diabetes tipo 2 está matando alguém a cada seis segundos no mundo, e Damon acredita que chegamos a um ponto em que precisamos fazer alguma coisa.

Os criadores do filme “O açúcar” garantiram um financiamento para criar um programa educacional em torno do filme.

Seu site oferece dicas, receitas e um guia de estudo para crianças, e mais tarde irá se transformar em algo maior, onde as pessoas podem participar em desafios como cortar o açúcar por 10 dias.

The filmmaker said he felt lethargic and bad-tempered on the diet.

O cineasta disse que se sentiu letárgico e mal-humorado na dieta.

Última refeição de Damon foi um total de 40 colheres de chá de açúcar que poderiam ser encontrados em lancheiras escolares de crianças comuns.

“Infelizmente, foi muito fácil e prático de preparar este lanche que encaixou confortavelmente no pequeno recipiente de plástico”, escreveu ele em seu blog documentando seu experimento.

“A última refeição foi para todas as pessoas, especialmente pais, que são levados a acreditar que eles estão fazendo a coisa certa e saudável para seus filhos. Eles estão fazendo um esforço, mas infelizmente eles ainda são terrivelmente prejudicados pela falta de integridade das estratégias de marketing de embalagens”.

 

A última refeição:

 

Um suco de maçã e groselha Orgânica (6 colheres de chá)

Duas minúsculas ‘barras de frutas’ (8 colheres de chá)

Uma caixa de Macro Sultanas Orgânica (5 colheres de chá)

Uma barra de cereal Kelloggs (4 colheres de chá)

Um pacote de salada de frutas secas (como pedaços de damasco, mas frutas misturadas, revestidas em açúcar. (5 colheres de chá)

Uma embalagem de de suco de maça (5 colheres de chá)

Um sanduíche de geleia (4 colheres de chá)

Uns dos principais ofensores:

 

Tâmaras (4 colheres de chá)

Bebida populares 250ml de líquido de pequeno-almoço (4 colheres de chá)

Garrafa de 250ml de suco de multi-vitamínico (6 colheres de chá)

Chá gelado (8 colheres de chá)

Gatorade (8 colheres de chá de açúcar)

Suco de maçã 400ml (10 colheres de chá)

Iogurte desnatado (11 colheres de chá)

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TRIBO FORTE #031 – AÇÚCAR CAUSA DIABETES E O MAIOR EXPERIMENTO NA SAÚDE PÚBLICA

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No Episódio De Hoje:

No episódio de hoje vamos compartilhar contigo:

  • A descoberta de um novo mecanismo interessante no quebra-cabeças do metabolismo do açúcar (frutose) no corpo e quem vem para fortalecer a idéia de que açúcar causa, sim, diabetes.
  • O maior experimento feito na saúde humana de todos os tempos, seus resultados e o caminho a seguir.
  • Pergunta “Posso adoçar meu café? meu chá? Se sim, com que?”

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Este programa é também endossado pelo Dr. Souto e é 100% baseado na melhor ciência nutricional disponível hoje no mundo.

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Referências do Episódio

 

Artigo no JAMA do David Ludwig

Artigo sobre o novo mecanismo do metabolismo da frutose

Transcrição Completa Do Episódio

Rodrigo Polesso: Você está ouvindo o podcast oficial da Tribo Forte, com o Rodrigo Polesso e o Dr. José Carlos Souto. Assuntos como emagrecimento, saúde, alimentação e estilo de vida são tratados de forma imparcial doa a quem doer. Para se tornar um membro da Tribo Forte, entre em TriboForte.com.br. Olá, pessoal, bem-vindos ao podcast número 31 da Tribo Forte – o podcast número 1 do Brasil na área de saúde e qualidade de vida. Hoje temos 2 assuntos bem legais para falar. O Dr. Souto já voltou da viagem dele. Ele ainda está com o ritmo italiano, então está com bom humor.

Dr. Souto: Muito.

