OMS alerta sobre envelhecimento da população

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou n semana do dia 28/09/2015 o relatório Mundial sobre o envelhecimento da população. A organização revela que o número de pessoas com 60 anos no mundo dobrará até 2050. Nos próximos 35 anos haverá 64 milhões de pessoas, ou seja, 30% da população do planeta terá mais de 60 anos. No Brasil, a situação não será diferente, já que temos atualmente 23 milhões de idosos, o que representa cerca de 12% da população. Em tese, em poucos anos seremos uma nação de idosos (classificação dada aos países com mais de 14% da população constituída por pessoas da terceira idade).

Veja mais
– Para retardar o envelhecimento

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– Idosos e atividade física

Para se ter uma ideia, uma criança nascida hoje no Brasil vai viver 20 anos mais do que as que nasceram há cinco décadas. A questão é: o Brasil está preparado? Segundo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS, o país está envelhecendo antes de se tornar rico, e isso é um problema.

Na verdade, enquanto países como o Canadá, que têm a metade do número de idosos do Brasil, já estão com políticas públicas e de infraestrutura preparadas, aqui o processo ainda está caminhando e com muitos gargalos estruturais. “O Brasil está entrando num buraco sem fundo. Atualmente, a expectativa de vida da população é de 75 anos. Entretanto, sabemos que os últimos 10 anos, na maioria das vezes, são vividos de maneira muito precária por conta de enfermidades. O idoso não se torna autossuficiente. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que são as grandes causas de morte na terceira idade, começam a dar sinais cedo e poderiam ser controladas. A falta de informação, acesso a dietas mais saudáveis e colocar atividade física como prioridade influenciam diretamente nessa questão. Por isso a necessidade da prevenção. As consequências, portanto, são péssimas, já que teremos idosos doentes. O resultado é que o país terá que destinar verbas de outros setores para a saúde”, esclarece.

O documento da OMS explica que, enquanto algumas pessoas estão de fato vivendo mais e mais saudáveis, elas geralmente pertencem a classes mais ricas da sociedade. O chefe do departamento de Idosos da OMS, John Beard, afirmou que “as pessoas dos países mais pobres e com menos oportunidades e recursos são as que apresentam as condições de saúde mais frágeis”.

No relatório, eles destacam algumas medidas fundamentais para que os países não sejam surpreendidos pela demanda de idosos, como desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo — que devem ser iniciados antes de a pessoa idosa perder alguma de suas capacidades, e não quando o processo de degradação da saúde já está ativado, além de um alinhamento real dos sistemas de saúde às necessidades das pessoas mais velhas.

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Dr. Drauzio Varella

Doença rara e feminina, LAM tem difícil diagnóstico e não tem cura

Agência Brasil

“Eu sentia um cansaço sem fim, mas pensava que era estresse”; doença atinge principalmente mulheres entre 20 e 30 anos

Uma doença rara e basicamente feminina, a linfangioleiomiomatose, mais conhecida como LAM, não é facilmente diagnosticada e tem sintomas muito parecidos com os de outras doenças pulmonares, como asma, bronquite e enfisema. Segundo o pneumologista Bruno Baldi, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, até seus colegas de especialidade muitas vezes têm dificuldade para perceber o quadro.

Doença rara causa falta de ar, dor no tórax e muito cansaço

Doença rara causa falta de ar, dor no tórax e muito cansaço

Foto: Thinkstock/Getty Images

No ano passado, quando foi diagnosticada com a doença aos 39 anos, a bióloga Verônica Borges disse que toda a família ficou assustada. “Ficamos todos em choque. Descobrir que se tem uma doença progressiva e sem cura não é fácil, ainda mais tendo filho de nove anos”, lembrou.

“Eu sentia um cansaço sem fim, mas pensava que era estresse”, contou Verônica. Ela só buscou ajuda médica quando começou a sentir dores abdominais, fez uma tomografia que pegou parte dos pulmões e o especialista viu que havia algo errado. Geralmente, a pessoa com LAM procura ajuda médica quando sente falta de ar, dor no tórax ou nas costas.

O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada do tórax e biópsia do tecido pulmonar. “Ela pode não sentir nada, às vezes vai fazer uma radiografia, tomografia de tórax por qualquer motivo e descobre que tem lesões características no pulmão”, disse Baldi.

Ele explicou que a LAM é um tumor de multiplicação lenta, que atinge principalmente mulheres na faixa etária de 20 a 30 anos. “Em quem tem LAM ocorre uma multiplicação de células diferentes, que leva à obstrução e lesão do pulmão e, eventualmente, pode estar associada a lesões em outros órgãos.

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O especialista disse que a estimativa é que de 400 e 500 mulheres tenham a doença no Brasil. Em alguns casos, a paciente só precisa fazer o controle, com exames a cada seis meses. Não se sabe ao certo o que causa a LAM e não existe cura mas, em algumas mulheres, a progressão é muito lenta.

Em outras, no entanto, a doença inabilita até para atividades rotineiras, como tomar banho. Segundo Baldi, referência no tratamento, cerca de 30% das pacientes precisam de medicação, as demais apenas fazem controle semestral.

A recomendação da Associação LAM do Brasil (Alambra) para as pacientes é seguir o mesmo estilo de vida saudável recomendado a todos, inclusive praticar exercícios físicos. Não é recomendado viajar para lugares onde não há ajuda médica por perto ou para regiões muito altas, onde as bolhas do pulmão tendem a se expandir, podendo provocar a ruptura.

Verônica, que também é vice-presidenta da Alambra, disse que as pacientes que precisam de medicamentos muitas vezes não conseguem pela rede pública, já que a doença não tem protocolo específico. Segundo a bióloga, em muitos casos é preciso entrar na Justiça para conseguir o remédio  sirolimus, que na rede pública é destinado a pacientes transplantados e que nas farmácias custa cerca de R$ 2 mil por mês de tratamento.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que o medicamento precisa ter a eficácia comprovada para o tratamento da LAM, antes de ser disponibilizado para o tratamento da doença e que essa avaliação deve ser feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, o que não foi feito nesse caso.

