7 dicas e cuidados práticos para os dias frios

Com a queda nas temperaturas, é importante ter alguns cuidados com a saúde para evitar problemas que são mais comuns no inverno.  

 

O inverno no Brasil só começa no final de junho, mas as temperaturas baixas já chegaram em muitas cidades ainda durante o outono. É nessa época de frio que normalmente ficamos mais vulneráveis às infecções respiratórias devido a maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados e pouco ventilados. Além disso, as crises alérgicas também se tornam mais frequentes e a pele costuma sofrer com o ressecamento e os banhos quentes. Separamos algumas dicas e cuidados importantes para se manter no tempo frio:

 

1. Não deixe de beber água

É muito comum não lembrarmos de tomar água com frequência nos dias gelados. Para manter o calor do corpo, os poros ficam fechados e nós transpiramos menos, o que dá a falsa sensação de que precisamos de menos água. Além disso, o ar seco causa ressecamento da pele e das mucosas, o que pode agravar quadros de alergia e doenças respiratórias. Por isso, manter a hidratação em dia é fundamental. 

Em média, um adulto precisa tomar cerca de 2 litros de água por dia. Para manter esse hábito, você pode usar os aplicativos que emitem lembretes ao longo do dia, deixar sempre uma garrafinha por perto, tomar águas saborizadas, com rodelas de frutas e até investir em alimentos ricos em água, como melancia, tomate, pepino e melão, por exemplo.

 

2. Evite tomar banhos muito quentes

Tomar banho muito quente é ruim porque a água quente remove a camada protetora e altera o pH e a microbiota natural da pele, deixando-a mais ressecada, com aspecto craquelado e descamações. Além disso, também aumenta o risco de coceiras e alergias.

O banho deve ser morno e rápido. O ideal é tomar um banho por dia, no máximo dois. Se possível, evite usar buchas e sabonetes abrasivos. Dê preferência a sabonetes neutros ou hidratantes (quem tem pele sensível também deve evitar as opções muito perfumadas ou esfoliantes).

        Veja também: Banho frio em caso de febre

 

3. Mantenha a pele sempre hidratada 

Como mencionamos anteriormente, no inverno transpiramos menos, o que faz com que a pele fique mais seca. Por isso, é muito importante intensificar a hidratação nesse período, sempre respeitando o seu tipo de pele. Pessoas com alergias devem evitar produtos com fragrância e substâncias sensibilizantes.

O ideal é hidratar a pele pelo menos duas vezes ao dia. A quantidade ideal são duas colheres de sopa para adultos e uma colher de sopa para criança por aplicação. Usar hidratantes de forma contínua e adequada também ajuda no controle da coceira, inflamação e lesões de pele. 

 

4. Continue usando o protetor solar

Engana-se quem acredita que o protetor solar é dispensável nos dias frios e nublados. Cerca de 80% dos raios UV passam pelas nuvens e os riscos de danos à pele continuam existindo. Além disso, a exposição diária às luzes e lâmpadas também são danosas para as células do tecido da pele. Portanto, o protetor solar deve ser aplicado diariamente. Ele é fundamental para manter a saúde da pele e prevenir contra o câncer de pele. O FPS deve ser de pelo menos 30 e o produto deve ser reaplicado normalmente a cada duas horas. 

 

5. Evite ambientes pouco ventilados

No inverno, sempre observamos a alta nos casos de doenças respiratórias como gripe, resfriado e, agora, a covid-19. Isso acontece porque no frio as pessoas tendem a ficar em ambientes mais fechados, o que resulta em maior aglomeração e menos circulação de ar, o que aumenta muito o risco de disseminação de vírus caso alguém esteja infectado. 

Sempre que possível, evite ambientes fechados e com pouca ventilação. Quando estiver em uma situação assim, procure utilizar máscara de proteção, de preferência do tipo PFF2. Apesar de não serem mais obrigatórias na maioria dos lugares, o uso da máscara é uma forma de prevenção importante. Não se esqueça também de higienizar as mãos com frequência e manter as vacinas em dia. 

        Veja também: Por que a gripe é mais comum no frio?

 

6. Cuidados com o ambiente para evitar crises alérgicas

O tempo frio e seco favorece a ocorrência de alergias respiratórias como a rinite alérgica. Com as quedas bruscas de temperatura, é comum que as pessoas busquem casacos que estavam há muito tempo guardados no armário, o que faz muito mal para os alérgicos devido à quantidade acumulada de ácaros. 

Para evitar as crises, a recomendação é beber bastante água, fazer lavagens nasais com soro fisiológico, manter os ambientes limpos e arejados, evitar objetos que acumulam pó – como tapetes, cortinas e carpetes – e, se possível, fazer a limpeza de casa com pano úmido e aspirador de pó em vez de vassoura. 

 

7. Cuidados com o ouvido para evitar otites

Um problema que também é mais frequente no frio são as otites, infecções de ouvido que podem causar dor e febre. No inverno, a mais comum é a otite média aguda, que é a inflamação da orelha média, onde está o tímpano. Ela é causada por bactérias ou vírus e frequentemente ocorre após gripes e resfriados

O problema é mais frequente em crianças devido a anatomia do ouvido, mas também pode atingir adultos. Para se prevenir, a dica é secar os ouvidos após o banho com a ponta da toalha, sem esfregar; não usar hastes flexíveis nem outros objetos dentro do ouvido; e para quem tem otite com frequência, utilizar protetores auriculares de silicone. 

 

Quando procurar atendimento?

Mesmo com os cuidados de prevenção, muitas pessoas acabam ficando doentes no frio. Quadros respiratórios leves em geral podem ser tratados em casa com hidratação, repouso e medicamentos analgésicos e antitérmicos para alívio dos sintomas, se necessário. Em casos de sintomas mais fortes como febre alta ou falta de ar, ou se os sintomas piorarem em vez de melhorar depois de alguns dias, é preciso procurar atendimento médico.

Alergias e irritações de garganta leves também podem ser tratadas em casa com hidratação, gargarejos e lavagens nasais. Mas se houver sintomas associados como febre, dor, rouquidão, secreções no ouvido e dor de cabeça, recomenda-se buscar atendimento. 

        Veja também: Cuidados com a saúde em lugares frios

Fontes: Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia; Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia; Dra. Brianna Nicolletti, alergista e imunologista pela Universidade de São Paulo (USP); Dra. Maria Paula Del Nero, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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