Rodrigo Polesso: Muito bom humor e bem alimentado. Falaremos sobre 2 assuntos bastante impactantes e extremamente recentes. Os dois foram publicados nos últimos dias. Vamos comentar sobre isso aí. Você já se tornou um Membro VIP da Tribo Forte? Lá você encontrará receitas quase diariamente, artigos, documentários legendados, um fórum sensacional e muito mais. Além disso, depois do evento Tribo Forte Ao Vivo, teremos uma surpresa especial somente para quem for membro da Tribo. Então, seja um Membro da Tribo e faça parte desse movimento. Nosso evento será daqui um mês, no começo de novembro de 2016. Temos poucos ingressos sobrando. Estou muito feliz que quase todos os ingressos já foram comprados. A sala estará lotada. Estamos com sete palestrantes incríveis. Você pode ver todos os detalhes em TriboForte.com.br/AoVivo. Isso vai ser um marco da saúde brasileira. Acho que é um movimento que está começando agora. Conto com a presença de todo mundo lá. Convido novamente para você fazer parte da Tribo Forte. Terá uma surpresinha para quem for membro. O Dr. Souto já deu um “oi” para o pessoal. Vou fazer uma pergunta da comunidade agora. Antes, vou adiantar os assuntos que serão falados: o maior experimento de saúde pública na história da humanidade, os seus resultados e direção para se seguir em frente. Quem está puxando a orelha do pessoal é o David Ludwig, de Harvard. Ele publicou um artigo há dois dias atrás no JAMA. É um artigo muito legal e eu colocarei o link aqui para vocês lerem depois no EmagrecerDeVez.com. Esse artigo precisa ser espalhado. O segundo assunto é um estudo que foi publicado agora nos últimos dias que mostra mais evidências que o consumo de açúcares causa diabetes. Ele mostra um novo mecanismo, que é uma peça que faltava no quebra-cabeça necessária para entender isso. Vai ser legal comentar sobre esse mecanismo. A Pri perguntou o seguinte na nossa comunidade: “Olá, boa tarde. Comecei ontem a seguir os planos alimentares, mas tenho dúvidas principalmente em relação aos queijos. Também quero saber qual é a dica que vocês têm para adoçar um café ou um chá. Obrigado.” Eu vou responder a primeira, que é a respeito do queijo: ouça o podcast número 19. Nele, eu e o Dr. Souto focamos inteiramente na questão do laticínios. Dr. Souto, qual é a sua opinião sobre essa dica para adoçar o café ou chá?

Dr. Souto: Primeiramente, eu acho que o café e o chá não precisam ser adoçados. Eu entendo que a pessoa está vindo de um hábito de utilizar açúcar. Mas é interessante ter um objetivo de ir adoçando cada vez menos até consumir sem adoçar. Eu acho que para o café ser apreciado da forma como deve ser, ele deve ser consumido ser açúcar – caso contrário, perdemos parte do prazer do consumo. Nós fizemos um podcast tratando somente dos vários tipos de adoçantes, então podemos referir nossa leitora para esse episódio. Provavelmente, o ideal é utilizar um adoçante não calórico. Pode ser um adoçante não calórico natural, que é a stevia. Pode ser os adoçantes não calóricos artificiais, como ciclamatos sacarinas e sucralose. Muitas vezes as pessoas podem escolher de acordo com o paladar. Alguns podem ser amargos e outros não. Eu repito o que eu disse durante aquele podcast. Uma sobremesa foi feita para ser doce, então eu posso usar um pouco de adoçante nela. Mas o café não foi feito para ser doce. O ideal é que a pessoa use um adoçante como alguém que usa um adesivo de nicotina. O objetivo é sair do vício. A pessoa usa o adesivo de nicotina para parar de fumar e não para ficar usando o adesivo de nicotina o resto da vida. O objetivo é parar de fumar e parar de usar o adesivo. O objetivo é parar de usar o açúcar no café, mas um dia parar de usar o adoçante também e ficar só no café ou só no chá. A minha sugestão para a leitora é fazer aos poucos. Se ela acha que precisa de 5 gotas para adoçar o chá, ela pode começar a usar 4. Depois que 4 estiver bom, ela pode começar a usar 3. Vai chegar um momento que ela não precisará de nenhuma gota.

Rodrigo Polesso: Outro problema dessa questão é: quantas vezes ela toma café ou chá por dia? Se toda vez que ela toma várias vezes por dia, terá o gosto doce estimulando o cérebro várias vezes por dia estimulando o cérebro. Sabemos que esse hábito não é saudável, e dessa forma fica difícil de quebra-lo. O episódio sobre adoçantes é o número 13. Chegando num ponto que podemos referenciar episódios no passado.

Dr. Souto: Já temos episódios sobre tudo.

Rodrigo Polesso: Exatamente. Vamos fazer uso desse conhecimento que já foi compartilhado. O episódio sobre laticínios é o 19, e o episódio sobre adoçantes é o de número 13. Já que respondemos a pergunta, vamos para o primeiro tópico. É um artigo que puxa a orelha do governo dos Estados Unidos. O autor é o David Ludwig, de Harvard. Ele diz: “Já sabemos que o que vocês têm falado nos últimos 40 anos está errado. Mas ninguém veio dizer que está errado. Ninguém veio avaliar as novas evidências científicas e assumir que está errado.” Isso é, basicamente, uma puxada de orelha. Vou ler dois parágrafos rápidos para introduzir esse assunto.

Dr. Souto: Só para salientar para quem está nos ouvindo: esse artigo foi publicado no JAMA (The Journal of the American Medical Association). Essa é uma das revistas médicas mais importantes. É a revista oficial da Associação Médica dos Estados Unidos.