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Por que voltamos a ganhar peso?

quadrado incial

Por Mark Sisson

É uma história milenar. As pessoas tem uma enorme quantidade de peso a perder e se livrar através de uma combinação de dieta, exercícios e modificações de estilo de vida. E elas se sentem fantásticas. Elas têm energia durante dias, a pele brilha, elas exalam confiança recém descoberta e elas experimentam outros milagres pequenos. Muitos de vocês viveram isso. Mas então algo acontece: a perda de peso para, ou pior, ela inverte. Elas podem manter o peso sob controle desde que a sua dieta seja inflexível sem pular nenhuma treino, mas assim que escorregar, mesmo que seja apenas um pouco, elas ganham peso. E quando ganham, elas parecem ganhá-lo mais rápido e mais facilmente do que deveria ser normal. Isso simplesmente não parece justo.

O que esta acontecendo aqui?

mark porque engordamos

Tudo se resume a forma de como ganhamos e perdemos peso como seres humanos.

Veja, há dois tipos de ganho de gordura: hipertrófica e hiperplásica. Hipertrofia do tecido adiposo é quando as células de gordura existentes ficam maiores. Hiperplasia do tecido adiposo é quando novas células de gordura são criadas.

A grande maioria das células de gordura são criadas e estabelecidas durante a infância e adolescência. Durante a primeira infância e de idades de 9 a 13 parecem ser especialmente fases cruciais para hiperplasia adiposa. Após a adolescência, você está preso com o número de células de gordura que seu corpo fez. Existem algumas diferenças regionais em como os adultos ganham gordura corporal, com a superalimentação e criação de novas células de gordura na parte inferior do corpo, mas não gordura corporal superior, porém a maior parte do número de células de gordura que uma pessoa tem é fixa durante a adolescência e apenas aumenta em adultos com obesidade. Se as células de gordura existentes estão cheias até o limite e não há outro lugar para colocar a energia nova, o corpo irá criar novas células.

Na verdade, a hiperplasia adiposa em um adulto é um recurso de segurança. Por mais que eu odeie a idéia de adicionar inteiramente novas células de gordura em nosso corpo, elas são depósitos para o excesso de energia. Se você não tem as células de gordura extra, você vai começar a depositar gordura no fígado e em torno dos outros órgãos – basicamente, qualquer lugar. Isso pode ter efeitos desastrosos sobre a nossa saúde. Os estudos em animais mostram que a indução da hiperplasia do tecido adiposo para o excesso de energia alivia os sintomas da diabetes tipo 2 em ratos obesos, enquanto a obesidade hipertrófica (células de gordura maiores) está associada com a diabetes de tipo 2. A esse respeito, hiperplasia atrasa o desenvolvimento da esteatose hepática, diabetes e outras doenças decorrentes do acúmulo de nutrientes severamente excessivo, fornecendo um lugar para colocar os nutrientes.

A perda de peso não remove essas células de gordura, no entanto. Ela suga a gordura a partir das células adiposas já existentes, deixando as células vazias para trás. Uma pessoa obesa que anteriormente fez dieta e exercícios e chegou até 15% de gordura corporal ainda tem o mesmo número de células de gordura que ela tinha quando estava com 35% de gordura corporal. A gordura é apenas mais espalhada entre as células, o que faz com que a recuperação do peso seja comum. Por quê?

Está relacionado com hormônio da saciedade, a leptina.

Muitos dizem que a leptina reflete a massa gorda. Isso é verdade, mas não é a história completa. Os níveis de leptina refletem a massa de gordura e o tamanho de cada uma das células de gordura. Isto significa que tecido adiposo total (a gordura corporal em todo o corpo) e o tamanho das células de gordura individuais afetam a secreção de leptina, com pequenas células de gordura (das quais os ex-obesos têm em abundância) secretam cerca de 1/7 mais leptina que uma célula de gordura maior. Se você estiver andando por aí com uma tonelada de células de gordura minúsculas, quase vazia após a perda de peso, você vai secretar muito menos leptina do que uma pessoa perpetuamente magra, que sempre teve mais ou menos à mesma percentagem de gordura corporal. Isto tem vários efeitos que predispõem o ex-obeso a recuperação do peso:

  • Seu gasto calórico cai. A leptina regula a quantidade de energia que é queimada (e quanta atividade física foi feita). Se os níveis de leptina são baixos, a pessoa não vai querer fazer exercícios como gostaria caso não fosse ex-obesa e ela queima menos energia fazendo isso. 
  • Seu apetite aumenta. Em uma pessoa que sempre foi magra cujas células de gordura são maiores e menos numerosas, a leptina adequada mantém a homeostase do apetite regulado. Se os receptores de leptina em seu hipotálamo (cérebro) não estão recebendo muita ativação, no entanto, o cérebro assume que você está morrendo de fome e precisa de mais alimentos. Os efeitos dos hormônios da saciedade pós-prandial são inibidos (de modo a sentir mais fome mais rápidamente após as refeições) e a sinalização do apetite é ativada (para você ficar realmente com fome). Os mecanismos corporals de recuperação do peso perdido são desencadeados.
  •  Os tecidos periféricos ficarão preparados para armazenar, em vez de queimar nutrientes. As células de gordura pequenas têm uma espécie de “memória de gordura.” Uma vez estabelecidas, estas células de gordura novas são mais prováveis de recuperar o peso perdido na presença do excesso de energia (que, como você se lembra, os seus níveis de leptina estão induziem seu consumo).

Isso torna as coisas mais difíceis para o ex-obesos ou com ex-sobrepeso. Mesmo se elas perderem 50 kg e jogando para baixo a porcentagem de gordura corporal para um nívei ideal, elas ainda mantem todas estas células de gordura que “querem ganhar peso”, aumentar a fome e impedir que haja muito gasto calórico.

Existe algum método para abater as células de gordura “extra”? Existem métodos que funcionam, mas são provavelmente inviável ou têm efeitos colaterais indesejáveis:

Adipotide é uma droga experimental de perda de peso que mata as células de gordura, cortando seu suprimento sanguíneo. Isso causa a perda de peso rápida em macacos e os testes em humanos estão em andamento. Algumas cobaias humanas já se submeteram ao teste, é claro, mas os seus resultados preliminares não parecem muito promissores, a menos que você goste de danos nos rins, hipoglicemia, urina turva, controle da bexiga problemático e dor constante. Eu faria uma longa espera para ver se um dia a droga se mostra segura.

A leptina pode programar a morte celular nas células de gordura. Claro, uma vez que as células de gordura em sua maior parte vazias secretam muito pouca leptina, o ex-obeso não conta com seu tecido adiposo fornecendo leptina suficiente como nas outras pessoas. A terapia com leptina funciona bem para matar células de gordura, mas é muito cara (algo tipo 600 mil por ano).

