Como desintoxicar seu corpo ao máximo

Por: Caio Fleury

 

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Hoje vamos nos aprofundar no tópico de desintoxicação. Quais alimentos, suplementos e práticas você pode utilizar para desintoxicar EFICIENTEMENTE, diferente de muitos métodos incompletos que você encontra por ai.

Então, vamos aos pontos mais importantes deste episódio:

– Adotar hábitos de vida que condizem com os principais pilares da longevidade é o passo mais importante.

– Resumindo: dieta cetogênica cíclica, jejum intermitente, seguir o relógio biológico, tomar sol diariamente, sauna, etc.

– Além disso, a adoção de dietas e protocolos cientificamente testados como por exemplo protocolo de autofagia e regeneração celular, que envolve dieta alta em gordura, baixa em carboidratos, com ciclos de proteínas mais treino intervalado.

– Inclui treino intervalado frequentemente, relacionamentos saudáveis, aterramento, terapia térmica (sauna e banhos gelados), exercícios e movimentos diários.

– Exemplos de protocolos extremamente eficazes são o “keto fast” “jejum cetogênico” do Dr. joseph Mercola, e o “Keto Reset Diet” do ilustre Mark Sisson.

-Todos incluem elementos de jejum diário de 14 a 18h (ou janela comprimida de alimentação), dieta cetogênica cíclica ou cetogênica normal mesmo.

-No protocolo do Dr. Mercola, jejuns de 24 horas ou mais uma ou duas vezes na semana, são essenciais.

– Particularmente, faço jejum de 20 horas 2 dias seguidos por semana ou 1 de 24h.

– É importante incluir alimentos e suplementos que ajudam o corpo a desintoxicar e, portanto, a não reabsorver nos orgãos e tecidos as toxinas liberadas na circulação do tecido adiposo.

– Alguns vegetais, principalmente crucíferos favorecem a desintoxicação no fígado.

– Há várias medidas mais especificas que você precisa tomar para desintoxicar com um jejum mais longo.

– Consumo de eletrólitos como magnésio (400 a 800 mg por dia), potássio, sódio e cálcio.

– Virar um queimador de gordura antes de começar a fazer jejum, pois se você for um queimador de carboidratos, vai ser mais difícil de desintoxicar e os benefícios do jejum não irão ser tão grandes quanto possíveis.

– A ativação da autofagia via jejum seguro e bem executado é a ferramenta mais importante para você alcançar os efeitos importantes da eliminação de toxinas.

– Todos os dias a maioria das pessoas são expostas a toxinas alimentares, metais pesados, produtos químicos, o que pode sobrecarregar os sistemas de desintoxicação do corpo.

– Sua genética é muito determinante na capacidade de seu corpo desintoxicar.

– Existem variações genéticas desfavoráveis dos genes responsáveis pela síntese de glutationa e outras e enzimas envolvidas nas vias de desintoxicação do fígado.

– Você pode descobrir sua genética via exames genéticos.

– Se você possui homozigose GSTM1, isso aumenta seu risco de várias patologias, incluindo certos tipos de câncer, associadas ao excesso de toxidade acumulada no seu corpo.

– Na população brasileira, um estudo identificou em amostras de centenas de pessoas do Rio de Janeiro e Brasília uma taxa de 46 e 49% respectivamente do fenótipo de alelo nulo da GSTM1

– Este polimorfismos genético, assim como o chamado NTHFR, afetam os níveis de glutationa responsável pela desintoxicação.

– Se você tem esses polimorfismos, provavelmente é mais importante que você seja mais cauteloso e preventivo, consumindo glutationa extra e seguindo melhor o protocolo.

– O laboratório disponível no Brasil e provavelmente o mais famoso no momento no mundo é o DNA fit.

– Muita gente possuí um sistema de desintoxicação sobrecarregado, seja por variações genéticas ou pelo excesso de toxina.

– Evite toxinas na forma de açúcar, anti-nutrientes dos grãos, químicos de produtos de limpeza domésticos, produtos de beleza com xenobióticos, disruptores hormonais, derivados de petróleo e pesticidas despejados nos grãos e certos alimentos.