Rodrigo Polesso: É um jornal grande e está na vitrine para todo mundo ver. Vou fazer uma tradução simultânea de dois parágrafos rápidos. Não tivemos tempo de traduzir antes. Ele começa assim: “A recente revelação de que a indústria do açúcar tentou manipular a ciência na década de 60 (escute o episódio anterior sobre isso) novamente fez que focássemos a atenção no nível de qualidade de evidência científica no campo da nutrição, e como podemos prevenir doenças relacionadas à dieta alimentar. Começando na década de 70, o governo dos Estados Unidos e as grandes organizações nutricionais recomendaram que a população dos Estados Unidos comesse uma dieta baixa em gorduras e alta em carboidratos. Isso começou o maior experimento público da história humana (já que não havia evidência). Depois desses 40 anos, a prevalência de obesidade e diabetes aumentou várias vezes, ao mesmo tempo que a ingestão de gordura diminuiu em 25% no mesmo período. Reconhecendo as novas evidências sobre o consumo de carboidratos refinados (como pão, açúcar, batatas, cookies, bebidas adoçadas) e não culpando a gordura, as novas diretrizes alimentares de 2015 do USDA eliminou o limite máximo de ingestão de gordura. Mas ainda falta um exame completo desse enorme erro referente à saúde pública. Ninguém veio dizer que estava tudo errado. Ninguém veio pedir desculpas.” O David Ludwig fez esse artigo no JAMA. Dr. Souto, o que vai acontecer agora? Quem que vai colocar a mão para a paulada? Quem vai dar a cara a tapa?

Dr. Souto: Quem vai fazer isso, eu não sei. Mas nós – e outros como nós – vamos ficar puxando a orelha do pessoal, incomodando e fazendo barulho para evidenciar isso. No fundo, o que o Ludwig está dizendo é o seguinte: a ciência já está bem clara no sentindo de que o problema não é a gordura na dieta, mas sim os carboidratos refinados. Isso já está admitido pelo próprio Departamento Americano de Agricultura (USDA), que publica as diretrizes alimentares a cada 5 anos. As últimas diretrizes (de 2015) eliminaram o limite do consumo de gordura. Quem tiver tempo de ler o documento de quase 500 páginas do UDSA publicado em 2015 sobre as diretrizes alimentares verá que não consta um limite na quantidade de gordura que a pessoa deve comer por dia. Muitos que estão nos ouvindo devem estar surpresos. As pessoas estão surpresas porque isso foi feito na calada da noite. Isso está escondido em alguns parágrafos no meio de um documento de 500 páginas. Então, o Ludwig está dizendo que não basta simplesmente fazer essa transição de uma forma imperceptível. Na realidade, da forma como está sendo feita, todo mundo continua achando que gordura faz mal. As pessoas continuam odiando a gordura na dieta e, portanto, continuam comendo muito carboidrato. No final desse parágrafo ele diz que o dano consequente continua havendo, já que a dieta de baixa gordura permanece enraizada na consciência pública e na política alimentar. Por que ela continua enraizada? Porque ninguém veio a público dizer: “Pessoal, foi mal. Nós erramos. Estávamos errados nesses últimos 40 anos. Precisamos mudar. A gordura não é o problema. Voltem-se para o problema real – o carboidrato refinado.” Isso não foi feito. As diretrizes estão mudando na calada da noite com linguagem altamente técnica em parágrafos escondidos em documentos no meio de centenas de páginas.

Rodrigo Polesso: Exatamente. É uma estratégia planejada fazer dessa forma. Eles perceberam que existem muitas evidências e que estavam errados por 40 anos. Milhões de pessoas morreram por causa dessas diretrizes. Essa forma foi a maneira que eles encontraram para evitar dizer que estavam errados. E agora estamos esperando que alguém venha falar algo, como o David Ludwig disse. Mas agora chegamos num ponto sem volta. A inércia da verdade tomou força. Uma hora vai acontecer, de um jeito ou de outro.

Dr. Souto: Exatamente. Como tudo o que o Ludwig escreve, esse editorial é muito bom. Ele comenta o tipo de evidências nas quais foram baseadas as diretrizes vigentes, mostrando como as evidências eram fracas e observacionais. Ele mostra também que as evidências que embasam a nova postura são evidências fortes de ensaios clínicos randomizados de metanálises. Depois ele menciona novamente que as novas diretrizes já retiraram o limite de gordura na dieta, mas que está tão entranhado na cultura de que a gordura faz mal que nos Estados Unidos a alimentação das crianças nas escolas públicas proíbe o leite integral, mas libera o achocolatado adoçado com açúcar (com leite desnatado). Então, uma criança americana pode tomar um Nescau com leite desnatado e bastante açúcar, porque não tem gordura. Mas leite de vaca, integral, com gordura, não pode. Então, o Ludwig está dando um puxão de orelha: “Pessoal, vamos tomar vergonha na cara e admitir em bom e alto som que nós (establishment nutricional) estávamos errados. Se não deixarmos claro que a gordura na dieta não é o problema, e sim os carboidratos refinados, a cultura não mudará.” Na cabeça de todo mundo, ainda prevalece a cultura antiga. Isso não é uma surpresa para quem está nos escutando. Estamos no trigésimo primeiro episódio falando basicamente a mesma mensagem. Mas é bonito ver um editorial desses numa das revistas médicas mais importantes do mundo (e revista oficial da Sociedade Americana de Medicina) puxando a orelha e chamando a atenção para como eram fracas as evidências nas quais se baseiam as diretrizes vigentes. As pessoas devem sair da sombra e assumir o erro.