A suplementação de ácido linoleico conjugado de alta dose pode induzir apoptose de células de gordura em ratos com excesso de peso, mas também causa diabetes lipodistrófica, resistência à insulina, hiperinsulinemia e inchaço do fígado. Estes não são efeitos colaterais da eliminação das células de gordura. Eles são características. Melhor obter seu ALA através de carnes ou produtos lácteos alimentados com capim.

Há uma série de compostos de plantas que funcionam em animais como os extratos de chá verde e o resveratrol. Será que beber chá verde matcha e malbec chileno destroi suas células de gordura? Provavelmente não, mas não pode doi tentar e eles certamente podem ser adições saudáveis ​​a uma dieta.

 Lipoaspiração remove células gordas em regiões desejadas, embora a viabilidade da manutenção a longo prazo destas perdas não esteja claro. Os estudos em animais indicam que a remoção cirúrgica de células de gordura redireciona o ganho de gordura subsequente para diferentes partes do corpo. Em um estudo recente, os indivíduos que fizeram a lipoaspiração recuperaran seu peso perdido dentro de um ano, tudo isso vai de barriga ao estoque visceral.

Algo que funciona bem é termogênese fria (cold thermogenesis). Converte as células brancas existentes em células marrons. Infelizmente, as pessoas teriam que fazer todo ano e dificilmente alguem estaria disposto a fazer isso, a não ser que viva no Alaska. 

Não há respostas fáceis, infelizmente. É um fato simples que o ex-obeso tem que trabalhar mais , exercer mais força de vontade e ser mais exigente com suas dietas para evitar a recuperação do peso. Mas isso pode ser feito e até que tenhamos segurança, métodos  eficazes e de longa duração para remover ou causar a morte limpa de células de gordura não desejadas, ou até que a terapia de leptina se torne rentável, espero que aqueles de vocês que perderam peso e querem evitar seu ganho novamente tenham sucesso na sua nova jornada de vida saudável.

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O câncer de mama pode ser hereditário?

Conforme os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer do Brasil (INCA), em 2015, a estimativa é que surjam 57.000 novos casos de câncer de mama em mulheres, no nosso país. A doença apresenta baixa incidência nas mulheres com menos de 40 anos de idade, mas há aumento relativo e progressivo no número de casos a partir dos 41 anos de idade.

Considerada a população de modo geral, a projeção é que cerca de 12% das mulheres desenvolverão câncer de mama na vida.

Em relação ao câncer de ovário, segundo o INCA, a estimativa para o ano de 2014 foi de 5.680 novos casos. Portanto, cerca de 1,3% das mulheres  desenvolverão esse tipo de câncer na vida.

O diagnóstico precoce está ligado ao melhor índice para a cura da doença. Ele pode ser feito pelo autoexame das mamas, pelo exame realizado pelo mastologista e/ou ginecologista e pelos exames de imagens (mamografia e/ou ultrassonografia de mamas e ovários e/ou ressonância nuclear magnética). Os exames de laboratório, chamados marcadores tumorais (Ca15.3 e Ca125), não servem para o diagnóstico, mas são úteis para o acompanhamento da paciente na  vigência do tratamento.

Leia também: Câncer de mama familiar
L
eia também: O risco de câncer de mama

O autoexame das mamas deve ser feito a partir dos 20 anos de idade e também durante a gravidez, a amamentação e a menopausa. Preferencialmente durante o banho, com movimentos circulares e delicados, a mulher deve examinar as mamas e as axilas e, ao final, espremer os mamilos suavemente para observar a saída eventual de alguma secreção anômala.

Estudos genéticos nos permitem identificar alvos nas células tumorais que indicam os tratamentos mais precisos e mais individualizados para determinada anomalia tumoral. A alteração genética não necessariamente provocará o aparecimento de uma doença, que, no entanto, poderá surgir na presença de fatores de risco provenientes do ambiente, como clima, alimentação, hábitos de vida, etc.

A alteração genética pode também fornecer a informação necessária para cuidados especiais mais específicos. O estudo do DNA poderá mostrar em qual gene está o defeito e em que local do cromossoma. O alto custo financeiro desse sequenciamento completo de genes para determinar as mutações pode ser um fator limitante para a sua obtenção, embora seu custo-benefício deva ser priorizado.  Atualmente, os planos de seguro-saúde oferecem esses exames gratuitamente, desde que sejam bem indicados e justificados.

É possível, ainda, haver associação do câncer de mama com o câncer de ovário nos casos hereditários. Isso permite avaliar as mutações ocorridas nos genes BRCA1 e BRCA2, que indica maior probabilidade da doença de mama e ovário em 25% dos casos.

Entretanto, o resultado negativo dessa pesquisa não demonstra a ausência de riscos genéticos, porque poderão estar localizados em outros locais do DNA.

O BRCA1 e o BRCA2 são genes que produzem proteínas supressoras de tumor e que codificam as proteínas que funcionam no processo de reparação do DNA. Sua mutação é que está correlacionada com o aparecimento do câncer.

Cerca de 55% a 65% das mulheres com  a mutação no BRCA1 e 45% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão câncer de mama até os 70 anos de idade. Nas mulheres mais jovens (com menos de 40 anos) com mutação no BRCA1, é comum a associação a um câncer triplo negativo (receptores de estrógeno e progesterona negativos e baixa expressão da proteína HER2/neu), o que indica, em princípio, pior prognóstico. No entanto, só 15% dos casos triplos negativos estão associados ao BRCA1.

Em relação ao câncer de ovário, 39% das mulheres com a mutação no BRCA1 e de 11% a 17% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão esse tipo de câncer até os 70 anos de idade.

Deve-se salientar que esses riscos estão associados a mutações nesses genes, e que podem variar de acordo com a história familiar, com diferentes mutações genéticas e com outros fatores de risco, por exemplo, sua história reprodutiva.

Outros tipos de câncer podem estar associados a essas mutações. Nas mulheres, mutações no BRCA1 podem aumentar o risco de câncer nas trompas de Falópio e câncer de peritônio. Homens com mutações no BRCA2 e em menor número no BRCA1 correm risco maior de câncer de mama (em 7% desses indivíduos poderá surgir o câncer de mama) e também risco maior de câncer de próstata, quando as mutações estão presentes no BRCA1 ou BRCA2.