– Alimentos e suplementos podem ajudar seu fígado, rins e trato gastrointestinal a desintoxicar

Chlorella

– Os quelantes da chlorella são ótimos para eliminar certas toxinas e metais pesados do corpo, principalmente arsênico e mercúrio pelas fezes.

L-methylfolato ou 5-methylfolato (5-MTHF)

– Esta é a forma biologicamente ativa do ácido fólico que garante a sua biodisponibilidade

– Esta é uma vitamina essencial para o organismo que auxilia suas células a eliminarem toxinas nocivas como produtos químicos e metais pesados e ajuda a preservar a funcionalidade das suas células.

– O ácido fólico auxilia o corpo a renovar as células, inclusive produzindo e preservando novas células, enquanto previne danos e alterações no DNA que levam ao envelhecimento e câncer.

Metilsulfonilmetano

– O MSM é um solvente orgânico de enxofre, sendo um componente importante de enzimas, colágeno, proteínas, queratina e hormônios.

– MSM é um suplemento importante na desintoxicação e está envolvido em centenas de processos biológicos da desintoxicação e do metabolismo, sendo difícil de ser obtido apenas pela dieta.

Ácido alfa lipóico

– O ácido alfa lipóico é um antioxidante poderoso no combate dos radicais livres, pois ele é capaz de equilibrar o redox status, processo essencial para a homeostase celular, que elimina espécies reativas de oxigênio (ERO) e nitrogênio, os chamados radicais livres.

– Ele interage com outros antioxidantes incluindo vitamina C, E e glutationa.

N-acetil cisteína (NAC)

– N-acetil cisteína confere diversos benefícios para a saúde, sendo importante na reposição do antioxidante mais poderoso do corpo, a glutationa.

Cardo de leite ou cardo Mariano (Milk Thistle)

– Fortalece as células hepáticas e elimina toxinas

Complexo B (vitaminas B):

– A maioria dos multivitamínicos de complexo B que são vendidos no Brasil possuem quantidades inferiores de algumas das mais importantes vitaminas.

– Mais de metade da população mundial possui uma ou mais mutações dos genes metilenotetrahidrofolato (MTHFR), o que reduz a capacidade do corpo de sintetizar a forma ativa de vitamina B12 e B9.

– Marcas boas são Dr. Mercola, Life extension eThorne (é mais fácil comprar pelo iherb)

Zinco e selênio

– Estes minerais essenciais são os mais importantes no processo de desintoxicação e ajudam na desintoxicação de diversos metais pesados como arsênico, cádmio e mercúrio.

– Eu tomo 25 a 40g por dia de zinco com 1g de cobre

– 2 ou 3 castanhas do Pará para selênio

Outros suplementos e práticas poderosas para desintoxicar

-Ácido málico você pode colocar no seu suco verde, assim com salsão ou aipo.

– Colágeno

– Sauna

– Suplemento de broto de brócolis (a semente do broto)

– Enema de café ou mesmo de água.

 

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Primal Brasil

Como seu corpo escolhe o parceiro sexual ideal sem que você perceba

BBC

Cientistas sugerem que a atração sexual está escrita no nosso sistema imunológico; estudo diz que, de certa forma, os opostos realmente se atraem

Anticorpos ajudam na compatibilidade entre os corpos e contribuem para a sobrevivência da espécie humana

Anticorpos ajudam na compatibilidade entre os corpos e contribuem para a sobrevivência da espécie humana

Foto: morguefile

O desejo que sentimos por alguém do sexo oposto, e que as vezes é avassalador, pode estar relacionado com um termo médico nada sexy – o antígeno leucocitário humano (na sigla em inglês HLA). Em outras palavras, a explicação para essa atração sexual estaria no nosso sistema imunológico.

Um estudo publicado na revista científica Nature chegou à conclusão de que procuramos parceiros sexuais que tenham HLA muito diferente do nosso próprio.