Rodrigo Polesso: Exato. Nós somos vistos como verdade e medicina alternativa e não como a principal. O governo tem muita força de disseminar informação. Nós tentamos fazer o que podemos, mas não conseguimos. Então, as pessoas sempre terão acesso às informações que serão divulgadas em massa pelo governo. O governo terá que tomar uma atitude e refazer essa mudança. O pessoal vem falando desse problema há décadas. Mas você acha que sua vizinha acha que a margarina é pior do que a manteiga? Ela não sabe e continua comprando margarina! Mesmo existindo evidências que comprovam o que falamos. Então, se o governo não falar em massa, abrindo o jogo e contando a verdade, vai demorar muito tempo até que essa verdade “alternativa” se torne uma verdade predominante.

Dr. Souto: Já mostramos que o fato do sujeito ser importante, ser médico, ser professor universitário não é o principal. O principal é o nível da evidência científica na qual se baseia sua afirmação. Mas o fato é que as pessoas caem na falácia de autoridade. O Ludwig está dizendo que as entidades precisam falar que estavam erradas e que estão mudando as diretrizes. Não adianta fazer a mudança na camufla, num parágrafo escondido num texto de 500 páginas, para que nós descobríssemos e publicamos num blog. As pessoas não vão acreditar num blog, mas sim num médico de avental branco na televisão ou no Ministério da Saúde. As pessoas se dobram muito à autoridade. Então, está na hora da autoridade tomar vergonha na cara e admitir em alto e bom som que as diretrizes estavam erradas. O JAMA não é uma revista médica alternativa. O David Ludwig não é um médico alternativo. A instituição na qual ele trabalha (Harvard) não é uma instituição alternativa. Está na hora da coisa mudar de cima para baixo.

Rodrigo Polesso: Está começando. Está no ar o nosso puxão de orelha também. Vamos em frente para o segundo assunto, que é bastante interessante, principalmente você entende um pouco da questão de insulina, carboidratos, hormônios, fígado com gordura, triglicerídeos e etc. Vou começar com uma frase que o Dr. Souto que falou antes: o motivo principal da elevação da glicemia em pessoas que têm diabetes tipo 2, é a secreção de glicose pelo fígado, que não é inibida pela insulina. Vou ler uns parágrafos desse artigo, que foi publicado há 2 dias atrás, para introduzir o assunto: “De acordo com esse estudo, a causa da resistência à insulina pode ter pouco a ver com defeitos nos sinais da insulina e pode, na verdade, ser causada por um mecanismo separado desencadeado por excesso de açúcar no fígado que ativa um fator molecular conhecido como carbohydrate-responsive element-binding protein (CHREBP).” Essa proteína é encontrada em diversos órgãos metabólicos em ratos, humanos e outros mamíferos. No fígado, ela é ativada pela frutose que é ingerida. A frutose é uma forma de açúcar que naturalmente está presente nos legumes, frutas e açúcar de mesa. Ela também é adicionada em vários alimentos processados, como refrigerantes. O estudo descobriu que essa frutose inicia um processo que faz com que o fígado continue fabricando glicose e aumentando os níveis de glicose no sangue mesmo se a insulina está lá para tentar evitar esse processo. Esse mecanismo todo acontece por causa de um problema no fígado. É por isso que o pessoal que tem resistência à insulina fabrica muita glicose. Mas eles descobriram que não importa quanta insulina o pâncreas fabrique para tentar inibir essa fabricação de glicose, ele não consegue falar mais alto do que essa proteína nova que descobriram (CHREBP). No final das contas, isso vai aumentar os níveis de açúcar e também de insulina no sangue. Com o tempo, isso leva a um quadro de resistência à insulina. Essa proteína que foi descoberta é uma peça muito grande. O motivo principal da diabete tipo 2 é a secreção de glicose pelo fígado nessas pessoas, já que ela não é inibida pela fabricação de insulina, independentemente da quantidade de insulina que é fabricada. Dr. Souto, anteriormente você me passou vários passos, de como acontece esse processo. Acho que seria bem legal para o pessoal entender o processo.