Homens e mulheres com essas mutações podem ter risco aumentado para o câncer de pâncreas.

O exame genético pode ser feito em qualquer idade nas pacientes com câncer de mama e/ou ovário quando houver :

– pelo menos três parentes próximos (mãe, irmã e filhas) que desenvolveram câncer de mama e/ou ovário;

– duas pessoas com essa(s) doença(s) do mesmo lado da família (do pai ou da mãe), uma delas com menos de 50 anos de idade;

* parente de primeiro ou segundo grau que apresentou câncer de mama ou ovário com idade abaixo dos 40 anos de idade;

* câncer em ambas as mamas na mesma mulher;

* câncer de mama e ovário na mesma mulher ou na mesma família;

*  múltiplos cânceres de mama na mesma mulher;

* dois ou mais membros da mesma família com câncer e com BRCA1 ou BRCA2 mutados;

* casos de câncer de mama em homem da mesma família;

* etnia judia Ashkenazi.

As sociedades médicas não recomendam que crianças façam o teste genético para o BRCA1 e BRCA2, mesmo que haja história familiar sugestiva, porque o risco de a criança desenvolver o câncer associado a essa anomalia é muito baixo. Quando adultas, elas poderão optar por fazer ou não a pesquisa genética.

Os genes BRCA1 e BRCA2 estão envolvidos no reparo do DNA e alguns pesquisadores têm sugerido que as células cancerosas com essas mutações podem ser mais sensíveis aos agentes antineoplásicos que atuam diretamente no DNA, como a cisplatina.

Se o resultado dos exames indicar a presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, a paciente deverá ser esclarecida sobre o quadro e, dependendo da sua opção, o médico poderá adotar uma conduta de observação e realização de exames clínicos e de imagens  com a frequência indicada para aquela mutação gênica ou, então, a cirurgia profilática na mama e ovários. Chama-se cirurgia profilática aquela que é realizada sem que haja a comprovação do câncer nem na mama nem nos ovários.

 

 

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Dr. Drauzio Varella

Sua dor de cabeça não passa? Existem mais de 80 tipos diferentes

iG São Paulo

Como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes

Queixa muito frequente nos consultórios e pronto-socorros é a dor de cabeça. Cientificamente chamada de cefaleia, possui mais de 80 (isso mesmo, oitenta!) tipos diferentes.

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Dor de cabeça: existem mais de 80 tipos

Foto: BBC Brasil


O segredo

Mas como pode o mesmo sintoma (dor) ter tantos diagnósticos diferentes? O segredo está nos detalhes, na história clínica bem feita e na presença (ou ausência) de alterações do exame neurológico. 

Pontada, queimação ou peso?

Assim, a dor de cabeça pode se manifestar sob a forma de aperto ou de pontada, de peso ou de queimação, pode ser pulsátil (latejante) ou passar a sensação de uma enorme pressão… Pode começar lentamente e ir piorando, ao longo de horas, ou pode começar subitamente, já muito forte. Pode piorar ao longo do dia ou, de forma diversa, melhorar ao longo do dia. Pode melhorar se o paciente dormir. Pode aparecer com excesso de solto. E com a falta dele também. 

Pode ser estresse? Pode!

Pode ser estresse? Pode!

Foto: Thinkstock/Getty Images


Pode ser estresse 

Pode ser aguda ou pode ser crônica. Pode decorrer de estresse? Pode! Pode decorrer de uma noite mal dormida? Pode também! Pode ser reflexo de outras doenças, tais como pressão alta, alterações de tireóide, alterações visuais ainda não corrigidas… Ou podem, ao estar associadas a determinadas alterações visuais indicar a chance de um tumor cerebral… As alterações visuais podem até – veja só! – avisar ao indivíduo que dentro em breve começará uma grande crise de enxaqueca.

Existem episódios de enxaqueca que levam até mesmo à instalação, ainda que transitória, de déficits de força. Ou seja, o paciente pode logo após a crise presentar perda de força ou visual, recuperando após certo período.

Tratamento

O tratamento, como não poderia deixar de ser, é extremamente variado. Utilizam-se analgésicos simples, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, anti-depressivos ou até mesmo remédios anti-epilépticos. Tudo depende do diagnóstico correto.

De forma geral, as dores de cabeça esporádicas, episódicas, não causam grande preocupação, exceto se súbitas, intensas ou acompanhadas de alterações graves como perda da consciência.

Aquela dor de cabeça que não passa, no entanto, deve ser analisada e investigada mais de perto. Como se pode notar, as características e nuances são muitas, e só um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto, afastar doenças mais graves e indicar o tratamento mais eficaz.

Por isso mesmo, pela presença de tantas variáveis que levam a caminhos tão diferentes, não se deve praticar a automedicação. Procure um especialista qualificado, de sua confiança ou da confiança de algum conhecido seu. Com saúde não se brinca, não se arrisca. Consulta médica não é custo, é investimento.

Dr Paulo

Dr Paulo

Foto: Arquivo pessoal

**Dr Paulo Porto de Melo é neurocirurgião formado pela UNIFESP, especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint-Louis (EUA). Facebook: @DrPauloPortoDeMelo e Instagram @ppmelo.



Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Sim, nós precisamos de carboidratos

É comum escutarmos: “corta o carboidrato” como se “o carboidrato” fosse um monstro. Gente, calma! Nós precisamos sim de hidrato de carbono na nossa alimentação diária. Os carboidratos proporcionam a energia que o nosso corpo precisa para fazer tudo que nós temos para fazer num dia normal, corre corre para trabalhar, estudar, estar com os amigos, família, amar, cuidar da casa, cuidar das crianças, passear com o cachorro, dançar, tudo!

Se  o nosso organismo não recebe a quantidade de carboidrato diária que ele precisa, ele vai buscar a energia em outras fontes, como por exemplo nas proteínas. Acontece que o corpo precisa da energia das proteínas para outras coisas, e aí tudo começa a ficar confuso!

Os carboidratos são combustíveis para nós, e na alimentação como em tudo na vida, é preciso fazer escolhas. Vamos entender um pouco o porque da má fama dos carboidratos e quais as melhores escolhas que podemos fazer na hora de nos abastecermos com carboidratos.

Por que os carboidratos têm má fama?