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O HLA também é conhecido como Complexo Principal de Histocompatibilidade (em inglês MHC), um sistema que permite ao nosso corpo identificar células perigosas, vírus e bactérias.

Ou seja, é a base sobre a qual o organismo humano desenvolve o seu sistema de defesa.

Pode soar estranho, mas a atração entre os sexos opostos estaria diretamente relacionada aos seus anticorpos.

Questão de evolução

O HLA “está relacionado à sexualidade e ao desejo de procriar”, dizem os pesquisadores da Universidade de Dresden, na Alemanha, que analisaram o comportamento sexual de 254 casais.

Os cientistas descobriram que quanto maior a diferença entre os antígenos leucocitários de um casal, maior o desejo e também a satisfação sexual.

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Isso, segundo eles, estaria relacionado com a sobrevivência da espécie humana.

A sexualidade humana é tão complexa que%2C em pleno 2016%2C os pesquisadores tentam descobrir o segredo dos nossos desejos

A sexualidade humana é tão complexa que%2C em pleno 2016%2C os pesquisadores tentam descobrir o segredo dos nossos desejos

Foto: morguefile

Os pesquisadores observaram que casais (ou animais) com HLA distintos “aumentam a possibilidade de seus descendentes serem resistentes a um número maior de doenças”.

Afinal, os filhos herdam elementos do sistema imunológico do pai e da mãe.

Atração e cheiro

Mas como nosso institinto sexual distingue um HLA diferente?

Uma coisa é certa, o desejo sexual não precisa ser testado em laboratório para ser detectado.

Escolhemos dessa maneira%2C afinal os filhos herdam elementos do sistema imunológico do pai e da mãe

Escolhemos dessa maneira%2C afinal os filhos herdam elementos do sistema imunológico do pai e da mãe

Foto: morguefile

O nosso corpo decifra antecipadamente – e muito antes de qualquer suspeita consciente – o que temos bem diante do nariz.

“Os peixes, as aves e os mamíferos preferem parceiros com um código genético distinto, identificados por sinais olfativos”, afirma o estudo publicado na Nature.

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Embora os cientistas ainda discutam como o HLA define o cheiro do nosso corpo, há provas de que certos componentes do odor podem ser encontrados em secreções como o suor e a saliva.

Além disso, sabe-se que os neurônios olfativos identificam o antígeno leucocitário humano (HLA) sem que tenhamos qualquer consciência.

O estudo não menospreza a capacidade humana de domar o próprio instinto sexual, mas lança luzes sobre a importância do sistema imunológico no nosso comportamento sexual.

E traz uma explicação científica para reforçar a popular ideia de que os opostos, sim, se atraem.

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Corpo humano leva 14 dias para se acostumar com horário de verão

BBC

Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado, o que pode causar até acidentes

BBC

Grupos mais afetados pela mudança do horário de verão são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador

Grupos mais afetados pela mudança do horário de verão são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador

Foto: Pixabay

Um estudo realizado no Brasil concluiu que o corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Enquanto essa adequação não ocorre, são comuns problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado.

O horário de verão 2016 começa no Brasil neste dia 16 outubro, e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017. Nesse período, o relógio é adiantado em uma hora. Ele vai vigorar no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo

O objetivo é economizar energia elétrica e gerar um ganho de R$ 147,5 milhões, de acordo com estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o órgão governamental que controla o setor. A medida é comum em muitos países.

As primeiras ideias sobre o tema surgiram no fim do século 18 e um de seus maiores defensores foi o patriarca americano Benjamin Franklin. Ele dizia que a mudança no horário era necessária para gerar “economia tanto em velas como em querosene”, segundo o pesquisador Guilherme Silva Umemura.

De acordo com ele, o horário de verão começou a ser adotado na década de 1930 no Brasil. Mas as discussões acadêmicas significativas sobre seu impacto na saúde começaram nos anos de 1970.

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O estudo desenvolvido por Umemura no Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritos Biológicos, vinculado ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se concentrou em como a mudança no relógio influi na temperatura do corpo humano.