Dr. Souto: A coisa é um pouco complicada, especialmente para quem não é da área médica. Vamos entender como é o normal; como o sistema funciona bem em quem não é doente. Se você está comendo uma fruta, por exemplo, a frutose (glicose) entra no organismo e o corpo a utiliza como fonte de energia. Essa glicose faz com que o pâncreas fabrique insulina. A insulina vai reduzir o valor da glicose no sangue e também bloqueia completamente a produção de glicose pelo fígado – o que é bom, já que se a pessoa comeu glicose, o fígado não precisa fabricar mais glicose ainda. Então, a mesma insulina que é produzida quando você come açúcar faz com que o fígado pare de fabricar açúcar. Por que que quando a pessoa está em jejum a glicose não cai perigosamente (hipoglicemia)? Porque quando a glicose baixa, isso desbloqueia a produção de glicose pelo fígado. Então, o fígado passa a produzir glicose no momento em que os níveis de insulina se reduzem – e isso é bom, porque daí a glicose se mantêm estável mesmo que a pessoa esteja comendo nada. O podcast número 11 fala sobre jejum intermitente. Se a pessoa ficar 24, 48 ou 72 sem comer, ela não ficará sem glicose para o cérebro porque o fígado fabrica glicose. Por que o fígado fabrica glicose? Porque a insulina está baixa, já que a pessoa não está comendo. Isso é o normal. No diabetes tipo 2, o fígado está resistente à insulina. Então, a glicose no sangue está alta e a insulina está alta também, já que está tentando fazer essa glicose baixar. Como a insulina está alta, o fígado não deveria fabricar glicose, já que a insulina está alta. Mas o fígado continua fabricando glicose no diabetes tipo 2. Então, a pessoa está com a insulina e com a glicose altas no sangue, e o fígado ao invés de parar de jogar mais glicose no sangue, ele continua jogando. O mecanismo através do qual isso ocorria era desconhecido. Havia uma suposição de que o fígado não respondia à insulina, como um problema do efeito da insulina no fígado. O que esses pesquisadores descobriram é que existe uma proteína (CHREBP) que faz com que o fígado comece a secretar glicose independentemente da insulina. Mas qual é a importância disso? Por que estamos falando desse assunto que parece ser tão técnico? É que essa proteína (carbohydrate-responsive element-binding protein) tem seu efeito desencadeado por carboidratos. Mas não é um carboidrato qualquer, é pela frutose. Então, a exposição crônica à quantidades grandes de frutose vai fazer com que esse proteína fique ativa e que o fígado pare de responder à insulina. Essa basicamente é a descoberta do link principal de ciência básica que explica porque o açúcar causa diabetes tipo 2. Eu aprendi na minha faculdade que o açúcar não causava diabetes, embora isso seja uma coisa absurdamente contra intuitiva. O Dr. Lustig, que tem o famoso vídeo “A Verdade Amarga do Açúcar”, já explicava em detalhes como o açúcar estava envolvido da gênese do diabetes. Mas ele não sabia – e ninguém sabia – o mecanismo molecular através do qual isso acontece. Mas ele já havia demonstrado, num estudo epidemiológico conduzido mais em mais de uma centena de países, que o açúcar tinha muito mais relação com o diabetes do que as calorias como um todo oriundas de outros alimentos. Ou seja, não eram calorias em geral, não eram carboidratos em geral, era especificamente o açúcar que estava envolvido com o risco de desenvolver diabetes. Agora nós sabemos porquê. Qual é a diferença entre um carboidrato de uma batata doce e um açúcar? A batata é amido, que é glicose. O açúcar é 50% frutose. A frutose que é responsável pela ativação dessa proteína que vai fazer com que o fígado comece a produzir açúcar independentemente do efeito da insulina. Aí alguém pode perguntar: “Então não posso comer nenhuma fruta?” Não é isso! São níveis suprafisiológicos de frutose. É a exposição crônica a níveis de frutose que jamais seriam atingidos comendo uma fruta de vez em quando. Ou seja, é a exposição ao açúcar, aos alimentos processados, a coisas como ketchup, sucos de fruta, suco de caixinha, refrigerantes. Essa proteína talvez não seja a única coisa. Esse é um estudo super recente, que tem que ser corroborado. Mas é muito interessante, já que é mais uma peça do quebra-cabeça que se encaixa, mostrando que o problema que o problema não é engordar, fazendo que a pessoa acumule gordura no fígado, fazendo com que o fígado fique com resistência à insulina e a pessoa fica diabética. Não! O que o estudo está mostrando é o seguinte: o açúcar que faz com que uma determinada proteína no fígado se desregule, tornando o fígado resistente à insulina, fazendo os níveis de glicose e insulina aumentarem, causando a resistência à insulina no resto do corpo e que leva ao acúmulo de gordura no fígado (que é uma consequência do processo e não causa). A gordura no fígado é um marcador, que indica que a pessoa está desenvolvendo resistência à insulina no fígado. Mas a causa é o açúcar. É o excesso de frutose. É o excesso de carboidrato especificamente de açúcar e carboidrato processado.