A má fama vem da escolha das fontes de carboidratos erradas e do excesso. E acredite, uma coisa leva à outra. Ah, e antes que você pergunte: sim, o carboidrato engorda, mas principalmente o carboidrato simples, que muitas vezes ainda vem acompanhado de gordura saturada, sódio, e quase zero fibras e nutrientes.

É importante saber que não há “o carboidrato”, mas sim “carboidratos” e nem todos são iguais. Tudo depende do tipo de carboidrato que você vai consumir e como.

Que carboidratos devo comer?

Nós sabemos que os carboidratos simples, como açúcar branco refinado ou alimentos processados e bebidas açucaradas, podem ser rapidamente digeridos e são pobres em nutrientes e fibras. Em geral, o consumo desse tipo de carboidrato, dá um pico de açúcar no sangue sem que haja um alto gasto de energia em seguida. Por isso, o melhor é buscar sempre ingerir carboidratos complexos, que levam mais tempo para serem absorvidos e nos dão uma carga mais sustentável de energia, além de serem mais ricos em fibras e nutrientes.

Escolha comer o carboidrato dos grãos e farinhas integrais em vez de farinhas brancas e grãos processados, assim além de mais energia para o seu corpo, você também tem uma alimentação mais rica e tem mais saciedade.

As fibras também são classificadas como hidratos de carbono e são encontradas, principalmente, em alimentos de origem vegetal. Para ficar mais fácil, os vegetais mais ricos em carboidratos são as raízes, como cenoura, batata, mandioca, nabo, etc.

Os carboidratos são maravilhosos transportadores de sabores, a nossa vida e o nosso paladar sem dúvida ficariam mais pobres sem eles! Não tenha medo dos carboidratos. Apenas lembre-se: a escolha é sua, você controla a sua alimentação.

Beijos,

Carol

*Fonte: Celebrating the Good Carbohydrates, Jamie Oliver.

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Fale com a Nutricionista

Como queimar gordura corporal

quadrado incial

Por Ben greenfield

Como virar uma máquina de queimar gordura

 

Por que você foi enganado sobre os carboidratos e como transformar-se em uma máquina de queima de gordura parte 4

Na Parte 1Parte 2 e Parte 3 deste artigo demonstrei por que você foi enganado sobre os carboidratos e como seguir uma dieta cetogênica rica em gordura para melhor composição corporal, saúde e para quaimar mais gordura como fonte de energia.

12 Passos para você se transformar em uma máquina de queima  gordura e provar que você realmente não precisa  de carboidratos.

Passo 1: seguir uma dieta rica em gordura por 6 Meses.

 

O estudo UCONN matriculou atletas de ultra-endurance altamente treinados, do sexo masculino e feminino (por exemplo, ultra-maratonistas, triatletas, Ironman, etc.), que tinham consumido rigorosamente uma dieta baixa em carboidratos (definida como constituindo menos de 20% das calorias provenientes de carboidratos) ou uma dieta rica em carboidratos (defina como tendo mais do que 55% das calorias a partir de carboidratos) durante pelo menos 6 meses.

BiohackingBen

Como você provavelmente já adivinhou até agora, eu era um dos caras seguindo a low-carb.

Passo 2: Teste de utilização de ácido láctico no sangue

 

Para definir uma linha de base para correr na esteira por três horas, o que iria acontecer no dia seguinte, eu me submeti a um dos mais brutalmente intensos testes de ciência do exercício que existe: um protocolo de esteira V02max. Este estava escrito para mim assim “um teste incremental em esteira que irá aumentar continuamente a intensidade até atingir a fadiga voluntária”. Em outras palavras: eu teria que executar a corrida até quase desmaiar e cair para fora da esteira. Após o aquecimento, este teste normalmente leva cerca de 12 minutos, com aumentos significativos na velocidade e grau de intensidade a cada dois minutos.

Antes de cada estágio de dois minutos, dei uma breve parada para que os investigadores tirassem uma única gota de sangue do meu dedo para analisar a concentração de lactato sanguíneo. O lactato sanguíneo é o padrão ouro para determinar quando os músculos começam a produzir mais ácido láctico do que eles realmente podem remover. Níveis de lactato sanguíneo durante o exercício também é um parâmetro que nunca havia sido medido durante o exercício em atletas ceto-adaptados (adaptados a dieta alta em gordura e muito baixa em carboidratos). Uma vez que uma pessoa ceto-adaptada está queimando menos carboidratos, ela deveria, teoricamente, produzir menos ácido láctico, resultando em menos queimadura e menos desconforto durante o exercício – um otimização conveniente, na verdade…

Teste de oxigênio na esteira.

greenfild parte 4 1

Preparando-se para o inferno na esteira.

ben greenfield parte 4 2

O teste de  VO2 máximo começa

greenfild parte 4 3

Testando o ácido láctico no sangue.

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Passo 3: urina de 24 horas e coleta de fezes

 

Sabe-se que a proporção de macronutrientes (carboidrato / gordura / proteína) afeta drasticamente as bactérias do intestino e que influencia tudo, desde a produção de neurotransmissores para o desempenho até a propensão para a obesidade (daí a atual busca de uma “droga para queimar gordura” à base de bactérias).

Portanto, para este estudo, não só fui obrigado a recolher 24 horas de urina em um recipiente laranja extravagante (também controlar rigorosamente o estado de hidratação, para medir o teor de nitrogênio da minha urina)…

… Mas eu também tinha a obrigação de fazer cocô em um recipiente de plástico do tamanho de uma embalagem de iogurte e uma amostra de fezes para que os pesquisadores pudessem olhar para as bactérias e micróbios do meu intestino. As amostras de fezes foram utilizadas para analisar a minha microbiota intestinal e usar (exatamente como foi descrito para mim pelos pesquisadores) “Técnicas de sequenciamento de próxima geração que têm como alvo o gene 16S rRNA bacteriano”. Aparentemente, esta é muito semelhante ao tipo de ensaio a ser utilizado pelo projeto fascinante O projeto intestinal americano (american gut project).

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Meu fiel companheiro de 24 horas. O recipiente de urina.