“Com a mudança no horário as pessoas são obrigadas a acordar mais cedo e isso gera uma série de modificações fisiológicas no organismo”, afirmou.

 Fadiga

Segundo ele, a temperatura do corpo começa a subir mais cedo do que antes do horário de verão. Isso aponta para uma desestabilização entre os ritmos da temperatura corporal e da atividade de repouso. “Essa dessincronização entre diferentes ritmos gera problemas. Desde problemas fisiológicos como distúrbios de sono.”

“A pessoa fica mais propensa a ter deficits de atenção, pode ter maior fadiga durante o dia, problemas para dormir, fragmentação do sono e até mesmo a diminuição da duração do sono”, disse ele. A falta de atenção e a fadiga, afirma, podem ser causadores de acidentes de trânsito e acidentes de trabalho.

No começo do horário de verão, de acordo com ele, a maior incidência do sol em horários considerados noturnos faz o organismo atrasar seu ritmo. Isso faz com que a pessoa tenda a ficar mais tempo acordada por sentir sono mais tarde – o que afetaria negativamente o sono noturno. Os grupos mais afetados são os adolescentes e os jovens adultos, segundo o pesquisador.

Adaptação

Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos

Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos

Foto: Pixabay

Porém, na maioria dos casos aos poucos o corpo começa a “se acostumar” com a nova rotina. “No nosso trabalho, nós observamos que 14 dias seria o mínimo necessário para a pessoa se adaptar ao horário de verão”, disse Umemura.

Mas, de acordo com ele, embora isso seja menos comum, para algumas pessoas os sintomas podem perdurar até fevereiro, quando ocorre a mudança para o horário normal. Para chegar a essas conclusões Umemura fez uma pesquisa qualitativa, monitorando dia e noite com aparelhos um grupo de cerca de 20 pessoas – tanto no início como no fim do horário de verão.

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A mudança de horário afeta mais quem tem rotinas mais rígidas de trabalho. Mas, para quem tem maior flexibilidade de tempo, o recomendado é tentar minimizar os efeitos da mudança. Uma receita é ir acordando 15 minutos mais cedo diariamente, para que a transição ocorra aos poucos.

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5 Mitos Sobre Musculação Feminina Que Impedem Você De Ter o Corpo Que Deseja

IMAGEM 1 EVOpa, Rodrigo aqui, tudo ótimo? Como dito várias vezes no Método Emagrecer De Vez, em se tratando de saúde, mais do que tudo, é essencial nos atermos aos FATOS em meio ao mar de balelas que existe por aí. Hoje, quem escreve este artigo abaixo pra você hoje é a Carla Basílio que é uma expert em musculação para mulheres e boa forma no geral.

Ao contrário de muita gente, ela não fica só disseminando teoria por aí sem prática, aliás, muito pelo contrário. Ela VIVE o que prega. Logo, se você é mulher e tem interesse em ter um corpo em forma de dar inveja a outras pessoas, acho que irá curtir o artigo de hoje! Aproveite e no final, você pode acessar o site da Carla e ver mais sobre o trabalho que ela está fazendo! Vamos em frente:

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A musculação tem ganhado cada vez mais espaço. Hoje em dia, você não tem a menor dificuldade de encontrar uma academia que ofereça essa atividade. E normalmente elas ficam bem cheias.

E embora os homens ainda sejam maioria na prática da musculação, ela tem conquistado cada vez mais mulheres: desde pessoas comuns, como eu e você, até divas do pop como Beyoncé.

Porém, mesmo com cada vez mais adeptos e adeptas, ainda existem muitas mulheres que não conseguem alcançar resultados satisfatórios por causa de diversos mitos sobre essa atividade.

Veja a seguir quais são os 5 mitos sobre musculação feminina que têm impedido você de conquistar o corpo e a saúde que tanto merece.

MITO #1: “MUSCULAÇÃO VAI ME DEIXAR MASCULINIZADA”

IMAGEM 2 EV

Muitas mulheres associam musculação ao fisiculturismo e acreditam que, ao pegar peso, terão a musculatura desenvolvida como a de uma atleta.