Rodrigo Polesso: Muita gente talvez pense que não pode comer mais frutas. Mas não podemos nos esquecer que nós, seres humanos, fomos feitos para viver bem na Terra. Então, existem populações que comem muito carboidratos de batatas ou populações que não comem carboidrato (vivem de peixe e gordura). Essas duas populações são saudáveis. A Terra nos fornece os alimentos que precisamos. Os problemas começam a acontecer quando paramos de comer alimentos de verdade e começamos a comer substâncias comestíveis. Eu acho de “substâncias comestíveis” tudo isso que é refinado, processado e artificialmente modificado. São coisas criadas pela indústria e que você não encontraria na natureza de forma alguma. O maior desses vilões é o açúcar de mesa, que é 50% glicose e 50% frutose. Nos Estados Unidos é pior ainda, já que lá tem o high-fructose corn syrup, que é 55% frutose 45% glicose. Ele é muito mais barato que o açúcar e o pessoal usa em tudo lá. Ele faz muito mais mal para o fígado, já que ativa essa proteína. Quando começamos a comer carboidratos refinados, processados e artificiais, eles são os verdadeiros vilões. Estamos começando a entender os mecanismos através dos quais isso acontece. Temos que nos lembrar de que alimentos de verdade são uma coisa e substâncias comestíveis são outra. Aí sim estaremos no caminho certo de sermos mais saudáveis.

Dr. Souto: Nós comentamos no podcast sobre adoçantes que o néctar agave é uma péssima escolha. Agora deve estar claro para vocês o porquê. O agave tem um índice glicêmico muito baixo porque ele é 90% frutose. Isso é a pior coisa que a pessoa pode consumir! A frutose é o que causa o diabetes. Não a frutose diluída em um monte de água e fibra como existe nas frutas, mas uma frutose purificada e extraída do cacto (agave). O néctar de agave é uma calda de frutose pura. O açúcar de coco também tem um índice glicêmico mais baixo. É a mesma coisa. Açúcar de uma forma geral é uma coisa ruim. Outra coisa que esse estudo ajuda a entender… Nós temos pacientes com diabetes tipo 2 que comem muita glicose, açúcar, amido. Quando essas pessoas adotam uma dieta low carb, a glicemia delas melhora muito. Elas param de consumir grandes quantidades de carboidrato. Mas tem pessoas que fazem uma dieta baixa em carboidrato bem direitinho, são diabéticas e a glicose não cai, mesmo que sejam pessoas que produzam insulina. Isso acontece justamente por causa da CHREDP que faz com que o fígado da pessoa produza grande quantidade de glicose, embora a insulina esteja alta. Ou seja, a insulina alta deveria fazer com que o fígado não produze glicose alguma. Mas o fígado se recusa a obedecer a insulina. Isso foi causado por anos de exposição ao açúcar. Se isso é completamente reversível ou não, ninguém sabe. O Dr. Jason Fung tende a acreditar que jejuns prolongados podem ser o que falta para restaurar a sensibilidade do fígado à insulina, provavelmente revertendo a ação dessa proteína. Se é o jejum prolongado ou simplesmente o fato de se permanecer por um período bastante longo sem exposição a carboidratos são coisas que ainda devem ser estudadas. É importante que as pessoas entendam que, mesmo elas fazendo tudo certo, o diabete tipo 2 onde haja bastante gordura do fígado e resistência à insulina pode ser algo desafiador. Às vezes não é tão fácil. Provavelmente, esse estudo ajuda a explicar parte do mecanismo.

Rodrigo Polesso: Agora temos mais detalhes sobre o mecanismo: como reverter, quanto tempo demora para isso acontecer. Mas tem muita coisa para acontecer ainda. Acho interessante mencionar que jejum é o melhor de todos os remédios, como dizia Paracelso há muito tempo atrás. Tem um panfleto muito interessante de um Doutor chamado McEachen. Ele publicou esse panfleto em 1956. Ele seguiu 614 pacientes por 10 anos e curou todos os tipos de doenças que você pode imaginar: cânceres benignos, malignos, problemas de pele… todos os problemas que você pode imaginar. Somente 14 pessoas não foram curadas pela intervenção dele, que era basicamente o jejum. O jejum tem poderes que nem imaginamos. Esse é só um parêntese.

Dr. Souto: Vou abrir um outro parêntese. Li uma reportagem sobre esse estudo do qual estamos falando agora. Os cientistas falam que foi fascinante a descoberta dessa proteína, que explica o mecanismo de secreção da glicose independente da insulina. Em seguida, eles falam qual é a grande alegria deles: “agora terá um alvo para desenvolver novas medicações”. A primeira coisa que me veio à cabeça foi que temos mais um argumento para que as pessoas não comam açúcar. O que estudo mostrou é que a frutose – que é o marcador do consumo de açúcar – é o que desencadeia a desregulação dessa proteína que fará com que o fígado passe a fabricar glicose independentemente da insulina. A implicação disso é que devemos comer o mínimo de açúcar possível. Mas, obviamente, o pessoal já começa a falar no próximo remédio.

Rodrigo Polesso: É o que dá dinheiro, não adianta. O pessoal não quer saber de mudar os hábitos, eles querem tomar uma pílula, encher a cara de McDonald’s e ficar com um six pack. O pessoal quer o mais fácil possível sempre. Vamos falar sobre nossos almoços agora. Você não está mais na Itália, então, posso saber o que você comeu hoje no seu almoço?

Dr. Souto: Agora o almoço voltou a ser uma coisa mais normal. Eu comi um bife acebolado, uma salada… foi isso.

Rodrigo Polesso: Está bom o suficiente. Ontem eu fiz uma coisa que nunca tinha feito em casa, mas minha mãe fazia muito na infância: moela de frango. Tem gente que nem sabe o que significa isso.

Dr. Souto: A Patrícia Ayres, nossa colaboradora, é fã de moela.

Rodrigo Polesso: É bem diferente. Com isso, eu comi brotos de brócolis. Ele contém o antioxidante mais poderoso conhecido até hoje. Eles estão levando isso para as pessoas na China, que vivem naquela poluição. Eles fazem sucos com brotos de brócolis para ver como essas pessoas eliminam as toxinas do corpo. É incrível o poder que esses antioxidantes do broto de brócolis têm. É uma coisa muito fácil de se fazer em casa. Comprando semente de brócolis você pode germiná-los em casa. Estou experimentando porque gosto de variar no meu dia a dia. Espero que essa informação seja útil. Dr. Souto, foi sensacional esse episódio. Foi um pouco mais técnico que o normal, mas é sempre bom equilibrar o mais técnico com o menos técnico. O importante é trazer uma conclusão fácil para todo mundo entender. Eu tenho certeza que isso tenha sido útil para o pessoal. São informações bem novas, que acabarem de sair. Continue nos seguindo semanalmente. Sempre traremos as informações mais atuais para te ajudar uma vida mais saudável, mais em forma e com a melhor qualidade de vida. Com isso, me despeço. Um bom dia para todo mundo. Dr. Souto, até o próximo e obrigado pela participação.

Dr. Souto: Um abraço. Um abraço aos ouvintes. Até a próxima.

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Emagrecer de Vez

Como reduzir o consumo açúcar da alimentação

Nós já falamos e somos conscientes em relação aos prejuízos que o açúcar traz para a nossa saúde, e como ele tem se convertido num mal para a nossa sociedade. Mas não adianta ficar só na teoria, é hora de agir! Quer saber como reduzir o açúcar da alimentação? O nosso muso Jamie Oliver declarou “guerra” doce contra o açúcar e convidou a gente para participar com ele. As nossas armas? Informação e uma monte de ideias para reduzir o açúcar branco refinado no dia a dia. Vamos?

Dá uma olhada em algumas das dicas e truques que o Jaime publicou lá no site dele para ajudar a gente a reduzir a ingestão de açúcar no dia a dia (fizemos uma tradução e adaptação do texto para ficar mais de acordo com a nossa realidade). Para o processo não ser muito radical, você pode começar a adotar algumas dessas ideias e dicas aos poucos. Você vai ver o impacto realmente positivo que essas mudanças simples vão ter sobre a sua saúde.

Bebida

  • Beba água! Essa a gente já sabia, né?! Bebida é água e nada pode substituí-la. Quando a sede bater, beba água em vez de bebidas adoçadas efervescentes e com açúcar. E não vem com refrigereco zero não… não adianta trocar açúcar por sódio!
  • Não tenha bebidas açucaradas em casa. Se elas não estão na sua geladeira, você não bebe. Simples assim. Guarde-as para quando você estiver fora, quase como se fosse um “mimo”. Aos poucos você vai ver que nem fora de casa você vai fazer questão de beber.
  • Outra dica é aromatizar a água com frutas frescas.
  • Em vez de beber o suco, coma a fruta. Mas caso resolva beber o suco, escolha frutas frescas, limite o suco a 150ml, não coe e não adoce (se for adoçar, use um pouco de mel). Você sabe fazer o suco verde com tudo dentro?

Café da manhã

O café da manhã é uma refeição fundamental, pois depois de um longo período de jejum ele fornece os nutrientes e a energia que o seu corpo precisa para começar o dia e fazer tudo que você precisa fazer.