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  Passo 4: DEXA digitalização

 

Acredite ou não, essas balanças eletrônicas que você pisa para fazer medições de gordura corporal podem ser notoriamente imprecisas. Em vez disso, a medida padrão ouro para composição corporal (percentual de gordura, porcentagem de músculo, densidade óssea e peso) é determinada por meio de um aparelho chamado “scanner de DEXA”. É isso mesmo: o mesmo tipo de scanner utilizado para diagnosticar a osteoporose pode também dizer-lhe quão gordo você está. Durante o meu exame DEXA, eu estava calmamente e completamente imóvel sobre uma mesa enquanto um técnico de raios-X certificado dirigido um braço de digitalização para passar sobre o meu corpo da cabeça aos pés, levando cerca de 5 minutos para analisar toda o meu teor de gordura.

Você pode estar interessado nos resultados que irá encontrar na tabela abaixo, se você gostaria de eliminar qualquer receio de que uma dieta rica em gordura vai fazer você engordar. Na verdade, eu estou muito mais magro do que quando estava comendo uma dieta de baixa gordura.

Aviso: Se você decidir começar uma varredura DEXA para medir a sua própria gordura corporal, porcentagem de músculo e densidade óssea, você estará exposto a uma quantidade muito pequena de radiação pelo scanner utilizada para medir a composição do corpo. A exposição a qualquer quantidade de radiação de raios-X, não importa quão baixa, pode causar alterações anormais em células. No entanto, o corpo continuamente faz reparos celulares a essas mudanças – a quantidade de radiação é muito baixa em apenas uma varredura de DEXA e a exposição total para toda a varredura do corpo é aproximadamente 125 vezes menor do que a média de radiação a partir de uma radiografia de tórax normal. DEXA digitalização.

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Você acha interessante que uma dieta à base de gordura (+ 60%) resultou em 5,2% de gordura corporal? Chocante, não é? Comer gordura não faz vocês engordarem, pessoal.

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Passo 5: Biópsia do músculo e de gordura

 

Agora vem a parte divertida – uma biópsia muscular e de gordura pré-treino para determinar o armazenamento de carboidratos e se uma dieta rica em gordura me deixou “isento de carboidratos”. Além de medir o armazenamento de carboidratos, a análise muscular pode ver como meus músculos ceto-adaptados podem suportar um nível teoricamente maior do que o normal de oxidação de gordura. A biópsia permite a medição de glicogênio muscular, triglicérides, tipo de fibra, marcadores de inflamação e imunidade e até mesmo padrões de expressão específicos para alguns genes.

Aqui está exatamente como a biópsia muscular me foi descrita pelos cientistas:

“Para este procedimento você vai deitar-se numa cama de hospital confortável antes do exercício.Vamos usar um anestésico local para amortecer uma área de sua pele e músculo da coxa antes de obter uma pequena quantidade de músculo através de uma agulha de biópsia muscular. Esta é a primeira de três biópsias musculares que serão feitas, incluindo uma imediatamente após o exercício e uma duas horas após o exercício. 

Enquanto a Lidocaína faz um bom trabalho de eliminar a dor aguda de uma incisão, ela não pode eliminar totalmente a dor incômoda associada com a realização da biópsia. A agulha de biópsia tem aproximadamente o mesmo diâmetro de uma caneta Bic. Após as incisões na pele e na fáscia serem feitas, a agulha será inserida através delas no músculo. A agulha de biópsia provavelmente fará com que o músculo sofra cãibra por um segundo. Uma vez no lugar, a agulha irá ser utilizada para fazer três ou quatro “recortes” no músculo, que vai ser removido de você. A quantidade total de músculo removido será entre 50 e 200 mg, ou um montante total sobre o tamanho de um saquinho de pipoca não estourada. Depois disso, a agulha será retirada, alguma pressão será colocado no local para controlar a hemorragia, e a incisão será fechada com uma sutura. Você não vai notar a falta deste músculo, tanto cosmeticamente quanto funcionalmente. Há estudos em que mais de 400 mg foram removidos sem problemas.

Após o procedimento, você terá um curativo compressivo aplicado no local e sua coxa estará envolvida com um envoltório de compressão. Vai ser apertado, mas não deve ser doloroso. Na noite do procedimento, você será instruído a manter o joelho dobrado, tanto quanto possível, aplicar gelo para sua coxa, evitar calor ou massagem, e evitar medicação anti-inflamatória.“Você aguenta”.

Quer a versão curta? Eles meteram uma agulha em sua perna, cortaram o músculo para congelar e isso dói pra carr* # ho. Especialmente à noite.

A biópsia de gordura (AKA lipoaspiração barata) foi relativamente semelhante e descreveram-me o seguinte:

 “Antes de cada um dos três procedimentos de biópsia do músculo, obteremos um pequeno pedaço de gordura por baixo da pele a partir do quadrante exterior e superior da nádega sob anestesia local, utilizando uma agulha. A área da nádega é escolhida porque os participantes desta investigação são magros, e esta área é provável de gerar um maior acesso de gordura que outros locais comuns (por exemplo, abdômen, quadríceps, etc.). Uma agulha 16 G (tão espessa quanto uma moeda de 1 centavo) vai ser adaptada a uma seringa cheia com solução salina normal estéril, de modo a aplicar o vácuo. A agulha será inserida na gordura subcutânea e o tecido será “aspirado” pela seringa. A agulha será repetidamente inserida e retraída algumas vezes na camada de gordura para obter, pelo menos, 2 mg de tecido (cerca de uma gota de água) até cerca de 100 mg (peso equivalente de um palito de dentes) “.

Apesar das promessas de apenas uma parte do tamanho de um palito de gordura, este também doeu pra  cac* # e. Todos os detalhes sórdidos nas fotos abaixo.

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Agulha da biopsia enorme

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Congelando o tecido muscular exato para preservação

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Agora na minha nádega

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Minha gordura extraída na seringa.

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Resumindo os resultados: uma dieta à base de mais de 70% de gordura resultou em 5,2% de gordura corporal. Comer gordura não engorda pessoal.  Fiquem ligados na continuação deste artigo.

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Primal Brasil

Cientistas apostam em células-tronco em pesquisa para curar cegueira

BBC

Cirurgiões em Londres implantam ‘remendo’ de células oculares em olho de paciente com degeneração macular, principal causa de perda de visão em países desenvolvidos

Cirurgiões em Londres realizaram uma operação pioneira para testar um novo tratamento de um tipo de cegueira usando células-tronco. A “cobaia” foi uma mulher de 60 anos, portadora de degeneração macular, uma doença ocular degenerativa, em procedimento realizado no Moorfields Eye Hospital. A doença é a principal causa de perda de visão em países desenvolvidos.

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

A degeneração macular é marcada pela morte de células responsáveis pela visão%3B pacientes com a degeneração sofrem danos à visão central

Foto: BBC

No Brasil, cerca de 2,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos têm a doença, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 

A técnica envolve o uso de uma espécie de “remendo”, feito com células oculares provenientes de doações, implantado na parte posterior da retina. 

A cirurgia faz parte de um projeto criado há uma década para tentar reverter a perda de visão em pacientes com degeneração macular. Dez pacientes com o tipo “úmido” da doença, considerado o mais grave, participarão dos testes. Todos eles têm expectativa de sofrer perda súbita de visão por conta de defeitos nos vasos sanguíneos localizados nos olhos.

Luz azul dos celulares e tablets pode causar degeneração na retina

Qualquer forma de cortisona pode causar glaucoma, alertam oftalmologistas

Modelo atacada com ácido recupera visão com células-tronco

Após a cirurgia, os pacientes serão monitorados por um ano para que se cheque se o tratamento é seguro e se houve melhora de visão.

A mulher que se submeteu à cirurgia não quis ser identificada. Segundo o coordenador do projeto, o médico Peter Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, o remendo de células parece estável.

“Não poderemos saber antes do Natal se a visão está boa e por quanto tempo pode ser mantida”, explicou Coffey.

As células usadas na terapia são do epitélio pigmentar da retina (EPR), uma camada celular responsável pela “manutenção” dos fotorreceptores na mácula, o ponto do olho em que enxergamos com maior clareza e definição. Em casos de degeneração macular, as células EPR morrem e pacientes perdem sua visão central, que fica distorcida e borrada.

“Este é um projeto verdadeiramente regenerativo. No passado, era impossível substituir células perdidas. Se conseguirmos fazer com que as células implantadas funcionem, isso seria de imenso benefício para pessoas ameaçadas de cegueira”, explica Lyndon Da Cruz, do Moorfields Eye Hospital, e que conduziu a cirurgia inicial.

‘Viável’

A equipe trabalhando em Moorfields recebe apoio financeiro da empresa farmacêutica Pfizer.

Não é a primeira vez que cientistas usaram células-tronco em tratamentos de cegueira. Em 2012, pacientes com a doença de Stargardt, que também é marcada pela degeneração da visão, foram injetadas com embriões em experimentos nos EUA e na Grã-Bretanha, que também envolveram uma equipe de Moorfields.

O hospital londrino também tem um programa em que 40 pacientes com degeneração macular receberam tratamento com células tiradas dos próprios olhos.

“Vimos alguns casos impressionantes de recuperação, com algumas pessoas conseguindo voltar a ler e a dirigir. E essa recuperação tem sido sustentada por anos”, explica Da Cruz.

O médico, no entanto, ressalta que o uso de células dos próprios pacientes é complexo e traz riscos, o que explica o fato de o novo estudo usar as células-tronco, que podem produzir um suprimento ilimitado de células.

Estudos em animais mostraram, segundo Da Cruz, que o uso dos “remendos” é viável. Mas até que conheçam os primeiros resultados dos testes em humanos, seu funcionamento em humanos permanece uma incógnita.

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Saúde: bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios – iG

Por que ficamos doentes

Por Chirs Kresser

Se você tiver um dos muitos problemas crônicos de saúde dos quais as pessoas sofrem hoje em dia, tais como IBS, fibromialgia, fadiga crônica, doenças autoimunes, você provavelmente receberá uma droga para gerenciar seus sintomas e não muito mais. A chave para o tratamento com sucesso destas condições, no entanto, está em tratar a causa subjacente. Esta é a promessa da medicina funcional e evolutiva.

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Estamos no meio da mais grave epidemia humana de doenças crônicas que já enfrentamos. Metade dos adultos americanos têm uma ou mais condições crônicas de saúde, e 25 por cento têm duas ou mais destas doenças. 7 das 10 principais causas de morte em 2010 foram doenças crônicas, e duas delas, as doenças de coração e câncer juntas, foram responsáveis ​​por quase metade de todas as mortes. (2)

Embora alguns destes problemas (como doenças cardíacas) sejam razoavelmente bem entendidos pela medicina convencional, outros são mais misteriosos. Condições como a síndrome do intestino Irritável (SII), fadiga crônica, fibromialgia e doenças autoimunes, em conjunto, afetam centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, mas na maioria dos casos os pacientes são informados de que as causas de suas condições são desconhecidas e simplesmente prescrevem drogas para gerir os sintomas.

Mas é realmente verdade que nós não sabemos o que causa as doenças crônicas? Certamente existem elementos relativos a cada doença específica que nós ainda não entendemos. Mas eu diria que nós, de fato, temos uma compreensão sólida sobre os fatores mais importantes que contribuem para praticamente todas as doenças crônicas. Isso significa que atualmente podemos impedir e até mesmo reverter muitas dessas condições.

O Modelo Funcional de Sistemas de Medicina

 

Como muitos de vocês sabem, eu vou lançar um programa de treinamento de medicina funcional para os clínicos ainda neste ano. Na preparação para esse programa, eu criei uma “teoria unificada” do que causa a doença que eu chamo de Modelo Funcional de Sistemas de Medicina. Eu gostaria de compartilhar isso com vocês aqui e usá-lo como um trampolim para a nossa discussão.

círculo

Como o diagrama mostra, a interação entre o genoma, epigenoma, e exposome de um indivíduo está no cerne do que determina a nossa saúde.

O genoma é o nosso conjunto completo de DNA, contendo todas as informações necessárias para construir e manter o organismo humano.

 O epigenoma é composto de produtos químicos que modificam o genoma de uma forma que lhe diz o que fazer, onde fazer e quando fazer. Estas modificações não alteram os genes subjacentes, mas eles podem ser transmitidos às gerações futuras.

O exposome representa a soma total de todas as exposições não genéticas que um indivíduo experimenta desde o momento da sua concepção até o final de sua vida. Ele inclui os alimentos que ingerimos, a água que bebemos, o ar que respiramos, os produtos químicos que estamos expostos, as conexões sociais que temos, e o ambiente em que vivemos.

Você sabia que 8 causas subjacentes são a raiz da maioria das doenças crônicas?