Acontece que fisiculturistas, tanto homens quanto mulheres, vivem para esse esporte. Treinar, para essas pessoas, não é um hobby, é algo extremamente profissional.

Além de pegarem pesadíssimo nos treinos, eles precisam ter uma alimentação muito regrada, sono adequado, suplementação específica e, na maioria dos casos, fazer uso de anabolizantes, em especial as mulheres.

Isso porque a anatomia, fisiologia e produção hormonal das mulheres são bem diferentes dos homens.

Em relação à produção hormonal, a testosterona é a maior responsável por tais diferenças. Ela é um dos hormônios androgênicos responsáveis pelo ganho de massa muscular.

Embora ambos os sexos produzam testosterona, este é o principal hormônio sexual masculino e os homens produzem de 20 a 30 vezes mais testosterona que as mulheres.

Acontece que a maior parte da testosterona não está imediatamente disponível em nosso corpo, tanto de homens como de mulheres. A maior parte deste hormônio está ligada a uma globulina (SHGB) ou à albumina.

Fazendo uma analogia: é como se a proteína fosse um ônibus e a testosterona, o passageiro. O passageiro não pode atuar enquanto estiver sendo transportado. Só atuará em nosso corpo quando estiver livre.

Portanto, o mais importante é a quantidade de testosterona livre e biodisponível no sangue, que representa de 1% a 2% do total.

Essa é a forma que atua diretamente no aumento de massa muscular, redução de gordura, aumento da energia e também na libido sexual.

Agora, veja bem, se as mulheres já produzem bem menos testosterona que os homens, imagina o quão pouco de testosterona livre têm disponível!

Níveis que se tornam ainda mais baixos com o uso de pílulas anticoncepcionais, que nada mais são que hormônios femininos sintéticos.

→ Leia mais sobre os perigos das pílulas anticoncepcionais neste artigo.

Sendo assim, você só ficaria musculosa como uma fisiculturista se elevasse consideravelmente seus níveis de testosterona, além de outros hormônios anabólicos, como o GH.

E, claro, precisaria se alimentar de forma regrada, treinar extremamente pesado e ainda ter uma predisposição genética para isso.

Então, esqueça essa história de “não vou pegar muito pesado porque não quero ficar forte demais”.

A verdade é que em situações normais, além de você não ficar com o corpo masculinizado, precisará se esforçar MUITO para ter resultados relevantes.

MITO #2: “WHEY PROTEIN ENGORDA”

IMAGEM 3 EVHoje em dia é muito comum ver pessoas carregando garrafinhas com algum tipo de suplementação, e em muitos casos é o famoso whey protein.

Porém, enquanto alguns extrapolam no uso de suplementos, outros têm muito receio de usá-los, achando que podem fazer algum mal. E sim, sem orientação profissional eles podem gerar algum efeito adverso, dependendo da dosagem utilizada.

As mulheres, em especial, têm muito medo de engordar usando qualquer tipo de suplemento. Mas já que o whey protein é o mais famoso, nada melhor que desvendar um dos mitos que o cercam.

Para começar: você sabe o que é whey protein?

Whey Protein é o nome comercial dado à proteína do soro do leite, extraída durante o processo de transformação do leite em queijo.

Além da grande quantidade de proteínas, o valor biológico do whey protein é bastante alto. Valor biológico (VB) é uma escala que indica a proporção do nutriente que realmente é utilizada pelo organismo.

A título de curiosidade, um ovo inteiro, que é o alimento com maior VB, possui 100 pontos nessa escala, enquanto o whey pode variar de 104 a 159 pontos (se for isolado ou hidrolisado, o VB é maior).

A proteína do soro do leite ainda possui baixo teor de gorduras e carboidratos e também é possível encontrar versões sem lactose, o que é essencial para alérgicos e intolerantes à substância.