Pão ou cereais não são as única opções de café da manhã! Dá uma olhada nessas ideias:

Equilíbrio no dia a dia

  • Evite alimentos processados, quando for consumi-los reserve-os para ocasiões “especiais”, finais de semana, festinhas de aniversário, etc. Durante a semana, escolha frutas secas, frutas frescas e castanhas.
  • Bata frutas e faça picolés, as crianças vão adorar!
  • Em vez daqueles salgadinhos e snacks (ruffles, fandangos, e etc ecaaaa), ofereça e coma pipoca, chips de abóbora ou jiló (acredite se puder, é muito bom!).
  • Faça você mesmo o seu sorvete em casa, é fácil, mais barato e mais saudável!
  • Tente substituir os ingredientes processados nas suas receitas. Sabia que é possível fazer um mousse de cacau super saudável e delicioso? Pois é, engana-se quem pensa que tudo que é bom engorda e faz mal! A gente só precisa pensar numa maneira diferentes e melhor de fazer as mesmas coisas 😉 Passeia aqui pelo site que você vai encontrar receitas incríveis, cheias de sabor e saúde e fáceis de fazer!

Nós sabemos bem que existe um tripé que está presente na indústria alimentar e que está na base de vários males da nossa contemporaneidade: sódio, gordura trans, e açúcar. Pois é, e eles são viciantes e a gente sabe que muitas dessas coisas que você gosta de comer estão cheias desses “ingredientes”. Então vamos ficar de olho?!

Beijos,

Carol

O post Como reduzir o consumo açúcar da alimentação apareceu primeiro em Fale com a Nutricionista.

Fale com a Nutricionista

Como cortar o açúcar da alimentação

Nós já falamos e somos conscientes em relação aos prejuízos que o açúcar traz para a nossa saúde, e como ele tem se convertido num mal para a nossa sociedade. Mas não adianta ficar só na teoria, é hora de agir! Quer saber como cortar o açúcar da alimentação? O nosso muso Jamie Oliver declarou guerra doce contra o açúcar e convidou a gente para participar com ele. Vamos?

Dá uma olhada em algumas das dicas e truques que o Jaime publicou lá no site dele para ajudar a gente a reduzir a ingestão de açúcar (fizemos uma tradução e adaptação do texto para ficar mais de acordo com a nossa realidade). Para o processo não ser muito radical, você pode começar a adotar algumas dessas ideias e dicas aos poucos. Você vai ver o impacto realmente positivo sobre a sua saúde que essas mudanças simples vão ter.

Bebida

  • Beba água!
  • Essa a gente já sabia, né?! Bebida é água e nada pode substituí-la. Quando a sede bater, beba água em vez de bebidas adoçadas com açúcar efervescentes.
  • Não tenha bebidas açucaradas na casa. Se elas não estão lá, você não bebe. Simples assim. Guarde-as para quando você estiver fora, quase como se fosse um “mimo”. Aos poucos vocês vai ver que nem fora de casa você vai fazer questão de beber.
  • Outra dica é aromatizar a água com frutas frescas.
  • Em vez de beber o suco, coma a fruta. Mas caso resolva beber o suco, escolha frutas frescas, limite a 150ml, não coe e não adoce (se for adoçar, use um pouco de mel). Você sabe fazer o suco verde com tudo dentro?

Café da manhã

O café da manhã é uma refeição fundamental, pois depois de um longo período de jejum ele fornece os nutrientes e a energia que o seu corpo precisa para começar o dia e fazer tudo que você precisa fazer.

Pão ou cereais não são as única opções de café da manhã! Veja algumas ideias:

Equilíbrio no dia a dia

  • Evite alimentos processados, quando for consumi-los reserve-os para ocasiões “especiais”, finais de semana, festinhas de aniversário, etc. Durante a semana, escolha frutas secas, frutas frescas e castanhas.
  • Bata frutas e faça picolés, as crianças vão adorar!
  • Em vez daqueles salgadinhos e snacks (ruffles, fandango, e etc ecaaaa), ofereça e coma pipoca, chips de abóbora ou jiló (acredite se puder é muito bom!).
  • Faça você mesmo o seu sorvete em casa, é fácil, mais barato e mais saudável!
  • Tente substituir os ingredientes processados nas suas receitas. Sabia que é possível fazer um mousse de cacau super saudável e delicioso? Pois é, engana-se quem pensa que tudo que é bom engorda e faz mal! A gente só precisa pensar numa maneira diferentes e melhor de fazer as mesmas coisas 😉 Passeia aqui pelo site que você vai encontrar receitas incríveis, cheias de sabor e saúde e fáceis de fazer!

Nós sabemos bem que existe um tripé que está presente na indústria alimentar e que está na base de vários males da nossa contemporaneidade: sódio, gordura trans, e açúcar. Pois é, e eles são viciantes e a gente sabe que muitas dessas coisas que você gosta de comer estão cheias desses “ingredientes”. Então vamos ficar de olho?!

Beijos,

Carol

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