 

Para usar uma analogia, o genoma é como um piano; o epigenoma é como a partitura; e o exposome é o que determina a forma como a música é escrita e executada. A qualidade do piano certamente irá afetar o som que produz. Mas o melhor piano do mundo ainda vai soar terrível se a música e performance forem terríveis. Da mesma forma, um pianista virtuoso pode executar uma peça de Mozart, mas não vai produzir o seu melhor tocando um piano de má qualidade.

Da mesma forma, a genética desempenha um papel importante na saúde e na doença humana. No entanto, agora sabemos que o exposome (e sua influência sobre o epigenoma) é muito mais significativa na maioria dos casos. Na verdade, é responsável por mais de 90% das doenças humanas. É por isso que o exposome está no cerne do Modelo Funcional de Sistemas de Medicina e deve sempre ser o primeiro a ser tratado independentemente da queixa do paciente.

A dieta, o estilo de vida e o ambiente moderno afetam a expressão dos nossos genes e levam a patologias, que por  vezes causam a doença e os sintomas dos pacientes.

Mas quais são essas patologias?

As 8 patologias centrais que fundamentam todas as doenças crônicas

Eu acredito que praticamente todas as doenças e sintomas que experimentamos são causadas por uma ou mais das seguintes 8 patologias principais:

  1. Disfunção intestinal. Inclui supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO), infecções (por exemplo, parasitas, bactérias patogênicas, vírus), baixa acidez estomacal, bile e produção de enzimas, a permeabilidade intestinal, e intolerâncias alimentares.
  1. Desequilíbrio de nutrientes. Inclui deficiências de nutrientes como vitamina B12, ferro, folato, magnésio, zinco, EPA / DHA e vitaminas lipossolúveis (mais comuns), e excesso de nutrientes como o ferro (menos comum).
  1. Desequilíbrio do eixo HPA. O eixo pituitário adrenal regula a comunicação entre o hipotálamo, glândula pituitária e suprarrenais e equilíbrio da produção de hormônios associados com essas glândulas (por exemplo, DHEA, cortisol)
  1. Carga tóxica. Inclui exposição a produtos químicos (por exemplo, BPA, fitatos, etc.), metais pesados ​ (por exemplo, mercúrio, arsênico), biotoxinas (por exemplo, o mofo/micotoxinas), ou capacidade de desintoxicação prejudicada devido a deficiência de nutrientes, problemas gastrointestinais ou outras causas.
  1. As infecções crônicas. Inclui infecções por organismos transmitidas por carraças (por exemplo, Borrelia, Babesia, Bartonella, Erlichia), bactérias intracelulares (por exemplo Mycoplamsa, Chlamydophila), vírus (por exemplo, HHV-6, HPV), e bactérias dentárias.
  1. Desequilíbrio hormonal. Inclui hormônios associados ao metabolismo (por exemplo, insulina, leptina), tireoide e gônadas (por exemplo, o estrogênio, progesterona, testosterona).
  1. Desregulação imunitária. Inclui a autoimunidade, a função imune cronicamente reprimida, inflamação sistêmica.
  1. Disfunção celular. Metilação, produção de energia e função mitocondrial prejudicada, e dano oxidativo.

Estas patologias (e as interações exposome-genome-epigenoma que levam a elas) estão na raiz de tudo, desde a obesidade, passando pela a tireoidite de Hashimoto, a asma, a distúrbios do autismo, à depressão. O entendimento de que as mesmas 8 patologias subjacentes das principais doenças crônicas mais modernas tem profundas implicações em como devemos abordar estas condições.

Na medicina convencional, o foco é muitas vezes sobre as doenças e os sintomas; ele funciona “de fora para dentro”. Por exemplo, digamos que você vai ao médico para o exame anual e seus exames de sangue revelam que você tem “colesterol alto”. O resultado mais provável nesta situação é que você vai ser prescrito uma estatina e em alguns casos ouvir que deve se exercitar mais e comer melhor. Raramente há qualquer investigação séria sobre o que causou o colesterol elevado em primeiro lugar.

Na medicina funcional, no entanto, nós trabalhamos “de dentro para fora”. Nós prestamos menos atenção aos sintomas e mais atenção à patologia que produz esses sintomas. Colesterol elevado é um sintoma, não uma patologia. As patologias que podem levar a níveis elevados de colesterol incluem má função da tireoide, a permeabilidade intestinal, microbioma do intestino prejudicado, infecções virais ou bacterianas crônicas, insulina e resistência à leptina e desequilíbrios de nutrientes, para citar alguns. Se eu encontrar o colesterol elevado em um paciente, vamos examinar todas essas possíveis patologias, e, claro, também vamos olhar para como a genética do indivíduo, dieta, estilo de vida e outros fatores relacionados ao exposome podem estar contribuindo para eles. Uma vez que todas as patologias centrais foram identificadas, os níveis de colesterol geralmente se normalizam por conta própria.

Se a queixa principal do paciente é de infertilidade, fadiga, sinusite, ou problemas de pele, vou concentrar-me nessas 8 patologias centrais porque eu sei (tanto por experiência clínica e por pesquisa) que elas são as causas mais prováveis ​​subjacentes de sua condição. Na minha prática, a maioria dos meus pacientes estão lidando não apenas com uma dessas patologias, mas várias.

Como você pode ver, esta é uma abordagem fundamentalmente diferente do que geralmente é feito no estabelecimento convencional. A desvantagem é que ela requer muito mais exames e investigação preliminar, o que pode ser caro e demorado. O lado bom, que sobrepõe qualquer uma das desvantagens, é que se torna possível não apenas evitar, mas até mesmo reverter muitas doenças crônicas sem a necessidade de tomar medicação para o resto de sua vida.

Infelizmente, a abordagem de medicina funcional ainda não foi abraçada dentro do modelo de cuidados de saúde convencional. Mas eu acredito que isso está mudando. A prestigiada Cleveland Clinic acaba de lançar um Centro de Medicina Funcional, dirigida pelo médico funcional pioneiro Dr. Mark Hyman. Este é um grande passo para a aceitação em massa da medicina funcional e a pesquisa que o centro está engajado quase certamente irá levar ao reconhecimento maior. 

Eu acho que as companhias de seguros de saúde também vão ver os benefícios da medicina funcional. Eles vão reconhecer que gastar um pouco mais dinheiro na frente em diagnosticar corretamente e tratar a raiz do problema levará a uma enorme economia no futuro próximo e distante.

Essas mudanças não vão acontecer durante a noite e ainda temos muito trabalho a fazer. Mas a maré realmente está começando a virar!

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