E o que tornou o whey protein tão popular, especialmente no pós-treino, é a sua rápida absorção pelo organismo. Minutos depois de ingeri-lo, a proteína já chega ao músculo e isso favorece a síntese proteica.

Vale lembrar que as proteínas são responsáveis pela construção dos músculos. Então, além de favorecer o ganho de massa magra, o uso de whey protein reduz o catabolismo proteico, ajuda no ganho de força e reduz a perda de massa muscular em uma dieta para perda de peso.

E mais: o whey protein ajuda no emagrecimento, saciando e controlando o apetite, já que libera o colecistoquinina (CCK – Cholecystokinine), um hormônio gastrointestinal responsável pelo controle do apetite e da glicemia.

A produção de grelina, hormônio que estimula o apetite, também é suprimida.

É claro que se você tomar doses e mais doses de whey por dia, vai engordar. Cada pessoa tem uma necessidade diária de energia, e ao ultrapassar essa quantidade, seja com whey ou com qualquer outro alimento, você poderá engordar sim.

Mas com todos os benefícios expostos, é fácil entender que, se usado de maneira adequada, o whey protein não engorda. Pelo contrário, favorece o ganho de massa magra e a queima de gordura.

Se quiser saber mais sobre outros mitos alimentares que impedem você de emagrecer com saúde, leia este artigo.

MITO #3: “SÓ VOU COMEÇAR A MALHAR DEPOIS QUE EMAGRECER”

IMAGEM 4 EVÉ muito comum, especialmente entre iniciantes na academia, a ideia de que para emagrecer é preciso fazer aeróbico, e que a musculação é só para quem quer desenvolver músculos.

Mas a verdade é que a musculação não só emagrece, como ajuda você a se manter magra. E têm dois motivos principais para isso.

#1: Gasto Calórico Total:

O gasto calórico de uma atividade física deve englobar não só as calorias gastas no momento do exercício em si, mas também a energia gasta pelo corpo para se recuperar daquela atividade.

Quanto maior for a intensidade do exercício, maior será a demanda de energia para reparar o que foi gasto pelo corpo.

Após uma atividade aeróbica, nosso corpo leva mais ou menos uma hora para de recuperar. Nesse processo, são gastas de 10 a 15 calorias.

Já a musculação acelera o seu metabolismo em 12% no pós-treino e mesmo depois de 15 horas após ter feito essa atividade, sua taxa metabólica continua 7% mais alta.

Isso acontece porque durante um treino de musculação, nosso corpo passa por um processo chamado catabolismo, no qual os músculos são desgastados.

Logo em seguida o corpo trabalha para se recuperar e para isso, entra em estado de anabolismo, processo que regenera os músculos, tornando-os ainda mais fortes e resistentes.

Esse mecanismo de recuperação do organismo após um exercício com pesos demanda muito mais energia do que uma atividade aeróbica.

#2: Músculos são metabolicamente ativos

Se você quer emagrecer e/ou se manter magra, é importante saber que quanto mais músculos você tiver, mais acelerado será seu metabolismo.

Para você ter ideia, músculos demandam oito vezes mais energia do que as células de gordura.

E mais: cada quilograma adicional de músculo demanda aproximadamente 100 kcal por dia.

Consegue imaginar o quanto isso representa em uma semana? Um mês? Um ano?

É por isso que a musculação emagrece, já que ajuda você a desenvolver e manter sua musculatura.

MITO #4: “COMECEI A FAZER MUSCULAÇÃO E ENGORDEI, POR ISSO PAREI DE MALHAR”

É muito comum ver pessoas que começam a treinar e, quando sobem na balança, o peso está o mesmo ou até aumentou.

Se você estiver levando o treino a sério e se alimentando corretamente, com certeza isso é um bom sinal: você ganhou massa magra!

E músculos ocupam menos espaço do que gordura, veja essa imagem:

IMAGEM 5 EV

Por isso, por favor, se você quer se manter motivada nos treinos, esqueça a balança. Ou pelo menos não a use como referência absoluta para medir sua evolução.

Você deve focar na sua composição corporal, isto é, o quanto de músculo e o quanto de gordura você possui.

Seu peso, sozinho, só me diz se você é leve ou pesada, e não se você é gorda ou magra.

Para isso é preciso fazer avaliações, como bioimpedância, dobras cutâneas, medição de circunferências (especialmente abdominal), entre outras.

→ Leia neste artigo absolutamente tudo sobre composição corporal e diversas maneiras eficientes de medir sua evolução, sem se frustar com números na balança.

MITO #5: “TENHO QUE COMER POUCO PARA TER BONS RESULTADOS”

Uma das ideias mais absurdas sobre emagrecimento é o fato de que você precisa passar fome para conseguir chegar no seu “peso ideal”.

IMAGEM 6 EVEssas dietas que você encontra em revistas, que prometem emagrecimento rápido em pouquíssimo tempo, só favorecem o efeito sanfona.

Nas duas primeiras semanas de uma dieta restritiva, é muito comum perder uma quantidade bem significativa de peso.

E é exatamente por isso que você continua motivada a fazer a dieta.

Mas, como eu disse acima, peso na balança não é o melhor parâmetro, pois a maior parte desse peso perdido corresponde à água que estava retida nos tecidos do corpo e também aos músculos.

E se você perde músculos, seu metabolismo fica cada vez mais lento, então seu organismo exige menos calorias diariamente para se manter.

Para que a dieta continuasse fazendo efeito, você teria que comer cada vez menos. Mas sempre chega aquele ponto insustentável que a fome e o fato de você não estar vendo mais resultado vencem e você desiste de tudo.

Daí você retoma seus hábitos alimentares, e mesmo que eles não sejam tão ruins, agora seu metabolismo está mais lento e você possui menos massa muscular para consumir energia dos alimentos.

Por isso é muito fácil recuperar o peso e engordar ainda mais.

Se você faz esse tipo de dieta e vai malhar, é ainda pior.

Seu corpo precisa de energia apenas para se manter, imagina para fazer uma atividade com pesos, que exige um bom desempenho para obter resultados significativos.

E pior: não é difícil encontrar pessoas que vão fazer musculação em jejum, achando que assim queimarão gordura.

O problema é que quando nosso corpo está em jejum, ele entra em estado econômico, deixando nosso metabolismo mais lento e, consequentemente, queimando menos gordura.

Portanto, procure um nutricionista, de preferência esportivo, e fale para ele qual é o seu objetivo. A partir disso, ele montará um plano alimentar baseado nas suas metas e também nas suas necessidades diárias de energia.

Assim você não corre o risco de comer demais ou de menos e então finalmente terá resultados duradouros.

Espero que você tenha gostado do artigo e que ele possa te ajudar a alcançar resultados de verdade com os treinos de musculação.

Se quiser ler outros artigos como esse, acesse o Guia da Boa Forma.

Emagrecer de Vez

O corpo se acostuma com a dieta e para de perder peso? Tire suas dúvidas

iG São Paulo

Márcio Atalla responde dúvidas dos leitores e explica como o organismo funciona em uma dieta de baixa caloria

Você quer perder peso e, para isso, reduziu a ingestão diária de caloria. A nova dieta fez efeito no primeiro mês, por exemplo, mas depois você percebeu que o corpo estagnou. O que fez de errado? 

Leia também: Cuidado com os sabotadores da sua dieta

Sete alimentos muito calóricos que sabotam sua dieta sem que você perceba

11 alimentos que sabotam sua salada

Corpo se acostuma a uma dieta de baixa caloria?

Corpo se acostuma a uma dieta de baixa caloria?

Foto: Reprodução


A chave para continuar o processo de emagrecimento é conciliar dieta e exercício físico e isso tem uma explicação. Depois de um tempo ingerindo poucas calorias, seu corpo se acostuma a receber menos energia e, por isso, queima menos calorias. Aí entra a ajuda dos exercícios na rotina.

No vídeo abaixo, Márcio Atalla explica em seu canal como o organismo se comporta na dieta e tira outras dúvidas:




Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG